sábado, 16 de dezembro de 2017

.: Chomsky e Berwick investigam a evolução da linguagem

Em um provocante título, linguista e cientista da computação perguntam o porquê de apenas nós, humanos, termos chegado tão longe quando se trata da faculdade da linguagem.

Ao nascermos, nossos gritos apontam para os primeiros passos em termos de linguagem humana. Com o passar dos anos, o bebê começa a apreender os sinais sonoros que compõem a fala e a aprimorar seu modo de se expressar, chegando ao pleno domínio da faculdade da linguagem. Mas o que temos de tão especial para termos avançado tanto nessa matéria? É o que se perguntam os renomados linguistas Robert Berwick e Noam Chomsky em "Por que Apenas Nós? Linguagem e Evolução", lançamento da Editora Unesp.

Sob o prisma “biolinguístico”, os autores procuram entender essa habilidade, exclusiva de nossa espécie, para adquirir qualquer linguagem humana ou o que chamam de a “faculdade da linguagem”. “Há muito tempo [se] levanta questões biológicas importantes, como as seguintes: Qual é a natureza da linguagem? Como ela funciona? Como evoluiu? Esta coleção de ensaios aborda a terceira questão mencionada: a evolução da linguagem. Apesar de afirmações em contrário, a verdade é que sempre houve um forte interesse sobre a evolução da linguagem”, escrevem Berwick e Chomsky.

Ao longo de quatro capítulos, são desfiados centenas de pesquisadores que gravitam nas áreas da Linguística e da Biologia. “Em particular, temos agora boas razões para acreditar que um componente-chave da linguagem humana – o motor básico que coordena a sintaxe – é muito mais simples do que a maioria teria pensado apenas algumas décadas atrás. Esse é um resultado muito bem-vindo tanto para a Biologia Evolutiva como para a Linguística”, apontam.

Para se ter uma ideia do terreno à frente, Berwick e Chomsky concordam com a ideia de que “a Linguística está no estágio em que a Genética se encontrou imediatamente após Mendel. Existem regras (de produção de sentenças), mas ainda não sabemos quais mecanismos (redes neurais) são responsáveis por elas”, pinçada de um dos pensadores que recheiam o texto. Nesta busca por saber o que nos torna humanos e como a linguagem surgiu geneticamente, o leitor vai se deparar com um conceito de linguagem que se traduz como objeto particular do mundo biológico, percorrendo temas como a eficiência computacional do idioma enquanto um sistema de pensamento e compreensão; a tensão entre a ideia darwiniana de mudança gradual a partir de um antepassado e a percepção contemporânea sobre mudanças evolutivas e linguagem; e as evidências oriundas de animais não humanos, em particular a aprendizagem vocal em aves canoras.

Sobre os autores
Robert C. Berwick é professor de Linguística Computacional e de Ciência da Computação e Engenharia no Laboratório de Sistemas de Informação e Decisão e do Instituto de Dados, Sistemas e Sociedade do Massachusetts Institute of Technology (MIT); Noam Chomsky, professor aposentado do Departamento de Linguística e Filosofia do MIT, tem uma vasta produção escrita. Sua contribuição para a Linguística e a Filosofia, bem como sua postura crítica e ativa diante dos mais relevantes acontecimentos políticos de sua época, o situam entre os principais nomes das ciências humanas na atualidade. Dele, a Editora Unesp publicou Novos horizontes no estudo da linguagem da mente (2005), "Linguagem e Mente" (3ª edição, 2009) e "A Ciência da Linguagem" (2014).

.: Luiz Felipe Pondé e Clóvis de Barros e a ética das relações no "Café Filosófico"


Como anda nossa educação sentimental? Na atualidade, a felicidade amorosa está cada vez mais atrelada à negação dos afetos como forma de autoproteção. Ainda assim, as paixões têm enorme relevância na vida das pessoas e merecem ser objetos de reflexão. Cientes disso, os filósofos Clóvis de Barros Filho e Luiz Felipe Pondé discutem o assunto no "Café Filosófico" deste domingo, 17 de dezembro. A atração vai ao ar às 21h, na TV Cultura e no YouTube.

