A programação conta com eventos pagos e gratuitos. Haverá shows de burlesco no Zoom e papo com artistas como Natascha Falcão e Eber Inácio.
O Festival Yes, Nós Temos Burlesco (YNTB) chega à sexta edição com homenagem ao samba-enredo "O Amanhã". Contemplado pela Lei Emergencial Aldir Blanc, o festival de arte burlesca será inteiramente online, com shows ao vivo de artistas do Brasil e América Latina.
Como será o amanhã? A pergunta imortalizada pelo samba-enredo "O Amanhã", da União da Ilha, é o ponto de partida desta edição. A comunidade burlesca se recusa a sucumbir à sombra do distanciamento e traz uma programação 100% online, de 10 a 13 de março, com alguns dos maiores nomes do burlesco no Brasil e na América Latina.
A programação conta com eventos gratuitos e pagos. São shows, workshops, encontro virtual com artistas e rodas de debate. Ingressos e informações estão no site yesnostemosburlesco.com. É possível adquirir passes unitários, combos, e até mesmo um "full pass" que dá acesso livre a todo o conteúdo do festival.
Contemplado pela Lei Emergencial Aldir Blanc, o YNTB mostra que a arte da burla está profundamente enraizada na nossa cultura - agora, mais do que nunca, pela força da transformação política. Protagonizado por sujeitos diversos e fora de padrões sociais impostos, o burlesco parte de um lado obscurecido (e constante) nas artes cênicas e no teatro.
O ponto alto do festival são as três noites de gala, ao vivo pelo Zoom. As estrelas burlescas refletem sobre a construção do amanhã - mesmo nas condições mais adversas, o burlesco sempre escreveu história com corpos, desbunde e revolução. Foi com essa premissa que o artista burlesco DFenix, fundador do festival, fez um aceno ao samba da Ilha do Governador, seu bairro de origem.
"Sou insulano e suburbano com muito orgulho. E essa pergunta levantada pelo samba da União da Ilha está no coração de toda a classe artística brasileira nesse momento tão difícil. Afinal, como será o amanhã? Nós vamos desenhar o amanhã", reflete DFenix.
Fundadora do YNTB, a artista burlesca Miss G. conta que a edição 2021 assume profundamente seu caráter online e cibernético. A atmosfera de futuro da experiência digital se combina a uma grande reverência ao passado. "Estamos fazendo 100 anos dos anos 1920, que foram tão revolucionários. Estamos de olho no futuro, mas reverenciamos os ícones do nosso passado, reconhecemos a história que nos circunscreve. Hoje, são os nossos corpos e carnes que são revolucionários", analisa Miss G.
As três noites de show Nesta quintas-feira, dia 11, às 20h, o show "As Feiticeiras" terá Aline Esha, Miss G., Volúpia, Ewa, Viúva Negra, La Luna Lucyfear e Anita Malcher. A mestre de cerimônia é Miranda Lebrão.
Sexta-feira, dia 12, "As Furiosas" conta com performances de Chayenne F., Niixe, Nox, Lídia Café da Manhã, Déborah Black, Fairy Adams, Sweetie Bird e Ginger Moon - apresentadas por Maybe Love e Linda Mistakes.
Sábado, no dia 13, o show "O Amanhã" terá DFenix, Henrique Saidel, Sete de Ouros, Ma.Ma. Horn, Dark Cinnamon, Lírio Negro, Ruby Hoo e Emme Blanche. A apresentação é de Juana Profunda.
Diálogos e capacitação Em 2021, o YNTB reafirma seu protagonismo no burlesco brasileiro e desenha um futuro possível por meio de capacitação profissional. Estudantes bolsistas de diversas áreas do conhecimento estão recebendo aulas online dos fundadores do festival e acompanhando todos os bastidores do evento. O objetivo é preparar novos produtores e realizadores e amplificar as vozes desse gênero artístico no país.
As pontes de diálogo com a cultura não se encerram aí. Serão realizados bate-papos gratuitos com artistas de múltiplas expressões e identidades. As transmissões serão pelo YouTube e gratuitas. No dia 11, o assunto será "Burlesco e educação". O tema do dia 12 é "Abaixo à quarta parede", e terá participação da atriz e cantora Natascha Falcão e do ator Eber Inácio, da trupe do Buraco da Lacraia. Por último, no dia 13, a pauta é "Burlesco, Queers, Kings e Queens" - entre os participantes estão a artista e pesquisadora Maria Lucas, o diretor e dramaturgo Fabiano de Freitas, e o drag king e escritor Vicente Van Goth (Puri Matsumoto).
Workshops Como já é tradição no YNTB, uma agenda de workshops abre possibilidade de treinamento para artistas da burla que querem aperfeiçoar truques e manobras. A paulista Jelly Bunny ministra o workshop "Bumps and grinds: batida e rebolado". A paraense Anita Malcher fica à frente da oficina "A dança com leques: um ABC para aflorar a criatividade burlesca". O gingado carioca fica por conta da fluminense Ewa, que dá a aula "De passo em passo: sambando na cara da sociedade".
Serviço Festival Yes, Nós Temos Burlesco 2021 Festival online Eventos pagos e gratuitos Venda de ingressos e programação completa em yesnostemosburlesco.com
Shows ao vivo no Zoom (Ingressos para os shows a partir de R$ 25) Quinta-feira, dia 11 de março, às 20h - As Feiticeiras Sexta-feira, dia 12 de março, às 20h - As Furiosas Sábado, dia 13 de março, às 20h - O Amanhã
Bate-papo (Gratuitos, com transmissão pelo YouTube do YNTB) Sexta-feira, dia 12 de março, às 11h - "Abaixo à Quarta Parede" Sábado, dia 13 de março, às 11h - "Burlesco, Queers, Kings e Queens"
Andre Marques apresenta a nova temporada do "No Limite". Márcio Garcia assume a próxima temporada de "The Voice Kids". Foto: Globo/João Miguel Júnior
Um grupo de pessoas em um ambiente inóspito. Recursos limitados. E uma série de desafios que vão além da convivência. O resultado desta aventura o público poderá conferir em "No Limite", que ganha nova temporada em 2021 na Globo. Isolados em uma praia deserta, participantes de edições anteriores do "Big Brother Brasil" irão viver situações que exigem coragem e resistência física ao máximo. E no comando desse jogo de agilidade e garra, um nome já conhecido pelo público: Andre Marques será o apresentador da nova edição do reality. Para Andre, apresentar o jogo de agilidade e garra é mais que um desafio, é um passo importante em sua trajetória profissional.
