quinta-feira, 23 de maio de 2019

.: Estreia em junho: NÓS, de Eva Furnari, com Barracão Cultural

Barracão Cultural estreia montagem de rua a partir de livro de Eva Furnari. Montagem reflete sobre as diferenças em encenação lúdica e bem humorada, onde a música ao vivo, criada por Dr Morris, tem papel de destaque na dramaturgia

Nós. Foto: divulgação

Inspirado em obra homônima de Eva Furnari, com dramaturgia de Sérgio Pires e direção de Cris Lozano, a Cia. Barracão Cultural - após circular por alguns locais da cidade - estreia o espetáculo NÓS, no dia 8 de junho, sábado, no Parque da Aclimação. As apresentações ocorrem na Área de Eventos em dois horários: às 11h e às 15h.

A montagem - que narra a trajetória de Mel, uma garota que tinha nós pelo corpo e não conseguia chorar - tem Eloisa Elena, Leandro Goulart, Lucas Nuti e William Simplício no elenco, direção musical de Dr Morris, cenografia de Marco Lima e figurino de Marichilene Artisevskis. Este é o terceiro espetáculo de rua da companhia, que já realizou os bem sucedidos O Tribunal de Salomão, em 2011, e A Condessa e o Bandoleiro, em 2014.

Foram programadas 30 apresentações de NÓS em espaços públicos, ao ar livre, com entrada franca. Em junho, além do Parque da Aclimação (dias 8 e 9), o Parque do Povo (dia 29) e Jardim da Luz (dia 30) serão os palcos para a encenação.

NÓS conta a história de Mel, uma garota que nasceu em um repolho mofado, na pequena Pamongas, onde vivia feliz e rodeada por borboletas, motivo de brincadeiras e zombarias por parte dos habitantes 'normais' da cidade. Um dia, de tanto segurar as mágoas e o choro, que não caia nem mesmo descascando cebolas, Mel acabou com o corpo cheio de nós, cada um mais apertado que o outro. Diante disso, ela convenceu seus pés de ir embora para um lugar distante, e saiu de Pamongas disfarçada de geladeira. Mel não sabia que havia tantas coisas para conhecer. Cinco nós foram necessários para que ela se aventurasse. Andou, cruzou montanhas e rios, encotrou animais, carroças e bicicletas pelo caminho. À medida que se permitiu vivenciar cada coisa diferente na jornada, seus nós foram se desfazendo e ela encontrou alguém que ganhou sua confiança. E Mel conheceu uma cidade onde cada um tinha seu próprio nó e ninguém ligava para isso.

O principal argumento para a Barracão Cultural montar um espetáculo a partir de um livro de Eva Furnari é sua habilidade em abordar temas sensíveis e polêmicos de forma objetiva, lúdica e fantástica. Em NÓS, ela propõe uma reflexão sobre temas como diversidade, intolerância, respeito e alteridade. A relação que se estabelece entre as características peculiares de Mel e a relação com o ambiente onde vive gera “nós” em seu corpo e a obriga a realizar uma jornada de autodescoberta.

“Essa menina traz uma coisa bela e poética para o mundo, que são as borboletas, mas a consequência por ser diferente é se tornar uma pessoa deslocada e com marcas no corpo”; comenta a atriz Eloisa Elena, que vive a personagem. “Acreditamos que falar sobre os temas propostos por Eva é uma questão urgente, com potencial para encontrar ressonância entre os mais diversos públicos e estimular a convivência e o respeito”, completa Eloisa. Ela também ressalta que o espetáculo não mostra somente o lugar da dificuldade, nem retrata a resignação na dor. “Mel representa a força de vontade, a busca. Ela não esmorece no desejo de encontrar o seu lugar no mundo”.

Para a diretora Cris Lozano, “o micro-bullying, aquele que pode ser praticado quase sem perceber, não é apresentado como julgamenteo ou denúncia, mas como propulsor da autorreflexão”. Isso é colocado em cena de forma leve, em uma encenação lúdica e cheia de humor. A narrativa passa pelo realismo fantástico, deixando livre o imaginário do público. Lozano explica que a encenação busca inserir o espectador na história, fazê-lo pensar sobre como agiria diante daquela situação e também entender que não se deve tratar com naturalidade a banalização das diferenças.

O espetáculo tem um coro de vozes masculinas que, segundo a diretora, pode representar o patriarcado, mostrando como essa menina é vista, a partir de uma questão bem mais forte que a poética. “Esse coro traz a herança polifônica do coletivo masculino que espera da mulher um comportamento limitado do que não é poético”. Os atores-músicos se revezam nas personagens que vão surgindo durante a trajetória da menina: adolescentes, homens de negócios e trio de vacas malhadas, entre outros. Mas um dos garotos não se encaixa, exatamente, na posição de antagonista, ele tem afeição pela garota, mas não vai contra a posição dos colegas.

Trilha, cenário e figurino: Mesmo sendo realizado em espaços sem nenhuma infraestrutura teatral, o NÓS traz um apurado rigor técnico e estético, com todos os elementos do teatro numa produção bem cuidada que integra com originalidade os diversos aspectos que compõem a cena: cenografia, figurinos, adereços e trilha sonora.

A trilha sonora original, criada por Dr Morris, é tocada ao vivo pelos atores. A Barracão Cultural tem o privilégio de ter como integrante um diretor musical. A cada espetáculo, a sonoridade vem sendo um dos fatores determinantes nas montagens. Em NÓS, reverencia o artista popular de rua que, além de interpretar e narrar, também canta e toca os instrumentos. “Algumas canções têm papel fundamental na trama, seja dramatúgico, poético ou narrativo”, comenta Dr Morris. Ele ainda acrescenta que buscou por uma sonoridade que fosse além do popular e trouxesse originalidade e graça. “Conseguimos isso com o violão de nylon, os tambores, a marimba de porcelanato e a marímbula, uma espécie de calimba grave e grande, que foi construída pelo ator Leandro Goulart”, explica o músico.

A diretora reforça a importância da dramaturgia musical para um espetáculo apresentado em local público. “A dinâmica da música precisa atrair os olhos e ouvidos do espectador. O ritmo, a sonoridade e as letras das canções devem se sobrepor aos eventuais ruídos do ambiente de rua e seduzir as pessoas com seriedade, leveza e encanto”.

