segunda-feira, 14 de outubro de 2019

.: Por que "Orgulho e Preconceito" é tão atual? Vaidade nas relações explica


São mais de 20 milhões de cópias vendidas, diversos roteiros de filmes e narrativas de livros inspirados no mais famoso clássico de Jane Austen, "Orgulho e Preconceito". Então, por que mais de 200 anos depois a editora Via Leitura, do Grupo Editorial Edipro, apresenta uma versão com capa dura luxuosa?

Porque a vaidade nas relações humanas está intrínseca! O que hoje, é comum nas redes sociais e nos encontros pessoais já era vivenciado e escrito por Jane Austen. Sagaz em observar a sociedade ao seu redor e capaz de transcrever defeitos inerentes aos seres humanos de forma tão complexa em personagens tão bem construídas, Austen tornou-se atemporal. Seus apontamentos continuam importantes e têm muito a ensinar. Confiram nossas comparações:

Aparência e bens materiais: assim como na aristocracia, o século XXI vive das aparências, mas ao invés de dotes, terras e, infelizmente casamentos de fachada - que continuam em voga (!!), agora na era em que muitos vivem de status, são os famosos likes, roupas e carros caros que definem boa parte do “sucesso” pessoal ou até, pasmem, profissional. Quando na verdade, Austen já dizia que a busca pela perfeita ascensão social é tóxica e destrói qualquer relacionamento, com isso entende-se também o consigo mesmo. Expectativa é a mãe da frustração.

Preconceito: está embutido na sociedade desde sempre, em diversas classes, minorias, grupos e, principalmente, de gênero. A tratativa de como as mulheres são inferiorizadas acabam não só com a vida delas, mas reforçam toda a masculinidade prejudicial para os próprios homens. Mulheres ativas e que tomam suas próprias decisões são um passo importante para a construção econômica de um país e para a sociedade inteira, além de considerar o mais essencial, o livre arbítrio, afinal, ela é um ser humano. Em Orgulho e Preconceito, a luta principal é pelo direito de amar e Jane embutiu essa questão dentro de discussões mais politizadas com maestria.

Hipocrisia: está por todos os lados. No religioso que fala que não pode, mas faz escondido; naquele que diz que “eu faço, mas o próximo não pode fazer”; ou mesmo, naquele que não faz, mas esquece-se de que o outro tem suas convicções e vontades próprias. O que é mais atual que este cenário? A narrativa expõe bem este ponto e mostra todas as máscaras, a falta de sensibilidade de alguns personagens e suas destrutivas consequências. E fica o aprendizado!

Orgulho: esse sentimento destrói qualquer relação. Há uma linha tênue entre ser seguro de si, amar a si mesmo, e a falta de humildade. Muitas pessoas perdem oportunidades incríveis na vida por conta do orgulho e há também aqueles que não conseguem enxergar seus próprios erros e como eles podem pré-julgar e prejudicar o contexto de algo perfeito, levando-os direto a derrota. Retratado no clássico, o orgulho pode ter sérias consequências.

São quatro pontos importantes que acometem nossa sociedade desde a época da aristocracia. Em tempos de tamanha evolução tecnológica é difícil imaginar que talvez a humanidade possa não ter evoluído em relações humanas, porém, são obras como Orgulho e Preconceito, da magnífica Jane Austen que provam que o caminho, ao menos, já começou a ser trilhado. Resta continuarmos.

Em "Orgulho e Preconceito", Jane Austen nos apresenta os Bennets: uma família nobre, porém sem posses, composta pelo pai, pela mãe e por cinco moças, todas em idade de se casar e nenhuma com direito a herdar a propriedade da família. Para assegurar o futuro delas, é preciso encontrar pretendentes de boa posição – uma busca que atormenta a senhora Bennet e, consequentemente, a família toda. 

A chegada de novos vizinhos provoca um alvoroço na vizinhança ao apresentar dois jovens solteiros e abastados: o senhor Bingley, por quem Jane Bennet, a primogênita, logo se apaixona; e o senhor Darcy, um homem orgulhoso que desperta o desprezo de Elizabeth Bennet, a segunda irmã mais velha e heroína desta história. Para viver um grande amor, no entanto, eles terão de repensar suas convicções e reavaliar seus sentimentos. Esta envolvente narrativa traz o que há de melhor na literatura de Jane Austen: um enredo repleto de reviravoltas, personagens inesquecíveis e diálogos aguçados. 

Com ironia refinada e traços de comédia, a autora coloca em evidência a condição feminina na sociedade de sua época. Publicada em 1813, esta que é sua principal obra tornou-se também uma das mais importantes da literatura. Um livro universal e atemporal, que ganha agora uma edição para colecionador em capa dura que apresenta ilustrações das principais personagens da narrativa e com acabamento suave ao toque.

Sobre a autora: 
Jane Austen (1775-1817) tornou-se uma das mais reconhecidas escritoras inglesas em toda a História. Nascida na nobreza rural do século XVIII, representou a realidade de sua classe social em todas as suas obras, concentrando-se no papel da mulher. A sétima filha de uma família de ávidos leitores escreveu seus primeiros textos para o divertimento doméstico, até a publicação de seu primeiro livro, em 1810. Apesar de o casamento ser um tema frequente em suas obras, Austen morreu sem nunca ter se casado, aos 41 anos, em Winchester. Suas últimas palavras foram “não quero nada mais que a morte”.

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