terça-feira, 29 de julho de 2025

.: “Pietá - Um Fractal de Memórias” em agosto, no Teatro de Arena, em SP


Espetáculo com texto de Marcelo Novazzi traz Dan Rosseto e Giselle Tigre como protagonistas em espetáculo ambientado nos anos 80

Com trajetória ampla no audiovisual, Paulo Gabriel encara um novo desafio: dirigir nos palcos um texto relevante a sociedade moderna: a saúde mental. A peça “Pietá, Um Fractal de Memórias” faz temporada de 1º a 17 de agosto no emblemático Teatro de Arena, em São Paulo, com dramaturgia original de Marcelo Novazzi, e sessões às quintas, sextas e sábados às 20h00 e domingo às 18h00.

O espetáculo será contado pelo prisma de uma dinâmica terapêutica, como uma espécie de um jogo teatral visto em psicodramas. Os então atores-jogadores tomarão posse de seus personagens e iremos vivenciar e presenciar as angustias de Pedro (Dan Rosseto), um fotojornalista, apaixonado pela escrita, imagens e pensamentos filosóficos, mas que acaba por viver preso nas lembranças e em seus traumas. Deslocado da realidade, Pedro se encontra refém das suas frustrações e mazelas e não consegue sair disso o que o leva a quadros de ideações suicidas- tema principal da sessão. 

Em uma noite de Natal da década de 1980, o protagonista já tomado pela depressão avançada, busca cúmplices e justificativas para tirar a vida, e nesse pensar e remoer sobre a própria trajetória, reavive fragmentos de densas lembranças com pessoas que marcaram sua vida, como a trágica mãe Odete (Giselle Tigre) e sua intensa namorada Carol (Mayara Mariotto), mas que encontra um farol de salvação na terapia inovadora aplicada por Susan Helena (Giovana Yedid).

A peça aborda temas importantes e atuais, como a depressão, que segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) é o principal fator de risco para o suicídio; o suicídio, que em si é considerado por especialistas, um dos grandes problemas do século e intenso entre os jovens; e por fim a Saúde mental, a conscientização e expansão da importância do assunto nos dias de hoje e da gama de processos terapêuticos convencionais e não convencionais, como forma de tratamento desses padrões comportamentais.

“O texto de 'Pietá' me foi apresentado na pandemia pelo autor Marcelo Novazzi. Um texto intenso que demonstrava já na leitura quilate para performances vertiginosas e intensas. Escolhi 'Pietá' para os palcos por dialogar com outras Obras que venho em diálogo e que complementam o tema acerca da saúde mental- a presença e ausência dela-, como o longa-metragem 'Fatalidade' que debate etarismo e Alzheimer; o 'Águas do Litigio' que debate a violência física e mental contra a mulher e ‘Caso Leonardo’, que debate o excesso de poder que resulta na truculência das corporações policiais contra o cidadão comum; Três anos depois, o sonho de ver 'Pietá' nos palcos se tornará realidade e com um time sedento e talentoso por contar essa história”, conta Paulo.

“Pietá, Um Fractal de Memórias” é uma produção independente da Emotion Cultural, Lugibi & Aplauzo Produções e conta no elenco ainda com Mayara Mariotto e Giovana Yeddid e direção de produção de Fabio Câmara. “'Pietá' é um espetáculo que permite valorizar a cena teatral: iremos transitar entre cenas, como em um jogo, fragmentando o ato de contar em prol de uma alegoria teatral em forma de mandala cênica. Debater no tablado estados avançados de depressão que podem levar a ideações suicidas é algo importante a ser explanado e que apesar do ‘pensar trágico’, existe também num outro extremo, o ‘pensar farol’, ou seja, é possível sermos luz ao próximo. O gatilho da esperança e do despertar pode ser um telefonema amigo, um abraço afetuoso, um simples ‘bom dia’ genuíno ou uma dinâmica teatral como esta proposta. A surdez social que vivemos por vezes nos ofusca ao outro, mas que se percebido e tratado a tempo o desfecho pode ser outro. A compaixão é um vetor muito forte na história”, finaliza Paulo Gabriel. Os ingressos de “Pietá, Um Fractal de Memórias” estão à venda neste link. 

Ficha Técnica
Espetáculo “Pietá, Um Fractal de Memórias”
Texto: Marcelo Novazzi
Adaptação e direção: Paulo Gabriel
Direção de produção: Fabio Camara
Direção residente: Dan Rosseto
Elenco: Dan Rosseto, Giselle Tigre, Giovana Yedid e Mayara Mariotto
Iluminador: Wagner Pinto e Carina Tavares
Assistente de direção: Giovanna Campanharo e Isabelli Zavarello
Preparação vocal: Gilberto Chaves
Preparação corporal: Bruna Longo
Figurino e cenário: Fabio Camara
Arquitetura cênica: Paulo Gabriel
Operador de luz: Beto Boing
Operador de som: Giovanna Campanharo
Fotos: Erik Almeida
Redes sociais e arte gráfica: Stephano Matolla
Comunicação: Fabio Câmara
Produtora associada: Girassol em Cena Produções e Candeal Produtora
Realização: Applauzo Produções, E!motion Cultural e Lugibi Produções
 

Serviço
Espetáculo “Pietá, Um Fractal de Memórias”
Temporada: 31 de julho a 17 de agosto
Teatro de Arena Eugênio Kusnet
Endereço: Rua Doutor Teodoro Baima, 94, República
Lugares: 99 lugares.
Dias e horários: quintas, sextas e sábados, às 20h00. Domingos, às 18h99
Informações: (11) 95077 7050
Ingressos: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia).
Duração: 75 minutos
Gênero: drama/ existencialista
Classificação: 14 anos

.: "Buraco Quente", de literatura erótica feminina, será lançada nesta quarta


Nesta quarta-feira, dia 30 de julho, às 20h00, a editora Garoupa vai fazer o lançamento de "Buraco Quente - Antologia de Literatura Erótica Feminina", o primeiro título de Piranha, seu selo destinado a literatura erótica. O evento acontece no UM55 - Rua Epitácio Pessoa 15, na Vila Buarque, Centro de São Paulo - SP. Algumas autoras estarão no evento e farão leitura de seus textos. A entrada é gratuita.

Organizada pela editora, escritora e pesquisadora Marina Ruivo, a antologia traz textos de Adriana Garcia, Adriana Mondadori, Alice Queiroz, Amara Moira, Ana Dos Santos, Anna Apolinário, Beth Brait Alvim, Carolina Montone, Catia Cernov, Cibely Zenari, Cida Pires, Cíntia Colares, Fernanda Jaber, Geruza Zelnys, Giselle Ribeiro, Helena Tabatchnik, Iara Rennó, Isabella Miranda, Kah Dantas, Leila Ferraz, Lídia Codo, Lúcia Santos, Maíra Valério, Márcia Barbieri, Maria Fentz, Marina Ruivo, Monique Prada, Ná Estima, Natália Nolli Sasso, Natânia Lopes, Sílvia Caselatto, Tereza Almeida, Yolanda Serrano Meana.


Sobre Buraco Quente, por Marina Ruivo
O universo dos contos eróticos - e da literatura erótica, de modo amplo - surgiu para mim quase por acaso. Era o ano de 2013, eu havia concluído há pouco meu doutorado e estava frequentando pela primeira vez uma oficina de escrita, na busca de enfrentar os fantasmas deste desejo, o da escrita. Tinha colocado algo de forma muito clara para mim: ou eu daria, enfim, vazão a tal desejo, sem medo, ou colocaria nele um ponto final e deixaria tudo para lá, fixando-me na carreira acadêmica.

Em meio a essa decisão, a primeira oficina de que participei foi do escritor Marcelino Freire, uma experiência marcante e que acabou me levando, com os anos, a desistir não da escrita, mas da outra opção, a academia — o que daria origem a outra história, mas esta não cabe aqui, onde o que importa é a erótica. E foi nessa oficina que ela abriu suas portas para mim, pois um dos exercícios que Marcelino nos passou foi o de escrever um conto do gênero. Era algo absolutamente novo para mim e parti de onde imaginei que podia, antes de qualquer tentativa de escrita: da leitura. 