O cenário é uma microarena com uma ‘estação’ para os músicos e seus instrumentos, possibilitando ao público ver o espetáculo de vários pontos de vista, de acordo com a posição em que se encontra. “Desta forma, aproximamos as pessoas da história, com seus olhares externos, cúmplices ou não desse ato de bullying”, comenta Cris Lozano. O cenógrafo Marco Lima conta que se inspirou no repertório imagético da literatura de Eva Furnari para criar um cenário alegórico. “As ilustrações foram fundamentais para compor os elementos bidimensionais como metáforas que traduzem sua linguagem. Fizemos um recorte que transporta o universo da autora para o palco, tirando o espectador do cotidiano e situando-o em outro espaço”, explica o cenógrafo.

Nada realista também é o figurino. “Temos um pezinho no circense”, brinca Marichilene Artisevskis. A figurinista diz que buscou exaltar a fantasia tanto nas vestes e adereços como nas cores utilizadas.

Ficha técnica 
Texto: Livre adaptação da obra de Eva Furnari. Dramaturgia: Sérgio Pires. Direção: Cris Lozano. Elenco: Eloisa Elena, Leandro Goulart, Lucas Nuti e William Simplício. Direção musical e canções originais: Dr Morris. Cenografia: Marco Lima. Figurinos: Marichilene Artisevskis. Coordenação técnica: Maurício Mateus. Confecção de cenografia e adereços de cenografia e figurino: Tetê Ribeiro, Lucas Luciano e Fábio Ferretti.  Orientação de movimento e coreografias: Andrea Soares. Aulas de beatbox: Thiago Mautari. Aulas de saxofone: Leonardo Muniz. Construção da marimbula: Leandro Goulart. Confecção de escada e suporte dos instrumentos: Ciro Schu. Costureiras: Judite de Lima e Marinil Ateliê. Design gráfico: Cláudio Queiroz. Ilustrações do material gráfico: Marina Bethanis. Fotos de divulgação: Henk Nieman. Coordenação e facilitação dos encontros com jovens: Cláudio Queiroz. Direção de vídeo-documentário: Murilo Alvesso. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Produção executiva: Geondes Antônio. Direção de produção: Eloisa Elena. Administração: Tetê Ribeiro. Produção e realização: Barracão Cultural. Apoio: 7ª edição do Prêmio Zé Renato de Apoio à Produção e Desenvolvimento da Atividade Teatral para a Cidade de São Paulo.

Apresentações – Junho/2019

Espetáculo: NÓS
Duração: 60 minutos. Classificação: Livre para todos os públicos.

8 e 9 de junho. Sábado e domingo, às 11h e às 15h
Local: Parque da Aclimação (Área de Eventos)
Rua Muniz de Souza, 1119 – Aclimação. Tel: (11) 3208-4042

29 de junho. Sábado, às 11h e às 15h
Local: Parque do Povo - Mário Pimenta Camargo (Área de Eventos)
Av. Henrique Chamma, 420 – Pinheiros.  Tel: (11) 3073-1217

30 de junho. Domingo, às 11h e às 15h
Local: Parque Jardim da Luz (Área de Eventos)
Praça da Luz, s/n - Bom Retiro. Tel: (11) 3227-3545

quarta-feira, 22 de maio de 2019

.: "Sunset Boulevard" terá promoção especial no mês dos namorados

Somente nas quinta-feiras, 06 e 13 de junho, ingressos inteiros terão 30% de desconto. Marisa Orth, Daniel Boaventura e Julio Assad são os protagonistas 
da montagem que cumpre temporada em São Paulo até 07 de julho. Ingressos à venda pelo site ingressorapido.com.br ou na bilheteria do Teatro Santander

Crédito: Divulgação / Marcos Mesquita

Apaixone-se por essa superprodução da Broadway! Para celebrar o mês dos namorados, a temporada de "Sunset Boulevard", em cartaz no no Teatro Santander, traz uma novidade para os casais que buscam um programa especial. Somente nas sessões de 06 e 13 de junho, que acontecem de quinta-feira, às 21h, os ingressos inteiros terão 30% de desconto (não acumulativo para meia-entrada). 

Os ingressos para essas sessões e o restante da temporada, que acontece somente até 07 de julho, estão disponíveis na bilheteria oficial (sem taxa de conveniência – Teatro Santander: domingo a quinta: 12h às 20h. Sexta e sábado: 12h às 22h) ou pela internet www.ingressorapido.com.br. As sessões acontecem sempre às quintas e sextas, às 21h; sábados, às 17h e 21h; e domingos, às 15h e 19h. 

Protagonizada por Marisa Orth, Daniel Boaventura e Julio Assad, a montagem é baseada no filme "Crepúsculo dos Deuses" (1950), de Billy Wilder. O espetáculo é vencedor de sete Tony Awards, com músicas de Andrew Lloyd Weber. No Brasil, a direção artística é de Fred Hanson, em mais uma coprodução da IMM e da empresária e produtora Stephanie Mayorkis, da EGG Entretenimento.

“Sunset Boulevard” é apresentado por meio de um acordo especial com a The Really Useful Group, com realização do Ministério da Cidadania, IMM, EGG Entretenimento e Governo Federal. O patrocínio master é da Zurich Santander Brasil Seguros e Previdência, com patrocínio Comgás, apoio de Prosegur, Colgate, Drogaria São Paulo, Localiza, Estácio, OLX, Focus Energia e It's Informov.

