sábado, 30 de novembro de 2024

.: Entrevista: Jhonatas Nilson reflete sobre a capacidade de sobreviver a traumas


Com milhões de leituras online e vendas de e-booksJhonatas Nilson foi autor best-seller da revista Veja e constantemente encontra-se na lista dos mais vendidos da Amazon Brasil. Agora ele lança "O Filho que Eu Não Amei", um drama familiar sobre luto, rejeição e esperança. A trama acompanha Vincenzo, que, após uma tragédia familiar, vê-se obrigado a recomeçar a vida e a resgatar o tempo perdido com o filho Giovanni D’Angelo, acostumado a lidar com a falta da figura paterna. 

Por meio de uma narrativa visceral e sensível, o autor bacharel em Psicologia apresenta uma profunda reflexão sobre a força do afeto e a capacidade do amor de sobreviver a diferentes traumas. Em suas obras, ele busca incluir temáticas sobre a complexidade das relações humanas, criando uma atmosfera realista que permite os leitores se conectarem com o interior dos personagens. Em entrevista, Jhonatas Nilson comentou as inspirações por trás da trama e falou sobre a importância das redes sociais para ampliar a carreira de escritor. Compre o livro "O Filho que Eu Não Amei" neste link.

O que o inspirou abordar temas como luto, rejeição e esperança no relacionamento entre pai e filho em “O Filho que Eu Não Amei”?
Jhonatas Nilson - 
A inspiração surgiu de vários questionamentos que me vieram sobre as complexidades de uma possível relação entre um pai ausente e um filho em busca de aceitação. Por um tempo, hesitei em iniciar essa história por medo de não conseguir conclui-la devido ao peso emocional que a envolve. Mas, ao me permitir explorá-la, mergulhei fundo nos sentimentos, principalmente os de luto e rejeição - até mesmo chorei diversas vezes no processo de escrita. Hoje, fico imensamente feliz por ter seguido em frente e por ver como os leitores se conectaram com essa narrativa que tanto me marcou. 

Quais elementos psicológicos você incorpora na narrativa para explorar o impacto da rejeição e da reconciliação familiar? 
Jhonatas Nilson - 
Como psicólogo, sempre me pergunto como posso abordar temas reais e intensos sobre o emocional humano. Com "O Filho que Eu Não Amei", não foi diferente. Cada interação entre os protagonistas revela camadas de dor, busca por aprovação e os mecanismos de defesa que desenvolvemos ao nos sentirmos rejeitados. Através desses elementos, quis mostrar que recomeços são possíveis não só pelo amor, mas pela disposição de mudar de dentro para fora. 

Como o personagem Vincenzo lida com a necessidade de superar o rancor e construir uma relação afetiva com seu filho Giovanni? 
Jhonatas Nilson - 
Inicialmente, Vincenzo lida muito mal com essa necessidade e chega a agir de forma extremamente tóxica com o filho. Durante a escrita, eu senti de perto a luta interna que ele trava com suas dores e ressentimentos. Porém, foi emocionante conduzi-lo à autorreflexão e fazê-lo perceber que nossas dores não justificam causar sofrimento aos outros.


Qual é a mensagem que você pretende passar com isso para os leitores?  
Jhonatas Nilson - 
Através dessa jornada, quis transmitir que recomeços emocionais são possíveis, desde que tenhamos coragem de enfrentar nossos próprios padrões de dor. 

Em sua opinião, o que torna a jornada de um pai e filho em busca de reconciliação relevante para leitores que enfrentam conflitos familiares? 
Jhonatas Nilson - 
Acredito que conflitos familiares são tão universais quanto o luto e a rejeição. Em algum momento, todos nós somos obrigados a lidar com desentendimentos com aqueles que amamos. Trazer esses temas para a minha obra permite que a realidade humana toque o leitor através de uma ótica esperançosa, oferecendo um espelho de suas próprias experiências e mostrando que, mesmo nos relacionamentos mais difíceis, há espaço para a compreensão e o crescimento. 


