quarta-feira, 22 de abril de 2015

.: Grátis: Cia Teatral Aos Quatro Ventos apresenta “A Gata Ingênua”

A Cia Teatral Aos Quatro Ventos apresenta o espetáculo infantil “A Gata Ingênua” no dia 25 de abril e nos dias 9, 23 e 30 de maio (sábados, às 14 horas) no Museu da Língua Portuguesa. Já no dia 9 de junho (terça-feira, às 9h30), o espetáculo acontece na Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato. Todas as apresentações têm entrada franca.

Com linguagem lúdica e envolvente, a peça conta a história de uma gata muito preguiçosa, conduzindo o público por uma trama divertida e de cunho educacional. A encenação busca refletir sobre a importância da escrita e da leitura.

Inspirada no texto “El Gato Simple”, do diretor cubano Fidel Galvan Ramirez, a montagem tem direção de Marcos Kaju, integrante do tradicional grupo de teatro Pombas Urbanas. “A Gata Ingênua” estreou em 2014, sendo o primeiro espetáculo da companhia.

A circulação – que visa contribuir com a democratização do acesso a produção cultural - integra a mostra do projeto Cooperativa de Artistas: Produzindo Caminhos Sustentáveis para a Vida, elaborado pelo Instituto Pombas Urbanas no bairro Cidade Tiradentes. Esta iniciativa foi viabilizada com patrocínio da empresa Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

Sinopse: Em uma fazenda do interior, vive um casal de velhinhos que tem como animal de estimação uma gata pra lá de preguiçosa. Mas um casal de ratos surge na casa e passa a devorar os alimentos da dispensa. Diante do terrível problema, os velhinhos ordenam que a gata capture os invasores; caso contrário, ela irá morar na rua. A gata, assustada com a situação, vê-se obrigada e caçar os roedores, mas como sempre foi preguiçosa e ingênua, nunca aprendeu a ler e escrever, portanto nem sabe o que é um rato. A partir daí, a gata ingênua se mete em grandes confusões tentando caçar os “astutos” roedores.

Cia Teatral Aos Quatro Ventos: A Cia Teatral Aos Quatro Ventos foi formada, em 2010, por jovens participantes dos cursos livres de iniciação teatral, ministrados pelo Grupo Pombas Urbanas no Centro Cultural Arte em Construção. Em 2014, estreou seu espetáculo, intitulado “A Gata Ingênua”, sob a direção de Marcos Kaju, cujo processo de montagem teve início em 2011, com o estudo do texto “El Gato Simple“ do dramaturgo cubano Fidel Galbán Ramirez. Além de atores, os jovens que compõem o grupo teatral são também artistas-educadores do Centro Cultural Arte em Construção e multiplicam sua experiência com crianças e jovens.

Ficha técnica
Espetáculo infantil: “A Gata Ingênua”
Texto e concepção: Cia. Teatral Aos Quatro Ventos
Direção: Marcos Kaju
Elenco: Emily Meirelles (Avó, Galinha e Rã), Luana Gonçalves (Gata Ingênua), Mattheus Adepoju (Cachorro e Avô) e Daniel Oliveira (Rato) e Taina Lua (Rata).
Cenografia: Alexandre Souza
Cenário: Anderson Hope
Figurino: Ariana Viana
Direção musical: Juca Grajaú
Compositor: Samuka
Técnico de som:  Iris Guimarães
Produção e realização: Cia. Teatral Aos Quatro Ventos
Classificação: livre. Duração: 50 minutos

Serviço 
Dias 25 de abril e 9, 23 e 30 de maio
Sábados, às 14 horas
Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, S/N – Centro/SP
Ingressos: Grátis. Tel: (11) 3322-0080

Dia 9 de junho – terça-feira, às 9h30
Biblioteca Infantojuvenil Monteiro Lobato
Rua General Jardim, 485. Vila Buarque/SP
Ingressos: Grátis. Tel: (11) 3256-4122

.: Comic Con Experience abre inscrições para Artists’ Alley

Maior evento de cultura pop do país abre espaço para mais de 250 artistas apresentarem seus trabalhos – a CCXP 2015 acontece entre os dias 3 e 6 de dezembro no São Paulo Expo


Atenção quadrinistas: as inscrições para o Artists’ Alley do maior evento de cultura pop do país começam em 22 de abril, próxima quarta-feira. A CCXP – Comic Con Experience 2015 aumentou o espaço que deve contar com mais de 250 artistas para divulgar e lançar trabalhos entre 3 e 6 de dezembro no São Paulo Expo, antigo Expo Imigrantes.

O Artists' Alley é a área mais tradicional de uma comic con, formato de evento que surgiu há há mais de 40 anos para reunir fãs e profissionais de quadrinhos. Trata-se de um espaço para que quadrinistas – incluídos aí roteiristas, desenhistas, arte-finalistas e coloristas - apresentem seus trabalhos e possam interagir com seu público, além de venderem pôsteres, sketchbooks, artes originais e outros materiais. Em 2014, a CCXP reuniu 215 quadrinistas nos quatro dias de evento, ultrapassando a San Diego Comic Con 2014 em quantidade de quadrinistas expositores. Para 2015, a organização reservou 160 mesas (35 a mais que na edição anterior), reflexo da grande demanda de público e dos artistas interessados em ocupar o Artists’ Alley, uma das áreas mais concorridas da CCXP 2014, em grande parte reflexo do ótimo momento dos quadrinhos no país.

Um dos autores que retorna ao Artists’ Alley da Comic Con Experience em 2015 é Vitor Cafaggi, que espera não apenas repetir, mas aumentar o sucesso em relação à edição passada. “Vendi tudo o que levei para apresentar na CCXP. O público era muito variado, não apenas de fãs de quadrinhos: famílias inteiras estavam ali para se divertir e se interessaram pelos trabalhos expostos”, afirma Cafaggi. “Os artistas e as produções crescem dessa forma, à medida que surgem novos leitores e publicações interessantes para atraí-los.”
Vitor é autor da HQ Valente e co-autor, junto com a irmã Lu Cafaggi, da graphic novel Laços, lançada pelo selo Graphic MSP (Mauricio de Sousa Produções) e que traz aventuras dos personagens da Turma da Mônica em estilos, narrativas e traços diferenciados. 

