quarta-feira, 29 de abril de 2015

.: Incentivo cultural no Brasil é desvendado em publicações

Material inovador para apoiar produtores de eventos foi lançado no Fórum Mercado DF Criativo, que discutiu os desafios do segmento
 
Três publicações vão ajudar os produtores de eventos culturais a elaborar suas propostas para obter o mecenato, uma forma de incentivo cultural que utiliza de mecanismos de renúncia fiscal para estimular empresas a patrocinarem projetos em troca de dedução de impostos. O material, formado por uma cartilha, um site e um catálogo, foi lançado em Brasília na última terça-feira, 28 de abril, durante o Fórum Mercado DF Criativo, evento que debateu os desafios da economia criativa na perspectiva de abertura de novos mercados.

A cartilha Projetos Culturais: como elaborar, executar e prestar contas mostra como criar propostas mais eficientes. “Esse produto não é novidade no mercado, mas o fato de focar na prestação de contas é inovador. Temos um grande número de agentes culturais inabilitados para financiamentos futuros por não terem feito a prestação de contas de projetos anteriores da maneira correta”, pondera Ronaldo de Moura, coordenador da pesquisa e diretor do Instituto Alvorada Brasil, parceiro do Sebrae nessa iniciativa.

O site Mapa de Financiamento de Projetos Culturais reúne informações sobre projetos executados entre setembro de 2008 e dezembro de 2013 por meio das leis de incentivo à cultura nos níveis federal, estadual e municipal. Também apresenta textos de referências e o conjunto da legislação sobre mecenato cultural no Brasil. Já o catálogo Mecenato Cultural no Brasil reúne rankings construídos a partir das diversas informações sintetizadas pela pesquisa. É possível, por exemplo, saber quem foram os maiores patrocinadores nas diversas linguagens culturais, em número de projetos, em valores e distribuição por região geográfica.

Durante um ano, um grupo de pesquisadores reunidos pelo Sebrae e o Instituto Alvorada buscou informações sobre os maiores incentivadores e os projetos que receberam o benefício. As três publicações são o resultado dessa parceria voltada ao apoio e fomento dos pequenos negócios da economia criativa.

A economia criativa reúne vários setores econômicos que geram bens e serviços produzidos a partir dos insumos da criatividade, diversidade e inovação. No Brasil, o Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada (Ipea) estima que o segmento movimenta entre 1,2% e 2% do Produto Interno Bruto (PIB), emprega 2% da mão de obra e responde por 2,5 % da massa salarial.

No entanto, os dados sobre a economia criativa nesse segmento ainda são incipientes e os que estão disponíveis possuem uma abrangência limitada. Na busca por conhecer melhor esse segmento e propor ações para seu fortalecimento, o Sebrae e o Instituto Alvorada Brasil renovaram a parceria neste ano e vão realizar um amplo diagnóstico dessa cadeia produtiva por meio da coleta de dados secundários e da aplicação de questionários para levantar dados primários junto aos empreendedores criativos.

Mapeamento
“Nesse projeto, vamos fazer um desenho dessas cadeias, identificando como elas estão estruturadas, como funcionam e quais são os gargalos existentes. Ao fazer esse mapeamento, vamos conhecer a dinâmica do mercado para fortalecer as iniciativas exitosas e oferecer soluções voltadas ao desenvolvimento do setor, que representa 6% das empresas no Brasil. Começaremos pelo Distrito Federal e depois seguiremos para Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais”, diz a diretora-técnica do Sebrae, Heloisa Menezes. Ela adiantou também que o Sebrae vai ampliar sua atuação, estendendo seu apoio à economia criativa de base tecnológica.

A antropóloga e ex-secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão, será responsável pela elaboração da metodologia de pesquisa e deve focá-la nos pequenos negócios. Serão analisados 22 segmentos da economia criativa, incluindo a gastronomia, até então ignorada por estudos desse tipo.  O Fórum Mercado DF Criativo contou com a participação da professora Cláudia Leitão, do secretário de Cultura do Distrito Federal, Guilherme Reis, do coordenador da pesquisa Panorama da Economia Criativa no Brasil feita pelo Ipea, João Maria de Oliveira, e da gerente adjunta de Serviços do Sebrae, Ana Clévia Guerrero.

.: Pai de Michael Jackson participa de clipe de cantor sertanejo

Improvável, mas o jovem cantor sertanejo Thiago Matheus conseguiu uma proeza. Ele lançou na última terça, 28 de abril, o clipe“Moon Álcool - Dança do Michael Jackson”, que integra seu próximo trabalho, gravado em fevereiro nas cidades de Los Angeles (Hollywood) e Las Vegas, com  composição dele e de seu pai, Giuliano Matheus, produtor musical do trabalho.

O que ninguém esperava é que no clipe, dirigido por Jacques Jr., tivesse a participação especialíssma de Mr.Joseph Jackson, pai e ex empresário de ninguém menos que o rei do pop, Michael Jackson. Além dele, as imagens tiveram o MJ The Legend, mundialmente considerado o cover nº1 do ícone pop, famoso por fazer shows e lotar cassinos de Vegas. A música é uma homenagem de Thiago a um de seus ídolos. O cantor é o primeiro sertanejo a se arriscar em uma super produção nos EUA. Na letra de “Moon Álcool - Dança do Michael Jackson” ele brinca com o trocadilho da dança Moonwalker, eternizada por Michael em clipes como Billie Jean.

Em seu trabalho anterior, Thiago Matheus atingiu mais de 5 milhões de acessos em seu canal oficial do Youtube, com a música "Catra Presidente". Ele começou a carreira como compositor aos 16 anos, influenciado pelo pai que na época cantava com Luiz Cláudio, da dupla Luiz Cláudio e Giuliano. O jovem cresceu no meio artístico e sempre soube que este era o mundo que queria para seguir profissionalmente.  Hoje, além de cantar e compor, Thiago cursa faculdade de Publicidade e Propaganda, e se forma este ano.

No clipe, Thiago Matheus chega em Vegas para encontrar Mr.Jackson e apresentar a música que criou em homenagem a seu filho. “Este clipe não é só uma realização profissional, mas também pessoal. Conheci pessoas que conviviam com o Michael e tive a oportunidade de conhecer partes da história dele que eu nem imaginava, papos de bastidores. Tenho certeza que daqui 50 anos, eu que tenho 21 hoje, vou contar isso pros meus netos com a mesma emoção” afirma Thiago Matheus aos risos. O resto da história e toda criatividade deste trabalho você confere no link abaixo.





.: Brasil tem custo maior de deslocamento diário para o trabalho

O custo do deslocamento todo dia para o trabalho quase dobrou nos últimos cinco anos - isso é o que mostra uma nova pesquisa conduzida pela Regus, líder mundial em soluções flexíveis de espaços de trabalho, em parceria com a MindMetre Research. O estudo, que ouviu mais de 44 mil executivos sêniores em mais de 100 países, revela que trabalhadores do mundo todo gastam uma média de 5% de sua receita, todos os anos, para as viagens diárias até o ambiente de trabalho.