“É uma grande responsabilidade, um super convite, e estou muito honrado de ter sido escolhido para comandar o 'No Limite', porque amo demais o que eu faço. Agradeço a confiança e esse presentão que recebi. Acompanhei e era muito fã do programa, então sei bem o tamanho desse desafio. Vi a animação do público com o anúncio e posso dizer que estamos igualmente animados com a nova temporada. E aviso: teremos muitas novidades pela frente. Vou passar o bastão do 'The Voice Kids' com muito carinho para o novo integrante da família. Bem-vindo, meu parceiro Marcio", celebra Andre Marques.
Divididos em grupos, os participantes do "No Limite" irão competir por recompensas e imunidade, na tentativa de chegar até a final, com disputa individual pelo grande prêmio. Os ex-brothers terão seus limites testados ao extremo em provas que envolverão raciocínio, agilidade e resistência. E ainda terão que lidar com a escassez de recursos para sobreviver em um ambiente inóspito.
“A animação do público e dos fãs e o carinho com que o anúncio foi recebido foram surpreendentes. Agora, além de spoilers do 'BBB', já começaram a me cobrar novidades sobre o ‘No Limite’. A única coisa que posso dizer é que o entusiasmo é mútuo”, conta Boninho, diretor de gênero da Globo, sobre a expectativa para a volta do programa que despertou a paixão dos brasileiros por reality shows.
Com direção de LP Simonetti e Angélica Campos, "No Limite" é mais uma parceria da Globo com a Endemol Shine Brasil, com base no "Survivor", um formato original de sucesso. "Estamos muito felizes com esta co-produção com a Globo para trazermos de volta o 'No Limite' ('Survivor'), o programa que fez história como o primeiro reality feito no Brasil, um segmento de entretenimento que hoje se estabelece como paixão nacional. Achamos excelente a ideia da Globo de unir dois dos maiores formatos do mundo em um único conteúdo", diz Juliana Algañaraz, CEO da Endemol Shine Brasil.
Projeto Multiplataforma As aventuras de "No Limite" estarão presentes também no Multishow, que exibirá reprises dos episódios. O canal terá ainda um spin-off exclusivo com os eliminados de cada semana, que falarão sobre a experiência e os desafios do reality. Gshow e Globoplay também fazem parte do projeto, com conteúdos exclusivos, ações nas redes sociais, destaques, melhores momentos e interação com o público.
Com Andre Marques à frente do "No Limite", Marcio Garcia passará a apresentar a próxima temporada de "The Voice Kids". “Estou muito feliz com o convite para apresentar a próxima temporada do 'The Voice Kids'. Adoro crianças e vou matar um pouco das saudades do 'Gente Inocente'. Trabalhar com jovens talentos é fascinante, então será um prazer enorme estar nesse programa. Diretamente do 'Tamanho Família' para a família 'The Voice'. E desejo toda sorte do mundo nessa nova aventura do meu parceiro Andre”, comemorou Marcio Garcia.
Silvio Santos fala com exclusividade sobre suposta dívida de Nelson Rubens. Foto: Divulgação/RedeTV!
Enquanto tomava a segunda dose da vacina contra a covid-19, em São Paulo, Silvio Santos aproveitou o microfone do TV Fama para mandar um recado ao apresentador Nelson Rubens. “Diz a ele que nós estamos em 2021 e ele ficou de me pagar o que me deve. Toda hora me dá uma desculpa. Quero o dinheiro que ele me deve, desde o tempo da Rádio Nacional, quando ele trabalhava comigo”, disse o dono do SBT, sem rodeios.
Ao ser questionado se o genro Alexandre Pato, casado com Rebecca Abravanel, seria um bom apresentador de televisão, Silvio reconheceu as qualidades do jovem apenas dentro de campo. “O Pato ele é um bom jogador de futebol, mas só joga com uma bola, com duas ele não joga, porque até agora a minha filha não engravidou”, disparou. Ainda no bate-papo exclusivo com o TV Fama, Silvio fez mistério sobre a rotina durante a quarentena. “Não posso falar (o que fiz), você vai ver daqui a nove meses o que pode acontecer”, brincou. O "TV Fama" vai ao ar às 21h30, na RedeTV!.
A partir de 11 de março, site vai disponibilizar, gratuitamente, acervo das sete edições da Mostra, além de conteúdo inédito, com espetáculos, entrevistas e oficinas; programação reúne nomes como Simon McBurney, Ntando Cele e Romeo Castellucci
Espetáculo Black Off - Ntando Celé (África do Sul) - MITsp 2017 | Foto: Guto Muniz
A MITsp - Mostra Internacional de Teatro de São Paulo lança, no dia 11 de março, a MIT+ (mitmais.org), uma plataforma virtual de pesquisa e experiência em artes cênicas. De forma gratuita e acessível, o site irá disponibilizar materiais de acervo das sete edições da MITsp, além de conteúdo exclusivo, como espetáculos inéditos, entrevistas e oficinas.
A MIT+ se soma à diversidade de ações da MITsp, festival idealizado por Antonio Araújo e Guilherme Marques – respectivamente diretor artístico e diretor geral de produção. Desde sua primeira edição, em 2014, a mostra é referência na cena teatral brasileira, reunindo artistas emergentes e consagrados. Com a plataforma, a MITsp inaugura mais um eixo, rompendo barreiras geográficas e permitindo que pessoas de todo o país tenham acesso a conteúdos exclusivos de forma democrática.
O desejo de ampliar a relação com o público foi justamente o que inspirou a criação da MIT+. “Unimos a vontade de ter um canal direto com as pessoas com a vontade de disponibilizar o conteúdo extenso e significativo do acervo da MITsp”, explica Natália Machiavelli, idealizadora e diretora da plataforma. “O começo do projeto foi em 2016, mas virou realidade somente em 2020, a partir da crise do novo coronavírus, em que as salas teatrais foram fechadas como medida de contenção da disseminação da doença.”
