quarta-feira, 18 de novembro de 2020

.: Companhia das Letras lança "O Diabo e Outras Histórias" de Liev Tolstói

Escritos entre 1858 e 1904, “Três Mortes”, “Kholstomér”, “O Diabo”, “Falso Cupom” e “Depois do Baile” são pequenas joias que sintetizam os temas mais representativos da vasta obra de Liev Tolstói e estão reunidos no livro "O Diabo e Outras Histórias", recém-lançado pela Companhia das Letras.

Paixão, morte, traição, consciência moral, decadência da aristocracia, vida no campo e dilemas da justiça são os temas deste livro. Em “Três mortes”, o autor examina como o final da vida pode ser distinto ao descrever a morte de uma velha senhora, de um cocheiro e de uma árvore. Os entraves da civilização e da natureza retornam em “Kholstomér”, conto sobre um puro-sangue que, para decepção de seu dono, nasceu malhado. Tolstói assume o ponto de vista do cavalo e levanta questões sobre a noção de propriedade, a decadência financeira e a chegada do modelo capitalista na Rússia. 

Publicado postumamente, “O Diabo” narra uma história de amor atormentada pelo ciúme. “Falso Cupom” condensa as ideias do escritor sobre a religião, a utopia e o modo como a fé e o Estado se relacionam. “Depois do Baile”, por fim, traz a produção tardia do autor de "Guerra e Paz" em um conto sobre política e moral, vivido em meio a uma paixão arrebatadora. A tradução é de Beatriz Morabito, Beatriz Ricci e Maira Pinto. O livro conta com posfácios de Paulo Bezerra e Viktor Chklóvski. Você pode comprar 
 "O Diabo e Outras Histórias", de Liev Tolstói, neste link. A Companhia das Letras também lançou, em 2018, os "Contos Completos" do escritor, que você pode comprar neste link.

Sobre o Autor
O conde Liev Tolstói nasceu em 1828. Participou da Guerra da Crimeia e se casou com Sofia Andrêievna Berhs em 1862. Enquanto administrava suas vastas propriedades nas estepes do Volga e dava continuidade a projetos educacionais, escrevia "Guerra e Paz" (1869) e "Anna Kariênina" (1877). "Uma Confissão" (1882) marcou uma crise espiritual em sua vida. Ele se tornou um moralista extremista e, em uma série de panfletos, a partir de 1880, expressou sua rejeição em relação ao Estado e à Igreja. Morreu em 1910, em meio a uma dramática fuga de casa, na pequena estação de trem de Astápovo.

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