Foto: Marcos Mesquita


SERVIÇO
Temporada: de 22 de março a 07 de julho de 2019
Local: Teatro Santander  
Endereço: Complexo do Shopping JK Iguatemi - Av. Juscelino Kubitschek, 2041 - Itaim Bibi - SP 
Datas e horários: quintas e sextas, às 21h; sábados, às 17h e 21h; e domingos, às 15h e 19h 
Classificação etária: livre, menores de 12 anos acompanhados (A determinação da classificação etária poderá a qualquer momento ser alterada pelo Juiz de Direito da Vara da Infância e Juventude da Comarca de São Paulo - SP)
Capacidade: 959 lugares
Duração: 2h30min (com intervalo de 15 minutos)
Ingressos: a partir de R$37,50

PREÇOS VÁLIDOS PARA AS SESSÕES DE 06 E 13 DE JUNHO (QUINTA-FEIRA)
FRISAS BALCÃO e BALCÃO B 
R$ 37,50 - MEIA-ENTRADA | R$ 52,50 - INTEIRA COM 30% DE DESCONTO
BALCÃO A
R$ 80,00 - MEIA-ENTRADA | R$ 112,00 - INTEIRA COM 30% DE DESCONTO
FRISAS PLATEIA SUPERIOR
R$ 120,00 - MEIA-ENTRADA | R$ 168,00 - INTEIRA COM 30% DE DESCONTO
PLATEIA SUPERIOR
R$ 120,00 - MEIA-ENTRADA | R$ 168,00 - INTEIRA COM 30% DE DESCONTO
PLATEIA VIP
R$145,00 - MEIA-ENTRADA | R$ 203,00 - INTEIRA COM 30% DE DESCONTO

PREÇOS VÁLIDOS PARA AS DEMAIS SESSÕES

SETOR
MEIA-ENTRADA
INTEIRA
FRISAS BALCÃO e BALCÃO B 
R$ 37,50 MEIA-ENTRADA | R$ 75,00 - INTEIRA COM 30% DE DESCONTO
BALCÃO A
R$ 80,00 - MEIA-ENTRADA | R$ 160,00 - INTEIRA COM 30% DE DESCONTO
FRISAS PLATEIA SUPERIOR
R$ 120,00 - MEIA-ENTRADA | R$ 240,00 - INTEIRA COM 30% DE DESCONTO
PLATEIA SUPERIOR
R$ 120,00 - MEIA-ENTRADA | R$ 240,00 - INTEIRA COM 30% DE DESCONTO
PLATEIA VIP
R$145,00 - MEIA-ENTRADA | R$290,00 - INTEIRA COM 30% DE DESCONTO
  
BILHETERIA OFICIAL – SEM COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA
Teatro Santander (Complexo do Shopping JK Iguatemi - Av. Juscelino Kubitschek, 2041 - Itaim Bibi - SP) domingo a quinta: 12h às 20h ou até início do espetáculo. Sexta e sábado: 12h às 22h

VENDA PELA INTERNET – SUJEITO A COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA 
ingressorapido.com.br 

VENDA A GRUPOS: grupos-entretenimento@immbr.com

Confira as redes de Sunset Boulevard - Musical:
instagram.com/sunsetboulevardmusical
facebook.com/sunsetboulevardmusical

.: Mark Manson, autor de "A Sutil Arte de Ligar o F*da-se", virá ao Brasil


Autor de "A Sutil Arte de Ligar o F*da-se", livro mais vendido do Brasil no ano passado, Mark Manson é presença confirmada na XIX Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. O evento acontecerá entre os dias 30 de agosto e 8 de setembro de 2019. Mark Manson se junta a Josh Malerman, autor de "Caixa de Pássaros", e C. J. Tudor, autora de "O Homem de Giz", como atrações internacionais da Intrínseca já anunciadas na Bienal.

"A Sutil Arte de Ligar o F*da-se", seu primeiro livro, teve mais de 1 milhão de exemplares comercializados. Neste semana, o autor americano lançou seu segundo livro, "F*deu Geral". A obra é repleta de referências a pensadores clássicos e histórias irreverentes, na qual ele comprova, mais uma vez, seu talento para reinventar a forma de escrever autoajuda.



.: Elza Soares faz shows no Sesc Guarulhos nos dias 22 e 23


A cantora Elza Soares realizará duas apresentações no Sesc Guarulhos, a mais nova unidade do Sesc no estado, para mostrar ao público as canções de seu mais recente trabalho, "Deus é Mulher", 33º álbum de sua carreira. Os shows ocorrem nos dias 22 e 23 de maio, quarta e quinta-feira, às 20h, no teatro da unidade, com ingressos entre R$ 9 e R$ 30.

Serviço
Sesc Guarulhos
Endereço: Rua Guilherme Lino dos Santos, nº 1.200, Jardim Flor do Campo, Guarulhos - SP
Horário de funcionamento: De terça a sexta, das 9h às 21h30. Sábados, das 9h às 20h e domingos e feriados, das 9h às 18h.
Telefone: (11) 2475-5550
Site: www.sescsp.org.br/guarulhos

.: "O Frenético Dancin´Days" encerra temporada paulista neste domingo


Musical de Nelson Motta e Patrícia Andrade, com direção de  Deborah Colker, está em cartaz no Teatro Opus até 26 de maio e tem preço promocional na sessão de sexta.

Tudo que é bom termina. E assim como a boate que deu origem ao espetáculo teve uma existência meteórica, está chegando a hora de se despedir de "O Frenético Dancin´Days", que fica em cartaz somente até este domingo, dia 26 de maio, em São Paulo, no Teatro Opus. E o público paulista ainda ganha outro presente, a sessão de sexta, dia 24, tem preço promocional.

O espetáculo resgata a aura mítica em torno da "Frenetic Dancing´Days Discotheque", que foi um marco na noite brasileira, especialmente a carioca, com apenas quatro meses de funcionamento, ditando moda, comportamento e celebrando a liberdade, quando o país estava em plena ditadura militar. A boate renasceu em forma de musical e, mais uma vez, a magia se fez: "O Frenético Dancin´Days" já foi visto por mais de 80 mil pessoas, entre Rio e São Paulo.

Nelson Motta (ao lado de Patrícia Andrade) assinou o texto com a absoluta propriedade de quem foi um dos fundadores da boate e viveu toda a agitação que marcou o Rio naquela época. O musical conta a história da "Frenetic Dancing´Days Discotheque", boate idealizada, em 1976, pelos amigos Nelson Motta, Scarlet Moon, Leonardo Netto, Dom Pepe e Djalma. Deborah Colker aceitou o desafio e fez sua estreia na direção teatral, além de assinar as coreografias, ao lado de Jacqueline Motta. A realização é das Irmãs Motta e Opus, produção geral de Joana Motta, com patrocínio da MetLife e Alelo e apoio da Unisys e ArcelorMittal.

