sexta-feira, 14 de maio de 2021

.: Espetáculo "O Homem do Besouro", de Matéi Visniec, em nova temporada


Montagem do Grupo Lunar de Teatro reflete sobre isolamento ao retratar encontro entre um homem e um besouro. Foto:Edu Pinheiro

Criado e idealizado pela dupla Suzana Muniz e Mau Machado, que assinam respectivamente direção e direção musical, O Homem do Besouro, de Matéi Visniec, pode ser visto em nova temporada digital de 14 a 31 de maio pelo YouTube do Grupo Lunar de Teatro -  www.youtube.com/grupolunardeteatro. A Transmissão é gratuita e o link ficará disponível para ser acessado a qualquer momento dentro do período.

O elenco é formado por Angelina Miranda, Cadu Carvalho, Edu Pinheiro, Guilherme Conrado, Juliana Carolina, Murilo Rocha, Thiago Merlini e Pamella Bravo. A bailarina e atriz Mariana Muniz faz uma participação especial como narradora, uma observadora externa, que como os espectadores, acaba aos poucos se identificando com as inquietações desse homem solitário.

Extraído do livro "Teatro Decomposto ou O Homem-Lixo" do autor romeno Matéi Visniec, o texto trata da relação de um homem e um besouro no confinamento de seu apartamento e guarda fortes semelhanças com as questões internas como incertezas, medos e ausência de afetos enfrentadas atualmente diante do isolamento imposto pela pandemia. Os atores também compartilharam seus sonhos durante o processo de criação como inspiração para uma dramaturgia imagética.

Para a dupla criadora do espetáculo, Suzana Muniz e Mau Machado, “a condição de distanciamento social nos aproxima muito desse homem solitário, isolado e metódico que começa se relacionar com um besouro e que antes poderia ser considerado apenas estranho ou antissocial. É como se Visniec colocasse uma lupa em nosso cotidiano, nossas manias, medos e atitudes quando sozinhos. O que antes causava estranhamento agora passa a ser, de alguma forma, familiar e reconhecemos as condições desse homem como nossas”.

O estudo do texto foi a espinha dorsal para o trabalho da diretora. “O processo se iniciou com a investigação coletiva do personagem com foco em seus hábitos, motivações, inquietações e gestual criando pontos em comum aos oito atores, que não contracenam diretamente em nenhum momento. Todas as cenas foram improvisadas sobre as ideias centrais do texto e fomos descobrindo em conjunto os espaços onde o delírio ou o sonho desse homem poderiam ser incorporados trazendo o subconsciente à tona até o momento em que esse universo se confunde e não sabemos mais o que é real ou não”, explica.

A música é também um elemento fundamental do processo de criação do grupo. A trilha original criada por Mau Machado experimenta o universo surrealista, dadaísta e orgânico por meio de vocalizes realizados pelos atores e pelos sons de instrumentos, que se fundem para garantir o ritmo de cada cena. As inspirações sonoras vieram do minimalismo de Philip Glass e Steve Reich, passando pela experiência eletroacústica de John Cage e o trabalho de vozes de Meredith Monk serviram como estímulo para a criação de cenas.

O figurino da Cinthia Cardoso foi criado com inspiração no universo de Henri Magritte buscando uma unidade entre os atores e uma sensação de neutralidade de gênero e de cores. A maquiagem estabelece o estranhamento como parte desse personagem e aproxima o universo teatral da máscara ao universo audiovisual.

A direção de arte trabalhou com as possibilidades de cada ator em seu lar, já que as cenas em sua maioria foram filmadas por eles, com orientação dos diretores. “A partir das improvisações descobrimos os ambientes das casas dos atores e eu e o Mau Machado desenvolvemos uma unidade de composição artística para o espetáculo. Naturalmente o confinamento dos atores e os ‘quadrados’ do Zoom nos levaram a planos mais fechados durante a improvisação das cenas e decidimos assumir essa proposta como estética, uma amplificação da intimidade do personagem. Finalmente, Edu Pinheiro que é ator e videomaker, explorou através dos efeitos visuais as ideias surrealistas em vídeo, além de ser o responsável pela direção de fotografia e montagem da edição, nos aproximando definitivamente do universo audiovisual.”

Suzana Muniz teve contato com o texto durante um grupo de estudos do Grupo TAPA, com Clara Carvalho e Malu Bazán. Deste grupo surgiu a peça Condomínio Visniec, do qual integrou o elenco e aprofundou os estudos, sobre o autor, em conjunto com Mau Machado, que foi também assistente de direção e responsável pela trilha sonora original do espetáculo. “O texto O Homem do Besouro, que faz parte dessa coletânea, pareceu ganhar uma nova dimensão durante a pandemia por representar tão bem as dificuldades e inquietações de nossa situação atual e nos mostrar como situações que antes pareciam absurdas passaram a ocupar nosso cotidiano. Ele nos trouxe de imediato imagens e sensações que nos inspiraram como provocadores desse nosso trabalho artístico,” conta Suzana.

