sábado, 24 de janeiro de 2009

.: Entrevista com Lobão, cantor e apresentador

"Acho que o melhor sempre está por vir". -  Lobão

Por: Helder Miranda

Em janeiro de 2009


Lobão, sempre inquieto, fala sobre seu trabalho na TV e seu polêmico movimento político. Confira a entrevista!



Inquieto, aparentemente arredio, porém, no decorrer da conversa, extremamente educado e gentil, o cantor LOBÃO tem, no mínimo, dois feitos: ganhar um Grammy de disco de rock com um álbum acústico e ser contemplado com o Prêmio Comunicação e Destaque, o Oscar brasileiro dos melhores apresentadores de Rádio e TV do Brasil, após pouco tempo à frente do programa MTV Debate. 



RESENHANDO - Como foi ganhar o prêmio de melhor apresentador?
LOBÃO - Uma surpresa, afinal estou há pouco tempo nisso. Comecei apresentando um programa de debates para, mais tarde, fazer outro sobre bandas, como realmente aconteceu. Nesse meio tempo, ganhei o prêmio, que muito me envaideceu. 


RESENHANDO - Como se tornou apresentador de TV?
LOBÃO - Aceitei o convite para fazer o programa ‘Saca Rolha’, com o Marcelo Tas e a Mariana Weickert, que fez muito sucesso em Brasília e em São Paulo. Entrei muito respaldado e só dei opiniões, durante dois anos. O Cazé, da MTV, estava sobrecarregado com três programas, pediu para sair do MTV Debate e sugeriu meu nome. A emissora me convidou e eu quis experimentar. 



RESENHANDO - Apresentar esse programa, seria uma rendição à cultura pop?
LOBÃO - Eu sou cultura pop! Toquei no Bolinha, no Faustão, na Xuxa... Toco em rádio AM. Qual o problema disso? Entrei para a MTV, ganhei o prêmio e modifiquei o perfil da emissora, que agora tem programas de informação e antes eram apenas comportamentais. O paradigma da emissora mudou, o que não é pouca coisa. 


RESENHANDO - Quais os assuntos que prefere abordar?
LOBÃO - Às vezes, recebo um e-mail: ‘Pô, Lobão, faz uma coisa sobre ovni...’. Aí eu falo: ‘Legal, vamos fazer’. E às vezes têm assuntos inevitáveis, como Obama ou Tropa de Elite. Geralmente, coisas que eu tenha opinião, porque o fato de eu estar ali é um editorial de mim mesmo.


RESENHANDO - E dos programas que procuram novos talentos, o que acha?
LOBÃO - É muito pouco provável que um cara em um desses programas se firme. Fui jurado do programa “Astros” (SBT) e fiquei emocionado com um “negão” que tinha tudo para ser um grande cantor, mas a partir dali não sei o que aconteceu... Não “pega”, né? É o fim da picada alguém ensinar a ter talento e desenvolvê-lo. 


RESENHANDO - Qual a sua opinião sobre a comemoração dos 50 anos da Bossa Nova?
LOBÃO - Falta de assunto. Estamos muito afastados dos grandes centros de formação cultural do mundo. Tenho muita influência da Bossa Nova. Critico a falta de energia desse estilo musical. Bossa Nova é crônica, não fala sobre a realidade atual. Você vê Ipanema hoje e vê bala perdida, o cara ser atropelado, o funk carioca. Não há clima para andar de “mãozinha dada” na praia... Não dá para fazer serenata para a namorada que mora no 16º andar. Essas coisas mostram o anacronismo da Bossa Nova. O brasileiro se rasga de orgulho com coisas que não são tão maravilhosas assim. 



RESENHANDO - Por que você criou aquele polêmico movimento político?
LOBÃO - Eu simplesmente traduzi o momento da maioria dos políticos, a corrupção, um sem-número de provas a respeito do “mensalão”, o cara pego com dinheiro na cueca e todas as respostas eram: ‘não, não fui eu, querem me derrubar’. “Peidei... Mas Não Fui Eu” é basicamente isso. Claro que peidei, claro que fui eu!


RESENHANDO - Você ainda pensa assim?
LOBÃO - Não mudou muita coisa, né? A política continua provinciana, corrupta e jeca. Com algumas exceções, temos uma nova geração de coronéis. 


RESENHANDO - Você se candidataria?
LOBÃO - Não tenho o perfil. Imagine um cara, falando como eu, sendo político. Não tem como... Só se eu fosse outra pessoa... Com a liberdade que tenho, não poderia exercer bem esse cargo, porque um político é mediador e, eu, sou parcial. É claro que faço política, e muita, mas do meu jeito. 



RESENHANDO - Com foi ganhar o Grammy Latino?
LOBÃO - Foi surpresa, porque eu estava concorrendo como melhor disco de rock, acústico, com violão. E disputava com a volta de Os Mutantes, que fizeram turnê mundial. Estavam todos em Las Vegas para receber o prêmio, e eu fui o azarão. Realmente, é um puta disco... Tinha de ganhar mesmo!


RESENHANDO - Este disco o apresentou para a nova geração?
LOBÃO - Não, desde 1998 eu sou ícone da música independente. Quem vai ao meu show não é o quarentão nostálgico. Quando você atua, tem de estar com o novo. Pode ser até um cara mais velho, mas tem de pensar para frente. Quem pensa que o melhor passou está morto. Acho que o melhor sempre está por vir.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

.: Resenha crítica de "O Curioso Caso de Benjamin Button"

A complexidade de um "botão"
Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em janeiro de 2009


As dificuldades de um ser humano controverso. Saiba mais de O Curioso Caso de Benjamin Button!


Uma história diferente, "curiosa" e cheia de atrativos. Afinal, como seria nascer idoso e rejuvenescer ao longo da vida? É neste jogo de contrários e inversos que O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button, 2008) acontece de modo encantador diante dos olhos do espectador.

Ok. Não vou mentir e dizer que as quase 3 horas de duração do longa não são sentidas. Pelo contrário, há momentos em que as cenas amareladas chegam a irritar (levemente) e, talvez, causem alguns bocejos. Contudo, as cenas seguintes conseguem envolver de tal modo que tudo o que salta na tela é informação preciosa e geradora de muitas dúvidas para a conclusão da história de Button (Brad Pitt).

