Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
A cantora Claudya está completando 60 anos de carreira com um novo show em que revisita as canções que marcaram a sua trajetória. Ela construiu um percurso singular na música popular brasileira, transitando com naturalidade entre o samba, a bossa nova, o soul, a canção romântica e a música internacional. Dona de uma voz marcante, de timbre quente e fraseado preciso, ela se destacou desde cedo não apenas como intérprete, mas como uma artista atenta ao tempo histórico, às transformações estéticas e às múltiplas linguagens da canção brasileira. Em entrevista para o portal Resenhando.com, Claudya conta algumas de suas passagens e a sua expectativa para reencontrar o público na nova turnê. “Levarei para o palco o melhor das canções que gravei”.
Resenhando.com - Desde quando você sentiu que entraria no mundo da música?
Claudya - Desde menina. Lembro que a primeira vez que cantei foi em uma festa, com meu tio ao violão. Ao ouvir as palmas no final, senti que aquilo era o que queria fazer. E o interessante é que antes eu queria ser bailarina. O Ballet perdeu uma dançarina, mas acabou ganhando uma cantora
Resenhando.com - Você é reconhecidamente uma autodidata como intérprete. Como você cuida de sua voz?
Claudya - Eu passo por acompanhamento de uma fonoaudióloga, que sempre me recomenda alguns exercícios para manter a voz. E evito bebida alcóolica e o cigarro. Procuro viver para a minha arte de cantar.
Resenhando.com - Como você está preparando esse show para a turnê?
Claudya - Terei uma banda com nove integrantes. Os arranjos serão do Alexandre Vianna e terei a alegria de contar com minha filha, Graziela Medori no backing vocals. Para o show em São Paulo convidei a Alaíde Costa, que além de ser uma pessoa da melhor qualidade, ainda continua cantando muito bem. E convidei também o Ayrton Montarroyos, que representa com louvor a nova geração de intérpretes. Ele é muito talentoso e vai brilhar cada vez mais. Vou repassar alguns momentos importantes, como o repertório dos três discos que gravei pela Odeon entre 71 e 73. Essas são canções que marcaram a minha trajetória na música.
Resenhando.com - Você tem uma relação direta com os festivais de música.
Claudya - Em todos em que estive, consegui sempre classificar a canção ou ganhar como melhor intérprete. Teve um festival na década de 70 na Grécia em que cantei Minha Voz Virá do Sol da America, dos irmãos Paulo Sérgio e Marcos Valle. Gnhamos o primeiro lugar.
Resenhando.com - E foi marcante também a sua participação no musical Evita. Como foi essa experiência?
Claudya - Foi em 1983. Titubeei muito para aceitar, porque não era atriz e sabia que seria comparada a Bibi Ferreira e Marília Pêra. A trilha sonora era dificílima. Mas valeu a pena. O esforço foi recompensado com elogios da crítica, capas em jornais e revistas e indicação ao Prêmio Molière.
Resenhando.com - E a turnê começa em São Paulo. Há planos de estender para outras localidades?
Claudya - Com certeza. A estreia será na Casa Natura, em São Paulo. Mas estamos acertando algumas apresentações em unidades do Sesc. Quem sabe conseguimos uma data no Sesc de Santos, que tem um teatro maravilhoso? Quero levar esse repertório para o maior número de pessoas que for possível. E agradeço a todos que ajudaram a divulgar essa apresentação. Será um momento mais do que especial.
"Com Mais de 30"
"Deixa Eu Dizer"
"Pois É Seu Zé"













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