Semelhanças: De Hércules para outros clássicos Disney

Breve análise por Mary Ellen Farias dos Santos

Scream 2x5: Fantasmas do passado, zumbis do presente

Confira a resenha do quinto episódio

Resenha do filme emocionante: "Como eu era antes de você"

Confira o texto de Mary Ellen Farias dos Santos

Roxette mantém a forma em "Good Karma"

Texto de Luiz Gomes Otero

sexta-feira, 1 de julho de 2016

.: Tudo o que você precisa saber sobre a novela "A Terra Prometida"

Na foto, Sidney Sampaio com Paloma Bernardi e Thais Melchior, protagonistas da novela
A Record realizou na tarde da última quinta-feira, 30 de junho, a coletiva de imprensa para o lançamento da próxima novela da emissora, "A Terra Prometida"", que estreia nesta terça-feira, dia 5 de julho.  No evento, estiveram presentes, além de atores da trama,  o autor Renato Modesto, o diretor geral da produção Alexandre Avancini e Anderson Souza, Diretor de Teledramaturgia da Record.

No encontro com jornalistas, eles falaram sobre a nova produção, que irá dar continuidade à saga do povo hebreu, agora liderado pelo herói Josué, na busca pela Terra Prometida. A superprodução estreia no horário nobre, às 20h30, mostrando o compromisso da Record em investir na teledramaturgia, uma produção que contou inclusive com gravações no exterior, no deserto de Namibe, em Angola, e em Israel, e com efeitos especiais impressionantes como a queda da muralha de Jericó.

“A Record continuará exibindo produtos de muita qualidade. O desafio agora, juntamente com a Casablanca, é o de chegar até à Terra Prometida. Para isso foi montada mais uma vez uma estrutura de produção invejável, com o custo de R$ 650 mil por capítulo, a nova novela terá a duração de 130 capítulos”, disse Anderson Souza, Diretor de Teledramaturgia da Record.

“Tivemos que acompanhar um cronograma de gravações fantástico que nos levou em viagens internacionais do cenário do Deserto de Namibe em Angola até sets em Israel, passando também por 5 cidades cenográficas. Tenho certeza de que o nosso telespectador, inclusive aquele do nicho específico dos apreciadores das produções bíblicas, irá gostar do resultado”, lembrou o diretor geral de "A Terra Prometida", Alexandre Avancini.

O autor Renato Modesto destacou o desafio de dar continuidade à história de "Os Dez Mandamentos". “Temos que manter uma continuidade para que esse público se sinta atraído, encontrando em 'A Terra Prometida' elementos que haviam em 'Os Dez Mandamentos'. Mas, por outro lado, 'A Terra Prometida' é uma nova novela. Totalmente nova. Novos personagens, novas tramas”.

Na coletiva, esteve presente Sidney Sampaio, além de Thais Melchior,  Paloma Bernardi,  Miriam Freeland,  Juliana Silveira, Igor Rickli, Milhem Cortaz,  Maytê Piragibe,  Kadu Moliterno, Cristiana Oliveira, Raphael Vianna, Beth Goulart e Nívea Stelmann.  

Sidney, que vive Josué, falou do desafio de interpretar o protagonista da trama. “É um grande presente para mim viver um personagem com uma trajetória tão extensa, com um arco e amadurecimento tão interessante de composição”.

.: Jimmy Barnes redescobre a soul music, por Luiz Gomes Otero


Por Luiz Gomes Otero
Em julho de 2016

Vocalista da banda australiana Cold Chisel, Jimmy Barnes também desenvolve bons projetos paralelos em carreira solo. O mais recente é o surpreendente disco "Soul Searchin", álbum que resgata canções dos anos 60 no melhor estilo soul music e que conseguiu alcançar recentemente os primeiros lugares nas paradas no exterior.

É nítida a influência da soul music na formação de Barnes. Sua principal referência é Wilson Pickett, ícone da gravadora Stax Records dos anos 60. Não por acaso, dois hits manjados de Pickett foram incluídos no repertório e ganharam releituras respeitosas, com um arranjo instrumental bem retrô, ao estilo dos anos 60: "In The Midnight Hour" e "Mustang Sally".

Também está no disco o hit "Suspicious Minds", de Elvis Presley, outro ídolo confesso de Barnes. Essa releitura conta com a participação dos Memphis Boys, que deram um toque especial para a gravação. Outro personagem importante da Stax, o guitarrista Steve Crooper, marca presença na faixa  "I Worship the Ground You Walk On".