Autores do livro "O Que Move as Paixões", publicação homônima ao tema do programa desta semana, os filósofos comentam os afetos e a ética das relações em um mundo no qual as pessoas querem controlar e se curar daquilo que, por definição, seria incontrolável: a afetividade. Nesse sentido, Pondé discute as dimensões materiais do afeto. Segundo o autor, à medida em que as tecnologias e mídias agenciam os encontros e proporcionam tudo aquilo que não estava à disposição facilmente antes, as condições materiais nas relações amorosas se mostram cada vez mais presentes.

Em tempos de amor nas redes sociais, outro assunto que vem à tona e que é discutido na atração é a traição virtual. Clóvis de Barros explica que a deslealdade acontece quando há um desalinhamento entre a conduta e um acordo estabelecido previamente. Assim, diante de uma realidade tão fluida e intensa quanto à digital, o filósofo é partidário de relacionamentos com claras regras de funcionamento.

Essa questão envolve a ética das relações, que, segundo Barros, deve substituir a ideia de razão pura no amor para assumir tudo o que envolve os afetos constituidores de cada indivíduo. É apenas quando se busca refletir a concretude dos relacionamentos que é possível compreender com muito mais vivacidade os afetos. Para Pondé, esse esforço deve substituir as tentativas de desenvolver uma ciência da autoestima e da autoproteção, que pouco ajudam no entendimento das paixões e do amor.

O "Café Filosófico" é uma parceria entre o Instituto CPFL e a TV Cultura para a difusão, pela televisão e por meio do canal do programa no YouTube, de ideias de grandes pensadores e pensadores contemporâneos sobre temas que resvalam o cotidiano.

.: "Mostra Depardon Cinema", grátis, no Centro Cultural Banco do Brasil SP e RJ

Centro Cultural Banco do Brasil SP e RJ apresentam a "Mostra Depardon Cinema" com obras de um dos maiores nomes do documentário mundial a partir de 3 de janeiro.

O deserto, as instituições, o mundo rural, a política, a justiça e a psiquiatria são alguns dos temas abordados pelo cineasta Raymond Depardon, de 75 anos, em sua vasta cinematografia. 

Oriundo da fotografia, já afirmou que suas obras trazem suas reflexões visuais. E são elas que o público poderá conhecer através dos 28 filmes, entre documentários e ficção, que integram a “Mostra Depardon Cinema” que acontece no Centro Cultural do Banco do Brasil do Rio de Janeiro e de São Paulo entre 3 a 28 de janeiro de 2018, à tarde. Produzidas entre 1969 e 2017, na seleção estão obras de destaque de sua carreira entre elas, 12 Dias, seu último filme exibido no Festival de Cannes desse ano.

A Mostra contará com a presença excepcional do Raymond Depardon no Brasil de 16 a 22 de janeiro para participar de debates e encontros com o público brasileiro e faz parte da retrospectiva em homenagem ao fotógrafo e cineasta francês que conta ainda com a exposição “Un Moment Si Doux” em cartaz no CCBB do Rio de Janeiro até o dia 5 de fevereiro. O evento tem realização do Centro Cultural do Banco do Brasil, patrocínio do Banco do Brasil e do Ministério da Cultura por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, apoio da EDF Norte Fluminense e da Embaixada do França no Brasil. A produção é da Bonfilm.

Curtas, médias e longas-metragens compõem a Mostra. Entre os filmes sobre o universo psiquiátrico estão "San Clemente", "Urgences", e "12 Dias", o último filme dele que estava em seleção oficial no Festival de Cannes 2017. O mundo camponês está presente em três longas da série "Perfis Camponeses", entre 2000 e 2008; o Chade em "La Captive du Désert"; o sistema judiciário em "Presos em Flagrante" e "Instantes de Audiência"; o mundo político em "1974", "Um Presidente em Campanha", e a vida cotidiana francesa em "Jornal da França" e "Os Habitantes", sempre com um olhar humanista.

Alain Bergala, crítico de cinema e professor na Fémis e Universidade Paris III, explica a forma como o artista se relaciona com a câmera e o objeto registrado: “Depardon não busca uma comunicação imediata e ilusória com as pessoas filmadas. Não procura uma cumplicidade com o espectador. Cada sequência filmada adquire imediatamente a dignidade de um documento sobre um fragmento do 'humano' em toda a sua complexidade, e torna-se uma captação de um pedaço da realidade, sobre a qual ele se proíbe ter qualquer preconceito ou ponto de vista ideológico”.

