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quarta-feira, 13 de maio de 2026

.: Crítica: "Charuto de Mel" é fuga de aprisionamento feminino nos anos 90

"Charuto de Mel" pode ser assistido no site e aplicativo Reserva IMOVISION

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em maio de 2026


O longa dramático focado em comportamento"Charuto de Mel"dirigido por Kamir Aïnouz, mergulha na naturalização imposta pelo patriarcado, o que, fatalmente, esbarra na falta de liberdade sexual. Assim, os dilemas da jovem Selma (Zoé Adjani), crescem tal qual uma bola de neve, uma vez que ela está numa família argelina tradicional que vive na França dos anos 90. Rebelde para transgredir algumas normas impostas, Selma, metade argelina e outra metade francesa, luta pela liberdade, o que acaba refletindo no modo de a obediente mãe (Amira Casar) tomar decisões, inclusive.

Disponível no site e aplicativo Reserva IMOVISION, a produção de 2020 exibida no Festival de Veneza e na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, permeia tabus de sexualidade e regras patriarcais quando a paixão juvenil entra em pauta. É ao se apaixonar pelo também estudante Julien que brota em Selma a necessidade de transgressão, o que ganha contornos notáveis aos pais.

Na tentativa de encaminhar a filha para um possível casamento com um conhecido e de família endinheirada, os pais a jogam para experimentar o pior de uma vida feminina. Contudo, Selma mantém em silêncio as dores de ser mulher, enquanto amadurece e busca independência. Focando no amadurecimento e comportamento, sem floreios e encantamentos, no excelente  "Charuto de Mel", a história de vida Selma revela aproximação, em certos pontos, com a de qualquer outra mulher. Imperdível!


Assine a Reserva Imovision, streaming com qualidade e inteligência
A equipe do Resenhando.com acompanha os filmes por meio da plataforma de streaming Reserva Imovision, dedicada ao cinema independente e autoral. Para acessar o catálogo completo, conferir novidades e realizar sua assinatura, o aplicativo da plataforma ou o visite o site oficial neste link. A Reserva Imovision reúne filmes e séries cuidadosamente selecionados, ampliando o acesso a obras que valorizam a diversidade cultural, a reflexão e experiências cinematográficas diferenciadas.

"Charuto de Mel" (Cigare au miel). Gênero: DramaDireção: Kamir Aïnouz. Roteiro: Kamir AïnouzDuração: 1h 40 minutos. Classificação Indicativa: 16 anos (Violência, Conteúdo Sexual, Drogas Lícitas). Distribuição: Imovision. Elenco: Zoé Adjani (Selma)Amira CasarLyès SalemLouis PeresIdir Chender. Sinopse:  história narra a trajetória de Selma, uma jovem argelina de 17 anos que, ao se apaixonar e explorar sua sexualidade, enfrenta as rígidas regras patriarcais de sua família e o crescente fundamentalismo em seu país, buscando sua liberdade.

Trailer de "Charuto de Mel"



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.: CCCB traz ao Brasil o diretor coreano Jang Kun-jae para masterclass e sessão


Em parceria com a Semana ABC e o Centro Cultural São Paulo, o cineasta participa de dois encontros gratuitos, nos dias 14 e 15 de maio, com debates sobre o cinema independente coreano e a exibição do longa "Porque Eu Odeio a Coreia". Na imagem, cena do filme de Jang Kun-jae


O Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB) promove, em maio, a vinda do diretor sul-coreano Jang Kun-jae ao Brasil para duas atividades gratuitas e abertas ao público em São Paulo. Acompanhado pelo produtor de seus filmes, Youn Hee-young, o cineasta participa, nesta quinta-feira, dia 14 de maio, de uma masterclass na Semana ABC 2026, na Cinemateca Brasileira, e, no dia 15, sexta-feira, de uma sessão especial do longa "Porque Eu Odeio a Coreia" (2023), seguida de bate-papo, no Centro Cultural São Paulo (CCSP).

Reconhecido como uma das vozes mais consistentes do cinema independente sul-coreano contemporâneo, Jang Kun-jae construiu sua trajetória entre a direção e a fotografia. Ele já atuou em mais de 45 produções, dirigiu nove longas-metragens e foi diretor de fotografia em cerca de 30 filmes independentes. Entre seus principais reconhecimentos estão a abertura do Busan International Film Festival de 2023 com Porque eu odeio a Coreia, o Prêmio DGK pelo longa A Midsummer's Fantasia (2014), também em Busan, e o Prêmio Dragões e Tigres no Vancouver International Film Festival por Eighteen (2009). O diretor também passou pela Mostra Internacional de Cinema em São Paulo em 2014, com "Noite em Claro".

A vinda do cineasta ao país amplia o diálogo entre o audiovisual brasileiro e o coreano. "Trazer o Jang Kun-jae ao Brasil é abrir uma porta dupla: a do encontro do público com um cinema coreano que vai além do que circula nos grandes festivais e a do diálogo entre realizadores brasileiros e coreanos sobre como se faz cinema independente hoje. O CCCB acredita que o intercâmbio cultural se constrói também nesses bastidores, na conversa entre quem produz", afirma Cheul Hong Kim, diretor do Centro Cultural Coreano no Brasil.

As atividades realizadas no Brasil formam um percurso complementar: a masterclass na Semana ABC traz o olhar do realizador sobre os processos de produção e formação no cinema coreano contemporâneo, enquanto a sessão no CCSP coloca o público em contato direto com sua obra mais recente.


Masterclass na Semana ABC – 14 de maio, na Cinemateca Brasileira
Na quinta-feira, 14 de maio, das 10h às 12h, o CCCB integra a Mesa 5 da Semana ABC 2026, dedicada ao tema "O Cinema Coreano Hoje: Caminhos de Formação e Consolidação Global". A masterclass do diretor aborda sua trajetória autoral e percorre três eixos: a experiência de formação na KAFA (Korean Academy of Film Arts) e seu impacto na carreira; o ambiente de produção do cinema independente coreano, incluindo processos, orçamentos e métodos de trabalho; e a experiência de coprodução internacional a partir do longa A Midsummer's Fantasia (2014). A Semana ABC 2026, principal evento brasileiro voltado à cinematografia, é realizada pela Associação Brasileira de Cinematografia (ABC) e pela Cinemateca Brasileira entre os dias 13 e 15 de maio, com programação gratuita.


