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domingo, 31 de março de 2024

.: Entrevista com a poeta piauiense Laís Romero, que explora o território "Mátria"


No livro de estreia "Mátria", lançamento da editora Paraquedas, a poeta piauiense Laís Romero mergulha em temas como corpo, ancestralidade e maternidade, explorando o feminino como um território de expressão. Dividido em três partes - "Desejo", "Mátria" e "Pathos" -, o livro é uma busca pelo lugar da mulher, especialmente da mulher nordestina, singular e marcada pela ancestralidade. 

Por meio de 50 poemas com métrica livre e estilo prosaico, Laís convida os leitores a atravessar a superfície e mergulhar no universo da "mére-mar-mãe-mátria", onde se reconectar com sua origem e encontrar a pausa da exaustão. O livro apresenta uma poesia que oferece um espelho para outras mulheres, proporcionando uma visão direta e pontual sobre suas experiências.

Laís Romero, nascida em Teresina, no Piauí, é mãe, mestra em letras pela UESPI e especialista em escrita e criação pela Unifor. Além de escritora, trabalha como revisora e editora. Sua escrita, marcada por uma urgência em resgatar a própria história, reflete conflitos internos e frustrações com a maternidade, além do apagamento histórico de sua família. Após um processo de criação que se estendeu por 15 anos, "Mátria" finalmente veio à luz em 2023, representando para Laís não apenas um livro, mas uma presença na linha do tempo da escrita sem fim. Sua trajetória acadêmica e literária, aliada ao seu constante desdobramento como mulher, mãe e escritora, evidencia uma voz singular no cenário literário contemporâneo. Confira uma entrevista com Laís, onde ela fala dos temas e das origens de seu fazer literário. Compre o livro "Mátria", de Laís Romero, neste link.


Como você começou a escrever? 
Laís Romero - 
Aos 11 anos escrevi um poema que venceu um concurso na escola. O poema virou uma atração na família, um marco. Lembro de datilografá-lo para que um tio, então professor de literatura, o levasse para uma aula de poesia.


Por que escolher o formato da poesia?
Laís Romero - 
Desde esse momento em que percebi o prazer de ser lida, e acreditei na relevância do que eu escrevia, continuei na empreitada da poesia. Também escrevo prosa, gosto bastante de contos, e submeto a palavra nesses caminhos também. Repito com frequência que a poesia é meu primeiro lar, quase de onde nasci, e me fascina a competência da imagem nos versos, o comprimido de linguagem.

Você tem algum ritual para escrever?
Laís Romero - Sou mãe, trabalho fora da escrita e estudo. Infelizmente não há salário para que possamos escrever literatura, daí uma verdadeira ausência de rituais: escrevo quando e como dá. As metas incluem não deixar de escrever e cumprir os prazos de entrega de materiais solicitados.

Como foi o processo de escrita?
Laís Romero - Esse livro é uma estreia solo que me assombrava há tempos. Assumir o espaço como escritora é algo que considero como sério, e essa ideia me força a continuar. Os poemas foram escritos ao longo de pelo menos 15 anos, e o livro como versão inicial ficou pronto em 2014. Em 2017 o artista Lysmark Lial fez a arte da capa após a leitura da obra, mas só em 2023 consegui materializar o Mátria, que inicialmente se chamava Temporário. Um título imbuído de quase nenhuma coragem. A edição da Paraquedas, através do olhar preciso da Tainã Bispo, solidificou as palavras.


Quais são as suas principais influências artísticas e literárias? 
Laís Romero - Muitas influências me amparam, entre prosa e poesia. Posso dizer que em Mátria respondo muitas mulheres que admiro na arte. Ana Cristina Cesar, Matilde Campilho, Maya Angelou, Renata Flávia, Cecília Meireles e Sophia de Mello são algumas que pontuam meus textos.

Se você pudesse resumir os temas centrais do livro, quais seriam? 
Laís Romero - Ancestralidade. Sexualidade. Maternidade. Feminismo. Brasil. Corpo. São temas que me escolheram. Nasci mulher, piauiense, não tive muita escolha aqui. Antes de desfiar outras questões menos urgentes precisei me abraçar ao que fundamentou minha caminhada. Aos 18 anos engravidei e segui com essa demanda, aos 32 tive meu segundo filho, o   que não pareceu mais fácil. A escolha desses temas veio de forma espontânea, de uma maneira mais direta, foi uma escolha através da urgência. Não sei muito mais que duas gerações antes do presente, não reconheço mais que a etnia em minha face entre a indígena e a negra, os sobrenomes se perderam nos apadrinhamentos. As mulheres foram sobrevivendo, sempre levando a família adiante. Em face dessa realidade onipresente no Brasil, declarei o território Mátria.

Você acha que o livro tem alguma mensagem a transmitir?
Laís Romero - Não penso em mensagens, mas em imagens. Uma visão de como a mulher conjuga os verbos enquanto sujeito é o que pretendo comunicar de maneira direta e pontual. O que sobra ali, enquanto palavra a ser compreendida, é a margem desse pensamento central. Passo caminhada no sexo e desejo, na maternidade e na paixão afetada, de maneira firme e puxando as imagens desimportantes do que vivo diariamente. Se for falar em mensagem, talvez ela esteja aí nesse parágrafo, mas não nos poemas, neles estão imagens.

O livro te transformou de alguma forma? 
Laís Romero - Esse livro representa um peso que me livrei. Tento falar de forma honesta, por isso as palavras de desapego ao que escrevi. Em outros momentos esse livro representa meu cansaço descomunal enquanto mulher, num desassossego (essa maravilhosa palavra cheia de esses). Por dentro consegui me sentir escritora, poeta, pois passei a existir no mundo. Essa obra é uma presença, não meço a dimensão, mas sinto como presença na linha do tempo da escritura sem fim.

O que vem por aí? 
Laís Romero - Estou trabalhando em um romance e tenho um livro de contos pronto, mas ainda nas leituras iniciais para que se firme o livro. O livro de contos une personagens vivendo e morrendo pelo amor desastroso, figuras que fui colecionando e percebi o fio condutor do amor e da morte como nota em comum. Tenho uma reunião de poesias  no prelo, intitulada "Exames aleatórios de imagem", escritos que se ancoram no agora, angústias e notícias transformadas em poesia. Uma maneira de aguentar a realidade.

Garanta o seu exemplar de "Mátria", escrito por Laís Romero, neste link.

.: "Meu Filho Tá On-line Demais": dra. Ana Escobar lança livro em São Paulo


A vida contemporânea exige o uso da tecnologia diariamente. Seja para responder uma mensagem pelo celular, acessar as redes sociais, pagar contas, se inscrever na faculdade ou em cursos, seja para realizar uma videochamada com familiares ou realizar uma entrevista de emprego. Diante do cenário da rotina do século XXI, a Dra. Ana Escobar, membro do conselho diretor do do Centro de Desenvolvimento da Infância da Faculdade de Medicina da USP, elaborou a obra "Meu Filho Tá On-line Demais: equilibrando o Uso das Telas no Dia a Dia Familiar"

Em 20 capítulos, a médica se debruça sobre os mais diversos questionamentos sobre o assunto, como: será que a exposição das crianças aos eletrônicos as torna mais aptas para os desafios do futuro? Os eletrônicos promovem o desenvolvimento cerebral, garantindo agilidade de pensamento e capacidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo? 

Até que ponto a exposição das crianças e adolescentes a um mundo essencialmente determinado por bancos de dados e algoritmos, socializado em redes de “amizade” virtuais ou influenciado por plataformas digitais com infinitos atrativos – como os jogos, por exemplo – pode ser prejudicial? A inteligência artificial ajudará ou atrapalhará o aprendizado escolar de crianças e adolescentes? Como fazer com que nossas crianças e adolescentes cresçam e se desenvolvam com corpo e mente saudáveis neste mundo dominado e determinado pela tecnologia?