Você é autor best-seller, com mais de 60 obras publicadas. Como “O Filho que Eu Não Amei” difere das suas outras produções?  
Jhonatas Nilson - Sinto que este ano me desafiei em muitos aspectos da minha carreira literária, explorando temas que não são tão habituais para mim. "O Filho que Eu Não Amei" exemplifica essa fase de experimentação, pois, embora eu já tenha abordado traumas familiares antes, nunca foi exatamente como tema central. Normalmente, escrevo romances românticos, mas criar uma história totalmente voltada para o amor familiar foi uma experiência mágica e enriquecedora. Espero poder explorar mais esse tipo de narrativa no futuro. 


Com mais de 30 mil seguidores no Instagram, como você enxerga a importância de escritores estarem nas redes sociais? Como o meio virtual pode ser aliado para a produção literária? 
Jhonatas Nilson - As redes sociais permitem que o leitor se sinta mais conectado com o autor. Como fã de muitos escritores, confesso que adoro acompanhar suas rotinas e estilos de vida. Além disso, com as ferramentas tecnológicas atuais, o meio virtual abre portas para divulgar as obras a um público mais amplo. Hoje, meus livros alcançam pessoas que talvez nunca os conhecessem sem a presença digital. As redes se tornaram uma aliada na construção e ampliação de uma base de leitores, sem dúvidas. 


Sobre o autor
Jhonatas Nilson já escreveu mais de 60 obras, tendo histórias traduzidas para o inglês, espanhol e italiano. Com milhões de leituras on-line e vendas de e-books, foi best-seller da revista Veja, está constantemente na lista dos mais vendidos da Amazon Brasil e alcançou o topo das vendas na Itália com "Il Piacere Nella Seduzione". Também é autor de "Um Dia no Verão”, "Quando as Estrelas Tocam o Céu” e "A Minha Vida Depois Daquele Dia”. Garanta o seu exemplar de "O Filho que Eu Não Amei" neste link.

.: Depois de 30 anos, autor de Calvin e Haroldo volta a escrever e desenhar


Lembra das tiras de Calvin e Haroldo? Bill Watterson, autor delas, acaba de lançar a fábula "Os Mistérios" pela Conrad Editora. Depois de 30 anos, o autor volta a escrever e desenhar em obra especial com edição limitada. O livro que acaba de ser lançado é a mais nova obra de Bill Watterson, autor e criador das famosas tiras que foram sucesso entre os anos 80 e 90. Depois de quase 30 anos. Desta vez, ele embarca em um trabalho totalmente diferente e desenvolvido em parceria com o caricaturista John Kascht.

Em uma edição limitada mundialmente, o livro traz detalhes especiais, o que inclui capa dura com tecido e ilustrações incríveis feitas por ambos artistas. Disponível em apenas 6 mil exemplares no Brasil e com a tradução de Cassius Medauar, o leitor vai ficar fascinado pelo enredo da HQ. "Os Mistérios" é uma fábula para adultos que conta a história  de um antigo reino que sofre calamidades inexplicáveis. Com o objetivo de acabar com o tormento, o rei envia seus cavaleiros em busca da causa dos misteriosos acontecimentos. Anos depois, um único e abatido cavaleiro retoma. É aqui que começa essa aventura que une suspense e fantasia. Compre a HQ "Os Mistérios" neste link.


Sobre os autores
Bill Watterson é o criador das histórias de Calvin e Haroldo, um garoto de seis anos e seu melhor amigo, um tigre de pelúcia chamado Haroldo, e desenhou as tiras da dupla diariamente de 1985 a 1995. Seu trabalho está em exposição na Biblioteca e Museu Billy Ireland Carte 7 da Universidade do Estado de Ohio.

John Kascht já caricaturou milhares de rostos famosos pare revistas, jornais e letreiros da Broadway. Seu trabalho está na coleção da National Portrait Gallery. Garanta o seu exemplar da HQ "Os Mistérios" neste link.