Autor de musicais consagrados como "Elis, a Musical", "Tim Maia- Vale Tudo, O Musical" e "S´imbora, O Musical - A História de Wilson Simonal", Nelson Motta afirma que nunca foi tão feliz com um espetáculo. “Esse musical é uma festa, as pessoas ficam enlouquecidas na plateia, parece que estamos mesmo voltando aos tempos da boate. É uma alegria imensa”, festeja. "Eu sabia da potência, da força do 'Dancin´Days', de como ele mudou a cidade. A boate chegou com esse caráter libertário, lá as pessoas eram livres, podiam ser como elas são. Isso tem uma grande força política, social, filosófica, artística. Não há nada como o livre arbítrio, estar em um lugar onde você vai ser quem você é”, afirma Deborah. 

O musical é uma superprodução, com 17 atores e seis bailarinos, escolhidos através de audições, à exceção de Érico Brás (Dom Pepe) e Débora Reis (Dona Dayse). O elenco é formado ainda por: Ariane Souza (Madalena), Bruno Fraga (Nelson Motta), Cadu Fávero (Djalma), Franco Kuster (Léo Netto), Ivan Mendes (Inácio/Geraldo), Renan Mattos (Catarino), Karine Barros (coro/stand in feminino), Larissa Venturini (Scarlet), Natasha Jascalevich (Bárbara),  além das Frenéticas: Carol Rangel (Edyr de Castro), Ester Freitas (Dhu Moraes), Ingrid Gaigher (Lidoca), Stephanie Serrat (Regina Chaves), Larissa Carneiro (Leiloca) e Giselle Lima (Sandra Pêra).

Deborah Colker (premiada na Rússia com o Prix Benois de la Danse, considerado o Oscar da Dança) assina também as coreografias (ao lado de Jacqueline Motta) e tem ao seu lado uma ficha técnica de peso: Gringo Cardia (cenografia e direção de arte), Maneco Quinderé (desenho de luz), Alexandre Elias (direção musical), Fernando Cozendey (figurinos) e Max Weber (visagismo). Passarão pelo palco os principais personagens que marcaram não apenas a história da boate, mas da cultura nacional.

Os cenários e figurinos recriam a atmosfera disco, mas com uma identidade própria. “A minha inspiração foi a estética de como as pessoas se comportavam na época e o quão ousadas eram no vestir”, explica Fernando Cozendey. “O desafio foi trazer o shape 70 atualizado, criar algo que ainda provocasse espanto, alegria e libertação para um público em 2018. O espetáculo para mim é sobre transgressão de ser, vestir, dançar, existir”, acrescenta.

A direção musical de Alexandre Elias também acompanha o espírito da época e inova ao trazer um DJ pilotando a música ao vivo. “Quando a Joana Motta me convidou para esse projeto, ela veio com essa “sacada” que iríamos contar a história de uma discoteca e que devíamos ter um DJ. E, no caso do Dancing´Days, o DJ Dom Pepe era uma das figuras centrais”. Para construir os arranjos, Alexandre Elias passou meses pesquisando e optou pela técnica dos samples. “Estamos usando tecnologia de ponta nessa área, misturei elementos dos arranjos originais, que são clássicos presentes na nossa memória afetiva, com ideias minhas e da direção, para chegarmos ao resultado final”, explica Alexandre.

Dance sem parar
A noite carioca fervia nos anos 70, quando a casa foi criada para inaugurar também o Shopping da Gávea. A cena disco estava explodindo em Nova York, mas ainda não tinha acontecido no Brasil. O Dancin´Days foi inaugurado em 05 de agosto de 1976 e marcou a chegada da discoteca no país. Lady Zu, Banda Black in Rio, Tim Maia, a pista da boate fervia. Na casa, se apresentaram nomes como Rita Lee (ainda com o Tutti-Frutti), Raul Seixas, Gilberto Gil. “Eu adoro dançar, eu adoro dança, tudo que se movimenta. E para dançar você precisa de música. E música boa é a junção perfeita. E não tem como o Dancin´Days não ter isso, é uma música muito boa, é a melhor. É um iluminismo!”, celebra Deborah.

Nada causou tanta sensação quanto o surgimento das Frenéticas. Contratadas inicialmente como garçonetes, elas também faziam uma breve apresentação durante a madrugada. O sucesso foi imediato: Leiloca, Sandra Pera, Lidoca, Edyr, Dhu Moraes e Regina Chaves logo abandonaram as bandejas e assumiram os holofotes. Elas foram o primeiro grupo contratado da multinacional Warner, que estava aportando no Brasil. O país inteiro cantou "Dancin´Days", "Perigosa", "O Preto que Satisfaz" (abertura da novela "Feijão Maravilha", da TV Globo), entre tantas outras.

“As Frenéticas foram obra do acaso e, claro, do talento de seis garotas que eram atrizes desempregadas, começaram como garçonetes do 'Dancin´Days' e, no fim da noite, cantavam quatro músicas. Foi um estouro! o Dancin lotava só para ver as Frenéticas, que se tornaram as rainhas da discoteca no Brasil”, aponta Nelson.

A boate funcionou por apenas quatro meses, pois o contrato era limitado ao período que antecedia a abertura do Teatro dos Quatro. Ela celebrava um Rio e um país que conseguiam ser livres, apesar da ditadura militar. A casa reunia famosos e anônimos, hippies e comunistas, todas as tribos com o único objetivo de celebrar a vida. O sucesso foi tamanho que a casa foi reaberta no Morro da Urca e inspirou a novela "Dancin´Days", de Gilberto Braga, que tinha a música homônima das Frenéticas como tema de abertura. O país inteirou "caiu na gandaia" e entrou na festa.

E foi justamente esta celebração que chegou a São Paulo no dia 15 de março. O espetáculo relembrará, até o próximo domingo, grandes clássicos da discoteca como "I Love the Nightlife", "You Make me Feel Might Real", "We Are Family’, "Y.M.C.A", "Stayin´alive", além de clássicos das Frenéticas e grandes sucessos nacionais da época, como ‘Marrom Glacê’, entre outros.

