segunda-feira, 12 de julho de 2021

.: Teatro grátis: Camila dos Anjos e Iuri Santana em "A Catástrofe do Sucesso"


Nesta quarta-feira, dia 14, Camila dos Anjos e Iuri Santana apresentam direto do Sesc Santo André o espetáculo "A Catástrofe do Sucesso". A obra é resultado de uma pesquisa sobre a vida e a obra de Tennessee Williams. Foto: Bob Souza

Há pouco mais de um ano no ar, o #EmCasaComSesc segue em 2021 com uma programação diversificada de espetáculos ao vivo na internet. São shows, apresentações de teatro e dança, e espetáculos para crianças e famílias, sempre mesclando artistas e companhias consagrados no cenário brasileiro com novos talentos. As transmissões acontecem de terça a domingo, às 19h, no Instagram Sesc Ao Vivo - instagram.com/sescaovivo - e no YouTube Sesc São Paulo - youtube.com/sescsp - exceto a apresentação para crianças, aos sábados, que ocorre às 15h .

Parte das transmissões é realizada diretamente das unidades do Sesc São Paulo, sem presença do público no local e seguindo todos os protocolos de segurança de prevenção à Covid-19. Além disso, as apresentações também são transmitidas da casa ou do estúdio de trabalho dos artistas. Tudo em conformidade com as medidas estipuladas pelo Plano São Paulo.

Nesta quarta-feira, dia 14, a programação Teatro #EmCasaComSesc recebe Camila dos Anjos e Iuri Santana com o espetáculo "A Catástrofe do Sucesso". Resultado de uma pesquisa sobre a vida e a obra de Tennessee Williams (1911-1983), a montagem, que tem direção de Marco Antônio Pâmio, é composta dos textos "Mister Paradise" e "Fala Comigo Como a Chuva e Me Deixa Escutar" e do artigo autobiográfico "A Catástrofe do Sucesso", todos do dramaturgo norte-americano.

A peça marca a continuidade da parceria de Camila dos Anjos e Marco Antônio Pâmio, que em 2014 montaram "Propriedades Condenadas" - união de dois textos curtos de Williams: "Esta Propriedade Está Condenada" e "Por Que Você Fuma Tanto, Lily?". Em "A Catástrofe do Sucesso", a dupla optou por exibir as peças na íntegra e em sequência, entremeadas por trechos do artigo de Tennessee Williams. Os textos, escritos entre as décadas de 1930 e 1950, se mostram contemporâneos e pertinentes aos dias de hoje.

Em "Fala Comigo Como a Chuva e Me Deixa Escutar", primeira parte da peça, um homem e uma mulher mantêm uma relação distante, em um quarto mobiliado na Oitava Avenida de Manhattan. A situação em que vivem é precária e sem esperança de mudança. Ele começa a narrar para ela o pouco que recorda da noite anterior e propõe uma reaproximação. Para confrontar a solidão de seu presente, a mulher começa, em uma espécie de transe, a narrar um futuro repleto de situações que não acontecerão. Em sua imaginação, ela se registrará sob um nome falso, em um pequeno hotel da costa, onde envelhecerá sem nenhum tipo de contato social.

Já "Mister Paradise" fala de uma garota que encontra em um antiquário um livrinho de versos que servia como calço para uma mesa. Encantada com a poesia contida na obra, ela começa a escrever cartas para o autor. Não obtendo resposta, decide ir até a residência de Mister Paradise, o autor do livro, com o objetivo de conhecê-lo e de resgatar sua obra esquecida. Há um embate entre eles, pois Mister Paradise é extremamente descrente em relação ao poder que a arte pode exercer na sociedade atual. Após a apresentação, o diretor e o elenco participam de um bate-papo com o público. Classificação indicativa: 16 anos.


#EmCasaComSesc em 2020
A série #EmCasaComSesc teve início em abril de 2020, com um conjunto de transmissões ao vivo das linguagens artísticas de Música, Teatro e Dança, espetáculos para Crianças e atividades do Esporte - que somaram 13,5 milhões de visualizações, até dezembro do ano passado, no total de 434 espetáculos. Para conferir ou revisitar o acervo completo disponível, acesse: youtube.com/sescsp.


+Ação urgente contra a fome
Com o objetivo de ampliar a rede de solidariedade para levar comida às pessoas em situação de vulnerabilidade social, o Sesc São Paulo, em parceria com o Senac São Paulo, realiza campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis nas unidades do Sesc e Senac em todo o estado. São mais 100 pontos de coleta na capital, região metropolitana, interior e litoral. As doações são distribuídas às instituições sociais parceiras do Mesa Brasil Sesc, que repassam os itens para as 120 mil famílias assistidas. 

A Ação Urgente contra a Fome é uma iniciativa do Sesc São Paulo, por intermédio do Mesa Brasil Sesc, programa criado pela instituição há 26 anos que busca alimentos onde sobra para distribuir aos lugares em que falta. O que doar: alimentos não perecíveis como arroz, feijão, leite em pó, óleo, fubá, sardinha em lata, macarrão, molho de tomate, farinha de milho e farinha de mandioca. O Sesc conscientiza a população sobre importância da doação responsável, com itens de qualidade e dentro da validade. Saiba +: sescsp.org.br/doemesabrasil.


Mesa Brasil Sesc São Paulo
Paralelamente à campanha Ação Urgente contra Fome, a rede de solidariedade que une empresas doadoras e instituições sociais cadastradas segue suas atividades, buscando onde sobra e entregando em lugares onde falta, contribuindo para a redução da condição de insegurança alimentar de crianças, jovens, adultos e idosos e a diminuição do desperdício de alimentos.

Hoje, dezenove unidades do Sesc no estado - na capital, interior e litoral - operam o Mesa Brasil. As equipes responsáveis pela coleta e entrega diária de alimentos foram especialmente capacitadas para os protocolos de prevenção à Covid-19, com todas as informações e equipamentos de proteção individuais e coletivos necessários para evitar o contágio.

.: MASP apresenta trabalhos de Regina Vater, pioneira do vídeo no Brasil


"Conselhos de Uma Lagarta", 1976, stills

Até dia 15 de agosto, o MASP apresenta a "Sala de Vídeo: Regina Vater". Nela, a instalação "Conselhos de Uma Lagarta" (1976), de Regina Vater, uma das pioneiras da videoarte no Brasil, será remontada. Neste trabalho, um dos mais icônicos da artista, Vater intercala sua imagem, filmada durante meses no mesmo ponto de sua casa, com trechos do livro "Alice no País das Maravilhas" em que a protagonista e a lagarta conversam sobre a passagem do tempo e as transformações do corpo.