Tinha em casa uma edição de "Delta de Vênus", de Anaïs Nin, e me pus a ler os seus contos, para depois brincar de me colocar em uma situação semelhante à que a autora se encontrou quando os escreveu. Ou seja, tentei imaginar como Preliminares seria se eu tivesse que escrever contos eróticos por encomenda — e com a missão explícita de que eles excitassem o leitor. Será que eu conseguiria?

Foi dessa brincadeira que surgiu a primeira versão de “Riozinho”. Mostrei o conto aos meus colegas de oficina e ao Marcelino, publiquei-o num zine da nossa turma e, depois, em uma revista digital só de arte erótica, hoje extinta (Sexus). Recebi críticas em geral positivas, tanto no âmbito literário, quanto no sentido de que, sim, as pessoas tinham se sentido excitadas durante a leitura. Alguns leitores homens, no entanto, disseram que o narrador ainda não estava plenamente convincente como uma figura masculina, uma observação que registrei em um canto da mente, deixando para verificá-la quando fosse publicar o conto em um livro.

No ano passado, ministrei uma oficina em que o desafio proposto aos participantes foi o mesmo que eu tinha me imposto: lermos os contos de Anaïs Ninn e tentarmos escrever a lgosemelhante, isto é, algo que funcionasse como um bom conto, em termos literários, e que tivesse a capacidade de excitar sensorial e sensualmente o leitor. Foi uma experiência saborosíssima e, dela, duas participantes comparecem aqui neste livro, Cida Pires e Sílvia Caselatto. Quando elaborei a oficina, havia pensado na publicação de um livro de contos como um resultado final, porém a ideia acabou não vingando. Ou melhor, não naquele momento.

Neste ano, conversando com Cristiano N. A. a respeito da editora e de seus caminhos possíveis, surgiu a ideia de criar um selo propriamente erótico, e foi então que ele apresentou a sugestão do nome. No universo dos peixes da Garoupa, o selo erótico só pode ser o Piranha, falou. Rimos muito e adoramos. Pronto, o selo tinha um nome e a Piranha tinha que nascer. Cristiano assumiu a missão de criar o logo, esta poderosa boca de piranha, e eu passei a pensar no que seria seu primeiro livro. Desde o início, imaginei que ele teria de reunir apenas textos escritos por mulheres, pois nós é que somos, ainda hoje e apesar de todas as lutas e conquistas feministas, situadas como objetos do desejo erótico masculino, ou, então, vistas como os seres que deveriam ser desprovidos de desejo, mero receptáculo assexuado do masculino. Dar voz ao desejo feminino e às muitas formas de olhar o sexo das mulheres é o que move este livro, cujo título, aliás, também foi sugerido pelo Cristiano, e novamente como uma brincadeira-provocação: "Buraco Quente".

Comecei a convidar as mulheres, cis e trans, procurando descobrir nomes de autoras que estivessem em várias regiões do país, de várias idades e vivências. E assim fui chegando, com o auxílio generoso das próprias autoras e do editor Genio Nascimento (da Gênio Editorial), a este time fantástico que está aqui, e que figura as múltiplas formas da erótica literária contemporânea. Há, assim, contos e poemas que falam orgulhosamente de nosso órgão sexual, como os poemas de Natália Nolli Sasso, Ana Dos Santos e Lídia Codo, e há textos paródicos e críticos, como o delicioso “Dolores”, de Geruza Zelnys, ou irônicos, como “Confissões de uma histérica”, de Márcia Barbieri, que nos leva a conhecer mais uma personagem feminina viciada em sexo. Há os textos em prosa poética, como “Me chame de Legião”, de Anna Apolinário, ou “Concupiscência”, de Kah Dantas, e ainda os diálogos eróticos com a própria língua e a literatura, feitos por Giselle Ribeiro.

Estão presentes também os textos que falam de experiências sexuais inusitadas, como a que se propôs a narradora de “O túnel”, no conto de Cida Pires, ou aqueles que se propõem ensinar o que o homem deve fazer para nos dar prazer, como “Manual”, de Helena Tabatchink, bem como textos que falam de encontros e desencontros sexuais e amorosos, como os poemas “Da epiderme ao osso”, de Ná Estima, e “É lá no céu que acontece”, de Cíntia Colares, ou os contos “Escrito na areia”, de Sílvia Caselatto, “Do doce ao gozo”, de Adriana Mondadori, e ainda “Quer café?”, de Maria Fentz, e “Cangote”, de Carolina Montone.

Estão aqui também os textos que falam especificamente das delícias do sexo entre mulheres, como o poema “Nas alturas”, de Cibely Zenari, e o conto “O jantar”, de Adriana Garcia, além de textos que enaltecem o prazer sexual inclusive quando o sexo é profissão, como o conto “Babel” de Monique Prada, ou o poema “Parafina”, de Alice Queiroz. E há, por outro lado, aqueles que trazem o peso da culpa que às vezes ainda permeia o sexo, sobretudo quando ligado a experiências não consentidas, questionando-a, como no conto “Camilo em uma noite”, de Tereza Almeida, ou mesmo experiências permeadas pelo tenso cruzamento com o universo religioso, como “Benedictus”, de Natânia Lopes, ou “A régua do desejo é uma palmatória”, de Maíra Valério. Há ainda um conto todo em bajubá, divertidíssimo e escrito a quatro mãos, por Amara Moira e Isabella Miranda, e textos provocativos e brincalhões, como o “Poeminha” de Iara Rennó, ou o delicado poema “Tarde de jogos”, de Yolanda Serrana Meana.

Há poemas curtinhos, como uma rapidinha, tal qual os haicais de Lúcia Santos ou Fernanda Jaber, e há poemas bem mais longos. Há também aqueles que dialogam com o surrealismo, como os de Beth Brait Alvim e Leila Ferraz, ou os afiados poemas de Catia Cernov, que fazem uso de um registro todo próprio da linguagem. Em Buraco quente, como se vê, a variedade é o que reina, como várias são as formas de dar vazão ao desejo erótico. Para a minha participação, resolvi voltar a “Riozinho”, e acabei por reescrevê-lo, ainda que preservando seu enredo e personagens. É ele, inclusive, o único conto que fala a partir da ótica de um narrador e personagem masculino, mas resolvi mantê-lo assim, até porque acredito que pode ser bem interessante uma mulher escrever um conto erótico do ponto de vista masculino. Fomos narradas e representadas por homens desde sempre, por que não podemos inventar experiências para narradores masculinos? A ficção é o território da liberdade — e nisso ela se aproxima de forma muito íntima da erótica. Este livro, leitora, leitor, é para você. Para você se divertir, se deliciar, rir, se emocionar e, evidentemente, se excitar. Compre o livro "Buraco Quente - Antologia de Literatura Erótica Feminina" neste link.


Ficha técnica
"Buraco Quente - Antologia de Literatura Erótica Feminina"
Editora Garoupa
Preparação de originais: Carolina Passos
Revisão: Maria Paula Lucena Bonna
Diagramação: Vagner Mun
Fotos do miolo: Nana Santos (@nanasantos.pa)
Capa: Cristiano N. A.
Edição: Marina Ruivo
Páginas: 172
ISBN: 978-65-987299-0-5


Serviço
Lançamento da antologia "Buraco Quente - Antologia de Literatura Erótica Feminina"
UM55 - Rua Epitácio Pessoa 15, na Vila Buarque, Centro de São Paulo
Quarta-feira, 30 de julho de 2025, às 20 horas
Entrada gratuita

segunda-feira, 28 de julho de 2025

.: Fran Ferraretto, a atriz que costura poesia e porrada com linha de cena


Por Helder Moraes Miranda, especial para o portal Resenhando.com. Fotos:  Julieta Bacchin 

Se a arte fosse uma espécie de luta, Fran Ferraretto entraria no palco sem luvas, mas com a alma em punho. Ela faz mais que interpretar personagens - ela os encarna até o osso. E quando escreve, não faz literatura: brada em forma de texto. Atriz, dramaturga, professora, pesquisadora, premiada, inquieta e indisciplinadamente verdadeira, Fran transita entre o lúdico e o abismo com a naturalidade de quem se recusa a ser domesticada pela caretice estética, política ou espiritual.

