domingo, 6 de março de 2022

.: Maitê Proença estreia "O Pior de Mim", em versão presencial, no teatro


Com direção Rodrigo Portella, a atriz Maitê Proença estreia versão presencial do espetáculo "O Pior de Mim". A peça, cuja versão digital foi destacada entre as melhores de 2020 pelo jornal O Globo e pelo portal Observatório do Teatro, e indicada ao Prêmio Arcanjo de Cultura, foi reconcebida para os palcos físicos. Maitê Proença também lançará, em abril, o livro “O Pior de Mim” (Ed. Agir), coletânea dos registros que deram origem ao texto da peça.

A peça estria na sexta-feira, dia 25 de março, às 20h, no Teatro Prudential - Sala Adolpho Bloch, no Rio de Janeiro. Autoprovocada por este mote, a atriz e escritora Maitê Proença estreou em 2020 um experimento digital que se tornou um dos maiores sucessos do ano, e que agora chega aos palcos presenciais no Rio de Janeiro: a peça de “O Pior de Mim”, com texto de sua autoria e direção de Rodrigo Portella (“Tom na Fazenda” e “As Crianças”). Depois de três temporadas on-line e uma breve turnê presencial, o solo finalmente estreia sua primeira temporada nos palcos cariocas, no Teatro Prudential. 

A peça parte de histórias pessoais para falar de todas as histórias, na medida em que todos desenvolvemos, em maior ou menor grau, bloqueios variados para nos proteger de dores do passado, “levantando muros (sem ver) onde gostaríamos de ter construído pontes”, explica Maitê. “Meus dramas familiares não têm nenhuma importância. A peça é sobre todos nós e o que fazemos com o enredo que nos foi dado. Refiro-me à minha própria história porque é a única que tenho, e ela me dá autoridade pra tratar dos assuntos que abordo na peça”, completa a atriz e autora.

Em cena, Maitê revisita histórias impactantes de sua vida. Numa interlocução direta com a plateia, a atriz reflete sobre como sua conturbada história familiar repercutiu na vida profissional, os eventuais bloqueios desenvolvidos e tudo que precisou fazer para se libertar. Ela fala ainda da mulher de 60 anos no Brasil, de machismo, misoginia, dos preconceitos enfrentados. 

Os registros de Maitê Proença também foram base para a preparação de um livro, que será lançado em abril pela editora Agir. Homônima à peça, a obra escrita exigiu que a atriz voltasse a seus arquivos, recuperasse outros trechos e descortinasse novas reflexões e confidências. Fruto do espanto diante do mundo, “O Pior de Mim” parte da crença de que, como afirma a autora, “nossas histórias pessoais são distintas, mas a forma que reagimos quando fragilizados é muito semelhante”.

A edição do livro, em formato vira-vira, trará também o texto de “Uma Vida Inventada”, romance com elementos autobiográficos que a artista publicou em 2008 e que acompanha duas meninas em uma jornada de descobertas. Segundo Maitê Proença, a narradora do “O Pior de Mim” é, na verdade, uma extensão amadurecida de uma das personagens de “Uma Vida Inventada”. Por isso surgiu a ideia de unir os dois no mesmo volume.

Ficha técnica
Espetáculo:
"O Pior de Mim"
Texto e atuação: Maitê Proença
Direção e concepção cênica: Rodrigo Portella
Assistente de direção: Ritcheli Santana
Direção musical: Marcello H.
Produção executiva: Bárbara Montes Claros
Direção de produção: Celso Lemos
Realização: Realejo Produções Artísticas
Assessoria de imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany


Serviço
Espetáculo:
 "O Pior de Mim"
Estreia: sexta-feira, dia 25 de março, às 20h
Teatro Prudential - Sala Adolpho Bloch
Rua do Russel, 804 (Edifício Manchete), Gloria - Rio de Janeiro
Sextas e sábados, às 20h. Domingos, às 19h. Ingressos: R$ 80 e R$ 40 (meia) / Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/71562/d/126643 / ou na bilheteria do teatro (terça-feira a sábado, das 12h às 20h; domingos e feriados, das 12h às 19h). Gênero: confessional. Duração: 60 minutos / Capacidade: 359 espectadores / Classificação indicativa: livre / Curta temporada: até 17 de abril. E estarão disponíveis para esta temporada 100 ingressos gratuitos do projeto Eu Faço Cultura para beneficiários de programas sociais do governo. Informações pelo site: www.eufacocultura.com.br  



.: HBO Max e Band promovem concurso que irá revelar atriz de telessérie


Prêmio do quadro “Uma Nova Estrela Para o Brasil”, do “Faustão na Band”, será participação no elenco de"Segundas Intenções", primeira telessérie original da plataforma. Camila Pitanga é a primeira atriz confirmada na produção e interpretará a vilã Lola. "Segundas Intenções" tem criação de Raphael Montes, direção de Joana Jabace e supervisão geral do showrunner Silvio de Abreu. Todas as telesséries desenvolvidas para a plataforma terão um formato de narrativa híbrido, combinando a base do melodrama tradicional das novelas com o ritmo ágil característico das séries. 


A HBO Max, em parceria com a Band, anuncia o concurso “Uma Nova Estrela Para o Brasil”, que irá revelar no programa “Faustão na Band” uma atriz para o elenco de "Segundas Intenções", a primeira telessérie original da plataforma, que será produzida no Brasil e terá veiculação também na América Latina e demais mercados onde a HBO Max atua.

Serão pré-selecionadas 12 concorrentes para participarem da competição no programa do Faustão. A abertura das inscrições será anunciada em breve. As candidatas de todo o Brasil terão que enviar um vídeo, com duração entre 1m30 a 2 minutos, apresentando um texto de escolha livre e que será previamente avaliado pela equipe da HBO Max.

Ao longo de cinco semanas, as selecionadas irão se enfrentar em diferentes dinâmicas de atuação. As eliminatórias contarão com a presença de atores que integram o elenco da telessérie e que também contracenarão com as participantes. Um júri artístico e técnico e o voto do auditório definem a grande vencedora.