Essas e outras dúvidas são sanadas pela autora, que escreve com linguagem bem-humorada e didática. A obra possui também dicas de leitura e índice remissivo, para quem deseja estudar a fundo o tema. O prefácio é assinado pela psicóloga e consultora educacional Rosely Sayão, referência nacional em discussões sobre temas relacionados a crianças, adolescentes, família e educação. É autora de diversos livros sobre o tema, entre eles "Educação Sem Blá-blá-blá" e "Desafios da Adolescência na Contemporaneidade - Uma Conversa com Pais e Educadores". Compre o livro "Meu Filho Tá On-line Demais", da Dra. Ana Escobar, neste link.


Sobre a Dra. Ana Escobar
Com mais de 3 milhões de seguidores nas redes sociais, a Dra. Ana Escobar produz conteúdo sobre a promoção da saúde e bem-estar, alimentação, saúde mental, vacinas e sono. Ela é médica e comunicadora de saúde, realizou graduação, doutorado e livre docência pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), é membro do Conselho Diretor do Centro de Desenvolvimento da Infância da FMUSP, coordenadora de cursos de graduação e pós-graduação na FMUSP, é membro do Comitê Médico Afya, editora da Revista Clinics, editora e colunista na Revista Crescer e embaixadora do Instituto Jô Clemente (Ex APAE de São Paulo). Garanta o seu exemplar de "Meu Filho Tá On-line Demais", escrito pela Dra. Ana Escobar, neste link.


Serviço
Lançamento do livro "Meu Filho Tá On-line Demais: equilibrando o Uso das Telas no Dia a Dia Familiar", da Dra. Ana Escobar.
Dia 2 de abril de 2024, partir das 19h00.
Livraria da Vila - Shopping Pátio Higienópolis - Piso Pacaembu - Av. Higienópolis, 618 - São Paulo.

sábado, 30 de março de 2024

.: "Neil Gaiman: histórias Selecionadas" reúne os 52 melhores textos do autor


Em abril, mergulhe no universo de Neil Gaiman, renomado mestre da literatura, na coletânea "Neil Gaiman: histórias Selecionadas", que reúne os melhores trabalhos do autor. Um dos maiores mestres da literatura contemporânea, ele sempre navegou por inúmeros gêneros e formatos. Esta coletânea de seus melhores trabalhos reúne histórias de terror, humor, amor, fantasma, fantasia e mistério.

Com 52 textos, entre títulos já publicados no Brasil e outros inéditos, "Neil Gaiman: histórias Selecionadas" é uma porta de entrada para a obra de um dos escritores mais versáteis e renomados das últimas décadas e, ao mesmo tempo, um tesouro literário ao qual leitores novos e antigos retornarão muitas e muitas vezes. Compre o livro "Neil Gaiman: histórias Selecionadas" neste link.


Sobre o autor
Neil Gaiman foi citado no "Dicionário de Biografia Literária" como um dos dez maiores escritores pós-modernos vivos, tem mais de vinte livros publicados para leitores de todas as idades e já foi agraciado com inúmeros prêmios literários, incluindo o Hugo, o Bram Stoker e a Newbery Medal. Começou a carreira como jornalista, mas logo seu talento para construir tramas e universos únicos foi levado para o mundo dos quadrinhos, com a aclamada série "Sandman", e, depois, para a ficção adulta e a infantojuvenil. Algumas de suas obras foram adaptadas para o cinema e para a TV. 

Pela Intrínseca, publicou também "Coraline", "Mitologia Nórdica", "Deuses Americanos", "Lugar Nenhum", "Os Filhos de Anansi", "Coisas Frágeis", "O Alfabeto Perigoso", "Cabelo Doido", "Kanela", as edições em quadrinhos de "Deuses Americanos", entre muitos outros. Garanta o seu exemplar de "Neil Gaiman: histórias Selecionadas" neste link.

.: Coleção Gaturro, o gato que encantou a Argentina, chega ao Brasil em livros


Com dois volumes, coleção compila diversas tirinhas de um dos personagens mais icônicos da América Latina

Gaturro, um dos personagens de tirinhas mais famosos – especialmente na Argentina –, está ganhando uma coleção de dois livros com diversas tirinhas do cartunista argentino Cristian Dzwonik, conhecido como Nik. As tirinhas do Gaturro, além de divertidas, são essenciais como ferramenta de aprendizado durante o ensino da língua portuguesa. Com mais de 50 livros, revistas e volumes de quadrinhos publicados, além de um filme animado e até mesmo um jogo on-line multiplayer baseado no personagem, Gaturro se tornou um ícone da cultura pop latino-americana. E, agora, ganha uma coleção de dois volumes publicada pela Catapulta Editores.

Para a diretora da Catapulta Editores no Brasil, Carmen Pareras, pensar e publicar livros que ajudem as crianças é o principal foco da editora: “As tirinhas do Gaturro fazem parte do imaginário das pessoas, assim como são ferramentas de aprendizado. Sendo assim, a coleção de dois volumes publicada pela editora irá fazer parte disso”, comenta. O personagem foi criado por Nik em 1992 e possui milhões de livros vendidos ao redor do mundo.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Pró-Livro (IPL), em 2019, os públicos que mais consomem histórias em quadrinhos são crianças no Ensino Fundamental I e jovens universitários, mostrando que ela faz parte da rotina de aprendizado de estudantes de idades variadas.

As tirinhas ainda são um fator essencial para comunicação, tanto que estão presentes em revistas, jornais, gibis e até mesmo programas de televisão e, com Gaturro, não é diferente. O personagem, junto de Ágata e Gaturrinho – vizinha e sobrinho de Gaturro, respectivamente –, traz pequenas histórias divertidas que podem despertar nos pequenos a paixão pela leitura. Compre a Coleção Gaturrro, do cartunista Nik, neste link. 


Quem é o Gaturro?
O gato argentino criado há 32 anos, que já encantou muitas pessoas com suas aventuras, é o protagonista de uma série em quadrinhos de sucesso ao redor do mundo. A história dele gira em torno das peripécias e da vida cotidiana desse simpático felino, que vive apaixonado pela gata Ágata. A imagem cativante do gato marrom e suas histórias engraçadas conquistaram crianças e adultos por gerações. 

“Com seu humor peculiar e situações hilárias do dia a dia, as tirinhas de Gaturro oferecem momentos encantadores para os fãs do universo dos quadrinhos”, explica Pareras. A história de Gaturro é uma mistura de aventuras em casa, com a família adotiva, e peripécias nos telhados do bairro, onde ele interage com diversos personagens, incluindo Ágata e Gaturrinho. 

Desde 1992, as tiras de Gaturro tem encantado leitores na Argentina, em toda a América Latina e até mesmo na Ásia. A relação especial de Gaturro com sua família humana é um dos pontos altos da narrativa, mostrando como os laços familiares podem ser tão importantes.

“A trajetória de Gaturro é marcada por momentos divertidos, reflexões sobre amizade e inspirações para toda a família. O sucesso contínuo dessa história mostra como ela continua relevante e querida entre diferentes culturas ao redor do mundo”, finaliza Pareras. Garanta os seus exemplares da Coleção Gaturrro, do cartunista Nik, neste link. 

.: Entrevista: TS Martins explica como a espiritualidade se conecta à escrita


"Val nas Alturas" é o livro de estreia de TS Martins, que explica em entrevista sobre como utilizou a fantasia para narrar a transformação espiritual de uma mulher comum. Foto: divulgação

TS Martins estava em um processo de reconexão com a espiritualidade quando decidiu dar sentido a essas experiências por meio da literatura fantástica. Assim surgiu seu livro de estreia "Val nas Alturas", que conta a história de uma mãe solo em busca de cura e transformação enquanto enfrenta diversos desafios na vida, comuns a muitas mulheres. Mas a protagonista vai perceber que, através desta jornada, é capaz de mudar não somente a si mesma, mas também as outras pessoas ao seu redor. 

Essa perspectiva de impactar o mundo a partir da espiritualidade se relaciona com a visão íntima da escritora: para ela, o olhar para dentro de si é uma valiosa ferramenta de autoconhecimento e de bem-estar, entretanto, também pode impactar a sociedade e todos os seres humanos. Na entrevista abaixo, a autora comenta ainda sobre a importância do despertar espiritual das mulheres, dá dicas com base nas experiências pessoais e fala sobre projetos futuros. Compre o livro "Val nas Alturas", de TS Martins, neste link.