Neste longa dirigido por David Fincher (Seven - Os Sete Pecados Capitais) mãe e filha, em um hospital, vivem o momento recordar é viver. Eis que a filha (Julia Ormond) lê o diário da própria mãe com direito a comentários enriquecedores. Desta forma o espectador conhece um sujeito "nascido em circunstâncias incomuns" que recebe o nome de Benjamin.

Qual o motivo do estranhamento deste ser humano? Simples. Após nascer com uma "aparência assustadora" e ficar órfão de mãe, o bebê ganha a rejeição do pai. Desperado, o senhor Button (dono de uma fábrica de botões) abandona o filho na escada, de um asilo, em Nova Orleans. 

O pequeno "deformado" é criado por negros com muito amor e carinho e, apesar das complicações de saúde, consegue dar continuidade ao trajeto de sua vida inversa. No entanto, é no passar do tempo que ele começa a rejuvenescer. Por volta de seus sete anos de vida em uma pele de idoso, Benjamin conhece a garotinha Daisy. 

Passados 20 anos, ela torna-se uma bela jovem (Cate Blanchett), enquanto que, na aparência, Benjamin segue o processo inverso do ciclo da vida e está 20 anos mais jovem. É então após loucas experiências que a história abre espaço para o amor, e de fato, surpreende e encanta.

Também pudera, já no reencontro de Benjamin e Daisy a emoção transborda. É curioso pensar que alguns dos grandes momentos (e emocionantes) do nosso protagonista acontecem em escadas. Outro ponto interessante é o jogo de signos e seus significados. Afinal, como um bebê poderia ser criado em um asilo? O senhor botão (Button) tem uma uma fábrica de botões?

É neste jogo inteligente que o talento do elenco de apoio que inclui Tilda Swinton, Taraji P. Henson, Jason Flemyng e Jared Harris ganha destaque e total importância para a perfeição de uma película riquíssima em detalhes. A qualidade dos efeitos especiais, impecáveis, por sinal, já são apresentados nos primeiros minutos do longa quando temos na telona um bebê enrugado e envelhecido.

Tanta perfeição casa bem com a maravilhosa direção de fotografia de Claudio Miranda, a intocável direção de arte de Donald Graham Burt e a encantadora trilha de Alexandre Desplat. Vale a pena conferir O Curioso Caso de Benjamin Button!

"Um botão envelhecido com a chance de fazer David Fincher abocanhar muitas estatuetas no Oscar 2009". - Resenhando.com

Filme: O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button, EUA)
Ano: 2008
Gênero: Drama
Duração: 166 minutos
Direção: David Fincher
Roteiro: Eric Roth
Elenco: Brad Pitt, Cate Blanchett, Julia Ormond, Tilda Swinton, Faune A. Chambers, Elias Koteas, Donna DuPlantier, Jason Flemyng, Joeanna Sayler, Taraji P. Henson, Mahershalalhashbaz Ali, Fiona Hale

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

.: Resenha crítica da animação "Madagascar 2"

Eles estão de volta e ainda mais engraçados
Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em dezembro de 2008


O quarteto mais divertido das animações está de volta e ainda tem muita história para contar. Saiba mais de Madagascar 2!


Madagascar 2 é uma sequência que não perde em nenhum quesito, ou seja, o novo longa dos amigos Alex, Marty, Glória e Melman conta com muito mais qualidade que Madagascar. O humor 100% sagaz está entranhado em toda a película: desde o enredo cheio de reviravoltas à inclusão dos novos personagens, Makunga, vilão leonino com a voz de Alec Baldwin, e Moto-Moto, o hipopótamo saradão interpretado por Will.I.Am, na versão original do longa.

É interessante também como o roteiro de Etan Cohen (Trovão Tropical) encontra com perfeição ligações de histórias (do passado) muitíssimo satisfatórias para cada um dos quatro amigos. Como assim? Simples. Numa viagem no tempo o público conhece a história de separação de Alex, o protagonista (afinal ele é o leão, o rei da floresta, claro), e seus pais. Quando tudo acontece? Na infância do leãozinho. No entanto, é em meio a esta fatalidade (para não dizer trauma) que a forte amizade deste quarteto inicia-se, bem ali, onde o longa Madagascar começa, no zoológico do Central Park, em Nova Iorque.

A história tem muitos traços enrustidos ou até descarados de O Rei Leão, grande sucesso dos estúdios Disney, embora seja muito original. Quando a originalidade salta na telona? É justamente quando o desejo de Melman, Marty e Gloria "começam" a virar realidade. Enquanto tudo ganha formas na vida destes "artistas", a história ganha um bom e forte caldo, e assim ajudam a aprimorar todo o enredo de Madagascar 2. 

Tudo começa na tentativa de Alex, Marty, Glória e Melman e mais alguns "amigos" voltarem para Nova Iorque. Resultado: Eles descobrem estar mais perdidos que antes. Contudo, no coração da África, Alex reencontra sua família; o hipocondríaco Melman torna-se curandeiro das girafas; Marty vive uma crise de identidade em meio ao seu bando e Gloria é assediada pelo mais desejado dos hipopótamos, o terrível Moto-Moto. O que dizer? Madagascar 2 é simplesmente imperdível!


"Uma animação de excelente gosto que consegue mostrar a importância da amizade sincera". - Resenhando.com


Filme: Madagascar 2 (Madagascar: Escape 2 Africa, EUA)
Ano: 2008
Gênero: Animação/Comédia
Duração: 89 minutos
Direção: Eric Darnell e Tom McGrath 
Roteiro: Etan Cohen
Elenco: Ben Stiller, Chris Rock, David Schwimmer, Jada Pinkett Smith, Sacha Baron Cohen, Cedric The Entertainer, Will.I.Am, Alec Baldwin

.: Entrevista com Luana Piovani, atriz que tem paixão pelo teatro

“As crianças são os adultos que teremos amanhã e eu acho que nós estamos precisando formar pessoas melhores do que as que estão por aí hoje”. - Luana Piovani

Por Patrick Selvatti
Em dezembro de 2008



Luana Piovani mostra sua verdadeira face ao falar sobre as crianças e sua paixão pelo teatro. Confira!