Além do olhar de Depardon para os diversos temas, o público poderá conhecer também um pouco de seu autor. No curta de 2005, Alguma novidade em Garet, o diretor e seu irmão conversam sobre seus pais e seu trabalho na fazenda da família que é posta à venda. Já em "Un Moment si Doux", de 2013, traz uma entrevista do cineasta sobre a exposição "Un Moment si Doux".

Além da exibição dos longas-metragens, haverá uma palestra sobre a cinematografia de Raymond Depardon em janeiro com data e horário a ser confirmado tanto no CCBB do Rio de Janeiro quanto no de São Paulo. A entrada é gratuita com distribuição de senhas uma hora antes.

A exposição de fotografias, que faz parte da retrospectiva da carreira de Raymond Depardon, fica em cartaz  no Rio de Janeiro até o dia 5 de fevereiro, e traz 170 imagens em cores e dimensões variadas entre paisagens, autorretratos e personagens de diferentes países da Europa, África e América Latina, incluindo o Brasil. Produzidas entre 1950 e 2013, sendo a maior parte inédita, as imagens estiveram expostas entre 2014 e 2015 no imponente "Le Grand Palais", em Paris, no museu MUCEM, em Marselha, e, recentemente, no Centro Cultural Recoletas, na Argentina. O trabalho do fotógrafo Raymond Depardon foi consagrado com inúmeros prêmios no mundo inteiro: Gran Premio Nacional da Fotografia, César do Melhor Documentário, Prêmio Louis Delluc, entre outros. 

Sobre Raymond Depardon
Fotógrafo e repórter, Raymond Depardon, filho de fazendeiros, nascido em 1942 na França, fez as suas primeiras fotos aos 12 anos na fazenda dos seus pais. Mudou-se para Paris em 1958 e entrou na Agência de imprensa Dalmas em 1960. Depois, viajou o mundo a partir da idade de 18 anos em busca de belos momentos fotográficos. A cada retorno, trazia na bagagem fotos impactantes que, muito rapidamente, foram reconhecidas por todos os profissionais e publicadas em jornais famosos.

O cineasta
Em mais de 30 anos, Raymond Depardon construiu uma obra maior, além de modismo, que explora incansavelmente o mundo, os homens e as grandes problemáticas do nosso tempo. Ele foi um dos últimos documentaristas a defender o uso da lente de 35 mm, o que dá a sua obra uma qualidade e uma dimensão espetacular.

Pode-se dizer também que ele foi um dos únicos documentaristas franceses a ter o ambicioso projeto de mostrar o que é a França durante esses 30 últimos anos. Além de escolher temáticas do seu interesse pessoal e imediato, acompanhou a história do país com uma consciência aguda do papel do cineasta e de sua enorme responsabilidade social. Isso prova que ele tinha a convicção profunda de que o cinema não é uma arte fútil e que tem o dever de deixar marcas e testemunhas essenciais para entender o mundo.

Em toda sua obra cinematográfica, Depardon reivindicou a neutralidade. Filmou muitas pessoas desesperadas ou sofridas, em situações muito difíceis, mas em nenhum momento demostrou uma curiosidade perversa ou buscava comover o espectador. Ele filma os seres humanos, seu carácter único e opaco e, ao mesmo tempo, uma coisa mais ampla, mais inconsciente, que mistura sua liberdade e o que o determina. 

Depardon não busca uma comunicação imediata ilusória com as pessoas filmadas, não procura uma cumplicidade com o espectador. Cada sequência filmada adquire imediatamente a dignidade de um documento sobre um fragmento do “humano” em todo a sua complexidade, e torna-se uma captação de um pedaço da realidade, sobre a qual ele se proíbe ter qualquer preconceito ou ponto de vista ideológico. 

O fotógrafo
Depardon começou a fotografar no final dos anos 50 na agência Dalmas, para a qual chegou a cobrir as guerras da Argélia e do Vietnã. Em 1966, montou com Gilles Caron sua própria agência, a Gamma e, em 1978, ingressou no time da famosa agência Magnum, onde está até hoje.  A maioria de suas obras é em preto e branco, mas também fotografou a cores desde o início da sua carreira.