.: "Moana 2" nos cinemas: descubra quem está de volta nesta sequência

Em 2016, o mundo inteiro embarcou em uma jornada inesquecível com "Moana" (voz em português de Any Gabrielly) para mudar o destino de sua família e de seu povo. Oito anos depois, estreia na rede Cineflix Cinemas nas salas de cinema de todo o país "Moana 2", a aguardada sequência que traz a jovem protagonista em uma nova missão ao lado do carismático semideus Maui (voz em português de Saulo Vasconcelos).

Após receber um chamado inesperado de seus ancestrais viajantes, Moana se aventura mais uma vez pelos mares distantes da Oceania em busca de respostas para grandes perguntas, indo além do que seus ancestrais jamais foram. Em sua nova viagem, a protagonista conta novamente com o apoio de seus amados amigos Heihei e Pua, além de novos recrutas: uma tripulação improvável que torna a jornada verdadeiramente memorável. Descubra mais sobre personagens que retornam nessa sequência.


Moana
Três anos após sua primeira viagem, Moana é agora uma navegadora experiente e se tornou a querida líder de sua comunidade. Com mais conhecimento e maturidade, ela agora pensa no futuro de seu povo, o que a leva a enfrentar uma nova e difícil missão. “O crescimento é um dos principais temas do filme. Moana passa por um turbilhão interno de emoções quando seus ancestrais a procuram e pedem que ela embarque em uma missão distante, ao mesmo tempo que sua família, sua irmã mais nova e sua comunidade pedem que ela fique em seu lar. A temática do crescimento interior, de quão longe alguém pode ir, o quanto alguém pode se esforçar apesar de e por causa desses fatores, são centrais na história”, explica a atriz e cantora Auli’i Cravalho, que dá voz a personagem na versão original, ao expressar a quão emocionada e empolgada ficou por ter novamente a oportunidade de dar vida a essa personagem icônica.


Maui
Um anzol mágico para metamorfosear em animais? Uma personalidade exuberante? Um humor inconfundível? Maui cumpre todos os requisitos. O semideus mais amado da Disney está de volta em "Moana 2" e, sem dúvidas, conquistará seus fãs mais uma vez com seu carisma característico. Quando Moana convoca Maui para fazer parte de sua nova missão, ele aceita sem hesitar. “Não tem como contar a história de Moana sem Maui. Nós amamos juntar os dois personagens, pois juntos eles se tornam melhores. Maui está mudado, mais maduro, mas continua sendo o Maui que todos nós amamos. É preciso a força e a coragem de Maui, capaz de fisgar o sol e erguer uma ilha, juntamente com o altruísmo e empatia de Moana para unir o povo do oceano”, diz David G. Derrick Jr., diretor do filme, observando que os personagens agora têm uma relação mais forte, marcada pelo respeito mútuo.

Mais uma vez, o ator Dwayne Johnson empresta sua voz na versão original ao icônico personagem, dando-lhe uma marca única. Nesse sentido o chefe de animação Kevin Webb diz: “Nós conseguimos estabelecer um equilíbrio com Maui, que pode ser muito rude quando fala com Moana. E Dwayne Johnson é capaz de dizer essas palavras com um piscar de olhos e um sorriso, amenizando-as, criando um momento mais cômico do que cruel, o que representa Maui muito bem”.


O chefe Tui, Sina e Simea
O chefe Tui e Sina, pai e mãe de Moana respectivamente, compartilham a liderança de Motunui com sua filha. Agora, o novo desafio deles é apoiar a protagonista em uma jornada que vai além do que eles podem imaginar. No caso do chefe Tui, a nova história o deixa mais tranquilo e menos rígido com a filha. Sina, por sua vez, dedica grande parte de sua energia à criação de Simea, estando determinada a torná-la uma mulher tão forte quanto ela mesma e Moana.

Simea, por sua vez, é a irmã mais nova de Moana. Cheia de energia, doce e travessa, ela admira profundamente a protagonista e sente sua falta toda vez que sai para o mar. “O mundo de Moana mudou quanto ela se tornou uma irmã mais velha. Agora, seu olhar é diferente. Elas têm um relacionamento muito bonito; é difícil para Moana deixar sua irmãzinha que tanto a idolatra. Mas Moana também considera o futuro que quer deixar para Simea”, observa a codiretora e roteirista Dana Ledoux Miller. 