Protagonista de uma tremenda confusão (ainda recente) com o ex-namorado, o ator Dado Dolabella, a atriz Luana Piovani, é a entrevistada especial do R.G. do mês de dezembro e fecha o ano de 2008 com chave de ouro. Para o RESENHANDO.COM ela fala sobre o seus quase dez anos longe das novelas, sua profunda dedicação ao cinema e sua paixão pelo teatro, além de seus problemas com a mídia. Tomada de sensibilidade ela revela sua preocupação com o público infantil: "Minha comunicação com as crianças é muito fácil. E ninguém merece mais o meu esforço e a minha dedicação do que elas.", diz a atriz. Confira a entrevista de Luana Piovani na íntegra!


RESENHANDO - Sua última participação em novelas foi há quase dez anos, em Suave Veneno. Depois, você fez uma participação na minissérie O Quinto dos Infernos e nunca mais aceitou nenhum papel. Por quê? 
LUANA PIOVANI - Fazer televisão é muito complicado. A dedicação tem que ser exclusiva e eu, como boa virginiana, sou organizada e disciplinada, gosto de me dar de corpo e alma ao que estou fazendo. Mas eu estou sentindo que não vai demorar muito para eu voltar a fazer novela, não. Têm surgido convites, meus fãs estão me cobrando... Pode rolar, sim. O fato de eu não estar fazendo já há algum tempo não implica que eu não venha a fazer mais.


RESENHANDO - Você foi sondada pela Record?
LUANA PIOVANI - Recebi um convite até muito bom para fazer a nova novela do Lauro César Muniz. Fiquei muito honrada com o convite, parece que eles queriam que eu protagonizasse, junto com o Marcelo Serrado. Mas ainda não é o momento.



RESENHANDO - E por que você se dedica tanto ao teatro e ao cinema?
LUANA PIOVANI - Eu sempre digo que sou completamente apaixonada pelo teatro. Para mim, é a realização suprema. Estar no palco é estar no paraíso e, se pudesse escolher, só ficaria no teatro. Já o cinema é outra paixão, mas eu sou mais realista. O Brasil está caminhando bem para o lado da indústria cinematográfica, temos lançado excelentes filmes, inclusive. Mas ainda é muito difícil...


RESENHANDO - Quais são os seus projetos profissionais para 2009? 
L.P. - Neste ano, conclui as filmagens de A Mulher Invisível e Família Vende Tudo e agora estou ensaiando o monólogo Pássaro da Noite. É um grande desafio, pois vou estar sozinha no palco. Queria muito conseguir emplacar meu programa infantil, mas, infelizmente, pouca gente se interessa pela qualidade do que as crianças vêem na tevê.


RESENHANDO - O que levou você a investir no público infantil? 
L.P. - Minha comunicação com as crianças é muito fácil. E ninguém merece mais o meu esforço e a minha dedicação do que elas. As crianças são os adultos que teremos amanhã e eu acho que nós estamos precisando formar pessoas melhores do que as que estão por aí hoje.


RESENHANDO - Mas existe também um interesse comercial neste público...
L.P. - Estou destinando a minha carreira profissional para este lado porque percebei que existe uma lacuna. É, sem dúvida, um nicho de mercado em que a concorrência é menor.


RESENHANDO - Você tem um site pessoal onde criou um canal de comunicação com seus fãs e o público em geral. Como isso funciona? 
L.P. - Meu site existe há 12 anos e é a minha menina dos olhos. Eu adoro quando falam do meu site, sabe? Só não gosto que chamem meu site de blog, sabe… Eu tenho dois blogs dentro do meu site. Eu criei porque gosto de me comunicar, de saber o que as pessoas estão pensando. Meu site me dá muita alegria, mas também muito trabalho, pois sou eu quem faço todo conteúdo. Nele eu idealizo os ensaios fotográficos, respondo os e-mails, escrevo textos para os dois blogs. Enfim, mexo em tudo. 



RESENHANDO - Você tem uma relação conturbada com uma parte da mídia. De onde veio sua fama de antipática? 
L.P. - Eu não sou antipática com quem não merece. Jornalista sério tem todo o meu respeito. Mas com quem sai por aí falando besteira, que vem querendo invadir minha privacidade, eu sou mesmo. Mas eu não deixo de viver por conta disso, não. Vou à praia, namoro, saio com meus amigos... Deixo que falem o que quiserem.


RESENHANDO - Você começou como modelo. Ainda tem feito muitos trabalhos nesse sentido?
L.P. - Sabe que não, menino... Eu até comento que é muito estranho, justamente por eu ter começado como modelo, mas raramente recebo convites para desfilar... E é tão bom, eu gosto tanto! Pena que é tão rápido. A gente se prepara tanto, fica nervosa e, de repente, entra na passarela, faz pose, dá uma meia dúzia de sorrisos e vai embora... Mas eu gosto. Deviam me convidar mais. Desfilar é tão prazeroso quanto encenar no teatro. A diferença é que, na passarela, quem tem que brilhar é a roupa e não eu...

sábado, 1 de novembro de 2008

.: Entrevista com Danni Carlos, cantora de músicas autorais e covers

“Quando a música veio para mim, eu me apaixonei por ela”. - Danni Carlos

Por Patrick Selvatti

Em novembro de 2008


Danni Carlos, em entrevista exclusiva, fala sobre as coisas que ela sabe e revela se vai continuar a carreira com músicas autorais ou volta a regravar covers. 


A inspiração de Danni Carlos tem origem nas coisas do cotidiano. “São fragmentos de ‘causos’ de amigos, pedaços da minha história pessoal, coisas que acontecem num horizonte mais próximo a mim”. Ela, que ficou conhecida do público com discos de regravação de grandes sucessos, agora desfruta do sucesso de seu primeiro CD com músicas próprias. Uma delas, inclusive, foi tema de uma novela em horário nobre. A faixa em questão, “Coisas Que Eu Sei”, estourou nas rádios e fez com que a cantora ficasse ainda mais conhecida. Sorte do grande público, que tem mais uma opção de qualidade no pop melódico. Nesta entrevista exclusiva ao jornalista Patrick Salvatti, especialmente para o Resenhando, ela fala sobre tudo: atuar, cantar, sua experiência na Europa e a cor do cabelo, de acordo com seu estado de espírito.