Programação: Para a estreia, no dia 11 de março, a MIT+ apresentará uma programação inteira gratuita, com vídeos de mais de 20 atividades que aconteceram nas sete edições da MITsp, além de conteúdos inéditos: seis espetáculos e performances, três entrevistas, três aberturas de processos artísticos, quatro workshops, uma residência artística e duas mesas de debate.
A sul-africana Ntando Cele, um dos destaques da MITsp 2017, é a Artista em Foco dessa programação. Ela fará um workshop e uma residência artística, participará de uma mesa e apresentará dois espetáculos, o inédito “Go Go Othello” e “Black Off”, que esteve na mostra há quatro anos. Além disso, a plataforma contará com um acervo de palestras e entrevistas sobre o trabalho da artista, que transita entre diversas linguagens (performance, música e videoinstalação) para debater questões como identidade e preconceito.
O material de acervo traz ainda trabalhos como a palestra-performance “Descolonizando o Conhecimento”, da portuguesa Grada Kilomba, e debates como o encontro com a socióloga Patricia Hill Collins, uma das maiores pensadores sobre feminismo e gênero na comunidade afro-americana.
Esse material não apenas passeia pela história da Mostra, mas também dialoga com os conteúdos exclusivos. É o caso do italiano Romeo Castellucci, cujo espetáculo “Sobre o Conceito de Rosto no Filho de Deus” abriu a primeira edição da MITsp. A plataforma reúne debates e encontros ocorridos naquela época e uma entrevista inédita com o encenador.
Já o inglês Simon McBurney, da companhia Complicité, que esteve no festival em 2014, apresenta agora o espetáculo “The Encounter”, em que faz uma viagem imersiva pela Amazônia, por meio de diversas tecnologias de som.
Os conteúdos serão alimentados constantemente, com produções diversas do Brasil e do mundo. Para ter acesso à programação exclusiva, o público poderá fazer seu cadastro gratuito no site. Muitos materiais serão acessíveis, com audiodescrição, Libras e legendas. O objetivo da MIT+ é se tornar uma plataforma inclusiva e ampliar o acesso à produção teatral.
A curadoria: Sempre em diálogo com o presente, a curadoria da MITsp agora reflete a situação de pandemia que o mundo enfrenta. Um cenário caótico e trágico, com agravamento de casos em todos os locais, lembra Antonio Araújo.
"Por isso, a programação do nascimento da plataforma virtual MIT+ começa pela ideia de transitar entre os dois eixos: doença e cura, trabalhando o pensar, o experimentar, o voltar a imaginar a possibilidade de cura e a cura não só da doença, mas da cura na reaproximação das pessoas, na possibilidade do encontro, do toque, do olho no presencial", destaca.
É nesse sentido que a curadoria reforça a importância do encontro (ainda que virtual), da troca de saberes e de experiências. A plataforma mantém os princípios da MITsp, dando grande importância para as ações pedagógicas e reflexivas. Mas agora expande esse trabalho, oferecendo oficinas abertas ao público geral, não apenas voltada para artistas. “Podemos destacar, neste lançamento, os workshops de cura com Tania Alice, além de Ntando Cele, e outras artistas que estão para serem confirmadas”, finaliza o diretor artístico.
Outro foco da programação é pensar nos impasses decoloniais nas artes cênicas. Refletindo sobre o histórico da MITsp e as recentes discussões na arte, a curadoria da MIT+ joga luz sobre atividades ocorridas na mostra, que debateram esse assunto, e trabalhos que problematizam a nossa formação colonialista e realçam outras formas de compreender o mundo e as artes.
Realização: A MIT+ é um eixo da MITsp - Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, que tem como realizadora e gestora a Olhares Instituto Cultural, uma associação sem fins lucrativos. O projeto tem o patrocínio da Asus e o apoio do British Council, Pro Helvetia e Instituto Italiano de Cultura de São Paulo e foi contemplado pelo Programa de Ação Cultural - ProAC Expresso Editais - da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, via Lei Federal Aldir Blanc de apoio à cultura.
Sobre a MITsp: A MITsp - Mostra Internacional de Teatro de São Paulo é um festival idealizado por Antonio Araújo (diretor artístico) e Guilherme Marques (diretor geral de produção) e que teve sua primeira edição em março de 2014. Logo de início, trouxe à capital paulista uma experiência de imersão no mundo das artes cênicas, promovendo a produção cultural em todas as suas áreas.
Além da Mostra de Espetáculos – que trouxe, em suas sete edições, nomes de peso como o polonês Krystian Lupa, o francês Joël Pommerat, a espanhola Angélica Liddell, o russo Yuri Butusov, o libanês Rabih Mroué, o suíco Milo Rau e o português Tiago Rodrigues –, a MITsp desdobra suas atividades nos seus demais eixos: Olhares Críticos, série de encontros reflexivos e publicações; Ações Pedagógicas, com residências, oficinas e intercâmbios, e MITbr – Plataforma Brasil, que se consolidou como um importante programa de internacionalização das artes cênicas brasileiras. A plataforma MIT+ inaugura um novo eixo, que expande as barreiras geográficas e o acesso à mostra.
Tesouradas, alfinetadas, humor e ironia de volta no "Vale a Pena Ver de Novo". A partir do dia 29, "Ti Ti Ti" divide a faixa com as emoções finais de "Laços de Família", nesta ordem de exibição. Foto: Globo/Divulgação
Uma trama ágil e irreverente, temperada por elementos do folhetim que nunca saem de moda, como romance, intrigas, suspense e muito humor. Por essas e outras qualidades, "Ti Ti Ti", novela de Maria Adelaide Amaral e direção de núcleo do saudoso Jorge Fernando, há tempos é pedida pelo público para ser reexibida na TV Globo.
A partir do dia 29, no "Vale a Pena Ver de Novo", vai ser possível rever a história da grande rivalidade entre André Spina/Jacques Leclair (Alexandre Borges) e Ariclenes Martins/Victor Valentim (Murilo Benício), que extrapola as fronteiras da vila do Belenzinho, em São Paulo, e invade as passarelas do glamoroso mundo fashion. Na primeira semana, a novela divide a faixa com as emoções finais de 'Laços de Família', nesta ordem de exibição. A partir do dia 05 de abril passa a ocupar toda a faixa.