O espetáculo, deriva de um trabalho de investigação cênica iniciado na oficina de Extensão Cultural presencial “Experimento Teatral: O Corpo Musical”, ministrada por Suzana Muniz e Mau Machado em janeiro de 2020 na SP Escola de Teatro. A mesma teve como proposta a criação de cenas teatrais a partir de improvisações coletivas com o objetivo final de criar um experimento cênico-musical a partir de dois textos de Matéi Visniec, um deles sendo O Homem do Besouro. O experimento final foi realizado na SP Escola de Teatro em 31 de Janeiro de 2020 com 22 atores e atrizes.

Sinopse
Um indivíduo certo dia percebe a presença insistente de um besouro em seu apartamento. Essa visita inesperada causa curiosidade e sua permanência cria um vínculo que o faz revisitar sua rotina, seus hábitos, vontades e desejos.


Sobre o Grupo Lunar
O Grupo Lunar de Teatro é formado por Mau Machado – ator e músico – e Suzana Muniz – atriz, diretora e produtora – ambos com trabalhos relevantes junto a diretores conceituados no cenário teatral paulistano. O núcleo se configurou em 2018 a partir da afinidade artística da dupla e de um desejo de criar um teatro autoral.

Seu foco é a pesquisa sobre o coro teatral como forma de unir voz e corpo amplificando a presença do ator em cena. A dupla já implementou dois workshops com foco no corpo musical para o teatro, na Oficina Cultural Oswald de Andrade e na SP Escola de Teatro, desenvolveu dois projetos musicais online incluindo um vídeo para os mini concertos virtuais do #coraluspemcasa, e ganhou em 2020 o 20º Prêmio Cenym de Teatro de Melhor Preparação Corporal da peça Condomínio Visniec com direção de Clara Carvalho.


Sobre Suzana Muniz
Atriz, diretora e produtora, formada pelo Teatro Escola Célia Helena. É coralista do CoralUsp Tarde onde dirigiu o vídeo do mini concerto virtual do grupo em 2021. Ministrou cursos de teatro na Oficina Cultural Oswald de Andrade, na Cia Os Satyros que resultaram em 9 peças curtas sob sua direção e na SP Escola de Teatro onde foi artista docente convidada do curso de Direção (2020).

Foi assistente de direção de Clara Carvalho na montagem de Aviso Prévio (2021). Atuou em peças como "Condomínio Visniec", direção de Clara Carvalho indicada ao Prêmio APCA de Melhor Direção (2019), onde também fez a preparação do coro ganhando o 20º Prêmio Cenym de Teatro de Melhor Preparação Corporal junto com Mau Machado; A Cantora Careca (stand-in de Mariana Muniz), direção de Eduardo Tolentino; Hotel Tennessee, direção de Brian Penido e Ana Lys; Pessoas Sublimes, direção de Rodolfo G. Vázquez; Os Que Vêm com a Maré, com 3 encenações distintas dirigidas por Maria Alice Vergueiro, Fernando Neves e Rodolfo G. Vázquez com texto de Sérgio Roveri indicado ao Prêmio Shell.

Participou do curso do Workcenter of J. Grotowski and T. Richards na Itália, de processos teatrais com Nelson Baskerville, Pedro Pires e Olivia Corsini do Théâtre du Soleil, e de workshops de estudos do corpo com Marina Caron da Cia Nova Dança, Jeremy James do Théâtre du Soleil e Donnie Mather. Participou na produção de eventos como o Festival Satyrianas, ganhador do Prêmio Shell 2013 e o Festival Que Absurdo! do Grupo TAPA.


Sobre Mau Machado
Ator e músico, cursou oficinas de teatro na Cia Os Satyros e Música e Sonoplastia Teatral na SP Escola de Teatro. É coralista do CoralUsp Tarde e compositor da música Senhores do Tempo, executada pelo grupo nos mini concertos virtuais do #coraluspemcasa em 2021.

Integra o Núcleo de Pesquisa do Teatro Pequeno Ato sob a direção de Pedro Granato, onde atuou nos espetáculos "11 Selvagens", "O Beijo no Asfalto", "Sonho de Uma Noite de Verão" e "Fortes Batidas", vencedor do Prêmio APCA de Melhor Espetáculo em Espaço Não Convencional e Prêmio São Paulo 2015 de Melhor Experimentação Cênica. Participou da peça Balada dos Enclausurados, direção de Eric Lenate e Erica Montanheiro e da pesquisa teatral Experiência Antígona com Eric Lenate.

No cinema atuou no longa-metragem Rompecabezas de direção de Dellani Lima, selecionado para o 15º Festival de Cinema Latino-americano de São Paulo. Ministrou oficinas na Oficina Cultural Oswald de Andrade (2018) e na SP Escola de Teatro (2020). É criador da música original dos projetos Eu Não Sou Harvey, direção de Michelle Ferreira e Condomínio Visniec, onde fez assistência de direção e preparação corporal para Clara Carvalho e ganhou o 20º Prêmio Cenym de Teatro de Melhor Sonoplastia/Execução de Som e de Melhor Preparação Corporal junto com Suzana Muniz.