"A instalação se conecta especialmente a este contexto particular de mais de uma ano de vida pandêmica, em que nos comunicamos e nos vemos regularmente por meio de chamadas em vídeo, colocando duas telas para dialogar frente a frente no espaço expositivo", comenta Guilherme Giufrida, curador da mostra. Também são mostrados os dois vídeos da série "ART" (1978), "Vídeo ART e ARTropophagy", um dos marcos da arte conceitual brasileira.

Ao longo de 2021 e de 2022, a programação da sala de vídeo integra o ciclo das "Histórias Brasileiras no MASP", e este ano inclui trabalhos de Ana Pi, Teto Preto, Regina Vater, Zahy Guajajara e Dominique Gonzalez-Foerster.

.: "Encontros com Escritores" do Museu Ema Klabin recebe Adriana Lisboa


Por motivos alheios à vontade da escritora Adriana Lisboa e da professora Ana Beatriz Demarchi Barel,  o Encontro com Escritores: outros olhares, programado para o próximo dia 28  de julho,  17 horas,  precisou ser cancelado, sem data prevista para sua realização. Atualizado em 21 de julho de 2021.

O mês de julho tem uma série de atividades culturais imperdíveis. Um encontro com a premiada escritora Adriana Lisboa, um curso  que coloca em pauta a relevância e a visibilidade dos intelectuais negros brasileiros, além de palestra e um bate-papo com artistas contemporâneos. Todas as atividades são online e gratuitas. É só se inscrever no site da Casa Museu Ema Klabin. Foto: Graça Castanheira


Julho vem repleto de atividades culturais na Casa Museu Ema Klabin. O programa  "Encontros com Escritores: Outros Olhares" promove lives com grandes nomes da literatura. A convidada de julho é a escritora Adriana Lisboa, ganhadora do Prêmio Moinho Santista pelo conjunto da obra, com livros traduzidos em mais de 20 países.

Além do encontro literário, a programação traz curso e palestra com assuntos relevantes. Para falar da visibilidade dos intelectuais negros brasileiros, a casa museu realiza o curso “Nativismo Negro - Intelectuais e Artistas Negros no Pós-abolição”.

Quem adora arte não pode perder o encontro Arte-papo que dá voz aos artistas contemporâneos em um bate-papo descontraído. Em julho, o tema abordado será “artes em tempos de exceção”. A programação contará ainda com a palestra “Exposições, Museus e Periferias: Diálogos”. Todos os eventos são online e gratuitos e as inscrições já podem ser realizadas no site do museu: http://emaklabin.org.br/

A palestra, o curso e o ciclo de encontros com escritores têm apoio cultural da plataforma Benfeitoria e da Sitawi, no âmbito do projeto Digitalização da Coleção Ema Klabin - Matchfunding BNDES+ 2020. Já o Programa Arte-papo tem apoio cultural do Governo do Estado de São Paulo, por meio do ProAC ICMS da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e patrocínio da Klabin S.A. Confira :


Curso "Nativismo Negro - Intelectuais e Artistas Negros no Pós-abolição"
Uma das principais novidades do debate público brasileiro tem sido a relevância e a visibilidade dos intelectuais negros brasileiros. O eurocentrismo do currículo pedagógico das escolas e universidades, a importância de uma literatura autoproclamada negra e periférica, o boom do feminismo negro, bem como a republicação de autores como Abdias do Nascimento, Lélia Gonzales, Beatriz Nascimento, Clóvis Moura e Maria Carolina de Jesus por grandes editoras brasileiras são evidências desse processo.  Entretanto, o conhecimento da história intelectual dos negros brasileiros ainda é bastante restrito ao período atual e à segunda metade do século vinte. O curso ministrado por Matheus Gato de Jesus, professor do Departamento de Sociologia (Unicamp) pretende enfrentar essa lacuna abordando a trajetória social e obras de autores negros brasileiros. Dias 10, 17 e 24 de julho, das 11h às 13h30. 95 vagas. Gratuito*. Plataforma Zoom.


Arte-papo - Processos Criativos em Tempos de Exceção
O programa Arte-papo promove encontros com conceituados artistas contemporâneos. Em julho, os professores e artistas Júnior Suci e Sergio Niculitcheff conversam sobre os seus processos criativos em períodos de restrição social. Doutorando em Artes Visuais (Unicamp), Júnior Suci  é ganhador, entre outros,  do prêmio Funarte de Arte Contemporânea pela mostra coletiva The Letter (Funarte/MG). Possui obras em acervos do MAC USP/SP, Sesc/AP e Museu de Arte Contemporânea de Campo Grande/MS. Sergio Niculitcheff atua há mais de trinta anos como pintor realizando exposições no Brasil e no exterior. Desde 2014 leciona no Instituto de Artes da Unicamp. Dia 15 de julho, das 17h às 18h. 95 vagas. Gratuito*. Plataforma Zoom.


"Encontros com Escritores: Outros Olhares" - Adriana Lisboa
A Casa Museu Ema Klabin  recebe a escritora e tradutora brasileira Adriana Lisboa, premiada e traduzida em diversos idiomas. Romancista, poeta, contista e tradutora, Adriana é autora, entre outros livros, dos romances "Sinfonia em Branco" (Prêmio José Saramago), "Um Beijo de Colombina", "Rakushisha", "Azul Corvo", "Hanói" e "Todos os Santos". Publicou também algumas obras para crianças, como "Língua de Trapos" e "Contos Populares Japoneses", ambos premiados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Com curadoria e mediação de Ana Beatriz Demarchi Barel, o encontro tem como objetivo estimular a leitura e proporcionar o contato do público com temas e obras relevantes que registram múltiplas perspectivas narrativas da nossa realidade. Dia 28 de julho de 2021, das 17h às 18h30. 95 vagas. Gratuito*. Plataforma Zoom.


Palestra: "Exposições, Museus e Periferias: Diálogos"
A palestra ministrada pela doutora Mirtes Marins de Oliveira, pesquisadora colaboradora na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP), apresentará museus e exposições em seu papel na experiência colonial e na lógica da colonialidade. Como parte das reflexões sobre museus e exposições, serão analisadas experiências em instituições tradicionalmente estabelecidas e em museus comunitários, tal como outras experiências culturais e suas contestações de abordagens e formatos hegemônicos. Dia 31 de julho de 2021, das 11h às 12h30. 95 vagas. Gratuito*. Plataforma Zoom.


Inscrições: http://emaklabin.org.br/
*Como em todos os nossos eventos gratuitos, a entidade convida quem aprecia a Casa Museu Ema Klabin a contribuir para a manutenção das atividades a apoiar com uma doação voluntária no site.


