sexta-feira, 15 de abril de 2022

.: "Mulheres que Nascem com os Filhos" estreia nesta sexta no Teatro Nair Bello


Espetáculo protagonizado por Samara Felippo e Carolinie Figueiredo tem direção de Rita Elmôr e  aborda de forma sensível, bem-humorada e sarcástica o cotidiano e os dilemas do renascimento da mulher com a chegada da maternidade. Foto: Lorena Zschaber.


Depois de estrear nos palcos cariocas no começo de 2022, a peça "Mulheres que Nascem com os Filhos", idealizada e protagonizada pelas atrizes Samara Felippo e Carolinie Figueiredo e dirigida por Rita Elmôr, chega a São Paulo. O espetáculo fica em cartaz no Teatro Nair Bello, no Shopping Frei Caneca, entre 15 de abril e 5 de junho, com apresentações às sextas e aos sábados 21h; e aos domingos 19h.

Indicada para mulheres, mães, homens e todos que são filhos, a montagem aborda de forma sensível, bem-humorada e sarcástica - como a própria vida das mães - o cotidiano e os dilemas do universo da maternidade, além da trajetória de renascimento da mulher com a chegada desse momento.

“Eu renasci com a maternidade. Saí de uma zona de conforto e encontrei minha força e sentido na vida. Fui atrás da desconstrução para me reconstruir junto com minhas filhas. Nessa peça, quero trazer a transformação que é, em qualquer vida, a chegada de uma criança. Quero poder ecoar a voz dessas mães, mulheres, e até pais, que buscam diariamente fazer o seu melhor na criação dos filhos. Desde que minha filha, menina negra, questionou a beleza do seu cabelo, minha vida tomou outro rumo. Fui ao encontro de um mundo racista, cruel e covarde em busca de soluções e acolhimento”, conta a atriz Samara Felippo, mãe de duas meninas negras e criadora do canal no YouTube “Muito Além de Cachos”.

Ao abordar temas como a gravidez, o puerpério, a criação dos filhos, a aceitação do corpo pós-filhos e o encontro de sua nova identidade como mulher, o trabalho busca desconstruir modelos e convidar as mulheres a pensar na maternidade para além dos velhos rótulos. No processo criativo, que durou o tempo de uma gestação, as três artistas levaram para a sala de ensaio suas vivências e memórias, fazendo emergir questões femininas que, muitas vezes, são silenciadas por padrões impostos pela sociedade. E, para trazer outras vozes para a cena, a peça ainda conta com outros depoimentos de mulheres que tiveram suas vidas transformadas quando se tornaram mães.

A criação do trabalho também simbolizou um processo de cura para essas três artistas que puderam revisitar suas relações com a maternidade e a ancestralidade. São muitas as mães com quem a peça dialoga: jovens, maduras, solteiras, casadas, dependentes e independentes, presentes e ausentes.

“Ao longo de nove meses, mergulhamos nas questões da maternidade, do ser filha, ser mãe, e o que isso determina nas nossas vidas. O que recebemos das nossas mães e pais, e passamos adiante. Fomos muito fundo nessas memórias, nessas dores. A maternidade é o tema da minha vida. Eu fui mãe adolescente, aos 18 anos (do Lucas), e tinha então uma relação muito difícil com a minha mãe. Ao longo da vida, tive que me desenvolver muito para curar as dores causadas por essa relação, entender e perdoar minha mãe. Eu e ela conseguimos nos resolver, e, de alguma maneira, eu trouxe isto para a peça. Fui mãe novamente agora, aos 46 anos (da Nina), e o trabalho com as meninas na sala de ensaio também me ajudou muito. Foi um processo de troca intensa”, relata a diretora Rita Elmôr.

Sobre as mudanças na vida ao se tornar mãe, a atriz e terapeuta Carolinie Figueiredo compartilha: “A maternidade mudou completamente minha vida, inclusive no campo profissional. Eu precisei passar por um profundo processo de redefinição de valores após a chegada dos filhos. É preciso sair do automatismo de repetir com os filhos aquilo que recebemos na infância como forma de educar. O mundo mudou, as crianças mudaram e a nossa geração precisa refletir sobre uma parentalidade mais consciente”.


Sobre Samara Felippo
Atriz há 20 anos, escritora e produtora, é mãe de Alícia e de Lara. Trabalhou por 16 anos na Rede Globo, na Rede Record e atuou em dez peças e três filmes. Escreveu por anos no blog “Liberte a Mãe”. Samara Felippo é mãe de duas meninas negras e lançou um canal no YouTube chamado “Muito Além de Cachos”, que conta com 80 mil inscritos. O canal aborda questões como representatividade, empoderamento infantil e racismo.


Sobre Carolinie Figueiredo
Atriz desde os oito anos de idade, pausou sua carreira para se dedicar à maternidade e aos novos chamados profissionais que surgiram após o nascimento de seus dois filhos, Bruna e Theo. Hoje é formada como doula e educadora perinatal. Há cinco anos escreve sobre empoderamento feminino e materno. É formada pela Positive Discipline Association como educadora parental certificada. É terapeuta pelo Thetahealing e atende mulheres do mundo inteiro.

Carolinie Figueiredo idealizou o Maternidade Consciente, um encontro virtual assistido por mais de 20 mil pessoas pelo mundo entre 2014 e 2016. Criou o programa online “Disciplina Positiva na Prática”, que transforma mais de 200 famílias presentes no seu curso. Por meio de seus encontros, ajuda mulheres a ressignificarem suas próprias histórias e a reconstrução pessoal e profissional após os filhos.


Ficha técnica
Espetáculo:
"Mulheres que Nascem com os Filhos"
Texto: Samara FelippoCarolinie Figueiredo e Rita Elmôr
Elenco: Samara Felippo e Carolinie Figueiredo
Direção, cenografia e trilha sonora: Rita Elmôr
Figurino: Mel Akerman e Mônica Xavier
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Projeto gráfico: Raquel Alvarenga
Direção de produção: Caio Bucker
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Realização: Bucker Produções Artísticas e Sem Cartilha Produções


Serviço:
Espetáculo:
"Mulheres que Nascem com os Filhos"
Temporada: 15 de abril a 5 de junho, às sextas e aos sábados, às 21h; e aos domingos, às 19h
Teatro Nair Bello - Shopping Frei Caneca - Rua Frei Caneca, 569, 401A, Consolação, São Paulo
Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada)
Venda on-line: Sympla
Capacidade: 201 lugares
Duração: 60 minutos
Gênero: comédia
Classificação: 12 anos


.: Coletivo Labirinto nos últimos dias de “Mirar: Quando os Olhos se Levantam”


Com dramaturgia e direção de Jé Oliveira, espetáculo faz temporada gratuita no Teatro Cacilda Becker até o dia 17 de abril de 2022. O texto e a direção são de Jé Oliveira e o elenco é formado por Abel Xavier, Carol Vidotti, Emilene Gutierrez e Lua Bernardo (musicista). Foto: Mayra Azzi


O que pulsa a América Latina? É sobre esta pergunta que o Coletivo Labirinto tem se debruçado nesta etapa de sua viagem estético-política, buscando rotas cênicas no sentido da discussão, da reelaboração, da luta e do sentido da presença em nosso continente. 