Serviço

CCBB RJ: Exposição de fotografias "Un Moment si Doux" | até 5 de fevereiro de 2018
Horário: quarta-feira a segunda-feira, a partir das 9h às 21h

CCBB RJ E SP: Mostra Depardon Cinema (28 filmes) | 3 a 22 de janeiro de 2018
Horário: quarta-feira a segunda-feira, a partir das 14h30 às 21h 
Entrada franca*.
Retirada de ingressos para a mostra 1 hora antes do início da sessão.

CCBB Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66 – Centro. Rio de Janeiro/RJ
Informações: (21) 3808-2020
E-mail: ccbbrio@bb.com.br
Horário de funcionamento: quarta a segunda, das 9h às 21h
Acesso e facilidade para pessoas com deficiência | Ar-condicionado | Cafeteria, Restaurante e Livraria Travessa | Confeitaria Colombo

CCBB São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro. São Paulo/SP
Acesso ao calçadão pelas estações Sé e São Bento do Metrô
Informações: (11) 3113-3651/3652
E-mail: ccbbsp@bb.com.br
Horário de funcionamento: quarta a segunda, das 9h às 21h
Acesso e facilidades para pessoas com deficiência | Ar-condicionado | Cafeteria e Restaurante | Loja
Clientes do Banco do Brasil têm 10% de desconto com Cartão Ourocard na cafeteria, restaurante e loja
Estacionamento conveniado: Estapar - Rua Santo Amaro, 272, Bela Vista – São Paulo-SP
Traslado gratuito até o CCBB. No trajeto de volta, a van tem parada na estação República do Metrô.
Valor: R$ 15 pelo período de 5 horas. É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.

.: "O Quebra-Nozes", com o Ballet Bolshoi, neste sábado no Cine Roxy 4

Neste sábado, 15h30, o Cine Roxy 4 (Avenida Ana Costa, 465, Gonzaga, Pátio Iporanga), exibe o espetáculo clássico “O Quebra-Nozes”, do Ballet Bolshoi. Os ingressos estão à venda no site pelo link https://cineroxy.com.br/vendas/ballet-bolshoi-o-quebra-nozes ou na bilheteria do cinema. O espetáculo volta a ser exibido dia 23 de dezembro, no mesmo horário.

Quando o relógio bate meia-noite na véspera de Natal, o boneco de madeira de Marie ganha vida e se transforma num príncipe. Acompanhados de seus outros brinquedos que também ganham vida, Marie e seu príncipe embarcam em uma aventura inesquecível. Essa é a trama central da apresentação com duração de 135 min e de nome original “Ballet Bolshoi – O Quebra Nozes”, dirigida por Alexei Ratmansky.

O Ballet Bolshoi é a Companhia do Grande Teatro Acadêmico para Ópera e Ballet de Moscou. Sua origem se deu em 1773 quando um grupo de bailarinos, meninos e meninas carentes, e outros cidadãos servos, foi formado através de aulas realizadas em um orfanato de Moscou, porém a capital da URSS ainda era Leningrado. A partir de 1776 esse grupo passou a integrar a companhia do Teatro Petrovski, um local construído para abriga-los. 

Porém a construção da época era muito frágil e não resistente a incêndios, motivo pelo qual em 1805 o prédio foi destruído e de 1805 a 1825 o Teatro Arbat, o novo Teatro Imperial, foi local de apresentações desta companhia, até que em 1824 foi construído um novo prédio, no mesmo local do antigo teatro incendiado, e onde fica a sede atual do Teatro Bolshoi, tombada pela Organização das Nações Unidas, como Patrimônio Arquitetônico e Cultural da Humanidade. Em 18 de janeiro de 1825, com sua arquitetura Clássica e suntuosa foi inaugurado com o nome de “Grande Teatro Petrovski”.

Com o movimento nacionalista do balé russo abandona-se a herança do balé francês com sua mitologias e começa a se valorizar a literatura e os costumes russos na criação de novas composições coreográficas. Este movimento não pôde impedir a influências de coreógrafos como Petipa.