Artists’ Alley – edição 2014 da CCXP
Novos talentos: O espaço também promove a produção e a divulgação independente de quadrinhos nacionais. Mais de 75% dos artistas que ocuparam as mesas do Artists’ Alley em 2014 não eram vinculados a grandes editoras, mas não deixaram de aproveitar o pico de popularidade que a CCXP trouxe para os quadrinhos.

“Meu parâmetro era o quanto eu tinha vendido em outros eventos de HQ. Não preciso dizer que errei feio na dose. Esgotei os exemplares das revistas que levei e precisei ligar todos os dias para meus editores solicitando mais edições para suprir a demanda”, conta Luciano Salles, autor de O Quarto Vidente e L’Amour (essa última lançada na CCXP 2014).

O Artists’ Alley aqueceu o mercado de quadrinhos e foi um dos responsáveis diretos pelo sucesso da Comic Con Experience 2014 como um todo. Para os fãs, a oportunidade de conhecer autores e encontrar exemplares limitados e exclusivos foi o que mais chamou a atenção. Para os artistas, 2015 será ainda mais vantajoso quanto à recepção e os resultados em vendas e consolidação dos quadrinhos junto ao grande público. “Impossível não manter as expectativas nas alturas. Saber que é possível trabalhar em um ambiente propício e com um público engajado como o da CCXP é um exercício de controle da ansiedade”, finaliza Luciano.

Para mais informações sobre o Artists' Alley, acesse www.ccxp.com.br.

Sobre a CCXP – Comic Con Experience: A CCXP - Comic Con Experience acontece no Brasil nos moldes das comic cons realizadas em diversas partes do mundo, que reúne fãs e profissionais de quadrinhos, cinema, TV, games, anime, RPG, memorabilia, ficção científica e colecionáveis para conhecerem as últimas novidades dessas áreas em uma grande celebração do universo geek e da cultura pop. O evento é organizado pelo Omelete, Chiaroscuro Studios e Piziitoys. Em 2014, a CCXP reuniu 97 mil pessoas e as principais empresas e artistas do mercado, tornando-se o maior evento do gênero na América Latina. Em 2015, acontecerá de 03 a 06 de dezembro no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center. A venda dos ingressos será iniciada em junho. Para saber mais, acesse: www.ccxp.com.br

.: Magic City sedia eventos esportivos no fim de semana

Parque aquático receberá a corrida de obstáculos Xtreme Race no sábado (25) e o Paulista Enduro a Pé no domingo (26)


O complexo de lazer Magic City, localizado em Suzano (60km de SP) receberá dois eventos esportivos nesse fim de semana. No sábado, dia 25 de abril, será a vez da corrida de obstáculos Xtreme Race, que terá 8km e 18 desafios, envolvendo as atrações do parque aquático, como a piscina com ondas e uma piscina com gelo. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site: www.xtremerace.com.br

No dia 26 de abril, será a vez do Campeonato Paulista de Enduro a Pé, uma caminhada orientada por bússola e planilhas. As inscrições são gratuitas (1kg de alimento não perecível). Mais informações no site: www.enduroape.com.br
“O Magic City valoriza a prática esportiva e as atividades que proporcionam bem estar às pessoas, por isso fazemos questão de receber esse tipo de evento em nosso parque”, explica Everton Leite, da equipe de marketing do complexo de lazer.

A Xtreme Race foi realizada no Magic City em 2014 e reuniu mais de 300 corredores amadores e profissionais. Depois da prova, os participantes aproveitaram para curtir o parque aquático com a família e os amigos.    

Sobre o Magic City: 
O Magic City é um dos maiores complexos de lazer do país. Reúne diversas atrações para pessoas de todas as idades, entre elas parque aquático (com piscinas aquecidas, toboáguas, área VIP e uma piscina com ondas), parque de diversões, esportes de aventura e pousada.
Para chegar ao Magic City basta seguir pela rodovia Índio Tibiriçá km 58,5 e seguir a sinalização até a entrada do parque.  Mais informações (11) 4746-5800 ou em www.magiccity.com.br

.: Balé Jovem de São Vicente se destaca em festival nos EUA

Alunos do Balé Jovem de São Vicente participaram do Festival Youth American Grand Prix (YAGP), em Nova Iorque, nos Estados Unidos, conseguindo a segunda colocação e sete bolsas de estudos. 

O evento, realizado entre os dias 10 e 16 deste mês, é conhecido como a maior vitrine para jovens bailarinos. O grupo tem apoio da Secretaria Municipal da Cultura (Secult).

Coordenados por Geyssa Alencar e Sabrina Olimpio, os alunos Yago Guerra, de 14 anos, e Luiza Almeida, de 12, se classificaram entre os 4 finalistas brasileiros para a terceira fase que aconteceu no Lincoln Center,  onde se apresentaram os 20 melhores bailarinos de cada categoria.

Além disso, Yago Guerra conquistou o 2º lugar e mais três bolsas de estudos para o Zurich Ballet, na Suíça; Houston Ballet, nos Estados Unidos; e para o English National Ballet em Londres, na Inglaterra. Luiza Almeida, única menina brasileira classificada para representar o Brasil entre as 20 melhores foi convidada para quatro propostas de bolsas de estudos: American Ballet Theatre, Houston Ballet, The Rock School, nos Estados Unidos; e Escola Estatal de Berlim, na Alemanha.

Yago Guerra foi o primeiro bailarino solista da Baixada Santista premiado no exterior. Conquistou medalha de ouro em Berlim e prata no YAGP. “Foi uma experiência inesquecível. É muita gente boa, cada um falando um idioma, mas em busca do mesmo sonho! Nunca vou esquecer esses dias de competição, só agradeço aos meus professores e ao Balé Jovem por mais essa oportunidade” diz Yago.



.: "Delírio", uma crônica de João Tavares Neto

Em frente ao espelho do banheiro eu sou surpreendido dando bom dia a mim mesmo. E para minha surpresa, ouço que alguém responde. Devo estar delirando? Estou com febre? Para tirar a prova, ponho a mão em meu pescoço e percebo que ainda tenho os sintomas. Sinto que os comprimidos não fizeram o efeito esperado e a gripe teima em deixar o meu nariz estranho, escorrendo às vezes, e o peito dolorido pelas inúmeras quantidades de espirros.