Depois de uma série de trabalhos em que levou à cena textos elaborados no além das fronteiras brasileiras - passando por dramaturgias de Argentina, Uruguai e Chile, por exemplo - a mirada agora é para dentro, tentativas de se (auto) reconhecer nas palavras, limites, histórias, dores, cores e tremores deste corpo e chão comuns, que são nosso continente.

“Mirar: Quando os Olhos se Levantam” faz temporada gratuita no Teatro Cacilda Becker até o dia 17 de abril. O texto e a direção são de Jé Oliveira e o elenco é formado por Abel Xavier, Carol Vidotti, Emilene Gutierrez e Lua Bernardo (musicista).


Sinopse do espetáculo
Quatro caminhantes percorrem lugares e histórias da América Latina em uma espécie de busca-viagem por pertencimento. O espetáculo lança mão de expedientes contemporâneos para revelar o lastro da colonização, celebrar a potência da diversidade dos povos, e refletir aspectos contraditórios do nosso continente para mirar além das fronteiras.

O espetáculo é parte do encerramento do projeto “Histórias de Nossa América”, contemplado pela 35ª edição da Lei de Fomento para a cidade de São Paulo. Dessa forma, carrega um lastro de pesquisa e criação assentado, marcadamente, pelo encontro e fricção da dramaturgia com e na cena contemporânea. 

A palavra como fisgada para um horizonte im(possível), a poesia dramatúrgica brasileira no encontro com a ação e inação de cada dia. O objeto disparador deste processo criativo foi o livro "Crônicas de Nuestra America", escrito por Augusto Boal e publicado em 1977. A obra reúne dez crônicas que versam sobre situações, ambiências e personagens  tipicamente latino-americanas, observadas e colhidas pelo diretor e dramaturgo desde sua saída do Brasil, em 1971, reflexo do endurecimento da ditadura militar em nosso país.

Em diálogo com o contexto e conteúdo da obra de Boal, o Coletivo Labirinto propôs, neste processo de criação, um passeio sobre as atuais crônicas deste continente tão cheio de saques históricos, personalidade e contradições. A América Latina da década de 1970 em contágio e contato com o ano de 2022. 

Para esta jornada, o Coletivo encontrou na parceria com o diretor e dramaturgo Jé Oliveira uma potente interlocução acerca de debates e necessidades estéticas e sociais, desenvolvendo conjuntamente um esquema de trabalho fortemente colaborativo e sensivelmente político. 

Em sala de ensaio, toda a equipe artística desenvolveu uma série de procedimentos improvisacionais  e de composição cênica que levantaram temáticas, caminhos dramatúrgicos e de encenação. O resultado é um espetáculo que mistura códigos expressivos baseados na relação com o espaço poético, com a musicalidade e símbolos visuais latinos e com a palavra na fronteira entre a postura épica e a vocação lírica. Tudo isso com vistas ao encontro de uma América Latina viva, diversa, corajosa e, espera-se, um pouco mais real. Quatro artistas em cena, outros tantos na bagagem, e um desejo de lançar miradas mais adiante, mesmo que para dentro.

Desde sua fundação em 2013, o Coletivo Labirinto tem como pesquisa o olhar para as relações do sujeito com o seu panorama social através da dramaturgia latino-americana contemporânea. Neste trabalho a noção de sujeito e dramaturgia se voltam para nós mesmos, brasileiras e brasileiros ensaiando uma viagem e uma investigação sobre o que é ser latino-americano. Apostando no tenso limiar entre a necessidade da denúncia e a carência do anúncio, o teatro é, mais do que nunca, um lugar de onde se vê.


Palavras do diretor e dramaturgo
“Partindo de provocações cênicas tendo como base, num primeiro momento, o livro 'Crônicas de Nuestra America', escrito por Augusto Boal no exílio em 1971, o processo criativo levantou cenas que buscassem um mapeamento de acontecimentos sínteses de uma relação verificável e sintomática do nosso modo de se portar no continente latino-americano.

Alguns lugares da América do Sul nos conduzem geograficamente por encontros com pessoas reais e ficcionalizadas, na intenção de refletirmos acerca da nossa contraditória condição de potencialidades humanas e saques históricos, fruto da colonização e genocídio dos povos originários presentes em nosso continente.

Em diálogo e como complemento destes primeiros expedientes, foram investigados também dispositivos contemporâneos que contivessem um poder de síntese capaz de auxiliar na explicitação dos nossos posicionamentos críticos perante os entendimentos e impasses da nossa atual situação artística, social e política. “Mirar: Quando os Olhos se Levantam” busca, desta forma, reconhecer, integrar e efetivar, seja no campo do simbólico ou no campo concreto das possibilidades, um movimento de “tirar os olhos do Atlântico”, assim como quem busca contato, arribando as vistas, mirando e elaborando um gesto cênico de ação para a construção de um pertencimento mais efetivo. Vislumbramos e buscamos, com base nas proposições cênicas deste trabalho, uma possibilidade de futuro menos móvel e mais integrado com a potência dos povos que integram a nossa América Latina.”
Jé Oliveira.

O Coletivo Labirinto nasceu em 2013, no ano das emblemáticas manifestações políticas pelo preço do transporte público (e que logo em seguida se pasteurizam em reivindicações genéricas e pouco objetivas), e acompanhou a transformação dos processos sociais no Brasil que culminaram na deposição da ex-presidenta Dilma Rousseff em 2016, no avanço das pautas neoliberais e na discussão um tanto incerta sobre os rumos políticos do país. 

O grupo pôde, com isso, perceber semelhanças entre essa trajetória e a de seus países vizinhos – com disputas políticas igualmente polarizadas, avanço de medidas econômicas similares e o crescimento de um pensamento conservador também assentado na moral. Dessas observações e vivências - no cotidiano e nas suas ações criativas -, conseguiu amadurecer a necessidade de entender-se como brasileiro e latino-americano, não uma coisa pela outra. 