.: UBE lança Concurso de Contos em homenagem a Anna Maria Martins


Iniciativa homenageia escritora falecida no ano passado e incentiva a produção literária, em meio à deterioração do estímulo à cultura no Brasil. Foto: 
Divulgação/Academia Paulista de Letras

A União Brasileira de Escritores lança o Prêmio UBE de Literatura - Concurso de Contos Anna Maria Martins - 2021, de abrangência nacional, que contempla textos inéditos do gênero. Os objetivos são promover e valorizar a cultura e estimular a produção literária, bem como reconhecer o trabalho de autoras e autores nacionais, estreantes ou não. As inscrições podem ser feitas até 31 de agosto próximo, no site https://www.ube.org.br/home.php, no qual o regulamento também pode ser consultado na íntegra.


Premiação
A UBE, em meio à crise econômica pela qual o País passa, decidiu que os prêmios concedidos aos vencedores do Concurso de Contos Anna Maria Martins serão os seguintes: o primeiro colocado terá a participação, como entrevistado/a, na "Terça Literária", promovida e realizada semanalmente pela UBE, uma resenha do conto veiculada no Jornal UBE e publicação, nas mídias sociais da entidade, de post com perfil pessoal/profissional; o segundo terá resenha do texto publicada no Jornal UBE e perfil nas redes sociais; e o terceiro, post nas mídias sociais.

Além disso, serão publicados em livro os melhores trabalhos selecionados, no limite máximo de 15, com os três primeiros contos abrindo a publicação. Breves biografias de autoras e autores completarão a antologia do prêmio, a ser publicada pela editora Laranja Original. O cronograma do concurso é o seguinte: inscrições até 31 de agosto de 2021; seleção dos textos até 30 de setembro; resultados até 15 de outubro.

A cerimônia de entrega e o lançamento da antologia serão agendados até o final de 2021. Não haverá quaisquer despesas ou taxas por parte dos participantes. As escritoras e escritores selecionados receberão gratuitamente, pelos Correios, cinco exemplares da antologia, a título de direito autoral. O regulamento, na íntegra, pode ser encontrado no site da entidade.


Uma justa homenagem

"Anna Maria Martins foi uma grande tradutora e escritora e, acima de tudo, alguém que trabalhou pela literatura de São Paulo e do Brasil como poucos", lembra Cássia Janeiro, presidente da Comissão Organizadora do concurso. Participou de diversas atividades da União Brasileira de Escritores e atuou intensamente em cargos da Diretoria da entidade: como 2ª Secretária, de 1986 a 1988; e como 2ª. Vice-Presidente, em mandatos sucessivos entre 1994 e 2006. "É uma justíssima homenagem que a UBE presta a ela, que se foi em 26 de dezembro de 2020, aos 96 anos", conclui.

Sobre a UBE
A União Brasileira de Escritores (UBE) foi fundada em 17 de janeiro de 1958, numa fusão da seção paulista da Associação Brasileira de Escritores e da Sociedade Paulista de Escritores. Sucedeu a Sociedade dos Escritores Brasileiros, primeira entidade do setor, criada em 14 de março de 1942, por Mário de Andrade e Sérgio Milliet. Sua sede localiza-se na cidade de São Paulo, mas sua representatividade é nacional. Suas principais finalidades são a defesa da liberdade de expressão e dos direitos autorais e demais prerrogativas dos autores, difusão da cultura e democratização do acesso à informação.



domingo, 11 de julho de 2021

.: "Entrevista": jornalista Cristina Serra revela segredos de grandes escritores


Novo livro da escritora traz entrevistas com grandes nomes da literatura brasileira.


Cristina Serra lançou o livro "Entrevista" (Kotter Editorial). São 12 entrevistas com romancistas e poetas brasileiros, feitas nos anos 1980, quando trabalhou para o periódico Leia, especializado em literatura e mercado editorial. É um reencontro da experiente jornalista - que passou pelas redações de veículos de comunicação como os jornais Resistência, Tribuna da Imprensa, Leia, Jornal do Brasil, da revista Veja e da Rede Globo - com a repórter de 22 anos em início de carreira.

Na TV, foi repórter de política em Brasília, correspondente em Nova York e comentarista do quadro “Meninas do Jô”, no Programa do Jô. Em 2015, foi escalada para a cobertura do desastre em Mariana, pelo Fantástico. Como escritora, lançou os livros ““Tragédia em Mariana – A História do Maior Desastre Ambiental do Brasil” e “ A Mata Atlântica e o Mico-leão-dourado: uma história de conservação”. Atualmente é colunista do jornal Folha de S.Paulo.

No livro "Entrevista", ela faz uma introdução a cada um das conversas, reconstitui como as conseguiu, como foi a receptividade dos autores com a jovem repórter em começo de carreira, as impressões que absorveu em cada encontro e que ficaram registradas em anotações guardadas até hoje no arquivo da jornalista.

As edições originais foram resgatadas no acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM-USP), parceira do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP), que guarda a coleção completa do LEIA. Carlos Drummond de AndradeFerreira GullarJoão Cabral de Melo NetoMário Quintana e Jorge Amado são alguns dos brasileiros entrevistados, além da chilena Isabel Allende.

Cristina conseguiu retirar declarações contundentes dos entrevistados a respeito de processos criativos,  método de trabalho sobre a literatura e o Brasil. Carlos Drummond sobre a poesia: "São meus problemas, meus dramas, os meus sequestros, os meus complexos, a minha dificuldade de adaptação à vida, todo esse sofrimento”Mário Quintana afirma que “poesia não deixa de ser uma forma de falar sozinho”Gullar diz que “poesia só tem um sentido: mudar as coisas”Jorge Amado conta que escrevia todos os dias até às 10h da manhã porque depois desse horário começava a “emburrecer”.

Como surgiu a ideia de lançar um livro de entrevistas?
Cristina Serra - Esse livro era uma ideia antiga que, finalmente, consegui realizar. As entrevistas foram feitas na década de 1980, quando eu era repórter do jornal mensal Leia, especializado em literatura e mercado editorial. Na época, entrevistei alguns dos mais importantes autores brasileiros. Foram entrevistas longas, abordando o processo criativo deles, como construíam suas obras, como surgiam as ideias para um romance ou um poema. Sempre achei que eram testemunhos importantes e que mereciam estar num livro. Guardei essa ideia por muito tempo até que, na pandemia, tive tempo para revisar as entrevistas e escrever uma introdução para cada uma delas, contando como foi que aconteceram. Selecionei 12 entrevistas que tem uma característica comum: são muito reveladoras da obra e do método de trabalho desses autores. 


