quarta-feira, 23 de junho de 2021

.: Lázaro Ramos apresenta Gusmão, um menino que sonha ser coelho


"O Pulo do Coelho"
é o lançamento da vez de Lázaro Ramos - segundo livro do artista publicado pela editora Carochinha. A produção convida o pequeno leitor a fazer uma escolha antes mesmo de entrar no universo da história: para brincar com a ideia das diferentes perspectivas de leitura, a edição chega ao público com duas opções de capa.

Publicado pela Editora Carochinha, lançamento infantil do ator e escritor best-seller traduz ludicamente os significados de autonomia, liberdade, frustração e esperança em narrativa com ares circenses. O sexto livro infantil do ator e escritor Lázaro Ramos convida o pequeno leitor a fazer uma escolha antes mesmo de entrar no universo da história: o pequeno leitor poderá escolher entre duas capas de O pulo do coelho no momento da compra.

Publicada pela editora Carochinha, a obra conta a história de Gusmão, um menino “querente” de 11 anos que sonha ser coelho e mergulha em uma jornada circense na busca pelo autoconhecimento e liberdade. Ao passar pela descoberta dos talentos e pela importância de criar para si mesmo um projeto de vida, a produção abre espaço para que pais e educadores conversem com os pequenos leitores sobre temas como sonhos, frustrações, autonomia, sucesso, fracasso e resiliência.

Com grandes toques de simbolismo, a história é conduzida por um personagem especial que não apenas relata as aventuras de Gusmão, mas contribui de forma significativa para suas decisões. As ilustrações são da artista plástica e ilustradora Lais Dias, que criou uma envolvente relação entre imagem e texto, sem perder o traço realista nos personagens.


Sinopse
Gusmão era um menino “querente”. Queria aprender o passinho de dança, queria tomar chuva sem hora pra acabar, queria acalmar a avó. Queria tudo e ao mesmo tempo. Como toda criança.  Um dia, Gusmão teve um sonho. Sonhou que era um coelho e que estava em um circo. Mas Gusmão, todo querente, não queria ser coelho, queria mesmo era ser mágico. No meio dessa aventura circense, o menino vai descobrir que o mais importante é não desistir do próprio do sonho.

"O Pulo do Coelho" é uma história sobre liberdade, autonomia e esperança – ideal para discutir com as crianças temas como: lidar com as frustrações (os fracassos e os sucessos); lidar com a liberdade; cuidar dos próprios brinquedos; cuidar da própria higiene.


Sobre o autor
O ator, apresentador, diretor e escritor Lázaro Ramos tem mais de 20 anos de carreira e acumula mais 30 filmes, 30 peças e outros 15 personagens marcantes na televisão. Como escritor, se debruça em livros infantis desde a estreia com "Edith e a Velha Sentada", de 2010 e os best-sellers "Caderno de Rimas de João" (2015) e "Caderno Sem Rimas da Maria" (2018). Ambos os livros inspiraram o projeto multimídia "Viagens da Caixa Mágica" (2019) – que inclui álbum, show ao vivo e clipes multimídia para o YouTube. 

No mesmo ano lançou ainda outro sucesso, seu quarto livro infantil, "Sinto o que Sinto e a Incrível História de Asta e Jaser". Na literatura adulta, tornou-se um dos escritores mais vendidos do país ao lançar o best-seller adulto "Na Minha Pele" (2017). Atualmente, além de diversos projetos literários, é esperado o lançamento de "Medida Provisória", longa que marca sua estreia na direção de ficção.


Ficha técnica
Livro: 
"O Pulo do Coelho"
Autor: Lázaro Ramos
Ilustrações: Lais Dias
Editora: Carochinha
Páginas: 48 
Formato: 20,5 x 27,5 cm
Link do livro na Amazon: https://amzn.to/3j0GEuR


.: 108 anos de Orwell: o clássico da literatura verbalizado por Fabio Porchat

"A Revolução dos Bichos", uma iniciativa da Tocalivros Social, segue gratuito na plataforma de streaming brasileira

A Tocalivros Social e a editora Vermelho Marinho lançaram este ano, gratuitamente, na plataforma de streaming brasileira Tocalivros, o clássico do inglês George Orwell: "A Revolução dos Bichos" em audiolivro, com narração do apresentador e humorista Fabio Porchat. Escrita em 1945, a fábula moderna satiriza o totalitarismo, a hipocrisia da tirania e a busca pelo poder. Um dos textos mais premiados do século 20, o clássico de Orwell foi eleito pela revista Time como um dos 100 melhores livros já publicados em língua inglesa.

Na história, a revolta é liderada pelos porcos Bola-de-Neve e Napoleão que querem tirar os humanos do comando. Eles tentam criar uma sociedade utópica, porém Napoleão, seduzido pelo poder, afasta Bola-de-Neve e estabelece uma ditadura tão corrupta quanto a sociedade de humanos. Com um pouco mais de três horas de duração, o audiolivro "A Revolução dos Bichos" levou três meses para ficar pronto e envolveu cerca de dez pessoas.

A superprodução conta com o que há de mais moderno em tecnologia para audiolivros: os efeitos sonoros binaurais, ou seja, quando o áudio é sentido pelo ouvinte em dois sons diferentes e ocupa um espaço de 360 graus. Apesar da super produção, o título é totalmente gratuito. Isso porque a proposta da Tocalivros Social sempre foi de incentivar a democratização da leitura e mostrar como o audiolivro pode gerar impacto positivo na vida de milhões de brasileiros que têm pouco ou quase nenhum acesso aos livros.

A produção, que inaugura o novo selo da plataforma a Tocalivros Clássicos, também contou com a participação dos narradores Flávio Costa e Priscila Scholz, que fizeram as vozes dos animais; do produtor artístico da Tocalivros Clayton Heringer e teve composição de trilha sonora por Juscelino Filho. Para ter acesso ao audiolivro basta entrar no site www.tocalivros.com se cadastrar e navegar pela seção de obras gratuitas que pode ser escutado pelo app em dispositivos móveis ou computador. O aplicativo está disponível em iOS e Android na Apple Store e no Google Play.


Ficha técnica:
Audiolivro: 
"A Revolução dos Bichos"
Autor: 
George Orwell
Narração: 
Fabio Porchat, Priscila Scholz e Flávio Costa
Duração:
03h16m21s
Selo Editorial: Tocalivros Clássicos
Produção: Tocalivros Studios
Idioma: português Brasil
Disponível: grátis
Link de acesso: http://bit.ly/arevolucaotoca

Sobre a Tocalivros Social:
A Tocalivros Social é o braço social da plataforma de streaming Tocalivros e tem o propósito de incentivar o hábito da leitura, democratizar o acesso a conteúdo de qualidade e gerar impacto positivo na sociedade.

O projeto social distribui audiolivros gratuitamente em vários locais como o Metrô de São Paulo; hospitais que cuidam de crianças em tratamento de câncer e doenças raras; organizações que atendem pessoas com deficiência visual e dislexia; casas de repouso, além de alunos e professores de escolas públicas.