No que diz respeito ao seu visual, com seus dentinhos e cabelos despenteados, a personagem de Simea é uma das adições mais irresistíveis do novo filme. E seus movimentos combinam perfeitamente com ela. “O que eu queria capturar com Simea era uma autenticidade dessa fase da vida. Quando ela se move, ela se move caoticamente, como um demônio da Tasmânia. Não é coordenado. E nós celebramos esses maravilhosos dentinhos da frente”, explica Webb.

Pua e HeiHei
O porquinho distraído Pua e o perdido galo HeiHei, dois dos maiores fãs de Moana, estão de volta e prontos para embarcar com ela na nova missão no mar.

Assista na Cineflix
Filmes de sucesso como "Ainda Estou Aqui" está em cartaz na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

..: 40 anos de Rê Bordosa ganham tributo no MIS Experience


Será uma noite histórica e muito divertida: neste sábado, dia 30 de novembro, o MIS Experience será invadido pelo espírito rebelde e boêmio de Rê Bordosa, a icônica criação do cartunista Angeli. A "porraloca" dos anos 80, sempre acompanhada de um copo e um comentário ácido, continua sendo um símbolo da contracultura, do feminismo e da liberdade sem filtro.

Idealizada pela Fresh People e amigos do cartunista Angeli, a celebração dos 40 anos da  Rê Bordosa promete uma programação de tirar o fôlego – e arrancar boas risadas. A trilha sonora da festa ficará por conta das bandas Saco de Ratos, Fábrica de Animais, Os Pitais e Baderna Baile. Para quem conhece os rolês do Cemitério de Automóveis, ou na Praça Roosevelt, essa reunião já diz tudo – a alma da Rê estará em cada acorde, acompanhada dos atores Mário Bortolotto e Fernanda D’Umbra, parceiros de boemia de Angeli.

No mesmo palco, Rê Bordosa ganhará vida em performances das incríveis Grace Gianoukas, Camila Turim e Paula Cohen, com direção de Hugo Possolo, do grupo Parlapatões. A festa, apropriadamente batizada de "40 Anos de Rê – A Festa da Porraloca", não será só um brinde à personagem e ao seu criador, mas também uma forma de apoiar a saúde de Angeli, já que toda a renda será revertida para seus cuidados.


Uma festa à altura da Rê Bordosa: shows, performances e bons drinques 
Como não poderia faltar, um bar digno de Rê será montado, com drinks especiais à base de Tanqueray, Johnnie Walker e, claro, a boa e velha vodca Smirnoff. Para os cervejeiros de plantão, teremos Heineken e Blue Moon, além de food trucks com comidinhas para acompanhar a festança. A loja do MIS Experience receberá produtos exclusivos, feitos especialmente para a ocasião.

A marca Puta Peita, famosa pela frase “Lute como uma garota”, criou uma versão especial em homenagem aos 40 anos da personagem com tiragem limitada. A Coala Filmes, responsável pelos sucessos “Dossie Rê Bordosa” e “Bob Cuspe, Nós Não Gostamos de Gente” está produzindo bonecos da Rê Bordosa e Bob Cuspe e medalhinhas da “Santa Rê” para as fãs mais fervorosas. As edições especiais da Cia das Letras: "Toda Rê Bordosa" e "Todo Bob Cuspe" estarão à venda assim como velas, para celebrar um aniversario ou adornar um altar pagão.

Para quem ama a Rê Bordosa ou quer conhecer essa personagem tão querida, é impossível ficar de fora dessa festa. É o momento de brindar uma das personagens mais icônicas da cultura brasileira – com ou sem moderação. Compre o livro "Toda Rê Bordosa", que reúne todas as tiras da personagem, neste link.

.: Crítica musical: Casuarina faz samba de qualidade no álbum "Retrato"


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação.