Sobre Matéi Visniec
Nascido em 29 de janeiro de 1956 em Radauti, na Romênia, Matéi Visniec vivenciou a ditadura de Ceausescu. Ainda jovem, deixa sua cidade e vai para a capital Bucareste estudar filosofia. Acreditava que o teatro e a poesia podiam denunciar a manipulação do povo por meio das grandes ideologias. Em 1987, é reconhecido na Romênia por sua poesia depurada, lúcida, ácida, mas ainda proibida para o palco. Aos 31 anos, muda-se para a França. Em apenas três anos, começa a escrever em francês e converte a sua limitação na língua em elemento criativo. Paris passa a ser a sua pátria mental. É um escritor da resistência, nunca escreveu peças comerciais. Escreve poesia e romance em romeno, mas teatro, sempre em francês. Visniec tem parentesco com o surrealismo e com o teatro do absurdo. Suas peças cheias de humor e silêncios são editadas e encenadas em diversos países.


Ficha técnica:
Espetáculo:
"O Homem do Besouro". Idealização e concepção: Mau Machado e Suzana Muniz. Texto: Matéi Visniec. Direção: Suzana Muniz. Elenco: Angelina Miranda, Cadu Carvalho, Edu Pinheiro, Guilherme Conrado, Juliana Carolina, Murilo Rocha, Thiago Merlini e Pamella Bravo. Direção musical: Mau Machado. Criação e produção de som original: Mau Machado. Direção de arte: Mau Machado e Suzana Muniz. Direção de fotografia, edição de vídeo e efeitos visuais: Edu Pinheiro. Figurinos e adereços: Cinthia Cardoso. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli. Direção de produção: Ariel Cannal. Participação especial: Mariana Muniz, como narradora.


Serviço:
Espetáculo: "O Homem do Besouro". De 14 a 31 de maio (das 18h de 14 de maio às 18h de 31 de maio). Transmissão: YouTube do Grupo Lunar de Teatro. Link: www.youtube.com/grupolunardeteatro. Duração: 30 minutos. Classificação indicativa: 12 anos. Ingressos: grátis.Siga a peça nas redes sociais @grupolunardeteatro.

.: Cia Provisório Definitivo estreia o seu novo projeto "O Desejo do Outro"


Com texto de Pedro Guilherme e direção de Aline Filócomo, a peça é um encontro ficcional de Pedro com seu pai já falecido. O ator contracena com as falas escritas por ele mesmo para serem ditas pelo seu pai, projetadas num telão. Foto: Grissel Piguillem


"O Desejo do Outro" é a décima terceira produção da Cia. Provisório-Definitivo. A criação de vídeos é de Grissel Piguillem Manganelli, trilha sonora de Luis Aranha, transmissão para o streaming de Gustavo Bricks e produção executiva de Pedro Guilherme e Paula Arruda. Serão realizadas 6 apresentações ao vivo via streaming pelo canal do ator no YouTube (Pedro Guilherme), gratuitas, sempre às sextas e sábados às 20h de 14 a 29 de maio.

Durante a peça, sem um entendimento do que Pedro busca com esse encontro, o público vai vendo-o desvelar fatos e segredos de pai e filho. O ator disseca objetos num retroprojetor, que quando projetados no cenário, ganham contornos de imagens microscópicas de vírus, células, amálgamas de DNA, glóbulos e amebas, como seu pai fez quando era pesquisador científico ao dissecar materiais laboratoriais para exames diagnósticos. Pedro vai investigando até revelar a doença que levou à morte do pai: seu pai era homossexual e a doença misteriosa que o acometia era aids. 

Uma busca por desmantelar preconceitos e situações mal resolvidas. Uma encenação de um monólogo que mescla elementos reais e ficcionais, teatrais e cinematográficos. Com uma estrutura híbrida, feita metade como teatro e metade como filme, a encenação sobrepõe figuras reais, imaginadas e projetadas, assim como gestos e palavras. A exemplo de um laboratório científico, onde o personagem do pai passou toda a sua vida, a encenação experimenta combinações e gradações possíveis de ficção e realidade, recria momentos vividos e testa possibilidades de encontros impossíveis. 


Trajetória da criação
A peça estava sendo ensaiada presencialmente antes da pandemia, utilizando projeções de vídeo, retro-projeção, música ao vivo e elementos de dança. Nessa modalidade on-line, o que era projetado será colocado na tela em concomitância com a performance de Pedro ao vivo. 

O espetáculo fez parte do projeto Epidemias, junto com o experimento cênico “O Amor e a Peste” idealizado e realizado por Pedro em parceria com a atriz Flavia Couto, recentemente apresentado na plataforma Zoom. Nesse momento o Experimento foi apresentado como abertura de processo. Agora, o espetáculo estreia dentro de um outro projeto: Cia. Provisório-Definitivo 20 Anos, que compreende uma série de apresentações de experimentos/espetáculos em comemoração aos vinte anos do grupo.

No projeto Epidemias “O Desejo do Outro” dialogou com “o Amor e a Peste” na ideia de que os processos de doenças, para além de toda a dor, também causam crises que podem proporcionar transformações conscientes, conforme o texto “O Teatro e a Peste” de Artaud, da mesma forma que os encontros afetivos também são agentes de mudanças. Em ambos, há também a mistura entre realidade e ficção, passado e presente. Também faz parte dos dois projetos a reflexão de que as crises sanitárias acontecem acompanhadas de crises nos diversos aspectos da sociedade. 