Ficha Técnica
Texto: Nelson Motta e Patrícia Andrade
Direção geral:  Deborah Colker
Direção Musical: Alexandre Elias
Coreografia: Deborah Colker e Jacqueline Motta
Cenografia e direção de arte: Gringo Cardia
Desenho de luz: Maneco Quinderé
Figurinos: Fernando Cozendey
Visagismo: Max Weber
Assistente de direção: Gustavo Wabner
Colaboração artística: Toni Platão
Produção de elenco: Cibele Santa Cruz
Produção geral: Joana Motta
Gerente de Produção Opus: Graziele Saraiva
Direção de Produção: Renata Costa Pereira e Edgard Jordão
Produção Executiva: Vanessa Campanari
Realização: Irmãs Motta e Opus
Patrocínio: MetLife e Alelo
Apoio: Unisys e ArcelorMittal

Serviço
Temporada: até domingo, 26 de maio

Ingressos:
Plateia baixa central: R$ 170
Plateia baixa lateral: R$ 150
Plateia alta: R$ 130
2º plateia alta: R$ 75
Balcão nobre: R$ 75

Sessão de sexta-feira, 24 de maio (preços especiais)
Inteira: R$ 75 / Meia: R$ 37,50 (em todos os lugares)

Horários:
Sexta-feira: 21h
Sábado: 17h e 21h
Domingo: 18h

Local:
Teatro OPUS (Av. das Nações Unidas, nº 4777 - Alto de Pinheiros/ 4o piso – Shopping Villa-Lobos)
www.teatroopus.com.br/
Classificação: 12 anos
Duração: 120m
Capacidade: 751 pessoas

Formas de pagamento: dinheiro e cartões de crédito e débito informadas no local de pagamento. Taxa de perda do cartão de estacionamento, será cobrado valor de estadia/ pernoite, conforme horas descritas nas tabelas. Tempo de tolerância de 15 minutos para self.

Bilheteria oficial - Sem taxa de conveniência
Local: Foyer do Teatro Opus - 4º andar - Shopping Villa-Lobos
Av. das Nações Unidas, 4777 - Alto de Pinheiros - São Paulo, SP.
De terça a domingo, das 12h às 20h
A Bilheteria do Teatro, no terraço do Shopping Villa-Lobos, abre somente em dias de espetáculos, a partir das 14h.

Outros pontos de venda - Com taxa de conveniência
Uhuu: www.uhuu.com

Formas de pagamento: Amex, Aura, Diners, dinheiro, Hipercard, Mastercard, Visa e Visa Electron

.: Trupe Irmãos Atada estreia espetáculo em homenagem a Shakespeare


O espetáculo inédito marca os 10 anos de existência da Trupe Irmãos Atada e será apresentado gratuitamente em diversas Fábricas de Cultura de São Paulo.

Respeitável público, amantes de Shakespeare e admiradores da arte circense, preparem-se para dar boas risadas com "Shakespeareando - A Jornada do Bobo", novo espetáculo da Trupe Irmãos Atada. 

Em 2019 a Trupe completa dez anos de história e pesquisa na arte da palhaçaria, e para comemorar, decidiu trazer à cena uma homenagem ao grande dramaturgo William Shakespeare, abordando de forma cômica suas tragédias. O espetáculo estreia no dia 23 de maio e será apresentado em cinco diferentes Fábricas de Cultura de São Paulo.

"Shakespeareando - A Jornada do Bobo" é a representação das tragédias de William Shakespeare ("Hamlet", "Macbeth", "Otelo" e "Romeu e Julieta") contadas por três palhaços em uma única história. Uma apresentação de Circo-Teatro que brinca com o onírico, com os personagens de uma ilusão criada pelo Meta-Teatro. Os palhaços interagem o tempo todo com público, colocando-os a par de suas histórias e pedindo auxílio para a resolução dos seus problemas.

No picadeiro, Anderson Spada, Denise Guilherme e Emerson Almeida se dividem em mais de 10 personagens. É a história é de Hamlet, não Macbeth, ou será Otelo? Parece que o Romeu também passou por aqui! Não importa, o importante é a brincadeira. E é brincando que os artistas e seus palhaços contam esta história. Que história? 



A história de um príncipe cheio de dúvidas que foi pedir ajuda para o seu amigo Macbeth, este por sua vez, encontrou-se com três bruxas que haviam feito um veneno poderosíssimo para um rapaz apaixonado chamado Romeu. E o Macbeth? Bom este não fica nem sabendo do pedido de ajuda, porque a carta que Hamlet mandou vai parar nas mãos de Otelo que é de outro Exército. Nossa que confusão! A única certeza é que todos os personagens fazem parte das histórias de Shakespeare, e que os palhaços, se acham perfeitamente capazes de interpretá-los, à maneira deles, é claro.

Fundada em 2009 pelos artistas Anderson Spada, Emerson Almeida, Paulo Ygar e Sandro Fontes, a Trupe Irmãos Atada realiza regularmente em seu espaço de criação encontros para treinamento e pesquisa da linguagem cômica, técnicas de circo e música. Atualmente seu repertório conta com os espetáculos "Fanfarria" (2018), "Los Atada" (2017), "Cabaré Atada" (2016), "Jacinto Numa Ilha" (2015), "Três Variando" (2013) e "Bang Bang à Pastelana" (2009), que já foram apresentados em diversas cidades e festivais de circenses, entre eles o Festival Nariz Vermelho, Festivale e Festival Paulista de Circo. A companhia também frequenta regularmente os encontros e convenções de Circo e Teatro, para trocar conhecimentos e aprimorar suas técnicas artísticas.

Ficha Técnica
Texto: Emerson Almeida (adaptação das peças de William Shakespeare).
Direção Artística: Cida Almeida
Direção Musical: Celio Colella
Elenco: Emerson Almeida, Denise Guilherme e Anderson Spada
Figurinos: Denise Guilherme
Adereços: Denise Guilherme e Bira Nogueira
Cenografia: Bira Nogueira
Criação de Luz: Giuliana Cherciari
Produção: Marina Mioni
Realização: Trupe Irmãos Atada
Fotos: Amanda Areias
Assessoria de Imprensa: Moretti Cultura e Comunicação




Serviço:
Onde: Fábrica de Cultura Itaim Paulista - Rua Estudantes da China, 500 - Itaim Paulista
Quando: 23 de maio, às 14h30
Onde: Fábrica de Cultura Cidade Tiradentes - Rua Henriqueta Noguez Brieba, 281 – Cidade Tiradentes

Quando: 30 de maio, às 14h30
Onde: Fábrica de Cultura Parque Belém - Av. Celso Garcia, 2231 - Belenzinho

Quando: 6 de junho, às 14h30
Onde: Fábrica de Cultura Sapopemba - Rua Augustin Luberti, 300 - Fazenda da Juta

Quando: 27 de junho, às 14h30
Onde: Fábrica de Cultura Curuçá - Rua Pedra Dourada, 65 - Jardim Robru

Quando: 28 de junho, às 14h30
Para Quem: Como o espetáculo por textos, indicamos para crianças de 06 a 100 anos. Mas a verdade é que circo é circo, e todos poderão se divertir com as peripécias e trapalhadas vividas pelos personagens.

