quarta-feira, 20 de junho de 2018

.: Gratidão é escolhida como tema dos 110 anos da imigração japonesa

Sentimento de profundo reconhecimento ao Brasil e aos brasileiros, expresso em Arigatô Brasil, música oficial das comemorações



O sentimento de gratidão é algo muito forte na sociedade japonesa, sempre presente em todas as relações sociais. Culturalmente, agradecer é um hábito cotidiano e natural, em que podem ser usadas inúmeras formas linguísticas e gestos. Em todas as áreas, há sempre a consciência de que tudo o que se consegue ao longo da vida e das gerações demanda reconhecimento e gratidão.

Assim, a Comissão para Comemoração dos 110 Anos da Imigração Japonesa no Brasil escolheu gratidão para ser o tema central das celebrações deste ano. Um sincero e profundo reconhecimento pela receptividade e pela calorosa acolhida dos brasileiros aos milhares de famílias japonesas que para cá vieram. 

Tambores japoneses e escola de samba: Este agradecimento ao Brasil e ao povo brasileiro é muito bem retratado na música-tema Arigatô Brasil (Obrigado Brasil), interpretada pelo cantor e compositor Joe Hirata, gravada em português e japonês. A música, uma entusiasmada celebração entre as duas culturas, mistura estilos diferentes, com instrumentos tradicionais japoneses (como o shakuhachi, flauta japonesa), conjunto de cordas e coral, além da própria banda do Joe.

O ponto alto é a perfeita sintonia entre os taikôs, tambores japoneses, do Wadan Taiko Ensemble com os percussionistas da bateria da escola de samba paulista Águia de Ouro. Todos participam do belo videoclipe oficial, com direção de Kazuaki Shinjo e Joe Hirata e performances de muitos grupos de dança, como Awaodori Represa, Tottori Shan-Shan Kassa Odori (dança coletiva) e Ryukyu Buyo Kyokai. “Gratidão, sentimento que enobrece, faz parte do dia a dia do povo japonês e que herdei de meus pais. A harmonia da mistura de raças e culturas do Ocidente e do Oriente simbolizam os 110 anos de história de Brasil e Japão. Dômo arigatô Brasil, por acolher este povo que aqui prosperou!”, afirma Joe Hirata. 


Assista:


Joe Hirata: Celebrando 20 anos de carreira e oito CDs lançados no Brasil e no Japão, Joe Hirata, nikkey nascido em Maringá-PR,é considerado o maior representante da comunidade japonesa no Brasil e no Japão. Ele foi o primeiro estrangeiro a vencer o maior concurso amador da canção japonesa, o NHK Nodojiman, organizado pela rede estatal TV NHK, com mais de 80 mil participantes. Joe também tem tido grande destaque Brasil afora como cantor sertanejo, mostrando a pluralidade do seu talento e o quanto as culturas dois países interagem e se complementam.

21º Festival do Japão: A cada dez anos, a comunidade nipo-brasileira celebra, desde 1958, a chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao Brasil, quando o navio Kasato Maru atracou em Santos, trazendo 165 famílias para as fazendas de café paulistas, em 18 de junho de 1908. A comemoração solene será no dia 21 de julho, no 21º Festival do Japão, com a presença da princesa Mako, representando a Família Imperial do Japão. O Festival do Japão é considerado o maior evento da cultura japonesa na América Latina, atraindo cerca de 200 mil visitantes ao São Paulo Expo Imigrantes. Entre os mais de 2 mil artistas nipo-brasileiros que farão apresentações de música, dança, taiko e coral, um dos grandes destaques será o cantor e compositor japonês Kazufumi Miyazawa.

Símbolo de gratidão: O símbolo dos 110 anos também representa gratidão. O artista plástico Kazuo Wakabayashi escolheu o tsuru (grou), uma ave de tradição milenar que, além de gratidão, simboliza também saúde, boa sorte, felicidade, longevidade, paz, amor conjugal e fidelidade. Wakabayashi, ele próprio um imigrante japonês (chegou ao Brasil em 1961), inspirou-se no casal de tsuru, representando Brasil e Japão, para ressaltar não somente este momento festivo, bem como o sentimento de “reconhecimento ao país e ao povo que nos recebeu em sua terra”, como afirma o artista.

Celebrações budistas em memória aos pioneiros: Inúmeras outras ações são organizadas pela comissão constituída por representantes das maiores entidades nipo-brasileiras para coordenar os diferentes eventos comemorativos, como as tradicionais celebrações budistas em memória aos pioneiros, realizadas junto ao Memorial aos Imigrantes Japoneses, no Parque Ibirapuera (17 de julho, às 8h30) e no Grande Auditório do Bunkyo, na Liberdade (17 de julho, às 10h30, antecipado em respeito ao jogo do Brasil), em São Paulo. “Desejamos receber as pessoas para orar e demonstrar gratidão aos imigrantes antecessores, como também desejamos manifestar nossa gratidão aos participantes”, afirma Harumi Arashiro Goya, presidente da Comissão para Comemoração dos 110 anos da Imigração Japonesa. Na ocasião, como demonstração de gratidão ao público presente, serão distribuídos itens como o oniguiri, o tradicionalíssimo bolinho de arroz, produzido graças à dedicação voluntária de jovens e senhoras de um templo budista.

Uma relação cada vez mais forte: A comunidade brasileira no Japão é a terceira maior comunidade brasileira no exterior, com mais de 190 mil pessoas. No Brasil, a comunidade nipodescendente alcança cerca de 1,9 milhão, a maior população de origem nipônica fora do Japão. Esse vínculo humano é o principal patrimônio das relações entre os dois países, potencializando o diálogo e a cooperação. De acordo com o Itamaraty,Brasil e Japão mantêm fortes relações desde a assinatura do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação, em 1895. O Japão é um dos principais parceiros do Brasil em projetos de cooperação técnica, nas mais diversas áreas, como ciência, tecnologia e inovação, com empresas japonesas sempre desempenhando papel significativo na industrialização brasileira. Em 2016, o Japão figurou como o terceiro principal parceiro comercial do Brasil na Ásia e o sétimo no mundo. O fluxo de investimentos japoneses para o Brasil somou, em 2014, US$ 3,7 bilhões e, em 2015, US$ 2,8 bilhões. (fonte: www.itamaraty.gov.br)

Ficha técnica 
Arigatô Brasil
Música-tema dos 110 anos da imigração japonesa no Brasil
Intérprete: Joe Hirata
Arranjo musical, teclados e piano: Julinho Bogajo
Bateria:Jefferson Alves
Baixo: Marcio da Silva Furtado
Cavaco:Eduardo Paz 
Percussão:Bruno D´Sousa
Violino 1: Daisy Nobuko Takahashi
Violino 2: Wagner Hiroki Nishizawa
Violino 3: Jair Guarnieri
Violino 4: Sérgio Senda
Violoncelo:Eduardo Akihiro China
Viola:Mauro Koiti Shimada
Contra baixo: Henderson Matsuura Dias Santana
Coral BSGI: Sophia Endo, Ana Beatriz dos Santos, Alisson Martins, Renan Albuquerque, Fábio Kamakura, Giulia Martins, Lohan Santos, Luiz Uchôa, Diogo Suyamae Sofia Yamada.
Backing vocals: Jennifer Rocha e Shirley Oliveira
Letra versão japonesa: Chika Ebisawa, Franci e Akemi Matsuda

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