 “Estamos muito felizes pela parceria com o Faustão, que tem uma reconhecida experiência em lançar novos talentos. Este concurso é uma etapa importante na pré-produção de 'Segundas Intenções', nossa primeira telessérie. Tenho certeza de que vamos nos surpreender com o nível das inscrições. O Brasil é um grande celeiro de excelentes artistas”, comenta Mônica Albuquerque, head de Talentos Artísticos da WarnerMedia Latin America.

"O pioneirismo em lançar uma nova atriz utilizando dois canais de plataformas diferentes já é um marco muito interessante dentro do nosso mercado. Essa parceria traz uma nova experiência para o público da Band e para todos os assinantes da HBO Max", avalia Cris Moreira, diretor geral de Comercialização do Grupo Bandeirantes de Comunicação.

"Segundas Intenções" é uma história de busca por justiça que se passa no agitado mundo da beleza e dos tratamentos estéticos. Sofia era criança quando viu sua mãe ser presa injustamente por causa de sua tia, Lola (Camila Pitanga), uma mulher ambiciosa e sem escrúpulos. Sem rumo, Sofia é acolhida pela amorosa família Paixão, que também está sofrendo porque a filha Rebeca, uma candidata a modelo, foi parar no hospital após uma cirurgia plástica mal sucedida. 

Sofia e sua nova família se unem na dor e na indignação contra os culpados pelas suas tragédias: Lola e Benjamin Argento, um playboy cirurgião plástico, herdeiro de um império da beleza. Lola e Benjamin se casam, em uma união de forças e interesses. Anos depois, já adulta, Sofia traça seu plano de vingança. Com ajuda da família Paixão, Sofia quer destruir Lola e todos aqueles que lhe fizeram mal. Em sua obsessão, Sofia reencontra um amor de infância, questiona os próprios passos e descobre que fazer justiça custa um preço muito alto.

"Segundas Intenções" tem criação de Raphael Montes, direção de Joana Jabace e supervisão geral do showrunner Silvio de Abreu. Todas as telesséries desenvolvidas para a plataforma terão um formato de narrativa híbrido, combinando a base do melodrama tradicional das novelas com o ritmo ágil característico das séries. O objetivo estratégico da HBO Max é desenvolver mais de 100 produções locais nos próximos dois anos, contando as histórias e valorizando o mercado audiovisual local. Todos os novos títulos regionais serão exclusivos para a plataforma HBO Max sob o selo Max Originals.


.: "Abjeto-Sujeito": Denise Stoklos e Clarice Lispector juntas no teatro


Denise Stoklos estreia no Sesc 24 de Maio espetáculo composto por textos de Clarice Lispector e canções interpretadas por Elis Regina, realizando o encontro cênico de três mulheres-criadoras de diferentes gerações, com direção de Elias Andreato e dramaturgismo de Welington Andrade. Com 16 apresentações em São Paulo, a temporada teatral acontece entre os dias 10 de março e 3 de abril, quinta a sábado, às 20h e domingos, às 18h. Na imagem, Denise Stoklos em cena. Foto: Leekyung Kim


O teatro essencial de Denise Stoklos encontra a obra da escritora Clarice Lispector e da cantora Elis Regina em "Abjeto-Sujeito: Clarice Lispector por Denise Stoklos", com estreia no dia 10 de março, quinta, às 20h, no teatro do Sesc 24 de Maio.

A temporada foi adiada em 2020 por conta da pandemia. O espetáculo tem dramaturgismo de Welington Andrade e direção de Elias Andreato. Em cena, Denise performa diversos textos de Lispector, como os contos "A Quinta História" e "O Ovo e a Galinha, os romances "Água Viva" e "A Paixão Segundo G.H." e a crônica "Vergonha de Viver".

O espetáculo surge em um momento da carreira de Denise em que ela se declara pronta para levar Clarice Lispector ao palco. “A ideia não é representar nenhuma personagem, mas sim reapresentá-las, trazendo uma ideia cênica a partir das questões levantadas por Clarice Lispector, para que o público também possa ter contato com seus temas”, conta a atriz. 

Os textos foram selecionados pelo dramaturgista Welington Andrade, a partir da ideia que resulta no título do espetáculo. “São textos que fazem o percurso do que é abjeto, isto é, o que literalmente nega o sujeito, até a constituição da subjetividade, propriamente. Trata-se de uma transição, de um percurso, de uma coisa levando a outra. Essas relações podem ser observadas em diversos textos de Clarice, como nas interações das personagens G.H com uma barata - algo repulsivo porque abjeto - e aquela do conto O búfalo, que se identifica com o animal a ponto de odiá-lo”, conta Welington.

Denise Stoklos é criadora do teatro essencial, método que, em síntese, consiste em trazer ao corpo do ator uma emoção que de fato pertence a ele com o objetivo de provocar um olhar novo para esse sentimento. Mais informações em denisestoklos.com.br/teatro-essencial/.

Além da “reapresentação” de personagens de Clarice Lispector, a cena também será constituída por canções na voz de Elis Regina - momentos que irão explorar coreografias criadas por Denise Stoklos. Para o espetáculo, “foram escolhidas faixas de uma Elis mais soturna e existencialista”, afirma Welington. Algumas das músicas selecionadas são "Meio-Termo", "Os Argonautas" e uma versão à capela de "Se Eu Quiser Falar com Deus". 

Denise Stoklos tem se dedicado nos últimos anos a trabalhos que estabelecem interlocução com escritores, como Herman Melville, Franz Kafka, Julio Cortázar e Thomas Bernhard, procurando sempre por uma fusão da dramatização com o teatro essencial. “O resultado da peça é uma investigação radical a respeito de como o corpo, a voz e a emoção da intérprete expressam uma palavra literária empenhada em dizer o que a todo momento beira o indizível”, conclui Welington.