No entanto, tomado por um senso de responsabilidade que eu nem sabia se tinha, afirmo que uma simples gripe não é o fim do mundo.

— Vou tomar um banho. Quem sabe não melhore antes de sair para o trabalho.


É claro que o milagre não aconteceu, mas o banho cura, temporariamente, a sensação estranha de dor e a vontade de espirrar. Chego ao trabalho sem apresentar nenhum sintoma alérgico.

A quantidade de coisas pendentes, acumuladas, em cima da mesa, provoca um desânimo enorme, mas a lembrança dos dias em que fiquei em casa me recuperando da febre não deixa alternativa.

— Tenho que trabalhar – digo baixinho.

Textos e mais textos para revisar e a diagramação de uma revista inteira têm prioridade zero.

Mergulho de cabeça e quando percebo que já passa do meio dia. A sirene do jornal A Tribuna toca e eu quase nem ouço.

— Hora do almoço.


Vou almoçar e volto quase que imediato. Nesse intervalo, penso nela e deixo que as palavras falem por mim.

— Queria tanto conversar com você sobre a noite passada. Tentei ligar, coração, mas não consegui.
Recordo que mais uma noite vou dormir sozinho e depois decido que o melhor a fazer para esquecer é trabalhar. Tento terminar o máximo de pendências possíveis quando o relógio marca 18 horas.

Todos os textos estavam corrigidos e metade da diagramação também. Cansado, muito mais pela gripe do que pelo trabalho, decreto que o que ficou será terminado no dia seguinte.

Volto para casa e, enquanto o sono não chega, debaixo do meu cobertor, termino o diálogo de delírio que comecei pela manhã.




.: Priscila Brenner lança clipe da música “Tudo que eu Preciso”

Participante da última edição do The Voice Brasil está produzindo o seu primeiro EP


A cantora pop Priscila Brenner, participante da última edição do The Voice Brasil – Rede Globo, gravou o seu primeiro clipe e acaba de lançá-lo. A música de trabalho escolhida foi “Tudo que eu preciso”, composta por Burn, braço direito de Priscila nas composições e responsável pela direção musical dos seus shows. O clipe foi gravado no mês de Março em Ivoti, cidade que fica a 50km de Porto Alegre – RS.

Foram mais de 35 pessoas envolvidas no projeto entre direção e figuração. A produção musical foi de Juliano Cortuah, que já produziu e dirigiu diversas trilhas sonoras de programas da Globo, já a direção musical ficou por conta de Edson Gandolfi.  A direção geral ficou nas mãos da produtora KING, que tem em seu portifólio Makavo, CPM 22, Bruno e Marrone, entre outros. O clipe contou também com a participação do ator Paulo Dalagnoli, que faz o papel de Lírio em Malhação.

Além de “Tudo o que eu preciso”, estão sendo produzidas mais duas músicas, incluindo trabalhos autorais, para fechar o primeiro EP de Priscila Brenner.
Com referências da música pop internacional, Priscila se diz ansiosa com o lançamento: “Gravar o clipe foi uma experiência muito legal para mim. A equipe me deixou super a vontade. O clipe ficou lindo, o resultado não poderia ser outro”, conta a cantora.

terça-feira, 21 de abril de 2015

.: O filme favorito de... Mary Ellen Miranda, jornalista e colecionadora

Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em abril de 2015


Como não amar "Grease - Nos Tempos da Brilhantina"? É o que penso e muito. Talvez por ter assistido com a minha vozinha Aurora, quando ainda era criança ou por, simplesmente, amar música... fui fisgada por este musical que é um tremendo clássico. 

A beleza de John Travolta, neste filme é de encher os olhos... e o encanto de Olivia Newton-John completam a perfeição de uma narrativa que se passa no meio escolar. Como não iria me identificar com isto? Muitas meninas sempre acreditam que irão encontrar o amor de suas vidas neste ambiente. O amor da minha vida eu encontrei, mas... nos estudos universitários. Confesso que a cada ano que passa eu só tenho a total certeza de que "Grease - Nos Tempos da Brilhantina" não envelhece, embora seja de 1978, ano em que nem eu mesma sonhava em nascer.

CENA FAVORITA: Todas as canções interpretadas no longa são belíssimas, mas não há como passar impune por "
Hopelessly Devoted to You" e a tocante interpretação de Olivia Newton-John que é coroada numa reles piscina de plástico tamanho infantil, diante da "aparição" de Danny Zuko (John Travolta).


ENREDO: Musical inspirado no livro de Bronte Woodard, tendo a Califórnia como cenário, retrata o comportamento dos jovens da época em que é ambientado, final da década de 50 e começo da década de 60. "Grease - Nos Tempos da Brilhantina"dirigido por Randal Kleiser, apresenta a história de um casal de estudantes, Danny (John Travolta) e Sandy (Olivia Newton-John), que trocam juras de amor no verão e se separam, pois a moça precisa voltar para a Austrália. 


É claro que a vida é cheia de surpresas, os planos mudam e Sandy, coincidentemente, preenche matrícula na escola de Danny. Como todo "machão", ao lado dos amigos, Danny até esnoba Sandy. Contudo, o amor entre os dois prevalece e superam os desentendimentos ao som de muita música de qualidade na voz de John Travolta e Olivia Newton-John

CURIOSIDADE: O orçamento de Grease foi de 6 milhões de dólares, com arrecadação mundial de 394 milhões de dólares, sendo, até hoje, o filme musical de maior bilheteria nos Estados Unidos. A continuação de 1982, "Grease 2", estrelado por Michelle Pfeiffer não obteve o mesmo sucesso.

Sobre Mary Ellen Miranda:  Nascida em Santos, São Paulo, é criadora e editora do www.resenhando.com, professora, roteirista e colecionadora de boneca estilo Barbie, sendo responsável pelo www.photonovelas.com.br. Nas horas vagas adora assistir séries de TV e filmes, além de ler um bom livro. Twitter: @maryellenfsm 

Mary Ellen Miranda estreia no #Resenhando.com a série de depoimentos #MeuFilmeFavorito. Qual é o seu #MeuFilmeFavorito? Para os internautas interessados em participar, basta curtir a fanpage do portal –www.facebook.com/PortalResenhando - e enviar, por mensagem, a indicação, os motivos de ser o filme escolhido e uma cena favorita.

