sábado, 9 de julho de 2016

.: Peça "#broncadequê?" propõe olhar renovado sobre o diferente

Peça - que termina temporada em São Paulo depois de passar pelo Rio, BH, Campinas e Brasília - traz como protagonista Pedro Baião, ator profissional portador de síndrome de down.  De Rogério Blat, direção de Ernesto Piccolo, tem no elenco ainda Karina Ramil ("Porta dos Fundos"), Lorena Comparato ("Pé na Cova"), Darlan Cunha (o "Laranjinha" do filme "Cidade dos Homens") e Theo Nogueira ("Malhação" e "Verdades Secretas").

Albert Einstein disse certa vez: “Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Inspirados pelo pensamento do gênio da Ciência, a comédia juvenil "#broncadequê?" é um projeto artístico de desintegração de preconceitos que vem para mostrar um outro olhar sobre os jovens com síndrome de Down. Depois de passar pelo Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campinas e Brasília, a peça faz curta temporada em São Paulo de 14 a 24 de julho de 2016, no Teatro Sergio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno, sempre de quinta a domingo, às 19 horas. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).

O espetáculo bem humorado coloca em cena um ator profissional, Pedro Baião, portador de síndrome de down, vivendo um personagem também nesta condição. Com essa escolha, a dupla Rogério Blat (texto) e Ernesto Piccolo (direção) propõe um diálogo a respeito dos preconceitos e da dificuldade do ser humano em se relacionar com o diferente. Filho de uma prima do diretor, o carioca Pedro Baião, 25 anos, ingressou no Tablado (conceituada escola de teatro idealizada por Maria Clara Machado, em 1951, no Rio) pelas mãos do diretor, há seis anos. Hoje tem DRT e trabalha como ator profissional.

O elenco conta, ainda, com Karina Ramil (integrante do canal humorístico "Porta dos Fundos"), Lorena Comparato (integrou elenco fixo do seriado "Pé na Cova", de Miguel Falabella e a série "E Aí, comeu?", na Multishow), Darlan Cunha (conhecido por seu trabalho no personagem "Laranjinha" na série "Cidade dos Homens") e Théo Nogueira (interpretou Rosival na segunda temporada da série "Desenrola Aí", do Multishow, e fez participações especiais na série "Malhação" e na novela "Babilônia".


Juntos no palco há quase um ano, quando a peça estreou no Rio, Karina, Lorena, Darlan e Theo falam do prazer da convivência com Pedro e não poupam elogios. "Foi o primeiro a decorar o texto, é um cara disponível e aplicado", lembra Karina. "É uma ator exigente consigo mesmo, tem comprometimento e responsabilidade", diz Darlan. Narrativa simples, linguagem direta e temática humana, a peça tem conquistado o público adulto também.Parceiros em várias montagens teatrais, a produtora Dadá Maia e o diretor Ernesto Piccolo acreditam que um dos pontos fortes está no fato do protagonismo ter sido dado para um ator com síndrome de down. "Essa questão acaba aumentando nossa faixa de espectadores. Trata-se de um espetáculo profissional, com um ator protagonista diferente", diz a produtora.

A proposta do espetáculo é tocar numa das questões mais importantes dos dias de hoje - tratar o diferente para além da tolerância. "Queremos mostrar o quanto pode ser enriquecedora essa experiência de vida e de mundo, que é o compartilhamento com o diferente", afirma Dadá. "Todos nós somos diferentes essencialmente. Faz parte da vida esse convívio", diz Ernesto, completando que "o diferente não é pior".

Como a história se passa em vários lugares, a montagem faz referência lúdica a um centro urbano. Com duração de 60 minutos, a montagem tem trilha sonora pop criada pelo DJ Rodrigo Pena (responsável pela festa "Bailinho"), e tem músicas como "O Trenzinho Caipira" (Villa Lobos, versão Egberto Gismonti), "Brothers" ("Hot Chip"), "Diamond on the Soles of Her Shoes" (Paul Simon), "Happy" (Pharrell Wiliams, remix de "Cousin Cole"), "Groove Holmes" ("Beastie Boys"), "My Offence" (Hercules & Love Affair) e "Fluorescent Adolescent" ("Artic Monkeys"). 


Sinopse do espetáculo
De família abastada da zona sul carioca, a estudante de psicologia Clara (Karina Ramil) é muito amiga de Nick (Lorena Comparato), apelido de Nicole. Filha de pais hippies, Nick é uma jovem super-responsável que toma conta de si própria e dos pais. Ambas são amigas de Lupi (Darlan Cunha), um cara meio desligado, um gênio incompreendido da informática, e de Jorge (Theo Nogueira), que largou a faculdade de Belas Artes para se formar em publicidade.

Os quatro amigos inseparáveis conhecem Guilherme (Pedro Baião) em uma passeata pela “Liberdade Down”, convocada pela internet por um anônimo de apelido “Célula 47”. A passeata é um “mico”. No dia e hora marcados ninguém aparece, ou melhor, aparecem apenas Clara, Nick, Lupi, Jorge e Guilherme.

Desse encontro nasce uma relação de amizade e companheirismo entre os cinco jovens. Da manifestação “Liberdade Down”, liderada por Guilherme, que protesta de forma artística, os cinco jovens partem para uma aventura na noite carioca, com direito à balada, romance, serenata e muita diversão.

Como lidar com as diferenças? Como transformar o pensamento ignorante que determina que o sujeito que nasce diferente da maioria é inferior ou aberrante? Quais os meios para interromper a exclusão em que vivem alguns indivíduos rotulados como diferentes? A montagem aborda algumas dessas questões de forma delicada, sensível e humorada. Fugindo das soluções mágicas ou lições moralistas, a proposta é que o espectador saia do teatro e possa levar para o seu cotidiano um olhar renovado sobre o assunto.

Serviço:
#broncadequê?"
Estreia:
quinta-feira, dia 14 de julho. Horário: 19h. Temporada: 14 a 24 de Julho. Local: Teatro Sérgio Cardoso – Sala Paschoal Carlos Magno. Endereço: rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo. Telefone/Teatro: (11) 3288-0136 . Duração: 60 minutos. Ingressos: R$30 (inteira) e R$ 15 (meia entrada). Desconto de 30% para compra de até dois ingressos (inteira) para clientes do banco Bradesco. Capacidade: 144 lugares. Classificação etária: 12 anos. 


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