quarta-feira, 18 de setembro de 2019

.: Fundação Dorina Nowill para Cegos dispõe 50 novos livros para jovens

A Fundação Dorina Nowill para Cegos dá início ao projeto "Acervo Literário para Jovens", viabilizado pelo Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD), com o objetivo de incentivar a leitura para jovens com deficiência visual. O projeto produzirá 50 novos títulos, no formato livro falado, voltados ao público de 12 a 17 anos. As obras serão disponibilizadas gratuitamente na Dorinateca, biblioteca online da Fundação Dorina, que passa a contar com mais títulos de diversos gêneros, entre eles, crônica, ficção científica (Star Wars), histórias da mitologia grego-romana e biografia (Joana D'Arc). Até o best-seller "Fala sério, mãe!", de Thalita Rebouças, que virou filme estrelado por Larissa Manoela e Ingrid Guimarães, figura entre os lançamentos acessíveis da Fundação.

A biblioteca online da Fundação conta com mais de 4 mil títulos acessíveis, que podem ser acessados gratuitamente por pessoas com deficiência visual, além de organizações, bibliotecas, associações, escolas e universidades cadastradas de todo país. Uma pesquisa sobre leitura acessível, realizada pelo Instituto Datafolha para a Fundação Dorina, revela que 39% das pessoas com deficiência visual costumam ler todos os dias e 71% sente prazer na atividade. O braille, sistema de alfabetização para pessoas cegas, é utilizado por 34% dos leitores, enquanto 66% preferem os livros falados, audiobooks e PDF com leitor de tela acessível.

"As 50 novas obras disponíveis na Dorinateca ampliarão as opções acessíveis para esse público que realmente gosta de ler. Além disso, atenderão aos interesses de jovens entre 12 e 17 anos, que podem – e devem – ser estimulados a ler em um dos formatos mais buscado pelos leitores, que é o livro falado ", diz Alexandre Munck, superintendente executivo da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

Sobre a Fundação Dorina Nowill para Cegos: Há mais de 70 anos, A Fundação Dorina Nowill para Cegos trabalha para que crianças, jovens, adultos e idosos cegos e com baixa visão sejam incluídos em diferentes cenários sociais. A instituição oferece serviços gratuitos e especializados de habilitação e reabilitação, dentre eles orientação e mobilidade e clínica de visão subnormal, além de programas de inclusão educacional e profissional. 

Responsável pela maior Imprensa Braile do Brasil e da América Latina, em capacidade de produção, a Fundação Dorina Nowill para Cegos é referência na produção e distribuição de materiais nos formatos acessíveis braile, áudio, impressão em fonte ampliada e digital acessível, incluindo o envio gratuito de livros para milhares de escolas, bibliotecas e organizações de todo o Brasil. A instituição também oferece uma gama de serviços em acessibilidade, como cursos, capacitações customizadas, sites acessíveis, audiodescrição e consultorias especializadas. Contando com o apoio fundamental de colaboradores, conselheiros, parceiros, patrocinadores e voluntários, em 2017, a Fundação Dorina Nowill para Cegos foi reconhecida pela revista Época e pelo Instituto Doar como uma das 100 Melhores ONGs para Doar no Brasil, confirmando a seriedade de um trabalho que atravessa décadas e busca conferir independência, autonomia e dignidade às pessoas com deficiência visual. Mais detalhes: fundacaodorina.org.br.

Centenário de Dorina Nowill: Nascida em maio de 1919, na capital paulista, Dorina de Gouvêa Nowill ficou cega repentinamente, aos 17 anos, em consequência de uma doença não diagnosticada. A partir da perda completa da visão, ela começava a fazer história e a construir os pilares da instituição que, no futuro, levaria seu nome e sua causa. Dorina Nowill foi a primeira aluna cega a frequentar um curso regular no Brasil. Posteriormente, viajou para os Estados Unidos, onde fez cursos de especialização na Michigan State Normal School e no Teacher's College. De volta ao país, percebendo a carência de livros em braille, criou a então Fundação para o Livro do Cego no Brasil, atual Fundação Dorina Nowill para Cegos, que iniciou suas atividades em 1946 com a produção e distribuição de publicações acessíveis por este sistema, dando início ao que hoje é uma das maiores imprensas braille do mundo em capacidade de produção. À frente do seu tempo, Dorina Nowill também foi responsável pela articulação e implementação de importantes políticas públicas nacionais, amplo espaço de fala e representatividade internacional, como sua participação na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em 1981. Dorina Nowill faleceu em agosto de 2010, aos 91 anos, deixando um legado que permanece e segue adiante por meio dos colaboradores, conselheiros, parceiros, patrocinadores e voluntários da instituição. Em 2019, celebramos o centenário dessa mulher, que desempenhou um importante papel na luta pela inclusão de pessoas com deficiência visual.

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