sábado, 3 de janeiro de 2026

.: "O Pequeno Príncipe" convoca crianças a refletirem no Festival do Teatro Uol


O príncipe compartilha histórias sobre os planetas que visitou e os personagens únicos que conheceu, como um rei solitário, um homem muito vaidoso até chegar à raposa sábia, que lhe ensina que o essencial não se vê com os olhos. Foto: Ronaldo Gutierrez.


De 5 de janeiro a 1º de fevereiro, o Teatro Uol, em São Paulo, recebe sete clássicos infantis que atravessam gerações e seguem vivos no repertório afetivo de muita gente. Dentro da programação do 42º Festival de Férias do Teatro Uol, às quintas-feiras, às 16h00, será apresentado o espetáculo "O Pequeno Príncipe".  No espetáculo, baseado no livro de Antoine de Saint Exupéry, em uma viagem encantadora pelo universo, um piloto que caiu com seu avião no deserto do Saara encontra uma figura curiosa: o Pequeno Príncipe vindo de um distante asteroide. 

Durante a sua jornada, o príncipe compartilha histórias sobre os planetas que visitou e os personagens únicos que conheceu, como um rei solitário, um homem muito vaidoso até chegar à raposa sábia, que lhe ensina que o essencial não se vê com os olhos. Elenco:  Leandro Flores, Leandro Mariz e Titzi Oliveira. Texto e direção: Leandro Mariz. Realização: Morada da Cultura. De 8 a 29 de janeiro, quintas-feiras, às 16h00. Duração: 60 minutos. Classificação:livre - indicação a partir de 3 anos. Compre o livro "O Pequeno Príncipe" neste link.

Sobre o Festival de Férias do Teatro Uol
Graças a uma curadoria rigorosa e consistente desde a primeira edição, o Festival de Férias do Teatro Uol, que em 2026 completa 25 anos de atividade, consolidou-se como o mais longevo de São Paulo. Localizado no Shopping Pátio Higienópolis, o Teatro Uol oferece uma experiência completa, reunindo conforto, segurança e fácil acesso, criando um cenário ideal para um programa de férias completo: entrar na sala, desligar o celular, se encantar com as histórias e sair com a cabeça cheia de arte e imaginação.


Serviço
Festival de Férias do Teatro Uol
De 5 de janeiro a 1º de fevereiro
Ingressos: R$ 100,00 (inteira) | R$ 50,00 (meia-entrada)
Televendas: (11) / 3823-2423 / 3823-2737 / 3823-2323
Vendas on-linewww.teatrouol.com.br
Horário de funcionamento da bilheteria em janeiro: segundas e terças, das 14h00 às 16h00, quartas, quintas e sextas das 14h00 às 20h00, sábados, das 13h00 às 22h00, e domingos, das 13h00 às 20h00. Não aceita cheques. Aceita os cartões de crédito: todos da Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex.  Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais. Clube Uol e Clube Folha têm 50% desconto.


Teatro Uol
Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618, Terraço. Tel.: (11) 3823-2323 
Acesso para cadeirantes- Ar-condicionado- Estacionamento do Shopping: consultar valor pelo tel: 4040-2004- Venda de espetáculos para grupos e escolas: (11) 3661-5896, (11) 99605-3094 – Patrocínio do Teatro UOL: UOL, Folha de S. Paulo, Germed e Interfood.

.: Maísa Arantes sobe ao palco do Sesc Santos com o show “Baile da Maisinha”


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com. Foto: divulgação. 

Referência da nova geração do forró pé-de-serra e da cultura popular brasileira, Maísa Arantes sobe ao palco do Sesc Santos com o show “Baile da Maisinha” na próxima quinta-feira, 8 de janeiro, às 20h00, na comedoria da unidade. A apresentação promete uma noite de celebração das tradições nordestinas, marcada por dança, afeto e pela força coletiva da música popular.

Cantora, compositora, rabequeira, pifeira e arranjadora, Maísa Arantes construiu uma trajetória sólida e respeitada no cenário da música brasileira, unindo pesquisa, ancestralidade e criação contemporânea. É fundadora e integrante da banda Mestre Zé do Pife e as Juvelinas, criada em 2007, além de integrar projetos como Forró do B (2017) e idealizar a banda Chinelo de Couro (2012). Sua atuação artística também dialoga com outras expressões da cultura popular, como a Quadrilha Arroxa o Nó e o Mamulengo Fuzuê, ambos do Distrito Federal.