Na comemoração dos vinte anos, os dois projetos acima citados estarão presentes, e o foco dos projetos será a memória e o que podemos construir de futuro a partir dela, seja pessoalmente, como grupo, ou como sociedade. O objetivo em “O Desejo do Outro" é ritualizar a crise pandêmica do Coronavírus com a crise pessoal da perda do pai, no momento em que Pedro enfrenta a doença e possível morte da mãe. Duas gerações se entrecruzam em diferentes pandemias da contemporaneidade.


A peça
As crises, dramas, perdas e tragédias fazem parte da trajetória de uma vida. Como elaboramos esses processos também. Muitas vezes, não é possível no momento de uma relação com alguém, entender todos os aspectos envolvidos. As pessoas se afastam, mudam, morrem. Daí, muitas vezes, a necessidade de uma elaboração individual de algo que aconteceu com o outro. Mas, ainda assim, é possível pensar como seria bom voltar no tempo e ter dito ou feito algo diferente, ou mesmo chamar a pessoa muito tempo depois para ressignificar, ou fechar algo que ficou inacabado.

É pensando na premissa que surge a peça. A possibilidade que o teatro dá, de através do artifício de um simulacro, ir em busca do entendimento da realidade. Um fantasma de um pai que retorna para trazer à tona a necessidade de esclarecimentos. Como em Hamlet. Um herói em busca da verdade sendo ele mesmo posto em cheque pela esfínge. Como em Édipo. E toda a dança contemporânea do que narramos ou deixamos de narrar nas redes para dar sentido social a intimidades cada vez mais particulares. A dramaturgia conversa com isso. Com a herança do teatro ficcional que busca se auto-deflagrar e com o hibridismo contemporâneo do documental e do confessional. 


Ficha técnica
Texto e atuação:
Pedro Guilherme. Direção: Aline Filócomo. Criação de vídeo: Grissel Piguillem Mangganelli. Trilha sonora: Luis Aranha. Operação de vídeo e som: Michelle Bezerra. Produção executiva: Pedro Guilherme e Paula Arruda. Realização: Cia. Provisório-Definitivo.

Serviço
Espetáculo:
"O Desejo do Outro"
Quando: de 14 a 29 de maio. Sextas e sábados, às 20h.
Onde: no YouTube do Pedro Guilherme – Gratuito
https://www.youtube.com/channel/UCmlggtXh0TizAk3N-trK5Iw 

Dia 14: https://youtu.be/X5m8Qk3BmzU
Dia 15: https://youtu.be/WYfUG2_zhPw
Dia 21: https://youtu.be/4EhD4lNU9Hs
Dia 22: https://youtu.be/8F9SD21r5Iw
Dia 28: https://youtu.be/T9qdEMCtRWQ
Dia 29: https://youtu.be/4AmE_PlyZJA
Duração:
60 minutos.
Classificação etária: 14 anos.




quinta-feira, 13 de maio de 2021

.: "Mundo em caos", de Patrick Ness, estreia hoje nos cinemas

Filme baseado em best-seller homônimo de Patrick Ness estreia nesta quinta, 13 de maio


Sucesso de público no Brasil, com mais de 60 mil exemplares vendidos desde o lançamento em 2019 pela Intrínseca, a distopia "Mundo em caos" ganha agora uma versão audiovisual. A superprodução, que traz no elenco nomes de peso como Tom Holland (Homem-Aranha de volta ao lar e Vingadores), Daisy Ridley (Star Wars: o despertar da força) e Mads Mikkelsen (Druk), chega às salas de cinema no dia 13 de maio.

Sobre Mundo em caos: Em um mundo pós-apocalíptico, uma infecção rara e perigosa causou o inimaginável: a morte de todas as mulheres. O mesmo germe fez com que os pensamentos dos homens se tornassem audíveis, e agora o caótico Ruído está por toda parte. 

Prestes a se tornar um homem, o jovem Todd Hewitt está cada vez mais certo de que há segredos terríveis à espreita e, por isso, precisa fugir antes que seja tarde. Acompanhado por seu fiel escudeiro, o cachorro Manchee, ele embarca numa jornada repleta de perigos até que se depara com uma criatura desconhecida: uma garota.

Mas quem é ela? Por que não foi morta pelo germe como as outras mulheres? E quais as consequências dessa descoberta para o futuro do planeta?


.: Loja do Resenhando.com traz novos livros para venda no Shopee


"Metamorfoses do Mal: uma leitura de Clarice Lispector", de Yudith Rosenbaum"O Retrato de Dorian Gray", de Oscar Wilde, "O Museu das Coisas Intangíveis", de Wendy Wunder e "Introdução à literatura fantástica" são quatro dos novos livros disponibilizados para compra na loja do Resenhando.com no Shopee: shopee.com.br/resenhando.

Nessa junção do Portal Resenhando.com ao grande site de vendas do momento, quem sai ganhando é quem busca por precinho campeão e adora frete grátis. Para acessar os produtos basta clicar em shopee.com.br/resenhando e conferir tudo o que está disponível para venda. Tem alguma dúvida? É só escrever no chat e perguntar diretamente ao vendedor. 