Outro destaque é a releitura da canção "The Dark End of the Street", de Percy Sledge, que ganhou uma versão a altura da original, quase funcionando como uma sincera reverência a outro ídolo confesso de Barnes.

O restante das canções não é muito conhecido do grande público. Mas fica fácil a identificação delas com a soul music que era produzida nos anos 60. Canções como "Cry To Me"", "Hard Working Woman" e "Bad Girl" passeiam de forma magistral entre a balada romântica e o momento mais agitado, sempre de forma competente na voz impecável de Barnes.

Interessante notar que Barnes ainda encontra fôlego para desenvolver projetos como esse, com êxito. Uma prova de que ele ainda tem muito para oferecer para o grande público.

"In The Midnight Hour"

"Mustang Sally"

"The Dark End Of The Street"


"I Worship the Ground You Walk On"

Sobre o autor
Luiz Gomes Otero é jornalista formado em 1987 pela UniSantos - Universidade Católica de Santos. Trabalhou no jornal A Tribuna de 1996 a 2011 e atualmente é assessor de imprensa e colaborador dos sites Juicy SantosLérias e Lixos e Resenhando.com. Recentemente, criou a página Musicalidades, que agrega os textos escritos por ele.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

.: Record lança “O Efeito Rosie”, continuação de “O Projeto Rosie”

Depois de superar os desafios do casamento, Don, um metódico professor de genética, vai se tornar pai.  “Um livro extraordinariamente inteligente, engraçado e emocionante sobre aceitar quem você é e o que você sabe fazer de melhor... Este é um dos romances mais profundos que li em muito tempo.” -  Bill Gates.

Don Tillman é bonito, inteligente e um bem sucedido professor de genética, apesar da sua baixíssima habilidade social. Em “O Projeto Rosie”, livro de estreia de Graeme Simsion, Don cria um projeto para conseguir uma parceira. Na busca pela esposa perfeita, ele formula um questionário com perguntas que considera essenciais para fazer a escolha ideal. Até que surge Rosie, o oposto de tudo o que ele julga “correto”. Para uma pessoa metódica, com um estrito cronograma de atividades e tarefas calculadas meticulosamente, a fim de evitar o desperdício de tempo, Don perde facilmente as defesas diante da intensidade de Rosie.

Já em “O Efeito Rosie”, o casal se muda para Nova York, mas uma revelação transforma ainda mais a rotina de Don. Rosie está grávida. Se o “Projeto Esposa” já foi complicado o suficiente para o geneticista, aumentar a família pode exigir um esforço ainda maior. É por isso que ele cria o “Projeto Bebê”. Don novamente usa os seus conhecimentos para tentar definir o padrão de comportamento de um pai, assim como os protocolos necessários para esta nova etapa de sua vida. Ele também aproveita para consultar todos os seus amigos (seis pessoas apenas), porque neste momento toda ajuda é bem-vinda.

“Efeito Rosie” já foi vendido para 38 países. Com o novo livro, a Record relança “O Projeto Rosie”, que já teve os direitos cinematográficos vendidos para a Sony, com um novo projeto gráfico. 

Graeme Simsion hoje é escritor em tempo integral, mas antes de se dedicar totalmente à literatura era consultor de tecnologia da informação e professor. Escreveu seu primeiro livro em 1994 (“A referência padrão para modelagem de dados”) e é casado com Anne, professora de psiquiatria e autora de ficção erótica, com quem tem dois filhos. http://graemesimsion.com.

.: "Uma Noite com Juscelino, Um Reencontro com o Brasil"

Em última apresentação da temporada, Glaucia Nasser mostra ao público "Uma Noite com Juscelino: um Reencontro com o Brasil", no ano em que se completam 40 anos da morte de Juscelino Kubitschek.

Imagine um país campeão mundial em fazer o impossível se tornar realidade. Primeiro lugar não só no futebol, mas no tênis, boxe e atletismo. Visualize um povo orgulhoso de fazer parte da história por ter construído com as suas mãos, seu suor e seu sorriso a capital da esperança do mundo. 

Um país cuja alma tem som próprio, uma música original e inédita, que conquista e envolve o ouvinte de todo o planeta. Imagine uma nação com tamanha criatividade que leva o cinema nacional a ganhar, de uma só vez, a Palma de Ouro em Cannes e o Oscar. Uma economia em que as indústrias crescem e se multiplicam em ritmo vibrante, e cuja terra é tão viva e generosa que torna a agricultura uma solução possível para a fome do mundo. Esse país existiu.