Sessão especial de cinema – 15 de maio, no CCSP
Nesta sexta-feira, 15 de maio, às 19h00, o CCCB e o Centro Cultural São Paulo realizam uma sessão especial com a exibição de "Porque Eu Odeio a Coreia" ("Because I Hate Korea", 2023), seguida de bate-papo com o diretor e o programador da mostra. O drama acompanha Gye-na, jovem que decide deixar a Coreia em busca de felicidade no presente. A partir de uma narrativa intimista, o filme tensiona pertencimento, deslocamento e os dilemas de uma geração que questiona o projeto de vida estabelecido. A sessão é gratuita e os ingressos devem ser retirados na bilheteria do CCSP uma hora antes do início. A programação amplia as iniciativas do CCCB voltadas ao intercâmbio audiovisual entre Brasil e Coreia que, por sua vez, terão desdobramentos na próxima edição da Mostra de Cinema Coreano.

Sobre o CCCB
O Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB) é uma instituição oficial do governo da República da Coreia, vinculada ao Ministério da Cultura, Esportes e Turismo. Integrante da rede global de Centros Culturais Coreanos presente em 30 países, o CCCB está sediado na Avenida Paulista desde 2019. Com a missão de fortalecer as conexões culturais entre Brasil e Coreia, desenvolve uma programação ampla e multidisciplinar que abrange exposições, mostras de cinema, apresentações musicais, festivais temáticos e atividades educativas. Entre os destaques estão os cursos gratuitos de língua coreana, realizados em parceria com o Instituto Rei Sejong, além de cursos de K-pop, dança tradicional, taekwondo e oficinas temáticas. Em 2025, o Centro recebeu mais de 86 mil visitantes em sua sede e atingiu mais de 463 mil pessoas em eventos pelo Brasil.


Serviço
Masterclass com Jang Kun-jae – Semana ABC 2026 
Realização: Associação Brasileira de Cinematografia (ABC) e Cinemateca Brasileira
Apoio: Centro Cultural Coreano no Brasil
Quinta-feira, dia 14 de maio, das 10h00 às 12h00
Local: Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino, São Paulo/SP
Entrada: gratuita, mediante credenciamento prévio Credenciamento: Link

Sessão Especial de Cinema Coreano - "Porque Eu Odeio a Coreia"
Realização: Centro Cultural Coreano no Brasil
Parceria: Centro Cultural São Paulo (CCSP)
Data: sexta-feira, dia 15 de maio de 2026, às 19h00
Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1.000, Liberdade, São Paulo/SP
Faixa etária: livre
Entrada: gratuita
Retirada de ingressos: na bilheteria uma hora antes da sessão
Dúvidas: contato@kccbrazil.com.br

.: Drama de casal que incendiou cinema francês estreia na Reserva Imovision


Por
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com. Foto: David Koskas/Autoral Filmes

Destaque na programação do Festival de Cinema Francês do Brasil do ano passado, o drama “Eu, Que Te Amei” (“Moi qui t’aimais”) estreia na plataforma de streaming Reserva Imovision, nesta quinta-feira, dia 14 de maio. Dirigido por Diane Kurys, o longa-metragem revisita a intensa e muitas vezes conturbada história de um dos casais mais emblemáticos da cultura francesa: Yves Montand e Simone Signoret. Ele, astro de alcance internacional; ela, uma das maiores intérpretes do cinema europeu. Interpretados por Roschdy Zem e Marina Foïs, Montand e Signoret voltam à vida em performances que capturam o brilho, as fraturas, a lealdade e os conflitos que marcaram décadas de parceria, incluindo a célebre e dolorosa traição de Montand com Marilyn Monroe.

Apresentado na seção Cannes Classics do Festival de Cannes 2025, o filme marca o retorno de Diane Kurys ao evento após quase quatro décadas - a última participação na mostra havia ocorrido em 1987. O roteiro, assinado por Kurys ao lado de Martine Moriconi e Sacha Sperling, levou cerca de cinco anos de investigação, mergulhando em arquivos, memórias e registros históricos. Produzido pela New Light Films, o título chega ao Brasil pela distribuidora Autoral Filmes, acompanhando a nova fase do festival no país.

No centro da narrativa está o retrato de um amor real, movido por cumplicidade e desgaste, entre duas figuras que ajudaram a moldar o imaginário do cinema francês. Simone Signoret foi a primeira atriz da França a conquistar o Oscar de Melhor Atriz, por “Almas em Leilão”, em 1960. Casada com Montand entre 1951 e 1985, ela enfrentou escândalos e turbulências sem assumir o papel de vítima - e ambos, apesar dos abalos, sempre se reconheceram como parte fundamental um do outro. 

Ficha técnica do filme
“Eu, Que Te Amei” | “Moi qui t’aimais” (título original)
Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: francês. Direção: Diane Kurys. Roteiro: Diane Kurys, Martine Moriconi e Sacha Sperling. Elenco: Roschdy Zem (Yves Montand), Marina Foïs (Simone Signoret), Thierry de Peretti, entre outros. Distribuição no Brasil: Autoral Filmes. Duração: 1h58m. Cenas pós-créditos: não. 

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terça-feira, 12 de maio de 2026

.: Cinco curiosidades mostram que “O Diabo Veste Prada 2” está mais afiado


Por
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com.

Se tem um salto alto que atravessa décadas sem perder o equilíbrio, ele atende pelo nome de "O Diabo Veste Prada". E agora, quase 20 anos depois, ele volta a ecoar pelos corredores - ainda mais largos - da Runway. Com Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci de volta ao jogo, "O Diabo Veste Prada 2", em cartaz nos cinemas, entrega mais do que figurinos impecáveis: aquele prazer quase culposo de revisitar um clássico que nunca saiu de moda - só estava aguardando a estação certa para reaparecer. A seguir, listamos cinco curiosidades que fazem essa sequência parecer menos um retorno e mais um reencontro com velhos conhecidos - daqueles que a gente jura que superou, mas continua stalkeando com carinho.

