Ficha técnica
Espetáculo "O Figurante"
Serviço:
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Nesta quarta-feira, dia 15 de abril, às 20h00, o Sesc 24 de Maio apresenta mais uma edição do projeto "Ler à Luz da Lua". Desta vez, as artistas Aretha Sadick e Verónica Valenttino apresentam a leitura de trechos de "As Malditas", romance de estreia da escritora argentina Camila Sosa Villada. A atividade acontece na área da piscina, localizada no 13º andar da unidade, com vista para o centro da cidade.
O livro, anteriormente publicado no Brasil como "O Parque das Irmãs Magníficas", narra a trajetória de uma jovem travesti em busca de pertencimento, da infância no interior à convivência com trabalhadoras sexuais em Córdoba. Entre violência, afeto e imaginação, revela uma comunidade que reivindica seu direito à felicidade.
Uma característica singular da programação é a possibilidade de o público acompanhar a leitura de dentro da piscina, em boias. Para o acesso à água, as vagas são limitadas e as pessoas interessados devem trajar roupa de banho e possuir exame dermatológico válido. O Sesc disponibilizará a realização do exame gratuito no local, a partir das 18h00, com validade exclusiva para a atividade. Para quem optar pela área seca (cadeiras e almofadas ao redor do deck), a retirada de ingressos ocorre a partir das 19h00.
Sobre o projeto
O "Ler à Luz da Lua" promove leituras públicas mensais de obras literárias conduzidas por artistas de diversas linguagens. O projeto busca explorar a oralidade e a presença cênica no ambiente da piscina. Desde o início do ano, a programação já recebeu nomes como Letrux, Lilia Guerra, Ana Flavia Cavalcanti, Iara Rennó e Thalma de Freitas.
Sobre as artistas
Aretha Sadick é atriz e intérprete musical, nasceu em Duque de Caxias e participou de alguns projetos ao longo de sua carreira, como "Reencarne" (Rede Globo) e "Cidade de Deus" (MAX), em peças de teatro, como "Ópera Tupi" (2019) e em curtas, como "Se Eu Tô Aqui É Por Mistério" (2023).
Verónica Valenttino é atriz e cantora cearense, atualmente vocalista da banda Verónica Decide Morrer. Graduada em Artes Cênicas, já trabalhou no teatro, com destaque para Brenda Lee e o Palácio das Princesas, espetáculo vencedor do APCA de Melhor Espetáculo Musical (2022).
Serviço
Aretha Sadick e Verónica Valenttino leem "As Malditas", de Camila Sosa Villada
Data: 15 de abril de/2026, quarta-feira, às 20h00
Local: Sesc 24 de Maio, Rua 24 de Maio, 109, São Paulo – 350 metros da estação República do metrô
Classificação: 14 anos
Grátis
Informações importantes de acesso
Como a atividade ocupa a área da piscina, existem duas formas de assistir:
Dentro da Piscina: Obrigatório traje de banho e realização de exame dermatológico (feito no local). Retirada de ingressos e avaliação médica a partir das 18h, no dia do evento. Não precisa de credencial plena.
No Entorno (Deck): Cadeiras e almofadas disponíveis por ordem de chegada. Retirada de ingressos a partir das 19h00.
Duração: 60 minutos
Serviço de Van: Transporte gratuito até as estações de metrô República e Anhangabaú. Saídas da portaria a cada 30 minutos, de terça a sábado, das 20h às 23h, e aos domingos e feriados, das 18h às 21h.
Sesc 24 de Maio
Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo
350 metros do metrô República
Fone: (11) 3350-6300
Quando a gente termina de ler "A Parteira Pariu a Repórter", da jornalista Ana Maria Cavalcanti, fica a certeza de que a autora teve uma experiência profissional, no Brasil e na Inglaterra, das mais ricas e fascinantes. O livro, publicado pela Editora Labrador, tem a ousadia como característica fundamental para profissionais da reportagem. Desde o início, essa brasileira, com cidadania britânica, entendeu muito bem isso. Corajosa, ousou em cada trabalho que fez. E a recompensa veio na forma de reconhecimento: ganhou dois prêmios Vladimir Herzog, outros dois prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) pelos documentários "Cinco Anos de Aids", que também recebeu menção honrosa no festival de Cinema e Vídeo de Cuba, e "Avenida Ipiranga".