Qual das entrevistas você tem mais prazer em fazer, por quê?
Cristina Serra - Todas foram muito importantes, são de autores que eu já admirava muito. Cada um tem uma personalidade e uma obra única. Mas eu diria que as entrevistas com os poetas são muito especiais. Para mim, a criação e a escrita poética são um mistério. Ouvir - e agora reler - Drummond. Cabral, Gullar e Quintana falando desse mistério é algo que me emociona sempre. 


E qual das entrevistas mais a surpreendeu positivamente?
Cristina Serra - Como eu disse, para mim todas são importantes porque revelam a obra de autores fundamentais da nossa literatura. Mas eu destacaria três entrevistas que são bastante reveladoras: Drummond, Cabral e a chilena Isabel Allende, aliás a única estrangeira dessa seleção. Acho que tive muita sorte de ter bastante tempo com eles, são entrevistas longas, em que eles refletiram de maneira muito profunda sobre sua obra e método de trabalho. Foram muito pacientes e generosos para responder todas as minhas perguntas com tanta profundidade. 


Revisirando os textos, tem alguma questão que gostaria de ter feito aos autores e não fez? 
Cristina Serra - Eu gosto das entrevistas do jeito que elas são. Mas a obra desses autores é tão vasta, linda e complexa que se eu tivesse tido a oportunidade de fazer outras entrevistas com eles, cada entrevista seria diferente tal a riqueza da criação literária deles.


Se pudesse recomendar apenas uma das entrevistas, qual seria e por quê?
Cristina Serra - Impossível. Recomendo que leio todas. Cada entrevista é um universo criativo, literário e intelectual único e incomparável.


Nos textos publicados no livro, há entrevistas de mais de 30 anos. Qual a principal diferença entre a reporter que fez os textos na época e a escritora que os publicou agora?
Cristina Serra - Refleti muito sobre isso ao revisar as entrevistas. Esse livro é um reencontro com a repórter de 22 anos em começo de carreira. Como eu disse, eu gosto muito das entrevistas e, sinceramente, acho que mostram uma maturidade precoce daquela jovem repórter. Mas acho também que se fosse entrevistá-los hoje acrescentaria outras perguntas porque, certamente, a minha maturidade me dá um entendimento e uma percepção ainda maior da obra desses autores absolutamente fundamentais da cultura brasileira.


Há outras entrevistas que ficaram guardadas, à espera de uma publicação? Se a resposta for positiva, quais são?
Cristina Serra - Há outras entrevistas que não entraram nesta seleção, mas não pretendo publicar porque não são tão amplas como as que estão no livro. Foram entrevistas mais pontuais sobre o lançamento de um livro específico ou alguma outra questão. Então, não têm a mesma profundidade das que estão no livro.


Qual artista você realizou o sonho de entrevistar e por quê?
Cristina Serra - Entrevistei vários, não só para o Leia, mas depois, ao longo da minha carreira. Todos os que estão no livro eu sonhava em entrevistar. Além dos que eu já mencionei, destaco o Tom Jobim. Ele entrou no livro porque fiz uma matéria com ele para o Leia especificamente sobre os livros que o influenciaram. É um perfil do Tom por meio da literatura. Conto como foi essa conversa, ele me mostrando os livros nas prateleiras do estúdio dele, numa sala envidraçada, com vista para o Cristo Redentor, onde ficava o piano dele. Sou apaixonada pela obra do Tom e esse encontro foi um momento mágico. 


Qual o artista que você gostaria de entrevistar, mas nunca conseguiu? Por quê?
Cristina Serra - Eu não entrevistei vários escritores que gostaria de ter entrevistado. Sou apaixonada pela obra do gaúcho  Érico Veríssimo. Li muitos livros dele na adolescência e é uma obra absolutamente essencial para entender o Brasil. Mas quando entrei na profissão ele já havia morrido. Então, eu sabia que esse sonho jamais seria realizado. Outro que eu adoraria ter entrevistado é o Vinícius de Moraes, mas também pelo mesmo motivo do Érico não foi possível. 


Qual é a técnica que você usa para tirar as melhores respostas dos entrevistados?
Cristina Serra - Bom, eu estudo muito qualquer assunto sobre o qual vou trabalhar numa pauta. Eu já tinha lido muita coisa desses autores desde a escola. O Drummond, por exemplo, eu já sabia poemas dele de cor. Também lia crônicas dele para o Jornal do Brasil. Outro mineiro, Fernando Sabino, eu também já conhecia muita coisa. Sou encantada com livros dele, como "O Grande Mentecapto" e "Encontro Marcado”. Jorge Amado, Antônio Callado, Ferreira Gullar e João Cabral, todos esses eu já tinha muito. “Kuarup”, do Callado é um livro que teve um impacto profundo quando eu li, aos 17 ou 18 anos. Aqueles que eu não conhecia tão bem, quando eu marcava a entrevista, eu corria pra ler mais alguma cosia pra que pudesse fazer uma boa entrevista. Geralmente, dava tempo de me preparar. Foi um período da minha vida em que eu li muito, o que eu considero uma sorte muito grande. Ter um trabalho que me pagava para ler e entrevistar escritores, realmente, foi um privilégio enorme.


Você tem alguma dica para repórteres fazer as melhores entrevistas?
Cristina Serra - Tentar se preparar com antecedência, pesquisar e ler o máximo possível sobre o assunto ou sobre a pessoa que você vai entrevistar.  Como eu disse sobre o livro, eu já conhecia bastante coisa desses autores, mas eu me aprofundei ainda mais. Acho que os entrevistados perceberam que estavam conversando com alguém que conhecia e apreciava boa parte da obra deles. Não quero me gabar, mas acho que isso fez diferença. 


Serviço:
Livro: "Entrevista"
Páginas: 168
Link na Amazon: https://amzn.to/3sxSqOr



.: "O Vendedor de Sonhos" faz sessão comemorativa de aniversário no dia 17

Sucesso de crítica e público, o espetáculo comemora três anos em cartaz. A peça é baseada no best-seller homônimo de Augusto Cury e já foi vista por mais de 100 mil pessoas em mais de 150 apresentações espalhadas por 80 cidades do Brasil.


Peça adaptada da obra de Augusto Cury - o psiquiatra mais lido do mundo na atualidade - "O Vendedor de Sonhos" volta em cartaz para curta temporada presencial aos sábados, às 19h30, no Teatro Liberdade. A sessão do próximo sábado, dia 17, é especial, por conta da comemoração dos três anos do espetáculo.

A adaptação do best-seller para o palco é do próprio Augusto Cury, além de Erikah Barbin e Cristiane Natale (que também assina a direção) e o elenco é formado por Luiz Amorim, Mateus Carrieri, Adriano Merlini, Fernanda Mariano, Pedro Casali, Marcus Veríssimo e Guilherme Carrasco.

