domingo, 27 de junho de 2021

.: Marco da telenovela brasileira, "Roque Santeiro" está no Globoplay


Um dos folhetins mais representativos das tradições e relações sociais do país estreia no Globoplay nesta segunda-feira, dia 21, como parte do projeto de resgate dos clássicos da dramaturgia. Trinta e cinco anos após o último capítulo exibido originalmente na TV Globo, "Roque Santeiro" fica disponível na plataforma. Em uma sátira atemporal à exploração política e comercial da fé popular, a obra entrou para a história das novelas com os acontecimentos da cidade fictícia de Asa Branca. Lá, os moradores vivem em função dos supostos milagres de Roque Santeiro (José Wilker), um coroinha e artesão de santos de barro que teria morrido como mártir ao defender a cidade do bandido Navalhada (Oswaldo Loureiro). 

O falso santo, porém, reaparece em carne e osso alguns anos depois, ameaçando o poder e a riqueza das autoridades locais. Entre os que se sentem ameaçados com a volta de Roque estão o conservador padre Hipólito (Paulo Gracindo), o prefeito Florindo Abelha (Ary Fontoura), o comerciante Zé das Medalhas (Armando Bógus) e o temido fazendeiro Sinhozinho Malta (Lima Duarte), amante da pretensa viúva do santo, a fogosa Porcina (Regina Duarte). 

Fazendeiro e chefe político local, Sinhozinho Malta é vaidoso e sua vida se resume a mulheres e dinheiro. Tem como uma de suas metas a construção do aeroporto da cidade, que vai lhe render muitos lucros. Tem avião próprio, limusine e uma grande coleção de perucas. Pretende se casar com Viúva Porcina por ser apaixonado por ela e para somar influência. Já Porcina é inteligente e intuitiva, especialmente para negócios vantajosos. Incentivada por Sinhozinho, ela, que sequer conhecia Roque, espalhou a mentira de que havia se casado com o milagreiro e acabou se transformando em patrimônio da cidade. Quando conhece Roque, apaixona-se de fato por ele, formando com Sinhozinho e o santo o principal triângulo amoroso da trama.

“A novela foi um sucesso e um divisor de águas. Ela era um microcosmos do nosso país, por isso o espectador se identifica. Eu gosto de me ver e pretendo assistir à novela toda”, Lima Duarte afirma. Ele ainda comenta como surgiu um dos gestos mais emblemáticos do personagem: o chacoalhar das pulseiras de ouro seguido do inesquecível bordão “tô certo ou tô errado?”. “Isso tudo precisava que estivesse bem fundamentado na psicologia do personagem. O Sinhozinho era vaidoso, vestia camisa de seda, estava sempre de peruca porque não suportava calvície e usava muito ouro. Ao gravar, eu gesticulava muito e numa cena que era quase um monólogo, eu acabei sacudindo a mão forte e interferiu na captação do áudio. Fez muito barulho das pulseiras e eu sugeri incorporar esse som. Assim, de forma despretensiosa, surgiu essa mania de sacudir as pulseiras e mostrar o ouro junto do jargão do personagem”, relembra. 

sábado, 26 de junho de 2021

.: "Tempestade Perfeita": livro mostra sete visões da crise do jornalismo


Em meio a uma torrente de populismo e desinformação, sete nomes da imprensa refletem sobre os desafios do jornalismo no Brasil. Lançado pela editora Intrínseca, o livro "Tempestade Perfeita: Sete Visões da Crise do Jornalismo Profissional", de Caio Túlio Costa, Cristina Tardáguila, Helena CelestinoLuciana BarretoMarina AmaralMerval Pereira e Pedro Bial, tem apresentação de Roberto Feith.

O jornalismo profissional, sitiado por uma avalanche de fake news, minado pela perda de publicidade para plataformas digitais e fustigado pelos ataques do populismo redivivo, está em crise – uma crise histórica, de consequências existenciais, que coincide com a perda de eficácia e representatividade das democracias liberais. Os desafios e oportunidades da imprensa neste cenário conturbado são os temas de "Tempestade Perfeita".
 
A partir da própria experiência, Caio Túlio CostaCristina TardáguilaHelena Celestino, Luciana BarretoMarina Amaral, Merval PereiraPedro Bial se debruçam sobre os principais temas que definem a agenda do jornalismo hoje: que postura adotar diante de líderes legitimamente eleitos, mas que sistematicamente erodem as fundações da democracia? Como fazer face ao crescimento exponencial das mídias sociais e suas consequências, tal como o incentivo à polarização e a relativização do conceito de verdade?
 