Sobre Fabio Porchat:
Fabio Porchat é um ator, humorista, roteirista, diretor, dublador, e apresentador de televisão brasileiro. Estreou nos palcos em 2005, quando montou a peça Infraturas. Entre seus trabalhos, em 2012, criou, em conjunto com outros artistas, uma produtora de vídeos para Internet – o Porta dos Fundos, no qual escreve e atua em esquetes de humor exibidas em canal do YouTube.

Foto: Edu Moraes/Rede Record

.: "Anônimo Muitas Vezes Foi Mulher": transmissão de solos autorais femininos


Três espetáculos solo, três atrizes-autoras (Bruna Longo, Erica Montanheiro e Camila dos Anjos), investigando três artistas criadoras (Mary Shelley, Camile Claudel e Camila dos Anjos - em espetáculo autobiográfico) vivendo em três séculos distintos (XIX, XX, XXI) e lidando com o ato da criação e o histórico silenciamento de autorias femininas. De 2 de julho a 19 de setembro. Fotos: Danilo Apoena

Idealizado por Bruna Longo e contemplado pela 11ª Edição do Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral para a cidade de São Paulo, o projeto "Anônimo Muitas Vezes Foi Mulher" traz três espetáculos autorais femininos ("Criatura - Uma Autópsia", "Inventário" e "Quebra-Cabeça") em transmissão gratuita pelas plataformas de quatro teatros da capital: Cacilda Becker, Arthur Azevedo, João Caetano e Alfredo Mesquita. 

Os três espetáculos foram gravados no palco do Espaço Cia. da Revista pela mesma equipe de vídeo (Bruta Flor Filmes), composta unicamente por mulheres com olhares e talentos únicos na construção de uma narrativa áudio visual e teatral. O mais antigo registro de autoria declarada em um texto é um poema sumério de 2300 a.C. Muitos filósofos debruçaram-se sobre a questão da importância da autoria para a apreciação de uma obra de arte. Até o Renascimento, quando a perseguição a livros heréticos exigia identificação de uma identidade a ser condenada, a ideia de autoria era considera irrelevante. 

Michel Foucault considerava a noção do autor como um momento crucial da individualização na história das ideias mas, no final da década de 60, propunha uma volta à irrelevância da autoria, o que ele chamava de desaparecimento do autor, como um fenômeno em que já não importa quem escreve, já que a obra basta por si mesma. "Que importa quem fala?", questionou em 1969. A pergunta sugere que o nome do autor parece se apagar em proveito de uma coletividade.

No entanto, Foucault reconhece no indivíduo o lugar originário da escrita. O nome do autor é um nome próprio e traz com ele sua história pessoal, o empirismo que criou a própria obra. Quando filósofos questionam e de certa forma celebram o desaparecimento do autor o fazem certamente sem levar em conta os privilégios do sujeito e ignorando todas as minorias cujas vozes autorais foram suprimidas e oprimidas. 

"Criatura, Uma Autópsia", espetáculo de Bruna Longo, fricciona a vida de Mary Shelley e sua obra mais famosa, "Frankenstein". Mary Shelley publicou-o de forma anônima em 1818. Era inconcebível para a época uma mulher (ainda mais uma jovem mulher de 18 anos) ter escrito uma obra que fugia do padrão clássico de literatura para mulheres. O livro foi atribuído a seu parceiro, o célebre poeta Percy Bysshe Shelley, visto a dedicatória a William Godwin, pai de Mary, de quem Shelley era discípulo.

Mesmo com a edição de 1831 trazendo o nome da autora e prefácio sobre a origem do romance, ainda hoje existem teorias que questionam sua autoria. Mary passou boa parte de sua vida definida pelos que a cercavam. Sobrenomes famosos que ela carregou, primeiro como filha de Mary WollstonecraftWilliam Godwin, depois como companheira de Shelley. A atriz-criadora Bruna Longo, durante o processo de pesquisa e ensaios para o espetáculo viu-se mergulhada nesses questionamentos. "Frankenstein" é um romance sobre o ato da criação e sobre busca por identidade e pertencimento. Os questionamentos da atriz encontram ressonância nas obras de duas outras artistas-criadoras: Erica Montanheiro e Camila dos Anjos, cujos espetáculos, também solos autorais, investigam a condição de mulheres-criadoras em uma sociedade patriarcal. 

Camille Claudel (1864-1943), em quem Erica Montanheiro inspirou-se para criar "Inventário", dirigido por Eric Lenate, passou 30 anos encarcerada em uma instituição psiquiátrica. Antes de ser internada, ela viveu durante muitos anos à sombra de dois homens, seu irmão escritor Paul Claudel e seu amante escultor Auguste Rodin, de quem ela foi aprendiz e assistente. Diante de uma relação abusiva com Rodin (que era casado e mantinha Camille como sua amante) e das dificuldades de firmar-se economicamente, de encontrar o reconhecimento simbólico e material, apesar de seu imenso talento como escultora, Claudel se posicionou fortemente contra aquela organização social patriarcal. Foi rotulada como desajustada, abandonada, silenciada - ações de extrema violência que a fizeram, num ato de coragem e revolta, destruir boa parte da própria obra artística. 

"Quebra-Cabeça", de Camila dos Anjos com orientação de encenação de Nelson Baskerville, é um espetáculo autobiográfico e documental, um olhar da atriz sobre a própria história pessoal e profissional, que expõe as frustrações, as expectativas e as consequências de ter começado a trabalhar ainda criança. Como se afirmar enquanto mulher, artista e criadora quando se cresce nos estúdios de TV e palcos? Como tomar para si mesma a responsabilidade de autoria da própria criação quando o mundo patriarcal ainda enxerga as mulheres como coadjuvantes dentro da organização social? 

"Que importa quem fala? Quanto importa quem fala quando o individuo é uma mulher escrevendo em um gênero literário considerado masculino e obrigada a publicar sua obra de forma anônima? Saber que 'Frankenstein' foi escrito por uma jovem de 18 anos não afeta a apreciação da obra? Não faz mesmo parte da obra? A obra destruída de Camille Claudel, suas peças atribuídas a Auguste Rodin e o fim precoce de sua carreira por conta de sua saúde mental são tão relevantes para sua história como artista quanto as obras que sobreviveram. O esgotamento da mulher Camila ao se perceber ‘só́ atriz’ e mais nada e o ato de tomar posse da própria narrativa criando um espetáculo autoral vem de encontro a essa busca por uma identidade criadora e propositora”, comenta Bruna Longo.

É impossível também separar as mulheres Bruna Longo, Erica Montanheiro e Camila dos Anjos da escolha pelo formato de espetáculo solo autoral como ferramenta de resistência criativa e autonomia sobre suas obras. Em uma série de palestras que viriam a se tornar o livro "Um Teto Todo Seu", Virginia Woolf escreveu que "uma mulher deve ter dinheiro e um quarto próprio para poder escrever ficção". As condições para a criação de uma obra de arte talvez não tenham mudado muito, mas tendo vencido diversas das conjunturas de dependência legal e financeira a que Woolf remete, sobram ainda a constante luta por espaço em instituições majoritariamente lideradas por homens, a experiência de silenciamento em processos de criação, a supressão de autoria de ideias e projetos.