“Val nas Alturas” é o seu livro de estreia. Por que decidiu trabalhar o enredo em volta de um despertar espiritual feminino?
TS Martins - 
O enredo de Val surgiu para tentar dar conta da minha própria experiência pessoal de reconexão com a espiritualidade em anos recentes e para lidar com todas as ideias com que eu vinha tomando contato. Acho que a ficção me ajudou a dar sentido a essa experiência e, assim, poder transmiti-la, fazendo de Val uma expoente do despertar espiritual feminino. Val é mãe solo e, tendo passado por situações desafiadoras, está em busca de cura e completamente aberta à transformação.


O que a espiritualidade significa para você? 
TS Martins - 
A espiritualidade para mim é uma tentativa de buscar um sentido mais profundo para a experiência que nós temos enquanto seres humanos, buscar compreender quem somos e porque estamos aqui.


E como levou essa percepção para as atitudes, escolhas e experiências da protagonista Val?
TS Martins - 
Para mim, isso faz parte de uma busca espiritual, além de procurar conhecer a si mesmo e viver bem. O tema do livro tem a ver justamente com essas atitudes, escolhas e experiências que nos trazem de volta a nossa espiritualidade e são capazes de refazê-la. Val está buscando fazer essas escolhas e tomar essas atitudes guiada cada vez mais por sua espiritualidade.


Como a criação de histórias como essa se torna uma ferramenta para traduzir ideias e sentimentos que não podem ser expressos de outra forma?
TS Martins - 
O ser humano sempre usou as narrativas para transmitir ideias especiais, desde a mitologia e os contos folclóricos até a literatura contemporânea. Sentimentos que não podem ser transmitidos de outra forma. Acontecimentos que teriam um sentido limitado se fossem apenas racionalmente descritos. As histórias dizem mais do que parecem dizer à primeira vista. Porque a ficção se fundamenta sobre a suspensão da descrença e sobre uma série de premissas que o leitor deve aceitar de antemão se quiser embarcar na história.


Você que já passou por uma jornada de autoconhecimento muito parecida com a da Val, quais dicas daria para as mulheres que precisam se reencontrar diante a situações desafiadoras da vida?
TS Martins - 
Acho que o próprio livro traz essas dicas. Tem dois pontos que eu acho muito importantes. Em primeiro lugar, buscar ressignificar a própria história – a transformação necessita de uma nova narrativa que ficará no lugar da antiga. Em segundo lugar, no dia a dia, eu começaria tentando levar a sério a prática da meditação. Acho que a meditação tem um efeito restaurador para o cérebro e meditar deveria ser incentivado nas escolas, para que todo ser humano pudesse se beneficiar dessa prática.


Você pretende continuar com projetos na literatura? 
TS Martins -
Pretendo, sim, seguir com a literatura.


Você quer seguir na mesma linha, com foco na espiritualidade?
TS Martins - 
Acho que sempre haverá um pouco de espiritualidade nos meus trabalhos daqui por diante, mas nem sempre será esse o foco. Estou escrevendo um próximo livro que traz ensinamentos de Ayurveda e Vedanta, mas o foco já não é mais a espiritualidade, e, sim, o desejo pela vida eterna. Acho que estou me mantendo dentro da linha fantástica, entretanto.

Garanta o seu exemplar de "Val nas Alturas", de TS Martins, neste link.

quinta-feira, 28 de março de 2024

.: Edições Sesc lançam versão impressa de "Refazenda", de Chris Fuscaldo


Obra investiga vida e trajetória musical de Gilberto Gil com foco no álbum que inaugurou trilogia, gravado em 1975.


As Edições Sesc lançam a versão impressa do livro "Refazenda: o Interior Floresce na Abertura da Fase 'Re' de Gilberto Gil", obra que faz parte da coleção Discos da Música Brasileira. Escrito pela jornalista e pesquisadora musical Chris Fuscaldo, o livro investiga a vida e a obra de Gilberto Gil com foco no álbum que inauguraria sua inspirada trilogia: "Refazenda", de 1975. Além de entrevistas com Gil, outros músicos e produtores, o livro reúne uma pesquisa de fôlego por todo material já publicado sobre compositor para recontar histórias, memórias e experiências vividas na criação do álbum. O lançamento acontece no dia 3 de abril, quarta-feira, a partir de 19h00, no Sesc 14 Bis, com bate-papo entre a autora Chris Fuscaldo e o músico e apresentador Luiz Thunderbird, seguido de sessão de autógrafos.

Nome de proa entre os maiores artistas brasileiros, Gilberto Gil criou álbuns que se tornaram clássicos. Entre eles, se destacam os que formam aquela que ficou conhecida como a trilogia “Re”: "Refazenda", "Refavela" e "Realce", com um quarto capítulo no meio deles: "Refestança", parceria com Rita Lee. “O antes e o depois do exílio e o feito do 'Refazenda' – de ter sido o primeiro trabalho a de fato lhe dar autonomia – transformaram a vida de Gil”, detalha Chris. 

Sobre essa sua fase, Gil conta: [A trilogia ‘Re’] foi uma ideia que veio depois. Quando eu fiz o Refazenda, me dedicando aos aspectos da renovação, da reconstituição de um universo etc, aquilo tudo me inspirou nesse sentido de revisita a certos recantos do meu território. Quando eu tive que pensar num movimento seguinte ao Refazenda, aí então esse sentido de revolvimento do terreno me veio à mente. Daí a ideia de revisitar o mundo negro [em 'Refavela']. A viagem à Nigéria foi extraordinariamente inspiradora, convidativa nesse sentido... E, lá, mais adiante, também teve o Realce, com o Refestança no meio, meu disco com a Rita... Todo esse mundo ‘Re’ foi forjado ali no 'Refazenda'”

O jornalista e crítico musical Lauro Lisboa Garcia, organizador da coleção Discos da Música Brasileira, e que assina o prefácio, destaca a pesquisa feita pela experiente autora: “Chris Fuscaldo, que já mergulhou nas searas discobiográficas dos Mutantes e da Legião Urbana, amarrou agora seu arado aos torrões estelares do sítio de Gil, com reverência e relevância. Seu relato traz entrevistas com ele e ‘falas de outros tempos’ para recontar a história de um dos discos mais representativos da música brasileira dos anos 1970, com canções que vão se refazendo sem perder o viço, na memória e nas vozes de outros intérpretes, mesmo sem tocar no rádio”.


Sobre a coleção Discos da Música Brasileira
A coleção Discos da Música Brasileira é uma série de livros lançados inicialmente em e-book e que vem sendo gradativamente disponibilizada em formato físico. Apresenta, em cada volume, a história de um importante álbum que marcou a música, seja pela estética, por questões sociais e políticas, pela influência sobre o comportamento do público, como representantes de novidades no cenário artístico ou, também, por seu impacto no mercado fonográfico. A coleção tem organização de Lauro Lisboa Garcia.

Atualmente com cinco volumes lançados em e-book e quatro com versões físicas, a coleção se iniciou com a publicação digital "Da Lama ao Caos: que Som é Esse que Vem de Pernambuco?" do jornalista e crítico musical José Teles, que destrincha o álbum de Chico Science & Nação Zumbi, um dos mais representativos da cena manguebeat. O segundo volume da coleção é o livro "Acabou Chorare: o Rock’n’Roll Encontra a Batida de João Gilberto", do jornalista e escritor Marcio Gaspar, que analisa o icônico álbum dos Novos Baianos. Já a terceira obra é o "África Brasil: um Dia Jorge Ben Voou para Toda a Gente Ver", da jornalista e pesquisadora musical Kamille Viola. O quarto livro é "O Canto da Cidade: da Matriz Afro-baiana à Axé Music de Daniela Mercury", do jornalista e produtor cultural Luciano Matos, além do já citado "Refazenda". Garanta o seu exemplar de "Refazenda: o Interior Floresce na Abertura da Fase 'Re' de Gilberto Gil", escrito por Chris Fuscaldo, neste link.