Em 2010, o custo desses mesmos deslocamentos representava 3% da receita dos trabalhadores, e os dados levantados pela Regus mostram que a situação é mais crítica em alguns países, como Brasil, África do Sul, França, Índia e México. Nesses locais, o gasto consome 6% da receita. O país com menor gasto é o Japão.

Olhando mais de perto para o Brasil (gráfico abaixo), em cidades como Recife, Belo Horizonte e Brasília, os gastos médios chegam a 8% do salário anual, sendo que em Recife - especificamente - mais de 40% dos respondentes afirmaram desembolsar mais 10% da sua receita para se deslocar até o trabalho.



 

As conclusões do estudo apontam para o fato de que empregadores que queiram reter seus colaboradores precisam olhar para essa questão e endereçar soluções, que passam - principalmente - pela flexibilização do trabalho.

“Com o aumento do custo de vida, cada centavo conta para os trabalhadores de todo o mundo, mas as despesas de viagem são responsáveis por uma fatia cada vez maior de suas despesas anuais. Nesse sentido, o trabalho flexível pode ser uma solução para a questão. As empresas que querem oferecer aos trabalhadores uma real vantagem e manter seus talentos precisa resolver urgentemente a redução do custo da comutação, oferecendo-lhes a opção de trabalhar mais perto de casa, pelo menos por algum tempo", afirma Otávio Cavalcanti, diretor da Regus Brasil.

Sobre a RegusA Regus é provedora global de ambientes de trabalho. Sua rede de mais de 2.300 centros de negócios em 104 países fornece espaços convenientes e de alta qualidade para as pessoas trabalharem, seja por alguns minutos ou alguns anos. Empresas como Google, Toshiba e GlaxoSmithKline escolheram a Regus para que eles possam trabalhar de forma flexível e tornar seus negócios mais bem-sucedidos.

A chave para o trabalho flexível é a conveniência e, pensando assim, a Regus está onde quer que seja que seus 2,1 milhões de membros querem apoio - seja no centro da cidade, bairros periféricos, centros comerciais e lojas de varejo, estações ferroviárias, postos de serviços em estradas e até mesmo em centros comunitários. Fundada em Bruxelas, na Bélgica, em 1989, a Regus fica baseada em Luxemburgo e está listada na Bolsa de Valores de Londres. 

.: Academia Vicentina de Letras participa do programa "Encontros"

Comemorando o 9º aniversário, a Academia Vicentina de Letras, Artes e Ofício participa do programa "Encontros" nesta quarta-feira, 29 de abril, às 19h30, nas Oficinas Culturais Professor Oswaldo Névola Filho, à Rua Tenente Durval do Amaral, 72 - Catiapoã. A iniciativa é da Secretaria da Cultura de São Vicente, com apoio da Associação dos Artistas.

A convidada é a presidente da entidade, Maria Suzel Gil Frutuoso. A academia é uma associação civil sem fins lucrativos que tem como objetivo desenvolver as artes e ofícios brasileiros, servir como fonte educacional incentivando e realizando eventos, publicações e programas que fomentem a cultura brasileira.

Encontros

Iniciado em abril de 2014, o programa convida artistas, produtores culturais, participantes de movimentos artísticos e instituições culturais para falar sobre suas áreas de atuação. As conversas acontecem duas vezes ao mês e são gratuitas, sempre no auditório das Oficinas Culturais.

.: Livro propõe reflexões a partir do olhar sonhador

Como lidar com desilusões e incertezas que sondam o homem contemporâneo?  Qual o caminho para conquistar uma nova forma de enxergar e viver a vida? É possível resgatar elementos da infância que inspirem a vida adulta? Esses e outros questionamentos são feitos pelo livro "Manifesto do Sonhador", de Regina Gulla , que incentiva a busca por experiências profundas com o mundo e com o próprio interior

De forma poética, a obra, da Pólen Livros, traz, acompanhados de ilustrações em aquarela da própria autora, profundas reflexões sobre o estar no mundo. Na Assembleia dos Sonhadores, Regina Gulla é designada para mostrar que a matéria onírica encontra-se no abstrato que permeia o concreto, nas pequenas coisas presentes no cotidiano e que alimentam a subjetividade do ser humano.

Regina apresenta o "sonhador" como um ser que vive bem a vida, levado pela imaginação e os “pentimentos”, que, para ela, são “camadas transparentes, pintadas umas sobre as outras nas dobras na memória, e trazem maior desafio do que os sentimentos pela ambiguidade que despertam”. O "sonhador" descrito não passa pelo mundo sem buscar uma experiência com aquilo que o perpassa. Assim, o livro também motiva um novo olhar em relação ao meio externo e ao próprio interior.

Unido ao lúdico das coloridas aquarelas de Regina, o texto remete ao imaginário e encanta todo aquele que faz do sonho a matéria-prima para encarar o dia a dia ou aspira uma nova experiência com o mundo menos ancorado na rotina corrida e superficial, independentemente da geração. “Todo homem que tem vazio o Lugar de Sonhar é porque esqueceu de carregar até o futuro a Criança que foi um dia”.

 O título inaugura o Selo Frátria, linha editorial da Pólen Livros que quer discutir o uso da língua portuguesa como base para “inspiração, expressão e deleite estético”.

Sobre a autoraRegina Gulla é psicanalista, pintora, escultora e autora de vários livros infantis, como “Diário de Um Neto”, “O Zelador de Sonhos” e “A Pele dos Livros”. “Manifesto do Sonhador” possui relação com o trabalho que a autora realiza há mais de 20 anos no "Terraço do Sonhador", onde ministra grupos que incentivam o nascimento da voz estética das pessoas.

.: Em maio, show de Ordep e banda Oxe celebram a diversidade cultural

Festa Água de Meninos tem show de Ordep e banda Oxe para celebrar a diversidade cultural


Reconhecido por sua atuação no grupo Lampirônicos, o cantor, compositor e multi-instrumentista Ordep apresenta a segunda edição do show Água de Meninos no dia 14 de maio, quinta-feira, no Centro Cultural Rio Verde, às 22h30.

A festa tem ainda apresentação da banda Oxe, expoente do rock alagoano, que contrasta a sonoridade marcante do bom rock com as influencias de ritmos populares.

Na apresentação de Ordep, os cantores e compositores Jong de Cerqueira e Pablo Grotto fazem participação especial. O espetáculo tem ainda performance de artes visuais com a artista plástica Isabela Lemos e uma mestre de cerimônia, papel desempenhado pela atriz Gisele Freire.

O nome do show (Água de Meninos), idealizado por Ordep, é referência à maior feira ao ar livre do país e que hoje se chama São Joaquim, em Salvador; muito conhecida por vender produtos de Candomblé. “O espetáculo é também uma festa, uma manifestação artística, tendo meu show como atração principal, onde recebo convidados das mais diversas expressões”, comenta o músico. “O cenário também reflete um pouco dessa diversidade cultural e religiosa do Brasil para receber com reverência um pouco da arte feita no Brasil”, finaliza.

