domingo, 22 de março de 2020

.: Acid Tongue traz os novos sons de Seattle, por Luiz Gomes Otero


Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico musical.

Liderada pelo cantor e compositor Guy Keltner e pelo baterista e artista visual Ian Cunningham, a Acid Tongue é mais uma banda que se originou de Seattle, nos Estados Unidos, apresentando um rock alternativo de qualidade. O grupo chega ao segundo álbum, intitulado Bullies, utilizando riffs com sabor nostálgico dos anos 60 e 70, assim como os grupos do movimento grunge.

Já no seu EP de estréia, "I Died Dreaming" (2015), o Acid Tongue chamou a atenção da estação de rádio KEXP e de um público britânico para as novidades musicais. Em 2016, Keltner e Cunningham co-fundaram sua própria gravadora, Freakout Records, com o patrono da música de Seattle, Skyler Locatelli, e em 2017 lançaram o LP de estreia da banda, Babies. Os singles do álbum - "Humpty Dumpty" e "If I Really Loved Her" - receberam atenção substancial das rádios e playlists do mundo underground do indie-rock.

No segundo álbum, Bullies, nós encontramos a banda com um som maduro, cantando temas que sintetizam comentários sobre a cultura milenar, relacionamentos machucados e sonhos desfeitos. O som tem alta energia e bom rock que atestam a força da terra natal (Seattle), que revelou as bandas do movimento grunge nos anos 90 como Nirvana e Pearl Jam.

A faixa título ("Bullies") tem uma pegada grunge. "Walk Don´t Run" evoca sons das bandas de garagem dos anos 60, assim como as faixas Candy e Jenny Lewis. O interessante é que as canções não soam como datadas. Funcionam como uma reciclagem do som que se produzia nos anos 60. O Acid Tongue é uma boa aposta para quem acompanha e curte o rock alternativo.


"Bullies"

"Walk Don´t Run"


"Candy"

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