Sobre a autora
Chris Fuscaldo é jornalista, pesquisadora musical, mestra e doutora em Literatura, Cultura e Contemporaneidade, também é autora dos livros "Discobiografia Legionária" (LeYa, 2016), "Discobiografia Mutante: álbuns que Revolucionaram a Música Brasileira" (Garota FM Books, 2018), "Viver é Melhor que Sonhar: os Últimos Caminhos de Belchior" (Sonora, 2021 – com Marcelo Bortoloti) e "De Tudo se Faz Canção: 50 Anos do Clube da Esquina" (Garota FM Books, 2022 – com Márcio Borges). Membro da Academia Niteroiense de Letras, acompanhou Gilberto Gil de 2019 a 2022 e assinou a curadoria do museu O Ritmo de Gil, lançado no Google Arts & Culture. Compre o livro "Refazenda: o Interior Floresce na Abertura da Fase 'Re' de Gilberto Gil", de  Chris Fuscaldo, neste link.


Serviço
Evento de lançamento do livro "Refazenda: o Interior Floresce na Abertura da Fase 'Re' de Gilberto Gil". Dia 3 de abril, quarta-feira, a partir de 19h00. Bate-papo entre Chris Fuscaldo e Luiz Thunderbird, seguido de sessão de autógrafos. Biblioteca – Térreo . Todas as idades. Grátis. Sesc 14 Bis. R. Dr. Plínio Barreto, 285 - Bela Vista/São Paulo.

terça-feira, 26 de março de 2024

.: Literatura: “Os Meus Monstros e os Seus”, de Ricardo Benevides e Orlandeli


Há monstros entre nós e dentro de nós. Esta é a reflexão feita em “Os Meus Monstros e os Seus”, livro intrigante e engenhoso escrito por Ricardo Benevides, publicado pela Elo Editora. A obra ficou entre os dez finalistas do Jabuti, na categoria juvenil e que tem ilustrações de Orlandeli. É composta por quatro contos que se entrelaçam e cada um deles conta a história de um adolescente. 

Para mostrar o lado sombrio da personalidade de cada um, assim como as angústias e as dificuldades enfrentadas por eles no dia a dia, o autor se inspirou em monstros conhecidos, como Conde Drácula e Frankenstein, e traçou um paralelo entre a monstruosidade real e imaginária. Conectados com clássicos do terror, o livro aborda, por meio de metáforas,  as dores e particularidades da alma humana em histórias interligadas de adolescentes. 

Em cada conto, há um paralelo de identidades com criaturas fantásticas, clássicas do terror, em características narradas por jovens que enfrentam os aterrorizantes dilemas da alma humana. Os monstros conhecidos, como Drácula, Frankenstein e Henry Jekyll,  em histórias ambientadas em uma escola no Rio de Janeiro, é protagoniads adolescentes comuns vivem angústias e dores, em situações estranhas reais ou imaginadas. As histórias se conectam e deixam suspense no final.

“Os Meus Monstros e os Seus” tem ilustrações de Orlandeli, que deu um olhar próprio e pessoal ao texto, com ilustrações que dão um ar sombrio e belo, fortalecendo a mistura de mistério e comportamento humano. O livro ganhou o selo Altamente Recomendável da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) e ficou entre os finalistas do Jabuti, em 2023. Compre o livro “Os Meus Monstros e os Seus”, de Ricardo Benevides , neste link.


Sobre o autor
Ricardo Benevides - Nasceu em 1975, é escritor, músico e professor universitário, apaixonado pelos clássicos da literatura de terror. Em 2023, concorreu na categoria juvenil ao Prêmio Jabuti, com o “Os Meus Monstros e os Seus”, da Elo Editora. 


Sobre o ilustrador
Orlandeli - Cartunista, quadrinista, chargista e ilustrador, Walmir Américo Orlandeli nasceu em 1974 na cidade de Bebedouro, interior de São Paulo. Em 1994, iniciou sua carreira nas páginas do jornal Diário da Região com a tira “Violência Gratuita”. É ganhador de vários prêmios nacionais e internacionais. Como ilustrador publicou em vários veículos, como: jornal Folha de São Paulo, revistas Mundo Estranho, Saúde, Época, Superinteressante, entre outras. Garanta o seu exemplar de “Os Meus Monstros e os Seus”, escrito por Ricardo Benevides , neste link.

segunda-feira, 25 de março de 2024

.: "Os canibais da Rua do Arvoredo": José Ramos, o primeiro serial killer brasileiro

Crimes insólitos de José Ramos e Catarina são revividos um século e meio depois no lançamento "Os canibais da Rua do Arvoredo"


Ambiciosos, José Ramos e Catarina Palse escolhiam juntos a presa: homens, afortunados e, geralmente, imigrantes alemães. Enquanto a missão dela era seduzir e atraí-los para a casa onde moravam, a dele era transformar o corpo humano em cadáver. Com a ajuda de Claudio Claussner, eles transformavam a carne em linguiças, comercializadas em um açougue. A prática insólita que aconteceu em Porto Alegre, em 1863 e 1864, repercutiu no mundo todo e ganhou espaço até mesmo no caderno de anotações do naturalista Charles Darwin.

Um século e meio depois, é possível que a história se repita? Em Os canibais da Rua do Arvoredo, o escritor e roteirista Tailor Diniz apresenta uma narrativa instigante e provocadora em torno de um novo boato sobre o consumo de carne humana na capital do Rio Grande do Sul.  Influenciados pelos espíritos dos antigos moradores do local, um aluno de gastronomia e uma estudante de medicina viverão momentos de luxúria e terror num porão de pedras antigas em meio a facas, cutelos, machados, um moedor de carne e um esqueleto humano.


José, então, enfia a mão pelo buraco que se abriu no tórax do outro

e o revira, no fundo. Depois de algum esforço, puxa algo para fora, ainda pulsante.

É o coração de Alex que ele ergue diante dos olhos e no qual dá uma grande mordida,

tirando-lhe um naco ensanguentado.Seu rosto cobre-se de sangue.

Do sangue de Alex e do seu próprio, expressado sob a transparência da pele

enquanto corre nas suas veias a uma estúpida velocidade de cruzeiro.

Catarina olha-o amedrontada. Mas ali, naquele instante, para José só existe Alex.

Alex e seu coração pulsante, que ele agride com sucessivas mordidas e tapas.

(Os canibais da Rua do Arvoredo, pg. 92)


Você pode comprar Os canibais da Rua do Arvoredo", de Tailor Diniz aqui: amzn.to/3vtj96d


Na sátira, a trama é narrada por um observador onipresente, que se apresenta como membro de uma organização internacional, cujo objetivo é dominar o mundo e transformar a população em comunistas/globalistas. Através de uma tela de computador, ele segue freneticamente os passos do casal de estudantes que leva os mesmos nomes dos antigos assassinos, José e Catarina. É possível confiar neste relator? Por que os dois jovens foram escolhidos? De quem e por qual motivos os espíritos desejavam se vingar?

É o que o leitor vai descobrir nas páginas d’Os canibais da Rua do Arvoredo, publicada pelo selo Lucens, da Citadel Grupo Editorial. Nessa antiga lenda urbana porto alegrense, que será adaptada para o cinema, Tailor Diniz tempera o enredo com elementos adicionais: o fastio à carnificina, o ardente desejo sexual, o medo e a conexão entre passado e presente.