Ordep: Seguindo as ondas do pop rock, sem medo de se aventurar por qualquer vertente, Ordep mostra um trabalho autoral e contemporâneo. A sonoridade pulsante contagia com pitadas de punk rock, de música latina e de sonoridades afrobrasileiras.

No set list, músicas de seu primeiro CD solo, Ordep, lançado em 2014, que traz composições próprias e parcerias: “Eu Vou Pro Mato”, “É Hora do Chá”, “Batuqueiro”, “E Você” (parceria com Kiko Zambianchi), e “Na Morada”, entre outras. O músico promete ainda algumas releituras. No palco, Ordep (voz e guitarra) tem o apoio de um power trio, formado por Anderson Costa (bateria, backing vocal e programações), Adson Gaspar (contrabaixo) e Raphael Coelho (percussão).

Oxe: Fundada há 16 anos, a banda Oxe é um grupo de origem alagoana, cuja estética é marcada pela mistura de influências que inclui ritmos nordestinos como coco, maracatu e frevo infiltrados no peso do rock ’n’ roll. Vencedora do Prêmio Levi’s Be Original de Melhor Música e Melhor Videoclipe, a Oxe participa da trilha do filme Deus é Brasileiro, de Cacá Diegues, com duas músicas, gravadas em seu primeiro disco, Que Peste é Isso?. Com intensa participação em festivais nacionais e internacionais, seu segundo álbum, Karranka, foi lançado nos Estados Unidos, em 2009, e o terceiro está em fase de produção.

Além de músicas inéditas, que estarão no próximo disco, no show Água de Meninos a banda interpreta, entre outras, as composições “Naná”, “Música Popular” e “Verumar” (esta virou clipe em preto e branco, que mostra os músicos quando tocavam com a cara pintada). Atualmente, o grupo A banda é formado por Bruno Oxe (guitarra e voz), Hugo Oxe (percussão e voz), Michel Oxe (bateria), Felipe Barros (baixo e voz) e Thyam (guitarra).

Serviço
Show: Ordep & Oxe
Festa Água de Meninos
Participação especial: Jong de Cerqueira e Pablo Grotto
Dia 14 de maio. Quinta, às 22h30
Centro Cultural Rio Verde
Rua Belmiro Braga, 119. Pinheiros/SP. Tel: (11) 3459-5321
Ingressos: R$ 30,00. Ingressos antecipados: www.ingresse.com.br
Classificação: 18 anos. Capacidade: 600 lugares
Duração/show: 75 min. Duração total/festa: 4 horas
Aceita cartões de crédito/débito. Estacionamento: R$ 30,00
Ar condicionado. Acesso universal.

Ordep (www.ordep.net): O primeiro instrumento do multi-instrumentista Ordep foi o bandolim, que começou a tocar aos 11 anos. O baiano, radicado em São Paulo, participou de várias bandas do cenário alternativo baiano, no início dos anos 90, como Utopia, Trebunka, Orelha de Van Gogh (produzida por Letieres Leite), Saci Tric, Super Fly, Tunq, Dois Sapos e Meio e O Cumbuca. Também tocou bateria em turnê pelo nordeste com Lucas Santana. Com sua versatilidade musical, já tocou e gravou (bateria, guitarra, baixo e violão) com Elza Soares, Davi Moraes, Lucas Santana, Luiz Melodia, Baby do Brasil e outros artistas reconhecidos nacionalmente.

Foi um dos fundadores do grupo Lampirônicos, em 1998, com quem gravou dois álbuns. O primeiro, Que Luz é Essa (2001), teve produção executiva da Sony Music e direção musical de Paulinho Rafael e Carlinhos Brown, concorreu ao Prêmio Multishow de Música Brasileira, em 2002. O segundo CD, Toda Prece, contou com assessoria executiva da Tag Produções e direção musical assinada por Alexandre Lins e Marcos Suzano. Com a Lampirônicos realizou turnês europeias e participou de importantes festivais como Brazilian Summer Festival (primeiro festival de música brasileira de Londres), Sfinks Festival (Bélgica), Festival Afro Brasil (Tübingen, Alemanha) e o histórico Montreux Jazz Festival (Suíça).

Posteriormente, trabalhou ao lado do cantor, compositor e guitarrista Kiko Zambianchi, que se tornou também parceiro de composição. Em 2013 aceitou o convite para integrar o time da produtora musical Comando S, onde assina campanhas publicitárias como a nova versão da vinheta de fim de ano da Rede Globo. Seu primeiro álbum solo, Ordep (2014, gravadora Comando S), foi escolhido pelo site Na Mira do Groove como um dos 30 melhores álbuns nacionais lançados no ano, além de ter sido incluído pelo site O Jardim Elétrico na lista “74 Discos Lançados em 2014 Que Você Já Deveria Ter Conhecido”.

.: 141 anos: Obra ‘Centenário’ é apresentada após restauro

Obra ‘Centenário’ é apresentada após restauro em homenagem aos 141 anos de Campos do Jordão (SP)


Escultura criada por Felícia Leirner, doada à cidade em 1974, foi restaurada pela ACAM Portinari, Museu Felícia Leirner e Prefeitura de Campos do Jordão e será mostrada ao público no dia 29 de abril, quarta- feira.

Em comemoração aos 141 anos de Campos do Jordão (SP), o  Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro, instituições da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo administradas em parceria com  ACAM Portinari, a Prefeitura de Campos do Jordão e o escritório Julio Moraes Conservação e Restauro, promoveram o restauro da obra "Centenário" de Felícia Leirner, localizada na Praça Nossa Senhora da Saúde, no bairro do Jaguaribe. A apresentação oficial acontecerá no próximo dia 29 de abril (quarta-feira), às 16h. 

"Lembro-me de dona Felicia, octogenária, num tempo inclemente, debaixo de um guarda chuva trabalhando para entregar em tempo essa escultura à cidade de Campos do Jordão. Seu contato com a cidade ia além do museu-auditório. Queria bem e era querida por um número enorme de jordanenses. Sua casa “do telhado verde”, cheia de esculturas e lindo jardim, era uma referência na cidade. É natural que uma relação mútua de carinho seja materializada por uma praça que abrigue uma bem conservada homenagem feita com tanto amor e esforço", lembra Adolfo Leirner, filho da artista. 

A escultura foi doada à cidade em 1974, em homenagem ao 1º Centenário de Campos do Jordão, e tinha problemas graves de conservação em decorrência da ação do tempo e da falta de manutenção preventiva e corretiva. A equipe de conservadores e restauradores do escritório do Julio Moraes foi a responsável pela ação e deverá continuar cuidado da escultura. 