O grande mestre no jornalismo dela, Vladimir Herzog, com quem trabalhou na TV Cultura, acabou entrando para a História como um mártir da ditadura militar. Vlado era chefe de redação do Hora da Notícia, o telejornal diário da emissora. Um dia recebeu intimação para depor. Entrou no quartel e de lá saiu sem vida. Foi assassinado durante o interrogatório. No livro, Ana Maria conta detalhes de sua amizade com Vlado. E de como conheceu o jornalista Ingo Ostrovsky, colega de trabalho na Cultura, pai de seu filho, Fernando. Ficaram tão amigos que Herzog foi padrinho de casamento dos dois. Compre o livro "A Parteira Pariu a Repórter", de Ana Maria Cavalcanti, neste link.
Morte da Princesa Diana
Novamente, Ana Maria decidiu largar tudo em São Paulo, e foi viver em Londres em 1994. Já havia morado lá. Assim que chegou, começou a trabalhar para a BBC. Só saiu da emissora dez anos depois, para retornar ao Brasil. No começo, atuou como “freelancer.” Tempos depois, foi contratada como Editora de Cultura. Entre os muitos eventos importantes que cobriu na Inglaterra, está a morte trágica da Princesa Diana, num túnel em Paris, juntamente com o namorado Dodi Al Fayed, em agosto de 1997.
Durante uma semana, a Inglaterra parou. O desaparecimento repentino da linda princesa, aos 36 anos, desencadeou uma onda de profunda tristeza no país. Homens, velhos, mulheres e crianças manifestavam abertamente seus sentimentos pelas ruas. Toneladas de buquês de flores mudaram a paisagem na frente do Palácio de Kensington, onde Diana morava. Os canais de TV passaram a ostentar uma faixa em sinal de luto. Era o único assunto no país, em transe, naqueles dias. A autora cobriu tudo. Por isso, faz no livro um relato tão completo dessa tragédia.
Como Geraldo Vandré escapuliu
Muito antes de se lançar no jornalismo, Ana Maria, naquele tempo, uma das pouquíssimas mulheres a frequentar as aulas do curso de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, se envolveu com um homem famoso, que também faz parte da nossa História e teve enorme impacto na vida dela (são amigos até hoje).
Geraldo Vandré fez uma palestra na FGV e se insinuou para aquela jovem estudante de cabelos compridos - que caiu no laço. Namoraram até Vandré sair do Brasil, por medo de ser preso. Logo depois do AI 5. Ana e seu pai levaram o artista de carro até Alegrete, pertinho da fronteira com Uruguai. Vandré ganhou o mundo e só voltou quatro anos depois.
Embora a década passada em Londres - 1994/2004 - tenha sido muito rica, foi também um período marcado por problemas, que afetaram profundamente sua vida. “Descobri que estava ficando surda - um mal de família. Hoje, sem aparelho, não ouço absolutamente nada. O que consigo ouvir é graças aos avanços da tecnologia (implante coclear)”, escreve Ana Maria, contando ainda outro momento bastante difícil durante o tempo em que morou na fascinante capital britânica: “Precisei fazer uma operação, por causa de um incômodo em meu olho esquerdo. Deu errado, porque atingiram um nervo: meu rosto paralisou, fiquei com a boca torta e um olho que não piscava. Com o tempo e o auxílio de exercícios e cirurgias, meu rosto melhorou”.
Dizem que conselho amoroso é furada… Mas e se viesse com “método científico” e um pouquinho de caos? Um dos títulos mais populares da comédia romântica no teatro brasileiro, “Qualquer Gato Vira-Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa!” nova montagem com texto de Juca de Oliveira, direção de Alexandre Reinecke e elenco formado por Paulo Vilhena, Duda Reis e Vittor Fernando, segue até dia 31 de maio, no Teatro das Artes, em São Paulo. A peça segue em curta temporada com apresentações às sextas e sábados, às 20h00, e domingos, às 18h00. Lançada originalmente nos palcos em 1998 e posteriormente adaptada para o cinema, a obra conquistou milhares de espectadores ao longo dos anos, tornando a história sinônimo de entretenimento leve, divertido e irresistivelmente popular.