Box
Um símbolo muito forte na obra clariciana, que o espetáculo explora do início ao fim, é o olho. Alusões à visão e metáforas do olhar se espraiam ao longo do trabalho. A narradora de A quinta história assiste diariamente, estupefata, ao cortejo das baratas; em "A Paixão Segundo G.H.", a visão da barata leva à epifania; em "O Ovo e a Galinha", a narradora de manhã na cozinha “vê” o ovo - o que a convida a iniciar uma longa viagem através da linguagem; em "O Búfalo", a personagem busca insistentemente o olhar do animal, tendo seu olhar, por fim, penetrado por ele; em "Amor", a epifania se dá porque Ana vê um cego. Em certos momentos a visão chega até mesmo a rivalizar com a linguagem falada.


De quando Denise Stoklos conheceu Clarice Lispector
Leitora dedicada de Clarice Lispector desde os 17 anos, Denise Stoklos contribuía, no final da década de 1960, para o jornal do diretório acadêmico da Faculdade de Jornalismo da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, onde estudava. Grande admiradora da escritora, foi ao Rio de Janeiro, descobriu o endereço de Clarice na lista telefônica e ligou para ela por meio de um telefone público, embaixo do prédio. A própria Clarice atendeu a jovem universitária, que lhe pedia uma entrevista e mandou que Denise subisse. 

Feitas as primeiras perguntas, Clarice Lispector disparou: “Você não veio me entrevistar, você veio me conhecer, não é? Então, deixe de lado a caneta e o bloco de anotações e vamos conversar”. Do encontro, Denise Stoklos guardou para sempre a imagem daquela mulher fascinante - ucraniana, assim como ela. Cerca de uma década depois, quando ouviu - na derradeira entrevista concedida à TV Cultura - a escritora dizer que jovens leitoras compreendiam melhor sua obra do que os especialistas. Denise  se sentiu naturalmente incluída na referência. 


Sinopse do espetáculo
Muitos anos após declinar o convite do diretor Fauzi Arap (1938-2013) para criar um espetáculo com textos de Clarice Lispector, a atriz e diretora Denise Stoklos promove o encontro do teatro essencial com a obra clariciana. O resultado é uma investigação radical a respeito de como o corpo, a voz e a emoção da intérprete expressam uma palavra literária empenhada em dizer o que a todo momento beira o indizível. Canções de Elis Regina pontuam de tempos em tempos o percurso que vai da negação à constituição do sujeito.    


Ficha técnica
Espetáculo: "Abjeto-Sujeito: Clarice Lispector por Denise Stoklos"

Concepção e Interpretação: Denise Stoklos
Direção: Elias Andreato  
Dramaturgismo: Welington Andrade
Textos: Clarice Lispector
Canções: Elis Regina
Iluminação: Aline Santini
Espaço cênico e figurino: Thais Stoklos Kignel
Fotos: Leekyung Kim
Assistente de direção: Cristina Longo
Segundo assistente: Wallace Dutra
Cabelo: Eron Araújo
Operação de luz: Maurício Shirakawa
Operação de som: Vanessa Matos
Diretor de produção: Ederson Miranda
Assistente de produção: Sofia Gonzalez
Segundo assistente: Alexandre Vasconcelos
Produção geral: Mira Produções Culturais


Serviço
Espetáculo: "Abjeto-Sujeito: Clarice Lispector por Denise Stoklos"
Datas:
10 de março a 3 de abril, quinta a sábado, às 20h e domingos, às 18h
Local: Sesc 24 de Maio (Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo, SP - 350 metros do metrô República)*
*Obrigatório uso de máscara e apresentação de comprovante de vacinação contra covid-19 (físico ou digital), evidenciando as duas doses, ou dose única.
Ingressos:
R$ 40 (inteira); R$ 20 (credencial Sesc, meia-entrada: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência). Ingressos à venda a partir do dia 8 de março, às 14h, no portal sescsp.org.br/24demaio e 9 de março, às 17h, nas bilheterias da rede Sesc SP.
Duração: 75 minutos.
Classificação Indicativa: não recomendado para menores de 14 anos.


.: "Pérolas de Sabedoria", de Osho, chega às livrarias pelo selo Academia


Livro reúne 80 meditações selecionadas de diferentes obras do guru indiano.

A existência é cheia de aviso, dizia Osho, basta você ser sensível e ficar atento para captar suas mensagens. Em “Pérolas de Sabedoria”, publicado pelo selo Academia, é um dos livros mais acessíveis de Osho. As citações selecionadas criam um senso de urgência em todos que sentem que há muita coisa errada com a humanidade e nosso belo planeta Terra.

Essas meditações poderosas cobrem uma ampla gama de assuntos, incluindo amor, morte, amizade e ódio. Juntas, elas nos lembram de que temos apenas um único momento na palma de nossa mão, e que devemos vivê-lo ou perca-o para sempre.

São 80 meditações selecionadas de diferentes obras do guru indiano Bhagwan Shree Rajneesh, mais conhecido como Osho, que fogem da ideia de consolo ou chavões espirituais. No livro você encontrará pensamentos instigantes, e talvez desafiadores, sobre a vida que parecem ditados pela própria existência. Você pode comprar “Pérolas de Sabedoria”, de Osho, neste link.


Sobre o autor:
Osho é um dos mais provocativos e inspiradores professores espirituais do século XX. É conhecido por suas revolucionárias contribuições para a ciência das transformações internas, e a influência de seus ensinamentos continua a crescer, atingindo leitores de todas as idades em inúmeros países do mundo.