RESENHANDO – Como foi a experiência de cantar e tocar para um público como o de Taguatinga, em um evento gratuito promovido pelo SESI/DF e pela Globo Brasília para a comunidade?
DANNI CARLOS – Foi maravilhoso. Adoro shows assim, mais intimistas. Gosto de conversar com o público, ter contato mais próximo com as pessoas que realmente me admiram. E eu já avisei, inclusive lá no palco: quero voltar a fazer show aqui e prometo trazer só músicas do meu disco autoral. O SESI pode me convidar de novo, por favor (risos)!



RESENHANDO – Antes de lançar um disco autoral, você gravou cinco CD’s de versões. O que levou você a começar por aí?
DC – A ameaça de cortar minha luz (risos). Tinha de arrumar um emprego e me convidaram para entrar neste projeto. Eu precisava muito trabalhar. Acabou que eu gostei muito de ter feito este projeto porque eu aprendi muito com ele. Aprendi sobre música, sobre estúdio, sobre fazer a felicidade das pessoas, que é mais importante que fazer só a minha.


RESENHANDO – Você chegou a ser criticada ou a sofrer algum tipo de preconceito por só tocar música de outros artistas?
DC – Muito pouco. Sofri mais por parte dos meus próprios amigos, que sabiam que eu fazia as minhas músicas e faziam uma cara meio que torta pra este mergulho. Mas eu sempre tentei fazer diferente, ou seja, era música alheia, mas tinha o meu jeitinho ali. Eu não ligo para isso, não, sabe? Nem Jesus Cristo agradou todo mundo...


RESENHANDO – Como foi essa transição de intérprete de canções já consagradas para uma que canta músicas próprias ou inéditas? 
DC – Foi súbita e bem-vinda. Ah, foi muito gostoso poder falar minha língua e cantar em português, me deu muito prazer.


RESENHANDO – A música de maior sucesso do seu disco não é sua. Como “Coisas Que Eu Sei” chegou às suas mãos e foi parar na novela “Duas Caras”? 
DC – Quando a música veio para mim, eu me apaixonei por ela. Chorei ao ouvi-la pela primeira vez. Sabe quando uma música fala mais de você que a própria música que você fez? Eu disse: "Preciso cantar essa música". Depois, queriam até tirá-la do disco porque alguém já tinha gravado, mas bati o pé e disse que essa música era minha e pronto. Aí, para a novela, foi uma benção ela se encaixar com a personagem da Débora Falabella...


RESENHANDO – Como é a Danni Carlos compositora? Onde você busca inspiração, quais são suas influências e seu método de criação?
DC – Eu não busco a inspiração, ela me acontece e eu não tenho como controlar. Então morro de medo quando eu fico muito tempo sem compor, por mais que eu diga que não vou mais compor, vem um comichão... Graças a Deus! Agora de influência, eu me baseio muito no Raul Seixas.


RESENHANDO – A ideia agora é se firmar como artista autoral, ou os discos de covers continuarão saindo?
DC – Isso é uma coisa bem interessante. Logo meu primeiro CD autoral foi indicado para dois Grammys Latinos – melhor disco de pop rock e melhor canção. Acho que é mais um sinal de Deus de que eu devo continuar nesse sentido. “Música Nova” foi o CD me deu maior reconhecimento, até no exterior. Fui elogiada por pessoas como Ney Matogrosso, Arnaldo Antunes, Vanessa da Mata. Então, estou contente. Mas gostaria de continuar com os dois, porque eu não posso negar que cantar em inglês me rendeu bons frutos. 



RESENHANDO – Como foi a sua experiência de artista de rua na Europa?
DC – Foi maravilhosa, conheci artistas maravilhosos, que são tão talentosos quanto os que fazem sucesso. Acho que fama, dinheiro, sucesso não são sinônimos de talento. Acredito mais em sorte, no destino e aprendi isso: que o mais importante é gostar do que você faz e fazer as pessoas felizes. Lá, eu passava muito perrengue e era feliz. Cantar para pessoas que não têm tanto acesso à cultura é o que mais feliz. Assim, este show de hoje foi um dos melhores.


RESENHANDO – Você já atuou em duas novelas. Na verdade, de que você gosta mais: atuar ou cantar? 
DC – Novela fica difícil porque é muito intenso. São nove meses de dedicação e não dá para viajar para fazer show. Mas eu fiz dois filmes neste ano, que vão entrar em cartaz em 2009, provavelmente. Um é "A Mulher Invisível", no qual fiz uma participação com Selton Mello e Luana Piovani, um filme muito lindo. O outro, rodado em São Paulo, chamado “Condomínio Jaqueline”, em que fiz uma personagem maior, também é cantora, bem mais maluca que eu, acho que sou careta até perto dela. E ainda coloquei duas músicas minhas na trilha sonora do filme “Se Eu Fosse Você 2”, do Daniel Filho, músicas que não estão gravadas, uma que compus especialmente para o filme e outra meio bossa nova. Agora começou a história do cinema (risos).


RESENHANDO – E como funciona seu relacionamento com os fãs?
DC – Maravilhoso. São carinhosos, respeitosos, parceiros mesmo. Estão comigo e não abrem, sabe? Falamos por MSN, eles me mandam fotos tiradas em shows, dão pitaco na minha vida, no meu corte de cabelo... É bem legal. Adoro os meus fãs, que são os responsáveis pelo meu sucesso.


RESENHANDO – E, para terminar, uma curiosidade: morena, ruiva ou loura?
DC – Depende da cor que estará minha alma (gargalhadas). Adoro mudar a cor do cabelo de acordo com meu estado de espírito. Por mim, ficaria um dia com o cabelo de cada cor. Hoje, minha alma está loura.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

.: Entrevista com Meg Cabot, escritora mundialmente famosa

"O Diário da Princesa, foi rejeitado muitas vezes, e eu realmente pensei que nunca seria publicado". - Meg Cabot


Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em outubro de 2008



Meg Cabot: A grande sensação internacional da literatura juvenil, em entrevista EXCLUSIVA ao Resenhando.com. Meg fala sobre suas manias, seus desejos e o sucesso de sua personagem, Mia, da coleção O Diário da Princesa, que este ano chegou em seu nono volume. Conheça melhor esta escritora!