1. A sequência que ninguém quis... até querer muito
Diferente de tantas continuações que nascem por insistência de bilheteria, aqui o impulso foi outro: recusa. Logo após o sucesso de 2006, a equipe preferiu deixar a história em paz, intacta, como um bom vestido que não precisa de ajustes. Foi o tempo que mudou tudo. Duas décadas depois, com o jornalismo impresso em crise e o mundo digital ditando novas regras, a pergunta deixou de ser “por que voltar?” e passou a ser “como elas sobreviveram a isso?”. E, convenhamos, imaginar Miranda Priestly lidando com algoritmos já vale o ingresso.


2. A melhor cena (segundo Anne Hathaway) não tem Anne Hathaway
Nem sempre o auge de uma experiência é protagonizado por quem conta a história. A própria Anne Hathaway confessa que sua cena favorita envolve apenas - “apenas” - Meryl Streep desfilando como Miranda Priestly na Galleria Vittorio Emanuele II. A atriz pediu para assistir à gravação como quem invade discretamente um desfile privado e saiu de lá com a certeza de ter presenciado um daqueles momentos raros em que cinema, cenário e presença se alinham sem esforço. Não é pouca coisa.


3. Figurino: mais é mais (e muito mais)
Se no primeiro filme a moda já era personagem, aqui ela assume o protagonismo sem pedir licença. A figurinista Molly Rogers apostou em uma estética que mistura tempo e trajetória: Andy Sachs agora veste a experiência, combinando peças novas com achados vintage, enquanto Miranda permanece… Miranda. No placar final: mais de 45 looks para Hathaway e quase 30 para Streep - alguns criados exclusivamente para o filme. Porque, afinal, ninguém entra na Runway repetindo roupa. Nem depois de 20 anos.


4. Quando o figurino vem da farmácia
Há um certo prazer em descobrir que, por trás de toda sofisticação, existe acaso e até improviso. Em meio à busca por acessórios à altura de Miranda, quem resolveu o impasse foi a própria Meryl Streep, surgindo com um par de brincos de argola comprado… numa farmácia. Perfeitos. Discretos, mas não demais. Elegantes, mas sem competir com a peruca icônica. O detalhe? Era o único par. E a equipe passou as filmagens tratando aquelas argolas como se fossem joias da coroa.


5. Um escritório à altura do ego (e da história)
Se o mundo cresceu, a Runway não ficaria para trás. O novo escritório de Miranda Priestly foi reconstruído do zero e multiplicado por oito. Inspirado em redações reais como a da "Vogue", o espaço aposta em mesas longas e uma atmosfera que mistura imponência e tensão. É o tipo de lugar onde uma frase sussurrada pode soar mais ameaçadora que um grito. No fim das contas, "O Diabo Veste Prada 2" parece entender algo essencial: certos universos não envelhecem - só acumulam camadas. E, entre crises editoriais, figurinos impecáveis e silêncios cortantes, talvez a pergunta mais interessante não seja o que mudou, mas o que continua exatamente igual.

"O Diabo Veste Prada 2" - Trailer legendado


.: Warner Bros. Pictures realiza diversas ações na divulgação de "Mortal Kombat"


A Warner Bros. Pictures apostou na presença no cotidiano dos brasileiros para promover o lançamento do filme "Mortal Kombat 2", em cartaz nos cinemas brasileiros. Com ativações em espaços urbanos de grande circulação, eventos imersivos e parcerias estratégicas, a campanha buscou traduzir os temas centrais do longa, como ação, nostalgia e a intensidade dos combates, para diferentes contextos culturais e de consumo. 

Potencializando a narrativa de ação e cultura pop, o estúdio apostou em experiências imersivas. Em parceria com a Reebok, o estúdio convidou influenciadores como Ismeiow, Priscila Moroni, Eagle, Aline Diniz, Fábio Gomes, Beleleca Thaina Natani, Luan Ribeiro, Hades Plays e Kaká Vieira a mergulharem no universo do filme com uma aula de lutas marciais especial na Reebok Sports Club do Shopping Cidade Jardim.

Seguindo o tom de combate, o estúdio levou uma ativação à praça da Liberdade, em São Paulo, no dia 2 de maio. Em parceria com o Instituto Chaolin e com o Metrô de São Paulo, a ação pública ofereceu aulas de Kung Fu e Tai Chi, apresentação de dragões e uma estação de jogos com games icônicos da franquia disponíveis para o público competir. A iniciativa conectou o espírito do filme à rotina de quem passava pelo local, gerando grande visibilidade. 

Para os fãs, a Warner Bros. Pictures promoveu um grande Fan Event no Cine Marquise, reunindo mais de 300 pessoas entre admiradores da franquia, cosplayers e criadores de conteúdo. O espaço contou com experiências interativas como estações de jogos e cenários para fotos exclusivas. Ainda no pilar de experiência, o estúdio ofereceu uma exibição especial antecipada para Whindersson Nunes, um dos maiores nomes da internet brasileira e fã da franquia "Mortal Kombat", e convidados,   

Para conectar ainda mais o filme ao ecossistema dos games, a campanha marcou forte presença na gamescom latam 2026. No sábado, 2 de maio, o Palco Journey foi espaço para um painel comandado pelos hosts Ana Xisdê e Rodrigo Coelho. O encontro reuniu o caster de eSports Victor “Buiu”, o dublador Marcelo Salsicha, voz do icônico Johnny Cage, e o diretor de dublagem Diego Lima, que compartilharam com o público as expectativas e novidades do aguardado retorno dos campeões do Plano Terreno aos cinemas. Além do painel, o estúdio também marcou presença no espaço da TCL, um dos maiores estandes do evento. Através de uma ativação exclusiva, as pessoas puderam tirar fotos em um cenário imersivo do filme, e jogar os games da franquia. 