"É uma honra e um privilégio assegurar, em parceria com o escritório Julio Moraes e a Prefeitura local, a preservação dessa importante obra da escultora Felícia Leirner - uma das mais importantes artistas do país, reconhecida internacionalmente pelo seu talento - bem como festejar com os jordanenses os 141 anos desta  encantadora cidade, que a própria Felícia escolheu como cenário para a sua inspiração e berço para a sua criação”, explica a diretora da ACAM Portinari, Angelica Fabbri. 

Cápsula do tempo: Na mesma data  será apresentado à população o conteúdo de uma cápsula do tempo, encontrada no último dia 14. O material teria sido enterrado, de acordo com informações locais, pelo pintor Expedito Camargo Freire, durante as comemorações do primeiro centenário de Campos do Jordão, em 1974. Medindo cerca de 30 centímetros, o recipiente guardava documentos que estão sendo restaurados, pois o tempo e a água provocaram danos. 

Para o prefeito Fred Guidoni, a entrega do restauro será um momento especial. "Para nós é motivo de orgulho contarmos na cidade com as obras desta renomada artista. Poder entregar nos 141 anos o restauro de uma peça tão expressiva e significativa para nós, seguramente engrandece as comemorações do aniversário", conta Guidoni.

terça-feira, 28 de abril de 2015

.: Antônio Abujamra morre na manhã desta terça-feira

Morreu na manhã desta terça-feira, 28 de abril, aos 82 anos, o apresentador do programa "Provocações", da TV Cultura, Antônio Abujamra. A causa da morte ainda não foi divulgada. 

Abu, como era conhecido, era diretor de teatro, ator e dramaturgo. Deixa dois filhos e dois netos. O velório, aberto ao público, será realizado no Teatro Sérgio Cardoso, no bairro da Bela Vista, em São Paulo (Rua Rui Barbosa, 153), a partir das 23h desta terça, dia 28 de abril. Às 13h desta quarta-feira, dia 29 de abril, o corpo seguirá para o Crematório da Vila Alpina.

As informações sobre local do velório e sepultamento serão comunicadas no decorrer do dia. Na página do programa, no Facebook, a TV Cultura publicou um comunicado: "Agradecemos o carinho e apoio de todos que tem nos acompanhado ao longo desses 14 anos de programa".

Um provocador nato
No dia 13 de setembro de 1932, em Ourinhos, cidade do interior de São Paulo, nascia Antônio Abujamra.  Provocador nato, Abu, como era conhecido entre amigos e familiares, se formou filósofo e jornalista pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

Mas foi por seu destaque no teatro e sua inovação na televisão que ele entraria para a história da intelectualidade brasileira. Sua primeira experiência nas artes cênicas se deu como ator amador, na fase de seus 20 anos, com a peça Assim é se lhe parece, de Luigi Pirandello, encenada no Teatro Universitário de Porto Alegre.

Após uma temporada no teatro amador do Rio Grande do Sul, Abu ganhou, em 1959, uma bolsa para estudar literatura espanhola em Madri, na Espanha. De lá seguiu para Paris, onde trabalhou com Roger Planchon e Jean Vilar. Em seguida foi para a Alemanha, país no qual participou da companhia de teatro Berliner Ensemble, de Bertold Brecht.

De volta ao Brasil, dirigiu, em 1961, Raízes, de Arnold Wesker, com Cacilda Becker, que marcou sua primeira direção profissional. Entre 1962 e 1963, Abujamra fundou o grupo Decisão, com base na técnica brechtiana para o teatro político. O trabalho, no entanto, teve fim com o AI-5, durante a ditadura militar. Desde então, ele comandou mais de 150 montagens. Sua atuação como ator profissional, no entanto, se deu de forma tardia, em 1987.

Em entrevista à revista IstoÉ/Senhor, em 1988, falando do início de sua carreira, Abujamra declarou que “Quem não pensa que é sério quando jovem? Quando jovem eu pensava dirigir uma peça para mudar o mundo. Tinha uma fúria dedicada”.

Durante a entrega do Festival Hispânico de Miami, realizada em 1996, Abujamra discursou sobre o teatro: “E para que serve a utopia? Eu dou um passo, o teatro dá dois passos. Eu dou dois passos, o teatro dá quatro passos. A utopia serve para isso: continuar caminhando”.

Na televisão, fez parte dos mais diversos programas, passando por emissoras como TV Tupi, SBT, Bandeirantes, Manchete, Globo e Record. Ao lado de Fernando Faro, Abujamra trabalhou em "Divino Maravilhoso" e "Colagem", na TV Tupi. Além disso, dirigiu novelas como "Ossos do Barão", no SBT, e "Os Imigrantes", na TV Bandeirantes. 

Como ator, atuou na TVs Manchete, Record e Globo, sendo que, nesta última, ficou eternizado como o Ravengar, personagem da novela "Que Rei Sou Eu?", de Cassiano Gabus Mendes, de 1989.

Em 1971, passou a integrar a equipe da TV Cultura. Sobre o início de sua trajetória na emissora pública paulista, ele afirmou em entrevista datada de 2012: “Quando entramos na TV Cultura, era para mostrar que nós não deveríamos ser copiadores, nós deveríamos ser copiados. Era uma geração que não tinha medo de nada, que fazia as coisas com coragem, que acreditava na possibilidade de esclarecer popularmente”.

Na TV Cultura, dirigiu infantis como "Vila Sésamo" e participou de programas como "Contos da Meia-Noite" e "Grande Teatro em Preto e Branco". Desde 2000, ele estava à frente do programa "Provocações".

Principais prêmios

  • Juscelino Kubitschek de Oliveira, em 1959 - Pela direção de "A Cantora Careca", de Eugène Ionesco.
  • Melhor ator, em 1987 - Por "O Contrabaixo", de Patrick Suskind.
  • Kikito de melhor ator - Festival de Gramado, em 1989 - Pelo filme Festa, de Ugo Giorgetti.
  • Melhor ator de TV, 1989 - Por sua atuação como Ravengar na novela "Que Rei Sou Eu?", de Cassiano Gabus Mendes, na TV Globo.
  • Molière, em 1991 - Pela direção de "Um Certo Hamlet", com o grupo "Os Fodidos Privilegiados".
  • Lifetime Achievement, em 1996 - XI Festival Internacional de Teatro Hispânico em Miami, Estados Unidos.

.: Peça "Menopausa", com Rosi Campos, aborda universo feminino

As mudanças de humor das mulheres nos períodos de tensão pré-menstrual ou na menopausa tornaram-se uma espécie de anedotário popular. Registros datam que, cerca de 4.000 A.C, mulheres com tais sintomas tinham como diagnóstico a histeria, que, posteriormente, passou a ser identificada (na Idade Média) como possessão diabólica. 

A medicina avançou e comprovou que se tratava simplesmente de uma questão hormonal, que poderia causar fortes variações no humor feminino. A eterna fonte de pesadelos para a maioria das mulheres é o mote da comédia ‘Menopausa’, de Rodrigo Nogueira, que estreia no dia 08 de maio, no Teatro das Artes, com direção de João Fonseca, com Rosi Campos, Pia Manfroni  e Rose Abdallah no elenco.