MaryCamille, Bruna, Erica e Camila (como mulher e personagem) não procuravam ou procuram suas vozes. Procuravam e procuram espaço para que suas vozes fossem e sejam ouvidas, sem cerceamentos. Buscam ter seu valor simbólico reconhecido para que este torne-se também valor econômico. “Vale apontar que somos três artistas mulheres brancas e cisgênero, conscientes dos nossos lugares na escala de privilégios”, conclui Bruna. 


"Anônimo Muitas Vezes Foi Mulher":
Transmissão dos solos autorais femininos "Criatura, Uma Autópsia", "Inventário" e "Quebra-Cabeça"
Idealização:
Bruna Longo
Direção de produção: Selene Marinho
Produção executiva: Marcela Horta
Montagem e cenotécnica: Evas Carreteiro
Registro audiovisual: Bruta Flor Filmes
Direção de fotografia: Cacá Bernardes
Direção de imagem e montagem: Bruna Lessa
Projeto gráfico: Kleber Montanheiro
Tradução em libras: Mirian Caxilé
Fotos: Danilo Apoena
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Website: http://www.brunalongo.weebly.com/anonimo

Sinopse:
Idealizado por Bruna Longo e contemplado pela 11ª Edição do Prêmio Zé Renato de apoio à produção e desenvolvimento da atividade teatral para a cidade de São Paulo, o projeto "Anônimo Muitas Vezes Foi Mulher" traz três espetáculos autorais femininos ("Criatura - Uma Autópsia", "Inventário" e "Quebra-Cabeça") em transmissão gratuita pelas plataformas de quatro teatros da capital: Cacilda Becker, Arthur Azevedo, João Caetano e Alfredo Mesquita. Três espetáculos solo, três atrizes-autoras (Bruna Longo, Erica Montanheiro e Camila dos Anjos), investigando três artistas criadoras (Mary ShelleyCamille Claudel e Camila dos Anjos - em espetáculo autobiográfico) vivendo em três séculos distintos (XIX, XX, XXI) e lidando com o ato da criação e o histórico silenciamento de autorias femininas.

"Criatura - Uma Autópsia", de Bruna Longo
"Criatura, Uma Autópsia", espetáculo solo de Bruna Longo, é uma fricção entre o romance "Frankenstein, Ou O Prometeu Moderno" e a vida de sua autora Mary Wollstonecraft Godwin (Shelley). 

Bruna Longo é atriz, diretora de movimento e pesquisadora corporal formada pela Universidade de Londres. Realizou direção de movimento e trabalhou como atriz em mais de vinte espetáculos no Brasil, Europa e Estados Unidos. Colaborou com companhia dinamarquesa Odin Teatret dirigida por Eugenio Barba, de 2006 a 2010, e foi membro da Cia. da Revista, de São Paulo, de 2010 a 2016. 

Criadora do espetáculo de teatro físico "Cada Qual no Seu Barril", com Daniela Flor (indicado a seis prêmios FEMSA, incluindo espetáculo e atriz para Bruna) e do solo "Criatura, Uma Autópsia", fricção entre a vida de Mary Shelley e seu romance Frankenstein, indicada como melhor atriz no Prêmio Aplauso Brasil 2019.

Ficha técnica: 
Concepção, dramaturgia e atuação:
Bruna Longo
Assistentes: Giovanna Borges e Letícia Esposito
Cenário: Bruna Longo e Kleber Montanheiro
Cenotécnica: Evas Carreteiro e Nani Brisque com arte de Victor Grizzo
Figurinos: Kleber Montanheiro
Objetos: Bruna Longo com colaboração de Larissa Matheus
Desenho e operação de luz: Rodrigo Silbat
Operação de som: Leticia Esposito
Trilha sonora: Bruna Longo
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 60 minutos
Website: http://www.brunalongo.weebly.com/criatura

"Inventário", de Erica Montanheiro 
Um ser que um dia foi Camille Claudel está presa em um lugar sufocante e fala consigo mesma. Ela se prepara para deixar aquele lugar. Durante esta preparação, aos poucos se dá conta de que já deixou o mundo físico e que está se tornando um espectro. Neste processo, acessa suas memórias, recebe a visita de afetos e desafetos, e busca compreender seu destino e o legado que deixará para o mundo.

Erica Montanheiro é atriz, dramaturga e diretora. Foi integrante da Cia. Os Fofos Encenam desde 2004 e participou de espetáculos sob direção de Johana Albuquerque, Kleber Montanheiro, Cynthia e Débora Falabella,, entre outros. Vencedora do Prêmio FEMSA 2008 na categoria melhor atriz coadjuvante por Sonho de uma noite de verão, direção Kleber Montanheiro e indicada ao Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem 2014 na categoria melhor atriz coadjuvante por "O Rei e a Coroa Enfeitiçada".

Como atriz, integrou o elenco de "Histeria" (prêmio Aplauso Brasil 2017 de melhor atriz coadjuvante), "O Libertino" (2011) e "A Noite de 16 de Janeiro" (2018), todos com direção de Jô Soares. Dirigiu o espetáculo "Vocês que Me Habitam", de autoria própria em parceria com Gustavo Colombini, e "Dois a Duas", escrito por Maria Fernanda Barros Batalha (Prêmio APCA de teatro na categoria melhor espetáculo para público jovem).

Ficha técnica: 
Concepção, dramaturgia, atuação:
Erica Montanheiro
Direção: Eric Lenate
Assistência de direção: Mateus Monteiro
Figurinos e visagismo: Leopoldo Pacheco e Carol Badra
Arquitetura cênica: Erica Montanheiro, Kleber Montanheiro e Eric Lenate
Desenho de luz da – temporada de estréia: Aline Santini
Montagem e operação de luz: Clara Camarez
Trilha sonora, sonoplastia e engenharia de som: L. P. Daniel
Canções originais: Luísa Gouvêa
Montagem e operação de som: Rodrigo Florentino
Vídeo-projeções: Laerte Késsimos
Montagem e operacão de projeção: VJ Alexandre Gonzalez
Preparação músico-vocal: Cida Moreira
Direção de produção - temporada de estreia: Leonardo Devitto
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 60 minutos

"Quebra-Cabeça", de Camila dos Anjos
"Quebra-Cabeça" é um monólogo autobiográfico e documental da atriz Camila dos Anjos, sobre sua trajetória singular: seu início como atriz mirim e sua infância e adolescência trafegando pelas vias da indústria cultural. A atriz, que concentra a sua atividade atual no teatro, expõe as consequências de ter começado a trabalhar tão cedo.

Camila dos Anjos é atriz e produtora. Estreou aos doze anos na televisão, participando de diversas séries e novelas. Foi dirigida no teatro por Ulysses Cruz, Marco Antônio Pâmio, Sérgio Ferrara, André Garolli, Aury Porto, Mário Bortolotto, entre outros. Em 2015, recebeu o Prêmio de Atriz Revelação no “Melhores do Teatro R7”, pelo espetáculo “Propriedades Condenadas”. Ganhou o “Prêmio Cenym” de teatro como Melhor Atriz coadjuvante e foi indicada ao prêmio Bibi Ferreira  por “O Leão no Inverno”, de James Goldman, com direção de Ulysses Cruz em 2019. 