Até a Revolução Russa de 1917, a companhia de dança do Teatro Marriinski, que após esta revolução passou a se denominar Ballet Kirov, era a mais importante no cenário da dança russa acadêmica, porém o Ballet Bolshoi habitualmente recebia as grandes estrelas da dança, reproduzindo ainda os balés do consagrado Petipa, desta forma ganhando maior notoriedade pública.

No início do século XX, dirigido por A. Gorski (1878 a 1924), o Bolshoi buscava se libertar da constante presença de Petipa em seus repertórios, desejava uma nova identidade. Com a capital do país saindo de Leningrado e vindo para Moscou a companhia começa a receber maior incentivo do governo, podendo investir em seus talentos e pagar por aqueles formados pela Escola do Ballet Kirov, que neste século passa ter o mérito de formadora técnica e estilo impecável, enquanto que o Bolshoi fica famoso pela projeção de grandes estrelas, dando vitalidade ao balé russo. Naturalmente esta diferença de trabalho gerou uma rivalidade entre as duas companhias, porém ambas possuem seus méritos. Muitos dos artistas do Bolshoi são formados na escola do Kirov.

Hoje o Bolshoi possui um grande naipe de profissionais, como: bailarinos, mímicos, cantores e músicos adultos e infantis. E anualmente produz em média de quatro espetáculos por mês, entre balés e óperas.

No Brasil foi aberta uma Escola do Teatro Bolshoi em Joinville, Santa Catarina, com a proposta de formar artistas cidadãos, promovendo e difundindo a arte-educação. Esta escola pretende trabalhar nos mesmo ideais sociais que deu origem a Escola Coreográfica de Moscou, em 1773, proporcionando o desenvolvimento cultural às crianças da camada mais carente da nossa sociedade. A escola conta com a colaboração dos Amigos do Bolshoi permitindo que muitos alunos recebam bolsa de estudo, desta forma saindo do estado de opressão.

Serviço: 
"O Quebra-Nozes"
Sábado, 16 de dezembro, 15h30
Roxy 4 – Avenida Ana Costa, 465, Gonzaga, Shopping Pátio Iporanga
Ingressos: R$ 25 (valor promocional de meia-entrada para todos) 



.: Record lança poesia completa do pernambucano Alberto da Cunha Melo


Obra reúne mais de 2 mil poemas, incluindo cerca de mil inéditos do autor, que, em 2007, conquistou o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras. O lançamento será no dia 19 de dezembro, terça-feira, a partir das 19h, na Livraria da Vila Fradique Coutinho, em São Paulo.

Por Martim Vasques da Cunha, em dezembro de 2017.

A obra de Alberto da Cunha Melo (1942-2007) é similar ao mito grego de Anteu. Filho dos deuses Gaia e Poseidon, o gigante era poderoso porque seu corpo não se descolava da terra-mãe que o criou. O mesmo ocorre com os versos do autor de “Yacala”, um dos maiores poemas narrativos já feitos em língua portuguesa. Há neles a busca sincera pela realidade concreta e o horror pela abstração intelectual que lhes dão uma força ímpar – e o leitor finalmente terá a chance de descobrir isto, ao ser presenteado com esta "Poesia Completa".

No caso de Alberto, o solo que lhe dava a matéria poética não era somente o das suas queridas cidades de Jaboatão, Olinda e Recife, mas o do Brasil como uma nação a ser descoberta. Para ele, a poesia era o veículo perfeito para uma travessia rumo ao imprevisível, dentro de um país que ainda precisa ser decifrado. Por isso, não hesitou em ser também um experimentador radical do estilo literário, sem se esquecer da tradição que o sustentou, na conquista de formas próprias para expressar seus impasses pessoais – como recuperar a métrica do octossílabo branco, nos poemas da primeira fase, e a criação inovadora da “retranca” (onze versos distribuídos em estrofes seguidas de um quarteto, um dístico, um terceto e, finalmente, um novo dístico), durante o seu período de maturidade.