Sobre o autor: Tailor Diniz é escritor e roteirista de cinema e TV. Os canibais da Rua do Arvoredo é seu 22º livro e, entre eles, estão Em linha reta, semifinalista do Prêmio Oceanos de Literatura 2015; Crime na Feira do Livro, traduzido na Alemanha e lançado na Feira de Frankfurt, em 2013; Transversais do tempo, Prêmio Açorianos de Literatura – Melhor Livro de Contos de 2007; e A superfície da sombra, traduzido na Bulgária e adaptado para o cinema pelo diretor Paulo Nascimento, em 2017. Com seus roteiros, conquistou prêmios nos festivais de cinema de Gramado e Brasília. O romance Só os diamantes são eternos (2019) está sendo adaptado para as telonas, e seu último livro, Novela interior, ganhou o Prêmio Jacarandá, Livro do Ano/2013, promovido pelo jornal Correio do Povo, durante a Feira do Livro de Porto Alegre. Instagram: @tailordiniz


Livro: Os canibais da Rua do Arvoredo

Autor: Tailor Diniz

Editora: Citadel Grupo Editorial

Selo: Lucens

208 páginas

Compre Os canibais da Rua do Arvoredo", de Tailor Diniz aqui: amzn.to/3vtj96d


domingo, 24 de março de 2024

.: Bruna Ramos da Fonte lança "Apenas Uma Mulher Latino-americana"


A escritora Bruna Ramos da Fonte conseguiu com o livro "Apenas Uma Mulher Latino-americana: em Busca da Voz Revolucionária" produzir uma espécie incomum de romance de formação, pois focaliza a um só tempo tanto a sua própria trajetória quanto a da canção engajada na América Latina. Essa manifestação cultural não foi apenas importante para a consolidação da identidade cultural do subcontinente, mas também fundamental para a superação do autoritarismo que se disseminou a partir das décadas de 1960 e 1970, cujo ideário funesto ainda insiste em nos assombrar.

O golpe de Estado ocorrido no Brasil em 1964 implantou um período ditatorial de vinte e um anos e antecedeu uma série de outros governos autoritários na América Latina, que foram se sucedendo rapidamente em países como Bolívia, Argentina, Chile e Uruguai. Inaugurava-se assim uma época de opressão, supressão dos direitos democráticos e instabilidade política na história dessa região, uma fase nefasta que ainda não se encerrou completamente.

A síntese inicial desse período foi o brilhante ensaio de Eduardo Galeano, "As Veias Abertas da América Latina", considerado a “Bíblia da Esquerda” em virtude de seu lúcido viés crítico. Agora, no momento em que o Novo Milênio ainda se vê contaminado por concepções políticas reacionárias, Bruna Ramos da Fonte nos oferece outra visão panorâmica deste subcontinente tão fascinante quanto conturbado. "Apenas Uma Mulher Latino-americana: em Busca da Voz Revolucionária" é uma obra escrita de peito aberto, que pode ser considerada uma “Bíblia da canção engajada latino-americana”, ultrapassando os limites do que se convencionou chamar de “música de protesto” para englobar manifestações musicais muito mais amplas e ambiciosas.

Nascida no coração do ABC Paulista, em São Bernardo do Campo, Bruna teve contato desde cedo tanto com os movimentos sociais quanto com o mundo da música, estudando piano clássico e violino desde os oito anos. Essa união a levou a pesquisar a música dos países latino-americanos com a paixão de uma militante e a sabedoria de uma erudita. Em uma jornada temperada por reminiscências apaixonantes de sua vivência pessoal junto a grandes nomes da música e da literatura, como Tita Parra (que assina o prefácio), Antonio Skármeta, Silvio Rodríguez, Raúl Aliaga e Thiago de Mello, Bruna visitou as casas de Che Guevara (onde conheceu a filha do revolucionário, Aleida), de Hemingway, em Cuba, e de Neruda e Violeta Parra, no Chile (a Casa de Palos, construída em madeira pela própria cantora e compositora). Desta forma, ela conseguiu recuperar a um só tempo as influências de estrelas da música latino-americana e o genius loci , o espírito dos lugares que as influenciaram.

Em uma cativante autobiografia musical de uma mulher latino-americana, Bruna Ramos da Fonte realiza de forma magistral seu objetivo de compor um “manifesto de alguém que acredita na arte e na cultura como as grandes ferramentas da revolução”. Compre o livro "Apenas Uma Mulher Latino-americana: em Busca da Voz Revolucionária", de Bruna Ramos da Fonte, neste link.


Sobre a autora
Bruna Ramos da Fonte é biógrafa, escritora, historiadora e jornalista. Desenvolve projetos também nas áreas da composição, curadoria, dramaturgia, fotografia e produção audiovisual. Tendo iniciado os seus estudos musicais ainda na infância – e recebido ampla formação em três instrumentos, técnica vocal, teoria musical, história da música e regência orquestral –, foi a partir dessa vivência que, no ano de 2006, iniciou a sua trajetória no campo da literatura musical. 

É autora do projeto "Nosotros: retratos de Latinoamérica", um trabalho de pesquisa e documentação literária e fotográfica que tem a produção musical latino-americana como ponto de partida para o estudo dos aspectos históricos, políticos e sociais do continente americano. No campo da fotografia, o seu trabalho integra alguns dos acervos mais relevantes da América Latina, incluindo a prestigiada Colección Arte de Nuestra América Haydee Santamaría da Casa de las Américas de Havana (Cuba).

É autora de diversos títulos – incluindo as biografias de Sidney Magal e Roberto Menescal – e, desde 2012, está à frente do Instituto Biografando, ministrando cursos e formações para biógrafos, escritores e pesquisadores. Garanta o seu exemplar de "Apenas Uma Mulher Latino-americana: em Busca da Voz Revolucionária", escrito por , de Bruna Ramos da Fonte, neste link.

.: Livro "Pancadaria" conta os bastidores da briga entre a Marvel e a DC


A batalha mais acirrada do universo dos super-heróis nunca foi entre os personagens superpoderosos com seus trajes coloridos. O livro "Pancadaria: por Dentro do Épico Conflito Marvel Vs DC", escrito por Reed Tucker, lançado pela editora Fábrica 231, conta os bastidores. Marvel e DC, as duas grandes titãs da indústria de quadrinhos travam uma batalha épica pela supremacia de seus heróis de collant por mais de 50 anos. E o que está em jogo nessa disputa não são apenas as vendas, mas a relevância cultural e os corações de milhões de fãs. A tradução é de Guilherme Kroll.

Para muitos, a Marvel talvez esteja na liderança hoje, mas nem sempre foi assim. Durante grande parte do século XX, a líder indiscutível sempre foi a DC, que praticamente inaugurou o gênero de super-heróis. Os títulos da DC vendiam milhões de exemplares e seus personagens eram reconhecidos no mundo todo. "Superman", "Flash", "Batman", "Mulher Maravilha" - a DC era a casa de todos os grandes.

Até que, em 1961, uma modesta editora mostrou suas armas para enfrentar essa poderosa hegemonia. O editor e roteirista Stan Lee, com as lendárias ilustrações de Jack Kirby e o talentoso time de novatos da Marvel, foram os arquitetos de uma verdadeira revolução no gênero, através de criações espetaculares como o Homem-Aranha, Os Vingadores, Hulk e X-Men. A ascensão da Marvel sempre dividiu os fãs de quadrinhos em duas tribos opostas. De repente, a pergunta mais direta e reveladora que você poderia fazer a um leitor de gibis de super-herói era “Marvel ou DC?”.

"Pancadaria" conta a história da maior rivalidade corporativa pela primeira vez em um único livro. Repleto de entrevistas com os principais nomes da indústria, Reed Tucker revela o arsenal de esquemas que as duas empresas empregaram em suas tentativas de superar a concorrência, incluindo espionagem, guerras de preço, o roubo de ideias e de talentos. Hoje, com as duas editoras atuando como celeiro para franquias bilionárias do cinema, a rivalidade contagia até os fãs mais casuais, dividindo o mundo em duas tribos opostas. E as apostas são maiores do que nunca. Compre o livro "Pancadaria: por Dentro do Épico Conflito Marvel Vs DC", de Reed Tucker, neste link.

Sobre o autor
Reed Tucker é escritor e jornalista freelance, mora no Brooklyn e é graduado pela Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill. Ele escreve principalmente sobre cultura pop e entretenimento, e seu trabalho é publicado no New York Post, na Esquire, Fortune e USA Today, entre outros. Garanta o seu exemplar  de "Pancadaria: por Dentro do Épico Conflito Marvel Vs DC", escrito por Reed Tucker, neste link.

sábado, 23 de março de 2024

.: Livro conta a história da vedete Zaquia Jorge, por quem toda a cidade chorou


Em sua estreia como biógrafo, Marcelo Moutinho recupera a história de Zaquia Jorge e reconstitui a transformação cultural do Rio de Janeiro sob a ótica da vedete ícone da cultura suburbana que, em 2024, faria 100 anos.