A trama conta a história do personagem Júlio César (Mateus Carrieri), que tenta o suicídio e é impedido de cometer o ato por intermédio de um mendigo, o Mestre (Luiz Amorim), que lhe vende uma vírgula, para que continue a escrever a sua história. Juntos encontram Bartolomeu (Adriano Merlini), um bêbado boa-praça que decide unir-se a eles na missão de vender sonhos e de despertar a sociedade doente. Mas a revelação de um passado conflituoso do Mestre pode destroçar a grande missão do Vendedor de Sonhos.

O livro "O Vendedor de Sonhos" já foi traduzido para mais de 60 idiomas e também virou filme – e é a primeira obra de Augusto Cury receber uma adaptação para o teatro. “Ver os atores interpretando no palco os personagens que eu construí nas mais diversas situações estressantes em que eles passaram, levando o espectador a fazer uma viagem para dentro de si mesmo para encontrar o mais importante endereço que poucos encontram, o endereço em sua própria mente, é de fato um grande prazer”, revela Cury.

“Entre as diversas apresentações pelo Brasil, a peça vem atingindo em cheio os espectadores”, conta a diretora Cristiane Natale. Para ela, a correria no dia a dia acaba reprimindo a demonstração dos sentimentos, principalmente os medos. “Muitas pessoas não conseguem lidar com desafios e fracassos e acabam por viver um caos emocional”, enfatiza ela, que, entre os seus trabalhos de destaque, estão os infantis “A Bailarina Azul”, de Cecília Meireles, como autora e figurinista; e “Arca de Noé”, de Vinicius de Moraes, como produtora; atualmente, ela está em pré-produção do espetáculo “O Nome da Rosa”, de Umberto Eco, como autora e diretora; e em breve irá estrear “O Homem mais Inteligente da História”, parceria com Augusto Cury.

Para Luiz Amorim, que interpreta o Mestre, o texto tem uma função além da literatura. “É uma história muito humana, bonita, que nos traz identificação. Propõe uma reflexão, instiga pensamentos. Tudo isso me atrai bastante no texto”, diz ele, que esmiúça o seu personagem, o Vendedor de Sonhos. “Ele é riquíssimo, um homem que passou por muitas experiências, traumas na vida e desafios. Ele propõe caminhos que transformam a vida das pessoas. Você pode mudar o mundo através de sua própria mudança”, conclui.

“Sentimos a boa recepção do público quando as pessoas contam suas experiências e como a peça, de alguma forma, modificou a vida delas”, conta Amorim, que coleciona em sua carreira grandes trabalhos, como as peças “Deus lhe Pague” e “Sete Minutos”, com Bibi Ferreira; o musical “Di Repente”, com o Grupo Luz e Ribalta; entre outros. Além de passagens pela TV, como nas novelas “Chiquititas” e “Maria Esperança” (SBT); e no cinema, em “Corda bamba” e “Sábado”.


Como surgiu a adaptação do livro para o teatro
A ideia de transformar o livro "O Vendedor de Sonhos" para o teatro surgiu durante a realização das palestras de Augusto Cury pela Applaus, com direção de Luciano Cardoso, com mais de 25 anos de experiência nos cenários musical e das artes. “Eu vinha percebendo que estava em franca expansão a questão de as pessoas discutirem as suas emoções, em especial um tema muito delicado, que é a prevenção ao suicídio. E sabendo da relação muito próxima de atores e plateia, o que poderia ser positivo para que tocasse as pessoas, como vem tocando pelo Brasil afora, apostamos. Para nós, é muito gratificante”.


Sinopse
Baseado no best-seller homônimo de Augusto Cury. Na trama, o personagem Júlio César tenta o suicídio, e é impedido de cometer o ato final por intermédio de um mendigo, o “Mestre”, que lhe vende uma vírgula, para que continue a escrever a sua história. Juntos encontram Bartolomeu, um bêbado boa-praça que decide unir-se a eles na missão de vender sonhos e de despertar a sociedade doente. A revelação de um passado conflituoso do Mestre pode destroçar a grande missão do Vendedor de Sonhos.


Ficha técnica
Gênero:
 drama
Adaptação: Augusto Cury, Cristiane Natale e Erikah Barbin
Direção: Cristiane Natale
Elenco: Luiz Amorim, Mateus Carrieri, Adriano Merlini, Fernanda Mariano, Pedro Casali, Marcus Veríssimo e Guilherme Carrasco
Direção geral de produção: Luciano Cardoso
Produção executiva: Marcus Veríssimo
Comunicação: Bruna Padoan
Design gráfico: Rafael Choaire
Gestão tráfego digital: AT Marketing Digital
Design de luz: Bruno Henrique França
Técnico: Pitty Santana
Trilha sonora: Lino Colantoni
Figurino: Valentina Oliveira
Cenário: Cristiane Natale e Applaus
Assessoria jurídica: Ranzolin - Propriedade Intelectual
Apoio: Escola da Inteligência
Promoção: Academia do Conhecimento
Realização: Applaus

Serviço
Teatro Liberdade - Rua São Joaquim, 129 – São Paulo
Sábados, às 19h30
Classificação: 10 anos
Duração: 70 minutos
Ingressos: https://www.eventim.com.br/artist/vendedor-sonhos/ 



.: Luiz Costa Lima oferece panorama renovado sobre a mímesis em livro


Com estudos de caso de obras de Virginia Woolf, Freud, Nietzsche, Georg Simmel, Schlegel e Hegel, entre outros, autor empreende mergulho ao âmago do tema caro à sua obra.

Passadas mais de quatro décadas da publicação de "Mímesis e Modernidade: Formas das Sombras", em 1980, hoje um clássico dos estudos literários brasileiros, seu autor, Luiz Costa Lima, nunca deixou de lado a temática sobre a qual ali já se debruçava com autoridade: a conceituação filológica da mímesis – grosso modo, a ideia aristotélica de constituir na arte o mundo das ideias.

E agora, a partir de novos olhares, em "O Chão da Mente: A Pergunta pela Ficção", o crítico literário se debruça sobre múltiplos caminhos para a questão que se apresenta como pilar de seus estudos, desfiando seu raciocínio a partir de estudos de caso de escritores como Virginia Woolf, Freud, Nietzsche, Georg Simmel, Schlegel e Hegel

“Em livros recentes, a propósito do requestionamento da mímesis, tenho entremeado o retrospecto do que desenvolvo desde 1980 com reflexões ainda inéditas”, anota o autor. “Além de nova, a combinação mostrou-se necessária porque, tendo escrito dezesseis livros desde 'Mímesis e Modernidade', não era crível supor que um número bastante de leitores conhecesse a integralidade da sequência. Além do mais, bem recordo que, na tentativa de evitar que a teorização entorpecesse o tratamento do problema em foco, sempre combinei o tema básico com sua abordagem particularizada em autores diversos”.