Questões complexas, com esparsos precedentes. “Estamos redescobrindo”, aponta o editor Roberto Feith na apresentação à coletânea, “a importância de algo que, até há pouco, parecia tão óbvio que beirava a irrelevância: que sem um sentido compartilhado do que constitui um fato, não há futuro nem para a democracia, nem para a imprensa.”
 
Os autores de "Tempestade Perfeita: Sete Visões da Crise do Jornalismo Profissional" abordam também as limitações do jornalismo brasileiro. Helena Celestino, ex-editora executiva de O Globo, e Marina Amaral, uma das fundadoras da Agência Pública, convergem na análise de que a produção de notícias sempre foi e ainda segue pautada pelo olhar do homem branco de classe média. Luciana Barreto, âncora da CNN Brasil, sublinha as consequências da falta de diversidade nas redações: “Os anos em que convivo em redações embranquecidas me permitem dizer que há um impacto imediato da ausência de diversidade no conteúdo que produzimos: falta perspectiva do nosso olhar sobre a notícia”.
 
Caio Túlio Costa, ex-ombudsman da Folha de S.Paulo e um dos fundadores do UOL, desenvolve uma análise profunda e multifacetada sobre o futuro das empresas da imprensa tradicional. Ao final, Caio apresenta sete eixos para a construção de um modelo de negócios eficaz e inovador para o jornalismo em um mundo digital.
 
Neste momento em que fake news e “verdades alternativas” são instrumentalizadas como armas da disputa política, Cristina Tardáguila, fundadora da Agência Lupa e pioneira do fact-checking, relata a evolução da verificação de notícias no Brasil e lança um alerta: “Se o Brasil parece estar sofrendo o que ocorre nos Estados Unidos com dois anos de diferença, nossa próxima eleição presidencial será repleta de questionamentos relativos a fraudes. Melhor começar a atuar contra isso imediatamente”.
 
Com uso refinado da metalinguagem e sua consagrada verve literária, Pedro Bial une ficção e realidade em texto que discute o conceito da neutralidade jornalística e a recente ideia de “clareza moral” - “a proposição de que a imprensa tem a obrigação moral de ir além da simples publicação de um acontecimento. Ela precisa inserir esse fato no seu contexto histórico e social e transmitir aos leitores uma perspectiva informada por esse contexto”.
 
Membro da Academia Brasileira de Letras, Merval Pereira encerra a coletânea apontando o complexo desafio da imprensa nestes novos tempos: defender a liberdade de expressão enquanto se combate a desinformação. “No mundo atual”, escreve Merval, “em que governos autoritários querem impor sua vontade sobre as instituições democráticas, o jornalismo, mais do que nunca, tem a missão de defender as instituições”.
 
Sem adulação, com olhar crítico e, principalmente, com a clareza de quem escreve diretamente do front, a coletânea compõe um recorte plural, porém com uma convicção compartilhada: o jornalismo profissional enfrenta uma crise sem precedentes, mas corre atrás, busca novos modelos, tenta se renovar, ciente de que é uma das instituições fundamentais da sociedade democrática. Nesta era, na qual a informação de qualidade é o valor maior, os autores afirmam, a imprensa não vai perecer.


Sobre os autores
Caio Túlio Costa é jornalista e pioneiro em comunicação digital. Foi editor, secretário de redação, correspondente internacional, ombudsman e diretor da Folha de S. Paulo. Um dos fundadores do Uol, foi seu diretor-geral até 2002 e, depois, presidente do iG. Doutor em comunicação pela USP, foi pesquisador convidado da Universidade Columbia, em Nova York.
 
Cristina Tardáguila é fundadora da Agência Lupa, a primeira organização especializada em fact-checking do Brasil. Formada pela UFRJ, fez pós-graduação na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri, e MBA em marketing digital na Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro. Trabalhou como repórter e editora na agência EFE, nos jornais O Globo e Folha de S.Paulo e na revista Piauí.
 
Luciana Barreto é âncora da CNN Brasil. Atualmente está à frente dos programas CNN Nosso Mundo, Realidade CNN e CNN Novo Dia e comanda o podcast “Entre vozes”. Formada pela PUC-Rio, já trabalhou nos canais Futura, GNT, BandNews, na TV Bandeirantes, TVE e TV Brasil. É mestre em relações étnico-raciais e palestrante e ativista de direitos humanos.
 