O grupo Casuarina está divulgando o álbum “Retrato”, que está disponível nas plataformas digitais. O trabalho resgata a boa e velha prática da pesquisa de repertório, redescobrindo sucessos esquecidos e pérolas pouco exploradas por seus intérpretes e autores originais.  Agora na formação de trio, o grupo carioca reuniu sambas que marcaram época e foram importantes para cada um  de seus integrantes.

O grupo nasceu em 2001, em meio ao processo de revitalização do bairro da Lapa, no Rio de Janeiro. Foi ali, nos bailes da vida, que o projeto Casuarina teve início, revirando o baú da música popular brasileira. O começo de carreira culminou na gravação do primeiro disco do grupo, “Casuarina” (2005), indicado ao Prêmio da Música Brasileira e ganhador do extinto Prêmio Rival, concedido pela tradicional casa de shows carioca.

Décimo primeiro na discografia do grupo, “Retrato” conta a participação de três convidados: Marina Iris, Péricles e Zeca Pagodinho.  A cantora carioca e o mestre Zeca gravaram dois sambas garimpados pelo trio: “Cataclisma” e “Velhos Tempos”, respectivamente.

 Ícone do samba de São Paulo, Péricles imprimiu o vozeirão e a elegância característicos na versão de “Coração Feliz”, do repertório de Beth Carvalho. “Malandro Sou Eu”, outro clássico gravado pela madrinha do samba, entrou na lista de Rafael Freire e permaneceu no álbum: “Essa música me remete ao final da década de 1990, quando o pagode invadiu a Zona Sul. Passei a frequentar as rodas de samba da região ainda moleque, com 16 anos, ao lado de amigos de colégio que viriam a ser colegas de ofício. Sempre tive vontade de gravá-la”.

 Outro achado de “Retrato” é “Amarguras”, parceria de Zeca Pagodinho e Cláudio Camunguelo, originalmente gravada pelo Fundo de Quintal. “Cem Anos de Liberdade”, clássico samba-enredo da Mangueira, ganhou arranjo delicado, que foge da estética habitual do estilo. Bebendo na fonte de Jovelina Pérola Negra, o Casuarina foi buscar o samba “Catatau”, de aguçada crítica social, além de extremamente atual. Produzido pelo grupo Casuarina, o disco foi gravado, mixado e masterizado por Lucas Ariel nos estúdios da Biscoito Fino. Vai agradar bastante quem curte o samba tradicional.

"Coração Feliz"


"Cataclisma"

"Malandro Sou Eu"

.: Crítica musical: Sioux 66 com o DNA do rock nas veias


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação.

Todos ainda se lembram da icônica participação da banda mineira de Heavy Metal no final do show dos Titãs no Hollywood Rock de 1994, cantando uma versão punk de “Polícia”. Mas quem poderia imaginar que dois filhos de integrantes dessas bandas uniriam forças em um outro grupo de rock paulistano? Pois foi o que aconteceu no caso do Sioux 66, que acaba de divulgar o primeiro single de um álbum que está sendo preparado para ser lançado em 2025.

Os integrantes da Sioux 66 são: Igor Godoi (vocal), Bento Mello (baixo), Yohan Kisser (guitarra) e Gabriel Haddad (bateria). Bento é filho de Branco Mello, membro original dos Titãs, enquanto que Yohan é filho de Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura. Formada em 2011, a Sioux 66 vem conquistando seu espaço nos grandes palcos, incluindo uma performance no Rock in Rio 2022 e já lançou três álbuns de estúdio. Yohan ingressou na banda a partir de 2018, substituindo Mikka Jaxx, que se mudou para os Estados Unidos. Em 2021 eles gravaram uma elogiada versão de O Calibre, dos Paralamas do Sucesso, que acabou entrando na trilha sonora da novela Um Lugar Ao Sol, da TV Globo.