Caso ainda não tenha, é preciso realizar um cadastro no Shopee. Tudo fácil e rápido. Assim, o pagamento da compra pode ser feita usando cartão de crédito ou boleto bancário. Boas compras em shopee.com.br/resenhando!


Confira a lista completa dos novos livros disponíveis:


"As Provações de Apolo: A Torre de Nero", de Rick Riordan

"Boazinha? Nem pensar!" e "Esses pais são um problema!", de Thomas Brezina

"Corcovado", de Jean-Paul Delfino

"Introdução à literatura fantástica"

"Leitura sem palavras", Lucrécia D'Aléssio Ferrara

"Metamorfoses do Mal: uma leitura de Clarice Lispector", de Yudith Rosenbaum

"Mulheres francesas não fazem plástica: os segredos indispensáveis para envelhecer com estilo e atitude", Mireille Giuliano

"O dueto dos gatos (e outros duetos)", de João Carlos Marinho

"O Golpe de 64 e a ditadura militar", de Júlio José Chiavenato

"O Museu das Coisas Intangíveis", de Wendy Wunder

"O Retrato de Dorian Gray", de Oscar Wilde

"Sapienta Populi"

"Texto/Contexto I e II", de Anatol Rosenfeld



.: Diário de uma boneca de plástico: 13 de maio de 2021

Querido diário,

Quem me conhece sabe o quanto eu amo a cantora P!nk e esse mês de maio já foi puro deleite. Teve lyric video, sneak peak do vídeoclipe da música "All I Know So Far", estreia do vídeo, o qual eu fiquei esperando o cronômetro na contagem regressiva para não perder nadinha. 

A mais recente novidade é o trailer do documentário, que agora, dia 21 estreia na Amazon Prime. A história da P!nk, diário!! Sensacional!!

Mas... voltando ao vídeoclipe... Meu Deus!! É muito, muito lindo!!

No início temos a jovem P!nk incompreendida, na sequência luta para vencer obstáculos, inclusive no amor. No entanto, o grande lance é a relação mãe e filha. Tem até a Cher de Nossa Senhora...

Então, P!nk canta para a filha, após narrar o início da própria história -que não é um conto de fadas-, começa a cantar a nova música. A filha até pede para a mãe não fazê-lo, mas... ela canta! Para a nossa sorte e alegria... Que música maravilhosa!!

Diário, estou apaixonada pelo vídeo!!

Beijinhos pink cintilantes e até amanhã,


Donatella Fisherburg



.: "Como Ter Sexo a Vida Toda Com a Mesma Pessoa", grátis, no Teatro Vivo


O monólogo interpretado por Tânia Bondezan será apresentado neste sábado. Foto: Odilon Wagner

O monólogo "Como ter Sexo a Vida Toda com a Mesma Pessoa" é a atração deste sábado, 15 de maio, no Teatro Vivo em Casa. O espetáculo é interpretado por Tânia Bondezan, com texto de Mônica Salvador e direção de Odilon Wagner. Tem apresentação única e ao vivo, às 20h, para todo o Brasil. 

Os ingressos são gratuitos e limitados e as inscrições podem ser feitas no perfil @vivo.cultura do Instagram. Na peça, a Annetta Poché é uma sexóloga búlgara formada na Sorbonne, que introduz ao público técnicas para a vida sexual dos casais, dando receitas insólitas para superar as diversas crises que acontecem ao longo dos anos de convivência. Classificação: 16 anos.

Vivo Cultura
Em 2021, a Vivo completa 17 anos de incentivo permanente à cultura, com investimentos no âmbito das artes cênicas e plásticas, música e cinema em território nacional. Por meio de seus patrocínios e do Teatro Vivo, a marca busca ampliar e democratizar o acesso dos brasileiros à cultura. Os 19 espetáculos virtuais do Teatro Vivo em Casa apresentados em 2020 foram vistos por mais de 10 mil pessoas, de todas as regiões do país; e a Plataforma @vivo.cultura, também lançada durante a pandemia, teve mais de 1,5 milhão de visualizações.

.: "Memórias de um Amor": disponível exclusivamente nas plataformas digitais

Estreou ontem, com exclusividade nas plataformas digitais para aluguel e compra, o romance dramático  "Memórias de um Amor" (Little Fish, 2021) com Olivia Cooke ("O Som do Silêncio") e Jack O´Connell ("Encarcerado", "Jogo do Dinheiro"). A história aborda um mundo atingido pela pandemia na qual as pessoas são diagnosticadas com SNI – Síndrome Neuroinflamatória e, consequentemente, são acometidas com a perda de memória. Diante do inevitável os recém-casados Emma e Jude vão ter que enfrentar a realidade da doença e lutar para conservar as lembranças de sua história de amor. O filme ainda conta com elenco de apoio com Soko (Ela e Augustine), Raúl Castillo (Entre Facas e Segredos) entre outros.