No “Baile da Maisinha”, Maísa convida o público a vivenciar um forró vibrante, que respeita as raízes do gênero e, ao mesmo tempo, dialoga com novos arranjos e sonoridades. O repertório transita entre composições autorais, releituras e ritmos que atravessam o sertão, criando uma atmosfera festiva e acolhedora, pensada para todas as idades.

É um baile que convida a dançar, ouvir e sentir, reafirmando o forró como espaço de encontro, resistência e alegria. Além desse projeto, a artista também se apresenta com o trabalho autoral “Maísa Arantes” e com o duo Outros Sertões, em parceria com Marcelo Neder, ampliando ainda mais seu diálogo musical com diferentes territórios sonoros do Brasil.

Ficha técnica
Show “Baile da Maisinha” 

Maísa Arantes: voz, rabeca e pífano
Marcelo Neder: violão
Tâmara Terra: triângulo
Roberto Kauffmann: sanfona
Leo Cortes: zabumba
Anderson Lopes: produção
Ingressos: R$ 40,00 (inteira) | R$ 20,00 (meia) | R$ 12,00 (Credencial Plena)
Classificação: livre para todas as idades


Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

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Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

.: "Os Nomes", romance que discute as várias faces da violência doméstica


Em "Os Nomes", romance de estreia de Florence Knapp, a autora escreve sobre o poder das palavras, a fragilidade das relações familiares e o peso das decisões aparentemente pequenas que definem o rumo de uma vida. A história se passa na Inglaterra, em 1987, quando uma tempestade devastadora atinge o país. No rescaldo desse evento, Cora, uma mulher de trinta e poucos anos, decide sair de casa com a filha de nove anos, Maia, para registrar o nascimento do filho recém-nascido. 

O marido dela, Gordon, um médico respeitado na comunidade e controlador em casa, exige que o menino receba o seu nome - uma tradição de família, símbolo de continuidade e autoridade. Mas Cora hesita. Nesse gesto de dúvida, entre a obediência e a autonomia, o romance descreve três realidades paralelas, uma para cada nome escolhido, explorando como as experiências da infância, a violência, o amor e as expectativas familiares podem moldar destinos. A tradução é de Juliana Romeiro, e a capa, de Gabriela Heberle. 

No romance, em uma das versões dos nomes, o menino é chamado Bear, nome sugerido pela irmã mais velha, Maia - e cresce como um garoto sonhador, sensível e criativo. Em outra, recebe o nome Julian, a escolha silenciosa de Cora, e segue uma trajetória marcada por empatia e introspecção. Na terceira, leva o nome Gordon, como queria o pai - e carrega o peso da expectativa, da autoridade e da repetição de padrões abusivos familiares.

Knapp aborda temas delicados como abuso doméstico, patriarcado, autonomia feminina e reconstrução após o trauma, com uma sensibilidade rara e sem recorrer ao sensacionalismo. Em cada universo paralelo, ela oferece nuances diferentes de redenção, fracasso e esperança, criando um retrato multifacetado da condição humana.


O que disseram sobre o livro
“Deslumbrante, um livro surpreendentemente alegre... Florence Knapp reproduz com incansável beleza não apenas a perda e o luto, mas também infinitos renascimentos e encantamentos.” - The Washington Post

“Com fios meticulosamente entrelaçados e uma prosa generosa, Os nomes é uma estreia delicada e comovente sobre a esperança, o amor e as expectativas que podem tanto abençoar quanto pesar sobre uma criança.” - Book Of The Month
 

Sobre a autora
Florence Knapp nasceu no Reino Unido e é artista têxtil, escritora e pesquisadora. Antes de publicar seu primeiro romance, ela se destacou com obras de não-ficção sobre arte e técnicas de quilting, além de participar de projetos em museus e residências artísticas. "Os Nomes" é a estreia dela na ficção - um trabalho que combina sua sensibilidade visual, sua atenção ao detalhe e um olhar profundamente humano sobre as relações familiares.

.: Palhaços investigam de onde vem a água em peça para todas as idades


Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.comImagem: divulgação

"Água, de Onde que Tu Vens?" é o espetáculo circense apresentado pela Trupe do Mar que convida crianças e adultos a refletirem, com leveza e bom humor, sobre um tema essencial para a vida: a água. A atração acontece neste domingo, dia 4 de janeiro, às 17h30, no espaço de Convivência do Sesc Santos, com entrada gratuita e classificação livre para todas as idades.