Helena Celestino é jornalista e colaboradora da revista do Valor Econômico. Foi editora executiva de O Globo por treze anos, manteve de Londres uma coluna sobre assuntos internacionais no jornal e foi correspondente em Paris e Nova York. Com mestrado em antropologia, etnologia e ciências da religião na Universidade Paris VII, é formada em comunicação pela UFRJ.
 
Marina Amaral começou no jornalismo em 1984 na Folha de S. Paulo. Depois de trabalhar dez anos na grande imprensa (Globo Rural, TV Cultura e Record), juntou-se à equipe da revista Caros Amigos, na qual foi repórter, editora e diretora até 2007.  Em 2011 foi uma das fundadoras da Agência Pública, a primeira agência de jornalismo investigativo sem fins lucrativos do Brasil, onde atua como diretora e editora.
 
Merval Pereira participa do conselho editorial do Grupo Globo. É membro das Academias Brasileira de Letras, Brasileira de Filosofia e de Ciências de Lisboa. Recebeu os prêmios Esso de Jornalismo e Maria Moors Cabot da Universidade Columbia. É colunista de O Globo e comentarista da CBN e da GloboNews.
 
Pedro Bial atua em comunicação, na TV e no cinema, como diretor, roteirista e documentarista, e é escritor, com vários livros publicados. Formou-se em jornalismo na PUC, em 1980. Desde 1981 trabalha na TV Globo, onde começou como trainee, foi editor, repórter, correspondente e apresentador. Hoje comanda o talk show diário "Conversa com Bial".


Ficha técnica
Apresentação: Roberto Feith
Editora: Intrínseca
Selo: História Real
Páginas: 368
Link na Amazon: https://amzn.to/3h9ct1U

.: Novo livro de Leandro Karnal reúne crônicas inéditas e melhores textos


Novo livro de Leandro Karnal reúne crônicas inéditas e os melhores textos publicados no jornal Estadão.

Historiador referência no Brasil, Leandro Karnal inspira milhares de pessoas todos os dias, seja na televisão, na internet ou pela escrita. Professor, membro da Academia Paulista de Letras e escritor best-seller com os livros "Crer ou Não Crer" e "O Dilema do Porco Espinho"Karnal lança agora uma coletânea de crônicas muito especial. "A Coragem da Esperança", lançamento pela editora Planeta, reúne os melhores textos publicados no jornal O Estado de S. Paulo, além de crônicas inéditas.

No Brasil, a sequência de crises faz parecer que não há uma saída. Uma pandemia de covid que parece não ter fim, crise política, crise na economia. Mas Karnal nos incentiva a persistir na esperança, em acreditar na "vontade imperiosa da vida em se manter e continuar", apesar de tudo. Nas crônicas reunidas em "A Coragem da Esperança", o historiador aborda temas atuais de grande relevância e reflete sobre a memória, a cultura, as relações sociais.

No prefácio da obra, o jornalista Ignácio Loyola de Brandão afirma que Karnal escreve um livro um livro que o leitor não vai querer que acabe. Em uma realidade de desesperança, o historiador mostra que é preciso ter coragem para voltar a enxergar sob a neblina. "Que cada crônica seja sua ilha ou, ao menos, uma pequena boia. Sempre estivemos à deriva. Agarre-se! Ler é flutuar a esmo na íris da eternidade, com esperança, de preferência", sugere Leandro Karnal.


O que disseram sobre o livro
"O que é útil? Seria eu inútil? Farei falta? E se ninguém sentir minha falta? Entramos na roda e esse é o momento de olharmos para nós mesmos. Mas prossiga, a resposta pode estar lá na frente em outro texto deste "A coragem da esperança". Esta é uma das muitas manobras sutis deste cronista. Fala por meio de fábulas". - Ignácio Loyola de Brandão, escritor, jornalista, membro da Academia Brasileira de Letras, no prefácio do livro.