Exibida originalmente entre julho de 2010 e março de 2011, 'Ti Ti Ti' mistura núcleos da primeira versão da novela de mesmo nome, exibida em 1985, com tramas de "Plumas & Paetês", de 1980, além de incluir personagens clássicos de outras novelas de Cassiano Gabus Mendes, e traz a participação de atores que foram marcantes e recorrentes na trajetória do autor, como Luis Gustavo no papel do inesquecível detetive Mário Fofoca, da novela "Elas por Elas".
Nesta grande homenagem a Cassiano Gabus Mendes, que a trouxe para a TV Globo em 1990 para escrever com ele a novela 'Meu Bem Meu Mal', Maria Adelaide escolheu 'Ti Ti Ti' como a trama principal de sua história, pois queria abordar o fascinante universo da moda, com o qual tem afinidade desde 1993, quando escreveu uma peça de teatro sobre Coco Chanel. Para retratar o mundo fashion na novela, contou com a consultoria de nomes importantes do meio, como Costanza Pascolato e Glória Kalil. "Sem dúvida o maior desafio nesse trabalho foi repetir o sucesso da versão original, atualizar e renovar a trama de 'Ti Ti Ti', mantendo o espírito da novela de Cassiano Gabus Mendes. O autor sempre trabalha esperando um retorno positivo de sua obra, mas eu não imaginava que o êxito seria tão grande", conta a autora, que teve Vincent Villari, seu parceiro na autoria de suas últimas novelas, como principal colaborador em Ti Ti Ti.
Alexandre Borges e Murilo Benício interpretam, respectivamente, Jacques Leclair e Victor Valentim, célebre dupla de estilistas rivais que continua viva no imaginário afetivo das pessoas após mais de 30 anos da versão original. André e Ariclenes - seus nomes verdadeiros - nasceram na mesma vila do bairro do Belenzinho, zona leste de São Paulo, e são inimigos de infância: sempre disputaram brinquedos, amigos e garotas. E a rivalidade só se acentua quando os dois conquistam seus espaços no mundo da moda.
Os atores estão animados com a volta da novela, que consideram um dos trabalhos mais marcantes da carreira. "Acompanhei a primeira versão da novela, com atores ícones no elenco, e poder ter a oportunidade de participar da segunda versão dessa trama tão divertida foi incrível. A gente tinha uma troca muito legal com o Jorge Fernando, que foi essencial para a construção do Jacques Leclair, um sucesso entre o público e com certeza um dos principais papéis na minha carreira. Ver o carinho e atenção das pessoas ainda lembrando dele até hoje é demais!”, celebra Alexandre Borges.
Murilo Benício também enaltece as parcerias que firmou ao longo da novela, especialmente com Alexandre. "Esse trabalho foi a minha terceira parceria com o Jorge Fernando, e tive a oportunidade de atuar com o Alexandre Borges, que é dessas pessoas que a gente tem vontade de ter em todo projeto, muito companheiro e um profissional que torce por você, a essência que todo ator deveria ter. O clima nos bastidores era de muita festa. O elenco inteiro entrosado e se divertindo do começo ao fim", relembra Murilo.
A vida de Victor Valentim é marcada por Cecília (Regina Braga), uma senhora maltrapilha que faz com que ele se transforme no estilista espanhol graças às roupinhas de boneca feitas por ela. Victor é separado de Suzana (Malu Mader), por quem continua apaixonado e com quem teve seu único filho, Luti (Humberto Carrão). Já Jacques Leclair vive com a tia Júlia (Nicette Bruno) e os quatro filhos: Pedro (Marco Pigossi), Valquíria (Juliana Paiva), Mabi (Clara Tiezzi) e Lipe (Davi Lucas).
Personagens femininas importantes fazem parte da trajetória dos estilistas ao longo da trama. Claudia Raia viveu um dos papéis de maior destaque. Jaqueline é uma perua intensa, trágica e cômica, dona de um estilo extravagante, embora jamais inadequado. Ao conhecer Jacques Leclair, ela se apaixona por ele e se separa do marido Breno (Tato Gabus Mendes), com quem tem uma filha, Thaísa (Fernanda Souza). Jaqueline o ajuda a transformar sua marca em grife e faz tudo por Jacques, mas ele não a corresponde da mesma forma e inventa diversas desculpas para não se casar com ela.
Durante a novela, Claudia precisou mudar o visual várias vezes - foi em "Ti Ti Ti" que ficou loira pela primeira vez - e seus figurinos sempre chamavam a atenção. "Eu adorei isso porque fui muitas personagens em uma mesma novela. Jaqueline é muito querida por mim e pelo público, ela é sempre muito lembrada. Era uma mulher completamente destrambelhada e o público se divertia muito com o jeito dela", afirma Claudia.
Outra personagem importante na trama é Marta, vivida por Dira Paes. Ela namorou Jacques na juventude, certa de que se casariam. Quando ele decidiu se tornar um estilista, foi Marta quem costurou suas primeiras roupas, revelando-se uma costureira talentosa e refinada. Até o dia em que ele a abandonou para se casar com uma jovem rica e sua decepção foi imensa. Viúva de um homem bem mais velho, tem três filhos - Amanda (Thaila Ayala), Ângelo (Julio Oliveira) e Gabriela (Carolina Oliveira) - que sustenta costurando para as vizinhas.
Além de levar uma rotina sem alegrias, a personagem carrega um segredo por toda a vida. "A trama da Marta é muito interessante. É uma mulher que desistiu do amor porque o primeiro não deu certo. Acho que ela passa a não acreditar mais no amor e com isso não consegue ser feliz. No final teve um acerto de contas entre ela e o Jacques que para mim foi uma das cenas mais importantes da trama", recorda.
Como em toda boa novela não pode faltar uma vilã, Clotilde, vivida por Juliana Alves, cumpre muito bem a função e é uma das personagens de maior importância na carreira da atriz até hoje. Secretária no ateliê de Jacques Leclair, ela se faz de moça de firme caráter e com um jogo eficiente consegue fazer o sedutor se apaixonar como nunca antes. "A Clotilde chega no ateliê como uma figura pacata, inofensiva e aos poucos vai revelando a eficiência, ganhando a confiança do Jacques Leclair e mostrando como ela é importante naquele lugar. Ele vai se envolvendo e ela cada vez mais armando para tirá-lo da Jaqueline. O desenho da personagem até chegar na vilania, com um humor sempre presente, é muito interessante. Foi minha primeira antagonista, ela circulava por vários núcleos para armar as situações, um papel muito rico", enaltece Juliana.