Em 2020, ganhou o “Prêmio Cenym” de teatro como Melhor Atriz coadjuvante pela “Inferno - Um Interlúdio Expressionista, inspirado no texto “Not About Nightingales” de Tennessee Williams. Trabalhou como atriz, produtora, tradutora e idealizadora nos espetáculos: “Propriedades Condenadas” (“Esta Propriedade Está Condenada” e “Por que Você Fuma Tanto, Lily?” / Sesc Consolação) e “A Catástrofe do Sucesso” (“Fala Comigo como a Chuva e me Deixa Escutar” e “Mister Paradise” / "Instituto Capobianco"), ambos com textos de Tennessee Williams e direção de Marco Antônio Pâmio.

Ficha técnica: 
Dramaturgia e atuação:
Camila dos Anjos
Direção musical: Daniel Maia
Desenho de luz: Marisa Bentivegna
Cenário: César Resende
Figurino: Marichilene Artisevskis
Projeções em vídeo: Raimo Benedette
Ilustrações: Nelson Baskerville
Equipe vídeo: Pedro Cortese e Mariana Bonfanti
Realização vídeo: Estúdio B
Operação de som: Marcela Horta
Operação de luz: Rodrigo Silbat
Operação de projeção: Daniel Gonzales
Vozes em off: Bruna Longo, Cesar Resende, Eric Lenate, Leopoldo Pacheco e Rafael De Bona
Classificação indicativa: 14 anos
Duração: 60 minutos


Serviço: 
Teatro Cacilda Becker

"Criatura - Uma Autópsia"
Dias 2, 3 e 4 de julho de 2021
Horários: sexta e sábado - 21h | Domingo - 19h
Valor do ingresso: gratuito - online
Plataforma: Sympla
Acessibilidade: Libras no espetáculo de domingo

"Inventário"
Dias 9, 10 e 11 de julho de 2021
Horários: sexta e sábado - 21h | Domingo - 19h
Valor do ingresso: gratuito - online
Plataforma: Sympla
Acessibilidade: Libras no espetáculo de domingo

"Quebra-Cabeça"
Dias 16, 17 e 18 de julho de 2021
Horários: sexta e sábado - 21h | Domingo - 19h
Valor do ingresso: gratuito - online
Plataforma: Sympla
Acessibilidade: Libras no espetáculo de domingo

Teatro Arthur Azevedo
"Criatura - Uma Autópsia"
Dias 23, 24 e 25 de julho de 2021
Horários: sexta e sábado - 21h | Domingo - 19h
Valor do ingresso: gratuito - online
Plataforma: Sympla
Acessibilidade: Libras no espetáculo de domingo

"Inventário"
Dias 30 e 31 de julho e 1º de agosto de 2021
Horários: sexta e sábado - 21h | Domingo - 19h
Valor do ingresso: gratuito - online
Plataforma: Sympla
Acessibilidade: Libras no espetáculo de domingo

"Quebra-Cabeça"
Dias 6, 7 e 8 de agosto de 2021
Horários: sexta e sábado - 21h | Domingo - 19h
Valor do ingresso: gratuito - online
Plataforma: Sympla
Acessibilidade: Libras no espetáculo de domingo


Teatro João Caetano
"Criatura - Uma Autópsia"
Dias 13, 14 e 15 de agosto de 2021
Horários: sexta e sábado - 21h | Domingo - 19h
Valor do ingresso: gratuito - online
Plataforma: Sympla
Acessibilidade: Libras no espetáculo de domingo

"Inventário"
Dias 20, 21 e 22 de agosto de 2021
Horários: sexta e sábado - 21h | Domingo - 19h
Valor do ingresso: gratuito - online
Plataforma: Sympla
Acessibilidade: Libras no espetáculo de domingo

"Quebra-Cabeça"
Dias 27, 28 e 29 de agosto de 2021
Horários: sexta e sábado - 21h | Domingo - 19h
Valor do ingresso: gratuito - online
Plataforma: Sympla
Acessibilidade: Libras no espetáculo de domingo


Teatro Alfredo Mesquita

"Criatura - Uma Autópsia"
Dias 3, 4 e 5 de setembro de 2021
Horários: sexta e sábado - 21h | Domingo - 19h
Valor do ingresso: gratuito - online
Plataforma: Sympla
Acessibilidade: Libras no espetáculo de domingo

"Inventário"
Dias 10, 11 e 12 de setembro de 2021
Horários: sexta e sábado - 21h | Domingo - 19h
Valor do ingresso: gratuito - online
Plataforma: Sympla
Acessibilidade: Libras no espetáculo de domingo

"Quebra-Cabeça"
Dias 17, 18 e 19 de setembro de 2021
Horários: sexta e sábado - 21h | Domingo - 19h
Valor do ingresso: gratuito - online
Plataforma: Sympla
Acessibilidade: Libras no espetáculo de domingo

O Projeto também inclui duas mesas de debates e uma oficina, como forma de incentivar e aprofundar o diálogo sobre o tema do projeto.

"Anônimo muitas vezes foi mulher: Autorias suprimidas" - sobre a supressão autoral histórica de obras criadas por mulheres. Mediadora: Prof. Dra. Carla Cristina Garcia, cientista social especialista em sociologia de gênero, estudos feministas e lazer urbano. Debatedoras: Bruna Longo, Erica Montanheiro e Camila dos Anjos. Público alvo: Adultos, jovens, estudantes de teatro, literatura e artes plásticas, educadores. Data a definir.

"Espetáculos Solo: resistência artística e território autoral". Mediadora: Janaina Leite, atriz e pesquisadora. Debatedoras: Bruna Longo, Erica Montanheiro e Camila dos Anjos. Público alvo: Estudantes, profissionais, pesquisadores e educadores de teatro. Data a definir.

Oficina gratuita: "Provocações para a Criação de Espetáculos Solos Autorais feitos por Mulheres" com as atrizes criadoras Bruna Longo, Erica Montanheiro e Camila dos Anjos. Público alvo: Atrizes profissionais e estudantes de teatro. Em parceria com a Oficina Cultural Oswald de Andrade / Poésis - Data a definir – a partir de agosto. 

.: Prêmio Sesc de Literatura anuncia os vencedores da edição de 2021


"O Réptil Melancólico", de Fábio Horácio-Castro, foi o escolhido na categoria Romance e "O que a Casa Criou", de Diogo Monteiro, na categoria Conto.


O Prêmio Sesc de Literatura, um dos mais importantes do país na distinção de escritores inéditos, anuncia os vencedores da edição 2021, nas categorias Romance e Conto. Na edição de 2021, os selecionados foram o paraense Fábio Horácio-Castro, com o romance "O Réptil Melancólico", e o pernambucano Diogo Monteiro, com a coletânea de contos "O que a Casa Criou". A origem dos autores reafirma o estímulo à diversidade por parte do Prêmio e sua capacidade de projetar escritores das mais distintas regiões do país. Os livros dos dois vencedores serão publicados em outubro pela editora Record, parceira do Prêmio Sesc desde a sua criação.

