sábado, 31 de agosto de 2019

.: Djavan traz o CD "Vesúvio" com 12 canções inéditas - Por Luiz Gomes Otero


Por Luiz Gomes Otero*, em agosto de 2019.

O alagoano Djavan está de volta com o disco “Vesúvio”, que apresenta 12 canções inéditas e uma faixa bônus gravada com Jorge Drexler. O trabalho sintetiza os seus mais de quarenta anos de carreira explorando temas inspirados pelo amor, pela política e pelo poder da natureza.

A sonoridade de "Vesúvio" é essencialmente pop. E essa tendência foi proposital. Djavan quis produzir algo que pudesse transmitir sua mensagem com mais fluidez para o público.

Para conseguir a sonoridade que desejava, ele montou uma banda composta por velhos companheiros como o guitarrista Torcuato Mariano, o pianista Paulo Calasans, o tecladista Renato Fonseca, e dois músicos novos, justamente o baixista, Arthur de Palla, e o baterista, Felipe Alves.

 “Orquídea” é o título de um samba de “Vesúvio” que une duas paixões - o ritmo musical brasileiro e a espécie de flor que ele cultiva com carinho em seu sítio localizado em Petrópolis, no Rio de Janeiro. A letra cita os nomes científicos de pelo menos 15 dessas espécies de orquídeas que ele cultiva, inclusive uma tal Javanica, que ouvida assim na canção lembra o nome do compositor.

Fugindo um pouco dos temas ligados a natureza, Djavan compôs “Solitude”, que tem um discurso político motivado pelo momento de incerteza no Brasil e no mundo. “...Quem é que sabe/O quanto lhe cabe/Dessa solitude?/Por isso a hora/De fazer é agora/Tome uma atitude...”.

Outra canção explicitamente pop e política do disco é “Viver é Dever”, um rock com letra seca e direta: “Tudo vai mal/Muito sal/Nada vai bem/Pra ninguém/Nessa pressão/Quem há de dar a mão/Pra que o mundo/Saia lá do fundo...”.

“Meu Romance” é uma canção sobre o amor real, realizado, em forma de um bolero, que recebeu uma versão quase literal em espanhol, intitulada “Esplendor”, do compositor uruguaio Jorge Drexler, a convite do alagoano. A versão consta como faixa bônus, com direito a um dueto com Drexler. E foi a primeira vez, aliás, que Djavan dividiu os vocais de uma canção num disco de estúdio próprio desde que Cássia Eller cantou com ele “Milagreiro”, em 2001.

No final temos um trabalho de Djavan que mantém a coerência de sua trajetória na música. Um som pop, onde ele “djavaneia” suas principais influências musicais, mas sempre com sua marca registrada. 


"Vesuvio"

"Solitude"

"Viver é Dever"

*Luiz Gomes Otero é jornalista formado em 1987 pela UniSantos - Universidade Católica de Santos. Trabalhou no jornal A Tribuna de 1996 a 2011 e atualmente é assessor de imprensa e colaborador dos sites Juicy Santos, Lérias e Lixos e Resenhando.com. Criou a página no Facebook Musicalidades, que agrega os textos escritos por ele.

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