Ficha técnica
Espetáculo:
“Mirar: Quando os Olhos se Levantam”
Direção, dramaturgia e textos: Jé Oliveira
Artistas criadores: Abel Xavier, Carol Vidotti, Emilene Gutierrez e Lua Bernardo (musicista)
Assitência de direção: Éder Lopes
Interlocução artística: Georgette Fadel e Wallyson Mota
Direção musical: Maria Beraldo
Vídeos e projeções: Laíza Dantas
Iluminação: Wagner Antônio
Figurino: Éder Lopes
Texto áudio: Abel Xavier e Jé Oliveira
Intérprete de Libras: Fabiano Campos
Designer gráfico: Alexandre Caetano - Oré Design
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Fotos: Mayra Azzi
Assitência de produção: Luiza Moreira Salles
Produção executiva: Coletivo Labirinto
Direção de produção: Carol Vidotti
Duração: 80 minutos
Classificação: 14 anos


Serviço
Teatro Cacilda Becker
R. Tito, 295 - Lapa - São Paulo
Até 17 de abril
Horário: sexta e sábado às 21h e Domingo às 19h
Ingressos gratuitos - presencial

.: As últimas apresentações de "Sísifo", com Gregório Duvivier, em São Paulo



Espetáculo conecta a mitologia ao caótico mundo hiperconectado e ao Brasil dos memes. São 60 cenas curtas interpretadas pelo ator Gregório Duvivier, que também assina o texto com o diretor Vinicius Calderoni. Foto: Joana Cesar


Após temporadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Portugal, o monólogo "Sísifo", de Gregório Duvivier e Vinicius Calderoni, reestreia presencialmente no Teatro Sérgio Cardoso, equipamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerido pela Amigos da Arte, para temporada de 1º a 17 de abril de 2022. A produção é de Andréa Alves, da Sarau Cultura Brasileira, responsável pela idealização de espetáculos como "Elza", "Suassuna - O Auto do Reino do Sol" e o recente "A Hora da Estrela ou o Canto de Macabéa".

A travessia talvez seja a grande protagonista de "Sísifo". Inspirado no mito grego – do homem que carrega diariamente sua pedra morro acima para vê-la rolar ladeira abaixo e começar tudo de novo –, o texto conecta a mitologia ao caótico mundo hiperconectado e ao Brasil dos memes. Tal panorama aparece em 60 cenas curtas, assinadas por Gregório e Vinícius neste trabalho que marca o início da parceria destes dois artistas multifacetados.

“Sísifo é o gif fundador da mitologia histórica, com essa ideia de eterno retorno. Percebemos como isso dava combustível para falar do momento histórico brasileiro, ao mesmo tempo em que falamos sobre travessia, sobre um trajeto que é preciso seguir. Não se chega a um novo Brasil sem passar por um Brasil distópico. Não se chega a um lugar sem passar por outro”, analisa Vinicius Calderoni, autor das premiadas "Ãrrã", "Elza" e "Os Arqueólogos", que também assina a direção do trabalho.

Em cena, Gregório Duvivier repete o mesmo movimento constantemente: caminha de um ponto a outro do palco. A cada início de uma nova cena, ele retorna ao ponto inicial, como em um gif, formato de imagem altamente difundido no universo digital. A investigação cênica neste formato deu origem ao trabalho, que incorporou outras características das novas formas de comunicação.

Se os memes e gifs são capazes de resumir uma situação às vezes complexa em apenas uma imagem, a ideia em "Sísifo" é de poder falar sobre temas bem diversos em uma única cena, ou em uma das travessias que Gregório faz pela rampa que ocupa o palco, elemento central da cenografia de André Cortez – indicado ao Prêmio Cesgranrio por este trabalho. 

Desta forma, as cenas apresentam um vasto panorama do caótico mundo contemporâneo, com todo o seu excesso de informação e tecnologia. Entre os muitos temas pelos quais o texto passa, entram em pauta os influenciadores digitais, alguns absurdos nas transmissões ao vivo pelas redes sociais, o complexo momento político brasileiro e até mesmo as desilusões pessoais em um mundo hiperconectado. A produção ainda tem figurino de Fause Haten, iluminação de Wagner Antônio, direção musical de Mariá Portugal e direção de movimento de Fabrício Licursi.


Sobre o encontro entre os artistas
A estreia deste trabalho aconteceu em 2019 e selou o encontro entre dois representantes de uma geração que cresceu no ambiente virtual e cujo talento artístico se manifesta nas mais diversas frentes. Cria do Tablado, a tradicional escola teatral carioca, Gregório Duvivier despontou para o sucesso em espetáculos de improvisação (o precursor "Z.E. - Zenas Emprovisadas") e seguiu carreira como ator e também escritor de poesia, crônica e roteiros para a televisão, cinema e para os vídeos do fenômeno Porta dos Fundos, canal do qual é um dos fundadores.

Do outro lado da ponte-aérea, Vinicius Calderoni dava seus passos no teatro e na música. Após lançar seu primeiro disco em 2007, ele passou a integrar o grupo 5 a Seco, que atualmente roda o país em uma turnê comemorativa por uma década de trabalho. Em 2010, ele fundou o Empório de Teatro Sortido, companhia de teatro quem mantém com Rafael Gomes. O saldo positivo da empreitada é imenso e inclui o Prêmio Shell de Melhor Autor por Ãrrã (2015), o APCA por "Os Arqueólogos" (2016) e "Elza" (2018) e o Reverência por "Elza" (2018). As afinidades artísticas os uniram no final de 2018 para a criação de um trabalho inédito. Com o mote inicial do projeto decidido, eles iniciaram o processo de produção do texto em conjunto. 


Sinopse
Não se chega a um lugar sem passar por outro. Com este ponto de partida, Gregório Duvivier protagoniza 60 cenas curtas que compõem um vasto panorama do mundo contemporâneo. O solo mescla os universos do mito grego de Sísifo - homem que carrega diariamente sua pedra morro acima para vê-la rolar ladeira abaixo e começar de novo - e do Brasil hiperconectado na era dos memes e gifs.


Ficha técnica
Espetáculo: 
"Sísifo"
Elenco: Gregório Duvivier
Texto: Vinicius Calderoni e Gregório Duvivier
Direção: Vinicius Calderoni
Direção de produção: Andréa Alves
Cenografia: André Cortez
Iluminação: Wagner Antônio
Figurino: Fause Haten
Direção musical: Mariá Portugal
Direção de movimento: Fabrício Licursi
Coordenação de produção: Rafael Lydio
Produção executiva: Felipe Valle e Flávia Primo
Produtor assistente: Matheus Castro
Assistente de direção: Mayara Constantino
Projeto gráfico: Beto Martins
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Fotografia: Daniel Barboza, Elisa Mendes e Pedro Benevides
Realização: Sarau Cultura Brasileira


Serviço
"Sísifo", de Gregório Duvivier e Vinicius Calderoni
Temporada:
de 1º a 17 de abril, às sextas e aos sábados, às 21h; e aos domingos, às 17h
Sessão extra dia 16 de abril, sábado, às 17h
Local:
Teatro Sérgio Cardoso - Sala Nydia Licia
Endereço: Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista - São Paulo
Duração: 60 minutos
Classificação: 16 anos
Capacidade: 827 lugares
Preços: R$ 120/R$ 60 - Plateia VIP / R$ 100/R$ 50 - Plateia / R$ 50/R$ 25 - Balcão
Ingressos pela Sympla ou na bilheteria do teatro.