Quanto: Entrada gratuita – Ingressos distribuídos com uma hora de antecedência.

Mais informações: 11 4304-6704 ou pelas redes sociais https://www.facebook.com/irmaosatada.circo e https://instagram.com/trupeirmaosatada

.: Lista de WhatsApp da Companhia das Letras informa sobre livros e literatura


Com o objetivo de tornar o contato com leitores cada vez mais próximo, o Grupo Companhia das Letras acaba de criar um novo canal de comunicação, via WhatsApp. 

Agora os leitores podem participar de uma lista de transmissão, por onde a editora irá compartilhar conteúdos sobre livros e literatura, além de novidades sobre lançamentos, eventos e notícias do mundo literário. Nada melhor do que uma boa conversa sobre livros, não é mesmo? Para receber as mensagens do grupo, basta enviar uma mensagem WhatsApp para o número (11) 94292-7189 informando seu interesse. 

Outra novidade é o "Socorro, Companhia!". Está com dificuldades para encontrar algum dos livros da editora ou tem dúvidas sobre os lançamentos? A Companhia das Letras pode ajudar pelo canal  Atendimento disponível pelo WhatsApp (11) 94292-7189 ou pelo e-mail socorro@companhiadasletras.com.br.

.: Intrínseca lança "O que aconteceu com Annie", de C. J. Tudor

Autora que conquistou o público com O Homem de Giz reúne em novo livro os melhores elementos do terror e do suspense


“Quando minha irmã tinha oito anos, ela sumiu. Na época, achei que não poderia haver coisa pior. E então ela voltou.”


Novo livro de C. J. Tudor, "O que aconteceu com Annie" é uma viagem ao lugar mais escuro de um passado que precisa ser esquecido. O romance de estreia da autora, O Homem de Giz, já vendeu mais de 80 mil exemplares no Brasil e figura nas listas de mais vendidos desde o lançamento. Com a mesma habilidade para criar personagens e ditar seu ritmo já demonstrada em O Homem de Giz, Tudor constrói uma trama extraordinária que mistura de forma brilhante elementos de um suspense psicológico perturbador e uma boa história de mistério.

A última coisa que Joe queria era voltar a Arnhill. A forma como tudo acabou — a traição, o suicídio, o assassinato — e o que aconteceu com sua irmã impossibilitavam qualquer desejo de retorno à sua cidade natal. Mas ele não teve escolha. A julgar pelo e-mail que recebeu, o que aconteceu com Annie está se repetindo. E só Joe sabe quem é o culpado.

Mentir para conseguir o emprego de professor na antiga escola em que estudou é a parte mais fácil. Encarar os amigos do passado, que não estão nem um pouco felizes de vê-lo novamente, enquanto evita os inimigos que fez tantos anos atrás, é mais difícil. Mas a pior das tarefas será voltar àquela mina abandonada onde tudo deu errado e sua vida mudou para sempre. Porque, para Joe, o pior não foi Annie ter sumido. Foi ela ter voltado.

Neste suspense de ares sobrenaturais, o leitor é carregado por reviravoltas sombrias que o deixam na expectativa até o fim. C. J. Tudor é presença confirmada na XIX Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, que acontecerá entre os dias 30 de agosto e 8 de setembro de 2019.

C. J. TUDOR nasceu em Salisbury e cresceu em Nottingham, Inglaterra, onde ainda mora com a família. Seu amor pela escrita, especialmente pelo estilo sombrio e macabro, surgiu logo cedo. Enquanto os colegas liam Judy Blume, ela devorava as obras de Stephen King e James Herbert. Ao longo dos anos, atuou em várias funções, como repórter, redatora, roteirista para rádio, apresentadora de televisão, dubladora, passeadora de cães e agora escritora.


O que aconteceu com Annie comprova que C. J. Tudor é a Stephen King do Reino Unido. Há medo em todas as páginas.
Daily Mail

O romance de estreia O Homem de Giz revela uma nova voz e um enredo assustador. O que aconteceu com Annie é ainda melhor.
The Washington Post


O QUE ACONTECEU COM ANNIE
Autora: C. J. Tudor
Tradução: Flávia Rössler
Editora: Intrínseca
288 páginas
Impresso: R$ 49,90
E-book: R$ 34,90

terça-feira, 21 de maio de 2019

.: Por que a última temporada de "GOT" gerou tantas críticas?


Por Mariana Mascarenhas*, em maio de 2019.

De final agridoce a episódios incoerentes, confira por que a temporada foi criticada de tal forma.


Chegou ao fim! Depois de oito anos de exibição nas telas da TV, uma das séries mais comentadas dos últimos tempos, "Game of Thrones" ("GOT"), teve seu último episódio exibido na noite do domingo,  19 de maio. Adaptação do livro de George R.R Martin, “Crônicas de Gelo e Fogo”, a série do canal HBO foi conquistando cada vez mais fãs à medida que uma nova temporada se anunciava, no decorrer dos últimos anos. Enquanto, nos EUA, por exemplo, a primeira temporada foi vista por, aproximadamente, pouco mais de 2 milhões de espectadores, a última (oitava) bateu recordes de audiência, com um público estimado em mais de 18 milhões de espectadores.

Todavia, embora muitos tenham vibrado e se emocionado ao longo dos anos, com acontecimentos inesperados durante toda a série, a última temporada, em especial o episódio final, gerou muito mais críticas do que elogios pelos fãs. Mal acabara o último episódio e já era possível ver uma extensa quantidade de comentários nas redes sociais, em que os internautas expressavam tamanha insatisfação com o desfecho da maioria dos personagens. Enquanto alguns lamentavam a monotonia e a falta de criatividade dos últimos acontecimentos, outros criticavam o desenvolvimento das cenas que, na opinião de alguns, se sucederam de forma muito rápida, como se o diretor estivesse prestes a colocar um fim a qualquer custo, além de diversos outros comentários.