A campanha também marcou presença no ramo alimentício, com duas parcerias estratégicas. A rede de hamburguerias Santowich adicionou ao cardápio o combo Fatality, disponível nas unidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Já a franquia de comida asiática Tokai passou a oferecer um temaki temático de Mortal Kombat 2, com dinâmica de compre e ganhe ingressos para assistir ao filme nos cinemas. Esses lançamentos foram impulsionados por uma forte presença digital, materiais impressos, mídia exterior e influenciadores. 

Na linha de itens colecionáveis, o estúdio realizou uma parceria com a Loja Kings, produzindo uma coleção de camisetas exclusivas inspiradas no filme, mantendo a dinâmica promocional de ganhar ingressos para o cinema ao realizar a compra de um item. A sinergia com o universo de colecionadores contou também com a IRON Studios, que ofereceu bonecos colecionáveis da franquia a influenciadores que estiveram no Fan Event em São Paulo. 

Além disso, o filme também ganhou destaque nas lojas free shop da Dufry, presente nos maiores aeroportos do Brasil, com ingressos disponíveis em uma ação de compre e ganhe, e nas comunicações da  ExitLag, empresa nacional de tecnologia voltada para jogos online, que integrou influenciadores, CRM, redes sociais e mídia digital na divulgação conjunta do lançamento. 

A estratégia de mídia digital foi desenhada para garantir presença e alcance no cotidiano de diferentes públicos. Na TV aberta, o estúdio realizou inserções de 15 segundos na programação da Rede Globo nas praças São Paulo e Rio de Janeiro, alcançando mais de 16 milhões pessoas. A comunicação também se estendeu para uma robusta rede de Out-of-Home (OOH) estático e digital, onde foi espalhada por quatro grandes centros urbanos (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte), inserindo a intensidade da produção nos trajetos diários da população brasileira, atingindo mais de 17 milhões pessoas. 

Para complementar, a campanha on-line, que tem como foco o público masculino com interesse em jogos e no gênero cinematográfico. Utilizando plataformas como Meta, TikTok, X, 365 Scores, Uber, Warrior, XT Media e YouTube com foco em acessibilidade, a estratégia construiu reconhecimento de marca e impulsionou a conversão, alcançando mais de 102 milhões de impactos estimados. 

"Mortal Kombat 2" traz de volta os lendários guerreiros do universo do jogo, agora acompanhados por Johnny Cage (Karl Urban), em uma batalha épica pela sobrevivência contra as ameaças do poderoso Shao Kahn (Martyn Ford), soberano da Exoterra. Com uma direção que eleva a adrenalina e o combate a outro nível, o filme explora a jornada dos heróis enquanto enfrentam desafios mortais para proteger seu mundo.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

.: Versão nacional de "Toy Story 5" reúne vozes que marcaram gerações


A Disney e a Pixar confirmaram oficialmente o elenco brasileiro de dublagem de "Toy Story 5", marcando o retorno de nomes históricos da franquia ao universo da animação. Entre eles estão Marco Ribeiro, novamente como a voz do Xerife Woody, e Sérgio Cantú, responsável pela direção de dublagem do longa-metragem. Com estreia marcada para 18 de junho nos cinemas, o novo filme revisita personagens que atravessaram gerações e reforça a importância da dublagem brasileira na construção da conexão emocional do público com a franquia ao longo de quase três décadas.

Marco Ribeiro dubla Woody desde "Toy Story 2", quando assumiu o personagem após o falecimento de Alexandre Lippiani, voz original do cowboy no primeiro filme. Desde então, tornou-se uma das interpretações mais reconhecidas da animação no Brasil. “Voltar a dar voz ao Woody é realmente muito especial. Toy Story marcou gerações e também marcou profundamente a minha carreira. Está sendo emocionante reviver essa magia e reencontrar um personagem tão querido pelo público”, afirma Marco Ribeiro.

Outro retorno aguardado pelos fãs é o de Guilherme Briggs como Buzz Lightyear, reunindo novamente uma das duplas mais icônicas da dublagem brasileira contemporânea.  A nova produção também reforça a continuidade criativa da franquia no Brasil ao trazer novamente Sérgio Cantú na direção de dublagem. Cantú já havia dirigido a dublagem de "Toy Story 4" e possui uma longa trajetória em grandes produções da Disney, além de décadas de atuação como ator e  dublador. “Já tinha vivido a experiência de dirigir a dublagem de Toy Story 4 e voltar agora para a sequência está sendo muito especial. Essa animação fez parte da minha vida e hoje também faz parte da vida dos meus sobrinhos. Existe um carinho muito grande do público por esses personagens e é muito especial poder dirigir amigos neste trabalho, como Marco Ribeiro e Guilherme Briggs”, afirma Sérgio Cantú.

Além dos nomes clássicos da franquia, a Disney anunciou novidades no elenco brasileiro. A atriz e apresentadora Maisa interpreta Lilypad, o tablet inteligente que se torna peça central da nova trama, enquanto o ator e humorista Rafael Infante também integra o time de vozes nacionais do longa. Na nova trama, Woody, Buzz e os demais brinquedos enfrentam um desafio contemporâneo: a presença cada vez maior da tecnologia na infância. O filme apresenta Lilypad, um tablet inteligente interpretado por Maisa Silva na versão brasileira, que captura a atenção de Bonnie e coloca os brinquedos diante de um conflito sobre afeto, conexão e espaço em um mundo dominado pelas telas.

Sob direção e roteiro de Andrew Stanton, responsável por sucessos como "Procurando Nemo" e "WALL-E", o longa promete equilibrar humor, emoção e discussões atuais sobre relações humanas e tecnologia. Na versão original em inglês, retornam Tom Hanks como Woody e Tim Allen como Buzz Lightyear. Entre as novidades internacionais estão Conan O’Brien e Craig Robinson.

.: "Top Gun: Ases Indomáveis" e “Top Gun: Maverick” voltam aos cinemas


“Eu tenho muito orgulho de ter feito o primeiro 'Top Gun' e de ter tido a oportunidade de voltar e fazer de novo”
, é o que conta Tom Cruise em gravação inédita sobre o retorno de ambos os longas ao cinema. O vídeo divulgado traz membros do elenco como Miles Teller e Glen Powell, além de Cruise, comentando a importância do primeiro longa e como foi participar do segundo. “Top Gun: Ases Indomáveis” e “Top Gun: Maverick” retornam aos cinemas em 13 e 14 de maio respectivamente e permanecem em cartaz por uma semana. A exibição é uma celebração do aniversário de 40 anos do lançamento do primeiro filme. 

