Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do Resenhando.com
Em março de 2026
A produção francesa de ficção científica e fantasia, indicada ao Oscars 2026 na categoria Animação, "Arco" traz um garoto com o nome título, vindo do ano 2075, com costumes diferentes do que a humanidade volta e meia supõe. Numa sequência de erros, Arco de 10 anos, rouba a capa da irmã para viajar no tempo, mas pela inexperiência, cai na Terra em tempos atuais. Por sorte, é encontrado na mata pela corajosa Iris que o resgata e dá abrigo.
Ao tentarem corrigir os desencontros, Arco e Iris criam um elo de amizade e apoio, uma vez que Iris vive sem a presença dos pais, por trabalharem muito, e é cuidada pelo robô Mikki, de tecnologia já ultrapassada, também babá de seu irmãozinho ainda bebê. O robô que gerencia a casa e as crianças no futuro distópico de 2075, representa algo no estilo inteligência artificial com uma pitada de apoio emocional para a garota solitária.
Enquanto Arco precisa voltar para o futuro e reencontrar os pais e a irmã, ele ainda esbarra num trio vestindo blazers em cores vibrantes, Dougie, Stewie e Frankie, agindo num estilo "Os Trapalhões", sempre à espreita para registrar numa gravação tamanho acontecimento, mesmo que escondidos em arbustos. As interferências são hilárias.
Cheio de apontamentos críticos sobre a solidão, as relações familiares, conexões entre as gerações, o uso confuso da tecnologia e, claro, o futuro da humanidade com a relação a natureza, "Arco" se mostra como uma animação primorosa produzida por Ugo Bienvenu, Natalie Portman, Félix de Givry, Sophie Mas, Audrey Tondre.
Os traços e cores vibrantes na telona de encher os olhos, entregam um visual nitidamente influenciado por Moebius, pseudônimo de Jean Giraud, um artista francês de história em quadrinhos, além do Studio Ghibli, estúdio de animação japonesa, fundado em 1985 por Hayao Miyazaki, Isao Takahata e Toshio Suzuki, com produções estilo artístico em 2D detalhado em narrativas fantásticas.
"Arco", uma fábula sobre infância, responsabilidade e esperança em um futuro coexistente, transita por temas importantes de modo maduro e sensível. O resultado é impressionante, até mesmo quando entra em cena um robô capaz de impactar o público emocionalmente. Além da indicação ao Oscar, o longa venceu o prêmio de Melhor Animação no National Board of Review. Imperdível!
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"Arco" (Arco). Gênero: animação, ficção científica, aventura. Direção: Ugo Bienvenu. Duração: 1h 29m. Sinopse: Arco é um menino de dez anos de um futuro pacífico que acidentalmente viaja no tempo para o ano de 2075. Ao descobrir um mundo em perigo, ele se une a uma jovem e seu robô cuidador em uma jornada para voltar para casa.
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