Ela adaptou o próprio diário e por meio de uma linguagem solta e direta, conquistou os jovens leitores do mundo todo. Esta é a escritora Meggin Patricia Cabot, conhecida como, Meg Cabot, que mesmo formada em Belas Artes, deixou a carreira de ilustradora autônoma e dedicou-se integralmente ao seu hobby, a escrita. Ela que morou em Indiana, na Califórnia e na França, atualmente, vive em Nova Iorque com seu marido e sua gata de um olho só, chamada Henrietta. 

Para o Resenhando.com, a autora da famosa série de livros publicados pela Editora Record, O Diário da Princesa -que está no nono volume-, mostra o seu lado "Amelia Mignonette Grimaldi Thermopolis Renaldo", ou melhor, Mia Thermopolis ao falar sobre suas manias e seus desejos. Confira esta entrevista EXCLUSIVA!


RESENHANDO - Você é uma grande escritora e tem muitos livros publicados ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Quando você começou a escrever? Como aconteceu? 
MEG CABOT - Obrigada! Eu sempre gostei de escrever histórias como um hobby, desde quando era menina. Aos 26 anos, após a morte de meu pai, decidi tentar enviar algumas das histórias que escrevi para uma editora. A maior parte dos editores disse: "Não, obrigado" e me rejeitaram. Após muitos anos, um finalmente disse: "sim". Foi então que me tornei autora. Agora escrever é o meu trabalho e o meu hobby. Então eu escrevo por diversão e por trabalho. É insano.


RESENHANDO - Qual o maior obstáculo que enfrenta na hora de escrever? Conte para nós, qual a sua maior dificuldade e o que te dá mais alegria? 
MEG CABOT - Provavelmente o maior obstáculo que enfrento é que não sei quando é hora de parar. Eu sou um pouco workaholic. Porque escrever sempre foi um hobby, mas agora não, é o meu trabalho, eu continuo trabalhando, mesmo em férias. Meu marido é que tem de pegar o meu laptop e dizer: "É hora de fazer uma pausa". Eu necessito desenvolver um novo hobby. Eu tenho experimentado muitas coisas diferentes, como a natação, tocar guitarra e andar de bicicleta. Eu certamente vejo que andar de bicicleta é a melhor opção. Eu sou fraca na guitarra, de fato, desisti. 



RESENHANDO - No Brasil a coleção "O Diário da Princesa" tem grande aceitação. Você pensou que Mia (Mia Thermopolis de "O Diário da Princesa ") seria um grande sucesso? O que você pensa sobre isto? 
MEG CABOT - Não, nunca pensei que a princesa Mia faria tanto sucesso como fez. Eu até esperava que ela fosse, certamente. No entanto, como este primeiro livro, O Diário da Princesa, foi rejeitado muitas vezes, e eu realmente pensei que nunca seria publicado. Portanto, eu realmente me surpreendo que tantas pessoas gostem deste livro. Fico contente com o sucesso, porque eu a amo. (Mia, a protagonista)! 


RESENHANDO - Hoje com tantos livros publicados, você tem preferência por alguma personagem ou protagonista? Por quê? 
MEG CABOT - Dos meus livros, gosto de todos os meus personagens da mesma forma. Ou, é isso o que digo às pessoas. Assim como uma mãe gosta de todos os seus filhos na mesma proporção. Ela encontraria grandes dificuldade se "escolhesse" algum! 


RESENHANDO - O que você mais gostava de ler durante sua infância? Hoje, quais são os seus escritores preferidos? 
MEG CABOT - Quando eu era criança lia tudo o que chegava em minhas mãos. Meus pais me deixavam ler o que eu queria, livros para adultos, assim como livros infantis, histórias em quadrinhos, qualquer um. Eu não gostava de livros adolescentes (com exceção de Judy Blume) porque tinham muitas "mensagens" e as protagonistas sempre ficavam meninas grávidas e aprendiam uma "lição importante". Eu achava estúpido, e preferia ficção científica e horror, como Stephen King e também romance, como Johanna Lindsey. Atualmente eu gosto de tantos livros, é difícil dizer o nome de todos. Eu gosto muito de livros de humor, ensaios de autores engraçados e de mistérios. 


RESENHANDO - Se pudesse escolher, qual talento gostaria de ter?
MEG CABOT - Gostaria de poder adormecer sempre que desejasse. Nunca na minha vida. Uma vez na vida fui capaz de tirar uma soneca ou de cair no sono à noite sem tomar uma pílula. Sou muito hiperativa.



Ping-pong:
Eu gosto de: Céu azul ensolarado
Eu detesto: As pessoas que se levam muito a sério 
Um livro: Cold Comfort Farm por Stella Gibbons 
Um(a) escritor(a): R.L. Stine, seus livros são assustadores, mas ele é hilariante na vida real!


OBRAS publicadas no Brasil

Avalon High
A garota americana
Garota americana: quase pronta
O garoto da casa ao lado
Garoto encontra garota
Ídolo teen
A rainha da fofoca
Tamanho 42 não é gorda
Todo garoto tem



Série O Diário da Princesa
O diário da princesa
A princesa sob os refletores
A princesa apaixonada
A princesa à espera
A princesa de rosa-shocking
A princesa em treinamento
A princesa na balada
A princesa no limite
Princesa Mia

Lições de princesa
O presente da princesa


Série A Mediadora
A terra das sombras
O arcano nove
Reunião
A hora mais sombria
Assombrado
Crepúsculo

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

.: Entrevista com Thaeme Mariôto, cantora

"Não entrei no Ídolos com a intenção de vencer". - Thaeme Mariôto

Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em setembro de 2008


Thaeme Mariôto: a vencedora do Ídolos fala sobre os fãs e sua grande paixão, a música. Saiba mais!



Carinha de anjo e um jeito meigo. Este é um modo bastante preciso de definir a vencedora do programa Ídolos 2007 (SBT). Thaeme Mariôto, com diploma de Farmácia, passou por mais de 15 mil inscritos, ao longo do programa musical e conquistou um grande número de fãs por todo o Brasil, os Thaêmicos. Com perseverança e garra, ela mantém-se no Ídolos. Após cinco meses, a disputa final é um incrível duelo: Thaeme Mariôto X Shirley Carvalho. Diante de uma candidata cheia de qualidades, Thaeme solta a voz ao interpretar Rotina e vence a segunda edição brasileira do programa com 53% dos votos do público brasileiro. 