Além do arco principal de "Ti Ti Ti", outra trama tinha grande espaço e fez bastante sucesso: o triângulo amoroso formado por Marcela (Isis Valverde), Edgar (Caio Castro) e Renato (Guilherme Winter), uma das histórias de 'Plumas & Paetês' adaptadas para a novela. Marcela é uma jovem batalhadora de Belo Horizonte, que perdeu os pais muito cedo e foi criada pela avó. Ela namora Renato, por quem é completamente apaixonada. O rapaz, herdeiro de um rico empresário, desconfia das reais intenções da jovem quando ela conta que está grávida. Magoada com a suspeita acerca de sua honestidade ela inventa que o exame de gravidez deu negativo, e jura que irá tentar esquecer o amor da sua vida. Marcela se muda para São Paulo e lá conhece Edgar, fotógrafo e dono de uma agência de modelos muito seguro de si.
De início os dois terão uma antipatia mútua, mas ela mexe com ele de uma forma diferente e Edgar logo vai perceber que sua relação com a vida pode ser mais intensa, apaixonada e responsável. "O Edgar tem uma vida estável e quando conhece a Marcela acontece uma virada e começam a surgir vários conflitos. É um papel que teve enorme importância na minha carreira, tive a oportunidade de fazer um mocinho numa novela das sete logo depois que comecei em 'Malhação'. E era um personagem alguns anos mais velho do que eu, então tive um trabalho intenso de caracterização e figurino, foi bem desafiador", conta Caio Castro.
Isis Valverde comemora a volta da novela em que viveu sua primeira personagem de maior peso. "Esse momento em que estamos tendo mais reprises no ar está sendo um passeio muito gostoso pela minha carreira. Estou adorando poder me reencontrar comigo em momentos tão diferentes. Marcela foi minha primeira personagem protagonista e ainda tive a oportunidade de interpretar uma jovem mineira como eu. Gravamos em Belo Horizonte e foi muito gostoso na época estar lá, em uma cidade onde vivi, para contar essa história. Acho que me deu sorte!", acredita.
Nesta novela ambientada em torno do universo da moda o figurino está sempre no centro das atenções. As roupas são comentadas, criticadas e elogiadas pelos personagens. Coube à experiente figurinista Marília Carneiro, que fez história na moda com sucessos como as meias de lurex que a personagem de Sônia Braga usava em"‘Dancin' Days", a missão de criar os figurinos da trama e dos grandes desfiles de moda. Desfiles, festas e eventos permeiam toda a história, como um grande diferencial da novela. "Ti Ti Ti" contou também com diversas participações especiais importantes, como de Xuxa e Luiza Brunet.
A trilha sonora também é um dos grandes destaques da novela. O tema de abertura - "Ti Ti Ti (Galinhagem)" - ganhou uma versão mais lenta e cadenciada na voz de Rita Lee, autora da composição. Uma das curiosidades da trilha é que nomes da música brasileira interpretam temas internacionais, entre eles Caetano Veloso e Alcione. "Ti Ti Ti" também foi a primeira novela da TV Globo gravada e exibida em alta definição. Motivos não faltam para acompanhar esse grande sucesso!
De volta a partir do dia 29, "Ti Ti Ti" é escrita por Maria Adelaide Amaral, com direção de núcleo de Jorge Fernando e direção de Marcelo Zambelli, Maria de Médicis e Ary Coslov. A novela traz ainda no elenco Christiane Torloni, Marco Ricca, Rafael Cardoso, Elizângela, Mayana Neiva, Sophie Charlotte, Mônica Martelli, Betty Gofman, Rafael Zulu, Mauro Mendonça, Mila Moreira, André Arteche, Gustavo Leão, Leopoldo Pacheco, Giulia Gam, Guilhermina Guinle, Marcos Frota, Maria Helena Chira, Alexandre Slaviero, Armando Babaioff e Carolinie Figueiredo, entre outros.
A personagem emblemática da literatura volta em duas edições grandiosas: a Classic Edition e a Limited Edition.
Entre peças de xadrez, criaturas memoráveis e xícaras de chá, Lewis Carroll abriu as portas para um mundo fantástico e inquietante que sobrevive à passagem do tempo. A DarkSide® Books convida os leitores a embarcar em mais uma viagem psicodélica e repleta de imaginação com "Alice Através do Espelho".
Nesse mundo às avessas, Alice é desafiada a mergulhar nos mistérios de um universo onde as aparências não apenas enganam, como estão todas ao contrário. E uma obra tão grandiosa quanto esta não caberia em uma única edição:
Classic Edition Texto de Lewis Carroll + ilustrações originais de John Tenniel para a edição de 1871. 💀 DRKx do livro + marcador exclusivo.
Limited Edition Texto de Lewis Carroll + ilustrações da artista brasileira Mika Takahashi. 💀 DRKx do livro + marcador exclusivo.
Antes chamado "A Revolução dos Bichos", o livro traz críticas ao poder e mostra como ele corrompe mesmo aqueles com as melhores intenções.
Escrito como uma fábula, "Fazenda dos Animais" continua sendo uma lição sobre o autoritarismo. Utilizando-se de animais para construir uma história aparentemente inocente, George Orwell coloca pautas que eram atuais em 1944, ano em que a obra foi escrita, mas que reverberam até hoje, mostrando-se mais contemporâneas do que gostaríamos de imaginar.
A narrativa conta a história da Fazenda do Solar, onde um porco, Major, teve um sonho no qual viu todos os animais unidos. Cansados de serem explorados e injustiçados pelos humanos, Major inspira todos os animais, e, juntos, eles elaboram um plano para expulsar o sr. Jones e sua esposa da propriedade, dando início a uma nova vida na fazenda, na qual a igualdade e a justiça prevaleceriam.