Depois de colocar a infância para pensar sobre relacionamentos abusivos em "A Minicostureira", ela volta ao palco agora com "Adulto" - um espetáculo que não pega o espectador pela mão, mas empurra pela consciência. A peça se divide em duas camadas narrativas: a da autora que escreve a obra enquanto, em cena, acontece uma crise conjugal entre os personagens João e Sara, intensificada com a chegada de Vitor e Paula, um casal de amigos que acende o pavio de questões silenciadas. 

Entre revelações, rachaduras e provocações, temas como traição, monogamia, maternidade, machismo, saúde mental e o mito do amor romântico explodem em cena com honestidade brutal. Nesta entrevista exclusiva ao Resenhando.com, Fran não economiza palavras, não disfarça verdades, não posa de musa e nem tenta parecer simpática. Ela é. Ela existe. Ela grita. Ela arrebata. E ponto. Quem não estiver preparado, que desvie o olhar. O palco já está armado.


Resenhando.com - Você já disse que “o palco a deixa em carne viva”. No Brasil de hoje, ser atriz é mais ato político, exercício espiritual ou sadomasoquismo profissional?
Fran Ferraretto - Eu disse isso? (risos). Bom, sem dúvida é um ato político! E se a gente pensar na falta de incentivo que temos no nosso país, eu diria que é um ato de resistência também. Mesmo que os teatros estejam lotados, e com toda a repercussão do cinema nacional pelo mundo, o investimento na cultura ainda é muito difícil, e sem isso não viabilizamos nada. Portanto, quando conseguimos realizar alguma coisa, esse trabalho é um retrato de luta. E isso precisa mudar!


Resenhando.com - Você fala com propriedade sobre relacionamento abusivo em obras para crianças. Mas e no mundo adulto da cultura, qual foi o "relacionamento abusivo" mais difícil de romper: com um diretor, um personagem ou com a ideia de sucesso?
Fran Ferraretto - Eu acredito que foi comigo mesma. Em me enxergar e me aceitar como uma mulher realizadora, não foi fácil. Tentei negar, diminuir essa pulsão, me descredibilizar, e isso tudo porque ainda temos muito poucas figuras de mulheres de autoridade e poder no nosso meio, infelizmente. Os espaços artísticos ainda são dominados por homens. E isso nos faz pensar que a gente não pode, ou não consegue. Mas isso não é verdade, e estamos concretizando essa mudança.


Resenhando.com - O espetáculo “Adulto” estreia em breve. Na sua opinião, quando é que a gente vira “adulto”? Ao pagar boletos, ao se apaixonar por quem não retribui ou ao ter que aplaudir colega ruim só por educação?
Fran Ferraretto - Sim, estrearemos muito em breve. Dia 29 de agosto no Sesc Ipiranga, e ficamos até 12 de outubro. Eu estou muito feliz! Acho que entre os muitos temas que a peça aborda, esse é um deles, o marco de entrada na vida adulta. Não existe uma regra, um guia, então acho que cada pessoa vai encontrar o seu caminho. Mas o capitalismo é imponente, e sem dúvida essa conquista passa pela liberdade financeira, seja para sair da casa dos pais, ter filhos, viajar, fazer uma faculdade, enfim. O dinheiro não é uma escolha, mas cada pessoa lida de uma forma com essa demanda, e isso será bem debatido no espetáculo.


Resenhando.com - Você já viveu o teatro sob direções muito distintas - das mais experimentais às mais afetivas. Qual foi a maior revolução estética ou ética que um processo de criação já provocou em você?
Fran Ferraretto - Olha, estou justamente passando por isso agora. Trabalhar com a Lavínia Pannunzio era um sonho antigo. Nos conhecemos em 2014, e eu sou louca nessa mulher desde então. E agora estar vivendo e dividindo a criação de uma obra com ela, tem sido extraordinário. A escuta, o cuidado, a atenção, o respeito, a inteligência, a generosidade, tudo isso tem sido uma revolução pelo amor. Um dia antes da gente começar os ensaios ela disse: "vamos colocar nossas almas nessa peça, Fran". E assim tem sido!


Resenhando.com - Você já lavava as mãos antes da pandemia. Hoje, o que você não lava mais: a consciência, as mãos de certos convites ou o sangue simbólico dos papéis que te atravessam?
Fran Ferraretto - Eu não sei se entendi a pergunta, mas acho que estou cada vez mais lavando a ideia de dar conta de tudo, sabe? Uma hora na vida adulta a gente entende que depende de nós, aí vamos virando uma máquina de fazer, render, produzir, e isso é muito perigoso. É uma armadilha dos nossos tempos, e tem adoecido muita gente. Então estou tentando me livrar dessas expectativas idealizadas que colocam nas nossas cabeças, e a gente aceita sem pensar.


Resenhando.com - Você disse que as crianças a ensinam a assimilar melhor as coisas do mundo. O que os adultos, principalmente os homens, ainda têm a aprender com você no palco?
Fran Ferraretto - Não sei se aprender comigo, mas o meu próximo espetáculo, "Adulto", vai propor algumas reflexões importantes nesse sentido, principalmente sobre a consciência de um privilégio estrutural direcionado aos homens. E sem esse entendimento não avançaremos.


Resenhando.com - “A Minicostureira” tem inspiração no Tarô egípcio. Se você tirasse uma carta hoje para o teatro brasileiro, qual seria e por quê?
Fran Ferraretto - A primeira que eu pensei foi a "Roda da Fortuna". Que é também um desejo de que as coisas mudem e se transformem para melhor. Que os projetos encontrem as pautas, que os artistas encontrem as oportunidades, que o teatro encontre fomento e o público sempre.


Resenhando.com - Se a Fran Ferraretto de 2025 encontrasse a Fran criança, aquela que não tinha respostas nem acolhimento, o que ela diria? E o que a pequena responderia?
Fran Ferraretto - Primeiro eu a abraçaria, e tenho feito isso diariamente. Diria que as coisas seriam melhores do que ela pensava, pediria para ela não perder alegria, e nem aquela confiança interna que sempre acompanhou a gente. E também agradeceria, afinal, de certa forma foi ela que me trouxe até aqui.


Resenhando.com - Como é trabalhar em um país em que o maior cachê de um artista pode vir de uma publi no Instagram e não de uma peça que esgota ingressos? Isso a desespera ou a desafia?
Fran Ferraretto - É desolador, né!? Foi tudo o que falei nas outras respostas. São tantos desafios, que sem resistência a gente não dura um dia nessa profissão. Mas falando individualmente, eu prefiro não colocar muito meu foco nessa questão, até porque acho que me desanimaria demais, sabe? Eu estou ciente, mas prefiro trabalhar nos meus projetos e brigar pelas minhas peças.


Resenhando.com - Entre Blanche Dubois, de "Um Bonde Chamado Desejo", Mirella, de “Feras”, Clara, “a minicostureira”, e a Fran da vida real - qual delas você levaria para uma ilha deserta? E qual você deixaria na rodoviária sem olhar para trás?
Fran Ferraretto - Eu levaria a Clarinha, óbvio. "A Minicostureira" foi minha primeira dramaturgia e idealização, significa muito para mim essa peça. Inclusive estamos voltando a circular aqui em São Paulo, depois de oito anos da estreia, e tem sido maravilhoso. Em setembro estaremos no Sesc Interlagos, e estou muito feliz. Acho que não conseguiria deixar nenhuma, sou apegadinha (risos).