Conheça um pouco mais a vencedora do Ídolos que viu sua vida mudar da noite para o dia. O sucesso de Thaeme foi tão grande que refletiu nas vendas do CD Zero -CD de cinco faixas para divulgação com tiragem limitada-, lançado logo após a vitória no Ídolos. Resultado: A venda do CD foi esgotada em menos de uma semana em todas as lojas virtuais e obteve o 1º lugar dos mais vendidos. Confira a entrevista do Resenhando.com com Thaeme Mariôto, um Ídolo do Brasil!


RESENHANDO - Desde o coral da igreja aos shows com a irmã é fácil perceber o seu amor pela música, além da importância desta em sua formação. Como você define a música em sua vida?
THAEME MARIÔTO - A música é o que me completa. Sem ela parte da minha vida perde o sentido!


RESENHANDO - Após caminhar em divergência, como foi priorizar a música e fazer dela um projeto de vida?
THAEME MARIÔTO - No começo foi complicado, estava acostumada a ter como prioridade a minha faculdade de Farmácia nos últimos anos. Depois me acostumei a nova rotina. Amo o que faço.


RESENHANDO - O programa Ídolos, no SBT, contou com grandes vozes na edição de 2007. Após a alegria de um CD gravado, como é ser a escolhida pelo grande público?
THAEME MARIÔTO - Nossa, fiquei muito feliz em saber que o Brasil me escolheu e me acolheu dessa forma. Tenho fãs espalhados pelo Brasil e mundo (Japão, EUA, Alemanha, México, Portugal) e só tenho a agradecer por todos os votos e todo esse carinho.


RESENHANDO - A sua concorrente e parceira de ídolos, Shirley Carvalho também tem um grande talento vocal, porém não foi eleita. Você pensou que conseguiria vencê-la? Como é o relacionamento de vocês?
THAEME MARIÔTO - Eu não entrei no Ídolos com a intenção de vencer... Em nenhum momento tive certeza da vitória, ainda mais na final onde minha concorrente era a Shirley (com muito talento e já veterana em concursos de música). Nosso relacionamento é normal. Faz um tempão que não a vejo, assim como os outros integrantes por morarmos longe.


RESENHANDO - Após todo este processo de melhora no canto e aceitação do público. Como é ser conhecida nas ruas? O carinho dos fãs lhe surpreende? Há algum fato curioso para contar?
THAEME MARIÔTO - Eu amo meus Thaêmicos e nada melhor que o carinho deles por mim... Ixi, tem história, hein?! Um dia eu fui a manicura e na hora em que saí do carro uma menina estava passando por mim de bicicleta (sem as mãos no guidão) e ela levou um susto tão grande que quase caiu, foi por pouco... Tem também as loucuras de fãs!!! Amo!


RESENHANDO - Em meio a dificuldades para ingressar na carreira musical e ter, hoje, seu sonho realizado. Qual o significado de "Tudo Certo"? 
THAEME MARIÔTO - Tudo certo é o nome da música que denomina meu primeiro disco pós-Ídolos lançado pela Sony-BMG... Eu adoro, significa o começo de um longo e lindo trabalho!


RESENHANDO - Conte como aconteceu a produção do CD. Como as músicas foram selecionadas?
THAEME MARIÔTO - A produção foi feita com muita cuidado por mim e pelo meu produtor Beto Paciello. Escolhemos as músicas, os arranjos, compusemos, regravamos sucessos de Ana Carolina, Leoni, Nando Reis. Enfim, tudo compartilhado e eu ADOREI, ficou a minha cara!


RESENHANDO - Qual música deste álbum é a sua preferida? Por quê?
THAEME MARIÔTO - Hum... É difícil escolher, mas a que mais me emociona é Tudo passa, versão da música You're meant for me, da Jewel, feita por mim para um grande amigo que perdi na faculdade.


RESENHANDO - Quais cantores e/ou cantoras lhe influenciaram?
THAEME MARIÔTO - Vários, sou extremamente eclética e ouço de tudo desde criança, mas as minhas tops são Marisa Monte, Paula Toller e Adriana Calcanhoto.


RESENHANDO - Com o fim da dupla Sandy e Júnior, muitos falaram que você seria a "nova" Sandy. Como você vê isso?
THAEME MARIÔTO - Admiro muito o trabalho da Sandy e torço por sua carreira solo. Acho que cada uma é cada uma e ninguém toma espaço de ninguém.


RESENHANDO - O Resenhando.com é um site cultural. Nele, além de entrevistas, há resenhas de livros. Você gosta de ler? Qual sua dica editorial aos seus fãs e internautas do Resenhando.com?
THAEME MARIÔTO - Eu adoooooooooooooooro ler! Minha dica do mês que finalizei agora e adorei (ri e chorei muito) é Marley e eu, de John Grogan. 


RESENHANDO - Quais seus planos no cenário musical?
THAEME MARIÔTO - Trabalhar minha música de trabalho -Ironia-, compor novas canções para um próximo trabalho e fazer shows pelo Brasil todo.


PING-PONG:

Gosto de: Honestidade
Detesto: Mentira
Vivo por: Minha família
Meus músicos favoritos são: Daniel, Ivete, Paula Toller, Marisa Monte, Beto Paciello, os da minha banda... hehehe muitos!
Canto por: Amar música
Mensagem para o público do Resenhando.com: Um grande abraço a toda galera do Resenhando.com, muita paz, amor e Thaemia!!! [;)] Fiquem com Deus!


DISCOGRAFIA
Tudo Certo - 2007
1. Tudo Certo 
2. Antes do Fim 
3. Algo Mais 
4. Rotina 
5. Só Fala em Mim 
6. Outro Coração 
7. Sul ao Norte 
8. Ironia 
9. Por Onde Andei 
10. Me Leva 
11. Todo Amor do Mundo 
12. Tudo Passa (You Were Meant For Me) 

CD Zero - 2007
1. Rotina 
2. Por Onde Andei 
3. Os Outros 
4. Como Eu Quero 
5. Me Chama 

LINK - 2003
1. Festa (Simplesmente Espiritual)
2. Fotos no Espelho 
3. Outra Vez
4. Intuição
5. Perdoa
 6. Eu Quero Ser Feliz
7. Você é Minha Vida 
8. Eu Te Amo Tanto
9. Diga Pra Ele
10. Doces Beijos
11. Como é Que Eu Vou Embora?
12. A Meia Luz
13. Loucuras de Amor
14. Mistérios do Amor

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

.: Entrevista com Rosanne Mulholland

"Percebi de cara que tevê e cinema não têm nada a ver...". - Rosanne Mulholland

Por Patrick Selvatti

Em agosto de 2008



Uma jovem atriz com oito filmes e sete peças teatrais no currículo. Rosanne Mulholland, protagonista da novela da Band, Água na Boca, fala sobre sua trajetória na carreira artística e do título de nova queridinha do cinema nacional.