“Top Gun: Ases Indomáveis” mostra a competição para ser o melhor dos pilotos da classe de elite dos aviadores da marinha. Tom Cruise interpreta Pete Maverick Mitchell no icônico blockbuster de 1986 que marcou uma geração. Já o segundo longa mostra como, após mais de trinta anos de serviço como um dos melhores aviadores da marinha, Maverick está exatamente onde deve estar: ultrapassando os limites como um corajoso piloto de testes e evitando a promoção que o deixaria em terra.

Quando se vê treinando um destacamento de formandos do Top Gun para uma missão especializada como nenhuma outra já vista por um piloto vivo, Maverick encontra o tenente Bradley Bradshaw (Miles Teller), codinome: “Rooster”, filho do falecido amigo de Maverick e oficial de interceptação de radar, o tenente Nick Bradshaw, também conhecido como “Goose”. Enfrentando um futuro incerto e os fantasmas de seu passado, Maverick é levado a um confronto com seus medos mais profundos, culminando em uma missão que exige o sacrifício supremo daqueles que serão escolhidos para voá-la.

“Top Gun: Maverick” acumulou recordes durante o período que ficou em cartaz: foi a maior bilheteria de estreia de Tom Cruise no Brasil, com mais de R$ 110 milhões arrecadados. O filme se tornou um fenômeno global, se consagrando como o número 1 de 2022 com mais de US$ 1,3 bilhões em bilheteria mundial e a obra de maior bilheteria da aclamada carreira do produtor e ator Tom Cruise. 

segunda-feira, 4 de maio de 2026

.: CineSesc 2026 homenageia Zezé Motta


Projeto do Sesc reúne produções nacionais e internacionais em temas que trazem memória, ancestralidade, família e diversidade cultural. Foto: divulgação

Uma das artistas mais completas e influentes do Brasil, Zezé Motta é a grande homenageada do CineSesc 2026. Quatro filmes protagonizados pela atriz compõem o acervo do projeto, dentro do recorte Retrospectiva Brasil, que celebra grandes nomes do cinema brasileiro. Entre eles, o icônico "Xica da Silva" (1976), papel que lhe rendeu os principais prêmios do cinema nacional. No total, o CineSesc licenciou este ano 50 obras cinematográficas para serem exibidas gratuitamente nas salas de cinema da Instituição até dezembro.

“A decisão de homenagear a Zezé Motta e sua carreira de seis décadas de atuação, marcada por talento, versatilidade e engajamento social, reafirma o compromisso do Sesc com a valorização de trajetórias que transformaram a cultura brasileira e abriram caminhos para novas gerações”, afirma o gerente interino de Cultura do Departamento Nacional do Sesc, Leonardo Minervini.

O catálogo do CineSesc 2026 reúne lançamentos premiados do cinema brasileiro contemporâneo até produções independentes autorais, além filmes de países como Cuba, Estados Unidos, França, Finlândia e Bélgica. O acervo também explora temas como ancestralidade, terror e longevidade, além de um recorte com sete produções voltadas ao público infantojuvenil.

São alguns destaques da programação: o “Auto da Compadecida 2”, com Matheus Nachtergaele e Selton Melo reprisando os papéis de João Grilo e Chicó, “Que Horas Ela Volta?”, estrelado por Regina Casé, “Meu Pé de Laranja Lima”, um clássico da literatura brasileira, “Malu”, premiado no Sundance Film Festival 2024, e “Meu bolo favorito”, dos diretores iranianos Maryam Moghadam e Behtash Sanaeeha, que explora as temáticas da solidão na terceira idade e repressão do regime fundamentalista islâmico sobre as mulheres.

.: "Cara-de-Barro", tudo sobre o primeiro filme de terror da DC Studios


Filme estreia em 22 de outubro deste ano nas telonas e explora o lado sombrio de um dos clássicos vilões do estúdio


A Warner Bros. Pictures acaba de divulgar o primeiro teaser trailer e um pôster inédito de "Cara-de-Barro", o terceiro longa da nova fase do universo DC Studios. Diferente da atmosfera de esperança estabelecida pelos recentes Superman e Supergirl, a nova produção aposta no terror para mergulhar no lado mais sombrio do universo de HQs. 

Na trama, o público acompanhará a jornada de Matt Hagen (Tom Rhys Harries), um ator fracassado que sofre uma desfiguração brutal no rosto. Em busca de uma solução, ele se submete a um experimento científico que muda completamente sua estrutura corporal, transformando-o em uma criatura feita de argila capaz de alterar sua forma. O filme investiga a origem de um dos antagonistas mais complexos do Batman, explorando a trágica transformação do personagem e revelando os eventos que o levaram a essa situação extrema. 

A direção fica por conta de James Watkins, conhecido por seu trabalho no remake de "Não Fale o Mal" (2024), que promete trazer uma atmosfera de tensão à produção. Para ampliar o peso dramático da história, o elenco ainda conta com talentos como Naomi Ackie, Max Minghella, Eddie Marsan e David Dencik. Além de reintroduzir o vilão com uma abordagem inédita, o filme entrega um marco aguardado pelo público: a primeira representação oficial de Gotham City no universo comandado por James Gunn. "Cara-de-Barro" tem estreia confirmada para 22 de outubro de 2026 nos cinemas de todo o Brasil. 
 

Sobre o filme 
Primeira incursão da DC Studios no gênero, "Cara-de-Barro" é um thriller de terror dirigido por James Watkins e estrelado por Tom Rhys Harries no papel principal do vilão de Gotham City. "Cara-de-Barro" descreve o horripilante declínio de um homem, de estrela de Hollywood em ascensão a monstro vingativo, em uma história sobre a perda da própria identidade e humanidade, um amor corrosivo e o lado obscuro da ambição científica. O filme é coestrelado por Naomi Ackie, David Dencik, Max Minghella e Eddie Marsan, com Nancy Carroll e Joshua James. 

