terça-feira, 27 de outubro de 2020

.: Entrevista: Maria Fernanda Cândido fala sobre Joyce e seus conflitos


Maria Fernanda Cândido comenta papel em trama de Gloria Perez. Foto: Glo
bo/João Miguel Júnior

Na novela "A Força do Querer", Joyce (Maria Fernanda Cândido) é uma mulher refinada, referência de estilo. A aparência perfeita é algo que ela não abre mão. Mas a vida de seus filhos está deixando Joyce de cabelo em pé. Nada do que ela havia planejado para eles está dando certo. E ainda há o conflito dela com os sonhos do marido, Eugênio (Dan Stulbach). 

Em relação aos filhos, Ruy (Fiuk) está com Ritinha (Isis Valverde), uma mulher que ela considera errada. Joyce não gosta das roupas, do linguajar e do jeito da nora. Além disso, Ivana (Carol Duarte) não aceita o próprio corpo e gosta de usar as roupas do irmão, algo incompreensível para a mãe, que a criou para ser um ícone fashion desde a infância. 

"A Força do Querer" é uma novela de Gloria Perez, com direção artística de Rogério Gomes, direção geral de Pedro Vasconcelos e direção de Davi Lacerda, Luciana Oliveira, Claudio Boeckel, Roberta Richard e Fábio Strazzer. Nesta entrevista, Maria Fernanda Cândido comenta papel na trama.


Como você descreveria a Joyce?
Maria Fernanda Cândido -
A Joyce é uma mulher conservadora que tem os olhos mais voltados para os interesses individuais do que para os interesses coletivos.


Que cena você tem vontade de rever? 
Maria Fernanda Cândido - As cenas com a Carol Duarte eram carregadas de dramaticidade, traduzindo uma relação difícil entre mãe e filha. Porém, apesar de todas as incompreensões, o amor entre as duas sempre esteve muito presente. Adoraria rever as cenas em que Ivana corta os cabelos, uma cena que para Joyce representa perder a filha que ela sempre sonhou. Já com Isis Valverde havia sempre muito humor no set. Joyce e Ritinha se detestavam aparentemente, mas têm traços de personalidade que se assemelham. Ambas mulheres fortes e femininas. O dia que elas foram fazer sessão de fotos na praia foi divertidíssimo. As cenas em que Joyce descobre que o marido Eugênio tem uma amante são desesperadoras para ela. Mas a maneira como ela se refaz e reconstrói sua vida é muito inspiradora. Será um enorme prazer rever essas cenas. 
 

A novela foi muito bem-sucedida. A que você atribui esse sucesso?
Maria Fernanda Cândido - 
Ao excelente texto de Glória Perez. A direção sensível de Rogério Gomes, e ao trabalho do elenco e equipe.
 

O que você aprendeu com a personagem?
Maria Fernanda Cândido - 
Foi um exercício de empatia bastante desafiador que me ensinou a olhar mais profundamente para as feridas causadas pelas idealizações e expectativas frustradas de uma mãe profundamente ligada às tradições e costumes do seu tempo e da sua sociedade. 
 

E como foi a parceria com a Carol Duarte e o Dan Stulbach no set?
Maria Fernanda Cândido - 
Foi uma bela parceria. Creio que conseguimos construir uma família real. Com brigas, mas muito afeto e amor. 
 

Você foi muito elogiada ao longo da trama por seu trabalho como Joyce. Considera que foi um dos principais trabalhos da sua carreira? 
Maria Fernanda Cândido - 
Creio que 
"A Força do Querer" tenha sido um dos principais trabalhos que eu fiz na televisão, levando em conta o tema que foi tratado pela novela, e que foi abordado pela primeira vez na televisão brasileira, a transexualidade. Foi um trabalho que teve imensa importância na minha trajetória. 

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