Em cena, os palhaços Plocki e Tapioca percebem que algo está fora do lugar: a água, antes abundante, começa a faltar. A partir dessa constatação simples, mas urgente, surgem perguntas que conduzem toda a narrativa - de onde a água vem? Para onde ela vai? O que acontece quando ela desaparece? Munidos de curiosidade, imaginação e muita comicidade, os personagens embarcam em uma jornada divertida para compreender o ciclo da água e suas transformações na natureza.

A montagem aposta em esquetes cômicas, jogos corporais e músicas originais, criando uma linguagem acessível e envolvente, que estimula a participação do público ao longo da apresentação. O espetáculo transforma conceitos científicos em experiências sensíveis, aproximando o conhecimento ambiental do universo infantil sem abrir mão da reflexão crítica. Ao rir e interagir, o público é convidado a pensar sobre a importância da preservação dos recursos naturais e sobre a relação cotidiana que todos mantemos com a água.

Com uma estética circense marcada pela palhaçaria, pelo movimento e pela música ao vivo, “Água, de Onde que Tu Vens?” reforça o poder do riso como ferramenta pedagógica e da arte como meio de conscientização. A Trupe do Mar constrói uma experiência que alia diversão, aprendizado e afeto, despertando a curiosidade e a responsabilidade ambiental desde cedo.


Ficha técnica
Espetáculo “Água, de Onde que Tu Vens?”
Elenco e direção de movimento: Thays Oliveira
Elenco, direção geral e composição musical: Alan Plocki
Músico e produção musical: Vini Costa
Realização: Trupe do Mar

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

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.: #VivoLendo: "Os 70 Ausentes de Pedra Branca", de Cláudio Feldman


Por 
Vieira Vivo, escritor e ativista cultural.

...dos inertes saiu uma constante movimentação

A finitude da existência individual movimenta-se incessantemente qual uma fatídica sombra sobre a trajetória fugaz de cada personagem. Em  "Os 70 Ausentes de Pedra Branca", de Cláudio Feldman (Editora Taturana), setenta contos curtos nos conduzem através da fatalidade implacável da morte a ceifar vidas e a selar trágicos destinos compulsoriamente. Com um estilo conciso, o autor nos apresenta os últimos momentos de vida de alguns habitantes de Pedra Branca, pequena cidade ficcional, detentora de uma heterogênea fauna urbana de biotipos.

A narrativa sustenta-se em clara e precisa performance onde um halo de humor tênue atravessa os momentos finais de cada conto. Com maestria Feldman constrói fatos, acasos e atitudes que acabam culminando com a tragicidade inerente de cada contexto. A construção dos personagens obedece a uma elaborada arquitetura narrativa onde somente o fundamental, no momento fatal da morte, se destaca. Não há verborragia excessiva, nem descrições enfadonhas que venham a alongar, desnecessariamente, o teor literário da escrita. Outro ponto de destaque é a identificação dos habitantes da cidade. Todos, sem exceção, possuem nomes originais, sonoros e caricatos fazendo com que adentremos a novos e diferentes cenários a cada página e isto estimula nossa curiosidade à medida que se desenrola a leitura.

Cada conto traz ilustração em preto e branco, porém com detalhes em vermelho, criação de Perkins Teodoro Moreira (Ideografia), a realçar o âmbito trágico das narrativas. Com 80 anos e 62 livros publicados, Cláudio Feldman demonstra vigor e criatividade literária incansável e constante construindo uma obra marcante e original desde os tempos em que militava na poesia marginal da década de 1970 quando já se destacava como um nome de peso entre os pioneiros da geração mimeógrafo.

.: Lenine: novo álbum marca um manifesto de liberdade


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: dibulgação

Com a urgência de quem transforma criação em gesto de liberdade, Lenine volta à cena com o álbum “Eita”, reafirmando sua autonomia artística e o vínculo visceral com o Nordeste. Após dez anos sem lançar um disco de estúdio, o artista retorna com uma obra que exalta a força criadora de suas origens e consolida sua posição de referência na música brasileira.

Disponível nas plataformas de streaming, o projeto vem acompanhado de um audiovisual em média-metragem, no YouTube, que amplia o universo sensorial das canções e reafirma a habilidade de Lenine de transformar som em imagem – desta vez, assumindo também o papel de intérprete visual da própria obra.