A atriz brasiliense Rosane Mulholland, de 27 anos, se sente uma estreante, mesmo fazendo cursos de teatro desde os 12 anos de idade e tendo no currículo nada menos que oito filmes e sete peças teatrais. Depois de uma rápida participação na minissérie JK, em 2006, e de um papel de maior destaque na novela Sete Pecados, no ano passado, ela agora é a protagonista da nova novela da Band, Água na Boca, que estreou recentemente. Formada em psicologia, Rosane mudou-se para o Rio em 2003 e logo entrou para a disputada Oficina de Atores da Globo. 

O papel na novela das sete surgiu por meio de um convite do autor Walcyr Carrasco e do diretor Jorge Fernando para encarnar a "bartender" Daniela. "Soube que eles me descobriram por uma matéria de jornal. Nem precisei fazer teste. Aceitei, feliz da vida", comemora. Filha do ex-reitor da Universidade de Brasília (UnB), Timothy Mulholland, Rosanne - cujo sobrenome, de pronúncia difícil, é de origem irlandesa - fala, em entrevista exclusiva ao jornalista Patrick Selvatti, sobre o novo trabalho e o título de nova queridinha do cinema nacional.




RESENHANDO - Depois de debutar na tevê em uma participação tímida na minissérie "JK", seu primeiro papel de destaque aconteceu no ano passado em "Sete Pecados" e você já foi logo escalada para viver a protagonista de "Água na Boca", na Band. Como está sendo a responsabilidade de interpretar sua primeira protagonista logo em seu segundo trabalho na tevê?
ROSANE MULHOLLAND - Percebi de cara que tevê e cinema não têm nada a ver. Não adianta utilizar qualquer recurso de cinema, não dá certo. Ainda estou tentando entender o novo esquema. Mas estou tranqüila, me sinto confiante e bem amparada pela equipe da novela.


RESENHANDO - Fale um pouco mais sobre a sua personagem, Danielle.
RM - É uma garota bem pé-no-chão, que está chegando da Europa pra se preparar pra assumir o restaurante francês da família. Seguindo a tradição desta, ela será a substituta do avô como chef do 'Paris'. Ama o trabalho e segue todo o direcionamento da família em sua vida, até o dia em que conhece Luca, que vira seu coração de pernas pro ar.


RESENHANDO - Revelada em Brasília, sua ascensão no cinema nacional aconteceu rapidamente. Somente no ano passado, foram quatro filmes. Por conta disso, você está sendo apontada como a nova musa do cinema brasileiro. Como você enxerga isso?
RM - Na verdade, no ano passado, fiquei por conta da novela. Em 2006, filmei 5 longas: "O Magnata", de Johnny Araújo, "Nome Próprio", de Murilo Salles, "Meu Mundo em Perigo", de José Eduardo Belmonte, "Bellini e o Demônio", de Marcelo Galvão, e "Falsa Loira", de Carlos Reichenbach. Agora, mal posso esperar por mais um projeto com o Belmonte: "Se nada mais der certo". Quanto a essa fase, eu enxergo como uma fase muito boa, que pode ter um prosseguimento ou não. Vou lutar para que tenha.


RESENHANDO - "Falsa Loura" não é seu primeiro trabalho no cinema, mas é o filme que está te proporcionando a maior projeção popular. Que avaliação você faz do papel do cinema dentro da cultura popular brasileira e como essa mídia poderia atingir de forma mais eficaz a população?
RM - Acredito que o cinema brasileiro vem num crescente bastante positivo, mas ainda falta algo para ser chamado de popular. Percebo que os cineastas têm muita dificuldade em distribuir seus filmes, poucas pessoas têm a chance de acompanhar o cinema brasileiro. Além disso, o ingresso custa caro, boa parte da população fica excluída das salas de cinema.


RESENHANDO - O que há em comum entre Rosanne e Silmara?
RM - O amor pela família, a preocupação com os amigos e a força pra seguir em frente.


RESENHANDO - Como foi a sensação de protagonizar cenas de sexo com galãs como Fábio Assunção, Maurício Mattar, Cauã Reymond e Paulo Vilhena?
RM - Num momento em que você se encontra com boa parte do corpo de fora, no meio de uma equipe com diretor, fotógrafo, maquiador,  técnico de som  e o resto da equipe te vendo no vídeo assist, nada é fácil. É sempre muito constrangedor.


RESENHANDO - Em alguns de seus filmes – "A Concepção" e "Falsa Loura" – você fica completamente nua em cena. Isso foi algum problema para você?
RM - Problema não, desde que as cenas sejam bem cuidadas e haja respeito. É sempre um momento sensível e tenso, mas acho que consigo administrar minha tensão de modo que pareço à vontade na cena.


RESENHANDO - Falando nisso, você teria algum problema em posar nua para uma revista?
RM - Acho que estar nua em um filme tem um contexto, uma história que justifica aquele momento e faz parte do meu trabalho. Posar nua para uma revista não faz parte dos meus planos.


RESENHANDO - Que mensagem você deixa para os jovens atores que estão batalhando por um reconhecimento maior de seu trabalho e para aqueles que desejam ingressar nessa carreira?
RM - Que estudem, lutem e sejam persistentes.  Não pensem que vai ser fácil, comemorem cada conquista e que em cada trabalho lembrem por que estão fazendo aquilo ali.



