quinta-feira, 6 de setembro de 2018

.: Amor-próprio para quê?, terapeuta Camilla Couto explica

Investir em amor-próprio é fundamental. Mas a Orientadora Emocional Camilla Couto lembra: só não pode usar esse processo como desculpa para se afastar das pessoas ou evitar se relacionar. O crescimento pessoal acontece quando somos capazes de usar nossos potenciais exatamente quando nos relacionamos.

Segundo Camilla Couto, Orientadora Emocional para mulheres com foco em relacionamentos, amor-próprio é essencial para sermos felizes e construirmos bons relacionamentos. E ele só é possível através do autoconhecimento e da valorização das nossas próprias potencialidades. Quando não nos amamos o suficiente, além de passarmos a vida mendigando pelo amor dos outros, nunca seremos capazes de amar alguém verdadeiramente.

Mas ela levanta um questionamento profundo: “será que, muita vezes, não estamos usando o amor-próprio como desculpa para ficar sozinhos e evitar relacionamentos amorosos?” Segundo ela, o raciocínio é o seguinte: “Eu me amo e estou muito bem assim, portanto, não preciso de ninguém”. Você também pensa assim? Pensar dessa forma só mostra que ainda temos muito a aprender.

É verdade que o amor-próprio parte da compreensão e da aceitação plena de quem somos, que resulta em bem-estar e felicidade. “E aí, para alguns de nós, pode bater aquela preguicinha de mexer em time que está ganhando, né? O que a gente esquece é que é justamente o amor-próprio que nos impulsiona a amar o próximo. E que são os relacionamentos que nos permitem crescer, amadurecer e evoluir”, lembra Camilla.  

É nos relacionando que realmente confrontamos nossos potenciais e nossas habilidades descobertas no processo do autoconhecimento e da autovalorização. É na convivência que testamos nossa resiliência, nossa coragem, nossa amabilidade, nosso acolhimento, nossa empatia dentre tantos outros atributos. “Sabe quando temos uma prova na escola, para ver se aprendemos a lição?”, pergunta a orientadora, que complementa: “então, se relacionar é exatamente isso: é uma forma de comprovarmos se somos mesmo capazes de amar o outro e ainda manter a nossa individualidade, de respeitá-lo e aceitá-lo sem perder o amor-próprio, de socializar sem abrir mão dos nossos próprios valores”.

Camilla bate na tecla de que só aprende a se relacionar, se relacionando: “Vivemos em sociedade, não nascemos para ser sozinhos. Muito pelo contrário, o desejo de unir-se a alguém é uma necessidade natural dos seres humanos. Fugir da interação ou do convívio com os outros pode significar uma certa forma de demonstrar orgulho ou mesmo medo – de não ser correspondido, de reviver traumas do passado, de ser traído e, principalmente, de se machucar”.

Afinal, amor-próprio para quê?: Para a orientadora, o amor-próprio serve exatamente para sermos capazes de, além das nossas próprias barreiras e fronteiras, continuar sendo nós mesmos. Então, amor próprio ajuda a ser bem-sucedido no amor a dois e a não depender do amor que vem de fora, mas ele não pode ser desculpa para fingir que se é autossuficiente e ficar sozinho, pelo contrário, para ela, é um meio de seguir nos relacionamentos humanos sem deixar de ser nossa melhor versão. Portanto, saia da sua zona de conforto: “estar sozinho e feliz é muito bom, mas estar com alguém pode ser ainda melhor! Não se utilize do amor-próprio como uma desculpa para evitar relacionamentos, mas sim, enxergue-o como uma espécie de capacitação para ser feliz em convívio”, completa Camilla Couto.

Sobre Camilla Couto: É Orientadora Emocional para Mulheres, com foco em Relacionamentos. Criadora/ autora do Blog das Amarildas e fundadora do PAR - Programa Amarildas de Relacionamentos. Orientadora emocional, Terapeuta Floral (TF-153-17/SP) e Contoterapeuta, viveu durante 8 anos no exterior conhecendo diferentes culturas e comportamentos. No blog amarildas.com.br, compartilha seus estudos sobre amor, relacionamentos e dependência emocional - com o propósito de promover mais entendimento sobre esses temas e de incentivar as mulheres a se amarem e valorizarem cada vez mais. Saiba mais: www.amarildas.com.br

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