Era o Brasil na segunda metade da década de 50: o momento em que conseguimos deixar para trás o estigma de ser uma nação arcaica, doente, analfabeta e condenada ao subdesenvolvimento, para sentir que o Brasil é o melhor país do mundo.

De onde vinha esse sentimento? Para historiadores, jornalistas, ou para quem viveu aqueles anos dourados, a fonte dessa confiança inabalável no grande destino do Brasil é a figura e a energia do presidente Juscelino Kubitschek, com sua simplicidade e grandeza, generosidade e ousadia capazes de tocar o coração de cada brasileiro.

No ano em que se completam 40 anos da morte de JK, o espetáculo "Uma Noite com Juscelino: um Reencontro com o Brasil" vai contar e celebrar a vida e a trajetória do presidente e a sua disposição incondicional de servir ao país. “A partir da música, é possível reacordar uma parte essencial da história, que nos inspira a colocar o melhor de nós mesmos a serviço do Brasil. Encontrei isso em JK”, disse Glaucia Nasser.

O show é dividido em 16 “estações” que representam etapas da vida de JK, da infância até a sua morte, passando por alguns dos seus feitos, como o plano de metas e a construção de Brasília.

O repertório reúne projeções de fotos, vídeos e áudios que recriam a vida de Juscelino e a atmosfera de alegria e esperança do Brasil na época. “Se Todos Fossem Iguais a Você”, “Fazenda”, “Daqui Pra Frente” e, claro, o “Peixe Vivo”, favorita do presidente, são algumas das canções que compõem o espetáculo, além de trechos de Vozes da Seca de Luiz Gonzaga, discursos originais de JK adaptados à música e Racionais MC’s.

Glaucia Nasser é cantora e compositora. Estará acompanhada de Moisés Alves no piano; Cris Nunes, violão e guitarra; Chrys Galante, percussão; Fernando Rosa, baixo; Sandro Premmero, viola; Miguel Assis, bateria. Com contribuição sugerida de 30 reais, o valor arrecadado será integralmente utilizado para viabilizar as apresentações em outras localidades. A meta é multiplicar o espetáculo em todo o país.   

De: Glaucia Nasser
Roteiro: Elis Nasser, Lea Vidigal, Alessandro Octaviani, Glaucia Nasser
Banda: Glaucia Nasser (vocal); Sandro Premmero (viola); Moisés Alves (piano); Miguel Assis (bateria); Cris Nunes (guitarra e violão); Chrys Galante (percussão), Fernando Rosa (baixo).
Criação/Design Gráfico/Projeções: Pedro Peluso
Direção Musical: Moisés Alves
Iluminação: Cayo Billachi
Sonorização: André Salmeron
Produção: Izabela Bueno
Classificação Etária: Livre
Duração: 90 minutos.

Serviço
Local: Teatro Itália - Av. Ipiranga, 344 - Edifício Itália | Metrô República.
Data: Nesta quinta, 30 de junho
Horário: 21h.
Ingressos: R$ 60 (inteira) | R$ 30 (meia-entrada)
Lotação: 290 pessoas

Vendas online: www.compreingresso.com
Vendas por telefone: (11) 2122-2474
Bilheteria do Teatro: (11) 3255 1979

**Acessibilidade total com cadeiras para todas as necessidades especiais, rampas, elevador e banheiro. 
*** Serviço de valet na porta.

.: "Magnífica 70": o universo da Boca do Lixo de volta em julho na HBO2

Quem perdeu a primeira temporada de "Magnífica 70" terá mais uma oportunidade para acompanhar a série que utiliza o universo da Boca do Lixo dos anos 70, que produzia pornochanchadas, para falar do confronto entre o desejado e o proibido, a vontade e a repressão, e a liberdade e o preconceito. 

A série traz a história de Vicente, um paulistano de 35 anos que leva uma vida acomodada e reprimida. Como censor da Censura Federal, sua vida muda quando assiste a um filme que precisa censurar: "A Devassa da Estudante". É quando vê Dora Dumar pela primeira vez e fica deslumbrado. Seu fascínio o leva até a Boca do Lixo, onde começa a trabalhar com Dora e Manolo, dono da produtora Magnífica. A primeira temporada da série será retransmitida pela HBO2 todas às quintas-feiras, às 21h, a partir do dia 7 de julho.