Desde a sua primeira estreia, em 2011, "GOT" ascendeu de forma surpreendente sendo, até hoje, um dos poucos programas capazes de reunir milhões de espectadores, no mesmo horário, diante das telas da TV – considerando as infindáveis opções disponibilizadas na internet, atualmente, que permitem ao público assistir o que desejar no horário preferido. Talvez a série encerre uma era histórica marcada pela predominância da TV, considerando o público já consolidado desde o primeiro episódio.

Mas o que justifica tamanho sucesso? Muitas explicações já foram dadas, mas um dos fatores plausíveis é o próprio contexto de "GOT "em si. Ao contrário da maioria das produções televisivas e cinematográficas, que poupam os mocinhos e matam os vilões, "GOT" não poupou personagens importantes e queridos pelo público que morreram da forma mais brutal e inesperada possível. Embora seja considerada uma fantasia medieval, poderíamos dizer que a série trouxe realismo às cenas pelo desfecho que proporcionou a muitos personagens. Ninguém estava a salvo, o que sempre acabava gerando apreensão no público e talvez, seja, justamente, tal fator que acabou por contribuir para o sucesso da série.

Todavia, contrariando as últimas sete temporadas, a oitava temporada de "GOT", embora tenha causado certa apreensão no público, optou por um desfecho mais ameno, em que os principais personagens saíram ilesos no final. A começar pelo terceiro episódio, que exibiu uma das batalhas mais esperadas de toda a série: a luta contra os caminhantes brancos e o temido Rei da Noite. Pelo histórico de "GOT", muitos espectadores já se preparavam para dar adeus a personagens queridos, mas, não foi o que ocorreu, o bem venceu o mal e nenhum deles foi morto. Classificado por alguns como algo previsível, o episódio também foi criticado pelo rápido fim dado ao Rei da Noite, já que se tratava de um dos papéis mais poderosos de toda a série, o qual era muito temido pelas demais personagens desde a primeira temporada.

O professor doutor Jack Brandão, diretor do Centro de Estudos Imagéticos CONDÉS-FOTOS Imago Lab, que estuda e pesquisa imagens há mais de 30 anos, comentou a respeito. “Nós somos seres iconotrópicos; desde pequenos somos cercados de imagens por todos os lados e necessitamos consumi-las mais e mais. À medida que esse consumo amplia, vamos estabelecendo diversas construções e relações imagéticas que se fortalecem graças ao nosso acervo de imagens que vamos adquirindo ao longo da vida”. Brandão chama tal acervo de iconofotológico e ressalta que ele é essencial para as construções imagéticas que fazemos. “Essas construções não acontecem de um dia para o outro, elas são resultado de um processo que vai se consolidando ao longo do tempo. Por isso mesmo, quanto maior for esse processo de construção, mais difícil será sua desconstrução”.

Baseando-se nas considerações do pesquisador, podemos fazer, então, uma análise não somente das críticas ao desfecho do Rei da Noite, como também das críticas direcionadas para a morte das personagens Cersei e Daenerys que, na visão de muitos, aconteceram de forma rápida e simplória. Todas as três personagens foram construídas ao longo de quase uma década e, conforme cada temporada se sucedia, era mais nítido o poder de cada uma. Sendo assim, o público foi criando expectativas para um desfecho que ocorresse à altura da construção de tais personagens, de modo que cada um morresse após momentos de muita tensão diante das dificuldades em matá-los.

Não foi o que houve. O Rei da Noite foi morto em segundos pela Arya, que lhe cravou uma adaga, sem ao menos uma luta, a Rainha Cersei, que chegou a explodir o Grande Septo na sexta temporada, matando a todos que lá estavam, nada fez no penúltimo episódio, enquanto Daenerys queimava Porto Real com seu dragão, até este destruir o castelo de Cersei e ela morrer soterrada.

Quanto a Daenerys, que foi taxada de louca por queimar toda Porto REAL após a rendição dos inimigos – embora haja tal coerência em seu ato, diante da sua obsessão em tomar o Trono de Ferro, a qual foi ganhando força ao longo das temporadas –, muitos aguardavam que ela fosse morta pelo seu amante Jon Snow. Todavia, não da forma como se sucedeu: ele simplesmente fingiu lealdade a ela e a apunhalou enquanto a beijava. Muitos viram incoerência em tal cena, considerando que ela estava ciente de que Snow também teria direito ao trono e já estava chateada com ele, por ter contado a respeito para suas irmãs.

Enfim, todas as reações a tais acontecimentos demonstram como, por mais que a desconstrução possa ocorrer, ela precisa ser muito bem trabalhada, pois, se não tiver à altura da construção imagética, jamais repercutirá o mesmo efeito. Ainda, segundo a análise do professor, podemos entender tal afirmação também nas críticas ao fato do personagem Bran ter se tornado o Rei dos Sete Reinos. Muitos espectadores esperavam que Jon Snow assumisse tal posto, o que não ocorreu, até mesmo pela própria construção feita desde o começo da série com todos os indícios que o levavam a tal destino. Mais uma vez a desconstrução ocorrida, interrompendo toda uma trajetória ao longo da série, não agradou a muitos.

Também podemos dizer que essa última temporada foi marcada pelo final feliz, já que, embora Snow não tenha se tornado rei, as principais personagens da família Stark tiveram um desfecho satisfatório. Mais uma vez, a série descontrói a sucessão de desfechos trágicos que prevaleceram em todas as temporadas anteriores. Para o Prof. Dr. Jack Brandão a escolha por tal final pode estar relacionada ao fato de como os protagonistas já conquistaram o público durante todo esse tempo. “Muitas vezes, nós nos projetamos no protagonista, torcemos por ele, sofremos com ele e nos emocionamos com sua vitória. Isso porque, como em uma leitura de um romance, por exemplo, abandonamos nosso próprio ‘eu’ para viver o eu do narrador”.