.: Robson Nunes estará no República do Stand-up

Nesta quarta, dia 22, às 23h, o ator que recentemente viveu Tim Maia
no cinema pretende arrancar risadas da audiência


No segundo episódio da terceira temporada de República do Stand-Up, o versátil Robson Nunes brinda o público com suas melhores piadas. Idealizador do espetáculo de stand up comedy mais antigo do Brasil em cartaz – o “3tosterona” – Robson reuniu o que há de melhor em seu repertório de humor para montar a apresentação que vai ao ar nesta quarta-feira.

Produção original e nacional do Comedy Central, canal distribuído pela Viacom Brasil, a atração traz Rafael Cortez como apresentador, gravações de backstage e entrevistas informais com os comediantes convidados. Além de Robson Nunes, outros 30 humoristas de diversas partes do país se apresentarão ao longo da temporada, como Diogo Portugal e Fábio Rabin.
O Comedy Central é a única plataforma global da marca 100% dedicada à comédia 24 horas. O canal de TV é visto em mais de 172 milhões de residências em 22 países ao redor do mundo. O Comedy Central na América Latina soma 19 milhões de assinantes em toda a região e se junta ao portfólio de canais de comédia administrados pela Viacom International Media Networks (VIMN), que são vistos em países como o Reino Unido, Itália, Espanha, Alemanha, Suécia, Holanda, Nova Zelândia, Hungria, Polónia, Israel e Áustria.

SERVIÇO:
Comedy Central Apresenta: República do Stand-Up – Terceira Temporada
Exibição: Quarta-feira, 22 de abril, à 23h
No Brasil, o canal está disponível nas grades das operadoras Sky (canal 85), Oi TV (canal 103), Claro TV (canal 92), CTBC (Canal 555) e Vivo TV (número do canal varia conforme região).

.: Peça "O Fingidor" tem temporada prorrogada, no Tucarena

O espetáculo "O Fingidor" - com texto e direção Samir Yazbek - prorroga sua temporada no Tucarena até o dia 17 de maio, com sessões às sextas-feiras (21h30), sábados (21h) e domingos (19h). Inspirado na vida e obra de Fernando Pessoa, o espetáculo está comemorando 15 anos, juntamente com os 80 anos de morte do poeta. A temporada também integra a programação de 50 anos do TUCA, festejados em setembro.

O “Fingidor” - Prêmio Shell de melhor autor e uma das mais festejadas montagens da Companhia Teatral Arnesto nos Convidou – a peça é uma obra de ficção. O texto apresenta o poeta em seus últimos dias, quando se candidata disfarçado a uma vaga de datilógrafo, oferecida por um crítico literário, profundo conhecedor de sua obra. Envolvendo personagens reais e fictícios, inclusive os heterônimos de Pessoa, o espetáculo traz uma visão bem-humorada sobre a poética do autor.

Este retorno ao palco traz parte do elenco da montagem original, encabeçado por Helio Cicero que divide o palco com Daniela Duarte, Douglas Simon, Fause Haten, Fernando Oliveira, Fernando Trauer, Gabriela Flores, Luiz Eduardo Frin e Marcelo Cozza.

Esta é a sexta temporada de “O Fingidor” em São Paulo, tendo ainda se apresentado com sucesso em Portugal (XXV FITEI , no Porto, e no I Encontro Luso-brasileiro de Cultura, em Serpa), além de outras cidades brasileiras. O texto também foi adaptado para a televisão (Rede Cultura, projeto “Direções”), publicado duas vezes em português e traduzido para outros idiomas, como o francês e o espanhol. Para 2015, está previsto o lançamento de uma nova edição de “O Fingidor", pela Editora Giostri, e está em andamento um projeto de recriá-lo no cinema, pelo diretor Ugo Giorgetti.

O enredo: Segundo Samir Yazbek , "O Fingidor" não pretende ser um recital de poesia, tampouco uma biografia teatralizada do poeta. A peça serve-se da heteronímia, recurso por meio do qual Pessoa criava personalidades literárias, para apresentar, em carne e osso, uma personagem que Pessoa nunca imaginou: um “certo” Jorge Madeira (Helio Cicero). 

No enredo, Fernando Pessoa, vivendo seus últimos dias, disfarça-se como o datilógrafo Madeira, para conhecer José Américo, o crítico literário que o admira e prepara uma conferência sobre a sua obra. A partir daí, temos uma história com muitas surpresas. As situações se desenrolam com personagens reais e fictícias, tais como a governanta Amália, de quem Pessoa enamora-se, a irmã do poeta, o editor de uma revista literária, um jovem estudante de literatura e os principais heterônimos de Pessoa, resultando numa parábola sobre papel do artista na sociedade moderna.

A montagem: A direção de Yazbek valoriza o trabalho do elenco por meio da trajetória das personagens, investindo na comunicação com o público, abarcando desde a comédia de costumes até o drama existencial, revelando os aspectos mais sombrios da personalidade do poeta. Inspirada nas múltiplas vozes de Pessoa, a encenação transita entre a realidade e a imaginação, fazendo com que a crítica Mariângela Alves de Lima dissesse à época da estreia, no jornal O Estado de São Paulo: “ Samir Yazbek faz um espetáculo encantador pela simplicidade com que trama o imaginário e o ‘real’”.

Dialoga com essa concepção o cenário de Marisa Rebolo, formado por painéis deslizantes que, conforme a condução do elenco, ora se apresentam de forma opaca, com os escritos de Fernando Pessoa, compondo os ambientes realistas, ora de forma transparente, revelando outros planos de ação.

O figurino de Elena Toscano é inspirado na linguagem de época, mas, no caso dos heterônimos Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis , aproxima-se do expressionismo, traduzindo as contradições da poética de Pessoa. Em se tratando do heterônimo vivo, Jorge Madeira, o figurino revela uma identidade farsesca, remetendo a um referencial brasileiro de cultura popular. A sonoplastia de Raul Teixeira e a iluminação de Celso Marques intensificam as ambigüidades presentes na encenação.