As atrizes interpretam personagens que estão vivendo as agruras da menopausa e se encontram em um aeroporto temporariamente fechado para pousos e decolagens. Enquanto aguardam seus voos, elas trocam experiências e discorrem sobre diversas questões, como felicidade conjugal, solidão e medo de envelhecer. Tudo com muito humor e fartas doses de descontrole emocional, provocadas pelas alterações hormonais decorrentes desse ciclo feminino.

O texto de Rodrigo Nogueira nasceu não só através de pesquisas, mas também da troca de experiências com as próprias atrizes. “Antes de escrever a peça, fiz questão de me reunir com elas, ficamos três horas conversando. As vivências delas com essa fase foram a minha maior inspiração, não precisei ler mais uma linha depois de ouvi-las. Obviamente, acessei informações científicas, mas o clima já estava todo ali”, explica. “O espetáculo é uma grande comédia e costumo defini-lo como ‘Do ódio à menopausa, para a ode ao climatério”, brinca.

O diretor João Fonseca também trocou muito com as atrizes durante os ensaios e teve o universo do cineasta espanhol Pedro Almodóvar como uma de suas inspirações. “Uma referência quando abordamos o mundo das mulheres, ele já era uma indicação do texto. Essa peça é uma comédia. Às vezes rasgada, às vezes delicada. Buscamos não apenas o humor, mas a humanização das personagens”.

Sinopse
A ação do espetáculo se passa na sala de embarque do aeroporto, na cenografia criada por Nello Marrese. Ao constatar que seu voo está atrasado devido ao mau tempo, Tita (Pia Manfroni) procura Val (Rosi Campos), funcionária de uma companhia aérea e velha amiga. Incomodada com a demora de seu voo, Stela (Rose Abdallah) acaba ouvindo a conversa entre as duas: Tita está aflita porque acha que está grávida, mas Stela levanta a hipótese dela estar entrando na menopausa.  Desesperada, Tita compra um exame na farmácia e confirma a suspeita de Stela. A partir daí, em meio aos calores e oscilação de humor, elas trocam experiências, acusações e fazem uma descoberta surpreendente sobre o passado de uma delas.  

Para João Fonseca, falar sobre a menopausa ainda é um tabu, e o espetáculo procura desmitificar esse assunto. “Fiquei mais atento às mulheres que me cercam e passei a perceber que várias delas encaram este momento e levam a vida normalmente. Elas são definitivamente mais fortes do que os homens”, exalta.

Ficha Técnica
Argumento: Marilia Toledo e Emílio Boechat
Texto: Rodrigo Nogueira
Direção: João Fonseca
Produção Geral: Sandro Chaim
Elenco: Rosi Campos (Valdete), Pia Manfroni (Tita) e Rose Abdallah (Stela)
Cenografia: Nello Marrese
Figurinista: Bruno Perlatto
Designer de Luz: Adriana Ortiz
Visagista: Dicko Lorenzo
Realização: Chaim XYZ Produções

Serviço
"Menopausa"
Teatro das Artes
Endereço: Shopping da Gávea - Loja 264 - 2º Piso | Rua Marquês de São Vicente, 52 - Gávea 
Telefone: (21) 2540-6004

Temporada
Estreia: Sexta-feira, 8 de maio
Temporada: até 28 de junho, quintas a sábados, às 21h, e domingos, às 20h
Preços: Quintas e sextas, R$ 80, sábado e domingo, R$ 90
Classificação etária: 12 anos
Duração: 60 minutos

.: Grandes escritores fazem a festa no III Festival Literário de Iguape


Programação totalmente gratuita conta com nomes como Milton Hatoum, Ignácio Loyola Brandão, Eduardo Bueno, André Vianco, Rita Gullo e Luiz Melodia


Não é sempre que apaixonados por literatura e livros de modo geral correm o risco de cruzar pela rua em um mesmo dia com grandes nomes como os premiados Milton Hatoum, Ignácio de Loyola Brandão, Eduardo Bueno e o mestre das histórias de vampiro André Vianco. E até Luiz Melodia, escalado para um show. Bom, isso pode acontecer com quem for a Iguape entre 6 a 9 de maio para participar do III Festival Literário de Iguape.

O evento é uma promoção da Oficina Cultural Gerson de Abreu, com apoio da Prefeitura Municipal da cidade. “O FLI é um evento que celebra a literatura enquanto expressão artística, fonte de saber e entretenimento, com ações de incentivo à leitura e à produção textual por meio de oficinas, workshops, palestras, feira de livros e apresentações cênicas e musicais”, explica o coordenador Eduardo Santana.

A abertura desta edição será na noite do dia 6, a partir das 20 horas, na Oficina Cultural Gerson de Abreu, com a exposição Fotoescritura em Haroldo de Campos, que tem curadoria de Bruno Giovannetti. Numa fusão criativa entre imagem e palavra, a metrópole se transfigura no diálogo entre as fotos de Bruno Giovanetti e os poemas de Haroldo de Campos.

Programação de quinta-feira
Na quinta-feira, às 11h, a escritora Veronica Stigger participa do bate-papo Elementos Básicos da Ficção. A ideia é incitar os participantes a criarem suas próprias narrativas. Vencedora do prêmio São Paulo de Literatura de 2014, Veronica é doutora em história da arte, professora universitária e crítica de arte, além de escritora.

Contos e cantos do folclore brasileiro: apresentação de João Acaiabe ocorrerá às 13h30, com um espetáculo para despertar a fantasia e a imaginação do público: o ator João Acaiabe apresenta contos, lendas, poemas e cantigas do repertório tradicional brasileiro, com momentos pontuados e acentuados pela música e por efeitos sonoros. Conhecido pela sua interpretação do Tio Barnabé na série de TV Sítio do Pica pau Amarelo, João Acaiabe é também um respeitado ator de teatro, premiado com Mambembe e Governador do Estado pelo espetáculo Vamos jogar o jogo.

No mesmo dia, às 16h, Frederico Barbosa, poeta, professor de literatura e diretor da Casa das Rosas, falará sobre o essencial da vida e da obra de grandes poetas nas palestras Poesia Aperitivo. Este ano, os poetas destacados serão o satirista barroco Gregório de Matos, apelidado de “Boca do Inferno”, quinta, às 16h, e o autor de "Morte e Vida Severina", João Cabral de Melo Neto, sexta, às 11h.

Entre às 18h30 e 20h30, Marco Aurélio Olimpo dará o Workshop de Fotografia e Literatura, com o uso de câmeras simples ou celulares na elaboração de poemas ou textos narrativos, para fotógrafos amadores, estudantes de audiovisual e demais interessados. Olímpio dedica-se à documentação de shows e espetáculos musicais, assim como ao retrato de profissionais dessa área. Iniciou seu trabalho com fotografia como laboratorista no Sesc Pompeia e no laboratório de fotojornalismo e fotopublicidade da PUC-SP, universidade onde formou-se em História.