Seguindo os princípios do Animalismo, filosofia que serviria de doutrina para que pudessem construir um mundo melhor para todos os bichos, o mundo dos sonhos durou pouco. Napoleão, um dos porcos que passou a liderar a fazenda, torna-se um tirano, e acaba deixando a vida dos animais ainda pior do que era quando regida pelos humanos. Com isso, o sumiço do leite ordenhado, das maçãs e até mesmo das regras que foram impostas para o bom convívio em comunidade, acabam evidenciando questões como a ascensão de governos totalitários e a capacidade do poder corromper todos.
"Fazenda dos Animais" se tornou um clássico indispensável para qualquer um entender, de maneira fácil e direta, a história do século XX. A edição de colecionador chega totalmente repaginada pela Buzz Editora, que traz um projeto gráfico primoroso, capa dura e com textura que remete à pele de porco, além de um fitilho bordado com o nome do autor. Pela mesma editora, a edição especial do clássico "1984", de Orwell, também já está disponível. Você pode comprar "Fazenda dos Animais", deGeorge Orwell, neste link.
Ficha técnica Livro: "Fazenda dos Animais" Autor: George Orwell Selo: Buzz Editora ISBN: 978-65-86077-66-7 Gênero: Ficção Lançamento 15 de março de 2021 Link na Amazon: https://amzn.to/3epDe2w
Preciso voltar ao domingo. É que foi nesse dia em que ouvi a influencer Viih Tube questionar o que era "Tarantino", após o apresentador Tiago Leifert mencionar o nome do diretor de filmes consagrado com títulos como "Pulp Fiction", "Kill Bill" e "Django Livre".
"Não sei o que é Tarantino"... Isso não saiu da minha mente desde então. Como que uma pessoa rotulada como YouTuber, atriz, influenciadora digital e escritora brasileira, desconhece o diretor internacional de tamanha magnitude?
O mais assustador é o fato de que ao ver esse tipo de ignorância, há quem aplauda e se orgulhe de também não ter o mínimo de conhecimento geral. No caso, o proveniente de produções cinematográficas.
No Twitter a brincadeira rolou solta de que a garota não tinha como saber o nome do molho (Tarantela) ou ela não tinha obrigação de conhecer música italiana (Tarantela).
Por acaso, alguém que trabalha com criações carnavalescas desconhece a arte de Joãzinho Trinta? É uma obrigação conhecermos o nosso meio de trabalho, oras!
Contudo, antes dessa fala pavorosa, a garota já tinha confundido Romero Brito com Pablo Picasso.
Uau! Sério? Os traços e as cores da pintura deles são tão similares, né?!
O que falta ao brasileiro é cultura e cada vez mais isso é visível... E a televisão está aí para potencializar o que bomba nos meios digitais.
Quem é mais oca? Eu, que sou uma boneca de plástico, ou a tal influenciadora?!
Com uma linguagem lúdica, as atrizes Beatriz Diaféria e Junia Magi narram as histórias de superação de mulheres das mais variadas áreas do conhecimento. Dentro da programação da série Biblioteca Viva da Secretaria de Cultura, as contadoras de histórias. As Clês apresentam para as crianças as vozes femininas do mundo. Entre elas estão uma jurista, uma maratonista, uma jornalista e uma inventora, além da escritora Pagu e pintora Tarsila do Amaral. No mês da mulher, as atrizes Beatriz Diaféria e Junia Magi, a ser apresentado nos dias 10, 12, 13, 17, 19 e 20 de março, sempre às 16h, com transmissão online e gratuita pela página de Facebook da companhia.
São elas: a escritora Pagu (quarta-feira, dia 10), a pintora Tarsila do Amaral (sexta-feira, dia 12), a jornalista Eugênia Álvaro Moreyra (sábado, dia 13), a jurista Maria Rita Soares (quarta-feira, dia 17), a ex-maratonista Kathrine Switzer (sexta-feira, dia 19) e a inventora Hedy Lamarr (dia 20 de março). O projeto começou com Frida Kahlo, no último dia 6, e Nise da Silveira, dia 8 de março.
Com uma linguagem lúdica, as atrizes Beatriz Diaféria e Junia Magi narram as histórias de superação de mulheres das mais variadas áreas do conhecimento. “São mulheres que fizeram a diferença na história, sendo sujeitas do seu tempo, rompendo barreiras e conquistando espaços antes jamais imaginado”, diz Junia Magi, completando que são histórias baseadas na vida de mulheres latino-americanas que lutaram contra as adversidades de gênero, de classe e que contestaram os padrões femininos de sua época.
Cleusa e a Cleide, mais conhecidas como Clês, são as personagens interpretadas pelas atrizes-narradoras, que embalam seu trabalho com música e utilizam objetos cênicos como suporte para as contações. As atrizes contam que o projeto foi criado pela vontade de enfocar narrativas femininas, mostrando que mulheres também fizeram grandes feitos, transformaram a sociedade e conquistaram lugares importantes no seu tempo.
“Queremos dizer para as crianças que elas podem ser o que quiserem, da forma que quiserem e no tempo que quiserem, sem deixar ninguém falar o contrário”, completa Beatriz Diaféria. “É muito gratificante contar a história dessas mulheres. No final da ação tem sempre alguém que conta a história de uma mãe ou uma avó que foi determinante pra sua vida”, comenta Junia.
Criada em 2012, a companhia de contação de histórias para crianças tem a proposta de levar ao público infantil e às famílias, em geral, toda a riqueza das histórias, significados e aprendizados presentes nas mais diversas mitologias construídas por grupos humanos em diversas épocas e regiões. “O projeto surge com a vontade de trazer narrativas femininas para a nossa historicidade, mostrar que mulheres também fizeram grandes feitos, transformaram a sociedade e conquistaram lugares importantes no seu tempo”, diz a atriz Junia Magi.
O grupo As Clês mantem no repertório o projeto “As Clês Contam a Origem do Mundo”, com histórias inspiradas em mitologias grega, indígena e japonesa, tendo circulado por diversas unidades do Sesc, Casa das Rosas, Itaú Cultural, Arte na Rua, Biblioteca Parque Villa-Lobos, Biblioteca de São Paulo, Biblioteca Mário de Andrade e Centro Cultural São Paulo. Venha desfrutar das Clês e destas mulheres incríveis!
Transmissão online pela página de Facebook da Cia as Clês. Sempre às 16h. Gratuito. Realização Secretaria de Cultura e Biblioteca Viva. https://www.facebook.com/ciaascles.