O disco é também uma celebração com seus parceiros e com seu coletivo sonoro. São 11 faixas inéditas que cruzam o contemporâneo e a tradição, com arranjos de artistas como Carlos Malta, Henrique Albino e Martin Fondse, sob direção artística do próprio Lenine e produção musical de Bruno Giorgi.

“Eita”, expressão popular que pode ser espanto, encanto ou celebração, dá nome a uma obra em que tudo parte da primeira pessoa. É o disco mais pessoal de Lenine; um trabalho de domínio total sobre criação, gravação, som e imagem. “Empoderei-me de todos os meios, todos os caminhos, todas as etapas”, pontua o artista, que assina cada camada do processo, em uma afirmação de independência e liberdade criativa.

O álbum é também uma grande homenagem ao Nordeste, território de origem e imaginação de Lenine, que ressoa em cada batida, palavra e silêncio. Não à toa, é dedicado a Dominguinhos, Hermeto Pascoal, Letieres Leite e Naná Vasconcelos. O disco reúne jovens compositores, como Carlos Posada e Gabriel Ventura; além de nomes  consagrados (Arnaldo Antunes, Dudu Falcão, João Cavalcanti, Lula Queiroga e Siba), e homenageia o Terreiro Xambá com a força ancestral da família Bongar, que traz seus toques, loas e danças.

As participações de Maria Bethânia (“Foto de Família”, de Lenine e João Cavalcanti), Maria Gadú (“O Rumo do Fogo”, de Lenine e Lula Queiroga), Siba (“Malassombro”, de Lenine e Siba) e Gabriel Ventura (“Beira”, de Lenine e Gabriel Ventura) completam o encontro. Mais do que um disco, “Eita” é uma tomada de domínio, um gesto de liberdade e uma celebração da criação como forma de existir. Uma obra que transcende fronteiras e espelha as complexidades, afetos e possibilidades do Brasil contemporâneo. Um projeto que anuncia, com poesia e verdade, que um dos maiores criadores da música brasileira traz boas novas.


"Eita!"

"Meu Xamego"

"Confia em Mim"

.: 30 anos depois, o caso ET de Varginha volta ao centro do debate nacional


Com coprodução da Globo e da EPTV, o documentário valoriza a memória, resgata arquivos inéditos e reforça protagonismo da emissora na cobertura do caso

Trinta anos depois de um dos episódios mais misteriosos do Brasil, a EPTV reconstrói, com profundidade e rigor jornalístico, os acontecimentos que transformaram a cidade de Varginha após a suposta aparição de um ser extraterrestre na cidade. A série “O Mistério de Varginha”, produzida pela Globo e com coprodução da EPTV, apresenta ao público um mergulho na história que mobilizou o país e segue despertando curiosidade em diferentes gerações. 

Em 20 de janeiro de 1996, três jovens disseram ter visto uma criatura estranha em um terreno baldio de Varginha: um ser com pele marrom, grandes olhos vermelhos e cabeça grande em forma de coração com três protuberâncias. Outras testemunhas teriam observado objetos e movimentações estranhas no céu da região nos dias anteriores.

A EPTV foi a primeira emissora a registrar o caso, dando início a uma cobertura que rapidamente ganharia dimensão nacional com grande destaque no Fantástico, da Globo. Três décadas depois, a equipe retorna às ruas, revisita arquivos e personagens que vivenciaram o fenômeno, agora com novos recursos, novas fontes e acesso amplo a registros que nunca haviam sido exibidos, além de entrevistas reveladoras sobre a narrativa construída pelos ufólogos à época.

Entre outubro e dezembro de 2025, a equipe percorreu cidades de Minas Gerais, São Paulo e Brasília para compreender em profundidade a cadeia de eventos que cercou o suposto avistamento e as repercussões do caso. Mais do que recontar a história, a série propõe uma reflexão sobre como o episódio moldou a identidade local, influenciou gerações de moradores e permaneceu vivo no imaginário nacional. 

Kátia Andrade, Liliane Silva e Valquíria da Silva são as principais testemunhas do caso que parou o Brasil e ganhou o mundo. Um dos focos centrais do trabalho foi revisitar os bastidores da cobertura original feita pela própria EPTV, hoje parte de um acervo histórico que integra o documentário. O resgate dessas imagens, aliado a novos depoimentos e a encontros com personagens que nunca haviam falado publicamente, amplia a compreensão sobre como o caso foi vivido pela cidade e pelos profissionais que testemunharam a repercussão diária do fenômeno. 