Milton Hatoum, um dos destaques no festival, faz a palestra O Universo de Graciliano Ramos, sobre o autor de Vidas secas a partir de uma perspectiva dupla, combinando a recordação de suas experiências pessoais de leitura do autor alagoano com uma discussão panorâmica de sua obra e do lugar central que esta ocupa na cultura brasileira. Escritor, tradutor e professor, Hatoum lecionou literatura na Universidade Federal do Amazonas e na Universidade da Califórnia, em Berkeley. Escreveu quatro romances: “Relato de um Certo Oriente”, “Dois Irmãos”, “Cinzas do Norte” e “Órfãos do Eldorado”. Os três primeiros receberam o Prêmio Jabuti de melhor romance, sendo que “Cinzas do Norte” também conquistou o Prêmio Portugal Telecom de Literatura.

Para finalizar o dia em grande estilo, às 22h, Jean Garfunkel, poeta, ator, cantor e compositor, realizará o espetáculo de música e poesia, com canções em vários estilos que abordam temas do cotidiano com muito humor e crítica.

Programação de sexta-feira
Na sexta-feira, entre 13h30 e 15h30, o Workshop: "literatura.net" discutirá o universo das mídias sociais como ferramentas importantes de comunicação entre jovens e seus mecanismos de difusão e circulação de trabalhos literários, especialmente de novos autores. A coordenação será do jornalista Aexandre Staut, que trabalhou em editorias de cultura e comportamento de jornais da capital paulista. Escreveu também os romances Jazz band na sala da gente (2010) e Um lugar para se perder (2012). Tem contos publicados na França e em Moçambique.

Para o público infantil, Conversa Ribeirinha: Espetáculo com Batucajé abrangerá contação de histórias e poesias que tem como cenário o Vale do Ribeira, ressaltando o linguajar peculiar e o modo de vida de sua gente. Em especial, quilombolas, índios caiçaras, ribeirinhos e caboclos. O trabalho do Batucajé é voltado às manifestações culturais das comunidades do Vale do Ribeira. O grupo é liderado pelo músico e compositor Antonio Lara e pelo poeta e declamador Júlio Costa.

Durante a tarde, às 16h, André Vianco apresentará o Universo Fantástico, que falará sobre a fantasia e o Brasil, cujas ruas, cidades e florestas têm servido de cenários para suas histórias. Vampiros ficam presos em túneis da cidade de São Paulo e saltam da ponte Rio-Niterói; visitantes de outro planeta chegam ao Vale do Anhangabaú; heróis vagam pelas nossas cidades desertas e adormecem no Rancho da Pamonha, na beira da estrada. André Vianco, consagrado autor brasileiro que explora o gênero sobrenatural (vampiros, anjos e batalhas entre o bem e o mal), continua investindo em ficção e fantasia.

Ainda na sexta-feira, 8 de maio, às 16h, começa a oficina Sons do Vale do Ribeira: Oficina de Confecção de Instrumentos Musicais. A partir de histórias de povos brasileiros (índios, negros, caiçaras, ribeirinhos), Antônio de Lara Fernando Guiginski pretendem estimular a construção de instrumentos típicos da música da região, a partir de elementos sustentáveis da natureza. Lara é arte-educador, músico e compositor. Fernando Guiginski é construtor de instrumentos musicais e arte-educador.

Em seguida, às 17h30, tem início a performance Parada poética: três palhaços e a banda Santa Cecília de Iguape, com um grande cortejo pelas ruas da cidade e declamação de poemas de Clarice Lispector, Manoel de Barros, Shakespeare e Cecília Meireles.

Às 20h30, o escritor Evandro Affonso Ferreira, ganhador do Jabuti de melhor romance de 2013, conversa sobre as conquistas e as dificuldades da carreira literária no bate-papo Como e por que me tornei escritor. Ferreira despontou no meio literário em 2000, aos 55 anos, apresentado por José Paulo Paes. Publicou seus contos nos volumes Grogotó!, Araã!, Erefuê, Zaratempô! e Catrâmbias!

Ignácio de Loyola Brandão finaliza o segundo dia do evento, fará uma apresentação de literatura e música, às 22h, em companhia de sua filha Rita Gullo. Serão apresentadas músicas marcantes na vida do escritor e que serviram de inspiração para as crônicas e contos do livro Solidão no fundo da agulha. Este repertório foi gravado por Rita em um CD que é parte integrante do livro. O livro-CD deu origem a um show de música e literatura, que coloca pai e filha juntos no palco.


Programação de sábado
O sábado começa com o plantão de dúvidas "S.O.S. Literatura", em dois períodos: das 10 às 12h e das 14h às 18h. O projeto é do Centro de Apoio ao Escritor da Casa das Rosas e funciona como um plantão para atendimento individual e orientação sobre as principais dúvidas de escritores, aspirantes a escritores e leitores a respeito de publicações, direitos autorais e edição de livros. Com a presença de profissionais do mercado e autores, serão discutidos temas como poesia e prosa, edição, marketing do autor e e-books.

Após o plantão, Liana Yuri – especialista em técnicas de engenharia de papel para a criação de livros pop-ups e livros artísticos – coordenará o Workshop de construção de livro pop-up. O objetivo é apresentar a técnica do pop-up, variação do tradicional origami japonês, em que as ilustrações de um livro saltam entre as páginas. As crianças produzirão imagens tridimensionais a partir de modelos pré-elaborados.

Para os apreciadores de uma boa cozinha, o Workshop culinária no Vale - da terra, lama e água é a grande pedida do dia. A atividade abordará a história e a cultura da culinária caiçara e mostrará as possíveis relações entre histórias de vida e os saberes da cozinha tradicional. Os participantes também degustarão receitas típicas, sob a coordenação de Fernando Nogueira, pesquisador, produtor cultural e educador.

O último bate-papo do festival apresenta "O Bacharel de Cananéia: Bate-papo com Eduardo Bueno e Roberto Fortes", que discutirá o livro "Náufragos, Traficantes e Degredados", que tem um capítulo sobre o personagem histórico conhecido como Bacharel de Cananeia. Bueno é escritor, publicou três títulos sobre história do Brasil – Viagem do descobrimento, Náufragos, traficantes e degredados e Capitães do Brasil. Também traduziu 22 livros, entre eles, a obra-prima Pé na Estrada (On the Road), de Jack Kerouac. Roberto Fortes, graduado em Letras, é escritor, poeta, historiador e jornalista. Publicou vários livros e é membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e editor da Tribuna de Iguape.

Encerramento com Luiz Melodia
O cantor e compositor Luiz Melodia fará uma apresentação do show Luiz Melodia – Voz e Violão. Ele interpreta seus maiores sucessos como Pérola negra, Magrelinha, Estácio, eu e você, Juventude transviada e Negro gato (canção que, embora não seja de sua autoria, foi responsável por apelidar o artista). Acompanhado de Renato Piau, seu violão e braço direito no palco.