10 de março - Pagu (Patrícia Galvão) - Uma das mais polêmicas figuras femininas da história brasileira no século 20. Escritora, poeta, foi militante do Partido Comunista, o que lhe rendeu várias prisões.
12 de março - Tarsila do Amaral - Importante artista plástica brasileira, uma das principais artistas modernistas da América Latina, influenciada por vanguardas europeias, criou um estilo próprio, explorando formas e temáticas tipicamente brasileiras.
13 de março - Eugênia Álvaro Moreyra - Jornalista, atriz e diretora de teatro brasileira. De personalidade anticonvencional e transgressora, foi uma das pioneiras do feminismo e uma das líderes da campanha sufragista no país.
17 de março - Maria Rita Soares - Advogada, feminista e magistrada brasileira. Tornou-se, em 1967, a primeira juíza federal do Brasil. Também foi a primeira mulher a integrar o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.
19 de março - Kathrine Switzer - Ex-maratonista alemã que entrou para a história por ser a primeira mulher a participar da Maratona de Boston, em 1967, numa época em que apenas os homens podiam integrar quaisquer provas de rua no país.
20 de março - Hedy Lamarr - Atriz e inventora austríaca radicada nos Estados Unidos.
Na semana em que Hebe completaria 92 anos, Marcello Camargo, filho da apresentadora, abre o coração e faz declarações emocionantes sobre a trajetória da mãe. Filho de Hebe relembra a saída polêmica dela do SBT e a relação de amizade eterna com Silvio Santos e ainda fala do primo Cláudio Pessutti, que faleceu vítima de Covid 19. Foto: Divulgação/Record TV
Na semana em que a apresentadora Hebe Camargo completaria 92 anos, o filho único dela, Marcello Camargo, revela, em entrevista ao programa "A Noite É Nossa" desta quarta-feira, dia 10 de março, histórias curiosas e emocionantes da mãe, que faleceu em setembro de 2012, deixando um país inteiro comovido e órfão de seu talento e da sua alegria de viver. A matéria foi realizada pela repórter Fabiana Oliveira.
Aos 55 anos, o filho único da apresentadora, Marcello, é agora responsável pelo legado da mãe. O primo e empresário, Cláudio Pessutti, que cuidava de todos os negócios da família, faleceu em janeiro deste ano, vítima de Covid-19. Foi ele quem fez a gestão da carreira de Hebe e trabalhou como braço direito da tia por décadas, inclusive acompanhando a apresentadora em momentos importantes da vida profissional, como, por exemplo, sua saída do SBT. “Quando minha mãe optou por alguém da família para cuidar da carreira dela, eu era muito novo e não tinha conhecimento para assumir uma coisa tão importante como aquilo. E o Cláudio, que era mais velho, já tinha mais bagagem de vida. Naquele momento, foi a pessoa certa”, relata.
Em 2011, após 24 anos com seu programa no ar, Hebe deixou o SBT para assinar um contrato com a Rede TV. A saída de Hebe virou um grande acontecimento na história da televisão brasileira e gerou muitas especulações nos bastidores. “Foi uma surpresa, né? Para a minha mãe foi muito difícil porque ela tinha muito amor pelo SBT. Ninguém entendeu”, desabafa Marcello Camargo.
Em 2012, após rescisão com a nova emissora, a família Abravanel tentou trazer Hebe de volta ao SBT. “Um pouco antes da minha mãe falecer, a Daniela Beyruti (filha de Silvio Santos) esteve conosco e falou para ela: ‘Está na hora de você voltar para casa. Você quer fazer o quê? Mensal, semanal, quinzenal, diário... você escolhe’. Foi uma coisa importante para minha mãe porque ela nos deixou estando empregada. Mesmo que fosse ‘só de boca’ , mas era no SBT, que inevitavelmente era a casa que ela mais amava", revela.
De acordo com Marcello Camargo, as demonstrações de carinho de Silvio Santos por Hebe eram sempre comemoradas por ela. “Uma relação de profunda admiração e profundo respeito profissional. Me lembro que minha mãe estava no hospital, fazendo quimioterapia, e o Silvio ligou. Ela arrancou todos os fios, lá no hospital mesmo, de tanta alegria que ela sentiu com aquele telefonema”.
Ainda sobre Silvio, Marcello conta que a empresária e amiga Lilian Gonçalves narrou a ele um momento que o comoveu. “No velório da minha mãe, o Silvio estava ao lado da Lilian Gonçalves. E ela diz que, na beira do caixão, ele pediu perdão (para a Hebe). E aí falou depois: ‘Ela me perdoou’”, afirma Marcello sobre o pedido de perdão de Silvio, em referência ao período final da vida de Hebe, em que ela se tornou apresentadora de outra emissora. Após o pedido de perdão no velório, o dono do SBT deu um selinho em Hebe.
Marcello ainda revela uma paixão platônica que a mãe sentiu pelo Rei Roberto Carlos, rebate o mito da coleção de 20 carros importados que Hebe supostamente mantinha em sua mansão no Morumbi, em São Paulo, e critica situações mostradas na cinebiografia “Hebe”, de 2019. “Eu vi cenas ali que eu falei: ‘Isso não existe’. Eu me senti muito chateado, me senti ferido realmente porque minha mãe odiava uísque. No filme, ele está o tempo inteiro com um copo de uísque na mão. Minha mãe jamais bebeu no camarim ou no trabalho, jamais deu vexame em algum lugar, como em uma cena mostrada no filme com ela, a Nair e a Lolita. Eu não consegui ver aquilo, me revoltou demais”, desabafa.
Durante a entrevista, o filho ainda ouve de amigos da mãe histórias curiosas, como a de um acidente de avião que quase matou Hebe na década de 1980, e também descobre como está o Fendi, um cão da raça galguinho italiano e um dos preferidos de Hebe. Hoje, o cachorro com quem a apresentadora dividia a própria cama é cuidado por uma antiga funcionária dela. "A Noite É Nossa" é exibido às quartas-feiras, a partir das 22h45, com direção-geral de João Scortecci.
Religar o homem e a natureza, fincar os pés na terra, enxergar a essência para entender de onde viemos e para onde podemos ir é o que propõe "A Árvore", espetáculo híbrido entre teatro e cinema, que traça um jogo reflexivo com o espectador. "A Árvore" é um ato de resistência. Para o teatro. Para o cinema. Para a arte. Para a vida humana e vegetal.