Com direção de Ricardo Calil, da Globo, e Paulo Gonçalves, da EPTV, o documentário conta ainda com assinatura de diversos profissionais das duas empresas sendo que toda a produção, captação de imagens e entrevistas foram feitas pela EPTV. A série, composta por três episódios, também celebra a relação da emissora com seu público regional. Varginha, cidade que se tornou sinônimo do caso em todo o mundo, é também sede da EPTV Sul de Minas. Como parte das ações promocionais, a cidade receberá no uma pré-estreia exclusiva, reforçando o vínculo entre a EPTV e a comunidade. 

A exibição pública e gratuita do primeiro episódio de “O Mistério de Varginha” será no dia 4 de janeiro a partir das 17h00 no Memorial do ET, museu erguido em 2022 justamente para relembrar o caso e cenário para algumas das entrevistas. A série completa vai ao ar na Globo nos dias 6, 7 e 8 de janeiro, após “O Auto da Compadecida”, na segunda linha de shows do horário nobre, e estará disponível também no Globoplay.

.: Projeto aposta na literatura para ampliar repertórios e criar vínculos


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com
Imagem: divulgação

A atividade “Viagens e Livros: as Palavras que Trouxemos na Mala” convida crianças, jovens e adultos a embarcarem em uma experiência de mediação literária que atravessa fronteiras geográficas, culturais e imaginárias. A vivência acontece no sábado, 3 de janeiro, das 15h00 às 17h00, na Biblioteca do Sesc Santos, com entrada gratuita e classificação livre.

Conduzida pelos mediadores-atores Maycon Benedito e Juliana Espírito Santo, a proposta se constrói como uma viagem simbólica pelo mundo a partir da literatura para as infâncias. De volta de suas andanças, os mediadores chegam com a mala repleta de livros e histórias, reunindo narrativas de autores de diferentes regiões e contextos culturais. Cada obra escolhida amplia o repertório estético e temático do público, revelando múltiplas formas de ver, sentir e narrar o mundo.

A mediação combina leitura compartilhada, escuta sensível e presença cênica, criando um ambiente acolhedor e participativo. Ao longo do encontro, a diversidade cultural se manifesta tanto nas histórias quanto nas formas de contar, estimulando a imaginação, o diálogo e a construção coletiva de sentidos. A atividade reforça a leitura como uma prática social e comunitária, capaz de aproximar pessoas, gerar pertencimento e fortalecer vínculos afetivos por meio da palavra.

A iniciativa propõe um encontro com a literatura como território de descoberta, afeto e troca. A experiência valoriza a escuta, o respeito às diferenças e a potência das narrativas na formação de leitores críticos e sensíveis desde a infância.


Sobre os mediadores

Maycon Benedito é ator, mediador e produtor cultural, formado em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atua em projetos de mediação de leitura e ações culturais voltadas à formação de público, articulando teatro, literatura e educação.

Juliana Espírito Santo é atriz, performer, palhaça, diretora, pesquisadora e arte-educadora. Mestre em Artes da Cena pela Unicamp, bacharel em Artes Cênicas pela UEL e graduada em Artes Visuais pelo Claretiano, desenvolve projetos que cruzam arte e educação em instituições culturais e iniciativas socioculturais, com especial atenção às tradições, festas populares e práticas formativas.


Serviço
Atividade "Viagens e Livros: as Palavras que Trouxemos na Mala"
Data: sábado, dia 3 de janeiro
Horário: das 15h00 às 17h00
Local: Biblioteca do Sesc Santos
Entrada: gratuita
Classificação: livre para todas as idades

Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

.: Novo livro de "Stranger Things", escrito por roteirista da série, chega ao Brasil


Spin-off
de uma das produções de maior destaque da Netflix, o livro "Stranger Things: de Um Jeito ou de Outro" será publicado no Brasil pela Intrínseca em janeiro de 2026. Escrita por Caitlin Schneiderhan, roteirista que assinou um dos episódios da épica última temporada da produção, a obra apresenta uma investigação sinistra protagonizada por duas das personagens mais queridas pelos fãs da série: Nancy Wheeler e Robin Buckley. A tradução é de Sofia Soter.

Dois meses após o devastador terremoto de Vecna, a cidade de Hawkins tenta se reerguer da destruição. Em uma caçada implacável, Nancy Wheeler busca respostas e vingança, mas suas tentativas de capturar o vilão têm se mostrado mal-sucedidas. Prestes a se formar no ensino médio, ela não vê como poderia deixar tudo para trás e ir para a faculdade, já que Hawkins continua sob a influência do Mundo Invertido. 