Ao longo de cinco grandes eixos, Costa Lima formula sua ambiciosa proposta: compilar novas reflexões sobre outras problemáticas surgidas desde que encarou o tema primeira vez ainda nos anos 1980, de forma a oferecer ao leitor brasileiro um panorama renovado atrelado ao tema da mímesis. Ressalte-se que o conjunto de livros que o autor tem dedicado a isso desenvolve o pressuposto contrário ao que têm dito seus intérpretes: para Costa Lima, a mímesis não é uma forma sub-reptícia de reafirmar o mundo.

Dentre sua extensa produção textual, esta obra é mais uma contribuição a um complexo projeto filosófico-antropológico-histórico-literário que estabelece o autor no cânone dos estudos literários brasileiros. Luiz Costa Lima propõe aqui uma imersão em conceitos que, mesmo articulando um grau de erudição desafiador – ou, quem sabe, exatamente por isso –, é esclarecedora e fascinante.


Sobre o autor
Luiz Costa Lima
 é crítico literário e professor emérito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Publicou importantes livros de ensaios, entre eles "Mímesis e Modernidade: Formas das Sombras" (1980), "Vida e Mímesis" (2000), "O Controle do Imaginário e a Afirmação do Romance" (2009) e "Frestas: A Teorização em Um País Periférico" (2013). Pela editora Unesp, publicou, em 2017, "Melancolia: Literatura"


Ficha técnica:
Título: 
"O Chão da Mente: A Pergunta pela Ficção"
Autor: 
Luiz Costa Lima
Número de páginas:
328
Formato: 13,7 x 21 cm
Link na Amazon: https://amzn.to/3k90lB8

.: Spice Girls comemoram 25 anos do single de estreia com EP “Wannabe 25”


Projeto que celebra os 25 anos do hit “Wannabe” conta com uma faixa inédita.

A espera acabou! Para marcar o 25º aniversário do single de estreia das Spice Girls, “Wannabe”, o grupo acaba de apresentar o EP "Wannabe 25", com a versão original da faixa, um remix, uma demo e uma música inédita, intitulada "Feed Your Love". 

Anunciada em meados de junho, a chegada de um EP comemorativo deixou os fãs da prestigiada girlband extasiados e eufóricos. Originalmente lançado em 8 de julho de 1996, no Reino Unido, “Wannabe” alcançou o primeiro lugar em 35 países, superando a marca de sete milhões de vendas. Em 2020, a canção foi a mais executada no Spotify dos lançamentos dos anos 1990, de uma artista feminina.

Juntamente com o single original e um remix, o EP traz ainda a demo original, além da faixa inédita “Feed Your Love”. Esta última, é uma balada escrita pelas Spice Girls e pelos também compositores de “Wannabe”, Richard 'Biff' Stannard e Matt Rowe. A canção foi originalmente gravada para o álbum “Spice” (1996), disco de estreia da girl band, na época considerado um trabalho que marcou o retorno do teen pop

O grupo divulgou o lançamento nas redes sociais e convidou os fãs a compartilhar as lembranças com a música: “É oficial! Já se passaram 25 anos das Spice Girls. Acreditamos que há uma Spice Girl em todos nós e queremos que se juntem a nós numa viagem no tempo! Queremos ver vocês cantarem com o seu coração, mostrar seus melhores passos de dança e ouvirmos como se sentiram inspiradas, influenciadas e excitadas pelo ‘People Power’. Compartilhem conosco suas fotos, vídeos e histórias usando a hashtag #IAmASpiceGirl”, escreveu o grupo em sua conta oficial no Instagram.

Formado por Melanie Brown, Victoria Beckham, Emma Bunton, Melanie C e Geri Halliwell, o quinteto é considerado um dos maiores grupos femininos de todos os tempos, acumulando hits como "Spice Up Your Life", "Stop", "2 Become 1" e "Say You'll Be There". Em 2019, elas voltaram para uma turnê de reencontro, sem Victoria Beckham, e fizeram uma sequência de shows no Reino Unido e na Irlanda.

.: Halsey revela capa do álbum “If I Can't Have Love, I Want Power”


A arte da capa foi apresentada no Metropolitan Museum of Art. Produzido por Trent Reznor e Atticus Ross, o álbum está programado para ser lançado no dia 27 de agosto.

No dia 27 de agosto, Halsey apresenta o álbum “If I Can't Have Love, I Want Power” via Capitol Records. Ela revelou a arte da capa do álbum no Metropolitan Museum of Art, em Nova York. 

Halsey escreveu todas as canções de “If I Can't Have Love, I Want Power” e gravou o álbum que define sua carreira, com Trent Reznor e Atticus Ross, conhecidos por seu trabalho com o Nine Inch Nails e como compositores para cinema/televisão e vencedores do Oscar®, do Globo de Ouro® e do Grammy®.

Até o momento, Halsey ultrapassou em sua carreira 60 milhões de unidades certificadas pela RIAA em álbuns, singles e participações como convidada. Em todo o mundo, ela vendeu mais de 150 milhões de singles ajustados. “If I Can’t Have Love, I Want Power” vem na sequência do álbum “Manic”, que estreou em Nº 1 na parada Top Current Albums da Billboard. Foi o primeiro álbum de 2020 a ser certificado Platina nos Estados Unidos e também obteve o certificado de Platina em vários outros países.

A artista continua a ultrapassar fronteiras criativas, expandindo sua influência e impacto para além da música. Seu primeiro livro, “I Would Leave Me If I Could: A Collection of Poetry”, estreou em novembro passado na lista de best sellers do The New York Times. Indicada em 2020 como uma das 100 pessoas mais influentes da revista Time, ela ganhou mais de 20 prêmios, incluindo um AMA, MTV VMA, GLAAD Award, o Songwriters Hall of Fame’s Hal David Starlight Award e um CMT Music Award. 