Sobre a Oficina Cultural Gerson de Abreu 
É uma das unidades das Oficinas Culturais da Secretaria de Estado da Cultura, administradas pela POIESIS Instituto de Apoio à Cultura, à Língua e à Literatura. A unidade tem como patrono o ator e apresentador Gerson de Abreu, natural da cidade e falecido em 2002. Oferece para moradores da região atividades com o objetivo de proporcionar novos conhecimentos e vivências em literatura, artes plásticas, fotografia, dança, música, teatro, entre outras áreas.

A Oficina, que ocupa um casarão colonial do final do século XIX, tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico e Turístico), é uma das cinco unidades das Oficinas Culturais que terão investimentos para obras de restauro e de acessibilidade. Os prazos de conclusão das obras, que terão início ao longo de 2014, variam de 15 a 18 meses.

Programação

Dia 6 / Quarta-feira
20h
ABERTURA DA EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA “FOTOESCRITURA EM HAROLDO DE CAMPOS”

Dia 7/ Quinta-feira
11h
ELEMENTOS BÁSICOS DA FICÇÃO: BATE-PAPO COM VERONICA STIGGER

13h30
CONTOS E CANTOS DO FOLCLORE BRASILEIRO: APRESENTAÇÃO DE JOÃO ACAIABE

16h
GREGÓRIO DE MATOS: POESIA APERITIVO COM FREDERICO BARBOSA

18h30 às 20h30
WORKSHOP DE FOTOGRAFIA E LITERATURA

20h30
O UNIVERSO DE GRACILIANO RAMOS: PALESTRA DE MILTON HATOUM

22h
POEMAS & CANÇÕES COM JEAN GARFUNKEL


Dia 8/ Sexta-feira
11h
JOÃO CABRAL DE MELO NETO: POESIA APERITIVO COM FREDERICO BARBOSA

13h30 às 15h30
WORKSHOP: LITERATURA.NET

13h30
CONVERSA RIBEIRINHA: ESPETÁCULO COM BATUCAJÉ 

16h
UNIVERSO FANTÁSTICO: PALESTRA DE ANDRÉ VIANCO

16h às 17h30
SONS DO VALE DO RIBEIRA: OFICINA DE CONFECÇÃO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS

17h30
PARADA POÉTICA MUSICAL
PALHAÇOS E A BANDA SANTA CECÍLIA DE IGUAPE

20h30
COMO E POR QUE ME TORNEI ESCRITOR: BATE-PAPO COM EVANDRO AFFONSO FERREIRA

22h
LITERATURA E MÚSICA COM IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO E RITA GULLO


Dia 9/ Sábado 
10 às 12h / 14h às 18h
S.O.S. LITERATURA

14h às 16h
WORKSHOP DE CONSTRUÇÃO DE LIVRO POP-UP

14h às 18h
WORKSHOP: CULINÁRIA NO VALE – DA TERRA, LAMA E ÁGUA

20h
O BACHAREL DE CANANEIA: BATE-PAPO COM EDUARDO BUENO E ROBERTO FORTES

22h
SHOW: LUIZ MELODIA – VOZ E VIOLÃO

.: “Graças a Deussss! – A Comédia” nos palcos do Teatro Folha

Espetáculo solo de Guilherme Uzeda reúne piadas, stand-up e personagens inusitados  


Dia 2 de maio estreia no Teatrgo Folha o espetáculo “Graças a Deussss! – A Comédia”, solo de Guilherme Uzeda que traz ao palco as diversas facetas de seu humor. O resultado é a mistura de stand up e personagens criados pelo próprio humorista que foram testados com a plateia.

Com texto dinâmico e inteligente, Guilherme Uzeda se reveza entre figuras como o “podre de pobre” Zildo, o açougueiro vegetariano Gustão, a versão alternativa de Branca de Neve, que mostra o lado adulto dos contos de fadas, e a Tia, uma senhora inocente que interage com a plateia e conta suas histórias divertidas.

“O objetivo do espetáculo é fazer rir. Escolho os personagens de uma forma eclética. A Branca de Neve é inusitada porque conta o “lado b” do conto de fada e desmistifica esse clássico. Já o Zildo é uma crítica ao brasileiro que, por mais que esteja na bancarrota, na pior, sempre está agradecendo. A Tia dá dinâmica ao espetáculo e tem um carisma muito grande. E o açougueiro cativa por sua singular natureza vegetariana”, explica Guilherme Uzeda.

Situações como as agruras de um ator desconhecido vivendo num mundo de celebridades instantâneas, o mundo dos relacionamentos interpessoais e suas traições, o terrível monstro da chatice, a confiança no futuro do Brasil, entre outros, são sempre abordados com muito humor e criatividade.

Por quatro anos, Guilherme Uzeda integrou o elenco do “Terça Insana”. A essa experiência ele atribui sua forma divertida de pensar o mundo. Já na parte do stand up, o ator se foca na sua experiência de vida como pai e marido. “Para florear tudo isso, também faço piadas que tão toque de ecletismo ao espetáculo”, diz o ator e autor do texto.

Sobre o ator – Guilherme Uzeda: Formado em psicologia e especializado em psicodrama, iniciou sua carreira como ator em 1993. Atuou em inúmeros espetáculos teatrais, entre eles “As Mentiras que os Homens Contam”, texto de Luis Fernando Verissimo e adaptação de Marcelo Rubens Paiva; e “Cordão Umbilical”, de Mario Prata. Foi dirigido por Hugo Possolo (Parlapatões), Alexandre Reinecke, Adriano Stuart, Alexandra Golik, Carlos Palma, Renata Soffredini, entre outros. No teatro infantil, participou do espetáculo “Bruxo ponto Com”, produção de Marco Ricca, Fabio Assunção e Denise Fraga, elogiada pela crítica.

Fez parte do elenco fixo do espetáculo “Terça Insana” por quatro anos e, a cada mês, era apresentado um tema diferente, com novos personagens e novas situações.

Juntou-se com o ator e apresentador do CQC Marco Luque, no espetáculo “Entre meias e gravatas”, e fizeram uma pequena temporada em São Paulo.
Participa em várias edições do espetáculo mensal “Trix Mix Cabaré”, ou como mestre de cerimônias, ou fazendo algum de seus personagens.

Na televisão participou de mais de cem filmes publicitários, além do programa “Retrato Falado”, com Denise Fraga, na TV Globo, e da novela “Marisol”, no SBT. Ao lado de Francine Piaia, apresentou o programa semanal Internet-se na Rede TV.

Fez parte do humorístico “A praça é nossa“, no SBT, com o personagem Zildo, nos anos de 2012 e 2013. Em 2014 participou da turnê de despedida do Terça Insana “Adiós Amigos” encerando o projeto que fez parte durante quatro anos.
Em 2015 participou do programa “Chuchu Beleza”, da TV Gazeta, com Felipe Xavier.