Como se a ousadia formal não bastasse, Alberto da Cunha Melo era igualmente corajoso na variedade dos temas abordados. Discorreu sobre o fazer artístico (em seu inigualável “Oração Pelo Poema”); a finitude da existência (em “Meditação Sob os Lajedos”); a paixão amorosa (no belíssimo ciclo chamado “Clau”, em homenagem à sua musa, a artista Cláudia Cordeiro, também organizadora deste corpus que o leitor tem em mãos); as feridas sociais de um Brasil que não sabe se explicar a si mesmo (como percebemos nas duas partes de “Noticiário”); e, last but not least, sobre a sua própria biografia, marcada pelo “conhecimento na desgraça” que o transformou em um grande poeta.

A partir de agora, esta é a tarefa hercúlea do leitor: o reencontro com um gigante da nossa literatura que usou o solo da poesia como um “escudo doloroso” – e assim transformou a queda de todos nós em uma ascensão.

Alberto da Cunha Melo teve quinze livros de poesia publicados e mais de mil poemas escritos. Participou de 25 antologias, sendo duas delas internacionais. Como jornalista, colaborou com o Jornal do Commercio, o Jornal da Tarde e as revistas Pasárgada e Continente Multicultural.

Cláudia Cordeiro Tavares da Cunha Melo é inventariante e curadora da obra do poeta. Professora, antologista, ensaísta e revisora de textos literários, dedica-se também a projetos e edição de sites culturais e redes sociais de alguns escritores.

.: Final ao vivo do "The Voice" no Canal Sony terá shows especiais



Primeira parte da grande final da 13ª temporada vai ao ar na terça, dia 19 de dezembro, às 22h; seguida da segunda parte ao vivo direto dos EUA, a partir da meia-noite.

A 13ª temporada do "The Voice" chega ao fim no Canal Sony na próxima terça-feira, dia 19 de dezembro, com dois episódios seguidos: a primeira parte começa às 22h, seguida da grande final exibida ao vivo, a partir da meia-noite. No episódio de encerramento da competição musical mais acirrada da TV, já estão confirmados shows de Demi Lovato, SIA, N.E.R.D., Charlie Puth, Chris Blue e da mais nova jurada da atração, Kelly Clarkson.

Já as apresentações colaborativas serão feitas por nomes como Bastille, Vince Gill, Billy Idol, Jessie J, Norah Jones e Bebe Rexha, além dos oito semifinalistas desta temporada do reality, que vão animar o palco juntamente com as apresentações dos grandes finalistas Addison Agen, do Time Adam; Chloe Kohanski e Red Marlow, do Time Blake; e Brooke Simpson, do Time Miley.

Ao longo desta 13ª edição, os jurados Adam Levine, Miley Cyrus, Jeniffer Judson e Blake Shelton treinaram e escolherem as melhores vozes desta temporada e agora o público decidirá o vencedor.

.: Sorteio: Quero ler Eneida, de Virgílio. Não fique de fora!

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PRÊMIO

1 livro: Eneida, de Virgílio, do selo editorial DIFEL, 120 páginas. Traduzido por Domingos Paschoal Cegalla.


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.: Banda Sinfônica do Exército em concerto aberto e gratuito

Apresentação, sob regência do Maestro Gilson Souza, encerra a temporada de 2017 e marca o lançamento do primeiro CD da banda


Depois de se apresentar em diversas cidades do Brasil durante o ano, a Banda Sinfônica do Exército, patrimônio da FUNCEB (Fundação Cultural Exército Brasileiro), realizará, no próximo dia 19 de dezembro, às 20h, no Theatro São Pedro, em São Paulo, o último concerto de 2017, sob a regência do Maestro Gilson Souza. Para celebrar o final de uma temporada de sucesso, durante o espetáculo acontecerá o lançamento do primeiro CD da banda, com obras de compositores brasileiros. O evento, realizado com apoio do Ministério da Cultura e Programa Mecenas, é aberto ao público e a entrada é gratuita.

Fundada em 2002, a Banda Sinfônica do Exército já se apresentou nas mais importantes salas de concertos do Brasil. Detentora de diversos prêmios, tais como o de “Melhor projeto de Música Erudita” e o “Prêmio Especial de Cultura” (ambos concedidos pela Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA), a banda já recebeu importantes solistas nacionais e internacionais e tem como diretor artístico o maestro Eduardo Pereira.  O CD foi gravado ao vivo, na Sala de Ensaio da Banda Sinfônica do Exército e tem composições como Vozes do Agreste (1996), Duque de Ferro (2016) e Centúrias "As Profecias de Nostradamus (2009).