.: Casa Cais reúne intelectuais de língua portuguesa na Flip, em Paraty‏


Uma construção no Centro Histórico de Paraty, de frente para o mar, vai se transformar durante a Flip 2016 numa espécie de "embaixada" da língua portuguesa. O casarão será ocupado pela Casa Cais e terá como objetivo servir de cenário para as mais diversas manifestações culturais envolvendo artistas que têm o idioma como ponto de interseção. 

Durante três dias, de 30 de junho a 2 de julho, escritores, compositores, poetas, artistas plásticos e cineastas participarão de debates e apresentações gratuitas que ressaltarão a importância da língua portuguesa como ferramenta de trabalho e fonte de inspiração. Nomes como a jornalista e escritora Pilar del Río, viúva do Nobel de Literatura José Saramago, o cineasta português Miguel Gonçalves Mendes, a cantora e compositora brasileira Marina Lima, o também compositor Pedro Luís, e o escritor angolano José Eduardo Agualusa já estão confirmados.  

"É preciso instigar o fluxo de experiências entre artistas de língua portuguesa; navegar. É extraordinário ver tudo isso acontecer em três dias, de frente pro mar, em Paraty: sobre as pedras, dentro da história. Oxalá ver isso acontecer também nos outros dias todos do ano", afirma a cantora e compositora Luana Carvalho, idealizadora e diretora-geral da Casa Cais.

Essa é a segunda vez que a Casa Cais participa da festa literária internacional de Paraty. A programação para os três dias de evento inclui palestras de Pilar del Río, José Eduardo Agualusa, Anabela Mota Ribeiro, Marina Lima, Nuno Ramos e Fred Coelho, exposições de artistas como Domenico Lancellotti e João Kammal, exibição de filmes como o documentário "José e Pilar", "Autografia" (documentário sobre Mário Cesariny), o inédito "Nada Tenho de Meu" (com Tatiana Salem Levy e João Paulo Cuenca), entre outros, e apresentações musicais com artistas como a própria Luana Carvalho e Pedro Luís, que cantarão músicas compostas com poemas da homenageada desta edição da Flip, Ana Cristina César.

Para esse ano, a organização deu ainda mais atenção aos espaços da Casa Cais. "A Livreiros do Mar", por exemplo, oferecerá aos visitantes de maneira gratuita mais de 500 títulos selecionados com a parceria da Livraria Blooks. Já um pequeno patio interno do casarão abrigará uma espécie de cinema ao ar livre, o "Cine Cais", onde serão exibidos os filmes e documentários, todos de autores de língua portuguesa, com exceção de "F For Fake''', filme mencionado em cartas de Ana C., selecionados por Luana Carvalho. Haverá ainda uma área voltada para as artes plásticas e um estúdio onde os visitantes poderão ler e gravar trechos das obras dos seus autores preferidos, e levar gratuitamente um livro escolhido da livraria.

A Casa Cais surgiu em 2015 como expansão do Cais (cais.ato.br), – site para o qual artistas de diferentes vertentes são convidados a expor obras de língua portuguesa em processo – para o espaço físico.  Ano passado, a iniciativa ganhou forma em Paraty com a primeira participação na Flip e contou com mais de quarto mil visitantes que integraram atividades ciceroneadas por artistas como Adriana Calcanhotto e Gonçalo M. Tavares. Agora, vai mais longe. Ainda em 2016, a Casa Cais fará a primeira travessia do Oceano Atlântico com a sua estréia no Folio, o Festival Literário Internacional de Óbidos, em Portugal, que ocorrerá entre setembro e outubro.

"A ideia é viajar com a Casa Cais pelos países de língua portuguesa, incitando o trânsito entre artistas cujas obras se debruçam sobre a língua; uma Casa que viaja até o visitante", afirma Luana. O endereço da Casa Cais é Rua Fresca, número 80.

