segunda-feira, 26 de agosto de 2019

.: Diário de uma boneca de plástico: 26 de agosto de 2019

Querido diário,


Desde a morte do jornalista Ricardo Boechat, não mais fiz anotações nas suas páginas. No entanto, hoje, a última segunda-feira do mês de agosto, volto para registrar outra tristeza minha: a morte da escritora Fernanda Young.

Ontem, domingo, saímos cedo para São Paulo, pois sempre utilizamos transporte público, simplesmente por não ter que se preocupar com pedágio, estacionamento e o cansaço da volta. Sempre durmo! 

Fomos assistir o espetáculo show "Escola do Rock", no Teatro Santander. Para tanto, há duas opções de locomoção no metrô que incluem o uso da linha Lilás e da Amarela, ambas que volta e meia são paralisadas ou têm funcionamento vagaroso, principalmente aos domingos. Acertamos! Passamos 1 hora e 15 somente na linha Lilás, da Santa Cruz até a estação Santo Amaro e seguimos de trem. 

Lá no Teatro Santander foi tão magnífico. Sabe quando você vai ao teatro e é vacinado com uma dose gigantesca de ânimo? Assistir aquela montagem incrível do Atelier de Cultura nos trouxe muita alegria. Ao fim, felizes e tagarelando sem parar a respeito do espetáculo, seguimos até o Shopping Olímpia para comer e, ali, na mesa que costumamos lanchar, recebemos um aviso de tristeza profunda.

nosso amigo e padrinho de casamento, avisou pelo zap que Fernanda Young havia morrido. Não consegui acreditar, assim com meu marido. 

Mentira! Mas, infelizmente, não era. 

Enquanto que ele, à minha frente, buscava por notícias para entender o que havia ocorrido, recorri ao Twitter e, para piorar tudo, lá estava a foto dela em destaque e com os dizeres de confirmação. Ler todos aqueles lamentos, até agora, não diminuem o meu choque, minha tristeza e meu desolamento.

Tristes e sem chão, recordamos da vez em que a vimos numa Feira de Livros em Santos, quando foi tão receptiva aos jovenzinhos que faziam o Resenhando.com. Eu, mais tímida sorrindo de pura felicidade, enquanto que maridão, grande fã, não conseguia se conter e falava sem parar. Foto? Não temos, era uma época em que as câmeras digitais eram novidade e caríssimas. Nem mesmo tínhamos a nossa com rolo de filme a ser revelado.

Fica a vivência daquele momento eternizado em nossas mentes e nas nossas palavras aqui, no Resenhando.com. Seja a maravilhosa sensação de estar diante daquele furacão da escrita, ao menos uma vez na vida.

"As pessoas dos livros" não vão entender que "onde queres descanso, sou desejo”. Não são normais!


Beijinhos pink cintilantes e até loguinho,

Donatella Fisherburg


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.: Entrevista com Fernanda Young, escritora, roteirista e atriz











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