Livro: Pérolas de sabedoria
Autor: Osho
Páginas: 160 
Editora: Academia



sábado, 5 de março de 2022

.: Lilia Cabral e a filha Giulia Bertolli estreiam "A Lista" em São Paulo


Depois de dez anos, Lilia Cabral volta ao teatro em São Paulo na estreia nacional da peça "A Lista", ao lado da filha Giulia Bertolli, juntas no palco pela primeira vez. A montagem inédita chega aos palcos do Teatro Renaissance com dramaturgia de Gustavo Pinheiro e direção de Guilherme Piva. Foto: Pino Gomes


Emoção e humor marcam "A Lista", espetáculo que traz no elenco Lilia Cabral e sua filha Giulia Bertolli com texto de Gustavo Pinheiro e direção de Guilherme Piva. A estreia nacional acontece no sábado, 12 de março, às 20h30, no Teatro Renaissance. A temporada vai até 12 de junho com sessões aos sábados, às 20h30, e domingos, às 18h.

Na peça, Lilia interpreta Laurita, uma aposentada que, por força das circunstâncias, se vê obrigada a estabelecer contato com a vizinha, a jovem Amanda, vivida por Giulia Bertolli. O encontro das duas detona um turbilhão de sentimentos, lembranças e descobertas que marcarão suas vidas para sempre. A peça inédita que agora chega aos palcos é o resultado de um longo processo. Criada durante a pandemia, em maio de 2020, "A Lista" surgiu com o intuito de ajudar os profissionais da área teatral que ficaram sem trabalhar devido ao isolamento social, passou por algumas experimentações, e foi ganhando corpo com o passar do tempo.

A montagem fez apresentações online de um trecho do texto, conquistando mais de 170 mil espectadores. Em seguida, o espetáculo foi apresentado parcialmente para plateias reduzidas, atendendo as orientações sanitárias da época. Já em 2021, quando a vacinação avançou e as regras sanitárias permitiram, o trecho da peça foi apresentado em teatros com mais de mil pessoas, no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. O que chega agora aos palcos do Teatro Renaissance é a peça na íntegra, pela primeira vez.

“Nós tivemos a oportunidade de ir experimentando. Os meses de pandemia nos permitiram esse amadurecimento do processo. Diante da resposta a esse pequeno trecho que apresentamos, constatamos que é um trabalho muito poderoso. Rapidamente o público interage e se identifica com as personagens, tal a comunicabilidade da peça e a dramaturgia clara, eficiente, sonora, divertida e emocionante. Então decidimos seguir adiante e fazer a montagem integral do texto inédito”, explica a atriz.

Para Giulia, a primeira palavra que lhe vem à cabeça quando pensa em "A Lista" é “encontro”: o encontro entre amigos de longa data que queriam trabalhar juntos, o encontro entre mãe e filha, o encontro entre gerações, o (re)encontro com o teatro e, acima de tudo, o encontro entre duas vizinhas que tem tantas coisas em comum.

“Nesses novos tempos, A Lista virou uma linda surpresa. Uma peça emocionante, surpreendente e singela, que resgata aquilo que nós seres humanos temos de mais especial: a comunicação e a empatia. Estou muito feliz de participar desse projeto, com essa equipe tão especial e, mais feliz ainda de poder, de alguma forma, estar perto do público, mais uma vez”, afirma Giulia sobre a peça, sua segunda experiência profissional no teatro.

“A peça é uma crônica do Brasil. A trama mostra um encontro de gerações, de duas mulheres com histórias, culturas e classes sociais diferentes, mas que são capazes de achar pontos de convergências em suas vidas. Agora temos a oportunidade de mostrar uma peça inédita em formato presencial”, ressalta o autor.

Guilherme Piva contou aspectos que movem o espetáculo. “O texto é uma verdadeira montanha-russa de emoções, cheio de camadas que vão do riso ao choro, da dor ao amor. É a crônica de uma época. A peça se passa em três tempos, onde iluminação e cenário realçam cada parte, passando pelo início da pandemia, uma memória da protagonista e um futuro possível. É uma alegria conduzir esse encontro de duas gerações, mãe e filha, numa comédia dramática cheia de poesia e afeto”. O diretor é amigo de longa data de Lilia, ambos trabalharam juntos em vários projetos na TV.


Ficha técnica:
Espetáculo:
"A Lista". Texto: Gustavo Pinheiro. Direção: Guilherme Piva. Elenco: Lilia Cabral e Giulia Bertolli. Cenários e figurinos: J.C. Serroni. Iluminação: Wagner Antônio. Direção de movimento: Marcia Rubin. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Fotógrafo: Pino Gomes. Programador visual: Gilmar Padrão Jr. Direção de produção: Celso Lemos.


Serviço:
Espetáculo: "A Lista". Temporada: de 12 de março a 12 de junho. Sábados, às 20h30, e domingos, às 18h. Duração: 80 minutos. Gênero: comédia dramática. Classificação etária: 12 anos. Ingressos: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia). Teatro Renaissance - Alameda Santos, 2233 - Jardim Paulista, São Paulo. Ingressos à venda em: www.olhaoingresso.com.br. Funcionamento da bilheteria: de sexta a domingo, de 14h até a hora do espetáculo.


.: "M, o Homem da Providência", de Antonio Scurati, chega às livrarias


Segundo romance da série que narra a trajetória de Mussolini mostra as consequências das leis fascistas e os bastidores do acordo selado com a Igreja.


Benito Mussolini não fumava, quase não bebia álcool, praticava esporte com regularidade e seguia uma dieta equilibrada. Apesar de todos os cuidados, a saúde do jovem presidente do Conselho italiano estava mais frágil do que nunca naquele fevereiro de 1925. O Duce do fascismo sofria com insistentes problemas digestivos, que provocavam, além de dores lancinantes, gases, prisão de ventre, crises de vômito e um hálito pestilento. 

No fundo, ele sabia as razões de tamanho desconforto: o estresse com a Grande Guerra e, principalmente, os desdobramentos do assassinato de um adversário político, o deputado socialista Giacomo Matteotti, principal ameaça para a crescente ditadura fascista. Um dos mais rumorosos crimes políticos do século, a morte de Matteotti fora encomendada por Giovanni Marinelli, então tesoureiro do Partido Fascista.