Programação

Quinta-feira, 30 de junho
17h – "Miguel Gonçalves Mendes: o Cinema de Língua Portuguesa"
18h – "Cine Cais: Verso de Autografia" (documentário sobre Mário Cesariny)
20h – "Cine Cais: Nada Tenho de Meu – Diário de Viagem ao Extremo Oriente"
22h – Coquetel
22h30 – Pedro Luís e Luana Carvalho
23h – "De Noite no Cais: Música Para Dançar em Casa" / DJ: Julia Wähmann

Sexta-feira, 1 de julho
14h30 – "Anabela Mota Ribeiro: Memórias Póstumas de Brás Cubas"
15h30 – Nuno Ramos e Fred Coelho
17h – "Cine Cais: O Estranho Caso de Mário de Sá Carneiro"
19h – "Cine Cais: (O Vento Lá Fora)" – Maria Bethânia e Cleonice Berardinelli leem Fernando Pessoa
21h – Marina Lima (Mediação: Miguel Jost)
22h30 – "Cine Cais: Palavra Encantada" – artistas de MPB falam de poesia, letras e canções

Sábado, 2 de julho
14h30 – "Ana Kiffer: Cadernos e Outras Linguagens da Escrita"
15h30 – Pilar del Río e Anabela Mota Ribeiro
17h – "Cine Cais: José e Pilar"
18h30 – José Eduardo Agualusa (mediação: Miguel Jost)
20h – "Cine Cais: F for Fake"
22h – "Tudo Mais Um Pouco: Chacal e Convidados Para o Pré-lançamento de Sua Poesia Reunida"

.: Curso gratuito “Histórias: Batman e Superman no Cinema” em Santos

Jornalista André Azenha abordará trajetória de personagens nas telonas e relançará livro sobre o tema.

As histórias em quadrinhos tornaram-se praticamente um gênero à parte no cinema. Hoje, toda uma indústria é movimentada pelas superproduções baseadas em gibis, desde a Comic-Con de San Diego, onde os principais estúdios anunciam seus lançamentos mais importantes e são influenciados pelas opiniões dos fãs, até as pré-estreias em vários países, inclusive o Brasil.

Em 24 de março de 2016, os dois maiores heróis do planeta se encontraram pela primeira vez no cinema. “Batman V. Superman: a Origem da Justiça” reuniu o "Cavaleiro das Trevas" e o "Homem de Aço", introduzindo a Liga da Justiça nas telonas. Ambos os personagens já passaram dos 75 anos de existência e têm sido retratados de diferentes formas desde os anos 40, quando surgiram as primeiras séries nas matinês cinematográficas dos EUA. 

Quase não havia televisão e esse tipo de programa era um dos mais famosos na época. Fã de Batman e Superman desde pequeno, o jornalista e crítico de cinema André Azenha decidiu contar essas histórias em um livro produzido de forma independente.

Nos dias 16, 17 e 23 de julho, respectivamente sábado, domingo e sábado, sempre das 15h30 às 18h30, Azenha ministrará um curso sobre o tema no Sesc Santos, de forma gratuita. O projeto também servirá para o jornalista relançar o livro “Histórias: Batman e Superman no Cinema”.

O livro:
“Histórias: Batman e Superman no Cinema” é um resgate dessas trajetórias e conduz o leitor a uma viagem no tempo. Mesclando jornalismo e crítica, o autor criou um presente de fã para fã e para quem pretende se iniciar pela história dessas duas figuras tão emblemáticas da cultura pop a partir do século XX. Com 106 páginas e linda ilustração da capa desenhada pelo artista plástico Waldemar Lopes, o trabalho prepara o terreno do espectador/leitor para o tão aguardado encontro nas telonas.

Curso:
No curso, serão retratadas todas as adaptações de  Superman e Batman para o cinema, desde as matinês cinematográficas dos anos 40, época em que famílias passavam as tardes nas salas de projeção, passando pelas versões dos anos 50, 60, 70, 80, 90 e chegando aos anos 2000. Serão exibidas imagens e trechos em vídeos com cenas que serão analisadas.

Ao mesmo tempo, o oficineiro traçará paralelos entre as séries e filmes desses personagens exibidas ao longo da história no cinema com movimentos como o expressionismo alemão, fundamental na criação do Batman, e o uso da religião nos quadrinhos, base da criação do Superman.

Azenha ainda levará itens de sua coleção pessoal de filmes e histórias em quadrinhos para expor durante os encontros.

Conteúdo:
Filme mudo “The Bat”; a evolução das adaptações; A animação “Superman”, dos irmãos Fleitcher, dos anos 40, primeira adaptação de um super-herói para o cinema; a série do Batman dos anos 60; a indústria passa a investir no merchandising: são criados bonecos, materiais de escola, desenhos animados, tudo para alavancar a audiência do seriado; o Brasil se rende à "Batmania"; o cinema também passa a influenciar os quadrinhos. O Superman de George Reeves e a versão para o cinema de 1951, que abordava a questão da intolerância e do temor ao que não é compreensível. O Superman de Richard Donner e como mudou a maneira dos heróis serem recebidos através dos filmes.