CONHEÇA ALGUNS PERSONAGENS 
Tia – Uma hilariante comentarista de assuntos cotidianos.
Zildo – Personagem simplório e azarado que conta casos de sua vida. Conhecido pelo bordão “graças a Deus”.
Gustão, o açougueiro – Vindo de família tradicional de açougueiros, conta o dia-a-dia de sua profissão, com histórias muito engraçadas.


FICHA TÉCNICA
Texto, direção e atuação (concepção total): Guilherme Uzeda
Produção: Armando Barrientos
Som e luz: F7
Fotos: Priscila Prade
Trilha sonora: Guilherme Uzeda
Assessoria de imprensa: Flavia Fusco Comunicação
Cenário: Rústika Design
Figurino: Guilherme Uzeda
Duração: 70 minutos
Classificação etária: 14 anos

SERVIÇO – “Graças a Deussss! – A Comédia”
Local: Teatro Folha
Estreia: 2 de maio
Temporada: até 27 de junho
Apresentações: sábado, meia-noite
Ingresso: R$ 30,00 (setor 2) e R$ 40,00 (setor 1).
*Valores referentes a ingressos inteiros. Meia-entrada disponível em todas as sessões e setores de acordo com a legislação.

Guilherme Uzeda Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618 / Terraço / tel.: (11) 3823-2323 - Televendas: (11) / 3823 2423 / 3823 2737 / 3823 2323 Site: www.teatrofolha.com.br
Vendas por telefone e internet/ Capacidade: 305 lugares / Não aceita cheques / Aceita os cartões de crédito: todos da Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex / Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais / Clube Folha 50% desconto / Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a quinta, das 15h às 21h; sexta, das 15h às 21h30; sábado, das 12h às 00h; e domingo, das 12h às 20h / Acesso para cadeirantes / Ar-condicionado / Estacionamento do Shopping: R$ 13,00 (primeiras duas horas) / Venda de espetáculos para grupos e escolas: (11) 3104-4885 / Patrocínio: Folha de S.Paulo, CSN, Original, Alupar Cemig, Dudalina, Netshoes e Grupo Pro Security.

SOBRE A CONTEÚDO TEATRAL: O grupo empresarial paulista Conteúdo Teatral atua há mais de dez anos em duas vertentes: gestão de salas de espaços e produção de espetáculos. Como gestora é responsável pela operação do Teatro Folha, no Shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo, e do Teatro Amil, no Parque D. Pedro Shopping, em Campinas. Essa frente conta com direção artística de Isser Korik e direção comercial de Léo Steinbruch, programando espetáculos para temporada em regime de coprodução. No período de atuação da empresa, ao todo, as casas somam 2 milhões de espectadores.

Como produtora de espetáculos, viabilizou dezenas de peças para os públicos adulto e infantil, como “Gata Borralheira”, “O Grande Inimigo”, “Os Saltimbancos”, “A Pequena Sereia”, “Grandes Pequeninos” e “Branca de Neve e os Sete Anões” para as crianças. Para os adultos foram realizadas, entre outras montagens, “A Minha Primeira Vez”, “Os Sete Gatinhos”, “O Estrangeiro”, “Senhoras e Senhores”, “O Dia que Raptaram o Papa”, “Te Amo, São Paulo” e a trilogia “Enquanto Isso...”, além de projetos de humor – como “Nunca Se Sábado...” –, o musical “Um Violinista no Telhado”, e mostras como o “IMPROVISORAMA” – Festival Nacional de Improvisação Teatral. Em sua primeira edição, reuniu os melhores grupos de improviso do Brasil, como a Cia. do Quintal e Barbixas, entre outubro e novembro de 2013. A iniciativa marcou os oito anos do Teatro Amil.

.: Expor vida pessoal na empresa pode ser fatal, diz especialista

Qual o limite para falar sobre problemas pessoais na empresa? Até que ponto pode-se desabafar com colegas de trabalho e chefes? Para a coach Bibianna Teodori, os profissionais devem ser profundamente cautelosos com a exposição no serviço. 

“Abrir demais a intimidade na empresa pode ser um erro fatal para quem almeja um cargo de chefia, por exemplo. Obviamente as pessoas conversam, interagem, mas não devem se expor particularmente. Na empresa, todos são avaliados o tempo todo e existe muita competitividade”, afirma a especialista.

Bibianna diz que é normal as pessoas tentarem criar laços de amizade no ambiente de trabalho, mas este deve ser um processo natural. “Os funcionários novos, em especial, tendem a se aproximar de colegas de forma muito rápida, para se ambientar. O recomendado é que sejam racionais e desenvolvam o vínculo aos poucos.”

De acordo com a coach, é impossível avaliar um possível novo amigo sem observar como ele lida com adversidades e frustrações, o que só acontece com o tempo. “O colega de trabalho pode, dentro de si, ver você como um concorrente e até invejar seu cargo e salário”, adverte.

Conversas pessoais: Para Bibianna, outro cuidado a ser tomado é com o conteúdo dos papos, principalmente em momentos descontraídos, como na hora do cafezinho ou almoço. É importante ter maturidade e discernimento.

“Os profissionais, em geral, são admitidos pela competência técnica e demitidos pelo comportamento. Reclamar dia após dia sobre a mesma coisa, por exemplo, torna qualquer um inconveniente. Confissões de teor sentimental dispensam detalhes.”

Fazer parte de “panelinhas” e interagir nas fofocas também são extremamente prejudiciais, não apenas para a imagem quanto para o desempenho e a produtividade. “As pessoas gastam mais tempo criando estratégias para criar ou se defender de boatos do que trabalhando e produzindo resultados”, diz a coach.

A especialista ressalta também que os líderes têm papel fundamental para administrar esses conflitos. “O gestor precisa mostrar autoridade e não tolerar comentários maldosos. Ele deve identificar a origem, o autor e punir, até mesmo com a demissão.”

Sobre Bibianna Teodori: É Executive e Master Coach, idealizadora e fundadora da Positive Transformation Coaching. Autora do livro “Coaching para pais e mães – Saiba como fazer a diferença no desenvolvimento de seus filhos” e coautora de "Coaching na Prática - Como o Coaching pode contribuir em todas as áreas da sua vida”.

Possui larga experiência organizacional e trabalhou por mais de 20 anos como executiva de empresas italianas nas áreas de RH, gestão de mudanças, venda & marketing, unindo competências de liderança e transformação pessoal para aumento de desempenho.

Além da formação na Sociedade Brasileira de Coaching, com certificação pela BCI Behavioral Coaching Institute e pelo ICC International Coaching Council, fez Soul Coaching pela Denise Linn. Tem ainda certificações em Assessments Training (Disc - Motivadores - Axiologia - Valores - Psicologia Positiva), Assessment Traninig (Success Tools), Assessment Training (Universidade Quantum) e especializações em coaching de liderança e aplicado a vendas. É também palestrante internacional. www.bibiannateodoricoach.com.br
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