James Watkins dirige Cara-de-Barro a partir do roteiro escrito por Mike Flanagan e Hossein Amini, com argumento de Flanagan, baseado nos personagens da DC.  O filme foi produzido por Matt Reeves, Lynn Harris, James Gunn e Peter Safran, com Michael E. Uslan, Rafi Crohn, Paul Ritchie, Chantal Nong Vo e Lars P. Winther na produção executiva. 

A equipe de produção criativa do diretor James Watkins inclui o diretor de fotografia, Rob Hardy, o designer de produção, James Price, o editor, Jon Harris, o supervisor de efeitos visuais, Angus Bickerton, o figurinista, Keith Madden, e a diretora de elenco, Lucy Bevan. A DC Studios apresenta, em associação com a Domain Entertainment, uma produção da 6th & Idaho, um filme de James Watkins, Cara-de-Barro será distribuído pela Warner Bros. Pictures nas salas de cinema e IMAX de todo o mundo em 22 de outubro deste ano. 

domingo, 3 de maio de 2026

.: "O Agente Secreto" pode ser assistido em cinema de praia a R$ 3,00


Exibido em horário especial - às 14h00, 17h00 e 20h00 - o premiado longa-metragem brasileiro "O Agente Secreto" está em cartaz até dia 6 de maio no Cine Arte Posto 4, o cinema localizado na orla da praia de Santos, no litoral de São Paulo. Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o filme ambientado em 1977 acompanha Marcelo, personagem de Wagner Moura, um homem que tenta reescrever a própria história ao deixar São Paulo rumo a Recife. 

A promessa de recomeço, no entanto, começa a se dissolver à medida que a cidade - vibrante, carnavalesca, imprevisível - passa a operar como um espelho distorcido de tudo aquilo que ele tenta esconder. Em vez de refúgio, Recife se impõe como território de vigilância, onde vizinhos observam, silêncios pesam e o passado insiste em infiltrar-se nas frestas do presente. Nomes como Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone e Udo Kier orbitam a narrativa com presenças que ora acolhem, ora ameaçam, contribuindo para a construção de um universo onde ninguém parece completamente confiável. Compre o roteiro do filme "O Agente Secreto" neste link.


Serviço
“O Agente Secreto”

Gênero: suspense
Duração: 160 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Ano de produção: 2025
Idioma: português
Direção e roteiro: Kleber Mendonça Filho
Elenco: Wagner Moura, Tânia Maria, Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone, Alice Carvalho, Udo Kier, Thomás Aquino
Distribuição no Brasil: Vitrine Filmes
Cenas pós-créditos: não
Ano: 2025

Cine Arte Posto 4
Av. Vicente de Carvalho - Gonzaga - Santos/SP
Em cartaz até dia 6 de maio
Sessões (horário especial): 14h00, 17h00 e 20h00
Funcionamento: terça a domingo (fechado às segundas-feiras)
Ingressos a R$ 3,00 (inteira) e R$ 1,50 (meia-entrada). Pagamento somente em dinheiro, temporariamente.

sábado, 2 de maio de 2026

.: Resenha crítica: "Rio de Sangue" é filme-denúncia sobre garimpo ilegal

"Rio de Sangue" está em cartaz na Cineflix Cinemas

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em maio de 2026


No longa nacional de ação, suspense e policial, "Rio de Sangue", em cartaz na Cineflix Cinemasa policial Patrícia Trindade (Giovanna Antonelli)afastada da corporação, foge de São Paulo para o Pará após ser jurada de morte pelo narcotráfico, numa operação fracassada. Ao tentar se reaproximar da filha, a médica Luiza (Alice Wegmann), ela esbarra numa nova problemática em que põe a vida em risco, quando a jovem é sequestrada por garimpeiros ilegais durante uma missão humanitária no Alto Tapajós.

Unindo amor materno e a experiência profissional Patrícia corre contra o tempo para resgatar Luiza na selva, refém do cabeça dos esquemas, Polaco (Antonio Calloni, de "Anjos de Sol" e "Jogo de Xadrez") que a usa para salvar o filho, Jadson (Ravel Andrade). Na situação desesperadora, ela se vê forçada a ingressar entre os garimpeiros para enfrentar os poderosos que dominam a região empunhando armas e nenhum escrúpulo.

Na telona, as cenas de ação realistas, intensas e cruas, passam longe dos exageros caricatos e impactam, o que é nitidamente favorecido pelo talento do elenco, principalmente da protagonista que desenha a força da trama de modo convincente. Todo o conjunto da produção nacional bem realizada, empolga, facilitando para que o público embarque na história de mãe e filha lutando para sobreviver em meio a um cenário de crime ambiental.

Num papel de fortaleza pronta para a defesa tal qual o personagem Rambo, Antonelli consegue passar vulnerabilidade na medida que torna o filme visceral. "Rio de Sangue" é filme-denúncia sobre a realidade do garimpo ilegal na Amazônia, contra a exploração ambiental e a violência na região. O "grito da floresta" que soma 1 hora e 46 minutos imprime certa angústia e prende a atenção do início ao fim. Vale a pena conferir!

"Rio de Sangue" (nacional). Gênero: Thriller, Ação, DramaDireção: Gustavo Bonafé. Roteiro: Felipe Berlinck, Dennison RamalhoDuração: 1h 46 minutos. Distribuição: Disney. Classificação Indicativa: 16 anos. Elenco: Giovanna Antonelli (Patrícia Trindade), Alice Wegmann (Luiza), Antônio Calloni, Felipe Simas, Sérgio Menezes, Fidélis Baniwa, Ravel Andrade. Sinopse: Patrícia, uma policial afastada após uma operação fracassada e jurada de morte, se refugia no Pará. A trama engrena quando sua filha Luiza, médica em missão humanitária, é sequestrada por garimpeiros, forçando Patrícia a agir.  