.: "Bake Off Brasil Celebridades" põe participantes para 'dançar'

'Bolo Musical' será o tema da prova criativa. Na prova técnica, Olivier ensina a fazer um “Pastel de Forno Decorado”


Beca, Nadja e Olivier. Foto: Divulgação/SBT


Quantas artes os participantes do “Bake Off Brasil Celebridades” serão capazes de dominar? No programa deste sábado, 16 de abril, além de provarem que são bons de confeitaria, a apresentadora Nadja Haddad anuncia que os competidores terão que ‘dançar conforme a música’. Na prova criativa do dia, eles terão que executar receitas inspiradas em um divertido ‘Bolo Musical’, trazendo essa temática para seus preparos em uma combinação que ‘dê samba’ entre sabor, beleza e criatividade para não desafinar o paladar dos jurados.  

O sétimo episódio da temporada traz ainda uma prova técnica com direito a uma super aula de Olivier Anquier. O padeiro e jurado explica como fazer um “Pastel de Forno Decorado”, que leva ricota, cream cheese e legumes em seu recheio, além de uma rica decoração e manteiga caseira saborizada. Para impressioná-lo, bem como a chef confeiteira Beca Milano, Diego Montez, Marcelo Torres, Bianca Rinaldi, Nicholas Torres e Érica Reis terão que colocar a mão na massa e suar a camisa em busca do sonhado avental azul. 

O “Bake Off Brasil Celebridades” vai ao ar todos os sábados, às 22h30, no SBT 

*todos os participantes do programa foram testados antes da participação e liberados após resultado negativo para a Covid-19. 

.: "Making The Cut", com Heidi Klum e Tim Gunn, em terceira temporada


 

O Prime Video anuncia que "Making the Cut", série de competição de moda apresentada e com produção executiva de Heidi Klum e Tim Gunn, retornará para a terceira temporada neste inverno, com lançamento exclusivo no Prime Video em mais de 240 países e territórios. A atriz e diretora criativa da House of Harlow 1960, Nicole Richie, e o ícone pop da moda e diretor criativo da Moschino, Jeremy Scott, retornarão como jurados, fazendo companhia aos convidados adicionais -- que serão revelados posteriormente -- fazendo aparições ao longo da temporada.

O cenário de moda diversificado de Los Angeles continuará como o plano de fundo para os novos episódios de Making the Cut. Alguns dos locais da passarela desta temporada incluem a icônica Rodeo Drive em Beverly Hills, a paisagem desértica única de Vasquez Rocks e um telhado de um dos muitos arranha-céus do centro de Los Angeles, com vistas deslumbrantes do horizonte da cidade.

“Estou empolgada com o retorno de 'Making the Cut' neste inverno para a terceira temporada”, disse Heidi Klum. “Fiquei tão feliz por me reunir com Tim, Nicole e Jeremy enquanto procurávamos a próxima grande marca de moda global entre nossos designers mais talentosos até agora! A moda desta temporada superou nossas expectativas e há tantos looks incríveis que mal posso esperar para usar”.

Tim Gunn acrescentou: “Depois de assistir ao sucesso dos designers da edição anterior, incluindo os vencedores Andrea Pitter e Jonny Cota, estou tremendamente animado para os fãs verem o que o grupo de designers extremamente talentoso desta temporada tem reservado”.

A terceira temporada contará com um novo grupo de dez empreendedores e designers de todo o mundo, que estão prontos para levar suas marcas emergentes ao próximo nível e se tornar o mais novo fenômeno global. O vencedor da série receberá US$ 1 milhão para investir em seus negócios e uma mentoria com Amazon Fashion. O vencedor também terá a oportunidade de criar uma co-marca exclusiva com a Amazon Fashion e vender sua coleção existente na loja Making the Cut da Amazon Fashion nos Estados Unidos. A próxima temporada incluirá novas e empolgantes colaborações de marcas, participações especiais surpresas da indústria da moda servindo como jurados convidados e coleções expandidas dos designers vencedores de cada semana.

"Making The Cut" é produzida por Sara Rea, Sue Kinkead, Heidi Klum, Tim Gunn e Jennifer Love, e é produzida por Hello Sunshine e Amazon Studios.

Foto: James Clark

quinta-feira, 14 de abril de 2022

.: Doutor Estranho no Multiverso da Loucura: melhores momentos no MCU

"Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” estreia dia 5 de maio nos cinemas, dando continuidade à história de um dos personagens mais amados pelo público


O doutor Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) apareceu no MCU (Universo Cinematográfico Marvel) pela primeira em 2016 e, desde então, vem conquistando uma legião de fãs ao redor do mundo. Agora, o personagem volta às telas do cinema para protagonizar o filme "Doutor Estranho no Multiverso da Loucura", da Marvel Studios.

Com estreia confirmada para 05 de maio, a nova produção desbloqueia o Multiverso e expande seus limites mais do que nunca. No filme, o público viajará para o desconhecido com o Doutor Estranho, que, com a ajuda de antigos e novos aliados místicos, atravessa as realidades alternativas alucinantes e perigosas do Multiverso para enfrentar um novo e misterioso adversário.

Com um senso de humor ácido e poderes extraordinários, confira alguns dos principais momentos do herói em outras produções cinematográficas da Marvel:

Em "Doutor Estranho" (2016), Stephen Strange sofre um acidente e parte para um templo em busca da cura - onde, inesperadamente, aprende sobre forças místicas. Esse processo de aprendizado, além de ser incrível, é também importante para os fãs entenderem como tudo começou.


Após aprender sobre magia, ainda em seu primeiro filme, Stephen Strange precisa defender a Terra de Dormammu – um ser místico pertencente à Dimensão Negra. Dizendo uma de suas frases mais épicas (Dormammu, eu vim barganhar), Doutor Estranho obriga o vilão a cumprir um acordo e, assim, salva a humanidade.



Outro momento de Doutor Estranho nos filmes do MCU é em "Thor: Ragnarok" (2017), quando conversa com os irmãos Thor e Loki sobre Odin, o qual ambos estão tentando encontrá-lo.


