terça-feira, 7 de janeiro de 2020

.: MASP anuncia Sandra Benites como nova curadora adjunta de arte brasileira


Sandra Benites é a nova curadora adjunta de arte brasileira do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - MASP. Sandra é Guarani Nhandewa, doutoranda em Antropologia Social pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e curadora.

Trata-se de um marco, já que essa é a primeira vez que uma curadora indígena é contratada por um museu de arte no Brasil. Sandra trabalhará em diversas iniciativas do MASP, que tem procurado trazer, cada vez mais, artistas e histórias indígenas de diversas maneiras em suas iniciativas. A contratação fortalece a presença de vozes e arte indígenas no programa do museu e sua presença será especialmente importante em 2021, quando o MASP dedicará toda a sua programação às “Histórias indígenas” ao redor do mundo.  

Este projeto recentemente ganhou o Sotheby’s Prize, que visa reconhecer excelência curatorial e apoiar exposições que exploram temas negligenciados ou sub-representados da história da arte.

Sandra Benites trabalha, desde 2004, com educação indígena. Foi professora de arte em uma escola de ensino fundamental em Aracruz, Espírito Santo, na comunidade Guarani entre 2004-2012 e coordenadora pedagógica na Secretaria de Educação em Maricá, no Rio de Janeiro, assessorando escolas indígenas. Foi curadora da exposição DjaGuata Porã: Rio de Janeiro Indígena no Museu de Arte do Rio em 2017-18 e é co-curadora de exposição sobre lideranças indígenas no Sesc Ipiranga a ser realizada em 2020.

“O projeto da exposição ‘Histórias Indígenas’ no MASP é muito importante para despertar memórias indígenas, muitas das quais se encontram adormecidas. Quando falamos em histórias, sempre falamos de um conhecimento ancestral, e o objetivo será o de narrar essas histórias a partir de uma visão indígena sobre o ‘ywy rupa’, que é a territorialidade Guarani”, afirma Sandra.

“Estamos nos sentindo extremamente sortudos em poder trazer Sandra para nosso time e já estamos colaborando com ela de diferentes formas”, afirma Adriano Pedrosa, diretor artístico da instituição. “Essa é uma virada para MASP e também para o cenário museológico como um todo, já que lideramos esse caminho para construção de narrativas mais plurais, diversas e inclusivas, não apenas discutindo e exibindo arte indígena, mas ao conseguir fazer isso sob a orientação excepcional de Benites”, finaliza.

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