sábado, 19 de janeiro de 2019

.: Johnny Monster reflete sobre relações pessoais em “Venha O Que Vier”

Lançamento é o terceiro single do álbum "Canções de Desapego". Crédito: André Marothy
Após os singles “Folhas de Outono” e “Inevitável”, o cantor e compositor paulistano retorna com “Venha O Que Vier”. A letra se inspira nas relações humanas, entre amigos, amores, família e se aprofunda na dificuldade e na fragilidade dessas ligações. Ouça a música em todas as plataformas digitais (neste link).

“O single fala sobre a cobrança e a expectativa dessas relações pessoais, com um enfoque também, porque não, nas redes sociais. Na desgastada tentativa de convencer o outro, de colonizar o outro, o que é muito chato. A frase que mais gosto, que mais representa a música, e talvez o disco, é, 'abraço meu amigo, digo que a verdade, ela não existe'”, explica o artista.

A sonoridade da música é ultra pop, com pitadas de soul (principalmente no refrão). A produção é muito limpa, com muito espaço para que apareça o groove de bateria de Edu Nader com o baixo de Kuaker. As guitarras emulam um pouco o Johnny Marr dos Smiths, e a faixa conta também com a participação na voz do André Marothy. Foi uma das últimas a entrar no álbum, e o artista queria que soasse exatamente assim, um pop brasileiro, com toques de soul e rock inglês.

Johnny também analisa o cenário musical brasileiro e seu papel nesse contexto. “Temos artistas novos, criativos, que existem aos montes, só que há uma desconexão entre esses indies brasileiros e o grande público, a massa. Quero muito quebrar essa barreira, chegar nas pessoas em geral, e não só em nichos, panelas. Eu me vejo como um cantor, compositor, que faz uma música pop, mas com emoção, com letras diretas, mas sem o ultra realismo dos sertanejos, funks e rappers”, conclui.

“A mais importante de minhas motivações como artista é a de falar e comunicar minhas ideias, o que penso, o que está engasgado na garganta e tocar as pessoas. E segundo, é viver da minha música, do meu trabalho de artista, esse é um dos desafios que quero vencer, que a minha arte sustente a minha vida pessoal, cotidiana”, finaliza.

Sobre Johnny Monster:
O paulistano Johnny Monster começou na música estudando percussão no Conservatório Souza Lima com o mestre Dinho Gonçalves e voz com Madalena Bernardes, no curso “Voz em Movimento”. Foi baixista e vocalista da banda Rip Monsters durante 8 anos, com a qual lançou 4 discos. Depois, passou a integrar a Daniel Belleza e os Corações em Fúria, um dos grupos mais importantes do cenário alternativo dos anos 2000. Com eles, gravou 3 álbuns e participou de diversos festivais importantes, incluindo o Lollapalooza Brasil em 2012. Estreou como artista solo em 2009, com Solstício de Inverno, trabalho seguido pelo EP Plaine de Mongolie (2014). Em 2019, lançará Canções do Desapego, pelo selo ForMusic. 

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