"Memórias de um Amor" está disponível exclusivamente para aluguel e compra nas operadoras de TV, lojas digitais e consoles de vídeo game para assistir confortavelmente onde, quando e quantas vezes quiser. No modo aluguel, após dar o primeiro ‘play’, o filme digital ficará disponível durante 48 horas. Já a opção de compra, garante que o mesmo esteja disponível sempre com o consumidor.

"Memórias de um Amor" (LITTLE FISH, 2021)

SINOPSE: Em um mundo atingido pela pandemia na qual as pessoas são acometidas com perda de memória. Os recém-casados Emma e Jude precisam enfrentar a nova realidade. Logo Jude contrai a doença e o casal vai ter que lutar para conservar as lembranças de sua história de amor.


ELENCO e FICHA TÉCNICA

Direção: Chad Hartigan

Roteiro: Aja Gabel, Mattson Tomlin

Produção: Lia Buman, Rian Cahill, Olivia Cooke, Chris Ferguson

Elenco: Olivia Cooke, Jack O´Connell, Soko, Raúl Castillo, David Lennon, Mackenzie Cardwell, Ross Wirtanen

 

ESPECIFICAÇÕES

Duração: 101 minutos, aproximadamente

Classificação Indicativa: 14 anos

Plataformas digitais de Aluguel e Compra: Apple TV (iTunes), Google Play e Microsoft Films &TV (Xbox)

Plataformas digitais exclusivamente para aluguel: Looke, NOW, SKY e Vivo Play



quarta-feira, 12 de maio de 2021

.: Diário de uma boneca de plástico: 12 de maio de 2021


Querido diário,

Hoje estava ajudando a minha dona a anunciar itens para venda na lojinha do Resenhando.com no Shopee, quando decidi usar o Google e lá estava o Doodle informando ser o 100º aniversário de Ruth de Souza. 

E não é que recentemente eu a vi em "O Bem-Amado"?! Tenho Globoplay?! Não. É que meus donos ganharam o box de DVDs da novela... E estão assistindo aos pouquinhos. E lá está ela ao lado de Zelão, o ator Milton Nascimento.

O mais doido é que sempre que vejo algo sobre a atriz Ruth de Souza, eu logo me lembro da também atriz Léa Garcia, quem a minha dona teve a oportunidade de conhecer em cena, quando esteve em Santos ao lado de Milton Nascimento, Zezé Motta, Taís Araújo... para o espetáculo "Disse Me Disse". 

A minha dona e o maridão dela, na época ainda namorados, foram até os bastidores da peça e o elenco foi super receptivo com os dois que estavam super felizes com aquela situação.

Também... Imagine estar ao lado dessas feras, né?!

Beijinhos pink cintilantes e até amanhã,


Donatella Fisherburg


 

.: Entrevista: Mahmoud Baydoun, um sexólogo "No Limite"


Primeiro eliminado do "No Limite" e sexto eliminado da 18ª temporada do "Big Brother Brasil", Mahmoud Baydoun revela que pegou "ranço" dos participantes que votaram nele. "Espero que saia um por um!". Foto: João Cotta


Na noite de terça-feira, dia 11, o sexólogo Mahmoud, da tribo Calango, foi o escolhido para deixar o programa, com cinco votos dos seus colegas de equipe. Apesar das provas extremamente difíceis, as horas de caminhada na areia e os mosquitos zunindo durante a noite no acampamento, o rondoniano avalia que seu maior desafio foi mesmo a convivência.

"Antes do reality, eu cheguei a intensificar meus exercícios físicos, mas pra mim o que pegou foi a convivência. Eu não nasci para viver em tribo, em grupo. Sou uma pessoa muito acostumada a viver sozinha. E isso me atrapalhou porque comecei a me sentir excluído e ficar na defensiva. Acho que não engajei com o grupo", revela o eliminado da semana.

"No Limite" vai ao ar às terças, logo após a novela "Império", com de Andre Marques, direção artística de LP Simonetti e direção geral de Angélica Campos. O reality é mais uma parceria da Globo com a Endemol Shine Brasil, com base no "Survivor", um formato original de sucesso. A seguir, Mahmoud Baydoun avalia sua trajetória no programa "No Limite" e revela para quem vai a sua torcida.

Qual foi o maior desafio que enfrentou?
Mahmoud Baydoun -
Antes de vir para o "No Limite", cheguei a intensificar meus exercícios físicos, mas o que me pegou foi a convivência. Eu não nasci para viver em tribo, em grupo. Sou muito acostumado a viver sozinho. Isso me atrapalhou porque comecei a me sentir excluído e ficar na defensiva. Eu acho que não engajei com o grupo.
 

Por que acha que foi o eliminado da semana?
Mahmoud Baydoun -
A gente cria uma expectativa para o programa, mas quando chega lá, é tudo diferente, né? Eu não sou uma pessoa proativa, não faço as coisas por livre e espontânea vontade. Apesar de ter me oferecido várias vezes, acho que eles dispensavam a minha ajuda porque já estavam pretendendo votar em mim. 

 

Acredita que poderia ter feito alguma coisa diferente para ir mais longe no jogo?
Mahmoud Baydoun -
Acho que eu poderia ter me empolgado mais nas provas. Na primeira, por exemplo, todo mundo do grupo participou, menos eu. A minha parte era a de tirar as caixas do mar, mas o grupo não chegou a encontrar as três chaves e não chegou a minha parte. Eu fiquei com fama de que "não faz nada", mas acho que também é porque não me foi dada a oportunidade. Se pudesse fazer diferente, teria me oferecido para cavar.