A segunda "Batmania" com os filmes do Tim Burton. Os demais estúdios percebem o filão e decidem, aos poucos, investir no gênero. No entanto, os fracassos do Batman de Joel Schumacher fazem os produtores repensarem o segmento.

O fim da franquia "Superman" com Christopher Reeve no cinema.

“X-Men, o Filme” (2000) e a retomada dos super-heróis no cinema. Christopher Nolan e “Batman Begins” fazem os quadrinhos serem levados à sério no cinema novamente e em maior escala; surge a terceira Batmania.  “Batman – O Cavaleiro das Trevas” e o seguinte “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge” ultrapassam US$ 1 bilhão de dólares cada um – a indústria se consolida; “Batman – O Cavaleiro das Trevas” transcende o “filme de super-herói” e é encarado como um filme policial, drama, leva dois Oscars. “Uma Aventura Lego” (2014). A escolha de Ben Affleck para o papel no filme de 2016. Os fan films e as animações lançadas em home vídeo. As animações lançadas diretamente em home vídeo. “Superman, O Retorno” e as comparações com Jesus Cristo.

O início do universo compartilhado da DC Comics nos cinemas com “O Homem de Aço”. “Batman V. Superman: A Origem da Justiça”: a polêmica em torno do filme. O futuro da franquia nos cinemas. Por que as animações da DC Comics dão certo no mercado de home vídeo e os filmes feitos para o cinema não dão tão certo como os da concorrente Marvel Comics. A relação entre os personagens e como eles se completam.

Serviço:
Curso "Batman e Superman no Cinema"
Dias 16, 17 e 23 de julho, sempre das 15h30 às 18h30
Sala 2 do Sesc Santos – Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida
Inscrições gratuitas – (13) 3278-9800

quarta-feira, 29 de junho de 2016

.: Rever “Alma Gêmea” será como assistir “embrião” de “Êta Mundo..."

Por André Araújo
Em junho de 2016

Sinceramente eu gostaria de entender qual critério para uma novela ser reprisada no programa “Vale a Pena Ver de Novo”. Não apenas isso, mas qual o critério para uma novela ser reprisada pelo menos DUAS vezes na mesma atração, ainda mais quando já houve também uma reprise no canal fechado VIVA.

Para mim, que não entendo nada de televisão, penso que, para uma novela ser reprisada, ela tem de ter batido todos os recordes de audiência na época de sua exibição inédita. Mas, pelo que tenho visto, não é assim que a coisa funciona. Em 1993, tivemos no horário das 18h o mega-sucesso “Mulheres de Areia”, de Ivani Ribeiro, remake da novela homônima que havia sido exibida vinte anos antes na TV Tupi. Bravo! Foi de fato um sucesso tremendo. 

Mas sua substituta, ”Sonho Meu”, de Marcílio Moraes, remake também da extinta TV Tupi, foi outro sucesso e nada ficou a dever no quesito audiência.  E detalhe: passaram-se 22 anos e até hoje essa trama maravilhosa nunca foi reprisada. Nem mesmo no canal Viva. E eu pergunto: “Por que será?”


Na contramão, em 1999, a Rede Globo exibiu a novela “Força de um Desejo”, de Gilberto Braga, que reestreava no horário das 18h depois de anos a fio no horário mais nobre da casa. Além de contar com um elenco espetacular, encabeçado por Malu Mader. Além disso, a história tinha qualidade de texto, produção, figurino e cenário. Antes de sua estreia, já se sabia que a substituta do remake de “Pecado Capital”, que Gloria Perez escrevia, seria “a novela do ano”. Poderia ter sido, mas não foi. Ninguém se interessou pela novela e foi mesmo um vale de lágrimas para a emissora. 

Mas em 2005 a atriz Malu Mader sofreu uma convulsão inesperada e a emissora, talvez para homenagear a protagonista, resolveu reprisá-la. Se foi um sucesso? Nos primeiros capítulos, sim, mas depois a audiência patinou e não causou frisson no horário. Viva as homenagens aos “heróis vivos”, mas acredito que a emissora deveria ter reexibido outra trama. Quem sou eu, não é mesmo? Não passo de um mero telespectador. Isso não deve contar para a maior emissora do país (risos). Não é o telespectador quem paga a conta.