Ficha técnica 
Espetáculo: “O Fingidor”
Texto e direção:  Samir Yazbek
Elenco: Helio Cicero (Fernando Pessoa e Jorge Madeira), Daniela Duarte (Amália Conceição), Douglas Simon (José Américo), Fause Haten (Álvaro de Campos), Fernando Oliveira (Afonso Camargo), Fernando Trauer (Alberto Caeiro), Gabriela Flores (Henriqueta Madalena), Luiz Eduardo Frin ( Ricardo Reis ) e Marcelo Cozza (Miguel Escudero).
Dramaturgi​a​: Maucir Campanholi
Direção original de movimento: Dani Hu
Cenografia: Marisa Rebolo
Figurino: Elena Toscano
Concepção de luz original: Celso Marques
​Montagem e operação de luz: G​abriela Araujo e G​uilherme Trindade
Sonoplastia: Raul Teixeira
Assistência de direção e operação de som: Izabel Hart
​Programação visual original: Diego Spino​
Finalização de arte​ e desenvolvimento de app​: ​Bluesman Design Studio
Fotografias cena​: Fernando Stankuns
​​V​ídeo​: ​ Daniel Lopes
Assistência de produção:  Marília Yazbek
Produção executiva: Marcela Sanchez
Direção de produção: Silvia Marcondes Machado
Administração: Mecenato Moderno
Apoio cultural: Porto Seguro
Realização: Companhia Teatral Arnesto nos Convidou
Site: www.arnesto.art.br / Facebook: facebook.com/arnestonosconvidou​

Serviço 
Local: Tucarena  - www.teatrotuca.com.br
Rua Monte Alegre, 1024 - Perdizes/SP (entrada Rua Bartira). Tel: (11) 3670-8455
Temporada: Sexta (às 21h30), sábado (às 21h) e domingo (às 19h) - Até 17/05
Ingressos: R$ 50,00 (inteira); R$ 25,00 (meia); R$ 10,00 (estudantes, professores e funcionários da PUC-SP). Antecipados: www.ingressorapido.com.br (4003-1212). Grupos: (11) 5571-1407
Duração: 1h40 - Gênero: Drama cômico - Classificação etária: 14 anos
Capacidade: 170 lugares - Ar condicionado - Acesso universal Estacionamento conveniado: R$ 14,00 (Pier Park, R. Monte Alegre, 835, tel. 3120-5052)
Reestreia: 7/3/2015

Histórico de “O Fingidor”: Desde a sua estreia, em 20 de agosto de 1999, após cinco temporadas em São Paulo (1999, 2002, 2006, 2009 e 2013), apresentando-se no Rio de Janeiro (2002) e participando do Porto Alegre em Cena (2007), “O Fingidor” acumulou uma série de distinções. Em 1999, Samir Yazbek recebeu o Prêmio Shell de melhor autor pela peça. Em 2002, o trabalho representou o Brasil no XXV FITEI (Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica), do Porto, em Portugal, e no I Encontro Luso-brasileiro de Cultura, em Serpa, Portugal. Em 2004, a Editora Ática, por meio do PNBE (Programa Nacional de Biblioteca da Escola), do Ministério da Educação, distribuiu a peça para 475 mil alunos da rede pública de ensino. Em 2005 o texto foi traduzido para o francês, teve leitura dramática no XX Festival de Cádiz, na Espanha, e foi montado por diversos grupos em estados brasileiros como Amazonas, Ceará, Curitiba etc. 

Em dezembro de 2005, em sua edição de número 100, a Revista Bravo! colocou “O Fingidor” em 16º lugar, entre os 100 melhores espetáculos de teatro e dança dos últimos oito anos. Em 2006, o Banco Santander Banespa patrocinou uma temporada da peça em homenagem aos 70 anos de morte de Fernando Pessoa, no Teatro TUCA. No mesmo ano, a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo lançou pela Coleção Aplauso, além de “O Fingidor”, outros dois textos premiados do autor: “A Terra Prometida” e “A Entrevista”. Em 2008, Samir Yazbek adaptou “O Fingidor” para a televisão, com o mesmo elenco da temporada anterior, no programa “Direções”, uma parceria da TV Cultura com o SESC TV. 

Em 2009, “O Fingidor” realizou temporada comemorativa dos dez anos, novamente no Teatro TUCA. Em 2013, o espetáculo integrou a programação do projeto “Imersão Samir Yazbek ”, realizado pelo Sesc São Paulo, abarcando o repertório da Companhia Teatral Arnesto nos Convidou, leituras dramáticas de outros textos do autor, além de workshops de dramaturgia e interpretação. Nos últimos anos, a peça foi publicada pela revista cubana Conjunto, da Casa de Las Américas, além da editora mexicana Libros de Godot, com mais três obras destacadas do autor.

.: Machine Head: ingressos para única apresentação no Brasil

Após quatro anos, banda anuncia retorno a América do Sul


A banda norte-americana Machine Head, uma das atrações internacionais mais esperadas para desembarcar este ano no Brasil, faz única apresentação no país, no próximo dia 7 de junho, na Via Marquês, em São Paulo.

Os fãs interessados em conferir a tão aguardada performance de Robb Flynn (vocal/guitarra), Dave McClain (bateria), Phil Demmel (guitarra) e Jared MacEachern (baixo) já podem garantir presença pela Ticket Brasil (e pontos de vendas autorizados), Clube do Ingresso, Galeria do Rock (lojas Hellion e 255) e em Santo André (Metal Music). Mais informações no serviço abaixo.

O show faz parte da turnê mundial de “Bloodstone & Diamonds”, considerado um dos melhores discos lançados em 2014, segundo a imprensa especializada mundial. Este trabalho foi lançado via Nuclear Blast e figurou nos principais charts ao redor do mundo: Áustria #6 | Austrália #10 | Canadá #25 | Canadá (Hardchart) #3 | Alemanha #6 | Finlândia #18 | França #29 | Irlanda (Indie) #4 | Suécia #31 | Suécia (Rock/Metal) #3 | Suiça #7 | Inglaterra #18 | Inglaterra (Indie) #1 | Inglaterra (Rock) #3 | EUA #21 | EUA (Hardcharts) #2

Confira a música "Beneath The Slit" e assista ao vídeo oficial de "Now We Die".

A primeira e única passagem do Machine Head pelo Brasil, aconteceu em outubro de 2011 e passou pelas cidades de São Paulo (Via Funchal), Curitiba (Master Hall) e Porto Alegre (Casa do Gaúcho). Na ocasião, os norte-americanos excursionaram ao lado do Sepultura pela América Latina.

