domingo, 27 de outubro de 2019

.: "Lagoa Bonita ou CAFÉ PARIS" estreia no Teatro Liberdade, em SP

Espetáculo teatral Lagoa Bonita ou CAFÉ PARIS estreia em São Paulo com reflexão lúdica sobre os desafios da vida. Texto conta com interpretação de um elenco formado por Debora Duarte, Daíse Amaral, Clovys Torres, Juan Alba, Julio Assad, Luiz Guilherme Favati, Bruno Monteiro, Luiz Sena e Samuel Derewlany; direção e encenação é feita por Jorge Farjalla, que buscou inspiração no mundo circense para transportar o público a um mundo de poesia e imaginação


Foto de Priscila Prade: Daíse Amaral e Juan Alba


A capacidade de sonhar e buscar constantemente a felicidade são os elementos principais da peça teatral ‘Lagoa Bonita ou CAFÉ PARIS’, que estreia no dia 08 de novembro, no Teatro Liberdade, em São Paulo (SP). O espetáculoconta com uma hora e 40 minutos de duração para apresentar ao público a vida de uma moça chamada Edit Piaf da Silva, nascida na cidade de Lagoa Bonita, interior de Minas Gerais, e sua jornada em busca do sonho de conhecer a cidade de Paris, na França e cantar músicas de Edith Piaf. Um dos traços mais marcantes de sua personalidade é a paixão pela cantora francesa quase homônima, conhecida por interpretar um dos maiores clássicos musicais do mundo: ‘La vien rose’. O sentimento fora herdado da mãe, que agora écega, vive em uma casa em frente à Lagoa Bonita e tenta convencer a filha a não abandoná-la.

“O espetáculo utiliza uma abordagem onírica da vida. A narrativa tem como base a capacidade de sonhar e Paris representa a grande meta de felicidade e sucesso na vida da personagem”, explica Clovys Torres, autor da peça. A peça sobre Edit Piaf da Silva é uma comédia musicada com canções de artistas brasileiros como Dorival Caymmi e Cartola, que ajudam a contar a história de cinco personagens perdidos em seus sonhos, ilusões e, principalmente, em seus amores. “Muitas vezes nos deparamos com a dificuldade em tomar decisões ou em como lidar com um lugar adverso. Pode ser uma mudança do interior de São Paulo para o Rio de Janeiro ou para fora do país”, acrescenta Torres.

A peça conta com direção e encenação de Jorge Farjalla, que buscou inspiração no circo para dar um novo sentidoà história. “A apresentação é recheada de signos e simbologias, que têm como propósito representar questões como a morosidade da vida e várias outras situações. Um dos exemplos é a carroça antiga de circo que construímos para contar a saga dessa personagem. É a história de um herói que carrega aquela vontade de ser feliz e de fazer sua vida dar certo. Uma lição de vida”, completa.



Foto de Priscila Prade: Débora Duarte e Luiz Guilherme Favati

Daíse Amaral, produtora e idealizadora do projeto, acrescenta que a obra brinca com o realismo de uma forma poética. “O rompimento da realidade em busca do sonho é o que move a peça”, diz. Um dos pontos máximos da peça é a chegada a Paris, que representa a grande meta de vida da personagem principal. “A estrutura física e todos os símbolos foram mudados. O simbólico é tão intrigante pra mim que, ao invés de pensar na Torre Eiffel como ponto de partida para o ícone de Paris, eu pensei em um carrossel”, comenta Farjalla.

“Existe uma questão lúdica entre o palhaço e Lagoa Bonita. A construção foi feita com base em uma ressignificação do texto contemporâneo do Clovys Torres. É o final de uma tríade que teve início com o espetáculo ‘Vou deixar de Ser Feliz por Medo de Ficar Triste’, do Yuri Ribeiro, cuja história foi contada com base em um picadeiro de circo e que também passa pela obra ‘O Mistério de Irma Vap’, onde usei o texto do Charles Ludlan como base para transportar o público a um outro universo”, acrescenta Farjalla. A direção do espetáculo ‘O Mistério de Irma Vap’, inclusive, rendeu à Farjalla o Prêmio Bibi Ferreira de melhor direção.