Trailer

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.: MIS segue em cartaz com exposição inédita sobre Janis Joplin até junho


Público irá conferir uma seleção de mais de 300 itens, como figurinos, manuscritos e muitas outras peças originais, diretamente de Los Angeles/EUA

Fãs de Janis Joplin, um dos maiores ícones da história do rock, podem conferir de perto uma exposição inédita sobre a lendária cantora norte-americana no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Até dia 14 de junho, o MIS abriga a exposição "Janis”, mostra que conta com um grande e variado acervo de itens originais, além de uma expografia sensorial que fará o público imergir na contracultura e espírito transgressor dos anos 60, sob a luz da vida e obra de Janis Joplin. Os ingressos, nos valores de R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia), podem ser adquiridos no site: megapass.com.br/mis.

A exposição apresenta uma seleção de mais de 300 itens, como figurinos, adereços, manuscritos e muitas outras peças originais, diretamente de Los Angeles/EUA. “Tivemos acesso à família de Janis e estamos trazendo ao MIS um grande acervo da cantora, nunca visto no Brasil”, afirma André Sturm, diretor geral do Museu da Imagem e do Som e curador da mostra. “E mais: para além dos objetos pessoais, nós fizemos um profundo levantamento fotográfico da vida e carreira de Janis para compor a exposição. Destaco as imagens do Monterrey Pop, um grande festival de música da década de 60, onde ela foi descoberta, ocorrido antes mesmo de Woodstock”.

O público conta, ainda, com a já tradicional cenografia imersiva das exposições do MIS, com elementos visuais e audiovisuais pensados em levar o visitante a uma grande experiência sensorial na vida e obra da artista. São mais de dez salas expositivas, sendo um dos pontos altos a área dedicada ao amor da cantora ao Brasil - que mostrará os momentos marcantes em que Janis passou no Rio de Janeiro, durante o Carnaval de 1970.


Sobre Janis Joplin
Aquela voz – aguda, rouca, terrena, explosiva – permanece entre as mais distintas e eletrizantes da história da música. Ela reivindicou o blues, o soul, o gospel, o country e o rock com autoridade e entusiasmo inquestionáveis, transitando destemidamente entre jams psicodélicas de guitarra, raízes intimistas e tudo o que há entre esses dois extremos. Suas performances vulcânicas deixavam o público atônito e sem palavras, enquanto seu magnetismo sexual, sua postura experiente e seu estilo extravagante quebravam todos os estereótipos sobre artistas femininas – e, essencialmente, inventavam o paradigma da “mãe do rock”.

Nascida em Port Arthur, Texas, em 1943, Joplin foi influenciada por Leadbelly, Bessie Smith e Big Mama Thornton na adolescência, e a autenticidade dessas vozes impactou fortemente sua decisão de se tornar cantora. Autodenominada "desajustada" no ensino médio, ela sofreu praticamente ostracismo, mas se aventurou na música folk com os amigos e na pintura. Frequentou brevemente a faculdade em Beaumont e Austin, mas se sentiu mais atraída pelas lendas do blues e pela poesia beat do que pelos estudos; logo abandonou a faculdade e, em 1963, partiu para São Francisco, acabando por se estabelecer no notoriamente problemático bairro de Haight-Ashbury, marcado pelo uso de drogas. Lá, conheceu o guitarrista Jorma Kaukonen (que mais tarde integraria a lendária banda de rock de São Francisco, Jefferson Airplane) e os dois gravaram uma série de canções com a esposa dele, Margareta, que tocava na máquina de escrever. Essas faixas – incluindo clássicos do blues como “Trouble in Mind” e “Nobody Knows You When You're Down and Out” – viriam à tona mais tarde no infame bootleg “Typewriter Tapes”.

Ela retornou ao Texas para escapar dos excessos do bairro Haight-Ashbury, matriculando-se como estudante de sociologia na Universidade Lamar, adotando um penteado colmeia e levando uma vida geralmente "certinha", apesar de ocasionais apresentações em Austin. Mas a Califórnia a atraiu de volta para seu abraço cintilante em 1966, quando ela se juntou à banda de rock psicodélico “Big Brother and the Holding Company”. Sua adoção de um estilo de vestimenta extravagante – com óculos de aros grossos, cabelo frisado e roupas chamativas que faziam alusão, ao estilo hippie, à era do burlesco – impulsionou ainda mais sua crescente reputação.

O inovador Festival Internacional de Pop de Monterey – realizado de 16 a 18 de junho de 1967 – transformou a carreira de Janis Joplin e lançou as bases para festivais como Woodstock. Janis chegou ao bucólico Parque de Exposições do Condado de Monterey como membro do Big Brother and the Holding Company, um grupo praticamente desconhecido fora de São Francisco. Ao final do fim de semana, ela era o centro das atenções da mídia mundial e passou a ser cortejada pelo presidente da Columbia Records, Clive Davis, e pelo empresário de Bob Dylan, Albert Grossman.

Anunciado como "três dias de paz e música", o Woodstock de 1969 foi o ponto culminante das mudanças culturais que ocorreram ao longo da década. Tudo, desde música, literatura e moda até as atitudes em relação ao sexo e às drogas, foi afetado pela convulsão social – enquanto a guerra no Vietnã continuava, quase meio milhão de pessoas compareceram para demonstrar que a paz e o amor eram possíveis. Saiba mais em: https://janisjoplin.com/biography/


Serviço | Exposição “Janis”
Data: até dia 14 de junho de 2026
Local: MIS - Avenida Europa, 158 - Jd. Europa - São Paulo
Horários: terças a sextas, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 10h00 às 18h00. Ingressos: terças-feiras: gratuito; de quarta a domingo: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia) | megapass.com.br/mis
Classificação: livre

A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, e MIS, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ProAC e Promac. O MIS tem patrocínio institucional da Livelo, Vivo, Goldman Sachs, Ituran e Goodstorage e apoio institucional das empresas Delboni, EAÍ?! Marketing, Unisys, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Unipar, Campari, Colégio Albert Sabin, PWC, Telium, Kaspersky, Gabriel e Play Audiovisual.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

.: Pré-estreia de "Fraternura": novo filme sobre Frei Betto que trata de amizades


"Fraternura" é o terceiro documentário da tetralogia que a Mirar Lejos está produzindo em parceria com a Secretaria do Audiovisual/Ministério da Cultura, sobre o legado plural do frei dominicano. Foto: Luís Monteiro


A produtora brasileira Mirar Lejos apresenta "Fraternura", filme que lança um olhar sensível e pessoal à trajetória de Frei Betto. Revisita suas memórias da adolescência em Belo Horizonte, os laços afetivos com a família e amigos, e revela as marcas profundas deixadas pelo período em que esteve preso durante a ditadura militar. O filme surpreende com imagens raras e depoimentos emocionantes de familiares a amigos. A pré-estreia, em São Paulo, com a presença de Frei Betto e dos diretores, acontece no dia 5 de maio, no Cine Marquise, da Av. Paulista, às 19h00, com entrada gratuita sujeita à lotação da sala.