Fundado em 1991, em Oakland (EUA), o Machine Head é reconhecido como o pioneiro do movimento New Wave of American Heavy Metal. Com 11 álbuns lançados e presença sempre garantida nos principais festivais da Europa, o grupo já atingiu a expressiva marca de 3 milhões de discos vendidos em todo planeta.

Link relacionados:
www.facebook.com/MachineHead
https://www.facebook.com/agenciasobcontrole
https://www.facebook.com/UltimateMusicPR

Serviço São Paulo
Agência Sob Controle orgulhosamente apresenta Machine Head
Data: 7 de junho de 2015 – domingo
Local: Via Marquês – http://www.viamarques.com.br
End: Av. Marquês de São Vicente, 1589 – próximo ao Metrô e Rodoviária Palmeiras-Barra Funda
Abertura da casa: 19h
Classificação etária: a partir de 16 anos

Valor dos ingressos:
1º Lote: R$120,00 (Pista Meia/promocional - limitados)
2º lote: R$ 150,00 (Pista Meia/promocional)
Camarote: R$ 200,00 (Meia/promocional)

Ingressos online (em até 12 vezes no cartão): https://ticketbrasil.com.br/show/2933-machinehead-sp/ | http://www.clubedoingresso.com/shows/rock/machinehead

Pontos de Venda
São Paulo – Galeria do Rock
Loja Hellion: 1° andar – 11 3223.8855
Loja 255: 2° andar – 11 3361.6951
Santo André | Metal Music: Rua Dona Elisa Fláquer, 184 – Centro – 11 4994.7565

segunda-feira, 20 de abril de 2015

.: Grave Digger: ingressos para show em SP à venda

Banda está na estrada promovendo o novo álbum "Return Of The Reaper"


A Rádio & TV Corsário, produtora responsável anteriormente pela vinda de nomes como Megadeth, Europe, Anthrax, Testament, HIM, Sonata Arctica, Paul Di Anno ao Brasil, orgulhosamente está promovendo a apresentação da lendária banda alemã Grave Digger em São Paulo.

O show de Chris "Reaper" Boltendahl (vocal), Stefan Arnold (bateria), Jens Becker (baixo), Marcus Kniep (teclado) e Axel "Ironfinger" Ritt (guitarra) está confirmado para o próximo dia 3 de maio, no Carioca Club. Os ingressos continuam à venda através do site Clube do Ingresso. Mais informações no serviço abaixo.

O Grave Digger é uma das atrações internacionais que mais visitaram o nosso país! Segundo matéria publicada pela Folha de São Paulo no ano passado, os alemães estavam na 6º posição com 8 turnês, 14 shows e 6 cidades no currículo, a frente de Metallica, Whitesnake e Guns N' Roses. Agora, o grupo divide o posto com o Motörhead com nove passagens pelo Brasil!

A nova exibição faz parte da turnê mundial do novo álbum "Return Of The Reaper". Este disco, gravado no Principal Studios, em Senden (ALE), contem 12 incríveis e consistentes composições, trazendo todos os predicados para se tornar um dos principais trabalhos da vasta discografia do grupo e bater de frente com os clássicos "Heavy Metal Breakdown" (1984), "Witch Hunter" (1985) and "The Reaper" (1993).

Assista ao videoclipe produzido para “Hell Funeral” em http://youtu.be/gIm6y7qTvwg.
Confira o lyric video de “Season of The Witches”: http://youtu.be/lLxmPOWmlJs.

Links relacionados:
http://www.grave-digger.de
http://radiocorsario.com.br
http://theultimatemusic.com

Serviço São Paulo
Rádio Corsário apresenta Grave Digger
Data: 3 de maio de 2015
Local: Carioca Club - próximo ao Metrô Faria Lima
End: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros
Hora: 18h (abertura da casa) | 19h (show time)
Ingressos: 
Pista meia/promocional: R$ 80,00 (1º lote) | R$ 90,00 (2º lote)
Pista Inteira promocional: R$ 90,00 (1º lote) | R$ 100,00 (2º lote)
Camarote meia/promocional: R$ 150,00 (1º lote) | R$ 170,00 (2º lote)
Camarote Inteira promocional: R$ 170,00 (1º lote) | R$ 190,00 (2º lote)
Ingresso online: www.clubedoingresso.com
Informações: www.radiocorsario.com.br

.: Entrevista com Antonio Fagundes, ator que é um gentleman

"Sou o mesmo até nas incertezas, na fragilidade". Antonio Fagundes

Por Helder Miranda
Em abril de 2015




Antonio Fagundes é um gentleman. Também é um astro daqueles que é reconhecido em qualquer parte do mundo, por causa das novelas brasileiras exportadas que, como todos sabem, fazem muito sucesso por lá. Mas também é de carne e osso, muita gentileza e alguma impaciência - embora discreta - quando a entrevista se estende além do previsto. “Olha, rapaz, não vai ter espaço para tanta pergunta”, gracejou ele com uma voz que mescla um certo distanciamento e ternura.

Mostra-se de carne e osso porque, nos primeiros minutos da entrevista, precisou interromper a conversa para pagar alguma conta. Pediu cinco minutos e, quando atendeu novamente, pediu desculpas por várias vezes, dizendo que aquilo não costumava acontecer e que era algo urgente. Toda essa inteligência e sensibilidade, de alguém que lê de dois a três livros por dia, pode ser vista nas suas argumentações sempre tão centradas, tão lúcidas.



Ele está em cartaz com a peça “Tribos”, que fala sobre intolerância e a falta de comunicação em uma era em que todos têm opiniões pouco embasadas e exibem toda a sorte de comportamentos pela internet. No espetáculo, ele contracena, entre outros atores, com o filho Bruno.

Antonio Fagundes nasceu no Rio de Janeiro, mas mudou para São Paulo aos oito anos e viveu lá durante 30 anos. Desde cedo, descobriu o dom para atuar a partir de montagens de peças no Colégio Rio Branco, onde estudou. Na TV, estreou em 1969, na telenovela “Nenhum Homem é Deus”, da TV Tupi. Na rede Globo, estreou em 1976, na telenovela “Saramandaia”, na pele do prefeito Lua Viana. Ele é tão multifacetado que, em 1999, gravou um CD, chamado “Tributo a João Pacífico”.