CARREIRA
Na TV
2008 Água na Boca (Band) - Danielle Cassoulet 
2007 Sete Pecados (Globo) - Daniela 
2006 JK (Globo) - Maria Luísa Lemos Pinto 

No cinema
2007 Meu Mundo em Perigo 
2007 Falsa Loura - Silmara 
2006 14 Bis - Lantelme 
2006 Nome Próprio - Paula 
2006 Bellini e o demônio - Gala 
2006 O Magnata - Dri 
2005 A Concepção - Liz 
2004 Araguaya - Conspiração do Silêncio - Alice 

No teatro
2007 O Mundo Maravilhoso de Dissocia
2005 A Glória de Nelson 
2004 Amor com amor se paga 
2003 Várias Maneiras de Enlouquecer um homem 2 
2002 Várias Maneiras de Enlouquecer um homem 
1998 A Casa de Bernarda Alba 
1997 Romeu e Julieta

terça-feira, 1 de julho de 2008

.: Entrevista com Thalita Rebouças, escritora

"Ser bonita ou ser feia é indiferente para um escritor. Não vivemos da imagem, mas da escrita" - Thalita Rebouças


Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em julho de 2008



O bom humor de Thalita Rebouças em entrevista ao R.G.. Conheça melhor esta carioca que consegue chegar, com facilidade, aos jovens leitores.



Uma escritora jovem que ficou conhecida pelo bom humor. Thalita Rebouças, carioca e jornalista de formação, escreve com um jeitinho todo seu e sua marca é uma admirável especialidade para os dias de hoje. A cada palavra consegue chegar em determinado público que se afasta cada vez mais da leitura de bons livros: os adolescentes e os pré-adolescentes.

Thalita equilibra sua vida pessoal e profissional, junto de muita dedicação aos seus leitores que navegam pela internet. Mesmo casada, ela mantém contatos diários com seus fãs (novos -e empolgados- leitores) por meio de seu site www.thalita.com. Qual a verdadeira missão da escritora? "Provar aos jovens que ler é bacana". 

Nossa entrevistada do mês de julho fala sobre as dificuldades para ingressar na literatura, principalmente por ser uma escritora bonita, sua relação com os adolescentes em palestras, visitas em escolas e tardes de autógrafos e seu novo lançamento, "Fala Sério, Amiga!". Conheça melhor a escritora Thalita Rebouças!


RESENHANDO - Hoje, com vários livros publicados, sendo ainda uma escritora jovem, como você analisa a sua primeira publicação. Mudaria algo ou não? Por que?
THALITA REBOUÇAS - Acho que se um livro ficasse comigo pra sempre eu não deixaria nunca de mexer nele! Mexeria sempre em todos, não só no primeiro, acrescentando umas coisas, tirando outras... Nada que mudasse o rumo da história, apenas pequenas mexidas.


RESENHANDO - Quando começou a escrever?
THALITA REBOUÇAS - A vontade de escrever nasceu quando eu era criança. Do alto dos meus 10 anos eu me autodenominava "fazedora de livros", já que cuidava de todos os detalhes pessoalmente. Era eu quem desenhava a capa, transformava os papéis em livro com a ajuda do grampeador, criava as ilustrações, escrevia e revisava tudinho, para que o texto não tivesse nem um acento errado (desde pequena sou fanática por acento, sei todas as regras de cor desde a primeira aula de Português que abordou o assunto. Resumindo, coisa de C.D.F. :o).


RESENHANDO - No seu site você diz aos jovens leitores que há um caminho formal para a publicação de um livro. Como aconteceu com você? Quanto tempo batalhou para ter sua primeira publicação?
THALITA REBOUÇAS - O meu marido já tinha uma editora e comentou com ela que eu gostava de escrever. Ela pediu pra ver textos meus e escrevi um livro com meu marido, Ela gostou , publicou e depois me encomendou o Traição entre Amigas, que foi revisado e relançado pela Rocco há dois anos.


RESENHANDO - Palestras, visitas em escolas e tardes de autógrafos. Como é sua relação com os adolescentes?
THALITA REBOUÇAS - A melhor possível. Adoro adolescentes e eles me adoram. É uma relação bacana, eles me vêem como uma irmã mais velha, que conversa com eles através dos livros.


RESENHANDO - Entre tantos livros de autora nacional à venda em livrarias de todo o Brasil, qual recomendaria? Por quê?
THALITA REBOUÇAS - Qualquer um do Fernando Sabino e Luis Fernando Veríssimo. Aprendi a gostar de ler com esses dois.


RESENHANDO - Uma escritora também gosta de ler. Hoje, qual livro está lendo? Comente.
THALITA REBOUÇAS - Estou lendo O Livro dos Sonhos, do Freud e Pantaleão e as Visitadoras, do Vargas Llosa, que eu amo!


RESENHANDO - Você deixou as redações para se dedicar à literatura. Como foi atuar no jornalismo? Qual editoria e veículo atuou?
THALITA REBOUÇAS - Trabalhei na Globo, no jornal Lance, na Gazeta Mercantil e numa assessoria de imprensa, a FSB, entre outros lugares.


RESENHANDO - Tendo em vista que a maioria das recentes produções cinematográficas tem pouca qualidade, você como jornalista, qual filme recomendaria? Por que?
THALITA REBOUÇAS - Letra e Música, com a Drew Barrymore e o Hugh Grant. Já saiu de cartaz mas adorei! Muito gostoso. Pra ver e rever e pra cantar junto.


RESENHANDO - O que há de você na personagem Malu?
THALITA REBOUÇAS - Não só na Malu, mas em todos os personagens, boto um pouco de mim.


RESENHANDO - Levando em conta todas as suas publicações, quanto há de autobigráfico neles?
THALITA REBOUÇAS - Muita coisa é invenção, muita coisa é memória, muita coisa é memória + invenção. Esse é o grande barato de escrever ficção.


RESENHANDO - Fora do estereótipo de escritora, você não se sente desacreditada sendo uma mulher bonita na área literária?
THALITA REBOUÇAS - Ser bonita ou ser feia é indiferente para um escritor. Não vivemos da imagem, mas da escrita. Claro que já esbarrei com gente preconceituosa, que por me achar bonita duvidou do meu talento para escrever. Mas isso está mudando, e cada vez mais vejo as pessoas me agradecerem por ver seus filhos, sobrinhos e alunos gostarem de ler por causa dos meus livros.


RESENHANDO - Quais seus projetos no mercado literário? Pretende escrever uma obra adulta? Pode adiantar algo sobre seu próximo lançamento?
THALITA REBOUÇAS - Adulto, por enquanto, não. Quem sabe um dia? Agora, estou me dedicando à revisão de Fala sério, Amiga!, que sai em agosto, durante a Bienal de São Paulo, onde estarei todos os dias.
← Postagens mais recentes Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.