- Mas somos nós quem damos a audiência, não? 

Existiu a novela “Babilônia”, gente!... “Anjo Mau”, originalmente exibida em 1976, com seu remake em 1997, causou interesse quando se anunciou que Glória Pires seria a Nice, personagem que elevara Susana Vieira ao posto de grande atriz da TV nos anos 1970. Além disso, todo mundo ama ver Glorinha como vilã. E como na propaganda da novela o slogan era “A pior de todas as vilãs de Glória Pires”, o Brasil inteiro esperou dar de cara com uma nova “Maria de Fátima Acciolly Roitman” infernizando a vida dos coadjuvantes e metendo medo nos telespectadores

Salvo o excelente texto de Maria Adelaide Amaral, a novela simplesmente foi morna e só chamou mesmo a atenção porque o pseudo ator Luciano Szafir, futuro pai de Sasha Meneghel, aparecia na novela como namorado da protagonista. Todo mundo queria ver o pai da filha da eterna "Rainha dos Baixinhos". Mas a novela deixou muito a desejar, a começar pelo título junto à trama central. 


De “Anjo Mau”, a Nice do remake não tinha nada! Pelo contrário, ela era a mocinha e todo mundo torcia por ela. O mundo mudara, e os conceitos de maldade eram outros. Afinal, em 1997, quem não gostaria de se dar bem sem se dar conta do preço a pagar? Essa era a personagem principal da trama. E no segundo semestre de 2003, tivemos a primeira reprise dessa novela. Dez anos depois, uma re-reprise no canal Viva. E agora, de novo, no tal do “Vale a Pena ver de Novo”! Será que vão exibir um final inédito? Fico com essa impressão, pois fizeram isso com a reprise de “A Próxima Vítima”, de Sílvio de Abreu, originalmente exibida em 1995 e com vários finais gravados. Na reprise de 2000, o final foi outro. Pode ser que, dessa vez, a Nice morra. Não tem outra explicação para essa re-re-reprise!

Bem, meu propósito aqui é chamar a atenção da Rede Globo para algumas novelas que merecem uma reprise, mesmo que na época de sua exibição original não tenham batido recorde de audiência!  A minha fila para essas reprises: “Salsa & Merengue”, de Miguel Fallabella (1996), ”Cara & Coroa”, de Antonio Calmon (1995), ”Vila Madalena”, de Walter Negrão (1999), que deu mais audiência que “Anjo Mau”; ”Sonho Meu”, de Marcílio Moraes (1993), ”Hipertensão”, de Ivani Ribeiro (1986)... Enfim, títulos não faltam! 

“Alma Gêmea”, do Walcyr Carrasco, de 2005, é maravilhosa, mas sua reprise agora vai ser como assistir o “embrião” de “Êta Mundo Bom”,do mesmo autor.
‪#‎Ficaadica‬.



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André Araújo é um apaixonado por novelas. Tanto que ele escreve algumas por aí e publica pela internet, arrebatando fãs e distribuindo inspiração. Da cabeça dele já saíram grandes personagens. Entre as novelas virtuais, é autor de "Uma Vez Na Vida! e "Flor de Cera", que será lançada em breve e tem até grupo no Facebook - neste link.

.: Filósofo identifica os traços maquiavélicos mais comuns

Em "Poder & Manipulação", uma síntese de "O Príncipe", de Maquiavel, Jacob Petry analisa a obsessão humana pelo poder e como nos valemos da manipulação para conquistá-lo. 

“O leão tem força, mas lhe falta esperteza. Seu poder assusta a todos, mas ele não consegue defender-se das armadilhas. A raposa é esperta, mas não tem força. Ela tem facilidade de livrar-se das armadilhas, mas não consegue defender-se dos lobos. Dessa forma, é preciso ter a natureza da raposa para descobrir e defender-se das armadilhas e a do leão, para amedrontar e defender-se dos lobos”.

Essa é uma das muitas lições analisadas pelo filósofo e pesquisador gaúcho Jacob Petry em seu novo livro “Poder & Manipulação -  Como Entender o Mundo em 20 lições Extraídas de 'O Príncipe', de Maquiavel” (Faro Editorial). Em capítulos curtos, o livro segue os passos da obra-prima do filósofo italiano para explorar a obsessão humana pela busca de poder e mostra como a manipulação se torna a principal arma nessa busca.