"Fraternura" é o terceiro documentário da tetralogia que a Mirar Lejos está produzindo em parceria com a Secretaria do Audiovisual/Ministério da Cultura, sobre o legado plural do frei dominicano. O projeto dos quatro documentários temáticos tem direção de Evanize Sydow e Américo Freire, que são biógrafos de Frei Betto. O primeiro, lançado em abril de 2024, “A Cabeça Pensa Onde os Pés Pisam”, disponível nas plataformas da produtora, trata da trajetória do frade como educador popular e foi destaque em festivais como o Festival Internacional Del Nuevo Cine Latinoamericano, em Cuba, e na Mostra de Cinema de Ouro Preto.

O segundo documentário, “Múltiplos: os Percursos Literários de Frei Betto”, mergulha na vasta produção do autor, revelando sua força como escritor. Entre memórias, ensaios, literatura infantojuvenil, contos e romances, o filme destaca a riqueza de sua obra e o reconhecimento da crítica, que consagra Frei Betto como uma das vozes mais relevantes da literatura brasileira contemporânea. E por fim, o quarto documentário a ser lançado será o “Cartas da Prisão”, baseado no período em que o frei dominicano foi preso pela ditadura militar com outros frades. Além da tetralogia, a Mirar Lejos também prepara o longa-metragem Betto, com o ator Enrique Díaz como protagonista, e que será gravado em Cuba.


Frei Betto
Escritor, teólogo e ativista brasileiro, Frei Betto desempenha papel significativo na política e na sociedade do país. Na sua trajetória, muitas vezes desafiadora das estruturas de poder opressivas, como foi na ditadura militar brasileira, entre 1964 e 1985, são marcantes a conexão com comunidades populares e movimentos sociais, além da interlocução entre a Igreja Católica e o Estado.


Mirar Lejos
Produtora brasileira que atua nos campos da cultura, direitos humanos e comunicação. A Mirar Lejos conta com uma equipe de profissionais experientes em projetos relacionados ao patrimônio cultural, preservação da memória, e defesa dos direitos humanos, com conhecimento e experiência no desenvolvimento de conteúdos audiovisuais, digitais, artísticos e culturais. Reúne uma ampla rede de colaboradores, incluindo pesquisadores, jornalistas, produtores, roteiristas, editores e diretores.


Serviço
Pré-estreia de "Fraternura: Frei Betto"
Data: terça-feira, dia 5 de maio, às 19h00
Local: Cine Marquise – Av. Paulista, 2073 – São Paulo / SP
Grátis - entrada sujeita à lotação da sala

quinta-feira, 30 de abril de 2026

.: Crítica: "O Grande Arco de Paris" retrata frustração de arquiteto

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com

Em abril de 2026


O drama francês "O Grande Arco de Paris" (L'Inconnu de la Grande Arche), exibido no 2º Festival de Cinema Europeu IMOVISION, na Cineflix Cinemas de Santosbaseado no romance de 2016 de Laurence Cossé, começa na seleção de um projeto audacioso do arquiteto dinamarquês, Otto von Spreckelsen. Pouco conhecido, o vencedor do concurso de 1983 organizado pelo presidente François Mitterrand para projetar o Grande Arco de La Défense alinhado ao Louvre e ao Arco do Triunfo, esbarra em sucessivos desafios para a construção do monumento.

Como se não bastassem as dificuldades de complexidade do projeto e a implicância da administração de Mitterrand para erguer tal projeto audacioso, no caminho surgem disputas políticas e a vida pessoal do dinamarquês, a corrosão da relação dele com a esposa gera um conflito capaz de chegar a ficar por um fio. Embora, na vida real, a esposa de Spreckelsen tenha negado a forma como a relação e os conflitos foram retratados na produção, apontando que certas tensões não ocorreram de fato. Para tanto, o longa exibe um alerta a respeito antes de exibir seus 104 minutos de duração.

Intenso, Claes Bang ("O Homem do Norte" e "Drácula") imprime todas as frustrações de Johan Otto von Spreckelsen diante do projeto que seria sua grande realização profissional, além das igrejas que construiu em seu país natal. No entanto, diante de entraves durante o processo de construção do monumento, que jogam no colo dele restrições técnicas que implicam em sinuosos jogos de poder, precisa ponderar reais desejos para a vida. Vale a pena conferir!


A equipe Resenhando.com assiste aos filmes em Santos, no primeiro andar do Miramar ShoppingPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SAN


"O Grande Arco de Paris" (L'Inconnu de la Grande Arche). Gênero: Drama. Direção: Stéphane Demoustier. Roteiro: Laurence Cossé e Stéphane Demoustier (baseado no romance de mesmo nome de Laurence Cossé, publicado em 2016). Duração: 1h 47min. Distribuição: Imovision. Elenco: Claes Bang como Johan Otto von Spreckelsen (o arquiteto dinamarquês), Sidse Babett Knudsen, Xavier Dolan, Swann Arlaud, Michel Fau. Sinopse: França, 1983. Determinado a deixar sua marca na história, o presidente François Mitterrand lança um ambicioso concurso internacional de arquitetura: erguer o monumental Grande Arco de La Défense, alinhado com o Louvre e o Arco do Triunfo.

Trailer de "O Grande Arco de Paris"




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