Sobre o autor:
Leandro Karnal é historiador, professor, escritor, palestrante, youtuber e apresentador de TV. Doutor em História Cultural pela Universidade de São Paulo, autor best-seller dos livros "Crer ou Não Crer" e "O Dilema do Porco Espinho", ambos publicados pela editora Planeta. É apresentador do programa CNN Brasil Tonight, colunista no jornal O Estado de S. Paulo e Zero Hora (RS). Tornou-se um grande influenciador digital, com mais de 3,6 milhões de seguidores no Instagram e quase 1 milhão de inscritos no YouTube (Prazer, Karnal). É um dos mais requisitados palestrantes do país, além de recentemente ter sido eleito para a Academia Paulista de Letras.


Ficha técnica:
Título: 
"A Coragem da Esperança"
Autor: 
Leandro Karnal
Editora:
Planeta
Páginas: 288
Link na Amazon: https://amzn.to/3w22Hnz

.: Lady Gaga apresenta o álbum “Born This Way The Tenth Anniversary”


Lady Gaga apresenta hoje a edição especial do álbum “Born This Way”, intitulada “Born This Way The Tenth Anniversary”, que é lançada via Universal Music (Interscope Records). O novo compilado conta com 14 músicas originais do disco de 2011, em uma nova embalagem, junto com seis versões reinventadas de canções do álbum criadas por artistas que representam e defendem a comunidade LGBTQIA+.

A versão física do álbum, em formato de CD duplo, também está em pré-venda na UMusic Store. Para mais informações, acesse: https://www.umusicstore.com/cd-duplo-lady-gaga-born-this-way-the-tenth-anniversary-cd-duplo-lady-gaga-born-this-way-the-t-2116/p.

Antes do lançamento do álbum completo, a cantora apresentou na última terça-feira, dia 22, o cover da música “The Edge of Glory”, assinada pelo Years & Years. Também ficaram disponíveis três covers lançados nas últimas semanas: “Judas”, com Big Freedia; “Born This Way”, com Orville Peck; e “Marry The Night”, com Kylie Minogue. Somam-se a essa lista Ben Platt, com sua versão de “Yöu And I”, além de The Highwomen, Brittney Spencer e Madeline Edwards, que se uniram na versão reimaginada de “Highway Unicorn (Road to Love)”.

A nova edição vem comemorando os dez anos de lançamento do álbum original “Born This Way” e seu legado em West Hollywood (EUA). Recentemente, Lady Gaga recebeu as chaves da cidade e uma homenagem que nomeou 23 de maio como “Born This Way Day”. Além disso, a cantora disponibilizou uma coleção muito especial de produtos “Born This Way” com designs totalmente novos, que estão disponíveis em shop.ladygaga.com

Em comemoração ao lançamento do álbum, a revista Paper, em parceria com o Club Quarantine, irá para promover um evento online. A festa vai acontecer pela plataforma Zoom neste sábado, dia 26, às 22h (horário de Brasília), e contará com a participação especial de Big Freedia, entre outros convidados. Mais informações em: https://www.papermag.com/btw10year.

Em maio do ano passado, Lady Gaga lançou seu tão esperado sexto álbum de estúdio, “Chromatica”, que estreou em 1º lugar nas paradas do iTunes em 58 países. Produzido por BloodPop® e Lady Gaga, o álbum apresenta as colaborações de Ariana Grande, Elton John e BLACKPINK.


Tracklist “Born This Way The Tenth Anniversary”:

1. “Marry the Night”
2. “Born This Way”
3. “Government Hooker”
4. “Judas”
5. “Americano”
6. “Hair”
7. “Scheiße”
8. “Bloody Mary”
9. “Bad Kids”
10. “Highway Unicorn (Road to Love)”
11. “Heavy Metal Lover”
12. “Electric Chapel”
13. “Yoü and I”
14. “The Edge of Glory”


Born This Way Reimagined Tracklist:

1. “Marry the Night” - Kylie Minogue
2. “Judas” - Big Freedia
3. “Highway Unicorn (Road to Love)” - The Highwomen Featuring Brittney Spencer & Madeline Edwards
4. “Yoü and I” - Ben Platt
5. “The Edge of Glory” - Years & Years
6. “Born This Way (The Country Road Version)" - Orville Peck

.: Amazon Prime Video anuncia nova série documental sobre a família Gil


A série documental vai retratar o processo da família Gil para a criação de um show inédito que vai reunir os integrantes da família no palco em 2022. As filmagens da série, estrelada por Gilberto Gil, Preta, Bela, Flor, Flora, Bem, José, João, Francisco, Nara, Marília, Maria e família, começaram nesta semana. Criada por Andrucha Waddington e produzida pela Conspiração, a série estará disponível no Prime Video em 240 países e territórios em todo o mundo.