Halsey lançou recentemente a about-face, uma linha de maquiagem multidimensional feita para todos usarem. A cantora continua a usar sua voz para falar por causas nas quais ela acredita apaixonadamente, incluindo jovens desprivilegiados, direitos das mulheres, saúde mental e a comunidade LGBTQIA+.

sábado, 10 de julho de 2021

.: Tudo sobre "Encanto", a nova animação dos estúdios Disney


"Encanto"
, da Walt Disney Animation Studios, conta a história dos Madrigal, uma família extraordinária que vive escondida nas montanhas da Colômbia, em uma casa mágica conhecida como Encanto. O novo filme original apresenta Stephanie Beatriz como a voz em inglês de Mirabel, uma jovem de 15 anos que luta para encontrar seu lugar na família. “Mirabel é uma personagem muito divertida e amorosa, que também anseia profundamente por algo mais”, diz Beatriz. "Ela também não tem medo de defender o que sabe ser correto, algo que amo e com o qual me identifico muito".

“Sou colombiana por parte de pai e desempenhar esse papel me enche de orgulho”, continua Beatriz. “Como uma criança fã da Disney, eu assistia repetidamente às minhas fitas VHS e adorava todas as histórias mágicas que o mundo Disney me apresentava. Aprendi com essas histórias que tudo é possível, especialmente se você acredita na magia e na bondade em todos nós".

No filme, a magia abençoou todas as crianças da família com um dom único, desde a superforça até o poder de cura. Todos, exceto Mirabel. Mas, quando descobre que a magia que cerca "Encanto" está em perigo, Mirabel decide que ela, a única Madrigal sem poderes mágicos, pode ser a última esperança de sua família. As vozes em inglês também incluem María Cecilia Botero, Wilmer Valderrama, Adassa, Diane Guerrero, Mauro Castillo, Angie Cepeda, Jessica Darrow, Rhenzy Feliz e Carolina Gaitán. As vozes da versão brasileira serão reveladas em breve.

“Colombia, Mi Encanto”
O novo trailer inclui a música original do filme, “Colombia, Mi Encanto”, interpretada pelo cantor, compositor e ator vencedor do Grammy® e Latin Grammy® 17 vezes, Carlos Vives, natural de Santa Marta, Colômbia. “Esta música é uma celebração da diversidade mágica da Colômbia”, diz Vives. "Mal posso esperar para ver como a música se misturará às imagens e personagens inspirados no charme ’dos colombianos."

O filme apresenta canções inéditas do vencedor do Emmy®, Grammy® e Tony Award® Lin-Manuel Miranda ("Hamilton", "Moana") e é dirigido por Byron Howard ("Zootopia", "Enrolados") e Jared Bush (codiretor de "Zootopia"), co -dirigido por Charise Castro Smith (roteirista The Death of Eva Sofia Valdez) e produzido por Clark Spencer e Yvett Merino. Bush e Castro Smith são os roteiristas do filme. Os cineastas ficaram profundamente inspirados por sua viagem de pesquisa à Colômbia durante o desenvolvimento inicial de "Encanto", bem como por seu trabalho contínuo com um grupo de consultores especializados reunidos ao longo da produção do filme.

"Encanto" - Teaser/trailer oficial legendado


.: Grátis: "Palhaços", com Dedé Santana e Fioravante Almeida, neste domingo


Um dos mais importantes textos de Timochenco Wehbi, o espetáculo "Palhaços" terá uma sessão única especial em São Paulo, neste domingo, dia 11 de julho, em montagem estrelada pelo eterno trapalhão Dedé Santana acompanhado do ator Fioravante de Almeida, sob a direção de Alexandre Borges.

A peça fez a estreia nacional no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília e contou com temporada também no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, passando por temporadas no Rio de Janeiro e Manaus, realizou também turnê pelo interior de São Paulo e após 14 meses, desde a última temporada no Teatro Popular do Sesi na Av. Paulista, retorna aos palcos do Teatro Sérgio Cardoso, em apresentação gratuita, presencial e digital. 

O espetáculo também arrecadou quatro toneladas de alimentos em parceria com a Sodiê Doces. As cestas serão entregues para o Centro da Memória do Circo e para o Sindicato dos Artistas e Técnicos de Espetáculos e Diversões do Estado de São Paulo. A tragicomédia, escrita por Wehbi na década de 1970, narra a história de um palhaço que tem a sua rotina alterada ao se deparar com um espectador em seu camarim. 

O encontro entre Careta (Dedé Santana), verdadeiro nome de José, e Benvindo (Fioravante Almeida), um vendedor de sapatos, faz com que ambos questionem a vida e a própria existência de uma maneira espirituosa, opondo o palhaço profissional ao palhaço da vida. Durante a conversa, os personagens passam a se provocar, como em um jogo entre essas figuras opostas, desestabilizando crenças e valores, que se desnudam e refletem acerca de suas escolhas. 

A todo instante, um dos personagens parece dominar a cena quando, com um simples gesto, o outro rouba a atenção e o poder momentâneo do diálogo. As distâncias e as proximidades existentes entre Careta e Benvindo, remetem à metáfora dos homens que lhes assistem na plateia. "Palhaços" é um convite à reflexão sobre o verdadeiro papel do artista, o que faz com que o público ultrapasse o espaço da lona, do espaço cênico, para ver de perto o verdadeiro palhaço.

Um dos destaques dessa montagem está na presença de Dedé Santana nos palcos, um ícone do humor, com décadas de trajetória nas artes da interpretação. Um embaixador do circo que traz ao personagem que interpreta maestria para o seu habitat natural, o circo. Dedé é filho de artistas circenses e já aos três meses de idade era personagem nos picadeiros. Ele, que está no imaginário de gerações de brasileiros, em um novo papel, pronto para mais um jogo cênico, no qual a relação dos atores com a plateia, se torna o grande trunfo do espetáculo.

Ficha técnica:
"Palhaços"
Texto: 
Timochenco Wehbi
Direção: Alexandre Borges
Elenco: Dedé Santana e Fioravante Almeida
Cenografia: Marco Lima
Figurino: Fábio Namatame
Iluminação: Domingos Quintiliano
Assistente iluminação e operação: Ricardo Silva
Trilha sonora: Otto e Dipa
Preparação vocal: Madalena Bernardes
Coaching: Selma Kiss e Yasmim Sant’Anna
Diretor de palco: Marcos Loureiro
Fotos: Tatiana Coelho
Vídeo: Rústica Produções
Equipe captação de imagens live: Segundo Ato
Relações públicas/ Convidados: Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho
Assessoria de imprensa: Liège Monteiro e Luiz Fernando Coutinho
Direção de produção: Camila Bevilacqua
Produção executiva: Giovanna de Donato
Coordenação do projeto: F L O ARTS e LadyCamis
Idealização: F L O ARTS e LadyCamis Produções
Duração: 60 min.
Lotação Sala Nydia Licia: 320 lugares (312 + 8 cadeirantes).
(40% da capacidade total da plateia, conforme estabelecido pelo protocolo do Governo do Estado e da Prefeitura da capital).
Classificação indicativa: 12 anos