Quais estratégias você usou?
Mahmoud Baydoun -
Nenhuma (risos). A minha estratégia foi só tentar me salvar na votação combinando votos com os meus amigos. Mas a Gleici (Damasceno) queria votar em uma pessoa e o Kaysar (Dadour) em outra e o que eu fiz foi tentar achar um meio termo, alguém em comum que todos concordassem em votar para eu ter alguma chance de seguir no programa.


Qual o maior aprendizado que você leva dessa experiência?
Mahmoud Baydoun -
Que dá pra viver sem celular! Durante os dias de confinamento e jogo, tive poucos níveis de ansiedade. Aqui fora eu sou muito viciado em celular e isso me gerava problemas de concentração, pensamento acelerado. Ficar sem celular é algo que vou levar pra mim. A vida não cabe nas redes sociais, tem muito mais que isso pra viver.
 

Para quem fica a sua torcida a partir de agora?
Mahmoud Baydoun -
Com certeza para Gleici e Kaysar. Meu ascendente é escorpião, eu pego "rancinho". Então eu quero as pessoas que votaram em mim fora do jogo (risos). Depois da final, eu perdoo todo mundo, mas agora eu espero que saia um por um (risos)! Eu acho que o jogo é a cara do Kaysar e gosto muito da Gleici, espero que os dois se deem bem no jogo. 


Com a eliminação de Mahmoud, as tribos agora seguem da seguinte forma. :
Carcará:
Iris Stefanelli, Lucas Chumbo, Marcelo Zulu, Paula Amorim, Viegas, Ariadna, Elana e Gui Napolitano.
Calango: Jéssica, Kaysar, André, Angélica, Arcrebiano, Carol Peixinho e Gleici.

 

.: Fabricio Carpinejar realiza série de lives em parceria com a PUCRS


Nesta quinta-feira, dia 13, às 18h, acontece a primeira live do projeto "Arte da Vida". A iniciativa é uma parceria da PUCRS com o poeta Fabricio Carpinejar e será transmitida pelo perfil da PUCRS no Instagram. O tema da live será a coragem. Primeiro episódio do projeto falará sobre coragem.


Promovido pela Rede PUCRS Alumni e realizado pelo poeta Fabrício Carpinejar, o projeto "Arte da Vida" instiga o diálogo sobre virtudes do autoconhecimento e sobre alguns dos diferentes atributos que o ser humano é capaz de possuir. Ao todo, serão cinco encontros, um a cada mês, que abordarão os temas coragem, gentileza, humildade, paciência e confiança.  

Carpinejar comenta que a motivação do projeto é trazer leveza e inspirar. “Dos sete pecados capitais, todos sabem de cor e salteado. E as virtudes essenciais para a convivência? Quais são elas? A série Arte da Vida vai explorar o que temos de inspirador, de construtivo. Lives para renovar o gosto pelas nossas qualidades, abordando um tema mensalmente. Das notícias, hoje só queremos as boas”

As lives serão transmitidas às 18h pelo perfil da PUCRS no Instagram (@pucrs) e ao longo de cada episódio da série o poeta também comentará relatos e responderá questões sobre os temas. Antes e durante as lives, o público poderá participar enviando perguntas e histórias para o perfil da PUCRS no Instagram. 

Sobre o autor 
Fabrício Carpinejar nasceu em 1972 no município de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, e atua em várias frentes: escritor, jornalista, ator interpretando suas crônicas, influenciador digital e palestrante. O comunicador escreve crônicas semanais para o jornal O Tempo e é comentarista do programa "Encontro com Fátima Bernardes", da Rede Globo. 

Caracterizado por Luis Fernando Verissimo como “usina de lirismo” ou dono de uma influente imaginação destacada por Millôr Fernandes (“Vai, lê ele, devagar, decifra-o e ele te devora”), Fabrício Carpinejar chama atenção pela contundência e originalidade de suas opiniões. Com 47 livros publicados e mais de 20 prêmios literários, entre eles duas vezes o Prêmio Jabuti, Fabrício Carpinejar é um dos escritores contemporâneos brasileiros mais reconhecidos. Suas obras transitam entre diversos gêneros como poesia, crônica, infanto-juvenil e reportagem. 

Seu novo livro é "Coragem de Viver" (Editora Planeta), homenagem à figura materna. A obra "Colo, por Favor!" (2020), a primeira análise sobre o isolamento social, já está na sétima edição e o livro "Cuide dos Seus Pais Antes que Seja Tarde" (2018) figurou entre os mais vendidos no país na categoria não ficção, de acordo com a lista da revista Veja e foi tema do TEDx Fortaleza de 2019.

Foi escolhido pela revista Época como uma das 27 personalidades mais influentes na internet. É uma das figuras mais solicitadas por empresas no país para falar sobre empatia e criatividade em ambientes de crise e adversidade. O poeta também é famoso nas redes sociais por postar pequenos pensamentos escritos em guardanapos, que compartilha diariamente com seus seguidores. O codinome “Carpinejar”, que usa para assinar seus trabalhos, é fruto da junção dos sobrenomes dos pais, Maria Carpi e Carlos Nejar.  