O Amazon Prime Video anuncia hoje uma nova série documental brasileira Original Amazon apresentando uma das famílias mais famosas da cena cultural brasileira: os Gil, liderada pelo premiado cantor e compositor Gilberto Gil. A produção estará disponível no Prime Video em mais de 240 países e territórios em todo o mundo.

A série vai retratar a família Gil reunida por duas semanas em sua casa de campo para criar um show inédito que contará apenas com os familiares no palco, e se tornará uma turnê mundial em 2022. Os episódios mostrarão mais sobre a intimidade dos Gil, trazendo a rotina, a interação e os conflitos entre eles.

A produção vai reunir Gilberto Gil, Preta Gil, Bela Gil, Flor, Flora, Bem, José, João, Francisco, Nara, Marília e Maria ao lado de outros familiares, vai mostrar o dia a dia e interações entre eles nunca vistas antes e que irão surpreender e emocionar o público. Idealizada por Andrucha Waddington ("Eu, Tu, Eles"; "Casa de Areia" e "Sob Pressão"), a série é produzida pela Conspiração.

A série reforça o foco do Amazon Prime Video em produzir conteúdo local diversificado para membros Prime em todo o mundo. A nova produção fará parte dos milhares de programas de TV e filmes do catálogo de Prime Video, que inclui conteúdos brasileiros Originais Amazon, como "Dom", "Manhãs de Setembro", "5X Comédia", "Soltos em Floripa", "Tudo ou Nada: Seleção Brasileira", além de produções premiadas e séries globais Originais Amazon aclamadas pela crítica, como "Jack Ryan" de Tom Clancy, "Good Omens", "The Boys", "Homecoming" e "The Marvelous Mrs. Maisel", que estão disponíveis sem custo extra para os membros Prime.


.: O que é cringe? Professora de inglês explica os significados do termo


"Eu sou, tu és, nós somos cringe". Professora explica os significados do termo que não sai da boca dos jovens.

Na semana passada, um tuíte da publicitária e podcaster Carol Rocha fez a expressão viralizar. Na publicação, ela pedia que a geração Z listasse hábitos dos millenials que eles consideram "cringe". Desde então, as buscas pelo termo subiram e ele foi o sexto mais buscado no Google pelos internautas brasileiros no dia 21 de junho.

Mas não é de hoje que os mais jovens utilizam-no para categorizar conteúdos da internet, comportamentos e gostos alheios. Os nascidos depois do ano de 1995 são mais de 40% dos usuários do TikTok, a rede social em que a palavra cringe se popularizou e até ganhou novos significados e aplicações.

A professora de inglês do colégio Marista Anjo da Guarda, Gabriela Tadano, explica: Cringe é um verbo que significa você se afastar de algo porque você tem medo. Mas, informalmente, ele começou a ser usado também como uma coisa que te faz sentir vergonha alheia”.

Para a coordenadora de Internacionalização do Colégio Marista Anjo da Guarda, Tatiana Salomão, a brincadeira é válida, pois o conflito entre gerações é algo natural e saudável, mas deve prevalecer o equilíbrio e o respeito. “Não é possível se encaixar em todas as tendências, modas e novidades. Classificações à parte, é importante fazer o que faz bem para você e sempre respeitar o outro, seja tomando café ou não”, relata.

Cringe sim, gramaticalmente correto também
O uso informal internet afora mudou até mesmo a classe gramatical da palavra. Do jeito que é aplicado pelos jovens, o verbo virou adjetivo. “Gramaticalmente, está errado. O adjetivo existe, é cringey. O certo seria, então, dizer ‘ah, aquele vídeo é cringey’”, pontua a professora Gabriela.

O uso correto do verbo também existe no TikTok. São comuns conteúdos de pessoas caindo ou dançando acompanhados de legendas como “Try not to cringe ou “I’m cringing so hard right now”. Algo como “tente não morrer de vergonha disso” ou “isso é constrangedor demais”.

Mas, como é comum com as gírias e memes, é compreensível que o seu uso aqui no Brasil tenha sido adaptado, com os falantes capturando o seu significado geral referindo-se a diversas coisas diretamente como cringe.