Seu nome é Zaquia Jorge. É bem possível que a alcunha, tão exótica quanto seus olhos amendoados e rosto marcante, traga, em um primeiro e descuidado relance, pouca familiaridade aos leitores contemporâneos. Mas ao (re)descobrí-la, não restam dúvidas: Zaquia Jorge foi uma artista de primeira grandeza, figura emblemática da vida cultural do Rio de Janeiro dos anos 1940 e 1950. Trabalhou na célebre companhia de Walter Pinto, ascendeu no competitivo mundo das vedetes, contracenou com Dercy Gonçalves e Oscarito e fundou seu próprio teatro. Eis a estrela de Madureira que, em 2024, completaria 100 anos.

A artista sui generis, não por acaso, é a personagem escolhida por Marcelo Moutinho, vencedor dos prêmios Jabuti 2022 e Clarice Lispector (Fundação Biblioteca Nacional) 2017, para a sua estreia no gênero das biografias. “Estrela de Madureira: a Trajetória da Vedete Zaquia Jorge, por Quem Toda a Cidade Chorou”, lançamento da editora Record, recupera a vida da atriz e empresária do teatro, que morreu aos 33 anos, em 1957, afogada na então inóspita praia da Barra da Tijuca, causando comoção popular e especulação midiática.

Sua morte trágica inspirou o samba "Madureira Chorou", grande sucesso do Carnaval de 1958. Em 1975, a artista inspiraria o enredo "Zaquia Jorge, a Vedete do Subúrbio, Estrela de Madureira", levado à Avenida pelo Império Serrano. Curiosamente, uma composição derrotada no concurso interno da escola foi gravada por Roberto Ribeiro e acabaria alcançando imensa repercussão popular. Lançada no disco do cantor com o título "Estrela de Madureira", é hoje lembrada nas rodas ao longo do país e se tornou mais conhecida do que o samba com o qual o Império desfilou.

Mais do que isso, Moutinho reconstitui a vida de uma mulher à frente de seu tempo – que desafiou o estigma de mulher desquitada, abriu mão da guarda do filho e retomou, após a separação, o nome de solteira –, uma atriz incomum e fora dos padrões, que alcançou o estrelato no teatro de revista, atuou no cinema brasileiro emergente e, posteriormente, decidiu ousar como empresária das artes, rompendo as fronteiras da eterna cidade partida.

"Nasci e morei por boa parte da infância em Madureira. Desde pequeno, me intrigava o fato de que, apesar de Zaquia ser uma figura mítica entre os moradores do subúrbio, ter suscitado duas músicas de imenso sucesso e um enredo de escola de samba, sua história é pouquíssimo conhecida. Uma artista cuja morte mereceu destaque nas primeiras páginas dos jornais, cujo funeral contou com a presença de milhares de pessoas, que trabalhou no teatro da revista e nos populares filmes da época da chanchada, e cuja atuação como empresária foi absolutamente pioneira. Além de resgatar uma trajetória tão singular, o livro pretende tirá-la desse lugar de invisibilidade", contextualiza Marcelo Moutinho.

Após se encantar com o esplendor do Cassino da Urca, ascender profissionalmente durante a efervescência cultural da Praça Tiradentes e participar da emergente cena cultural na Zona Sul carioca, Zaquia optou por fundar o Teatro Madureira. Assim, colocou, pela primeira vez, os holofotes na vida cultural da Zona Norte do Rio de Janeiro. Em seu texto de quarta capa, Ruy Castro felicita a publicação de uma biografia que remete à Zona Norte, um território, ele destaca, quase esquecido no mapeamento da vida artística e cultural carioca. “E ninguém mais equipado do que Marcelo para fazê-lo”, acrescenta.

Há biógrafos que escolhem personagens ilustres da história para a partir de uma trajetória marcante compor o panorama de uma determinada época. Outros buscam resgatar personalidades apagadas da história e, ao resgatar do esquecimento sua biografia, propor novas abordagens do passado. Este último é o caso de Marcelo Moutinho, como sintetiza Luiz Antonio Simas no texto de apresentação do livro:

“Ao reconstruir a trajetória de Zaquia, Moutinho acaba formando um mosaico em que aparecem Madureira, o teatro de revista brasileiro, as sociabilidades suburbanas, a música, o cinema, a cidade e o protagonismo da mulher em uma sociedade e um ambiente em que a misoginia nadava de braçada. Não bastasse isso, o livro retira — é importante frisar — do esquecimento a personagem que, apesar da vida curta, entranhou-se nas memórias do lugar, unindo o rigor histórico, o domínio crítico da bibliografia e a escrita fluente do escritor premiado". Compre o livro “Estrela de Madureira: a Trajetória da Vedete Zaquia Jorge, por Quem Toda a Cidade Chorou”, de Marcelo Moutinho, neste link.

O Rio de Janeiro se desloca para além do mito da Cidade Maravilhosa
Biógrafo renomado e profundo conhecedor da história do Rio de Janeiro, Ruy Castro recuperou em livros recentes o esplendor carioca da primeira metade do século 20. Uma cidade moderna e cosmopolita que antecipava no país as tendências da nova ordem mundial e, ao mesmo tempo, adaptava as modas ao gosto local.

Em “Estrela de Madureira”, o autor segue a opção pelo texto fluido, o rigor dos fatos, o acesso às fontes primárias ou àquelas que mais se aproximam dos acontecimentos reais, a análise cuidadosa dos arquivos de jornais e revistas, a iconografia reveladora, sem nunca perder o sabor que as histórias ocultas podem capturar. Com um acréscimo: Marcelo Moutinho desloca a geografia da narrativa e, assim, conduz os leitores pela transformação da cidade, trazendo para a superfície subtextos dos desafios atuais.

Tudo começa no Cassino da Urca, palco que consagrou Carmen Miranda e inseriu o Brasil no mapa cultural da geopolítica do momento. Em seguida, a cidade se transformou com a agenda inesgotável das produções do teatro de revista inspiradas no modelo francês, e, logo, adaptadas ao anedotário local. Um sucesso absoluto que passou a lotar o Centro do Rio de Janeiro. Sem falar nos cinemas da Cinelândia, epicentro da vida carioca moderna.

O eixo cultural mudou para Copacabana, novo reduto da ebulição artística urbana, que propôs um novo estilo de vida e desafiou a cidade a admirar o mar e a liberdade que os novos tempos propagavam. Mas, ao trilhar o périplo histórico, Moutinho acaba por se voltar para a enigmática personalidade de Zaquia Jorge e sua ousadia: abrir uma inédita companhia de teatro em Madureira. Uma memória apagada. Uma estrela que chora. E, agora, resgata seu esplendor. Garanta o seu exemplar de “Estrela de Madureira: a Trajetória da Vedete Zaquia Jorge, por Quem Toda a Cidade Chorou”, escrito por Marcelo Moutinho, neste link.


Sobre o autor
Marcelo Moutinho
é escritor e jornalista. Conquistou o Prêmio Jabuti 2022 na categoria Crônica, com “A lua na caixa d’água” (Malê), e o Prêmio Clarice Lispector 2017, da Fundação Biblioteca Nacional, com a seleta de contos “Ferrugem” (Record). Publicou também os livros “A palavra ausente” (Malê), “Rua de dentro” (Record) e “Na dobra do dia” (Rocco), além de obras voltadas para as crianças. É mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, da FGV-Rio. A edição inclui um caderno de imagens de 32 páginas. 

Evento de lançamento:
23 de março, sábado, a partir das 14h, no Al Farabi (R. do Mercado, 34 - Centro, Rio de Janeiro). O cantor Pedro Paulo Malta vai apresentar sambas e marchinhas que foram sucesso na época áurea do Teatro de Revista, com participação especial da Velha Guarda do Império Serrano.

terça-feira, 19 de março de 2024

.: "Vidas Secas" + "S. Bernardo", dois clássicos de Graciliano Ramos reunidos

Citadel lança primeira edição 2 em 1 de Graciliano Ramos. Obras "Vidas Secas" e "S. Bernardo" são unificadas em lançamento publicado sob o selo Temporalis


Considerado um dos melhores escritores de regionalismo do país, Graciliano Ramos é autor de dois livros essenciais para se compreender o Brasil, especialmente a região Nordeste: Vidas Secas e S. Bernardo. De forma inédita, os dois títulos são lançados em edição única pelo selo Temporalis, da Citadel Grupo Editorial.