De 1979 a 1981, e de 2003 a 2007, foi protagonista da série “Carga Pesada”, como o caminhoneiro Pedro. Na TV Cultura, cedido pela Rede Globo, participou do seriado “Mundo da Lua”. Nas telenovelas, foram inúmeros personagens marcantes, como o mocinho Cacá, de “Dancin' Days”, o mocinho corrupto Ivan Meireles de “Vale Tudo”, o professor gago Caio, de “Rainha da Sucata”, o vilão Felipe Barreto, de “O Dono do Mundo”, o coronel José Inocêncio de “Renascer”, o advogado espírita Otávio Jordão, de “A Viagem”; o fazendeiro Bruno Mezenga, de “O Rei do Gado”, o romântico Atílio Novelli, de “Por Amor”, o barão do café Gumercindo, de “Terra Nostra”, o corrupto Félix Guerrero, de “Porto dos Milagres”, o líder comunitário Juvenal Antena, de “Duas Caras”, e o preconceituoso e infiel César Khoury, de “Amor À Vida”.




RESENHANDO - A reprise de “O Rei do Gado” no Vale a Pena Ver de Novo, pela segunda vez, está fazendo muito sucesso. “O Dono do Mundo” também bateu recorde de audiência no canal Viva, na TV fechada. O que separa o Antonio Fagundes que interpretou o Felipe Barreto (1991), e posteriormente o Bruno Mezenga (1996), do Antonio Fagundes de hoje?
ANTONIO FAGUNDES -
Estou muito melhor, na verdade, 15, 20 anos melhor, porque esse é o tempo que distancia o Antonio Fagundes que interpretou aqueles personagens do Antonio Fagundes de agora. Coloque 20 anos a mais de experiência, e mais uns 40, 50 personagens depois. Agora, na base, eu acho que não mudou. Sou o mesmo até nas incertezas, na fragilidade.

 

RESENHANDO - O que você coloca de si mesmo nos personagem que interpreta?
A. F. -
Sempre tem algo de você no que você faz. Gozado, há uma diferença em outros países em relação a atuar. Em outras línguas, como inglês e francês, isso é chamado de "jogar". Só no Brasil é chamado de “interpretar”, o que dá um peso muito maior. E, com essa palavra, tiraram exatamente o prazer o jogo, e jogar é isso, é buscar, mesmo eu fazendo o gago, o coronel, o diplomata, o algoz do filho...




RESENHANDO – Você teve um papel de destaque em “Amor À Vida” e participou do último capítulo da novela, que mostrou o primeiro beijo homossexual entre homens na televisão brasileira. Essa especulação incessante em torno de “beijos gays” já se tornou uma falácia?
A. F. -
Na verdade, é uma bobagem, que atinge 50% que ainda não aceita as diferenças. Quando eu fiz o César de “Amor À Vida”, homofóbico com o próprio filho, eu fiquei surpreso porque metade das pessoas que participaram da pesquisa da novela eram a favor do comportamento deste personagem, enquanto os outros 50% eram contra o que ele fazia.


 

RESENHANDO – A aceitação do personagem Félix (homossexual interpretado por Mateus Solano) representa um avanço na mentalidade do telespectador?
A. F. -
Essa estatística, por incrível que pareça, demonstra uma evolução de comportamento, pois, se a novela tivesse passado antigamente, essa porcentagem de aprovação do comportamento desse personagem seria bem maior. Então foi muito válido o Walcyr Carrasco colocar essa temática na novela, como também está fazendo o Gilberto Braga, tentando inserir esse debate na sociedade a partir de outro ponto de vista.

 

RESENHANDO - Uma reclamação de atrizes de Holywood, na época do Oscar, afirmava que os atores têm melhores papéis quando envelhecem do que as mulheres. Você concorda com esta afirmação?
A. F. -
Eu li, recentemente, no jornal Folha de S.Paulo, uma entrevista com um ator inglês de 65 anos que está fazendo o maior sucesso com um filme de veteranos. Ele disse estar surpreso, pois se viu saindo da invisibilidade. E isso atinge a todos os atores que atingem a terceira idade. Não é um privilégio de homens, ou mulheres, atinge a todos, e eu não acredito que os papéis sejam melhores para o sexo masculino em detrimento do feminino. Quando você tem a sorte de sair dessa invisibilidade, se você quebrar desta regra, as pessoas se admiram: “olha, esse velho ainda está andando!” (risos).

 

RESENHANDO - Você ainda continua rígido com horários?
A. F. -
Sim, isso é algo que não mudou e continua sendo amplamente divulgado pela imprensa. Sou muito rígido, mesmo, quanto a isso. Exigir que a plateia chegue na hora marcada é uma questão de respeito aos 99% que chega no horário do início da peça. Não será esse 1% que chega atrasado que atrapalhará os outros que estão acomodados, esperando que o espetáculo comece.

 

RESENHANDO - Há alguma história por trás disso?
A. F. -
Sempre tem, e é uma transferência da irritação que eu senti quando estava na plateia e isso acontece.

 

RESENHANDO - E já aconteceu de você se atrasar?
A. F. -
Nunca. Normalmente, o ator está no teatro uma hora antes para se preparar. Eu costumo sair de casa bem antes disso, para estar preparado se algo acontecer no meio do caminho. Se isso acontecer um dia, você pode ter certeza: é porque aconteceu alguma coisa muito grave.



RESENHANDO – Se o trabalho como ator não desse certo, o que você seria se precisasse de um Plano B?
A. F. -
Trabalho como ator desde os 12 anos, nunca pensei o que eu faria de diferente, pois deu certo.

RESENHANDO – Qual é o seu livro preferido?
A. F. -
Não tenho como escolher um. Leio de dois ou três livros por semana! São muitos...




