segunda-feira, 29 de julho de 2019

.: Entenda o porquê de o "Homem-Aranha" gerar tanto fascínio

Por Oscar D’Ambrosio*, em julho de 2019.

É muito interessante verificar como há super-heróis capazes de sempre conquistar nossos corações. O recente filme “Homem Aranha: Longe de Casa” encanta pela capacidade de mais uma vez colocar o protagonista em uma jornada contagiante que emociona. Difícil entender por que esse personagem consegue cativar tanto...

Desta vez, dois elementos são essenciais. Um deles está no amor adolescente do herói. Com 16 anos, seu plano de dar um beijo naquela que ama é de uma graça ímpar. Em época de muito sexo casual, essa atitude traz quase uma inovação (rs!). Torcer para que Peter Parker, o jovem de “grandes poderes e qrandes responsabilidades”, tenha sucesso, é encantador.

Outro fator é a presença do ilusionismo e dos drones. O primeiro mostra como, na sociedade do espetáculo, parecer ser terrível é mais importante do que ser. Portanto, contar ao mundo uma boa história é mais importante do que ter de fato uma narrativa verdadeira. Esse é o argumento do vilão do filme inclusive pouco antes da sua aparente derrota.

Os drones são as máquinas do mal, capazes – elas sim – de intensa destruição. A forma de direcioná-las, para combater o bem ou o mal, é que faz a diferença. É na índole dos líderes que está a sua força. Essa situação parece icônica num universo em que a tecnologia está onipresente e o seu uso, não a sua existência, é que deveria ser a questão central dos debates.

Por tudo isso, o filme mais recente do Homem-Aranha é obrigatório. A direção de Jon Watts colabora para instaurar uma atmosfera bem-humorada, em que a turma da escola que cerca o herói possui histórias paralelas sempre prontas a crescer. Assim, quando o “protetor do quarteirão” é obrigado a defender o mundo, cada desafio é uma etapa de amadurecimento. E nós o acompanhamos nessa jornada.

Oscar D’Ambrosio* é jornalista pela USP, mestre em Artes Visuais pela Unesp, graduado em Letras (Português e Inglês) e pós-doutorando e doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Gerente de Comunicação e Marketing da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.


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