Este é o ponto de partida de "M, o Homem da Providência", aguardada sequência de "M, o Filho do Século", monumental romance sobre a ascensão de Mussolini vencedor do prêmio Strega em 2019 e publicado em 40 países. Abordando o período de 1925 a 1932, o segundo volume da série, baseada em minuciosa pesquisa histórica, mostra desde as consequências das leis fascistas que desmantelaram o Estado italiano até o aniversário de dez anos da Marcha sobre Roma, evento responsável, em grande parte, pela chegada de Mussolini e seu partido ao poder. Permeando aspectos da vida social, política e espiritual do país naquele momento, a obra aborda os anos centrais do fascismo e a importância da aliança articulada pelo ditador com a Igreja católica.

O acordo mais crucial neste sentido foi o Tratado de Latrão, assinado em 1929. Com ele, a Cidade do Vaticano tornou-se um Estado, sede da Santa Sé; o catolicismo se transformou na religião nacional da Itália; e o ensino da fé católica passou a ser obrigatório nas escolas. Por esse feito, Mussolini recebeu das mãos do papa Pio XI a Ordem da Espora de Ouro, a mais alta distinção concedida pelo Vaticano. A expressão “homem da Providência”, que dá título à edição original do livro, foi cunhada pelo alto clero ao se referir ao ditador.

Nos momentos finais dessa etapa de sua vida, quando, em 1932, Mussolini constrói o impressionante santuário dos mártires fascistas, o que seria uma homenagem ao luto passado já pressagia a dimensão da tragédia futura que desencadeará o colapso do regime fascista. Em "M, o Homem da Providência", o autor Antonio Scurati tira do esquecimento pessoas e fatos de vital importância, cruzando narrações e fontes da época de forma ousada e profundamente dramática. Você pode comprar "M, o Homem da Providência", de Antonio Scurati, neste link. 


Sobre o autor
Nascido em Nápoles em 1969, Antonio Scurati é professor de Literatura Comparada e Escrita Criativa na Universidade de Comunicação e Línguas (IULM) de Milão. É colunista do Corriere della Sera e já ganhou os principais prêmios de literatura na Itália. Estreou em 2002 com "Il Rumore Sordo della Battaglia", que ganhou os prêmios Kihlgren, Fregene e Chianciano. Em 2005, com o romance histórico Il sopravvissuto, conquistou a edição XLIII do prêmio Campiello. Com Una storia romantica, de 2007, recebeu o Mondello e, em 2015, com Il tempo migliore della nostra vita, recebeu o Viareggio e outros prêmios, como o de Seleção Campiello.

Livro: "M, o Homem da Providência"
Autor: Antonio Scurati
Tradução: Marcello Lino
Páginas: 608
Editora: Intrínseca


.: “O Tom Tá On”: Tom Cavalcante em show inédito no Teatro J. Safra


“O Tom Tá On” em somente quatro apresentações. Estreia dia 1º de abril, sexta-feira. Fotos: Rodrigo Zorzi

Tom Cavalcante, um dos maiores talentos do humor brasileiro retorna a São Paulo com o inédito “O Tom Tá On”, em quatro únicas apresentações no Teatro J. Safra. A estreia é dia 1 º de abril. E não é mentira.

O humorista carrega o raríssimo dom de captar a essência do comportamento humano de cada indivíduo e traduzi-la com absoluta riqueza de detalhes no gestual, no olhar e na reprodução da voz. Entre criações próprias e imitações, já deu vida a mais de duzentos personagens.

Neste espetáculo, Tom Cavalcante adiciona ao seu humor e talento únicos uma inédita produção em apresentações desse gênero. No palco, canta as perfeitas imitações de grandes nomes da música, faz suas observações sobre o comportamento humano, revela seu olhar atento sobre a política do país, apresenta hilariantes imitações de personalidades da televisão e encarna seus aclamados personagens originais, como o hilário João Canabrava, o velho contador de causos Sr. Venâncio ou a petulante doméstica Jarilene, entre outras surpresas.

Cada apresentação é única. Tom Cavalcante trabalha suas crônicas e piadas em cima das atualidades do Brasil e do mundo, com uma boa dose de improviso, que ele domina tão bem. “O Tom Tá On”. É chegar e se divertir”.


Serviço
Tom Cavalcante em “O Tom Tá On”
Direção:
Antonio José Rodrigues Cavalcante
Temporada: 1º, 2, 8 e 9 de abril, sextas e sábados, ás 21h
Gênero: comédia
Recomendação: 14 anos
Duração: 80 minutos

Ingressos:
Plateia Premium: 
R$ 130 (inteira)
Plateia Vip: R$ 110 (inteira)
Mezanino: R$ 80 (inteira)
Mezanino Visão Parcial: R$ 60 (inteira)

Horário de funcionamento da bilheteria
Quartas e quintas: 14h às 21h
Sextas, sábados e domingos: 14h até o horário dos espetáculos
Vendas on-line: https://www.teatrojsafra.com.br/espetaculo.html?id=371
Aceita os cartões de débito e crédito:
Amex, Dinners, Elo, Mastercard, Visa e Hipercard.
Não aceita cheques.
Telefone da bilheteria: (11) 3611-3042

Teatro J. Safra
Endereço:
Rua Josef Kryss, 318 - Barra Funda - São Paulo – SP
Telefone: (11) 3611-3042
Abertura da casa: 2 horas antes de cada horário de espetáculo, com serviço de lounge-bar no saguão do teatro.
Capacidade da casa: 627 lugares
Acessibilidade para deficiente físico
Estacionamento: Valet Service (Estacionamento próprio do Teatro) - R$ 30 


Ficha técnica
Tom Cavalcante em “O Tom Tá On”
Direção:
Antonio José Rodrigues Cavalcante
Direção de produção: Patricia Lamounier Cavalcante
Produção adm. e executiva: Regina Bueno Cardoso
Assistente de produção: Adinaldo Alfredo dos Santos
Direção técnica e cenário: Marcelo Rodrigues Coutinho
Iluminação: Mauro Monteagudo
Operação de som: Cleilson Luiz Pereira de Lima
Camareira: Fernanda E. R. Cavalcante Costa
Maquiagem: Suzane Ferreira Germano
Classificação indicativa: 14 anos
Duração do espetáculo: 80 minutos