Serviço
Espetáculo "Adulto"
Temporada: de 29 de agosto a 12 de outubro de 2025
Dias e horários: sextas e sábados, às 20h00; domingos, às 18h00
Sessão extra para grupos: quinta-feira, 9 de outubro, às 20h00 (em substituição ao dia 7 de setembro)
Local: Sesc Ipiranga – Teatro
Endereço: rua Bom Pastor, 822 - Ipiranga / São Paulo
Duração: Aproximadamente 90 minutos
Classificação indicativa: 14 anos
Ingressos: à venda no site sescsp.org.br/ipiranga e nas unidades do Sesc
Valores: R$ 12,00 (credencial plena), R$ 20,00 (meia-entrada), R$ 40,00 (inteira)

.: Música: Marisa Monte surpreende e anuncia turnê com orquestra sinfônica


"Marisa Monte une sua voz à força de uma orquestra sinfônica em 'Phonica': um encontro inesquecível entre o popular e o erudito. Foto: Leo Aversa

"Phonica - Marisa Monte & Orquestra Ao Vivo" é a primeira turnê de Marisa Monte com banda e orquestra sinfônica formada por 55 músicos especialmente selecionados, sob regência do maestro André Bachur. Em parceria com a T4F, o espetáculo passará por seis cidades brasileiras, com apresentações marcadas para: Belo Horizonte (18 de outubro, no Parque Ecológico da Pampulha), Rio de Janeiro (1º de novembro, na Brava Arena Jockey), São Paulo (8 de novembro, no Parque Ibirapuera), Curitiba (15 de novembro, na Pedreira Paulo Leminski), Brasília (29 de novembro, no Gramado do Eixo Cultural Ibero-Americano) e Porto Alegre (6 de dezembro, no Parque Harmonia). Os ingressos estarão à venda exclusivamente pelo site www.ticketsforfun.com.br. Mais informações serão divulgadas em breve.

O projeto tem patrocínio da Shell e conta com a realização da T4F e parceiros locais em cada cidade. A proposta do espetáculo é unir o popular ao erudito, criando uma experiência sonora única com arranjos complexos e grande riqueza musical. A banda que acompanha Marisa Monte é formada por Dadi Carvalho (violão e guitarra), Pupillo (bateria), Alberto Continentino (baixo) e Pedrinho da Serrinha (cavaquinho e percussão).

A Orquestra Sinfônica é composta por músicos de destaque nacional, entre eles nomes como Priscila Rato, Willian Gizzi, Paloma Pitaya, Beatriz Rodrigues e diversos outros nas seções de cordas, sopros, metais, harpa, percussão, piano e acordeon. A regência é assinada por André Bachur, regente e instrumentista paulistano conhecido pela versatilidade e atuação em importantes formações orquestrais do país, como a Orquestra Sinfônica da USP (OSUSP), Orquestra do Theatro São Pedro, Orquestra Moderna e Orquestra da Universidade Federal da Paraíba.

"Ao longo dos anos, tive algumas chances de cantar com orquestras, tanto no Brasil quanto no exterior. Foram experiências extraordinárias, emocionantes e inesquecíveis. A interação entre os músicos no palco, a complexidade dos arranjos e a combinação de técnica com a emoção fizeram desses concertos experiências verdadeiramente mágicas". Para esta série especial de seis shows, a artista se uniu novamente ao maestro André Bachur, com quem já havia trabalhado no concerto de comemoração dos 90 anos da USP. “Selecionamos músicos virtuosos das melhores orquestras do país. Junto com minha banda, unimos o popular ao erudito para interpretar clássicos, criando mais uma experiência transcendental”, afirma a cantora Marisa Monte.

"É uma imensa alegria poder participar deste projeto e estar no palco novamente com essa grande artista que admiro desde sempre. O encontro entre Marisa e a Orquestra Sinfônica promete, mais uma vez, uma energia arrebatadora, repleta de ritmos, cores e nuances musicais", destaca o maestro André Bachur. Ele afirma ainda que cada apresentação será única, emocionante e inesquecível para todos os envolvidos.

"Marisa Monte é uma das artistas mais importantes da música brasileira e que vem atravessando gerações com a mesma força, sensibilidade e relevância. Produzir seus shows ao lado de uma orquestra, em parques e lugares que carregam memória e beleza, é mais do que realizar um espetáculo: é construir experiências que tocam profundamente quem assiste e quem faz",  afirma Maitê Quartucci, Head Artístico Nacional da T4F. 

As apresentações contarão com apoios e parcerias locais: em Belo Horizonte, apoio da Shell e parceria da Ímpar Shows; no Rio de Janeiro, apoio da Shell; em São Paulo, patrocínio da Shell e parcerias de mídia com Nova Brasil FM, Alpha FM e Eletromídia; em Curitiba, apoio da Shell; em Brasília, apoio da Shell e parceria da OH! Artes; em Porto Alegre, apoio da Shell, parcerias de mídia com Imobi e Eletromídia, promoção da 102 FM e parceria da Maia Entretenimento.


Serviço
Show "Phonica - Marisa Monte & Orquestra Ao Vivo"
Ingressos em: www.ticketsforfun.com.br
Belo Horizonte - 18 de outubro - Parque Ecológico da Pampulha
Rio de Janeiro - 1° de novembro - Brava Arena Jockey
São Paulo - 8 de novembro - Parque Ibirapuera
Curitiba - 15 de novembro - Pedreira Paulo Leminski
Brasília - 29 de novembro - Gramado do Eixo Cultural Ibero-Americano
Porto Alegre - 6 de dezembro - Parque Harmonia
Patrocínio: Shell

.: Silvio Meira e Maria Valéria Rezende são os convidados do "Sempre Um Papo"


Encontro propõe uma conversa entre literatura, tecnologia e educação popular para pensar caminhos sustentáveis em um mundo em transformação. Fotos: divulgação

A escritora Maria Valéria Rezende e o cientista e professor Silvio Meira são os próximos convidados do "Sempre Um Papo" no Sesc Pinheiros, em São Paulo. Os dois vão conversar sobre o tema “Educação para Um Futuro Sustentável”, sob a mediação da jornalista Semayat Oliveira. O evento acontece no Teatro Paulo Autran do Sesc Pinheiros, no dia 5 de agosto, terça-feira, às 19h30.

Na ocasião, os convidados falarão sobre a educação como ferramenta de transformação para um mundo mais justo e sustentável, abordando desigualdades, ancestralidade e novas pedagogias. A entrada para o evento é gratuita, e os ingressos ficam disponíveis para retirada uma hora antes, na bilheteria do Sesc. Depois da conversa, os dois convidados seguem para uma sessão de autógrafos dos seus livros.


Sobre os convidados
Maria Valéria Rezende nasceu em 1942, em Santos, em família de escritores e artistas santistas e mineiros, e vive na Paraíba desde 1976. Conheceu Paulo Freire aos 18 anos e desde então dedicou-se à Educação Popular, em diferentes regiões do Brasil e no exterior.  Publicou seu primeiro livro de ficção às vésperas de completar 60 anos. Desde então publicou mais de 20 livros para crianças, jovens e adultos, recebendo vários prêmios (Jabuti, São Paulo, Oceanos, Biblioteca Nacional, Casa de las Americas, etc). Tem obras traduzidas e publicadas em França, Espanha, Itália, Portugal, Argentina, República Dominicana, China, Inglaterra e Rússia.

Silvio Meira é engenheiro (Eletrônico, ITA, 1977), MSc (Computação, UFPE, 1981), PhD (Computing, Kent, 1985), Fundador e Cientista-Chefe da TDS.company, Professor Extraordinário da cesar.school e Distinguished Research Fellow da Asia School of Business. Meira é um dos fundadores do CESAR e do Porto Digital, onde preside o Conselho de Administração. Autor de “O que É Estratégia?”, é membro dos Conselhos da CI&T, Magalu, MRV e Professor na Escola de Marketing do Futuro.

Sempre um Papo - 39 anos 
Criado em 1986, pelo jornalista Afonso Borges, o "Sempre Um Papo" é um projeto cultural que realiza encontros entre importantes nomes da literatura e personalidades nacionais e internacionais com o público, ao vivo, em auditórios e teatros. Em sua história, chegou a 30 cidades de oito estados do país, tendo sido realizado também na Espanha e Portugal. Em 39 anos de trabalho, aconteceram mais de sete mil eventos, que reuniram um público superior a 2,5 milhões de pessoas. Atua em conjunto com o Sesc SP há 23 anos consecutivos, tendo passado por diversas unidades da instituição.