Agenda:
Concerto da Banda Sinfônica do Exército no Theatro São Pedro e lançamento de CD
Data: 19/12/2017, terça-feira, às 20h
Local: Theatro São Pedro (Rua Doutor Albuquerque Lins, 207, Campos Elíseos)
Regente: Maestro Gilson Souza
Ingressos: Entrada franca, com retirada de ingressos no local 1h antes do concerto.

Sobre a FUNCEB: Embora dedicada à preservação da história do Exército Nacional, a FUNCEB (Fundação Cultural Exército Brasileiro) é uma entidade civil sem fins lucrativos, criada em 2000, que possui personalidade jurídica de direito privado, autonomia administrativa, financeira e patrimonial. Esse patrimônio inclui fortes, fortalezas, sítios históricos, bibliotecas, documentos, museus, monumentos, obras de arte e outros bens em um rico acervo cultural que ajuda a narrar a história da nação. Além da cultura, a FUNCEB também atua em outras áreas, como esportes, educação, preservação ambiental, comunicação e assistência social, proporcionando a oportunidade de se estabelecer diversas parcerias com a iniciativa privada e o terceiro setor, o que incentiva o inter-relacionamento entre diferentes segmentos da sociedade. Presidida por Marcos Arbaitman, a FUNCEB possui uma estrutura ágil, composta por vice-presidente, diretores e conselho de curadores e fiscal, com assessoramento de um conselho técnico-consultivo. Site oficial: http://www.funceb.org.br/.

Sobre o Maestro: Paulistano, o maestro Gilson Souza, subtenente mestre de música, iniciou seus estudos musicais com o maestro Miguel de Souza. Na USP realizou curso de estruturação, análise musical, harmonia e canto-coral com o professor e maestro Alberto Cunha e, aos 19 anos, incorporou nas fileiras do Exército, integrando-se a Banda de música do 2º Batalhão de Guardas, Banda de música do 2º Batalhão de Polícia do Exército e Banda Sinfônica do Exército. Em 2012 concluiu o curso de Mestre de Música na EsSLog (RJ) Exército Brasileiro e no ano seguinte foi convidado pelo maestro Benito Juarez para ser maestro assistente na Banda Sinfônica do Exército. Também em 2013 tornou-se maestro titular da Banda Sinfônica do Exército, cargo que ocupa até os dias atuais.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

.: Airto Moreira continua genial em disco produzido no Brasil, por Luiz Otero

Por Luiz Gomes Otero*, em dezembro de 2017.

Um dos músicos brasileiros mais respeitados no exterior, tendo sido integrante da banda da lenda do jazz Miles Davis, Airto Moreira produziu e lançou o disco "Aluê", o primeiro gravado e lançado em seu país em carreira solo. E esse trabalho confirma a sua genialidade como compositor e instrumentista de primeira linha.

O trabalho conta com oito faixas produzidas de forma primorosa. As composições escolhidas para o álbum retratam a sua trajetória em várias fases. Para gravar o disco ele contou com músicos como José Neto (guitarra), a filha Diana Purim (voz), Sizão Machado (contrabaixo), Fabio Leandro (piano), Vitor Alcântara (saxofones) e Carlos Ezequiel (bateria e produção).

Trata-se de um disco instrumental com as mais diversas influências que marcaram a formação musical de Airto. "Aluê", a faixa-título, por exemplo, tem nuances de ritmos nordestinos no arranjo (tem até momentos do nosso xaxado). E a faixa Misturada mescla várias tendências de ritmos brasileiros, incluindo o xote, flertando sempre com o jazz.



"Rosa Negra" é uma composição densa que demonstra toda a genialidade de Airto no trabalho de percussão e no vocal. E a faixa "Lua Flora" mostra a filha de Airto, Diana, fazendo vocalizes acompanhando os demais músicos com desenvoltura e uma incrível maturidade artística.

A faixa "Não Sei Para Onde Mas Vai" flerta de forma competente com o estilo jazz fusion, mas sem nunca perder a brasilidade de sua sonoridade. "Sea Horse" e Guarany fecham o disco com chave de ouro, confirmando a genialidade de um dos nossos músicos mais respeitados no cenário internacional. Não foi à toa que Miles Davis o chamou para gravar o antológico "Bitches Brew" no final dos anos 60. Ele queria os melhores músicos por perto.