Já em "Vingadores: Guerra Infinita" (2018), o personagem tem um papel importante na defesa da Joia do Tempo contra Thanos – vilão que tem a missão de exterminar metade da população viva de toda a galáxia. O herói usa seus poderes místicos em conjunto com os Vingadores para impedir que o titã alcance seu objetivo. No final, Doutor Estranho entrega a Joia do Tempo ao Thanos e explica aos Vingadores que viu 14.000.605 situações em que Thanos venceria, exceto em uma única situação.


Um dos momentos mais emocionantes do personagem acontece em "Vingadores: Ultimato" (2019), quando ele demostra para o Tony Stark (Homem de Ferro) que só há uma maneira de derrotar o vilão Thanos de uma vez por todas fazendo alusão ao sacrifício do Homem de Ferro para salvar o universo.


Por fim, Doutor Estranho apareceu também em "Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa" (2021), tentando ajudar Peter Parker (Homem-Aranha) e abrindo, sem querer, o multiverso. A participação do herói neste filme proporciona cenas épicas com muita ação, emoção e adrenalina. Entretanto, essa abertura no multiverso traz consequências negativas para a Terra, as quais poderão ser vistas em "Doutor Estranho no Multiverso da Loucura", que estreia exclusivamente nos cinemas em 05 de maio.


.: 26ª Bienal Internacional do Livro de SP será em julho, no Expo Center Norte.

A 26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, acontecerá de 2 a 10 de Julho, no Expo Center Norte. Realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, a Bienal Internacional do Livro de SP tem a expectativa de receber este ano cerca de 600 mil visitantes em uma área de 65 mil m². 

O evento já conta com 182 expositores confirmados, entre eles empresas como Ciranda Cultural, Companhia das Letras, Melhoramentos, Girassol, Moderna, Livraria Loyola, Edições Loyola, Editora Record, Faro, Skeelo, Intrínseca e Sextante.

Nesta edição, Portugal é o convidado de honra e ocupará uma área de 500m², onde serão realizadas diversas atividades culturais e de negócios. Além disso, o evento literário já conta com patrocínio das empresas Aon Seguros, BIC e Zap Imóveis.

Campanha: A RINO foi a escolhida para ser a agência de comunicação integrada da 26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O projeto contempla campanhas publicitárias, redes sociais e relações públicas, esta última com atuação da Communica Brasil, em parceria com a RINO. “Estar no time de comunicação do maior evento literário da América Latina neste momento de retomada presencial das atividades é uma alegria", afirma a sócia-diretora da Communica Brasil, Andrea Funk.

O conceito da campanha apresentada pela Rino realmente nos entusiasmou pela ideia criativa e por ser uma campanha inovadora, inclusiva e democrática. Na 26ª Bienal Internacional do Livro de SP vamos reforçar a importância do livro e da leitura como agentes de transformação. Estamos ansiosos para compartilhar com todos, pois é realmente contagiante”, diz Vitor Tavares, presidente da Câmara Brasileira de Livro (CBL).

Para o VP de Criação da Rino, Fernando Piccinini Jr., “mais do que a conquista de uma conta, este trabalho nos dá a satisfação de poder deixar a contribuição em um evento com um propósito cultural e social, que ressalta a importância do livro não apenas para o crescimento intelectual do indivíduo, mas para o desenvolvimento da sociedade”.


26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Data: 2 a 10 de julho de 2022

Local: Expo Center Norte – Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme


.: Diário de uma boneca de plástico: 14 de abril de 2022

Querido diário,

Estou sumida, não é?! 

Pois bem. É que estão acontencendo tantas coisas e, geralmente, juntas. É tudo como um rolo compressor. Brota em sequência sem dar um respiro para tomar fôlego.

Esse excesso de "novidades", até me faz lembrar o cenário atual de corrupção. Surgem coisas e mais coisas, mas nem tudo recebe a devida importância das leis brasileiras. 

No meu caso, em particular, há muitas tarefas que deixam a sensação de ver passar um dia e depois outro sem conseguir realizar a metade do que é preciso. 

Escrever textos sobre produções culturais, paralelamente ao passo em que preparo roteiros, filmagens e vídeos para meu canal no YouTube. É tudo exaustivo -mentalmente- e, na prática, são poucos que valorizam tal empenho. Há quem ignore, desmereça, mas também quem acompanhe e dê aquela força necessária justamente quando estava quase para esmorecer.

Talvez eu esteja ficando velha reclamona...

Beijinhos pink cintilantes e até amanhã,

Donatella Fisherburg



.: The Masked Singer Brasil chega à semifinal no domingo

Participantes da semifinal do programa "The Masked Singer Brasil". Foto: divulgação


Está chegando a hora de conhecermos todos os mascarados do "The Masked Singer Brasil". Neste domingo, dia 17, o reality chega à semifinal, após a "Temperatura Máxima". Os mascarados Abacaxi, Camaleão, Dragão, Leoa e a dupla Lampião e Maria Bonita se apresentam tentando um lugar no top 3 da temporada. Na dinâmica, a plateia escolhe seus favoritos após as apresentações individuais, e os dois mais votados já garantem a sua participação na final.

Já a terceira vaga de finalista será conquistada de forma diferente: primeiro, os jurados Taís Araujo, Rodrigo Lombardi, Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch e a convidada da semana, Daniela Mercury, escolhem um personagem para ser desmascarado. Logo após, um combate final entre os dois mascarados que ainda restam no palco e mais uma decisão dos jurados define quem vai embora.

O "The Masked Singer Brasil" é uma coprodução TV Globo e Endemol Shine Brasil, baseado no formato sul-coreano criado pela Mun Hwa Broadcasting Corp, tem supervisão artística de Adriano Ricco (TV Globo) e direção de Marcelo Amiky (Endemol Shine Brasil). O reality vai ao ar no domingo após "Temperatura Máxima" e é apresentado pela cantora Ivete Sangalo.

Foto: Globo / Kelly Fuzaro

.: Guta chega ao Pantanal deixando os estudos em São Paulo

Foto: Rede Globo/Divulgação

Segura, confiante e independente, Guta (Julia Dalavia) chega ao Pantanal após deixar os estudos em São Paulo e retorna à casa dos pais. As cenas vão ao ar a partir desta quinta-feira (14). Ao chegar, a primeira pessoa que ela encontra é Alcides (Juliano Cazarré), funcionário de seu pai, que não a conhece e fica intrigado com o abuso da moça ao invadir as terras do patrão sem ao menos dizer quem é. Ele só entende que se trata da filha de Tenório (Murilo Benício), quando a jovem chega à casa, para a felicidade de Maria (Isabel Teixeira).