Em cena, Tati (Duda Reis) vê sua vida sentimental virar de cabeça para baixo quando é abandonada pelo namorado Marcelo (Vittor Fernando) e acaba se envolvendo com Conrado (Paulo Vilhena), um professor que tenta explicar o amor por meio de teorias científicas inspiradas no comportamento animal. Entre aulas absurdas, reencontros inesperados e muitas confusões, forma-se um triângulo amoroso cheio de humor e identificação. Uma comédia romântica leve, divertida e irresistível sobre as surpresas e a falta de lógica das relações modernas.
Diretor com longa trajetória na comédia, Alexandre Reinecke assina uma encenação que abraça o teatro em sua forma mais “assumida”: a cena se constrói a partir de marcações precisas, ritmo, jogo corporal e soluções cênicas que fogem do naturalismo, uma escolha que potencializa a engrenagem cômica do texto de Juca de Oliveira, sem abrir mão da camada afetiva que atravessa a história. “Estou imprimindo o meu jeito de fazer comédia: é uma proposta muito teatral, com marcações inspiradas nos grandes palhaços, do circo, do cinema e do teatro. A ideia é revisitar essas referências para dar uma cara nova à montagem, com liberdade para o exagero quando ele é necessário, mas mantendo a inteligência do texto e as emoções que ele carrega”, afirma Reinecke.
Para o diretor, voltar a um título consagrado também é uma maneira de reafirmar a força do gênero, além de testar a disciplina do riso ao vivo. “Sou um entusiasta da comédia: acho que boas comédias precisam ser sempre revisitadas. Elas atravessam o tempo porque continuam dizendo algo sobre a gente. E, em comédia, o entrosamento é tudo. Desde o começo o elenco se mostrou muito disponível para essa proposta, comprou a ideia e se jogou. Quando existe essa sintonia, a peça ganha precisão, o timing aparece e o público sente”, completa.
A temporada marca ainda o retorno de Paulo Vilhena ao palco após seis anos afastado do teatro, reencontrando o gênero da comédia romântica em uma montagem que aposta no timing preciso e no jogo cênico dos atores em cena.
Ficha técnica
Espetáculo "Qualquer Gato Vira-Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa!"
Texto: Juca De Oliveira
Direção: Alexandre Reinecke
Elenco: Paulo Vilhena, Duda Reis e Vittor Fernando
Cenário: Alexandre Reinecke
Iluminação: Alex Saldanha
Figurino: Marcos Valadão
Fotografia: Jofí Herrera
Diretora de produção: Miçairi Guimarães
Produção executiva: Amanda Santana
Produção: Magic Arts
Assessoria de imprensa: Prisma Colab
Serviço
Espetáculo "Qualquer Gato Vira-Lata Tem Uma Vida Sexual Mais Sadia que a Nossa!"
Estreia: 6 de março de 2026
Até dia 31 de maio de 2026
Horário: sábado às 18h00; e domingo, às 19h00
Local: Teatro das Artes
Endereço: Av. Rebouças, 3970 - Store 409 - Pinheiros, São Paulo/SP
Abertura dos portões: 45 minutos antes do evento
Faixa etária: 14 anos
Duração: 70 minutos
Ingressos: R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (meia) no balcão; R$ 140,00 (inteira) e R$ 70,00 (meia-entrada) na plateia lateral; e R$ 160,00 (inteira) e R$ 80,00 (meia) na plateia central
Antecipados: https://www.eventim.com.br/artist/teatro-das-artes/qualquer-gato-vira-lata-tem-uma-vida-sexual-mais-sadia-que-a-nossa-4081566
O teatro de Miguel Falabella sempre teve a habilidade de fazer do cotidiano um campo de batalha emocional em que rir e doer acontecem ao mesmo tempo. No livro "'A Partilha' e Outras Peças Teatrais: 'O Som e a Sílaba'. 'A Sabedoria dos Pais'. 'Os Olhos de Nara Leão'", lançado recentemente pela Matrix Editora, essa vocação se confirma com maturidade e precisão. A coletânea reúne quatro textos escritos entre 1990 e 2025 e funciona como um mapa afetivo de um autor que aprendeu a escutar.
O livro reafirma a força do teatro como espaço para a elaboração de confrontos. Ler as peças de Falabella, qualquer uma delas, é também perceber como certos conflitos permanecem intactos, como se todos estivessem sempre ensaiando dores parecidas em novas situações. Ainda mais em tempos de discursos prontos, peças que insistem na ambiguidade e na humanidade dos personagens são ouro. Qualquer leitor que esteja aberto a pensar pode sair dessa obra com a sensação de ter participado de algo íntimo demais para ser ignorado.