Publicada pela primeira vez em 1938, Vidas Secas é considerada a obra-prima do Velho Graça, como também era conhecido no meio literário. Este é um retrato intenso e desolador de uma família de retirantes nordestinos que enfrenta a fome, a sede, a opressão dos latifundiários e as injustiças sociais do Brasil rural. O autor expõe a luta pela sobrevivência em meio à seca e a exploração no sertão de Fabiano, Sinhá Vitória, os dois filhos e a cachorrinha Baleia.


A cólera dele se voltava de novo contra as aves.

Tornou a sentar-se na ribanceira, atirou muitas vezes nos ramos do mulungu,

o chão ficou todo coberto de cadáveres.

Iam ser salgados, estendidos em cordas.

Tencionou aproveitá-los como alimento na viagem

próxima. Devia gastar o resto do dinheiro em chumbo e pólvora,

passar um dia no bebedouro, depois largar-se pelo mundo.

(Vidas Secas, pg. 79)


O sertão nordestino também é o cenário em S. Bernardo, romance que completa 90 anos em 2024 e é marcado pelo realismo e pela introspecção do protagonista, Paulo Honório, um homem rude e determinado a ascender socialmente por meio da posse de terras. No entanto, por traz dessa busca incessante por poder e sucesso material, ele esconde a solidão e a desilusão afetiva. Assim, o autor explora de forma profunda os desejos individuais, as contradições do ser humano e da própria sociedade.

A escrita concisa e direta do alagoano, que foi repórter de jornais no Rio de Janeiro e prefeito de Palmeira dos Índios (AL), intensifica a sensação de aridez, desesperança e amargura transmitidas pelos personagens. Esta edição 2 em 1 de Vidas Secas e S. Bernardo chega ao mercado literário não apenas para unificar as duas obras, mas para tornar a coleção de Graciliano Ramos mais acessível aos brasileiros.

Compre "Vidas Secas" + "S. Bernardo", dois clássicos de Graciliano Ramos num só livro: amzn.to/4ckAzCG

Sobre o autor: Graciliano Ramos nasceu em 1892, na cidade de Quebrangulo, em Alagoas. Trabalhou nos jornais Correio da Manhã, A Tarde e O Século, então no Rio de Janeiro, retomando para o Nordeste em 1915, devido a uma tragédia familiar em que perdeu quatro irmãos, vítimas de peste bubônica. Fixou-se na cidade de Palmeira dos Índios, onde se casou, e em 1927 foi eleito prefeito, cargo que exerceu por dois anos. Após publicar seus dois primeiros romances, Caetés (1933) e S. Bernardo (1934), foi preso, em 1936, sob a alegação de que seria comunista, passando por várias prisões, em Maceió e Recife. Seguiu no porão de um navio para o Rio de Janeiro, onde ficou quase um ano na cadeia. Seu drama e o dos companheiros reclusos seriam relatados em Memórias do cárcere, publicado postumamente em 1953. Em agosto de 1936, ainda na prisão, publicou seu terceiro romance, Angústia. Mas é em 1938 que o autor escreve aquela que se tornaria sua obra-prima: Vidas secas, seu quarto e último romance. Morreu na cidade do Rio de Janeiro, em 1953, aos 60 anos.

Sobre a editora: Transformar a vida das pessoas. Foi com esse conceito que o Citadel Grupo Editorial nasceu. Mudar, inovar e trazer mensagens que possam servir de inspiração para os leitores. A editora trabalha com escritores renomados como Napoleon Hill, Sharon Lechter, Clóvis de Barros Filho, entre outros. As obras propõem reflexões sobre atitudes que devem ser tomadas para quem quer ter uma vida bem-sucedida. Com essa ideia central, a Citadel busca aprimorar obras que tocam de alguma maneira o espírito do leitor.


Redes sociais da editora:

Site: Citadel | Instagram: @citadeleditora

Facebook: Citadel Grupo Editorial | YouTube: Citadel Grupo Editorial


Compre "Vidas Secas" + "S. Bernardo", dois clássicos de Graciliano Ramos num só livro: amzn.to/4ckAzCG


FICHA TÉCNICA

Livro: Vidas Secas + S. Bernardo

Autor: Graciliano Ramos

Editora: Citadel Grupo Editorial

Selo: Temporalis

240 páginas


segunda-feira, 18 de março de 2024

.: Teatro Rosinha Mastrângelo recebe a peça "Pagu - Do Outro Lado do Muro"


A vida de Patrícia Galvão, a Pagu, considerada uma das precursoras do movimento feminista no Brasil, como mãe, militante política, escritora, é tema do espetáculo "Pagu - Do Outro Lado do Muro", que será seguido de bate-papo. Foto: Arô Ribeiro


Localizado no Centro de Cultura Patrícia Galvão, em Santos, o Teatro Rosinha Mastrângelo recebe o monólogo "Pagu - Do Outro Lado do Muro", nesta quinta-feira, dia 21 de março, às 19h00.  Ao final do espetáculo, a dramaturga Tereza Freire, autora do livro "Dos Escombros de Pagu: um Recorte Biográfico de Patrícia Galvão", lançado pelas Edições Sesc SP e Editora Senac, e a atriz Thais Aguiar, participam de um bate-papo seguido de sessão de autógrafos. A classificação indicativa do espetáculo, que tem apresentação gratuita, é de 14 anos. A retirada de ingressos será no dia, a partir das 10h00, no Sesc Santos.

O monólogo com a atriz Thais Aguiar e texto da dramaturga e historiadora Tereza Freire que de forma ímpar, conta a riquíssima vida de Patrícia Galvão, mãe, militante política, escritora, que passa por sua relação com Tarsila do Amaral e os modernistas, fala de seus filhos, amores, amigos, da família, das viagens, das descobertas, da menina irreverente que foi e da mulher guerreira em que se transformou e hoje considerada uma das precursoras do movimento feminista no Brasil. Um espetáculo que nos leva a verdadeiramente conhecer o furacão que é Pagu, entendê-la e amá-la.

Estamos falando de abuso, de violência, do tarefismo imposto a mulheres, de várias coisas que Pagu passou, mas que todas nós mulheres ainda passamos. E como ampliar e tornar ainda mais arquetípica essa história, essa relação que não é só de uma mulher, é de uma geração que se perpetua pelas próximas gerações. Enquanto houver patriarcado isso vai existir.

Nesta montagem, formada por uma equipe artística composta em sua maioria por mulheres, resultado de 4 anos de pesquisa da atriz Thais Aguiar sobre a vida e a obra de Pagu. "Pagu - Do Outro Lado do Muro" traz uma dramaturgia atualizada que dialoga ainda mais com o cenário social e político brasileiro. Com idealização de Thais Aguiar, da Espontânea Cia de Teatro, direção de Érika Moura e Natália Siufi (Grupo Xingó), e dramaturgia assinada por Tereza Freire.

O espetáculo reúne forças nesse encontro de mulheres, que ditam o pulso numa caminhada vertical na contramão de um pensar, existir e se mover. Nos questiona como é que a gente faz desse teatro que é antigo e resistente, se tornar essa relação de uma experiência conjunta, presente e capaz de convocar toda uma ancestralidade de mulheres.

"Pagu - Do Outro Lado do Muro" nasceu após sua montagem embrionária em 2022, inspirada no livro "Dos Escombros de Pagu", de Tereza Freire (Edições Sesc), realizada especialmente para as comemorações do Centenário da Semana de Arte Moderna, em São Paulo, em 2022, na Oficina Cultural Oswald de Andrade em São Paulo.