"O Réptil Melancólico" trata de colonialidade, colonialismo e colonização, das alegorias sobre a Amazônia e da Amazônia como alegoria. A narrativa parte do retorno de Felipe para sua cidade, após longa estadia fora do país. Ele seguira para o exílio na primeira infância, levado por sua mãe, militante política perseguida e torturada pelo regime militar brasileiro. Nesse processo de retorno, restabelece contato com a família paterna, particularmente com seu primo Miguel, que está fazendo o caminho oposto: o de partir da cidade.

"O que a Casa Criou" é um livro sobre o espanto. Todos os seus 16 contos, inclusive o que dá nome ao volume, tratam de alguma forma sobre a possibilidade de encontrar o inusitado a qualquer momento, na virada de uma esquina ou no abrir de uma porta. São histórias sobre a fragilidade do real e do nosso confortável conceito de realidade, e sobre como a quebra dessa normalidade age sobre pessoas, lugares e coisas.

Neste ano, o Prêmio recebeu a inscrição de 1688 livros, sendo 850 em Romance e 838 em Conto. O cronograma não foi afetado pela pandemia, porque foi todo executado por trabalho remoto. Dessa forma, o resultado pôde ser divulgado no prazo previsto.

Sobre os autores:
Fábio Horácio-Castro, paraense e jornalista de formação, tem 52 anos, é professor universitário e venceu com o romance "O Réptil Melancólico". “É a minha primeira participação no Prêmio Sesc e não esperava vencer na categoria. Escrevo mais sobre pesquisas relacionadas à Amazonia. Como eu tinha um projeto deste livro, aproveitei o isolamento da pandemia, finalizei a obra e me inscrevi. Fiquei muito contente com o retorno”, comemora.

O pernambucano Diogo Monteiro, de 43 anos, também é jornalista e atua com pesquisa de opinião e estratégia. Ele conquistou a premiação com o livro "O que a Casa Criou". “Sempre escrevi e participava de algumas coletâneas, mas nunca tinha pensado no Prêmio Sesc. Este ano, tive um livro infantojuvenil publicado pela primeira vez, o 'Relógio de Sol'. Agora, será a segunda vez que coloco uma obra para o público, na categoria conto”, destaca.

Ao oferecer oportunidades aos novos escritores, o Prêmio Sesc de Literatura impulsiona a renovação no panorama literário brasileiro e enriquece a cultura nacional. Em sua 18ª edição, se tornou uma das mais importantes premiações do país, sendo hoje considerado referência por críticos literários, escritores brasileiros e visto como grande porta de entrada para o mercado editorial no Brasil.

“A premiação foi criada em 2003 e se consolidou como a principal do país para autores iniciantes. Nesse ano, os vencedores foram das regiões Norte e Nordeste e consideramos essa diversidade excelente para a cena literária nacional”, explica o analista de Literatura do Departamento Nacional do Sesc, Henrique Rodrigues.

Os vencedores têm suas obras publicadas e distribuídas pela editora Record, o que contribui para a credibilidade e a visibilidade do projeto, pois insere os livros na cadeia produtiva do mercado livreiro. Os livros têm lançamento no final do ano com tiragem inicial de 2 mil exemplares. Desde a sua criação em 2003, mais de 16 mil livros foram inscritos e 31 novos autores foram revelados.

O processo de curadoria e seleção das obras é criterioso e democrático. Os livros são inscritos pela internet, gratuitamente, protegidos por anonimato. Isso impede que os avaliadores reconheçam os reais autores, evitando qualquer favorecimento. Os romances e contos são avaliados por escritores profissionais renomados, que selecionam as obras vencedoras pelo critério da qualidade literária.

A relevância do projeto também pode ser medida por meio do sucesso dos seus vencedores, que costumam vencer ou ser finalistas de outros grandes prêmios literários como o Jabuti, Biblioteca Nacional e São Paulo de Literatura. Eles também vêm sendo convidados para outros importantes eventos internacionais, como a Primavera Literária Brasileira, realizada em Paris, o Festival Literário Internacional de Óbidos, em Portugal, e a Feira do Livro de Guadalajara, no México.

terça-feira, 22 de junho de 2021

.: Crítica: "Manhãs de Setembro" mostra que ninguém é mulher impunemente


Por 
Helder Moraes Miranda, editor do Resenhando.

Ao longo dos cinco episódios de "Manhãs de Setembro", nova série nacional da Amazon Prime Video que estreia dia 25 de junho, pairou o questionamento se Liniker de Barros - uma atriz que virou cantora, como ela própria se define - leu "Ninguém É Mulher Impunemente", a autobiografia de Vanusa Santos Flores lançada pela editora Madras em janeiro dos anos 2000.

O questionamento surge porque Cassandra, a mulher trans interpretada por Liniker é a própria Vanusa em diferentes camadas. A Cassandra da série, tal qual a artista que idolatra, é dramática como um tango regado a vinho, carrega suas próprias dores e exala por todos os poros o que é ser mulher. O seriado gira em torno dela, que acaba de conquistar a independência, mas se vê surpreendida pela chegada de um filho que gerou com outra mulher dez anos antes e de cuja existência não sabia.

Há em "Manhãs de Setembro" uma ruptura. As personagens trans são colocadas em contextos diferentes do que geralmente são apresentadas no setor audiovisual. A protagonista não está em uma situação de vulnerabilidade e começa alugando uma kit-net em um bairro popular de São Paulo. Ela trabalha como motogirl e tem um relacionamento sério e sólido com um homem casado.

Não espere de "Manhãs de Setembro" imagens estereotipadas, ou degradantes de violência, prostituição e exposição banal do corpo. As personagens trans são tratadas com respeito e, sobretudo, como seres humanos que erram, acertam e podem frequentar os mesmos ambientes que você. O mérito é todo dos autores Josefina Trotta, Alice Marcone e Marcelo Montenegro.

Cassandra, a protagonista, tem vínculos afetivos fortes, o que é raro de se ver em personagens transexuais. No seriado, há o casal de homossexuais interpretado com muita sensibilidade por Paulo Miklos e Gero Camilo, este, por sua vez, ao longo da pandemia, vem representando um elo de resistência do teatro sem parar de se apresentar, mesmo que virtualmente. 

Destacam-se, também, o ator Thomas Aquino, que empresta todo o carisma a Ivaldo, namorado de Cassandra, em um trabalho que transborda afetividade ao representar um homem dividido entre a razão e a emoção. Gersinho, interpretado com muita inteligência emocional por Gustavo Coelho, ator de 12 anos que demonstrou sensibilidade e maturidade rara para segurar um personagem que mistura densidade e poesia.

Toda a versatilidade de Karine Teles também é contemplada. Chega a ser uma surpresa vê-la em um tipo tão despojado e sacaninha - o que é uma delícia. Leide, divide com Cassandra a essência do seriado. É ela quem traz o humor que, em algumas vezes, falta em Cassandra. Habituada a personagens ricas e até esnobes, Karine Teles encarna em "Manhãs de Setembro"  uma personagem leve, ensolarada e repleta de boas tiradas. 