“Drive” é uma parceria com a distribuidora AWAL, do grupo Sony Music. A arte da capa do single é assinada por Gabriel Pow, trazendo uma estética que reflete a intensidade e energia características do som da banda, que de uma certa forma, demonstra uma relação direta com o som das bandas Sepultura e Titãs. No que se refere as mensagens diretas e no som pesado, eles mostram que têm o DNA do rock.

Este lançamento é o primeiro reflexo do que está por vir em seu quarto álbum de estúdio, que contará com composições em inglês e tem previsão de lançamento para janeiro de 2025. Vamos aguardar os próximos passos da Sioux 66.

"Nobody Knows You"

"O Calibre"


quinta-feira, 28 de novembro de 2024

.: Resenha: "Herege", thriller inteligente, faz refletir sobre origem e versões

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em novembro de 2024


A fé cega de quem impõe ideologias aos outros. Eis o provocante e inteligente "Herege", thriller protagonizado por Hugh Grant que interpreta o solitário Sr. Reed. Certo dia frio, em sua casa afastada, ele é chamado por duas jovens missionárias a se converter. Inicialmente, mostra-se interessado e age de modo receptivo com as moças. Contudo, ao entrarem na casa do homem, suas premissas são colocadas em xeque, o que poderá mantê-las vivas (ou não).  

A produção de 1 hora e 50 minutos, com direção de Scott Beck ("Um Lugar Silencioso"e Bryan Woods ("Um Lugar Silencioso") é sagaz a ponto de propor diversas reflexões a respeito do que é acreditar por meio das histórias contadas (e recontadas). Estabelecendo assim, inclusive, relação entre a religião, os jogos de tabuleiro (o qual elas acabam vivendo também) e até as versões de "The Air That I Breathe", canção de The Hollies.

Seguindo o pensamento de quem conta um conto aumenta um ponto ou de que nada se cria, tudo se copia, o que acaba deixando a ideia original esquecida e até desvirtuada, "Herege" entrega uma história muito bem fundamentada. De modo envolvente, sem recorrer a sustinhos, fisga o público que fica tentado a descobrir qual será o desfecho do Sr. Reed e das missionárias Paxton (Chloe East) e Barnes (Sophie Thatcher).

Enquanto que uma é razão e a outra coração, Redd age tal qual um deus, criando um crescente suspense a cada nova situação imposta para as visitantes. Algo que até chega a remeter, em partes, a franquia "Jogos Mortais", sem o sangue jorrando, por exemplo. Em "Herege" tudo é pensando, o que faz refletir a respeito de cada dúvida levantada. Filmaço imperdível!

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"Herege" ("Heretic"). Ingressos on-line neste linkGênero: drama, documentárioClassificação: livre. Duração: 1h28. Ano: 2024. Distribuidora: Diamond Filmes. Direção: Scott Beck, Bryan WoodsRoteiro: Cao Guimarães. Elenco: Hugh Grant, Sophie Thatcher, Chloe EastSinopse: No suspense, Paxton (Chloe East) e Barnes (Sophie Thatcher) são duas jovens missionárias que dedicam seus dias a tentar atrair novos fiéis. No entanto, a tarefa se mostra difícil, pois o desinteresse da comunidade é evidente. Em uma de suas visitas, elas encontram o Sr. Reed (Hugh Grant), um homem aparentemente receptivo e até mesmo inclinado a converter-se. Contudo, a acolhida amistosa logo se revela um engano, transformando a missão das jovens em uma perigosa armadilha. Presas em uma casa isolada, Paxton e Barnes veem-se forçadas a recorrer à fé e à coragem para escapar de um intenso jogo de gato e rato. Em meio a essa luta desesperada, percebem que sua missão vai muito além de recrutar novos seguidores; agora, trata-se de uma batalha pela própria sobrevivência, na qual cada escolha e cada ato de coragem serão cruciais para escapar do perigo que as cerca. Confira os horários: neste link

Trailer "Herege"


Leia+


.: Cineflix Cinemas de Santos estreia "Moana 2", aguardada animação Disney

 

Imagem de "Moana 2" que estreia na Cineflix Cinemas de Santos em 28 de novembro


A unidade Cineflix Cinemas Santos, localizada no Miramar Shopping, bairro Gonzaga, estreia dia 28 de novembro a aguardada sequência da história da jovem que busca cumprir uma profecia e, agora, vai encarar mares distantes depois de receber uma ligação inesperada de seus ancestrais.em "Moana 2".