Quando percebe que vários moradores estão agindo de forma estranha, Nancy tem certeza de que o vilão está fazendo novas vítimas, então a jovem recruta a amiga Robin para ajudá-la a descobrir o que está deixando as pessoas doentes. Mas, em meio a uma série de perseguições, mortes e ameaças, as duas vão entender que, em Hawkins, as coisas dificilmente são o que parecem ser. Compre o livro "Stranger Things: de Um Jeito ou de Outro" de Caitlin Schneiderhan, neste link,


Sobre a autora
Caitlin Schneiderhan é escritora, roteirista e trabalha na aclamada série da Netflix Stranger Things. Leitora do autor Terry Pratchett desde os treze anos, se apaixonou por histórias. Nasceu em Silver Springs, em Maryland, e atualmente mora em Los Angeles. Caitlin ainda tem os livros que leu na adolescência em sua estante. Foto: Capturely, Inc. Compre o livro "Stranger Things: de Um Jeito ou de Outro" de Caitlin Schneiderhan, neste link,

.: Teatro: “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” mistura mulheridades e resistência


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com
Foto: divulgação

Depois de circular por estados como Distrito Federal, Minas Gerais e Espírito Santo, o espetáculo “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” chega a São Paulo para três apresentações inéditas, abrindo a temporada teatral de 2026 na capital paulista. A montagem ocupa a Sala Dina Sfat do Teatro Ruth Escobar entre os dias 9 e 11 de janeiro, em curta temporada que promete uma experiência cênica sensorial, intimista e profundamente atravessada por reflexões sobre o feminino contemporâneo.

Encenado pela primeira vez em 2022, o espetáculo ganha agora uma versão revisitada, reafirmando sua força estética e discursiva. Com texto, direção e atuação de Cláudia Andrade, a obra se constrói a partir de uma dramaturgia contemporânea de caráter híbrido, que mescla artes cênicas, artes visuais e recursos audiovisuais, criando uma intermidialidade orgânica em cena. As linguagens se sobrepõem e dialogam de forma quase indissociável, ampliando o campo sensível da narrativa e convidando o público a uma escuta atenta e afetiva.

A trama se inicia a partir do encontro improvável de duas mulheres de meia-idade, Silvia e Gimena, em uma parada de ônibus isolada, em algum ponto indefinido do interior do Brasil. Vindas de contextos socioeconômico-culturais distintos, elas se encontram suspensas no tempo e no espaço, envoltas em perguntas que movem a dramaturgia: quem são essas mulheres, de onde vêm, para onde vão e quais desafios enfrentam? O mistério se revela ao longo de uma viagem simbólica e conturbada, marcada por memórias, textos poéticos, canções e imagens que buscam tocar o coração do espectador.

Pontuando essa travessia, surge Gaivota, figura excêntrica, etérea e atemporal, que atua como mensageira entre céu e terra. Sua presença amplia o caráter alegórico da obra e ajuda a tensionar temas como os jogos de poder, a finitude, os estigmas sociais e as múltiplas formas de opressão que atravessam o universo feminino. Em vez de respostas fechadas, “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” aposta na ambiguidade e na abertura interpretativa, permitindo que cada espectadora e espectador decifre as personagens a partir de suas próprias vivências.

“É um convite à libertação e à redenção, a partir do reconhecimento do outro em si mesmo, em meio a uma sociedade edificada na desigualdade”, define Cláudia Andrade. O espetáculo também marca um momento especial em sua trajetória artística: trata-se de seu primeiro texto dramatúrgico, construído a partir de colagens de excertos literários e musicais. Autores como Guimarães Rosa, Anaïs Nin, Emily Dickinson e Fernando Pessoa integram essa tessitura poética, conferindo delicadeza e densidade à narrativa.

A origem do projeto remonta a 2017, quando Cláudia participou da oficina Caminhos, fomentada pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF). Inspirado nos versos da canção Caminhos, de Raul Seixas e Paulo Coelho, o texto chamou a atenção do dramaturgo Maurício Arruda, que incentivou a autora a levar a obra do papel ao palco. A estreia aconteceu em abril de 2022, no Teatro Galpão do Espaço Cultural Renato Russo, em Brasília, consolidando o espetáculo como uma experiência cênico-visual potente e sensível.