De acordo com o pesquisador, algo semelhante não vemos, por exemplo, nos noticiários, em que devido ao excesso de imagens trágicas, perdemos inclusive a compaixão. “O mundo real já está repleto de problemas e não há, infelizmente, o que fazer… Não se pode, porém, dizer o mesmo do mundo fictício, nele sempre há espaço para um final feliz; torna-se, portanto, nossa válvula de escape do mundo real”, ressalta Brandão.

Outra crítica levantada por muitos fãs foi o fato da série ter seguido o próprio caminho, não sendo completamente fiel aos livros, embora ainda faltem duas obras a serem lançadas. Segundo Brandão, é praticamente impossível que longas baseados em filmes agradem a todos os seus espectadores. “Quando nós lemos uma obra, nós a interpretamos com base em nosso próprio acervo iconofotológico, ou seja, trazemos nossas experiências para aquele momento. Ocorre então uma quebra da relação sujeito-autor-objeto, pois, a partir de então, o leitor passa a ser o sujeito da obra. Dessa forma, um mesmo livro pode gerar diversas interpretações distintas em seus leitores, incluindo o diretor do filme” ressalta o pesquisador.

Para o professor, ao trazer suas experiências para a obra, cada leitor faz uma construção imagética diferente. "Isso sem contar que, além do acervo do diretor, ele pode acrescentar elementos externos propositadamente com o intuito de atingir o público por meio do filme”, ressalta.

Mas nem só de críticas se constituíram a análise do último episódio que contou com momentos memoráveis, talvez de toda a série, como a cena em que Drogo, o dragão de Danaerys, ao vê-la morta, ao invés de cuspir fogo em Jon Snow que a matara, destrói o Trono de Ferro ciente de que o que a matou foi a ganância pelo poder que permeou toda a série. Um momento aclamando pela maioria.

Enfim, problemas e críticas à parte, "GOT" já é considerada uma das séries que fez história durante oito anos de sua exibição ao trazer temas tão fortes e ao mesmo tempo presentes na sociedade. Certamente contribuiu para aprimorar e aguçar a visão crítica de muitos. Gostando ou não, é impossível sair ileso a "GOT".

Mariana Mascarenhas* é jornalista, mestre em Ciências Humanas, comentarista de televisão, teatro e cinema.

.: "Uma Furtiva Lágrima" é o novo livro de Nélida Piñon

Em seu novo livro, "Uma Furtiva Lágrima", a escritora Nélida Piñon deixa de lado a persona da ensaísta e romancista para dar vazão a uma escrita intimista, em uma verdadeira ode à liberdade criadora. A obra é lançada pela editora Record no ano em que se completam três décadas de sua eleição para a Academia Brasileira de Letras.


Um diagnóstico médico equivocado serviu de centelha para "Uma Furtiva Lágrima", nova obra de Nélida Piñon, que chega às livrarias pela editora Record. A sentença, que viria a ser desmentida, precipitou uma série de reflexões sobre sua trajetória, seu processo criativo e suas influências. A romancista e ensaísta dá voz a quem ela própria designa Nélida, que transcende a da escritora Nélida Piñon. 

Ela assume, assim, autoria plena para guiar o leitor pelos caminhos de seus pensamentos e de seu coração. “É um encontro histórico entre o mundo de fora e o meu mundo. Neste livro, falo muito sobre o mistério da fé, sobre os dissabores, os assombros amorosos e as conjunturas políticas, mas as conjunturas num sentido quase grego”, descreve a escritora. 

A autora foi a primeira mulher a presidir a instituição, Nélida coloca em perspectiva toda uma vida devotada às artes. O livro é dedicado postumamente ao mascote Gravetinho, o pinscher que a acompanhou por mais de uma década.

"Uma Furtiva Lágrima"
Nélida Piñon
320 páginas | R$ 49,90
Editora Record | Grupo Editorial Record

.: “Dedicated”: novo álbum de Carly Rae Jepsen disponível nas plataformas

A cantora e compositora Carly Rae Jepsen, indicada aos prêmios GRAMMY, Juno e Polaris, lançou seu novo álbum, “Dedicated”.  Com a participação duo americano Electric Guest, e um repertório de 15 faixas, o projeto já está todas as plataformas digitais. 

Desde o final de 2018, a  cantora vem apresentando o repertório do novo trabalho, com as músicas “To Much”, “Julien”, “Now That I Found You”, “No Drug Like Me” e “Party For One”, Carly é reconhecida por seu hit mundial “Call Me Maybe”, que chegou à 1ª posição nas paradas do iTunes Singles em 47 países e foi reconhecido com certificado de diamante nos Estados Unidos. O videoclipe da canção conta com mais 1.1 bilhão de visualizações. Relembre: 


Carly Rae Jepsen - “Call Me Maybe”

.: “Um Samba Merece Respeito”: Luiz Ayrão convida Diogo Nogueira e Alcione

Após uma década longe do mercado fonográfico, Luiz Ayrão, compositor de sucessos como “Os Amantes”, “Bola Dividida”, “Porta Aberta”, “Lencinho”, “Ciúme de Você”  e “Nossa Canção” (as duas últimas eternizadas na voz de Roberto Carlos), comemora 50 anos de carreira com o lançamento de “Um Samba de Respeito”, álbum de sambas autorais e inéditos, que será distribuído pela Universal Music nas plataformas digitais.

Luiz Ayrão contou com um time de primeira linha para acompanhá-lo neste trabalho. Hoje, é apresentado o segundo single, “Um Samba Merece Respeito”, com a colaboração de Diogo Nogueira e Alcione. No último dia 10, chegou às plataformas digitais a primeira música, “Tentação do Malandro”, que conta com as participações de Zeca Pagodinho e Zeca Baleiro. 

Além dos “Zecas”, Alcione e Diogo Nogueira, também fazem parte do projeto Péricles, que divide com Ayrão “Oxitocina”; Xande de Pilares, que interpreta “No Cravo e na Ferradura”; o grupo Demônios da Garoa, que participa no samba “Fina Ironia”; Toninho Geraes, que está em “Pétalas de Rosa”, além de Monarco, que presenteia o amigo com a única faixa não autoral, “Pobre Passarinho”, que o veterano sambista compôs para Ayrão. O álbum completo estará disponível próximo dia 24 de maio, em todas as plataformas digitais.

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