Programação e temas das lives "Arte da Vida", com Fabricio Carpinejar  

13 de maio, às 18h: Coragem
17 de junho, às 18h: Gentileza
15 de julho, às 18h: Paciência
12 de agosto, às 18h: Humildade
9 de setembro, às 18h: Confiança 

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.: “Loki”, da Marvel Studios, ganha nova data de estreia e pôster para o Brasil


Exibição da série será feita exclusivamente no Disney+, com novos episódios sempre às quartas-feiras.

Um novo pôster para o Brasil, já com a nova data de estreia, de "Loki" da Marvel Studios, nova série original exclusivamente no Disney+. Os episódios da produção, que estreia dia 9 de junho, tem gerado muita expectativa nos fãs do universo de super-heróis da Marvel,  serão disponibilizados todas as quartas-feiras na plataforma.

"Loki" da Marvel Studios apresenta o "Deus da Trapaça" enquanto ele sai da sombra de seu irmão em uma nova série que ocorre após os eventos de "Vingadores: Ultimato". Tom Hiddleston retorna como personagem-título, acompanhado por Owen Wilson, Gugu Mbatha-Raw, Sophia Di Martino, Wunmi Mosaku e Richard E. Grant. Kate Herron dirige "Loki" e Michael Waldron é o roteirista principal. Promete sucesso.

.: Luto na pandemia: será, mesmo, que Freud explica?


Há mais de um século, o pai da psicanálise, Sigmund Freud passava pelo mesmo processo de luto sem direito a despedidas. Como ele reagiu? Ele pôde elaborar seu luto? O que os psicanalistas têm a dizer em tempos de pandemia? 


São mais de 3 milhões de mortes, o sentimento de perda se instala. Sigmund Freud, que perdeu sua filha para a epidemia de gripe espanhola em 1920, pôde elaborar seu luto? O que os psicanalistas têm a dizer em tempos de pandemia?

A realidade imposta pela pandemia não só abriu fendas inimagináveis em saberes como ciência, medicina e cultura, mas também obrigou a população a sepultar seus mortos com escassos rituais fúnebres. Frente a esse quadro, psicanalistas refletem e buscam escutar as diversas respostas possíveis que cada sujeito é capaz de criar para o mal-estar que assola nossa civilização.

As mortes pela covid-19, por conta do perigo de novas contaminações, trouxeram restrições às cerimônias de despedida, culminando em mais uma consequência para os que ficam: como poder se despedir sem contar com o apoio dos que também amaram, conviveram e se relacionaram com aquele que morreu? Essas cerimônias são importantes para que a dor possa ser expressa e compartilhada, já que o processo de luto é essencialmente caracterizado por uma tristeza que leva a pessoa a se ensimesmar.

A psicanalista Marilene Kovalski, autora de um dos textos de "Psicanálise e Pandemia", da Aller Editora, recorreu a Freud para elaborar uma resposta sobre o momento que vivemos e foi surpreendida com a semelhança entre o relato do pai da psicanálise e o sofrimento de milhões de pessoas que vivem atualmente com as restrições impostas aos rituais de luto. Em trecho de uma carta enviada a Pfister sobre a perda de sua filha, Sophie para a pandemia de gripe espanhola, Freud  escreve: “Nesta tarde, recebemos a notícia de que nossa doce Sophie em Hamburgo havia sido arrancada de nosso convívio por grave pneumonia, arrancada em meio a uma saúde brilhante, de uma vida plena e ativa como mãe”.

Para Freud foi um choque, pois o rito de transitoriedade entre o antes e o depois, a vida e a morte, havia sido ceifado. Quais seriam então as consequências dessas mudanças na vivência do luto para a reorganização do psiquismo? Para Fernanda Zacharewicz, psicanalista, publisher na Aller Editora e doutora em Psicologia Social pela PUC/SP, Freud analisa o luto como um processo inevitável. Ainda que se possa adiá-lo, não há como fugir dele eternamente. Alguns conseguem lidar de forma mais natural, outros o transformam em melancolia e outras patologias e podem precisar de ajuda de um profissional da área da saúde mental para seguir em frente.

A verdade é que o vazio deixado por quem se foi é diferente para cada um. E é a partir dele que o sujeito terá que construir novas possibilidades de vida. A psicanálise ainda tem muito o que construir sobre o luto. A solução definitiva não existe, a elaboração do luto é sobretudo um processo de criação própria de cada sujeito. Você pode comprar o livro "Psicanálise e Pandemia", de Marilene Kovalski, neste link.

A Aller Editora oferece em seu catálogo obras que se debruçam sobre os temas cruciais da teoria e da prática clínica, desde seus fundamentos até as repercussões dos debates atuais sobre o sujeito contemporâneo. Inspirada pelo verbo francês aller, que significa “ir”, a casa editorial convida leitores, atuantes na área de psicanálise ou não, a percorrer caminhos que cruzam fronteiras e a embarcar nesse desafio que é ler como movimento.

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