Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com. Na imagem, Juca Chaves abraçado com Jô Soares durante gravação de entrevista para o programa "Jô Soares Onze e Meia". Foto: Moacyr dos Santos
O ator, diretor e dramaturgo Juca de Oliveira morreu na madrugada deste sábado, dia 21 de março, aos 91 anos, em São Paulo. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde o dia 13 de março, tratando uma pneumonia associada a uma condição cardiológica. A morte ocorreu cinco dias após o artista completar aniversário. Nascido em São Roque, em 1935, José Juca de Oliveira Santos iniciou a formação em Direito na Universidade de São Paulo, mas abandonou o curso para ingressar na Escola de Arte Dramática de São Paulo, onde se formou ator.
No início da carreira, integrou o Teatro Brasileiro de Comédia e, posteriormente, o Teatro de Arena, período em que trabalhou com nomes como Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri. Durante a ditadura militar, chegou a se autoexilar na Bolívia em razão de sua militância política.
A trajetória na televisão começou na TV Tupi, com participações em teleteatros, e ganhou projeção nacional a partir da década de 1970. Entre seus papéis mais marcantes está o personagem João Gibão, da novela Saramandaia. Ao longo das décadas seguintes, consolidou-se como um dos principais atores da televisão brasileira, com atuações em produções como "Fera Ferida", "O Clone" e "Avenida Brasil".
No teatro, a principal base de atuação dele, participou de mais de 60 montagens e também se destacou como autor. Entre os textos que escreveu e encenou estão comédias de grande alcance de público, como "Meno Male" e "Caixa Dois". Ao longo da carreira, recebeu prêmios importantes, incluindo o Prêmio Molière, o Prêmio APCA e o Kikito do Festival de Gramado.
Juca de Oliveira também teve atuação no cinema, com participações em filmes como "O Caso dos Irmãos Naves" e "Bufo & Spallanzani".
Na televisão, seguiu ativo até os anos recentes, com trabalhos em novelas como "Flor do Caribe" e "O Outro Lado do Paraíso".
Em nota, o SBT lamentou a morte do artista e destacou sua contribuição para a dramaturgia brasileira. “Seu talento enriqueceu de modo exemplar o repertório cultural do país”, afirmou a emissora.
Juca de Oliveira deixa a esposa, Maria Luiza, com quem foi casado por mais de cinco décadas, e a filha Isabela. A trajetória dele atravessa diferentes fases da televisão e do teatro no Brasil, com personagens que se tornaram referência para o público e para a própria história da dramaturgia nacional.













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