A chegada de Guta agita a fazenda. Maria está animada com a presença da filha, se sente sozinha no Pantanal mesmo com a companhia do marido, Tenório, que só a maltrata. Após o confronto inicial com a moça, Alcides se encanta com o jeito livre de Guta, que passa a andar com o rapaz pelas terras do Pantanal. Ele logo se apaixona, mas Guta não dá a mínima para ele. Já Tenório está incomodado e com uma pulga atrás da orelha. Quer saber o que trouxe Guta para casa e não vai sossegar enquanto não descobrir.
 
‘Pantanal’ é escrita por Bruno Luperi, baseada na novela original escrita por Benedito Ruy Barbosa. A direção artística é de Rogério Gomes, direção de Walter Carvalho, Davi Alves, Beta Richard, Cristiano Marques e Noa Bressane. A produção é de Luciana Monteiro e Andrea Kelly, e a direção de gênero é de José Luiz Villamarim.

quarta-feira, 13 de abril de 2022

.: "BBB 22": entrevista com Natália, do grupo das “comadres”

Foto: João Cotta / Globo


“Totalmente intensa e de pura entrega, assim eu defino a minha jornada no BBB”, diz Natália, participante eliminada no paredão da última terça, dia 12, com 83,43% dos votos, ao disputar a preferência do público com Gustavo e Paulo André. Ciente de que fazia um jogo arriscado ao deixar claras suas opiniões e bater de frente com vários participantes, a mineira mergulhou em todas experiências possíveis no reality. A alegria com a participação é tão grande que, agora fora da casa, vê tudo por uma perspectiva positiva. “Não entrei para fazer personagem, para ser a pessoa perfeita. Entrei para ser a Natália, boca grande, que fala até o que não deve. E depois se arrepende e pede desculpas; volta atrás quando é necessário e bate o pé quando não é. Essa sou eu, esse é meu jeitinho nada meigo”, comenta.

Na entrevista a seguir, Natália fala sobre a formação do grupo das “comadres”, analisa sua trajetória no jogo e os desvios do paredão, e conta o que espera viver após o BBB.

 

Se pudesse definir sua passagem pelo BBB em uma palavra ou frase, qual seria? 

Totalmente intensa e de pura entrega, assim eu defino a minha jornada no BBB.

 

Qual era a sua principal estratégia de jogo? Acha que ela funcionou?

Minha estratégia era sobreviver. Sou bastante observadora, então também gostava de analisar as pessoas e perceber as movimentações que elas faziam e, a partir disso, determinar qual seria meu posicionamento dentro da casa. Mas confesso que entrei pensando em sobreviver, sem anular a mulher que eu sou. Funcionou muito! Gente, eu cheguei ao Top 8, estou chocada! Achei que fosse sair bem antes, na primeira semana. Estou muito feliz, muito grata. Consegui fazer movimentações de forma que, depois do excesso de paredões, permaneci oito semanas sem ir. Isso para mim foi muito significativo. Vejo como um mérito meu, pelo meu posicionamento dentro da casa, porque a forma como eu me movimentei foi aliviando a ida direto ao paredão.

 

Você cogitou que poderia formar um casal no BBB? Fale um pouquinho sobre o Eli e o que você imagina para essa relação fora do BBB. 

Eu entrei muito de peito aberto para vivenciar todos os tipos de experiências, não focada em formar um casal. Eu queria viver a experiência ao máximo, até onde eu conseguisse. Eu queria realmente chegar e fazer uma pegação geral, confesso. Mas não fazer um casal. Dei um selinho no Rodrigo, na amizade e na brincadeira. O Lucas é um fofo (já falei isso para ele diversas vezes), um homão. Acho ele muito bonito, simpático e quietinho – uma coisa que eu gosto. Eu preferi ficar só na amizade mesmo e também aconteceram outras coisas e ele seguiu o caminho dele com a Eslô. Fico muito feliz por ele e torço demais. Mas eu não pensei, inicialmente, em formar casal, não.

 Com o Eli, aqui fora vai ser só amizade mesmo. Lá dentro a gente realmente teve trocas de carinho. No início foi voto, aí, depois, beijei meu voto. Foi uma coisa bem conflitante, engraçada demais. Teve a “baldada” do menino...foi muito engraçada a nossa trajetória lá dentro. Mas aqui fora eu planejo focar integralmente na minha carreira. Há muitas metas que eu preciso traçar, principalmente pela minha família e pelo meu lado profissional. Relacionamento é algo que está quase em último plano, hoje, na minha vida. Principalmente com o Eli, que foi algo que aconteceu no jogo, que a gente viveu em um momento muito intenso. Eu quero ter uma amizade. Tenho muito carinho e respeito pela pessoa dele, mas aqui fora eu não tenho nenhuma expectativa quanto a ele, até porque eu tenho uma listinha, né? (risos)

 

Alguns participantes votaram em você esta semana apontando que não tinha senso de coletividade. Outros comentavam sobre como você entrava nas conversas... Acha que isso pode ter atrapalhado a convivência? 

Eu não tenho essa mesma percepção porque, se eu não tivesse senso de coletividade, eu já teria afetado a casa de alguma forma durante toda a edição, se fossem coisas tão graves como foram apontadas. Em nenhum momento eu afetei a casa nem o coletivo. Sempre priorizei os outros, mas também tomando direito do que eu podia fazer. Não sou criança, entrei como uma mulher adulta e totalmente consciente do que eu posso ou não fazer. E sempre pensando que prejudicar o outro também seria me prejudicar, principalmente estando em um jogo em que eu dependo das pessoas para estar dentro. Seria enfiar o pé no saco se eu fizesse isso. Então, em relação ao senso de coletividade, não concordo. Sobre interromper os outros, eu acredito que uma conversa não é feita de uma pessoa que fala e da outra que escuta. Acho que a gente pode argumentar em alguns momentos e que, sim, a gente precisa ouvir. Mas isso foi muito mais a forma que eles tiveram para me desmontar naquele momento, para eles terem uma razão e algo a dizer sobre mim. Uma conversa é feita de duas, três, quatro pessoas e interromper é uma coisa natural, espontânea, e que muitas vezes não foi feita por maldade. Então, concordo, sim, porque às vezes eu interrompia e queria falar também, mas não acho que foi algo tão negativo como foi exposto. Estou muito feliz com tudo o que foi feito lá dentro, com a minha trajetória. Estou orgulhosa de mim.

 

Você teve algumas brigas e discussões na casa por falar o que pensava, sem receio de se comprometer. Foi um jogo arriscado?