Serviço
"Sempre Um Papo" com Silvio Meira e Maria Valéria Rezende
Dia 5 de agosto, terça-feira, às 19h30.
Retirada de ingressos, gratuitos, na bilheteria da unidade, 1h antes do início da atividade.
Local: Teatro Paulo Autran (Rua Paes Leme, 195, Pinheiros, São Paulo).
Informações: (11) 3095-9400 - https://www.sescsp.org.br/programacao/sempreumpapo/
Informações: www.sempreumpapo.com.br - @sempreumpapo
Informações para a imprensa: imprensa@sempreumpapo.com.br

.: Liam Neeson vira piada e Pamela Anderson está de volta em comédia


Vídeo divulgado pela Paramount Pictures conta ainda com depoimentos de Pamela Anderson, o produtor Seth MacFarlane e o diretor Akiva Schaffer. Foto: divulgação


“É um gênero novo para mim”, conta Liam Neeson em novo vídeo de bastidores de “Corra que a Polícia Vem Aí”, divulgado hoje pela Paramount Pictures Brasil. “As pessoas estão precisando de algo como esse filme”, comenta o produtor Seth MacFarlane. Conhecido por seu trabalho nas séries animadas “Uma Família da Pesada” e “American Dad!”, ele conta que cresceu amando a franquia e o tipo de comédia absurda que ela propõe. 

Com Liam Neeson e Pâmela Anderson como protagonistas, “Corra que a Polícia Vem Aí” acompanhará a jornada do Tenente Frank Drebin Jr., que mostra como apenas um homem tem as características específicas para liderar o Esquadrão Policial e salvar o mundo. O elenco ainda traz nomes como Paul Walter Hauser (Cobra Kai), Liza Koshy (Transformers: O Despertar das Feras), Kevin Durand (Planeta dos Macacos: O Reinado) e Danny Huston (Mulher Maravilha).

Escrito e dirigido por Akiva Schaffer, o filme é uma associação entre a Paramount Pictures com a Domain Entertainment e a Fuzzy Door Productions. Além de Schaffer, Dan Gregor e Doug Mand também assinam o roteiro. “Corra que a Polícia Vem Aí” estreia em 14 de agosto nos cinemas nacionais. 


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As principais estreias da semana e os melhores filmes em cartaz podem ser assistidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

.: Música e arte: cartunistas prestam homenagem à cantora Preta Gil


A artista, filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, trilhou seu próprio caminho, construindo uma carreira marcada por autenticidade, talento e uma energia contagiante. Cartum: Marcelo Maraska

A cantora Preta Gil, que morreu no último domingo, dia 20 de julho, aos 50 anos, após longo tratamento contra um câncer, deixa um vazio imenso no cenário artístico brasileiro. A cantora participou de vários movimentos sociais, como a luta contra a gordofobia, apoio a pessoas LGBTQIA+ e muitos outros. Por isso, sempre esteve em evidência na vida artística e social.

A artista, filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, trilhou seu próprio caminho, construindo uma carreira marcada por autenticidade, talento e uma energia contagiante. E como não poderia ser diferente, os cartunistas invadiram as redes sociais com suas homenagens, desenhando caricaturas e cartuns que retratam sua trajetória. Os desenhos foram reunidos pelo presidente da Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB), José Alberto Lovetro (JAL), e se transformaram na exposição virtual “Preta Gil em Traços Carinhosos”. A exposição pode ser conferida no Blog HQMIX.

"Nós, cartunistas, somos uma tribo que adora música. Desenhamos ouvindo uma trilha sonora conforme nossa arte exige. Preta Gil, com certeza, é uma das cantoras que vão além da música. Foi atriz, empresária e uma das pessoas que muita gente ouve para aprender. Mesmo sendo filha de quem é, conseguiu fazer seu próprio caminho. Que essa homenagem dos cartunistas seja mais um carinho em forma de desenhos para lembrarmos de sua trajetória neste planetinha. Preta Gil vive em sua música dentro de nossos corações”, declarou JAL. A exposição virtual pode ser vista neste link.

sábado, 26 de julho de 2025

.: Carol Prado fala sobre o podcast "Marília - O Outro Lado da Sofrência"


 Podcast inédito do G1 mostra impacto musical e cultural da artista que revolucionou o sertanejo

Marília Mendonça, voz que mudou o sertanejo e a música brasileira, faria 30 anos nesta terça, dia 22. Para reverenciar o legado da artista, morta em um acidente aéreo em 2021, estreia "Marília - O Outro Lado da Sofrência", novo podcast do G1. O podcast busca analisar o impacto provocado pela obra da cantora e compositora que colocou o feminino no centro de um gênero em que os homens eram protagonistas. O projeto também mergulha em sua influência na indústria musical e na formação de novos talentos, além do luto coletivo provocado pela sua partida. Disponível no g1, no Spotify e nas demais plataformas de áudio, o projeto terá cinco episódios, com publicação semanal, às terças-feiras.   

A narrativa é conduzida pela apresentadora Carol Prado, jornalista do G1, que, a partir de entrevistas com artistas, especialistas, fãs e pessoas próximas a Marília, relembra o efeito da sua música e figura pública. Entre os convidados estão precursores do sertanejo, como a dupla Chitãozinho & Xororó; nomes que dão continuidade ao movimento consolidado pela "Rainha da Sofrência", como Simone Mendes; jovens de uma nova geração que tiveram as portas abertas por Marília, como Mari Fernandez e Yasmin Santos; e cantores de outros gêneros que colaboraram com ela, como o rapper Xamã, compositor do hit "Leão", que está entre as mais ouvidos da década no Brasil. 

“Esse é um projeto que tem como objetivo criar um registro jornalístico que dimensione a importância da Marília Mendonça. É algo que, pensando no tamanho que ela teve, o impacto que ela causou, foi pouco discutido até hoje. E, nesse processo, a gente foi descobrindo que não é por acaso que foi pouco discutido”, destaca Carol, que explica que ainda existe um preconceito em reconhecer o trabalho da artista por ela ter representado um estilo de música popular, ao mesmo tempo em que o trauma da sua partida faz com que haja uma dor em uma parte da classe artística em falar sobre ela.   

Para contar essa história, Cláudia Croitor, editora-chefe do g1, reforça o cuidado na apuração, que se concentrou na relevância artística e sociocultural de Marília. “Nosso objetivo é dar um tratamento sensível, aprofundado e de alta qualidade à jornada da artista. O g1 traz uma abordagem que vai além do factual: a equipe faz uma seleção criteriosa dos momentos mais emblemáticos da trajetória de Marília Mendonça, destacando não só os marcos de sua carreira, mas também os dilemas, conquistas e bastidores pouco conhecidos”, avalia.     

Sobre o primeiro episódio   

Na estreia, o podcast relembra a chegada da "Rainha da Sofrência" ao auge, tornando-se uma das vozes mais queridas do Brasil. O primeiro episódio também se aprofunda na tragédia que tirou a vida de Marília e como o ocorrido deixou um país em luto. Além disso, aborda o trauma e as mudanças que a ausência da cantora provocou no mercado da música, refletindo na carreira de outros talentos, como a dupla Zé Neto & Cristiano. "Marília - O Outro Lado da Sofrência", disponível no G1, no Spotify e nas demais plataformas de áudio. O projeto terá cinco episódios, com publicação semanal, às terças-feiras. Carol Prado, jornalista e apresentadora do podcast, fala sobre esse trabalho.    


Como você avalia a importância de Marília Mendonça para a música brasileira?   

Carol Prado - A Marília foi uma figura central do movimento feminejo, que abriu as portas para uma geração de cantoras que surgiu depois. Se a gente olhar para a história do sertanejo, desde o início do século passado - quando foi gravada a primeira moda de viola - até meados dos anos 2010, havia pouquíssima representatividade feminina. Um estilo nascido num contexto muito masculino e, também, dentro de uma estrutura que promovia os artistas, mas que sempre foi muito dominada por homens. A geração do feminejo, que veio liderada pela Marília, mudou totalmente essa perspectiva. Colocou a mulher realmente no centro da narrativa. Isso mudou o mercado para sempre porque esse estilo de compor e cantar virou um filão muito lucrativo na música. Hoje as cantoras sertanejas que surgem, que bombam nas paradas, já encontram um mercado muito mais amigável para as mulheres. A gente tem cantoras que fazem muito sucesso, como Simone Mendes, Ana Castela, Lauana Prado, que estão aí sempre se revezando no topo das paradas, muito graças a essa porta que foi aberta pela Marília Mendonça.   