A obra começa com "A Partilha", peça que já passou por gerações e permanece atual. Nela, o reencontro de quatro irmãs após a morte da mãe, mediado pela divisão de bens, transforma-se em algo mais incômodo: a partilha das mágoas, das ausências e das versões nunca ditas das histórias de cada uma delas. Falabella constrói o conflito com humor afiado e usa o riso como instrumento de revelações cruéis.
Se "A Partilha" escancara o núcleo familiar, "O Som e a Sílaba" desloca o olhar para as diferenças ao focar na relação de amizade entre uma jovem cantora autista e a professora de canto dela. O texto evita o didatismo e aposta no território delicado da escuta. O resultado é uma peça moderna e sensível que tem o cuidado evidente de não reduzir a personagem à sua condição, mas de expandi-la como sujeito.
Em "A Sabedoria dos Pais", o autor abandona qualquer ilusão conciliadora quando aborda o fim de um casamento de 35 anos. Os conflitos surgem a partir de um acúmulo de situações mal resolvidas, em que o desgaste aparece nos pequenos detalhes. A peça se sustenta nesse incômodo prolongado de constatar que o amor, quando não cuidado, pode se transformar em rotina ressentida.
"Os Olhos de Nara Leão", misto de monólogo e biografia, evoca a figura de Nara Leão. A reflexão sobre identidade, escolhas e autonomia ganha contornos íntimos, como se o palco fosse um espaço para a confissão. O que une as quatro peças é a habilidade de transformar situações reconhecíveis em experiências densas sem perder a leveza. Falabella escreve diálogos que soam naturais e têm ritmo, ironia e uma compreensão profunda de que o teatro é feito para causar reflexões profundas sobre a vida. Compre o livro "'A Partilha' e Outras Peças Teatrais: 'O Som e a Sílaba'. 'A Sabedoria dos Pais'. 'Os Olhos de Nara Leão'", de Miguel Falabella, neste link.
Fundador da banda Yahoo, baterista, produtor musical e jornalista, além de colecionador de discos, Marcelo Ferreira, conhecido como Marcelão, decidiu criar um canal de comunicação nas redes sociais para compartilhar suas experiências e conhecimentos na área musical. E a iniciativa vem recebendo uma boa resposta junto ao público, que sugere até temas para os próximos vídeos.
“Eu percebi que podia contribuir de alguma forma para disseminar esse conhecimento acumulado de 40 anos atuando na música, produção musical e da minha coleção de discos. Como sou jornalista. achei importante ajudar a divulgar a informação correta e mostrar para outras gerações o que há de bom na música. Para mim, existem dois tipos de música: a boa e a ruim”, disse Marcelão.
Entre os vídeos está a série um ano em cinco discos, na qual ele busca listar cinco álbuns mais significativos de acordo com seu gosto musical. “Funciona como um amostra da produção daquele ano. É claro que há muito mais discos do que cinco, mas a intenção é mostrar aquilo que mais me tocou como ouvinte e colecionador”, explicou
Outro projeto ligado ao canal é o "Conexão Rio-Berlim", no qual ele grava entrevistas com Ricardo Henrique, um amigo de longa data que atualmente reside na Alemanha. “Conversamos sobre os mais variados assuntos, sempre buscando trazer a visão dele sobre como é a vida na Alemanha”. Sobre a banda Yahoo, Marcelão disse que deixou de tocar bateria nos shows para se dedicar a direção musical e produção musical. “Após 40 anos tocando ao vivo, minha mão esquerda passou a doer mais intensamente. Na direção pude contribuir de uma forma muito gratificante".
A formação atual conta com Zé Henrique (baixo e vocal). Rodrigo Novaes (guitarra), Leo Mendes (teclados) e Diogo (bateria). E mantém a mesma pegada pop que consagrou a banda ainda nos anos 80, quando a banda emplacou hits radiofônicos. “ A banda está preparando o próximo disco 'O Agora é Real' para esse semestre. O primeiro single será lançado em breve”. Quem quiser conferir o trabalho do músico é só acessar o canal dele no YouTube: Marcelão Yahoo - Tudo de Som.
"1973 - Um Ano em Cinco Discos"
Yahoo - "Toque de Mágica"
Yahoo - "Mordida de Amor"