sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

.: #VivoLendo indica o livro "Canções Ciganas Para Uma Mulher Noturna"


Por 
Vieira Vivo, escritor e ativista cultural.
o poeta é feito de firmamento

A noite desnuda o improvável através da opacidade nebulosa das controvérsias interiores. Canções plangentes repletas de melancólicas melodias e suas íntimas referências complementam-se a versos fortes reveladores de incógnitas, descaminhos e misteriosos desvãos onde o poeta movimenta-se qual espectro de desejos inconcebíveis através de poemas fluídos, quase monólogos, repletos de conjecturas, questionamentos e rupturas ao trivial da realidade cotidiana.

Envolto em uma nebulosa consciência alterada por extrema inventividade poética, no livro "Canções Ciganas Para Uma Mulher Noturna", publicado pela Editora Xará, o escritor Guilherme Andretta Pompermayer constrói um universo noturno, onírico e psicodélico com inúmeras pinceladas de anseios, musicalidade e inquietude onde os versos alimentam-se de suas próprias inquietações e procuras a nos remeter aos poetas beats, ao underground, à literatura das angústias, da solidão noturna e das canções revestidas no mais profundo arcabouço da alma humana onde a anti-realidade utópica de seres mágicos ganham voz e alento: entre imaginação e memória, existe uma divisória?

Em "Canções Ciganas Para Uma Mulher Noturna" ( Editora Xará), Andretta destila sua imagética através de versos sonoros e viajantes envoltos em um diálogo constante consigo mesmo e, ainda, incorpora referências à canções de Tom Waits, Jeff Buckley e Curt Cobain a engrandecer e a expandir a dimensão de sua obra poética, além de nos revelar o caos mental fragmentado em que o livro navega, flutua e nos alimenta. Poesia intensa, atemporal e reveladora para aqueles que nutrem o hábito de se sentirem preenchidos pelos descaminhos aleatórios da poesia personal banhada na marginalidade literária e na estrita e mágica vivência pessoal: é assim que o sabor acre deságua em versos. Compre o livro "Canções Ciganas Para Uma Mulher Noturna", de Guilherme Andretta Pompermayer, neste link.
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