 


.: MASP inaugura programação de 2022 com a Mostra "Volpi Popular"


Terceira de uma série de mostras individuais que o museu vem organizando desde 2016 em torno de artistas modernistas brasileiros, a exposição panorâmica conta com cerca de 100 obras de Alfredo Volpi. Na imagem, a obra 
Sem título (Madona com Menino), 1947, Têmpera sobre tela, 73 x 60 cm, Coleção Orandi Momesso, São Paulo


O MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, o Citi e o Ministério do Turismo apresentam, de 25 de fevereiro a 5 de junho de 2022, a mostra "Volpi Popular", que ocupa o 1o andar da instituição. Com curadoria de Tomás Toledo, curador-chefe do MASP, esta é a terceira mostra de uma série de individuais que o museu vem organizando em torno de artistas modernistas brasileiros canônicos do século 20 cuja obra emprega referências populares.

A primeira da série, "Portinari Popular", foi apresentada em 2016 e a segunda, "Tarsila Popular", em 2019, tornando-se a exposição mais visitada da história do museu. Em 2022, o MASP prepara seu espaço para receber cerca de 100 trabalhos de Alfredo Volpi que oferecem ao público um olhar panorâmico da complexa e diversa prática do artista. A mostra está organizada em sete núcleos que contemplam as diferentes temáticas de produção de Volpi: "Cenas Urbanas e Rurais", "Santas e Santos", "Retratos", "Marinhas e Temas Náuticos", "Fachadas", "Bandeirinhas, Mastros e Faixas", e "Temas Lúdicos".

A trajetória de Alfredo Volpi (Lucca, Itália, 1896 - São Paulo, Brasil, 1988) é caracterizada por uma combinação de diferentes elementos e temáticas da cultura popular com aspectos fundantes da tradição moderna, aproximando seus interesses pelo trabalho artesanal, pelo cuidado com a manufatura das tintas e telas, pelas festas populares e temas religiosos, pelo casario vernacular, assim como pelas referências do modernismo brasileiro e da história da arte europeia e sua tradição pictórica.

Nascido na Itália em uma família de origem trabalhadora, o artista emigrou ainda criança para São Paulo. No período inicial de sua produção, foi antes operário que propriamente artista e esteve em meio às movimentações políticas da década de 1920 que geraram as primeiras organizações proletárias e anarquistas, distante do circuito de vanguarda que organizou a Semana de 22.

A obra de Volpi revela referências não somente a elementos da cultura popular brasileira, mas também a uma vivência laboral marcada pelo contato profundo com técnicas manuais, paralela às vertentes modernistas e fora do eixo das capitais de Rio-São Paulo - passando por Itanhaém, litoral paulista, e Mogi das Cruzes, interior de São Paulo.

A produção inicial de Volpi é marcada pela prática autodidata que iniciou em 1911 e voltada para paisagens urbanas e rurais, ainda distante do estilo que o consagraria. Na década de 1930, Volpi começa a se aproximar de outros artistas de São Paulo, destacadamente os do Grupo Santa Helena, como Ernesto de Fiori (1884-1945) e Rossi Osir (1890-1959). Nesse período, dá também início às pinturas de santos para reprodução em retrogravuras como forma de subsistência.

Embora não o tivesse inicialmente como trabalho autoral, o tema das imagens religiosas acabou se misturando à sua produção artística, que se acentuou durante a década de 1940. “O interesse pelo popular ganhou corpo a partir da década de 1940, quando passa a realizar retratos religiosos, representações de festejos populares e das fachadas de arquitetura vernacular e colonial brasileira”, afirma Tomás Toledo, curador da exposição.


Destaca-se nesta mostra a representação de santas e santos, em que se ressalta a figura de "Maria com Jesus Menino", uma das mais frequentes nessa série de obras de Volpi. O trabalho mais antigo no núcleo dedicado ao tema é a pintura "Sem título (Madona com Menino)" (1947), uma abordagem radical de Maria e do menino Jesus negros, algo incomum na tradição pictórica dessas figuras e que, segundo Toledo, vai “contra a representação eurocêntrica e branca dos personagens do catolicismo”, algo também pouco discutido em exposições anteriores sobre a obra do artista.

A década de 1940 marca ainda o início das representações de festejos e fachadas da arquitetura vernacular e colonial brasileira, em uma imersão no interesse pelo popular. Já na década seguinte, Volpi passa a sintetizar suas composições, tornando sua figuração cada vez mais geometrizada, com padrões, formas e temas recorrentes - como as famosas bandeirinhas, mastros, faixas, fachadas e ogivas — que desenvolveu até o final da carreira.

Sua obra passa a ganhar as características formais que tanto o tornaram conhecido com sua pintura de espaços planificados, dotada de campos cromáticos bem definidos mas de contornos irregulares, marcados pelo uso sensível e sutil da cor e pela textura áspera da sua têmpera.

Nesse período, o artista se insere cada vez mais no circuito das artes, participando das primeiras bienais de São Paulo e desenvolvendo diálogos com interlocutores como Mário Pedrosa (1900-1981) - que descreveu o artista como “o mestre de sua época” - e Walter Zanini (1925-2013).

Diferentemente das discussões críticas e estéticas em voga entre os membros da vanguarda, Volpi optou por navegar pelas reflexões sobre a prática e a repetição do fazer. Para o curador da mostra, “a repetição tornou-se ainda um elemento-chave na produção do artista, tanto de modo estético - na reprodução exaustiva de certos temas, como bandeirinhas, ogivas e mastros - quanto processual, repetindo certo modo de fazer, de pintar, que se modificava de forma sutil com o transcorrer do tempo, sem perder uma identidade muito bem estabelecida”.