Qual foi o desafio de, em cinco episódios, fazer uma retrospectiva da carreira da cantora e dimensionar o seu impacto?    

Carol Prado - O principal desafio foi organizar os braços temáticos que mostram a importância da Marília Mendonça. Ela fez tanta coisa, foi uma artista tão grande apesar do pouco tempo: foram seis anos só de trajetória como cantora. Ela já tinha uma carreira pregressa como compositora, mas, como cantora mesmo, famosa no Brasil, foram seis anos. Ela foi a cantora mais popular da última década no Brasil e também da era da música consumida pela internet no país. Dimensionar e dividir essa importância em temas foi difícil, a gente teve que se sentar e organizar: o que a gente vai falar sobre a Marília compositora? O que a gente vai falar sobre a Marília cantora? E da relação da Marília com os fãs?   


O que você descobriu sobre a carreira da Marília que mais a marcou durante a gravação do podcast?    

Carol Prado - Tem duas coisas que me surpreenderam muito. A primeira é sobre o início da carreira dela. Eu já sabia que a Marília tinha começado muito nova a compor músicas, ainda adolescente, mas eu não tinha o conhecimento mais profundo sobre as músicas que ela compôs. Ela começou a compor com 12 anos e já eram músicas muito maduras. Se olharmos as letras, eram canções com discursos maduros, com situações e sentimentos complexos. Isso me deixou muito fascinada. (...) A segunda coisa é, na verdade, o impacto da morte da Marília. Eu já sabia que a morte dela foi muito intensa para o mercado da música, que tinha gerado um trauma, mas eu não sabia que algumas coisas práticas mudaram no sertanejo por causa disso.   


O que o público pode esperar do podcast?  

Carol Prado - O público vai ficar com muitas saudades da Marília, mais ainda do que a gente já sente. O legal é que essa é uma história enriquecedora, não só para quem é fã da Marília, mas também para quem, às vezes, não curte o sertanejo e não presta muita atenção nesse tipo de música. Essa é uma história interessante para todo mundo. Como uma grande artista, por meio do talento, do posicionamento, das escolhas, da estratégia, consegue mudar questões estruturais no mercado. Para quem gosta de música, é uma história muito interessante, muito curiosa. Eu tenho certeza de que quem ouvir vai sair com perspectivas novas sobre música, a indústria musical, sobre o que é ser artista, talento, luto, porque esse é um tema muito forte quando a gente fala de Marília Mendonça. Então, o que o público pode esperar é isso. Muitas saudades, mas também reflexões muito importantes.   

.: "O Penúltimo Sinal" tem apresentações a preços populares na Funarte


Quatro apresentações, com preços populares, no Complexo Cultural Funarte, de 26 de julho a 3 de agosto. Foto: Aline Capobianco

O Grupo de teatro Espuma estreou no dia 13 de junho, no Centro Cultural Santo Amaro, a peça infantojuvenil "O Penúltimo Sinal". Com direção de Daniela Biancardi, o enredo conta a história de quatro estudantes entre os escombros de uma escola abandonada, que buscam maneiras de reconstruir sua sala de aula. "As apresentações integram o “Circuito Mochila Cultural - Circulação pela cidade de São Paulo” que leva teatro com temática educacional gratuitamente para a zona sul, leste, noroeste e centro."

O espetáculo “O Penúltimo Sinal” aborda, com humor e fantasia, a importância da educação e a força do trabalho coletivo como ação política. Foi inspirado na experiência de professores da rede pública de São Paulo e no Movimento Estudantil Secundarista, liderado por jovens do ensino médio que se mobilizam em ações pela defesa do direito ao estudo. A dramaturgia, criada pelo Grupo Espuma e Daniela Biancardi, foi desenvolvida a partir das discussões levantadas sobre os rumos da educação no país.

A criação e circulação da obra foi possível através do Programa VAI 2, que incentiva jovens artistas a desenvolverem seus projetos artísticos. O grupo fará uma temporada de oito apresentações pelo edital, e depois segue em temporada no Centro Cultural Funarte.


Ficha técnica

“O Penúltimo Sinal”, do Grupo Espuma

Direção: Daniela Biancardi

Texto original: Grupo Espuma e Daniela Biancardi

Dramaturgismo: Luiz Fábio Torres

Direção musical e músico em cena: Yago José

Elenco: Angélica Müller, Fábio Pazitto, Leo Braga e Luiz Fábio Torres

Direção de arte: Daniela Biancardi e Fábio Pazitto

Iluminação e operação de luz: Roana Paglianno

Técnico de som: Rodrigo Caetano “Digão”

Cenotecnia: Katiana Aleixo

Preparação vocal: Renata Versolato

Fotografia: Aline Capobianco

Design gráfico: Fábio Pazitto

Interpretação em Libras: Amanda Marcondes

Equalização de trilha sonora mecânica: DJ Evelyn Cristina

Consultoria de mídias e comunicação: Peo Tavares

Coordenação de produção: Leo Braga

Assistente de produção: Victoria Assis

Produção: Grupo Espuma


Serviço 

Espetáculo "O Penúltimo Sinal"

Do Grupo Espuma

Direção: Daniela Biancardi

Elenco: Fábio Pazitto, Leo Braga e Luiz Fábio Torres, Angélica Müller e Yago José

Direção Musical: Yago José

Duração: 60 min

Gênero: Infantojuvenil

Classificação: livre | recomendação - jovens de 11 a 18 anos, além de estudantes de EJA, professores e profissionais da educação.

Data: dias 26 e 27 de julho e 2 e 3 de agosto, às 16h

Ingressos: R$ 40,00 | R$ 20,00 (meia-entrada)

On-line: Sympla

Bilheteria: uma hora antes do espetáculo

Local: Complexo Cultural Funarte.

Alameda Nothmann, 1058. Campos Elíseos.

Agenda das apresentações gratuitas:

Os ingressos podem ser retirados uma hora antes das apresentações

.: Solo autoral, "116 Gramas - Peça para Emagrecer" tem novas apresentações


Espetáculo aborda a busca pelo corpo ideal e leva o público a uma jornada íntima em busca do emagrecimento, desafiando os padrões de beleza e se questionando quanto alguém precisa perder para ser aceito na sociedade. Foto: Maria Luiza Graner


A jornada de uma mulher gorda em busca do emagrecimento é tema do solo autoral "116 Gramas - Peça para Emagrecer", da atriz Letícia Rodrigues. O espetáculo, que estreou em 2023, agora ganha novas apresentações - conferir datas abaixo. As sessões são gratuitas, mas os ingressos podem ser reservados antecipadamente pelo Sympla.

"116 Gramas - Peça para Emagrecer" é um solo autoral, que mergulha na experiência de um corpo gordo em busca do emagrecimento. A dramaturgia da peça se propõe a refletir sobre o desejo de pertencimento e as pressões exercidas pela sociedade em relação à imagem corporal por meio de uma narrativa autoficcional, em que a história da personagem se mistura com a da autora, que tenta viver a sua trajetória de heroína.

“A Gorda”, protagonista dessa saga, a cada dia que se apresenta para uma nova plateia, tenta alcançar o mesmo objetivo: emagrecer 116 gramas. A fim de queimar as calorias necessárias para tanto, ela cria um espetáculo teatral, um experimento performativo, uma espécie de aula de academia, só que mais bonita. Ela pratica exercícios, formula cálculos, se perde em teorias, compartilha memórias e encontra poesia em cada gota de suor que escorre pelo seu corpo. Talvez assim ela consiga ser uma atriz de verdade.