Você pode assistir a estreia com balde de pipoca quentinha, tendo em mãos o balde colecionável de "Moana 2" e "Wicked". Seguem em cartaz a aventura fantástica "Wicked", o drama histórico "Gladiador II", o drama nacional "Ainda Estou Aqui".  Programe-se e confira detalhes abaixo! 

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Estreia da semana na Cineflix Santos


"Moana 2" ("Moana 2"). Ingressos on-line neste linkGênero: infantil, animação, musical, aventuraClassificação: livre. Duração: 1h40. Ano: 2024. Distribuidora: Walt Disney Animation Studios. Direção: Dana Ledoux Miller, Jason Hand, David Derrick Jr.Roteiro: Dana Ledoux Miller, Jared Bush. Vozes originais: Auli'i Cravalho (Moana), Dwayne Johnson. (Maui),  Alan Tudyk (Hei Hei), Nicole Scherzinger (Sina)Sinopse: Moana recebe um chamado inesperado de seus ancestrais para navegar por mares desconhecidos, assim, a jovem se aventurará em águas longínquas e perigosas de Oceania. Confira os horários: neste link

Trailer "Moana 2"

Seguem em cartaz na Cineflix Santos

"Wicked - Parte 1" ("Wicked - Part 1"). Ingressos on-line neste linkGênero: musical, fantasiaClassificação: 10 anos. Duração: 2h41. Ano: 2024. Distribuidora: Universal Studios. Direção: Jon M. ChuRoteiro: Stephen Schwartz, Winnie Holzman, Dana Fox. Elenco: Ariana Grande (Glinda), Cynthia Erivo (Elphaba), Jonathan Bailey (Fiyero), Ethan Slater (Boq)Sinopse: Na Terra de Oz, uma jovem chamada Elphaba forma uma improvável amizade com uma estudante popular chamada Glinda. Após um encontro com o Mágico de Oz, o relacionamento delas logo chega a uma encruzilhada. Confira os horários: neste link

.: Crítica: "Wicked" é perfeito, embora entregue somente primeira parte

Trailer "Wicked"


"Gladiador II" ("Gladiator II"). Ingressos on-line neste linkGênero: ação, aventuraClassificação: 16 anos. Duração: 2h30. Ano: 2024. Distribuidora: Paramount Pictures. Direção: Ridley ScottRoteiro: David Scarpa, Peter Craig. Elenco: Paul Mescal (Lucius), Pedro Pascal (General Acacius), Connie Nielsen (Lucilla), Denzel Washington (Macrinus)Sinopse: Lúcio deve entrar no Coliseu após os poderosos imperadores de Roma conquistarem sua terra natal. Com raiva no coração e o futuro do império em jogo, ele olha para o passado para encontrar a força e a honra necessárias. Confira os horários: neste link

Trailer "Gladiador II"

"Ainda Estou Aqui" ("Ainda Estou Aqui"). Ingressos on-line neste linkGênero: drama/thrillerClassificação: 14 anos. Duração: 2h17. Ano: 2024. Distribuidora: Sony Pictures Motion Picture Group. Direção: Walter SallesRoteiro: Murilo Hauser, Heitor Lorega. Elenco: Fernanda Montenegro, Fernanda Torres, Selton MelloSinopse: No início da década de 1970, o Brasil enfrenta o endurecimento da ditadura militar. No Rio de Janeiro, a família Paiva - Rubens, Eunice e seus cinco filhos - vive à beira da praia em uma casa de portas abertas para os amigos. Um dia, Rubens Paiva é levado por militares à paisana e desaparece. Confira os horários: neste link

.: Crítica: "Ainda Estou Aqui" emociona com lado sombrio da história do Brasil

Trailer "Ainda Estou Aqui"


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