Catálogo
Acompanhando a mostra, será publicado o mais amplo catálogo sobre o artista num único volume, contendo ilustrações de todas as obras exibidas, textos inéditos de Adele Nelson, Antonio Brasil Jr., Aracy Amaral, Kaira Cabañas, Nathaniel Wolfson, Sônia Salzstein e Tomás Toledo, uma nota biográfica escrita por Matheus de Andrade e duas entrevistas históricas com o artista feitas por Mário Pedrosa e Walmir Ayala.

Com design de Paulo Tinoco, do Estúdio Campo, será publicado em capa dura e em duas edições separadas nas línguas portuguesa e inglesa. A distribuição internacional será realizada por Karen Marta Editorial Consultant e Distributed Art Publishers, nos Estados Unidos. R$ 185. 20% de desconto no MASP Loja, online ou física, cumulativo com o desconto do programa Amigo MASP.


Serviço
"Volpi Popular"
Até 5 de junho de 2022
MASP - Museu de arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Avenida Paulista, 1578 - Bela Vista - São Paulo
Telefone: (11) 3149-5959
Horários: terça grátis Qualicorp, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta a domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas. Agendamento online obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos. Ingressos: R$ 50 (entrada); R$ 25 (meia-entrada) www.masp.org.br

.: Pinacoteca de SP inaugura exposição sobre coleções reunidas por artistas


Obra "Introdução à História da Arte Brasileira 1960-1990", do artista Bruno Faria.


A Pinacoteca de São Paulo,  museu da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, inaugura a exposição "O Colecionador" na Pinacoteca Estação. Com curadoria de José Augusto Ribeiro, a mostra reúne obras de Bruno Faria, Jac Leirner, Mabe Bethônico, Nelson Leirner, Raphael Escobar e Thiago Honório.

A mostra é inspirada na obra Introdução à "História da Arte Brasileira 1960-1990", do artista Bruno Faria, instalação com 168 discos de vinil, cujas capas foram desenhadas por artistas visuais como Hélio Oiticica, Regina Vater, Guto Lacaz, Alex Flemming, pertencente ao acervo do museu. A partir dessa ideia de uma coleção reunida por um artista, a exposição irá explorar outros trabalhos do acervo da Pinacoteca que partam desse mesmo princípio, refletindo sobre a apropriação e ressignificação de objetos pela prática artística contemporânea. A entrada na Pinacoteca Estação é gratuita. Reservas de ingressos podem ser feitas no site do museu.


Últimos dias
Celebrando os 35 anos de carreira de Rosângela Rennó (Belo Horizonte, 1962), a mostra "Pequena Ecologia da Imagem", com curadoria de Ana Maria Maia, pode ser visitada até a próxioma segunda-feira, dia 7 de março. A mostra reúne os principais argumentos que Rennó desenvolveu em torno da “fotografia expandida”, aquela que extrapola a criação de imagens autorais e inclui seus processos técnicos e sociais. Além de obras que pontuam toda essa trajetória, poderão ser vistos trabalhos inéditos, fruto de um projeto comissionado pela Pina. 

O ineditismo no Brasil fica por conta da instalação "Eaux des Colonies" (2021), resultado da residência artística de Rennó em Colônia, na Alemanha, e a série "Seres Notáveis do Mundo" (2014-2021), produzida em Las Palmas, Espanha. Ainda faz parte da seleção, a videoinstalação "Terra de José Ninguém" (2021), que foi comissionada pela Pinacoteca de São Paulo para esta exposição.

 
Serviço:
"O Colecionador"
Curadoria:
José Augusto Ribeiro
Pinacoteca Estação, 2° andar
Até 15 de agosto de 2022


"Pequena Ecologia da Imagem"
Mostra panorâmica da artista Rosângela Rennó
Curadoria: Ana Maria Maia
Pinacoteca Estação, 4° andar
Até 7 de março de 2022


Pinacoteca Estação
Largo General Osório, 66 - Santa Ifigênia
Ingressos gratuitos, com reserva pelo site da Pinacoteca.

sexta-feira, 4 de março de 2022

.: Eric Gales mostra blues de qualidade no CD "The Crown"


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.

O guitarrista Eric Gales resolveu sair de um hiato musical lançando um disco com temática no blues rock mesclada com outras influências dos anos 60 e 70. Com produção de Bonamassa e de Josh Smith, o disco "The Crown" mostra Gales em excelente forma.

Bonamassa concordou em produzir o álbum numa tentativa de mostrar os talentos e colocar Gales de volta ao posto que ele pertence. O divertido video da canção "I Want My Crown" mostra a dupla "pegando em armas" em um duelo de guitarras simulado em um ringue de boxe. Bonamassa com sua Fender Stratocaster e Gales com sua Magneto Sonnet.

E as 16 faixas do disco mostram que Gales conseguiu atingir o seu objetivo. Na verdade, embora sua base seja o blues, também se nota traços do rock, gospel, soul e funk em sua produção, proporcionando uma mescla musical irresistível para quem curte o estilo.

Além de apresentar os talentos de Gales como guitarrista e cantor, o álbum também destaca suas habilidades de composição. Ele co-escreveu todas as faixas com os produtores Bonamassa e Josh Smith, além de Tom Hambridge, James House, Keb' Mo' e LaDonna Gales, que também contribuíram para uma jornada musical que Gales descreve como sendo “muito emocionante para todos os envolvidos”. Todas as faixas do disco merecem ser destacadas e conferidas. E esperamos que Eric Gales continue com essa mesma pegada no blues rock no seu próximo lançamento.