“A tentativa de me livrar de 116 gramas por apresentação pode parecer violenta, mas é, na realidade, o único meio que encontrei de seguir. E eu quero seguir. Esse espetáculo é a minha cura, o meu meio de conseguir falar o que tenho tentado há tanto tempo dizer. É o meio de me afirmar como uma artista paulistana que segue aqui, nem tão firme, nem tão forte, mas segue. São as pazes que faço comigo, com o teatro, com a dança, com a performance e, o mais importante, com o público” relata Letícia Rodrigues.

O mundo insiste que seu corpo deve ser menor, mas enquanto tenta corresponder a todas as expectativas, se questiona: o quanto é preciso perder para poder pertencer?


Sobre Letícia Rodrigues

É atriz, bailarina, performer, dramaturga e roteirista. Natural de São Paulo, é formada em bacharelado em teatro e especialista em dramaturgia e roteiro pela Escola Superior de Artes Célia Helena. Seu último trabalho no teatro "116 GRAMAS: PEÇA PARA EMAGRECER" (2023) é o seu primeiro solo autoral que escreveu, co-dirigiu e atuou. Participou dos espetáculos: "4 da espécie" de Michelle Ferreira (2022), "Terror e Miséria no Terceiro Milênio" (2019) e "A festa - estratégias musicais para sobreviver" (2019), ambas dirigidas por Claudia Schapira, entre outros. No audiovisual esteve em: “Manhãs de Setembro” (Luís Pinheiro/2022), “Enterre Seus Mortos (dir. Marco Dutra/2025); “Tarã” (dir. Marco Dutra e Juliana Rojas/2025); “Notícias Populares” (dir. Marcelo Caetano/2023); “Autoposto Amigos do Nelson” (dir. Marcelo Botta/2023), "Raul - Metamorfose Ambulante" (dir. Paulo e Pedro Morelli/2025) e é uma das protagonistas da série TREMEMBÉ de Vera Egito, original Amazon, com estreia prevista em 2025.


Ficha técnica

Idealização, dramaturgia e atuação | Letícia Rodrigues

Direção | João Pedro Ribeiro e Letícia Rodrigues

Direção de arte | Eliseu Weide

Direção de movimento e coreografia | Luaa Gabanini

Direção musical | Natália Nery

Composição e arranjo de trilha sonora | Lana Scott e Natália Nery

Gravação e mixagem | Lana Scott

Técnica e operação de som | Lana Scott, Luisa Drua e Julia Ro

Direção e edição audiovisual | Lana Scott

Motion graphics | Pablo Vieira

Mapping e operação de vídeo | Lana Scott

Desenho de luz | Camille Laurent

Operação de luz | Felipe Stucchi e Adriana Marques

Coordenação de produção | Leo Birche

Produção | Jéssyca Rianho

Comunicação visual e fotografia | Maria Luiza Graner

Assessoria de Imprensa | Pombo Correio


Serviço

"116 Gramas - Peça para Emagrecer", com Letícia Rodrigues

Classificação etária: 14 anos

Duração: 60 minutos


Teatro Cacilda Becker 

DATAS: 17, 18, 19 e 20 de julho de 2025

HORÁRIOS: quinta-feira a sábado às 21h | domingo às 19h

Endereço: R. Tito, 295 - Lapa, São Paulo - SP

VALOR DO INGRESSO: gratuito - Presencial


Centro Cultural da Penha 

DATAS: 26 e 27 de julho de 2025

HORÁRIOS: sábado às 20h | domingo às 19h

Endereço: Largo do Rosário, 20 - Penha de França, São Paulo - SP

VALOR DO INGRESSO: gratuito - Presencial


Teatro Flávio Império

DATAS: 30 e 31 de julho de 2025

HORÁRIO: quarta e quinta, às 20h

Endereço: R. Prof. Alves Pedroso, 600 - Cangaiba, São Paulo - SP

VALOR DO INGRESSO: gratuito - Presencial


.: No teatro, "Da Janela" reflete sobre diferenças e a importância da inclusão


Idealizado por Marco dos Anjos, espetáculo conta a história da amizade entre três crianças e propõe jogo cênico em que recursos de acessibilidade fazem parte da dramaturgia. Estreia paulistana acontece no dia 26 de julho no Teatro Multiplan, com patrocínio da BB Seguros. Foto: Annelize Tozetto


Construído em torno da acessibilidade em todas as etapas de criação, o infantil Da Janela, com dramaturgia e direção de Marco dos Anjos, estreou em 2024 no Rio de Janeiro e, agora, desembarca em São Paulo para uma temporada de 26 de julho a 17 de agosto, no Teatro Multiplan, no MorumbiShopping, com apresentações aos sábados e domingos, às 15h.

Com a participação de consultores de inclusão e pessoas com deficiência em sua ficha técnica, o espetáculo foi concebido pelo diretor Marco dos Anjos de modo a teatralizar recursos de acessibilidade na comunicação e promover uma encenação inclusiva a crianças com deficiência. Ou seja, recursos como LIBRAS e a Descrição Poética das Cenas (para pessoas cegas) são inseridos na própria dramaturgia.

O elenco conta com Elizândra Souza, Mariana Siciliano e Alain Catein. Além disso, Thamires Ferreira faz a comunicação em LIBRAS em cena.

Na trama, Malu, Nina e Cadu são três crianças vizinhas que se conhecem pelas janelas de suas casas. Aos poucos, começam a se comunicar à distância e a amizade do trio se inicia à medida em que aprendem instintivamente a lidar com as diferenças .

De sua janela, Malu – com o auxílio de um binóculo – narra tudo o que acontece na vizinhança e, desta forma, descreve o que se passa em cena para aqueles que não veem. Já Nina, que é surda, ensina a Cadu como ele pode falar sem usar as palavras.  

Ao longo das cenas, a inclusão aparece de forma orgânica, resultando em um espetáculo que pode ser acompanhado da mesma forma por crianças e adultos que possuam ou não deficiência visual ou auditiva. Durante o processo, Thamires Ferreira, intérprete de LIBRAS, se juntou ao grupo e passou a fazer parte do elenco como a síndica da vizinhança onde se passa a história. A personagem é responsável pela Comunicação em LIBRAS de todo o espetáculo

A produção ainda conta com fones abafadores para pessoas com sensibilidade auditiva e monitores especializados para auxílio de pessoas neurodivergentes, além da acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida e pessoas em cadeiras de rodas. 

O espetáculo conta com patrocínio da BB Seguros, através da lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet. “Para a BB Seguros, apoiar um projeto como ‘Da Janela’ é uma forma de reafirmar nosso compromisso com uma cultura mais inclusiva e acessível desde a base. O espetáculo propõe uma experiência sensível em que a acessibilidade não é apenas um recurso adicional, mas parte essencial da linguagem artística. É inspirador ver como a montagem incorpora a diversidade de forma criativa e integrada, promovendo encontros genuínos”, destaca Luciana Garrone, Gerente de Marketing Institucional e Mercadológico da Brasilseg, uma empresa BB Seguros. O espetáculo é patrocinado pela BB Seguros.


Um processo criativo inclusivo

Ao mesmo tempo em que os recursos de acessibilidade são cada vez mais comuns e presentes nas apresentações teatrais, o encenador Marco dos Anjos os via como algo ‘a parte’, sem uma integração com o que estava sendo apresentado em cena. Logo ele se desafiou a criar um espetáculo em que esses recursos estivessem também teatralizados. 

“O que motivou todo o processo foi o desejo de possibilitar que ouvintes, videntes, pessoas com baixa visão, cegas e surdas pudessem ter uma experiência teatral sem precisar de recursos externos.  

A personagem Malu, tem um binóculo e, enquanto observa tudo o que acontece na Vila, vai narrando para a plateia fazendo, assim, uma descrição poética. O que possibilita que as pessoas de baixa visão e cegas possam acompanhar toda a encenação. 

Ao mesmo tempo temos a personagem Dona Gerusa, uma senhora síndica da vila que conta toda a história em LIBRAS. Não é um intérprete vestido de preto em um cantinho do palco, entende? O intérprete está na cena, como personagem e no foco da ação. A história é contada sob o ponto de vista da personagem. 