"Aluê"


*Luiz Gomes Otero é jornalista formado em 1987 pela UniSantos - Universidade Católica de Santos. Trabalhou no jornal A Tribuna de 1996 a 2011 e atualmente é assessor de imprensa e colaborador dos sites Juicy Santos, Lérias e Lixos e Resenhando.com. Criou a página "Musicalidades", que agrega os textos escritos por ele.


.: "O Outro Lado do Paraíso": Clara, destemida, retorna na chama da glória

Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em dezembro de 2017



Há tempos que não me envolvo com novelas. A última que não perdi um capítulo foi "Essas Mulheres", da Record TV. Contudo, acabou "A Fazenda - Nova Chance", único reality show que gosto de acompanhar diariamente -e, quando possível, assisto no 24 horas. De segunda a sábado, antes de o relógio marcar 22h 30min, desde o primeiro capítulo, por vezes, tentei assistir a "O Outro Lado do Paraíso". Embora tenha identificado a ex-chefe de meu marido em Nádia, personagem de Eliane Giardini, nada mais ali me prendia. Ambientes escurecidos e pancadaria de Gael (Sérgio Guizé) no par romântico de Clara (Bianca Bin), a mocinha. Não! Sem condições!!

Eis que "A Fazenda" terminou e a atriz Flávia Viana é a mais nova milionária da televisão. Assim, o hábito de deixar a TV na Rede Globo foi completamente perdido, embora acompanhe, vez ou outra, as novelas "Tempo de Amar" e "Pega Pega". Ah! Não sou de assistir o "Jornal Nacional", prefiro mil vezes o "Jornal da Band" com o incrível e sagaz Ricardo Boechat

Entretanto, quando em casa, assisto impreterivelmente, o "JH", por conta da voz suave de Sandra Annenberg, pois já tenho informações oferecidas pelos perfis confiáveis do Twitter. Bem, também costumo ver e rir com o descontraído "Vídeo Show". Infalivelmente, a propaganda intensiva, exibida entre esses dois programas, enfatizou bem as mudanças na trama que estavam por vir. Bingo! Fui cutucada pelo bichinho da curiosidade. Sem "A Fazenda - Nova Chance", um dia e outro passei a lembrar de trocar o canal da TV para assistir "O Outro Lado do Paraíso".

Dia 14, foi maridão quem lembrou. Sorte! Desfrutei da sensação única de presenciar o desfecho do episódio, o qual não assisti desde o início -falta de hábito em sintonizar na Rede Globo. Que arrepio longo! Sim! Walcyr Carrasco, finalmente veio para bagunçar todo o coreto e agarrar o público de vez. O retorno de Clara a Palmas foi, realmente, merecedor do Tocantins inteiro.

Enquanto Sofia (Marieta Severo) e Nádia duelavam -veladamente- pelo posto de Embaixatriz da Infância de Tocantis, a entrada de Clara ao som de "Blaze of Glory", da banda Bon Jovi foi emoção pura. Convenhamos que a cena foi mega produzida para ser perfeita. 

O dedilhado de guitarra, a silhueta da justiceira, a batida na bateria, o olhar dela voltado aos que lhe fizeram mal enquanto desce as escadas. Os opressores incrédulos, enquanto Clara segue -poderosamente- descendo a escada, um recapitula do que cada inimigo aprontou. Antes de finalizar os degraus, um olhar metralhador, microfone do apresentador do evento em mãos, a música pausa e ela diz: "Não imaginam o prazer que é estar de volta!". 

De arrepiar? Totalmente! O tiro de misericórdia veio com a batida da bateria e o "Yeeeah" de Bon Jovi, continuando a música. Memorável? Sem dúvida! Só por essa cena que mexeu com todos, inclusive os internautas, "O Outro Lado do Paraíso" já entrou para os clássicos novelísticos da Rede Globo. Que venham os próximos capítulos!!


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista. Twitter: @maryellenfsm 



Veja alguns tweets de #OOutroLadoDoParaíso:











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