Em 2024, “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” foi novamente contemplado pelo FAC-DF, desta vez para integrar o projeto “Resistência nos Trilhos - Remontagem & Circulação”, que viabilizou sua circulação nacional em 2025 e 2026. Além das apresentações, o projeto inclui ações de acessibilidade, com sessões com intérprete de Libras e audiodescrição, e atividades formativas, como rodas de conversa com o público após os espetáculos.


Ficha técnica
Espetáculo “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” 
Dramaturgia e Direção: Cláudia Andrade
Elenco em cena: Cláudia Andrade (Gimena), Eloisa Cunha (Silvia) e Genice Barego (Gaivota)
Elenco videoarte: Áurea Liz (Andarilha), Carlos Góes(Taxista), Demetrius Christophidys (Alonso), Guilherme Angelim (Hernane) e Wol Nunes (Médica)
Assistência à Direção: João Antônio e Violeta Andrade
Videoarte e Videomapping: Aníbal Alexandre e Alisson Lemes
Designer de Luz: Lemar Rezende
Composição e Produção Musical: Mateus Ferrari
Captação de Imagens Videoarte: Lipe Duque
Cenário e Figurino: Cláudia Andrade e Maria Carmen
Valiosas Contribuições Artísticas: Fernando Villar, Humberto Pedrancini e Maurício Arruda
Produção: Aquela Empresa
Produção São Paulo: Gisele Tressi (Linha3)
Assessoria de Imprensa São Paulo: Adriana Monteiro (Oficio das Letras)
Redes Sociais: William Silva
Designer: Alyssa Volpini
Fotos e videos: Andie Freitas, Gabriel Ikeda, James Click, Luiza Palhares, Moisés
Mualém, Humberto Araújo e N4 Produções
Técnicos Montagem SP: Guilherme Boranga e PH
Apoios Culturais: Polly Color Studio, CESAS, Gisno e CDT-UnB


Serviço
Espetáculo “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” 
São Paulo: Teatro Ruth Escobar - Sala Dina Sfat - de 09 a 11 de janeiro de 2026
• Sexta-feira, dia 9 de janeiro, às 20h30. Sábado, dia 10 de janeiro, às 20h00 - com acessibilidade em Libras. Domingo, dia 11 de janeiro, às 19h00 - com audiodescrição. Classificação: 16 anos. Duração: 80 minutos. Ingressos: R$ 20,00 a inteira e R$ 10,00 a meia - venda pela plataforma digital: teatroruthescobar.com.br
Parceria: Vivo Valoriza
Redes Sociais (Instagram e Facebook): @trilhasespetaculo
Capacidade: 366 pessoas
Rua dos Ingleses, 209 - Morro dos Ingleses/São Paulo
Inauguração: 1963
Telefone: (11) 3289-2358
@teatroruthescobar.oficial

.: Espetáculo "Correnteza" expõe força de laços humanos em meio à devastação


Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.comFoto: divulgação

Em “Correnteza”, espetáculo teatral em temporada de estreia no Sesc Bom Retiro, a luta pela sobrevivência ganha contornos humanos, poéticos e profundamente atuais. A peça, dirigida por Cristiane Paoli Quito, estreia no dia 11 de janeiro e segue em cartaz até 1º de março, com apresentações aos domingos, às 12h00 - com exceção no domingo de Carnaval, em 15 de fevereiro -, além de uma sessão extra na sexta-feira, 20 de fevereiro, às 10h00.

Ambientada em meio a uma enchente devastadora, a dramaturgia acompanha três sobreviventes que encontram refúgio no único ponto ainda acima da água: a copa de uma árvore. Ali, suspensos entre a vida e a morte, um avô, sua neta e uma mulher desconhecida compartilham um espaço mínimo enquanto a correnteza continua a subir. Isolados do mundo e do socorro imediato, eles são obrigados a dividir não apenas o abrigo improvisado, mas também memórias, angústias, silêncios e pequenas alegrias que insistem em sobreviver mesmo diante do caos.

Ao longo da narrativa, “Correnteza” constrói um delicado equilíbrio entre tensão e humanidade. O medo constante da morte se contrapõe à esperança do resgate, enquanto os personagens refletem sobre o instante presente, a fragilidade da existência e a força dos vínculos humanos quando tudo ao redor ameaça desaparecer. Entre diálogos contidos e gestos carregados de significado, a peça revela como, mesmo em situações extremas, o afeto e a escuta podem se tornar formas de resistência.