Demais. Eu já entrei no BBB sabendo que seria um risco muito alto para mim porque eu sou boca grande, não consigo me conter. Às vezes eu nem penso, e já falei. Depois eu vejo: ‘Nossa, não acredito que falei isso. Mas já saiu e, infelizmente, agora eu vou tentar consertar, falar que eu errei’. Desde o momento em que eu pensei na possibilidade de estar no programa, foi um risco muito grande para mim. E quando eu vi que realmente iria acontecer, eu disse que eu queria ser leal a mim em tudo. Não entrei para fazer personagem, para ser a pessoa perfeita. Entrei para ser a Natália, boca grande, que fala até o que não deve. E depois se arrepende e pede desculpas; volta atrás quando é necessário e bate o pé quando não é. Essa sou eu, esse é meu jeitinho nada meigo (risos). 

 

Depois de enfrentar três paredões logo nas primeiras semanas, os brothers decidiram não votar mais em você, te poupando de encarar novas berlindas. O que foi decisivo para isso acontecer? Essa “proteção” influenciou no seu jogo? 

Influenciou um pouco. Quando eu fui para três paredões direto – só não fui a quatro porque estava imune – e as pessoas viram que eu estava batendo e voltando, gerou um receio de me indicar. Mas não só isso; também de tentar perceber onde estavam errando. Acho muito importante ter esse pensamento de perceber no que pode melhorar. Foi aí que eu tive um acolhimento maior da casa e conforme eu voltava dos paredões, eles pararam para analisar: ‘O que a Natália fez para mim? Ela não fez nada para mim, então por que eu estou com esse bloqueio?’. Foi quando as pessoas realmente se permitiram se aproximar de mim, me conhecer. E viram que nada daquilo que eles criaram era verdade, mas uma barreira que colocavam ali, sem dar o direito de conhecer a pessoa maravilhosa que eu sou. Eu não sou só uma pessoa encrenqueira, sou cheia de amor para dar, cheia de carinho, de alegria. Sou uma pessoa que brinca, que faz piada boba. E estou muito feliz porque isso influenciou a, principalmente, chegar no Top 8. A gratidão transcende o meu peito hoje.

 

Você e o Gustavo tinham posições opostas nas últimas semanas, mas muitas outras pessoas foram “alvos” de voto dele antes de você. Ele chegou a destacar que fazia bastante tempo que você não ia ao paredão e, por isso, te indicou. Acredita que essa rivalidade mais recente te atrapalhou?

Não acredito que tenha me atrapalhado. Pelo contrário, vejo como algo que criou um posicionamento das pessoas que gostam de mim de verdade aqui fora. Foi a maneira que eu encontrei para me posicionar também no jogo. Pode ser que tenha um favoritismo dele, do grupo dele. Mas não acho que atrapalhou porque as coisas acontecem da maneira como devem acontecer. Deus está no controle de todas as coisas. E, se realmente nesse momento eu tive que sair, tive que enfrentar esse paredão, passar por aquela porta, eu passei de cabeça erguida, muito feliz com tudo o que aconteceu. Na verdade, isso só me enalteceu e acho que pôde servir como um trampolim para a minha vida aqui fora. Pensa só: se eu não saísse nesse paredão, eu ia perder o carnaval na Beija-Flor, meu povo. Olha que alegria, estou feliz demais! (risos)

 

P.A, Douglas e Pedro Scooby chegaram a propor a você e a Jessi de tentarem jogar juntos, mas vocês não toparam. Se arrepende dessa decisão? 

Sendo bem franca, eu não me arrependo. Fico um pouco triste pelo D.G., que era uma pessoa muito especial para mim ali dentro. Eu tenho, no meu coração, um carinho imenso por ele. Fico chateada por ele, apenas. Realmente houve essa proposta e teve algumas jogadas que eu fiz com eles, mas a Jessi não foi junto. Eu fiz o que eu acreditava ser certo naquele momento, segui totalmente o meu coração. Nas jogadas que eu fiz junto com eles e nas que eu fui contra, fui pelo meu coração. Quando eu votei no D.G., eu deixei claro que não era por rivalidade, mas por autoproteção, porque eu estava com muito medo de ir àquele paredão e sair naquele momento. Depois eu expus isso para ele, pedi até desculpas porque me senti super mal. Mas acontece...

 

Você, Lina e Jessilane tinham personalidades bem diferentes. O que unia vocês três? 

Inicialmente, o que uniu a gente foi ‘o que restou’. A gente brincava muito com isso: ‘a gente foi o que sobrou, então o que sobrou tem que se unir para tentar sobreviver’. Mas, desde o início, mesmo sendo o que sobrou e querendo conversar sobre o jogo, as nossas opiniões eram muito divergentes, então a gente não conseguia fazer essa movimentação. Cada uma ia mais pelo seu coração. Só que chegou em um momento do jogo em que a gente viu que isso era muito importante. Falamos: ‘Gente, estamos ficando para trás, vamos acabar saindo. Precisamos acordar!’. Foi quando a gente começou a jogar mais junto, ser mais estratégicas. Foi pela vontade de sobreviver no jogo e, depois, pela paixão de falar: ‘somos diferentes, sim; temos divergências, sim. Mas eu amo você e quero fazer dar certo’. E quando a gente quer fazer dar certo, não vão ser as dificuldades ou os pensamentos diferentes que vão nos separar. A gente falava: ‘Eu te aceito da forma que tu é, te respeito, te amo assim. Vamos bater de frente, mas vamos fazer esse trem andar’. Fiquei muito feliz com essa nossa paixão, vontade e garra de não só sobreviver, mas de buscar fazer dar certo.

 

Como a volta do Arthur no paredão falso interferiu no seu jogo?

Interferiu diretamente porque eu sempre vi o Arthur como uma pessoa muito bacana dentro do jogo, muito estrategista. Ele realmente sabe para que ele entrou no BBB. E eu não entrei no BBB só pelo jogo; acredito que o jogo é construído pelas relações também. Analisando o perfil do Arthur, eu vejo que ele é um jogador totalmente estrategista e que ele não está ali para criar relações, desde o início deixou isso muito claro, que o jogo dele era sozinho, com o público, etc. Isso me afetou diretamente porque eu pensava que a gente tinha que conseguir chegar à final e é um risco muito grande ter um jogador forte ali dentro. Quando ele saiu, não tem como negar que eu fiquei muito feliz, fiz festa. Vi aquilo como a oportunidade de chegarmos à final, pensei que o povo amava a gente. Quando ele voltou, foi um banho de água gelada. Fiquei muito triste e falei: ‘Ah, Meu Deus, e agora? Será que a gente não vai conseguir chegar nessa final? Nem estar no Top 5? O que será que o povo está pensando da gente?’ Então, gerou várias inseguranças e incertezas. Isso nos afetou diretamente, não porque eu tenho uma rivalidade com ele ou porque não gosto do Arthur e tive algum atrito com ele. Nada disso, até porque a gente não teve atrito nenhum dentro da casa. Mas realmente por considera-lo um jogador forte, com potencial dentro do jogo.