Novelas e Seriados com Antonio Fagundes
1968 - “Antonio Maria”
1969 - “Nenhum Homem É Deus” (Netinho)          
1972 - “A Revolta dos Anjos” (Vítor) / “Bel-Ami” (Cadu)
1973 - “Mulheres de Areia” (Alaor)
1974 - “O Machão” (Julião Petruchio)    
1976 - “Saramandaia” (Lua Viana)               
1977 - “Nina” (Bruno)         
1978 - “Caso Especial: Jorge, Um Brasileiro” (Jorge)
1978 - “Dancin' Days” (Carlos Eduardo Cardoso, Cacá)           
1979 - “Carga Pesada” (Pedro da Boléia)              
1981 - “Amizade Colorida” (Eduardo Lusceno, Edu) / “É Proibido Colar” (apresentador)
1982 - “Avenida Paulista” (Alex Torres) / “Caso Verdade: Filhos da Esperança” (Jasper Palmer)
1983 - “Champagne” (João Maria) / “Louco Amor” (Jorge Augusto)
1984 - “Corpo a Corpo” (Osmar Pelegrine)            
1988 - “Vale Tudo” (Ivan Meireles)
1990 - “Rainha da Sucata” (Caio Szimanski)          
1991 - “Mundo da Lua” (Rogério Silva) / ”O Dono do Mundo” (Felipe Barreto)
1992 - “Você Decide” - episódio “O Sonho Dourado”               
1993 - “Renascer” (coronel José Inocêncio)
1994 - “A Viagem” (Dr. Otávio César Jordão)        
1995 - “Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados” (Dr. Bergamini) / “A Comédia da Vida Privada” (Beto) e “A Próxima Vítima” (Astrogildo)
1996 - “O Rei do Gado” (Antonio e Bruno Mezenga)
1997 - “Por Amor” (Atílio Novelli)
1998 - “Labirinto” (Ricardo Velasco)
1999 - “Terra Nostra” (Gumercindo Telles de Aranha)            
2001 - “Porto dos Milagres” (Bartholomeu e Félix Guerrero)
2002 - “Esperança” (Giuliano) / “Vale Todo” (Salvador) / “Brava Gente” (José)
2003 a 2007 - “Carga Pesada” (Pedro da Boleia)
2005 - “Mad Maria” (Ministro Juvenal de Castro)            
2007 - “Duas Caras” (Juvenal Antena)          
2008 - “Negócio da China” (Ernesto Dumas)
2010 - “Tempos Modernos” (Leal Cordeiro) / “As Cariocas” (Oscar, Cacá)
2011 - “Insensato Coração” (Raul Brandão)
2012 - “Gabriela” (Coronel Ramiro Bastos)
2013 - “Amor à Vida” (César Khoury)
2014 - “Meu Pedacinho de Chão” (Giácomo Brunneto)


Filmes com Antonio Fagundes
1969 - “A Compadecida” (Chicó 5)
1971 - “Eterna Esperança”
1975 - “A Noite das Fêmeas”
1975 - “A Escada”
1975 - “Eu Faço... Elas Sentem”
1976 - “Elas São do Baralho”
1977 - “Vida Vida”
1978 - “A Noite dos Duros”
1978 - “Doramundo”
1979 - “O Menino Arco-Íris” (Proprietário do casebre 6)
1979 - “Gaijin - Os Caminhos da Liberdade”
1980 - “Os Sete Gatinhos” (Bibelô)
1981 - “Pra Frente, Brasil”
1982 - “Tchau, Amor”
1982 - “As Aventuras de Mário Fofoca”
1982 - “Das Tripas Coração”
1982 - “Carícias Eróticas”
1983 - “A Próxima Vítima”
1983 - “O Menino Arco-Íris”
1985 - “Jogo Duro”
1986 - “Besame Mucho”
1986 - “Anjos da Noite”
1987 - “Eternamente Pagu”
1987 - “A Dama do Cine Shanghai
1987 - “Leila Diniz”
1987 - “PSW - Uma Crônica Subversiva”
1988 - “Barbosa”
1989 - “O Corpo”
1992 - “Beijo 2348/72”
1993 - “Era Uma Vez no Tibet”
1996 - “Doces Poderes”
1998 - “Uma História de Futebol” (narrador em curta-metragem)
1998 - “Fica Comigo”
1999 - “No Coração dos Deuses”
1999 - “O Tronco”
1999 - “Paixão Perdida”
2000 - “O Grinch” (dublagem)
2000 - “Bossa Nova”
2000 - “Villa-Lobos - Uma Vida de Paixão”
2003 - “Sete Minutos”
2003 - “Deus É Brasileiro”
2004 - “A Dona da História”
2005 - “A Marcha dos Pinguins” (dublagem)
2005 - “Achados e Perdidos”
2006 - “Noel - Poeta da Vila”
2014 - “Quando Eu Era Vivo” (Sênior)
2014 - “Alemão”

Peças teatrais com Antonio Fagundes
1964 - “A Ceia dos Cardeais”
1966 - “Atlantic’s Queen”
1969 - “Hair”, de Gerome Ragni e James Rado
1969 - "O Cão Siamês" / “Arena Canta Tiradentes”, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri / “Feira Paulista de Opinião” / “A Resistível Ascensão de Arturo Ui” / “Castro Alves Pede Passagem”
1975 - "Muro de Arrimo", Antonio Abujamra
1980 - “Pelo Telefone”
1981 - "O Homem Elefante", de Bernard Pomerance
1982 - "Morte Acidental de um Anarquista", de Dario Fo
1983 - "Xandu Quaresma", de Chico de Assis
1985 - “Cyrano de Bergerac”, Edmond Rostand, direção de Flavio Rangel
1996 - "Nostradamus", de Doc Comparato, direção de Antonio Abujamra
1986 - “Carmen Com filtro”, direção de Gerald Thomas
1988 - “Fragmentos de Um Discurso Amoroso”, de Roland Barthes, direção de Ulisses Cruz
1989 - "O País dos Elefantes", de Louis Charles Sirjacq
1990 - "Muro de Arrimo"
1990 - "História do Soldado", de Gerome Ragni e James Rado
1992 - “Macbeth”
1994 - “Vida Privada”, de Mara Carvalho
1996 - “Oleanna”, de David Mamet
1999 - “Últimas Luas”, de Furio Bordon, direção de Jorge Takla
2002 - “Sete Minutos”, de sua autoria, direção de Bibi Ferreira
2005 - “As Mulheres da Minha Vida”
2008 - “Restos”
2012 - " Vermelho", de John Logan, direção de Jorge Takla
2013 - "Tribos", de Nina Raine, direção de Ulysses Cruz

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