Será que eu sou cringe?
A geração Z fez uma listinha de hábitos e gostos dos mais velhos que a fazem se contorcer de vergonha alheia. Dividir o cabelo de lado; adorar "Harry Potter" ou filmes da Disney; usar calça skinny ou sapatilha de bico redondo; referir-se às contas como boletos ou chamar cerveja de litrão e até gostar de tomar café da manhã são considerados comportamentos cafonas demais. 

Gabriela, que tem 35 anos e está em contato diário com adolescentes, afirma que não há muita escapatória. “Agora, tudo para eles é cringe. Mas é tranquilo, eu nunca me sentiria ofendida. A minha geração é muito diferente da dos meus alunos mais novos. No ano passado eu fiz um TikTok, então sei do que eles estão falando, conheço as músicas e as dancinhas e é um jeito de me conectar mais com eles. Talvez eu seja menos cringe por causa disso”, ri.



sexta-feira, 25 de junho de 2021

.: Crítica musical: Fernando Falks aposta na energia do rock nacional


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico musical.

Um dos nomes novos que vem despontando no meio musical, o paulista Fernando Falks investe agora em seu lado autoral. Ele está divulgando quatro canções que deverão compor um futuro EP a ser lançado. O trabalho tem o rock nacional dos anos 80 como uma das fontes de inspiração e apresenta momentos interessantes.

Fernando Falks é natural de São Paulo e começou a aprender musica cedo. Participou de várias bandas de rock e tocou em diversas casas noturnas na capital. A partir de 2014, com a experiência acumulada, passou a elaborar e produzir um material próprio, visando conquistar um espaço no cenário musical atual.

O resultado disso são essas quatro canções que podem ser ouvidas no site oficial do músico (www.fernandofalks.com.br). "Brancos Pelos" e "Depois de Ontem" foram os dois primeiros singles divulgados, que agora se juntam com "Florescer" e "Isso É o que Importa".

Em todas as canções o tempo parece servir como fonte de inspiração para as letras. E no single mais recente ("Isso é o que Importa") isso fica ainda mais evidente, sobretudo a experiência proporcionada nesse período de pandemia, que nos mantém ainda isolados dentro de casa.

O toque mais rock fica evidente em "Depois de Ontem" e "Brancos Pelos". Ambas têm uma pegada pop anos 80, muito embora possam ser notadas também outras influências de bandas internacionais dos anos 70 e 80, que devem ter sido determinantes para a sua formação.

O trabalho autoral de Fernando Falks mostra que ainda há espaço para canções com mensagens diretas e objetivas, sem se preocupar com modismos ou tendências da mídia. O mais importante é procurar manter a sua personalidade e acreditar em si. E isso ele mostra com essas canções. Vale a pena conferir.


"Isso É o que importa"

"Depois de Ontem"

"Brancos Pelos"


.: "Nós e as Estrelas": um passeio ilustrado pelo céu e seus segredos


Você já parou para pensar o quanto do ritmo de nossas vidas é conduzido e determinado, dia após dia, por estrelas, planetas, cometas e constelações? Já se deu conta da sorte de nossa existência e de quão ínfimos somos diante de um universo aparentemente infinito e repleto de mistérios, muitos deles que mal começamos a entender? Uma viagem pelo céu, que procura investigar corpos celestes, mitos e histórias que criamos para tentar compreendê-los, esta é a proposta da artista Kelsey Oseid em seu deslumbrante livro "Nós e as Estrelas", publicado no Brasil pela Darkside Books.

Combinando arte, mitologia e ciência, "Nós e as Estrelas" proporciona um passeio de encher os olhos pelo céu em suas mais de cem ilustrações originais, pintadas à mão, acompanhadas de uma prosa informativa e lúdica que entrelaça lendas e mitos relacionando-os com fatos científicos. “Nossas antigas teorias sobre como o Universo funcionava eram imperfeitas, mas observar as estrelas foi a chave para algumas das conquistas mais importantes da humanidade”, escreve a autora na introdução da obra.

O que disseram sobre o livro
"Uma bela maneira de aprender sobre a ciência e a história do céu. As belas pinturas de Kelsey Oseid parecem salpicadas com a luz das estrelas e apresentam fatos sobre astronomia, astrologia e mitologia, desde a mecânica das chuvas de meteoros até as ferramentas usadas para mapear e nomear constelações antigas. Nós e as Estrelas é uma fonte incrível para quem olha para o céu com admiração." - Rachel Ignotofsky, autora de "As Cientistas: 50 Mulheres que Mudaram o Mundo".