 

O fato de não ganhar nenhuma prova no BBB te desanimou ou você seguiu com esperança por uma conquista? 

Me deixou bem desanimada, sim. Teve um momento em que perceberam que eu fiquei tristinha, choramingando, falando: ‘Deus, eu não estou aguentando mais isso. Me ajuda!’. Eu falei até brincando com a Jessi esses dias que a gente estava passando por aquela provação, mas que tinha um porquê: ‘Se eu sair, Deus vai me abençoar de alguma forma, porque aqui é só provação. A gente não ganha uma!’. Até no momento de pegar um canudo no jogo da discórdia, com um tanto de consequência boa, a gente pega os piores. Mas nos momentos em que eu ficava desanimada ou triste, eu sempre lembrava que se a peteca cair no meio do mato, ou desaparecer, eu ainda vou manter ela no ar, com a peteca imaginária (risos). Ou então vou criar outra peteca para mandar para o alto. Não posso deixar nada me abalar. E tentava manter a cabeça erguida, mas confesso que, nas últimas semanas, o peso de pensar em sair sem ter ganhado uma prova foi muito perturbador. Mas volto a dizer: tudo acontece da forma como tem que acontecer. Glorifico muito a Deus por tudo o que eu vivi. Infelizmente não tive o gostinho da liderança, mas tive oportunidade de vivenciar isso ao lado da Lina, do Lucas, que são pessoas que eu amo muito, admirava ali dentro e admiro mais ainda aqui fora. Só de poder vivenciar isso ao lado deles, eu me senti muito realizada.

 

Se pudesse eleger os melhores momentos da sua trajetória e os mais difíceis, quais seriam?

A minha entrada, com certeza, porque foi algo que eu não imaginava que iria acontecer. A minha amizade com Lina e Jessi; a época em que Naiara ainda estava lá... Mas, para ser sincera, eu não consigo eleger só um momento ou os melhores. Para mim, tudo foi muito bom, até as baixas. Até nos momentos em que eu estava mais triste e chateada, em que eu tinha errado, foram situações de aprendizado. Eu acredito que nada pode ser desvalorizado na minha participação. Tudo eu vou carregar para a minha vida, no meu coração, sabendo que acertando e errando, tendo vitórias e conquistas ou fragilidades e frustrações, foi sincero ao máximo e com a maior entrega. Foi o que eu podia fazer naquele momento. Todos para mim foram exclusivamente especiais.

 

Para quem fica sua torcida agora? 

Não tem como negar: estou torcendo muito pela Jessi. D.G. também tem a minha torcida. Eli pelas coisas que a gente viveu, apesar de os últimos dias não terem sido muito agradáveis. Jessi e D.G. são pessoas que eu estou torcendo e vibrando com toda a minha alma. Brasil, ajuda a gente! (risos)

 

Aqui fora o público brincou que você seria a “Barbie Profissões” por já ter atuado em diversas funções antes de entrar programa. Quais são seus planos para daqui para frente? Pensa em seguir alguma carreira específica? 

Eu tenho muito planejamento para a minha vida, até daqui a 10 anos, confesso. Capricorniana nata, cheia de metas a cumprir. Tenho os meus sonhos de trabalhar com TV, atuar como atriz. Tenho vontade de fazer muitas coisas. Acredito que agora é o momento de centrar e pensar nas oportunidades de que vão chegar, nas portas que vão ser abertas, abraça-las e acolhe-las com todo o meu coração, assim como eu faço com tudo na minha vida, com bastante intensidade e viver esse momento da melhor forma. Não tem uma coisa que eu diga: ‘isso eu não quero fazer’. Quero muito atuar nas minhas redes sociais, na TV, como atriz ou apresentadora. Eu não sei o que me espera, mas para o que me espera eu já estou entregue, de peito aberto e muito grata, desde já! 

O "BBB 22" tem direção artística de Rodrigo Dourado, direção de gênero de Boninho e apresentação de Tadeu Schmidt. O programa vai ao ar de segunda a sábado, após "Pantanal", e domingos, após o "Fantástico".

.: "Peixe Estranho", o novo livro de Leonardo Brasiliense, autor premiado


Marvin se casou e se separou duas vezes. Mas, apesar das feridas, ainda acredita no amor. Agora, com Analice, tudo será diferente. Ela é bonita, paciente, compreensiva e educada. Ela é perfeita. Marvin espera não levar mais pancadas da vida. Analice é uma boneca de silicone.


Leonardo Brasiliense, vencedor do Prêmio Jabuti, lança o livro "Peixe Estranho" pela Companhia das Letras. O romance gira em torno de Marvin, que tem 40 anos e mora sozinho num subúrbio de casinhas coloridas, com gramado sempre aparado. Tem mania por limpeza, a cozinha é minimalista. As facas alemãs, afiadíssimas, estão cravadas no cepo de madeira rústica, única lembrança do primeiro casamento.

Ouve alguma música, e é obcecado por Radiohead. Passou por dois relacionamentos, mas não conseguiu se aprofundar em nenhum deles. É como se Marvin não conseguisse se conectar com as ex-mulheres e entender seus anseios e frustrações. Isso muda com a vinda de Analice.

Ela é calada e paciente. É uma boneca de silicone criada em San Marcos, na Califórnia, que chega numa caixa retangular pesada. Com ela, Marvin espera evitar as discordâncias dos relacionamentos anteriores. O silêncio da boneca, no entanto, é poderoso. Analice o obriga a falar e a reviver os casamentos desfeitos, e o fará mergulhar em suas mais doloridas memórias de amor e desejo nunca consumados. Você pode comprar o livro "Peixe Estranho", de Leonardo Brasiliense, neste link.


O que disseram sobre o livro
“Através de uma escrita segura, servindo-se com habilidade de cortes temporais e alternando vozes em primeira e terceira pessoa, (…) Leonardo Brasiliense constrói uma novela ágil, conectada com o seu tempo mas também com temas que o ultrapassam. Peixe estranho é atemporal e universal.” - Amilcar Bettega


Sobre o autor
Leonardo Brasiliense nasceu em 1972, em São Gabriel, no Rio Grande do Sul. Tem 12 livros publicados, entre eles "Três Dúvidas" (2010, que recebeu o prêmio Jabuti) e "Roupas Sujas" (2017), finalista dos prêmios Jabuti e São Paulo de Literatura). É também roteirista de cinema e fotógrafo amador.


"Peixe Estranho"
Leonardo Brasiliense
Número de páginas: 120
Lançamento: 26 de abril de 2022
Editora: Companhia das Letras




← Postagens mais recentes Postagens mais antigas → Página inicial
Tecnologia do Blogger.