Em uma personagem que não tem um caráter reto, Karine consegue atrair a empatia do público e fazer com que ele entenda as razões que a levraram até ali: uma mulher que precisou se virar para criar o filho sem a ajuda de ninguém. O alívio cômico também se dá pela participação esfuziante de Isabela Ordoñez e suas excelentes tiradas - ela leva graça e leveza à trama. A direção é de Luís Pinheiro e Dainara Toffoli. Produção da Amazon Prime e da O2 Filmes.

No fim das contas, não importa se Liniker leu, ou não, "Ninguém É Mulher Impunemente". A sua Cassandra, tão doce e sensível e visceral, é a personificação da própria Vanusa. Ela é tão Vanusa quanto a original. Aliás, é possível acreditar que se houver outra dimensão e Vanusa estivesse assistindo a "Manhãs de Setembro" e pudesse escolher, penso que ela voltaria na pele de alguém tão especial como a Cassandra de Liniker.

Trailer de "Manhãs de Setembro"


.: Boto cor-de-rosa seduz leitores de "No fundo do rio"

Paulo Stucchi, escritor finalista do Prêmio Jabuti 2020, cruza lenda do folclore brasileiro com fragmentos do nazismo em lançamento ambientado na Amazônia Oriental


Os leitores de Paulo Stucchi, escritor finalista do Prêmio Jabuti 2020, deixam a Alemanha nazista de A Filha do Reich e mergulham no Rio Jari para comemorar o lançamento de No fundo do rio, novo título do autor. Publicada pela Insígnia Editorial, a obra mistura a lenda do boto cor-de-rosa, cultura do folclore brasileiro, com um fragmento do Terceiro Reich localizado na Amazônia Oriental.

Prefaciado pelo autor, roteirista e músico Gustavo Rosseb, o livro transporta o leitor para os cantos sombrios do misticismo brasileiro. Os fatos históricos abrem espaço para o romance de Bruno e Cecile e a triste partida da protagonista que some misteriosamente no Rio Jari.

Dois anos depois, crente de que a mulher que amou foi levada pelo boto cor-de-rosa, Bruno retorna ao misterioso vilarejo de Guaiapis para descobrir a verdade sobre a lenda. Uma aventura pessoal que mistura caçada a um espírito lendário que mora nos rios da Amazônia, dor e vingança.

Durante a busca pela verdade na comunidade ribeirinha, o personagem se vê diante dos próprios traumas e dos mistérios escondidos no local que no passado foi um assentamento nazista. A construção da narrativa do autor aguça a curiosidade de quem se propõe a leitura: os capítulos se intercalam entre o passado e o presente, o que permite aprofundar nas dores dos personagens.


                        “Apesar de todos em Guaiapis terem ignorado meus gritos de ajuda, eu entendia Jair. Eu mesmo relutei em acreditar na crendice daquele povo sobre um ser que sai do rio e se transforma em ho­mem para levar consigo as mulheres; relutei até presenciar o que ocorrera a Cecile.

Ele a tirou de mim.”

(No fundo do rio, p. 42)


Este é o quarto livro de ficção com enredos históricos de Paulo Stucchi, que também é jornalista e psicanalista. Além de A Filha do Reich, obra finalista do Prêmio Jabuti 2020 e ambientada na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, o jornalista também é autor de "O triste amor de Augusto Ramonet", que se passa no Chile de Salvador Allende durante o golpe de Estado de Pinochet, e de "Menina – Mitacuña", contextualizada na Guerra do Paraguai.


Ficha técnica

Título: No fundo do rio

Autor: Paulo Stucchi

Editora: Insígnia Editorial

Páginas: 240 páginas

Link de pré-venda: bit.ly/nofundodorio


Paulo Stucchi é jornalista e psicanalista. Formou-se em Comunicação Social pela Unesp Bauru. Especialista em Jornalismo Institucional pela PUC-SP e Mestre em Processos Comunicacionais, com ênfase em Comunicação Empresarial pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou como jornalista em revistas e jornais impressos. Divide seu tempo entre o trabalho de assessor de comunicação e sua paixão pela literatura, principalmente, romances históricos. Também é autor de "Menina – Mitacuña", "O Triste Amor de Augusto Ramonet", "Natal sem Mamãe", "A Fonte" e "A Filha do Reich", obra finalista do Prêmio Jabuti 2020.

.: Biografia não autorizada de Felipe Neto promete polêmica - saiba porquê


Livro conta a história e muitas curiosidades do influenciador mais poderoso do Brasil. Foto> instagram @felipeneto 

Esqueça o youtuber de cabelos multicoloridos que disparava polêmicas gratuitas apenas para viralizar. Um dos jovens empresários mais bem-sucedidos do país e com rara vocação para negócios digitais, Felipe Neto construiu nos últimos anos uma trajetória vertiginosa, bem diferente de quando se lançou no YouTube em 2010. 

Defendeu bandeiras, comprou brigas, mudou de lado e bateu de frente até com o presidente da República. Impulsionado por 70 milhões de seguidores, tornou-se uma voz política atuante, temida por adversários e seguida por uma multidão. Os críticos podem torcer o nariz, mas Felipe Neto é hoje um dos nomes mais poderosos do país.

O influenciador conta pela primeira vez sua história em detalhes, da infância difícil no subúrbio do Rio de Janeiro ao reconhecimento como uma das cem personalidades mais influentes do mundo, segundo a prestigiada revista norte-americana “Time”. "Felipe Neto - O Influenciador" é uma biografia não autorizada, sem filtros, que narra o sucesso, fracassos e embates memoráveis com figuras importantes, entre elas o deputado Silas Malafaia, o ex-prefeito Marcelo Crivella e o presidente Jair Bolsonaro. O autor é Nelson Lima Neto, da mesma geração de Felipe e destaque da nova safra de jornalistas do país – apesar do sobrenome, não tem qualquer parentesco com o biografado.

A história de Felipe Neto se confunde com a da própria explosão da internet no Brasil. Ele descobriu cedo a forma de produzir conteúdo para jovens desconectados dos meios tradicionais. Conquistou fama, fortuna e recordes em série, mas também colecionou processos e desafetos. "Felipe Neto - O Influenciador" revela a descoberta do palco ainda no colégio; negócios que naufragaram antes de se tornar ídolo no YouTube; ataques a celebridades; e a paixão pelo Botafogo, que o levou, inclusive, a patrocinar o clube.

Conta também como Felipe Neto combateu a censura na Bienal do Livro, numa reação contundente organizada em apenas 24 horas; os bastidores dos ataques (digitais e reais) que sofreu de bolsonaristas; e como foi parar no “_ e New York Times” com um vídeo-editorial contra o presidente, que repercutiu no mundo inteiro.

Acima de tudo, "Felipe Neto - O Influenciador" mergulha na vida de um dos poucos nomes capazes de inspirar e influenciar toda uma geração, seja no consumo, profissionalmente ou na política. É uma leitura essencial para quem quer conhecer as novas estrelas do poder, protagonistas de uma história cujos capítulos são escritos ininterruptamente 24 horas por dia, sete dias por semana. Com um caderno com mais de 70 fotos, "Felipe Neto - O Influenciador" chega às livrarias pela Editora Máquina de Livros, com lançamento simultâneo em e-book em mais de 20 plataformas digitais.