.: Bela Fernandes será protagonista de "Fazendo Meu Filme"


Longa-metragem é baseado no best-seller de Paula Pimenta.

A atriz Bela Fernandes será Fani, personagem principal de "Fazendo Meu Filme", coprodução da Galeria Distribuidora com a Panorâmica e o Grupo Telefilms. O anúncio foi realizado por Paula Pimenta, autora do livro homônimo que baseia o longa, em uma live nas redes sociais que contou com a participação especial da Bela. 

Com roteiro de Pedro Antônio, Paula Pimenta e Bruna Horta, "Fazendo Meu Filme" conta a história de Fani, uma adolescente igual a tantas outras, que adora as amigas, estuda para passar nas provas da escola, vive apaixonada e é louca por cinema. Durante o ano letivo, sua mãe insiste que ela participe de uma seleção para fazer intercâmbio no exterior. E quando Fani passa em primeiro lugar, tem de lidar com seus sentimentos e conflitos internos ao se descobrir apaixonada por alguém inesperado.

Gabriel Gurman, CEO da Galeria Distribuidora e codiretor geral da Diamond Films Brasil, comenta: “A Fani será a primeira protagonista da Bela Fernandes nos cinemas, e estamos muito felizes em participar desse marco na carreira da atriz com uma personagem icônica para os milhares de admiradores da Paula Pimenta. Esse é o segundo livro da autora que transformamos em filme, e esperamos conquistar cada vez mais fãs desse imenso público infantojuvenil que temos no Brasil”.

Antes de ser escolhida para o papel, Bela Fernandes ficou conhecida por interpretar a Zu em “O Zoo da Zu”, do Discovery Kids, e Filipa Pessoa na novela “As Aventuras de Poliana”, do SBT, e a Carol no filme “O Melhor Verão das Nossas Vidas”, outra coprodução da Galeria Distribuidora. Atualmente, Bela Fernandes apresenta o programa “Lambe Lambe”, do canal TV ZYN, do SBT. Outras informações de "Fazendo Meu Filme" serão divulgadas em breve.

.: Claudio Lins apresenta "ChicoTeatro" pela plataforma #CulturaEmCasa


Cantor e ator interpreta canções de Chico Buarque em live neste sábado, dia 26 de junho, na plataforma #CulturaEmCasa. Programação de fim de semana também tem show da cantora Ju Moraes e a apresentação do espetáculo "Fala Comigo" com as atrizes com Bianca Di Priolo e Fernanda Degolin.

A plataforma #CulturaEmCasa, a primeira plataforma de streaming de conteúdo cultural das mais diferentes linguagens artísticas, totalmente gratuita, traz nesta sexta-feira, dia 25, a live da cantora Ju Moreira; homenagem a Chico Buarque com o ator e cantor Claudio Lins; e o espetáculo "Fala Comigo", com as atrizes com Bianca Di Priolo e Fernanda Degolin e direção de Carolina Guimarães, sempre às 21h30. 

A programação integra o Festival #CulturaEmCasa, veiculado pela plataforma #CulturaEmCasa. Criada em abril do ano passado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e com gestão da Organização Social Amigos da Arte, a plataforma já registrou 5,6 milhões de visualizações. 

Na sexta-feira, dia 25, às 21h30, a cantora Ju Moraes apresenta show inédito, junto com a violonista Marília Sodré e a percussionista Alana Gabriela. O trio vai trazer no repertório músicas da artista, além de canções do samba, pop e MPB e também clássicos do forró, executados em um formato especial, para homenagear o São João. A cantora lançou em 2020 o álbum "Ju Ao Vivo", com 20 faixas, sendo dez autorais, entre inéditas e releituras, gravado ao vivo, em um show gravado na Sala do Coro do Teatro Castro Alves com uma sonoridade mais pop e MPB.

"ChicoTeatro" é a live do sábado, dia 26. O cantor e ator Claudio Lins canta Chico Buarque. Nessa homenagem ao escritor e músico Chico Buarque e à sua obra composta para os palcos, o ator e cantor Claudio Lins traz um minucioso trabalho de pesquisa para montar um dos repertórios mais ricos do nosso cancioneiro, em canções inesquecíveis compostas especialmente para peças musicais ou balés, onde cada música carrega sua própria história e histórias de seu tempo e de seus intérpretes. Assim, vamos conhecer mais sobre o espetáculo "Gota D'Água" e sobre sua protagonista Bibi Ferreira, antes de entrar em contato com letras e melodias tão intensas.