Baseado na obra de ficção de Silvia Gomez, com criação e roteirização de Ester Laccava e direção conjunta de Ester Laccava e de João Wainer, o espetáculo "A Árvore", até o momento, é a maior estreia do ano. Alessandra Negrini, atriz ultramoderna e conectada a tudo o que está ao redor, aparece majestosa neste monólogo inovador, não apenas porque mistura cinema e teatro, mas pelas conversas que impõe ao público e pelas conexões entre homem e natureza que pode levar o telespectador a pensar.
"A Árvore" é exibida em um momento em que a arte precisou se reinventar. Há uma pandemia matando pessoas e o teatro, que já não era tão frequentado quanto deveria em todo o mundo, está entre as representações artísticas que mais sofreram ao longo do isolamento social imposto para as pessoas. Em uma plateia vazia, várias imagens externas e cenários que enchem os olhos, Alessandra Negrini interpreta, com muita energia, uma mulher que fica presa pelo cabelo a uma planta. A partir desse encontro, ela começa a se reconectar com aquilo que tem de melhor em si.
Produzido por Gabriel Fontes Paiva, que assina a produção, e a própria atriz,o espetáculo foi pensado originalmente para estrear teatro e foi adaptado para o formato online pela questão da pandemia. Há muita sensibilidade no texto e uma interpretação orgânica de Alessandra Negrini. Na peça teatral, ela é natureza em estado bruto. Antes de se misturar com o que é verde e depois que o espetáculo acaba.
Mas "A Árvore" também é crítica. Se o corpo é casa, é correto o que se faz com o planeta Terra? Que sinais o mundo vem nos enviando? Isso, misturado com a realidade em que se vive hoje, torna o espetáculo gritante e urgente. É o momento de voltar os olhos para si e "A Árvore" planta essa semente em cada telespectador que passar por ela.
Serviço Espetáculo: "A Árvore". Idealização e interpretação: Alessandra Negrini. Texto: Sílvia Gomez. Criação e roteirização: Ester Laccava. Direção: Ester Laccava e João Wainer. Direção de Produção: Gabriel Fontes Paiva. Realização: Fontes Realizações Artísticas. Produtores Associados: Alessandra Negrini e Gabriel Fontes Paiva. Assessoria de imprensa: Maria Fernanda Teixeira (Arteplural). Na programação online do Teatro FAAP pela plataforma Tudus. Ingressos: R$ 30. Duração: 70 minutos. Classificação etária: 14 anos. Em plataforma digital no Teatro FAAP www.teatrofaap.com.br na plataforma da Tudus. www.tudus.com.br. De 26 de fevereiro a 18 de abril. Sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h.
Em seu primeiro livro, Rachel Maia conta sua trajetória de vida e como construiu uma carreira de sucesso. "Compartilho neste livro minha história. Afinal, não poderia falar do ponto de chegada sem contar como me tornei a mulher que sou hoje", afirma a autora.
Conquistar um cargo de diretoria é algo distante para a maior parte da população brasileira. Imagine, então, quando se é mulher, negra e periférica. Além da desigualdade entre homens e mulheres, a cor da pele poderia colocar Rachel Maia, hoje uma das executivas de maior prestígio no Brasil e no mundo, fora do jogo. Com um perfil diferenciado dentro do mundo corporativo, a trajetória de sucesso e pioneirismo da executiva é contada nas páginas de seu primeiro livro "Meu Caminho até a Cadeira Número 1", lançamento da Globo Livros, que chega às livrarias no dia 8 de março.
No livro, Rachel mostra um lado menos corporativo e divide com os leitores a vida, os estudos e convicções sobre o mercado de trabalho, diversidade e como acreditar em si própria - mesmo com os momentos de dúvida. Da infância pobre até assumir o cargo de ceo em grandes multinacionais, ela fala dos amigos, da maternidade, da família e dos aprendizados herdados dos pais, do preconceito, da sua fé, dos erros e acertos desta desafiadora jornada.
"Não poderia falar do ponto de chegada sem contar como me tornei a mulher que sou hoje. Com este livro, quero inspirar outras meninas e mulheres a terem certeza de que nós podemos e somos capazes de conquistar tudo aquilo que sonhamos. Foram meus sonhos que me trouxeram até aqui. Acredito muito na força das mulheres e fico feliz de agora poder compartilhar minha história como um exemplo de sucesso", declara a autora de "Meu Caminho até a Cadeira Número 1".
Rachel Maia passou por companhias como Cia’s Seven Eleven, Farmacêutica Novartis, Tiffany & Co Joalheria, Pandora e Lacoste Brasil, e mais de 30 anos de experiência no mercado, Rachel mostra em "Meu Caminho até a Cadeira Número 1" que o sucesso nos negócios se deve à sua história de vida e costura a narrativa com depoimentos de familiares, amigos, colegas e parceiros, além de fotos de momentos íntimos com a família e os filhos. Você pode comprar "Meu Caminho até a Cadeira Número 1", de Rachel Maia, neste link.
Sobre a autora: Rachel Maia é uma das executivas de maior prestígio no Brasil e no exterior, com passagens por companhias como Cia’s Seven Eleven, Farmacêutica Novartis, Tiffany & Co Joalheria, Pandora e Lacoste Brasil. Caçula de sete irmãos, cresceu no extremo sul da cidade de São Paulo e se especializou em cursos dentro e fora do país. Com mais de 30 anos de experiência nos segmentos de Consumidores e Farmacêutica, construiu uma carreira bem-sucedida em importantes empresas globais.
Reconhecida em 2020 com o Prêmio Líder do Ano, concedido pela Exame Melhores e Maiores, Rachel segue no mercado de luxo e no varejo, prestando consultoria, por meio da RM Consulting. É fundadora do Projeto Social Capacita-me e ocupa a cadeira, pelo segundo mandato, de Presidente do Conselho Consultivo da Unicef Brasil, e, recentemente, tornou-se conselheira do Grupo Soma. Mãe de Sarah Maria e de Pedro Antônio, Rachel acredita em uma forma humana e agregadora para alcançar o sucesso profissional.