Toda essa construção só foi possível por termos na equipe pessoas com deficiência. Nossa consultora em acessibilidade, Vanessa Bruna é uma mulher cega e acompanhou de perto toda a criação. O fato de termos, também, a Mariana Siciliano, que é uma atriz surda no elenco, foi primordial para o uso de LIBRAS de forma coerente e orgânica.” 

Diz o diretor, que coleciona mais de 50 prêmios com a companhia Trupe do Experimento, da qual é diretor artístico há 19 anos e assinou nove espetáculos neste período.  


Sinopse do espetáculo 

Malu, única criança que mora na vila, percebe a chegada de novos moradores: Cadu e Nina. Certa da missão de conhecer seus novos melhores amigos, Malu, do alto de sua janela, observa e narra o nascimento da amizade entre Nina e Cadu. As crianças criam laços e afinidades ao descobrirem, de forma divertida, como podemos “falar” para além das palavras. 

A montagem prioriza o brincar como ferramenta de descobertas enquanto utiliza recursos de acessibilidade na dramaturgia. “Da Janela” é um espetáculo infantil acessível que transforma acessibilidade em jogo de cena e instiga os pequenos a experimentarem novas formas de se comunicar.


Ficha Técnica

Espetáculo "Da Janela"

Idealização, direção artística e dramaturgia: Marco dos Anjos 

Coordenação Artística: Felipe Valle 

Assistente de Direção: Rohan Baruck 

Elenco: Elizândra Souza, Mariana Siciliano e Alain Catein

Comunicação em LIBRAS: Thamires Ferreira 

Consultoria em Acessibilidade: Vanessa Bruna (Incluir pela Arte)

Consultoria em LIBRAS: Christofer Allex  

Direção de Produção: Bárbara Galvão e Felipe Valle 

Coordenação de Produção: Bárbara Galvão, Carolina Bellardi e Fernanda Pascoal (Pagu Produções Culturais) 

Produção Executiva: Natália Dias 

Trilha sonora e direção musical: Ananda K 

Direção de movimento e preparação corporal: Ricardo Gadelha 

Cenografia: Cachalote Mattos 

Figurinos: Teresa Abreu 

Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni 

Adereços: Leandro Fazolla 

Visagismo: Leo Thurler 

Assessoria de Comunicação: Pombo Correio 

Fotografia: Renato Mangolin 

Correalização: Fomenta Soluções Culturais 

Coordenação de Projeto: Trupe Produções Artísticas 

Realização: Trupe do Experimento. 


Serviço

Espetáculo "Da Janela", com dramaturgia e direção de Marco dos Anjos

Temporada: 26 de julho a 17 de agosto de 2025

Aos sábados e domingos, às 15h*

*Sessões extras especiais de férias acontecem nos dias 26 e 27/7, às 11h 

**Sessão social, para ONGs e instituições, acontece no dia 1/8, às 16h

Teatro Multiplan - MorumbiShopping - Avenida Roque Petroni Júnior, 1089 Piso G2, Morumbi, São Paulo

Ingressos: Plateia A - R$120 (inteira) e R$60 (meia-entrada) | Preço Popular - Plateia B: R$50 (inteira) e R$25

Vendas on-line em https://bileto.sympla.com.br/event/107530/d/323890

Bilheteria: funciona apenas nos dias de espetáculos e abre 2h antes do início de cada sessão.

Classificação indicativa: Livre 

Duração: 50 minutos

Capacidade: 250 lugares

Acessibilidade: Teatro acessível a pessoas em cadeira de rodas ou com mobilidade reduzida. Todas as sessões são acessíveis a pessoas com deficiência, incluindo tradução em LIBRAS e descrição poética das cenas (incorporadas à própria dramaturgia

.: Grátis, peça teatral "As Histórias de Benê" é inclusiva e regada de amor


A Trupe Arlequinos & Colombinas abraça a diversidade e a inclusão em espetáculo infantil. A peça bilíngue (Português e Libras) usa humor e aventura para incentivar à leitura. Fotos: Caio Oviedo.


O espetáculo "As Histórias de Benê" é um infantil inclusivo e regado de amor. Produzida pela Trupe Arlequinos & Colombinas, a peça une humor e aventura para promover o incentivo à leitura e o resgate das brincadeiras populares.

A peça tem direção artística de Jhonnã Bao, a dramaturgia é de Jenifer Costa e Bella Santos, que também integram o elenco ao lado de Ingrid Arruda e Gi Paixão. A dramaturgia tem um gostinho especial de amor de avó, pois é inspirado nas histórias que a Dona Francisca, avó de Jenifer contava para ela durante sua infância. Mas também contém um mundo de vivências e inspirações culturais: o poeta Manoel de Barros e suas provocações sobre o brincar, Carolina Maria de Jesus e sua literatura preta e popular, e a cultura popular e regional, como a literatura de cordel, as brincadeiras de fita, o repente e a literatura fantástica.

A protagonista da peça é universal e carrega um pouco de cada criança que a companhia encontrou pelo caminho, e sua construção buscou expressar essa multiplicidade, na encenação Benê é interpretada por 3 atrizes de diferentes perfis, ressaltando que a protagonista pode ser qualquer um!

Além de semear o espetáculo em diversos lugares, a Trupe também incorpora maneiras de expandir a arte para fomentar outras funções na área. Por isso, no Edital PROAC Economia Criativa/Projetos Culturais de Mulheres na Indústria Criativa criamos uma formação de Produção Cultural para que jovens, aprendam e desenvolvam ferramentas para trabalhar na área. A formação conta com um estágio remunerado na Companhia, onde os participantes aprendem na prática a função de produtores. Assim abrimos portas para que os jovens, principalmente os periféricos, se insiram no mercado de trabalho.  

"As Histórias de Benê" apresenta uma trupe de circo, recheada de contos, que chega à cidade Livraria do Norte e conta a história de Benê, uma criança que não gosta de ler e tem dificuldade para se comunicar. Benê então mergulha em um livro mágico e se depara com contos populares de tradição oral disseminados em diversas regiões do Brasil. A criança aprende que os livros e o aprendizado de novas linguagens podem ser sua ponte para o futuro e o conhecimento.

Museu da Língua Portuguesa, Sesc Piracicaba, Sesc Presidente Prudente, Sesc Santo Amaro, Casa de cultura Raul Seixas, Mostra Mangue, Brincando na Praça, Praças da cultura, entre outros. Atualmente integra a terceira ocupação no Instituto Brasileiro de Teatro – iBT.


Serviço

Espetáculo "As Histórias de Benê"

Dramaturgia: Bella Santos e Jenifer Costa

Direção artística: Jhonnã Bao

Elenco: Bella Santos, Ingrid Arruda e Jenifer Costa

Musicista: Gi Paixão

Duração: 60 minutos

Classificação: Livre

Gênero: infantil


Espetáculos gratuitos

27 de julho (domingo) às 16h00 - Ocupação Artística Canhoba - Rua Canhoba, 299 - Perus | O espaço possui rampa de acesso, mas não possui banheiro para cadeirantes. Os ingressos gratuitos, podem ser retirados na hora.

8 de agosto (sexta-feira) às 09h40 - CEU Carrão - Teatro Maria Carolina de Jesus - Rua Monte Serrat, 380 - Tatuapé. |O espaço possui elevadores, rampas e banheiros acessíveis. Os ingressos gratuitos, podem ser retirados na hora.

11 de agosto (segunda-feira) às 10h00 - CEU Freguesia do Ó - Teatro Esperança Garcia - R. Crespo de Carvalho, 71 - Freguesia do Ó. | O espaço possui elevadores, rampas e banheiros acessíveis. Os ingressos gratuitos, podem ser retirados na hora


Ficha técnica

Dramaturgia: Bella Santos e Jenifer Costa

Direção artística: Jhonnã Bao

Provocação: Beatriz Barros

Elenco: Bella Santos, Ingrid Arruda e Jenifer Costa

Música: Gi Paixão

Orientação de libras: Victoria Oliveira

Fotografia: Caio Oviedo

Redes Sociais:

@arlequinosecolombinas

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