No palco, além de cantar, Claudio imprime toda a sua vivência de ator de teatro, cinema e televisão para, sutilmente, encarnar personagens masculinos e femininos sem nenhum pudor. E ao cantar "Viver de amor", da "Ópera do Malandro", aproveita para homenagear sua mãe Lucinha Lins, que encarnou a personagem Vitória Régia numa grande montagem em 2003.

E, no domingo, dia 27, é a vez da livre encenação "Fala Comigo". Um e-Teatro verticalizado na obra de Tennessee Williams, com direção de Carolina Guimarães. O elenco é composto pelas atrizes Bianca Di Priolo e Fernanda Degolin. "Fala Comigo" é a história de encontro de uma única pessoa. Decretado o isolamento social, uma mulher se vê isolada e perdida não só nas paredes de sua casa, mas internamente. Para evitar o silêncio, ela resolve conversar consigo mesma, conhecendo sua própria solidão e percebendo que o distanciamento era muito maior do que o social.

"A plataforma #CulturaEmCasa tem como objetivo ampliar o acesso da população a conteúdos culturais de qualidade e contribuindo para estimular a difusão cultural para todo país, disponibilizando conteúdos da mais diferentes linguagens artísticas", afirma Danielle Nigromonte.


Sobre #CulturaEmCasa
Lançada em 21 de abril de 2020, a plataforma tem a missão de ampliar o acesso da população a conteúdos culturais de qualidade, 100% gratuitos e difundir a intensa produção cultural do Estado de São Paulo, seus equipamentos e municípios. Até o momento, a plataforma registrou 5,6 milhões de visualizações em 3 mil conteúdos disponibilizados, atingindo 3.500 cidades e 157 países. E envolvendo 15.483 profissionais do setor. Este ano, em comemoração ao aniversário de um ano, o #CulturaEmCasa, transmitiu lives de artistas como Tom Zé, Angela Ro Ro, Oswaldo Montenegro e Camila Pitanga.

A ferramenta reúne também conteúdos do Teatro Sérgio Cardoso, do Museu da Diversidade Sexual e das instituições da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, entre as quais a OSESP, a Jazz Sinfônica, a Pinacoteca, a São Paulo Companhia de Dança, o Conservatório de Tatuí, o Projeto Guri, Fábricas de Cultura, TV Cultura, Poiesis, Bibliotecas, e os Museus da Imagem e do Som, do Futebol, Índia Vanuíre, Casa de Portinari Felícia Leirner/ Auditório Claudio Santoro.

A ideia de difundir o conteúdo produzido por São Paulo se expandiu e a plataforma #CulturaEmCasa firmou parcerias com outras Secretarias Estaduais de Cultura, dentro do projeto Ponte Aérea. Atualmente a plataforma detém e transmite conteúdos do Rio Grande do Sul, como por exemplo, o "Festival de Cinema Negro em Ação" e os concertos da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre; o projeto "Música Conecta" com o Espírito Santo Este mês também foi lançada parceria com o estado do Ceará, em que são transmitidos eventos artísticos de grande porte do cenário cearense como o "Cineteatro São Luiz", "Porto Dragão Sessions" e "Zona de Criação".


Sobre a Amigos da Arte
A Amigos da Arte, Organização Social de Cultura responsável pela gestão dos teatros Sérgio Cardoso e de Araras e do Museu de Diversidade Sexual (MDS), trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e iniciativa privada desde 2004. Música, literatura, dança, teatro, circo e atividades de artes integradas fazem parte da atuação da Amigos da Arte, que tem como objetivo difundir a produção cultural por meio de festivais, programas continuados e da gestão de equipamentos culturais públicos. Em seus mais de 15 anos, a entidade desenvolveu 58 mil ações que atingem mais de 25 milhões de pessoas.

Programação:
Sexta-feira, dia 25
21h30 Ju Moraes

Sábado, dia 26
21h30 Festival #CC Claudio Lins canta Chico Buarque

Domingo, dia 27
21h30 Festival #CC "Fala Comigo" com Bianca Di Priolo e Fernanda Degolin
Direção: Carolina Guimarães
Plataforma #CulturaEmCasa
www.culturaemcasa.com.br

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