"I Want My Crown"

"Death Of Me"

"I Found Her"

.: Entrevista: Heloisa Périssé, a Coxinha desmascarada do "The Masked Singer"


"A Coxinha tinha um mood de 'Pequena Miss Sunshine', porque ela não tinha ginga nenhuma, mas se esforçava para acompanhar o balé (risos)", diverte-se a atriz e humorista Heloísa Perrissé na primeira entrevista após deixar o reality show. Foto: 
Globo/Maurício Fidalgo

Com muita emoção, a Coxinha foi a desmascarada do último domingo, dia 27 de fevereiro, no "The Masked Singer Brasil". A atriz e comediante Heloisa Périssé deu vida à fantasia que encantou o público e os jurados cantando hits como “Ragatanga”, da banda Rouge, e “Garota Nacional”, da banda Skank. "Foi uma surpresa muito grande receber o convite para o programa, ainda mais como Coxinha. E foi muito legal participar. Eu quero ir de Coxinha a Dercy, a Monalisa, a Tati. Sou uma pessoa determinada a fazer tudo o que me deixa feliz", conta. 

"The Masked Singer Brasil" é uma coprodução TV Globo e Endemol Shine Brasil, baseado no formato sul-coreano criado pela Mun Hwa Broadcasting Corp, tem supervisão artística de Adriano Ricco (TV Globo) e direção de Marcelo Amiky (Endemol Shine Brasil). O reality vai ao ar no domingo, após "The Voice+".

Conta um pouco da experiência de participar do "The Masked Singer Brasil"?
Heloisa Périssé - 
Foi uma surpresa muito grande receber o convite para o programa, ainda mais como Coxinha. E foi muito legal participar. Eu quero ir de Coxinha a Dercy (Gonçalves, papel que interpretou em minissérie da Globo), a Monalisa (de "Avenida Brasil"), a Tati (da "Escolinha do Professor Raimundo"). Sou uma pessoa determinada a fazer tudo o que me deixa feliz.
 

Como foi se apresentar vestida de Coxinha?
Heloisa Périssé - 
Foi muito bom! Era muito divertido ver todo mundo ali e não ser reconhecida, quase uma capa da invisibilidade. A Coxinha tinha um mood de "Pequena Miss Sunshine", porque ela não tinha ginga nenhuma, mas se esforçava para acompanhar o balé (risos).
 

Logo no primeiro programa, o Edu acertou o seu nome, e as redes sociais também especulavam bastante. Como foi isso para você?
Heloisa Périssé - 
Quando o Edu falou meu nome, fiquei com taquicardia (risos). Embora eu soubesse que seria uma presa fácil já que a minha voz é muito característica - eu nunca pude passar trote na minha vida (risos). Na internet todo mundo já falava que era eu, mas eu ficava disfarçando e falando: "Nossa, quem será a pessoa que tem o timbre de voz tão parecido com o meu assim? Que loucura!"
 

Como foi ser desmascarada e ver a reação do público?
Heloisa Périssé - Esse momento foi maravilhoso, apesar dos jurados já estarem com a desconfiança de que era eu, foi muito bom receber o carinho deles. Foi legal cantar e conhecer todos os bastidores, a produção foi maravilhosa e a recepção dos jurados também.

.: Reestreia de "Louca para Amar" faz Luiza Tomé brilhar outra vez em SP


Espetáculo protagonizado pela atriz tem participação do maestro Miguel Briamonte e direção de Rogério Fabiano. A reestreia será dia 6 de março, no Teatro D. Fotos: Glauber Dias


Após uma temporada de sucesso no Teatro Renaissance, o espetáculo "Louca para Amar", protagonizado pela atriz Luiza Tomé, com participação do maestro Miguel Briamonte e direção de Rogério Fabiano reestreia dia 6 de março no Teatro D. A peça, um texto inédito de Claudia Tajes, é inspirada no best-seller "Louca por Homem", também de sua autoria. Esse é o primeiro solo de Luiza Tomé em mais 43 anos de carreira, que ainda está como produtora do espetáculo. 

"Louca para Amar" conta a história de Graça uma mulher que a cada nova paixão surge com uma nova personalidade. Com um namorado, virou especialista em sexo tântrico; com outro, se despiu dos bens materiais; com outro, conheceu o misticismo; também virou fumante, judia ortodoxa, obsessiva por limpeza, nacionalista, boêmia, esportista, às vezes até acumulando mais de uma personalidade. Independente de com quem quer que seja, amores, amigos, família, por conta de sua ansiedade para ser amada, Graça passa a incorporar os desejos, os gostos, as características e os enganos dos outros.  

Graça mostra os bastidores das paixões arrebatadoras pelos olhos de uma mulher que é uma verdadeira camaleoa, além de trocar de personalidade como quem troca de roupa, Graça nunca está 100% satisfeita com sua escolha e comete uma gafe atrás da outra na tentativa de conquistar alguém. Solteiras, casadas, enroladas, todas as mulheres vão se identificar com as estripulias de Graça - baseadas nas loucuras das que já se apaixonaram pelo menos uma vez na vida. Uma jornada para descobrir que a melhor relação que ela precisa ter na vida é com ela mesma. 

A peça conta com uma trilha sonora sofisticada, composta especialmente e executada ao vivo pelo maestro Miguel Briamonte, em participação especial. O destaque da trilha são os ritmos alegres e intensos, entre temas românticos e músicas incidentais. 


Ficha técnica
Espetáculo:
"Louca para Amar"
Texto: Cláudia Tajes
Direção: Rogério Fabiano
Direção de produção: Gerardo Franco
Elenco: Luiza Tomé
Cenografia e iluminação: Rogério Fabiano
Figurinos: Luiza Tomé                           
Trilha sonora: Miguel Briamonte
Fotos: Glauber Dias
Visagismo: Ramon de Souza
Diretor de palco: Luiggi Facchini
Assessoria de imprensa: Fabio Camara
Leis de incentivo e prestação de contas: Márcia Amaral
Administração geral e coordenação de projeto: Gerardo Franco
Produtores associados: Gerardo Franco, Luiza Tomé e Rogério Fabiano 

Serviço:
Espetáculo: "Louca para Amar"
Local: Teatro D (Rua João Cachoeira 889, - Itaim Bibi), 350 lugares. Com acessibilidade para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
De 6 a 27 de março. Domingos, às 18h.
Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia)
Informações: (11) 3079-0451
Duração: 60 minutos
Classificação: 12 anos 


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