"Para qualquer pessoa, a sensação de não ter poder é insuportável e geralmente resulta em rebeldia contra as forças que anulam esse poder. Essa rebeldia pode ser contra si mesmo, o outro, uma instituição ou mesmo contra uma circunstância", observa o pesquisador. "Isso ocorre tanto no governo que suprime a vontade do povo, na empresa que aniquila a liberdade de seus funcionários, nos pais que tentam controlar ou proteger demais os filhos, quanto no marido inseguro que anula a autonomia da esposa para mantê-la sob seu domínio".

Ao contrário de muitos estudiosos de Maquiavel, Pétry não se atém muito a teoria política ou ao contexto histórico da obra do filósofo. Seu objeto de estudo é outro: os elementos da natureza humana capturados pelo florentino em sua obra-prima.

"Por séculos a humanidade condenou Maquiavel pelo que ele escreveu em 'O Príncipe', isso foi um equívoco. Afinal, ele não criou as táticas e estratégias que hoje conhecemos por maquiavelismo, ele simplesmente  as detectou no comportamento humano e as relatou com extrema precisão. Mas elas não nasceram em Maquiavel, elas fazem parte da nossa natureza humana, e estão presentes tanto nos textos bíblicos como nos jornais e revistas dos dias atuais", argumenta o autor.

Por que o Brasil é o país da corrupção?
Petry encontra a origem da manipulação e da própria corrupção na necessidade humana de obter poder sobre aqueles que estão ao nosso redor.

"Maquiavel considera que, em geral, as pessoas são ingratas, volúveis, dissimuladas, insolentes e querem tirar vantagem em tudo por causa de suas ambições, e que a única coisa que pode detê-las é o temor do castigo, que vem da força física ou do rigor da lei. Isso era verdade nos tempos de Maquiavel e continua sendo verdade nos tempos atuais", afirma o autor.

Para Pétry, esses dois fatores - nossa necessidade natural de tirar vantagem de tudo e a falta de temor do castigo em virtude da impunidade -, são a principal causa da corrupção e da manipulação que se revela diariamente nos mais altos escalões do poder no Brasil.

"De um lado, temos essa obsessão natural pela busca do poder e, de outra, a liberdade de manipular os meios que nos levam a realização dessa obsessão. No Brasil, a corrupção é exagerada não porque somos um povo corrupto, mas pela falta de uma legislação dura e pela ausência da força necessária para fazer cumprir essa legislação, o que elimina o medo da punição pelos atos corruptos que se comete".

O autor, que é radicado nos Estados Unidos, onde vive há mais de uma década, afirma que não vê diferença no nível de ambição entre americanos e brasileiros, por exemplo. O que distingue os dois povos, ele diz, são as regras e punições estabelecidas pelas convenções sociais, muito mais sérias lá, do que aqui, o que reprime os americanos onde os brasileiros avançam sem cautela.

"O desejo de corromper e manipular é universal, porque ele é uma consequência da natureza humana, o que faz com que uma pessoa dê mais liberdade a essa natureza do que outra é a sua consciência de impunidade".

Sobre o autor:
Jacob Petry é jornalista, filósofo e pesquisador brasileiro radicado nos Estados Unidos. Profundo apaixonado pela natureza do comportamento humano, estuda psicologia da cognição aplicando-a a resultados práticos da vida há mais de vinte anos. É autor de inúmeros livros de destaque, dentre eles: "O Óbvio que Ignoramos", "A Lei do Sucesso", "Singular" e "Grandes Erros", estes, escritos em co-autoria.

.: Itaú Cultural transmite a Flip ao vivo pela internet


O Itaú Cultural tem uma boa novidade para quem gosta de literatura e não teve a oportunidade de ir à Flip – Festa Literária Internacional de Paraty. O instituto transmitirá ao vivo, com exclusividade,  em seu site, todas as mesas realizadas na Tenda dos Autores, que começa amanhã, dia 30. 

Para assistir a programação basta acessar www.itaucultural.org.br. Além disso, pela primeira vez o Itaú tem endereço próprio na Flip. O Espaço Itaú, localizado na rua Dr. Samuel Costa, 13, no Centro Histórico, terá programação com saraus, minicursos e debates destacando a produção contemporânea da literatura brasileira com a presença de escritores, poetas e jornalistas. 

Todas as ações nesse espaço têm interpretação em Libras. A tradicional mostra Noites de Cinema, com filmes produzidos pelo instituto, será realizada na Casa de Cultura de Paraty.
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