Ficha técnica:
Título: 
"Felipe Neto - O Influenciador"
Autor: 
Nelson Lima Neto
Páginas:
216
Editora: Máquina de Livros
Link na Amazon: https://amzn.to/35Ghlqa



.: Sinal aberto: "Lucicreide Vai Pra Marte" e "Na Mira do Perigo" no Telecine

"Lucicreide Vai Pra Marte" e "Na Mira do Perigo", com Liam Neeson, estreiam no Telecine, que abre o sinal a partir de sexta. Entre 25 de junho e 4 de julho, todos canais do hub de cinema estarão com sinal aberto para todas as operadoras


"Emma", que rendeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme - Musical ou Comédia para Anya Taylor-Joy, é exibido na sexta (25), no Telecine Touch. A comédia, que concorreu nas categorias de Melhor Figurino e Melhor Maquiagem e Cabelo no Oscar 2021, é baseada no romance homônimo de Jane Austen e acompanha Emma Woodhouse, jovem de família rica que passa as horas vagas opinando nos relacionamentos dos seus amigos, enquanto foge da sua própria vida amorosa.

Lançamento exclusivo do selo Première Telecine, "Na Mira do Perigo" é o filme da sessão superestreia de sábado (26), no Premium. Na trama, Liam Nesson vive o ex-combatente Jim Hanson, que vive em uma fazenda na fronteira dos EUA com o México. Quando ele testemunha o assassinato de Rosa (Teresa Ruiz), o fazendeiro fica responsável por proteger o jovem Miguel (Jacob Perez) do cartel que assassinou sua mãe.

No sábado, o Telecine Fun exibe "Lucicreide Vai Pra Marte", comédia inédita com Fabiana Karla. O longa acompanha Lucicreide que, depois de ser abandonada pelo marido, ainda tem que lidar com os cinco filhos e a sogra que é despejada e vai morar com ela. O desejo de ir embora para bem longe se concretiza quando ela aceita participar de um treinamento para a missão que levará o primeiro homem a Marte.

O Festival 125 Anos de Cinema reúne as principais obras do Cinema Americano Contemporâneo, no Telecine Cult. Destaque para o vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original "Pulp Fiction", que também levou o Globo de Ouro de Melhor Roteiro e a Palma de Ouro no Festival de Cannes, no sábado e "Seven: Os Sete Crimes Capitais" no domingo (27), estrelado por Brad Pitt e Morgan Freeman e indicado ao Oscar de Melhor Edição.


TERÇA (22)

Projeto Gemini

No Telecine Premium, dia 22, às 22h

Henry Brogan é um assassino profissional conhecido por sua eficácia. Prestes a se aposentar, ele começa a ser atacado por um competidor à altura: um agente secreto que consegue prever todos os seus movimentos. Logo, Henry descobre que se trata de um clone seu, mais jovem, enviado pela Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos, que guarda um grande segredo.

Diretor: Lee

Elenco: Will Smith, Mary Elizabeth Winstead, Clive Owen, Douglas Hodge

EUA. 2019. Ação. 117 min.


QUARTA (23)

Um Milionário em Apuros

No Telecine Fun, dia 23, às 20h10

Quando o rico e arrogante Malcolm King informa sua esposa, Renee, que ele pretende se divorciar dela, ela tenta conseguir o máximo de dinheiro possível no acordo. Malcolm inventa uma maneira de manter sua fortuna e, então, ele planeja seu próprio sequestro.

Diretor: Jeffrey W. Byrd

Elenco: Anthony Anderson, Kellita Smith, Regina Hall, Jay Mohr

EUA. 2005. Comédia. 120 min.


QUINTA (24)

A Bruxa

No Telecine Action, dia 24, às 22h

Em uma fazenda no século 17, uma histeria religiosa toma conta de uma família que acusa a filha mais velha pelo desaparecimento do seu irmão ainda bebê.

Diretor: Robert Eggers

Elenco: Anya Taylor-Joy, Ralph Ineson, Kate Dickie, Harvey Scrimshaw

EUA. 2015. Terror. 93 min.


SEXTA (25)

Emma

No Telecine Touch, dia 25, às 22h

Na Inglaterra do século 19, Emma Woodhouse é uma jovem rica e petulante que tem como passatempo opiniar na vida amorosa alheia. Em outras ocasiões, ela ajuda o pai ou promove debates com o amigo, o sr. Knightley. Para sua surpresa, Emma vê suas convicções sobre o matrimônio desmoronarem quando se envolve na relação da amiga Harriet.

Direção: Autumn De Wilde

Elenco: Anya Taylor-Joy, Bill Nighy, Johnny Flynn, Mia Goth

Reino Unido. 2020. Comédia. 117 min.


SÁBADO (26)

Lucicreide Vai Pra Marte

No Telecine Pipoca, dia 26, às 22h

A sogra de Lucicreide é despejada e vai morar com ela. Abandonada pelo marido e sem condições de criar seus cinco filhos, ela deseja ir embora para bem longe. Com isso, Lucicreide aceita participar de uma missão que levará o primeiro homem a Marte.

Direção: Rodrigo Cesar

Elenco: Fabiana Karla, Adriana Birolli, Bianca Joy Porte, Renato Chocair

Brasil. 2021. Comédia. 90 min.


Superestreia Premiere

Na Mira do Perigo

No Telecine Premium, dia 26, às 22h

Jim é um ex-combatente que mora sozinho em seu rancho na fronteira com o México. Quando o cartel cruza seu caminho e mata a mãe de um garoto na sua frente, Jim decide ajudar o menino. Enquanto foge do cartel numa perseguição implacável, Jim faz de tudo para chegar ao destino e deixar o garoto em segurança.

Diretor: Robert Lorenz ​

Elenco: Katheryn Winnick, Liam Neeson, Teresa Ruiz, Juan Pablo Raba

EUA. 2021. Ação. 108 min.

Link no Telecine


Festival 125 Anos de Cinema: Cinema Americano Contemporâneo

Pulp Fiction

No Telecine Cult, dia 26, às 22h

Os assassinos Vincent e Jules passam por imprevistos ao recuperar uma mala para um mafioso. O boxeador Butch é pago pelo mesmo mafioso para perder uma luta, e a esposa do criminoso fica sob responsabilidade de Vincent por uma noite. Essas histórias se relacionam numa teia repleta de violência.

Diretor: Quentin Tarantino

Elenco: John Travolta, Samuel L. Jackson, Uma Thurman, Bruce Willis, Ving Rhames, Tim Roth, Amanda Plummer

EUA. 1994. Suspense. 152 min.

Link no Telecine


DOMINGO (27)

Festival 125 Anos de Cinema: Cinema Americano Contemporâneo

Seven: Os Sete Crimes Capitais

No Telecine Cult, dia 27, às 22h

William Somerset é um detetive especializado em homicídios que está prestes a se aposentar. Ao mesmo tempo, David Mills é um agente de personalidade forte recém-chegado na unidade. Eles então se unem no último trabalho de Somerset para descobrir a identidade de um assassino que escolhe suas vítimas baseando-se nos sete pecados capitais. Indicado ao Oscar de Melhor Edição.