O diretor musical, Miguel Briemont, observa que a criação da trilha sonora está baseada nessa grande fantasia. A peça conta com a presença de três músicos ao vivo, que atuam como músico-atores. “Tudo é muito imagético e para mim o espetáculo é uma grande fantasia linda. Temos componentes como o amor, a separação e o reencontro. É um poema musical”, diz.

Para Débora Duarte, a atriz que interpreta a mãe de Edit Piaf da Silva, a peça carrega um humor ingênuo e desperta sentimentos que normalmente temos pudor de sentir, demonstrar e acreditar. “É uma bandeira fortíssima porque vem lá das entranhas e dói muito. Esse é um processo doloroso, mas depois é zeloso, maroto, ‘clown’ e lúdico. A minha grande inspiração vem do próprio personagem, que é um mulherão”, completa.

As grandes decisões da vida estão ali, presentes na disposição de Edit em abandonar tudo para viver o seu grande sonho – inclusive terminar o namoro com Chico, um pescador local que simboliza o ‘caipira regionalista’, apegado à vida pacata do interior. O namorado faz de tudo para amolecer o coração da jovem sonhadora, apelandoa cantigas de moda caipira e até mesmo a chantagens emocionais em conjunto com a ex-futura sogra.Em meio a toda confusão, a mãe de Edit pede ajuda a um velho amigo: seu Expedito, o prefeito de Lagoa Bonita. Animador de festas dos bons e fiel escudeiro da moral e dos bons costumes, ele acaba sendo absorvido pela confusão que se estabelece na pacata casa onde a música sempre reinou.

Apesar das fortes raízes ligadas à mãe, o coração de Edit bate mais forte pela beleza da cidade luz, que representa sua grande realização. Há ainda a presença de um palhaço francês com ar tristonho, que se chama Pierre, seu grande parceiro e incentivador na jornada. Juan Alba, ator que interpreta o pescador local Chico, explica que o envolvimento com o projeto começou em 2016, quando tudo ainda estava em fase embrionária. “É incrível como a gente consegue ser transportado dentro do espetáculo. Tenho certeza que o público vai trabalhar muito a imaginação e vai ser transportado para um lugar diferente”, avalia.

A narrativa é recheada de confusão e muita reviravolta, que simbolicamente representam os altos e baixos da vida. Afinal de contas, seja em Lagoa Bonita, em Paris, nos cafés ou nos teatros da vida, a felicidade está profundamente ligada à capacidade de sonhar, viver e realizar.

Lagoa Bonita ou CAFÉ PARIS
Estreia: 08 de novembro
Dias: De quinta a domingo
Local: Teatro Liberdade
Vendas: Na bilheteria de teatro ou Eventim.com.br
Atendimento da bilheteria : (11) 3277-6961
Valores: R$ 50 a R$ 80
Horário da bilheteria: 13h às 21h de terça a sábado. Domingo das 12h às 20h
Site: teatroliberdade.com.br
Classificação: Livre
Endereço: Rua São Joaquim, 129, Liberdade, São Paulo, SP
Duração: 100 minutos
Texto: Clovys Torres
Direção e Encenação: Jorge Farjalla
Direção Musical: Maestro Miguel Briamonte
Elenco: Débora Duarte, Daíse Amaral, Clovys Torres, Juan Alba, Julio Assad e Luiz Guilherme Favati
Músicos: Bruno Monteiro, Luiz Sena e Samuel Derewlany
Cenografia: Marco Lima
Figurinos: Jorge Farjalla
Iluminação: Cesar Pivetti
Visagismo: Anderson Bueno
Adereços: Nilton Araujo
Fotos : Priscila Prade
Assistente de direção: Andreah  Dorim
Assistente musical e preparação de voz: Carol Weingrill
Pianista  Ensaiador: Bruno Monteiro
Figurinista   Assistente: Dani Griesi
Assistente  Iluminação: André Pierri
Assistente de Cenografia: Cesar Bento
Costureira: Judite de Lima
Produção Executiva: Heldi  Bazotti
Assistente de produção: Luana Costa
Produção Administrativa: Amanda Leones
Coordenação de Produção: Daise Amaral
Produção e Realização: DNA Produções Artísticas

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