Idealizado e produzido por Paulo Williams e Iris Yazbek, o espetáculo conta com Aline Moreno, Iris Yazbek e Rodrigo Veloso no elenco. A montagem é inspirada em uma história real ocorrida durante as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em 2024, quando um menino viu sua casa ser levada pela força implacável das águas e passou três dias e três noites ilhado em uma árvore ao lado do avô, lutando pela sobrevivência até o resgate. A experiência extrema serve de base para uma reflexão cênica que dialoga diretamente com a realidade recente do país e com as consequências humanas das tragédias ambientais.


Serviço
Espetáculo "Correnteza"

Direção: Cristiane Paoli Quito
De 11 de janeiro a 1° de março, exceto dia 15 de fevereiro
Domingos, às 12h00. Sessão extra: dia 20 de fevereiro, sexta-feira, às 10h00.
Teatro do Sesc Bom Retiro (297 lugares). Livre. Valores: R$ 12,00 (Credencial Plena), R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 40 (inteira). Crianças até doze anos: grátis.
Sessões com Acessibilidade: 22 de fevereiro - Libras.
Venda de ingressos disponíveis pelo APP Credencial Sesc SP, no site sescsp.org.br/bomretiro, ou nas bilheterias.

Estacionamento do Sesc Bom Retiro - Vagas limitadas
O estacionamento do Sesc oferece espaço para pessoas com necessidades especiais e bicicletário. A capacidade do estacionamento é limitada. Os valores são cobrados igualmente para carros e motos. Entrada: Alameda Cleveland, 529. Valores: R$ 8,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional (Credencial Plena). R$ 17,00 a primeira hora e R$ 4,00 por hora adicional (Outros). Horários: terça a sexta: 9h às 20h. Sábado: 10h00 às 20h00. Domingo: 10h00 às 18h00.

Sesc Bom Retiro
Alameda Nothmann, 185 - Campos Elíseos/São Paulo
Telefone: (11) 3332-3600

.: TV Globo exibe série documental "O Mistério de Varginha"


Documentário sobre o principal caso ufológico do país, que completa 30 anos em 2026, é constituído por arquivos e depoimentos inéditos. Na imagem, Kátia Andrade, Liliane Silva e Valquíria da Silva, as “três meninas do ET”, que afirmam ter visto, em 20 de janeiro de 1996, uma criatura estranha em um terreno baldio - episódio que mudaria para sempre suas trajetórias e a história de Varginha.Foto: Globo/divulgação

Entre os dias 6 e 8 de janeiro, a TV Globo exibe a série documental inédita "O Mistério de Varginha", que revisita o caso que transformou a pacata cidade de Minas Gerais no epicentro do mais famoso episódio de ufologia do país, conhecido como o “ET de Varginha”. Coproduzido pelos Estúdios Globo e pela EPTV - afiliada da Globo na região -, a obra apresenta, em três episódios, depoimentos e materiais exclusivos que reacendem a relevância histórica, sociocultural e investigativa deste fenômeno que em 2026 completa 30 anos.

Mais do que recontar um mistério, o documentário mergulha na história de pessoas comuns que viram suas rotinas virarem manchete, e de uma cidade que ficou conhecida no mundo todo como a “terra do ET”. Entre essas pessoas, estão Kátia Andrade, Liliane Silva e Valquíria da Silva, as “três meninas do ET”, que afirmam ter visto, em 20 de janeiro de 1996, uma criatura estranha em um terreno baldio - episódio que mudaria para sempre suas trajetórias e a história de Varginha. No documentário, elas relembram o caso e mostram como estão hoje.

Outro personagem fundamental é Ubirajara Rodrigues, o primeiro ufólogo a investigar o caso — e que, anos depois, chocou a comunidade ao declarar que a criatura nunca existiu. Em contraponto, Vitorio Pacaccini, segundo investigador, mantém até hoje sua convicção sobre a existência e uma suposta captura extraterrestre.

 

A produção revela ainda depoimentos inéditos de militares, além de documentos e áudios nunca exibidos. Também foram coletados novos relatos de moradores mostrando que, para muitos, o mistério continua “escondido nos céus de Varginha”.

 

Coproduzida entre os Estúdios Globo e a EPTV, a série documental ‘O Mistério de Varginha’ vai ao ar na TV Globo após ‘O Auto da Compadecida 2’. A obra tem direção de Ricardo Calil e Paulo Gonçalves. A produção executiva é de Fernanda Neves e a direção artística é de Monica Almeida.

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