Serviço:
"Palhaços" (presencial e digital)
Local:
Teatro Sérgio Cardoso - Sala Nydia Lícia
Endereço: Rua Rui Barbosa, nº 153, Bela Vista, São Paulo, SP
Data: 11 de julho (única apresentação)
Horário: 18h
Ingresso: gratuito
Horário de Funcionamento: – de terça a sábado das 14h às 19h
Outras informações: 11 3288-0136
Aceita-se alimentos não perecíveis. Show beneficente, com renda revertida para o Centro da Memória do Circo e para o Sated SP
Sessão presencial e transmitida ao vivo e online no Cultura em Casa:
https://culturaemcasa.com.br


#CulturaEmCasa
Plataforma de vídeos culturais gratuita do Governo do Estado de São Paulo desenvolvida pela Amigos da Arte - Organização Social de Cultura. Uma plataforma gratuita de conteúdo cultural por demanda! CulturaEmCasa é um programa de difusão cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo para democratizar o acesso a conteúdos culturais de qualidade e ampliar o alcance do nosso trabalho.


.: Entrevista: Thaila Ayala relembra um de seus principais trabalhos na TV


Em entrevista, a atriz fala sobre sua experiência ao viver Amanda na trama do "Vale a Pena Ver de Novo". Foto: TV Globo / Zé Paulo Cardeal


"Ti Ti Ti" é um dos trabalhos que Thaila Ayala mais gostou de fazer ao longo da carreira na TV. Foi sua terceira novela, depois da estreia em "Malhação", no ano de 2007. Na trama de Maria Adelaide Amaral, ela viveu Amanda, a filha mais velha de Marta (Dira Paes). A jovem começou cedo a carreira de modelo, mas não atingiu o sucesso, especialmente por seu temperamento difícil, que a fez perder diversos trabalhos.

Para se manter no mundo das subcelebridades, Amanda se mostra capaz de coisas que a rigidez moral da mãe jamais poderia imaginar. "Não dá para dizer que ela é vilã ou anti-heroína. Para mim, como atriz, foi muito bom trabalhar as nuances da personagem e a Amanda era cheia delas. Uma menina rebelde, mimada, que tinha uma mãe extremamente batalhadora, mas que sonhava com uma outra vida, com outras coisas... Eram muitos lados para levar em consideração. Isso é muito rico!", recorda a atriz. 

Em entrevista, Thaila relembra o trabalho na novela, os bastidores, os principais desafios e sua preparação para viver uma personagem ligada ao universo da moda. Exibida no "Vale a Pena Ver de Novo", "Ti Ti Ti" é escrita por Maria Adelaide Amaral, com direção de núcleo de Jorge Fernando e direção de Marcelo Zambelli, Maria de Médicis e Ary Coslov.


Como está sendo a experiência de rever "Ti Ti Ti" no "Vale a Pena Ver de Novo"?
Thaila Ayala -
Está sendo muito especial. Essa foi uma novela que eu gostei muito de fazer. O texto da Maria Adelaide é maravilhoso, a direção do Jorginho Fernando é incrível e os bastidores desse trabalho eram uma delícia. A gente trabalhava com tanta alegria, tanta leveza, que isso com certeza chegava ao público. Rever a novela e relembrar todos esses momentos é maravilhoso.

 

Qual a importância da Amanda na sua carreira?
Thaila Ayala - Muito grande. Eu tive a oportunidade de trabalhar com atores tão gentis e talentosos, como Dira Paes, que interpretava a mãe da minha personagem, Murilo Benício e Claudia Raia. Estar ali, trocando com eles e com todos os meus outros colegas de cena, com certeza me fez crescer muito como atriz.

 

Você tem acompanhado a repercussão da reprise? 
Thaila Ayala - Agora acompanho mais a repercussão nas redes sociais. É diferente, mas também é muito divertido. Amanda continua sendo uma personagem que desperta sentimentos conflitantes, mas acho que nem na primeira exibição, nem nessa o público realmente a odeia.

O que dizem sobre a sua personagem?
Thaila Ayala - Sinto que julgam as atitudes dela, criticam, mas também percebem que ela não é uma pessoa má. Tem algo além disso, além das atitudes mimadas dela. Acho que isso também cativa o público de alguma maneira até hoje.

 

Qual foi a sua cena mais marcante na trama?
Thaila Ayala - Tiveram duas cenas que foram mais marcantes. Uma foi com a Isis Valverde, as nossas personagens se bicavam e foi engraçado e difícil de gravar porque a gente não conseguia parar de rir. E a cena em que a Amanda descobre que o Jacques Leclair é o pai dela. Foi uma cena de mais emoção, que fez a personagem sair um pouco do ambiente dela.

 

O que mais te atraiu na personagem?
Thaila Ayala - O lado humano da Amanda. Não dava para dizer que ela era só vilã ou anti-heroína. Para mim, como atriz, é muito bom trabalhar as nuances da personagem e a Amanda era cheia delas. Uma menina rebelde, mimada, que tinha uma mãe extremamente batalhadora, mas que sonhava com uma outra vida, com outras coisas... Eram muitos lados para levar em consideração. Isso é muito rico! 

 

Como foi a preparação para viver uma personagem ligada ao mundo da moda e qual sua relação com esse universo?
Thaila Ayala - Eu já tinha uma vivência no mundo da moda e já tinha convivido com algumas Amandas na minha vida (risos). Então, foi um exercício de memória também. E trabalhar em uma novela sobre moda, interpretando uma modelo, foi muito bom, me senti em casa.

 

Conte um pouco como foi a experiência nos bastidores e o contato com o elenco. Fez amizades que duram até hoje?
Thaila Ayala - Por trás das câmeras o relacionamento do elenco era maravilhoso! Trabalhei com tanta gente incrível. Dentre elas estavam duas grandes amigas: Sophie Charlotte e Isis Valverde. Da Sophie, eu já era amiga. E da Isis me aproximei mais durante a novela. Até hoje somos amigas.

 

Quais são seus planos e projetos para este ano?
Thaila Ayala - Tenho cinco filmes para estrear: "Lamento", "O Garoto", "Moscow", "Distrito 666" e "Inverno". O primeiro a sair será "Lamento", agora em agosto. Ainda não tenho a previsão dos outros porque com a pandemia tudo muda muito, mas devem ser lançados em breve. Fico muito animada porque são trabalhos bem diferentes entre si. Em "Inverno", além de atuar, assinei o roteiro com Paulo Fontenelle e produzi o projeto junto com Renato (Góes), meu marido. É o primeiro longa da nossa produtora.

← Postagens mais recentes Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.