Diretor: David Fincher

Elenco: Brad Pitt, Morgan Freeman, Gwyneth Paltrow, Kevin Spacey

EUA. 1995. Drama. 124 min.


segunda-feira, 21 de junho de 2021

.: Atitudes desnecessárias, por Mary Ellen Farias dos Santos

Por: Mary Ellen Farias dos Santos


Eis que na sala ecoou um "É o protocolo!".

Havia ido ao posto na sexta-feira para tomar a vacina da gripe, mas soube que no dia houve troca de idade na vacinação contra a Covid-19 e não houve vacinação para H1N1.

Desta forma, eu e meu marido voltamos ao postinho da Avenida Antônio Emmerich, aqui na cidade de São Vicente, hoje, segunda-feira, dia 21 de junho.

A fila estava longa e já na rua, enquanto que jovens com pranchetas antecipavam informações sobre os interessados, como por exemplo a idade. Entre as mocinhas e um rapaz, uma jovem fazia carteirinhas novas de vacinação. Percebi que era uma conhecida. Fiquei parada olhadando para o crachá dela, mas não me vinha na mente.

Até que ela perguntou o meu nome e se eu tinha trabalhado em determinado colégio...

Bingo!

Era uma antiga aluna... A emoção de reencontrar alunos já crescidos e vê-los com uma profissão é extremamente satisfatória. É saber que de alguma forma você contribuiu na evolução daquela vida. Lá fui eu seguindo a fila para entrar na sala para ser vacinada, atrás de meu marido, também professor.

A enfermeira falou para virar o braço direito e perguntei se não podia ser no braço esquerdo, onde sempre tomei a vacina de H1N1. Escrevo com a mão direita. Ela me disse que não, deveria ser no direito. Quando já estava virando o braço direito, um susto: outra enfermeira na sala exaltou a voz no espaço. - É do protocolo da vacinação da gripe no braço direito.

Foi algo tão desnecessário... A dúvida entre eu e a enfermeira já havia sido sanada e estava para ser resolvida não fosse o susto com o tom alto que invadiu a sala. A intromissão de uma terceira pessoa foi uma atitude tão desnecessária.

No ambiente fechado foi criado um clima desagradável... E sem qualquer necessidade.

Antes de eu ir embora do postinho de saúde, ainda me despedi da aluna que hoje é uma moça.


*Mary Ellen Farias dos Santos é criadora e editora do portal cultural Resenhando.com. É formada em Comunicação Social - Jornalismo, pós-graduada em Literatura, licenciada em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos e formada em Pedagogia pela Universidade Cruzeiro do Sul. Twitter: @maryellenfsm



.: Sete curiosidades sobre Felipe Neto em biografia não autorizada


A biografia não autorizada, "Felipe Neto - O Influenciador" (Máquina de Livros), escrita pelo jornalista Nelson Lima Neto. O livro conta pela primeira vez a história de Felipe Neto em detalhes, da infância difícil no subúrbio do Rio de Janeiro ao reconhecimento como uma das cem personalidades mais influentes do mundo, segundo a prestigiada revista norte-americana “Time”, que hoje se tornou uma voz política atuante. Há sete curiosidades que tornam o livro imprescindível.


Vocação para negócios
Ainda adolescente, muito antes de estourar em 2010 e se tornar hoje o maior nome da internet no Brasil, Felipe Neto se arriscou em alguns negócios do mundo digital: abriu uma empresa de telemensagens aos 13 anos, deu aulas de design gráfico em programas de computador e montou um dos primeiros sites do país que legendava séries assim que eram lançadas nos Estados Unidos. Ele oferecia também downloads dos episódios. “Era pirataria mesmo”, confessaria anos depois.


Dinheiro
Felipe Neto se tornou uma máquina de fazer e gastar dinheiro: cada minuto de publicidade em seus vídeos custa R$ 140 mil; ele pagou R$ 5,5 milhões pela mansão onde mora na Barra desde 2017, apelidada de NetoLand; e desembolsou R$ 300 mil para comprar e distribuir 14 mil livros de temática LGBTQIA+ na Bienal do Livro de 2019, em uma ação organizada em 24 horas em repúdio à censura do então prefeito Marcelo Crivella a uma história em quadrinhos que mostrava um beijo gay.


No teatro
Foi num curso de teatro no colégio Metropolitano, onde estudava no Méier, subúrbio do Rio de Janeiro, que Felipe Neto começou a se interessar por interpretação. Ele participou de algumas peças que fizeram sucesso não só na escola, mas em apresentações amadoras em outros espaços do bairro. Em “Sonho de Uma Noite de Verão”, de Shakespeare, ganhou o prêmio de ator revelação. Já no musical “Grease”, foi eleito o ator do ano por sua atuação como Danny Zuko, personagem que John Travolta consagrou no cinema. Felipe Neto assistiu ao filme dezenas de vezes e estudou cada trejeito do ator americano.


Ibope alto
Felipe Neto alcançou o pico de 600 mil pessoas assistindo simultaneamente a uma live que fez em dezembro de 2020, público comparável ao de emissoras de TV. Segundo a Kantar Ibope, que monitora audiência em vídeo, ele registrou 3.2 pontos, totalizando o equivalente a 240 mil domicílios, à frente, por exemplo, do canal aberto RedeTV!. Entre março e dezembro do ano passado, Felipe Neto produziu uma centena de vídeos (gravados e ao vivo), que somaram mais de 600 milhões de visualizações.


Voz na política 
Felipe Neto não é cortejado à toa por grandes nomes da política. Segundo projeções do site Social Blade, que monitora perfis e audiência, em julho de 2022, no início da campanha presidencial, ele terá no Twitter o dobro de seguidores de Jair Bolsonaro: 14,5 milhões contra 7 milhões. No YouTube, vai iniciar o ano com 50 milhões de inscritos, contabilizando mais de 17 bilhões de visualizações de seu conteúdo. E atingirá cem milhões entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, quando seus vídeos terão sido vistos 50 bilhões de vezes.


O mundo, a depressão 
Em setembro do ano passado, dias antes de ser anunciado como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo, Felipe Neto enfrentava um período difícil de depressão. Há mais de dez anos ele trata a doença com medicamentos. Chegou a largar os antidepressivos no início de 2020, mas retomou depois que teve o que chamou de “sintomas obsessivos”.


Investidos no time do coração
A paixão de Felipe Neto pelo Botafogo vai muito além de ter patrocinado o clube com a marca dos Irmãos Neto no uniforme. Em 2018, ele ajudou com R$ 175 mil na contratação do atacante uruguaio Aguirre. Seu fanatis- mo é tanto que já abandonou a própria festa de aniversário, em janeiro de 2019, para acompanhar a estreia do Botafogo no campeonato carioca contra a Cabofriense. O time foi derrotado e Felipe não voltou para soprar as velas do bolo.


Ficha técnica:
Título: 
"Felipe Neto - O Influenciador"
Autor: 
Nelson Lima Neto
Páginas: 
216
Editora: Máquina de Livros
Link na Amazon: https://amzn.to/35Ghlqa

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