Sobre o livro
As Edições Sesc São Paulo lançam "Dos Escombros de Pagu: um Recorte Biográfico de Patrícia Galvão". A segunda edição da biografia, escrita pela historiadora Tereza Freire, tem como ponto de partida a reunião dos escritos de Pagu, como cartas, bilhetes, poemas, correspondências e artigos de jornal. Poucas personagens da vida cultural e política brasileira da primeira metade do século XX tiveram uma vida tão intensa e fascinante como a escritora, poetisa, diretora teatral, tradutora, desenhista, cartunista e jornalista Patrícia Rehder Galvão, a Pagu. 

Essa mulher extraordinária, no entanto, ainda é pouco conhecida do grande público. Para ajudar a preencher essa lacuna, as Edições Sesc São Paulo, em parceria com a Editora Senac SP, publicam a segunda edição de "Dos Escombros de Pagu: um Recorte Biográfico de Patrícia Galvão", da historiadora Tereza Freire.

A autora relata a agitada vida de Pagu, nascida em 1910 em uma família abastada do interior de São Paulo, a partir de correspondências, poemas e artigos de jornal. Dividido em três partes e por temas, o livro não se limita a fazer um relato cronológico de acontecimentos, mas dá voz à biografada, tomando como ponto de partida a reunião de seus escritos. Quem assina o prefácio é o historiador Rudá K. Andrade, neto de Pagu e do também escritor Oswald de Andrade, um dos principais arquitetos do Modernismo brasileiro.

Tereza Freire é historiadora com mestrado sobre Pagu pela PUC-SP. É roteirista e diretora do documentário Caminhos do Yoga, gravado na Índia em 2003, e autora do romance "Selvagem como o Vento", de 2002. Na televisão, foi roteirista da série de documentários "Diário de Viagem", sobre turismo no Nordeste, e como apresentadora do programa "Contos da Meia-noite", da TV Cultura de São Paulo. O livro "Os Escombros de Pagu" foi inspiração para duas montagens de teatro, no Rio de Janeiro e em São Paulo.


Ficha técnica
Monólogo "Pagu - Do Outro Lado do Muro" 
Atuação: Thais Aguiar
Texto: Tereza Freire
Direção: Erika Moura e Natália Siufi
Trilha Sonora original: Paulo Gianini
Iluminação: Tomate Saraiva
Fotografias: Arô Ribeiro
Design gráfico: Theo Siqueira
Cenário e Figurino orientados por Livia Loureiro
Realização: Espontânea Cultural
Assessoria de Imprensa: Antonio Montano
Coprodução: Lorenna Mesquita


Serviço
Monólogo "Pagu - Do Outro Lado do Muro"
Espetáculo seguido de bate-papo e sessão de autógrafos
Com Espontânea Cia. de Teatro
Bate-papo e sessão de autógrafos do livro "Dos Escombros de Pagu: um Recorte Biográfico de Patrícia Galvão" - Edições Sesc SP e Editora Senac com Tereza Freire (autora) e Thais Aguiar (atriz
Quinta-feira, dia 21 de março, às 19h00

Teatro Rosinha Mastrângelo
Av. Senador Pinheiro Machado, 48 - Vila Matias)
(piso térreo do Centro Cultural Patrícia Galvão)
Classificação indicativa: 14 anos
Grátis. Retirada de ingressos no dia, a partir das 10h00, no Sesc Santos

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida  
Telefone: (13) 3278-9800  

.: "Escritos de Um Viado Vermelho" reúne movimento LGBTQIA+ e ditadura


O brasilianista James N. Green lança, na próxima terça-feira, dia 19 de março, às 19h00, o livro "Escritos de Um Viado Vermelho", lançado pela editora Unesp. O encontro, que terá bate-papo do autor com o pesquisador Renan Quinalha, será na Livraria Megafauna, em São Paulo. “O privado é político”. O slogan, de origem incerta, foi muito usado pelo movimento feminista dos anos 1960, indicando que elementos de nossa vida pessoal na maioria das vezes têm origem em questões políticas da sociedade em que vivemos. 

Essa frase poderia ser usada também para iniciar uma abordagem de "Escritos de Um Viado Vermelho", coletânea de ensaios em que o brasilianista combina relatos autobiográficos e ensaios sobre os temas que lhe são mais caros: o movimento LGBTQIAP+ e a ditadura militar brasileira. Nos ensaios que compõem este volume, Green não se afasta do tom pessoal e da prosa fluida que lhe são característicos. Trata-se de uma obra que já nasce como referência para todos que estudam ou têm curiosidade sobre o tema. Compre o livro "Escritos de Um Viado Vermelho", de James. Green, neste link.


Sobre o autor
James Naylor Green
é professor de História Moderna da América Latina e foi diretor da Iniciativa Brasil na Brown University, EUA. Especialista em estudos latino-americanos, Green é brasilianista, tendo vivido no Brasil entre 1976 e 1982, e sua trajetória esteve sempre ligada ao ativismo pelos direitos LGBTQIAP+ e na defesa da democracia no Brasil. Pela Editora Unesp, publicou "Além do Carnaval" (2000, com 3ª edição revista e ampliada em 2022). Garanta o seu exemplar de "Escritos de Um Viado Vermelho", escrito por James N. Green, neste link.


Serviço
Lançamento do livro "Escritos de Um Viado Vermelho"
Terça-feira, diaa 19 de março, às 19h00
Livraria Megafauna
Av. Ipiranga, 200 - loja 53 do Edifício Copan - República/São Paulo

domingo, 17 de março de 2024

.: Entrevista com Midria: "Minha poesia reflete meus processos de inquietação"


Por Helder Moraes Miranda, editor do portal Resenhando.com. 

Poeta, slammer e cientista social, Midria está entre os principais nomes da atual geração de escritores. A estreia na editora Rosa dos Tempos com "Desamada: um Corpo à Espera do Amor" vem marcada por um texto sensível e amadurecido sobre a descoberta amorosa. Em evidência após o emocionante debut na programação oficial da Flip 2022, também foi capa da revista Glamour em março de 2023 e, em abril do mesmo ano, revelou-se um destaque como referência da geração Z em reportagem da revista Vogue. 

Com texto de orelha assinado pela escritora, tradutora e psicanalista Eliane Marques, Midria vai além do que se espera de quem vive da poesia porque ultrapassa o lirismo para percorrer o universo das vivências. O livro é indicado para qualquer pessoa que já viveu o contrário do amor: a solidão física, corpórea, a falta do toque, a ausência de companhia. Nesta entrevista exclusiva, Midria revela tudo - e um pouco mais - sobre vida, inspiração e amor. Compre o livro "Desamada: um Corpo à Espera do Amor", de Midria, neste link.


Como sobreviver ao desamor?
Midria - Acredito que buscar espaços de autocuidado e de pertencimento coletivo ao mesmo tempo é importante. Para pessoas negras isso pode significar o “aquilombamento”, existir de forma mais plena e amorosa entre pares.


O que há de autobiográfico em "Desamada"?
Midria -  Quase tudo, minha poesia reflete meus processos de inquietação, dores e amores com o mundo.


O que representa a literatura em sua vida?
Midria A literatura pra mim é um fio condutor de muita importância, me reconecta com minha potência criativa e me apresenta o mundo de formas pluriverais. Desde criança, adolescente sempre amei muito ler e mais tarde encontrei nos saraus e slams uma forma de partilhar a escrita que formou muito minha identidade.


Na sua própria literatura, em que você se expõe mais, e por outro lado, em que você mais se preserva, em seus textos?
Midria Acho que busco ter um princípio geral de amor comigo e em relação ao mundo como aquilo que me motiva, isso ajuda a não cair num cinismo ou desesperança frente a questões difíceis que por vezes abordo.


Que conselhos você dá para as pessoas que pretendem enveredar pelos caminhos da escrita?
Midria Sempre busque partilhar só o que você pode dizer, a narrativa que se relaciona com o seu universo pessoal ou de interesses que cruzem uma nova possibilidade de imaginar o mundo.


Quais livros foram fundamentais para a sua formação enquanto escritore e leitore?
Midria - "O Menino do Pijama Listrado", "As Boas Mulheres da China", as obras da Octavia E. Butler no geral e mais recentemente "O Caminho do Artista".


Como e quando começou a escrever?
Midria -  Eu escrevia desde pequene, na escola quando minha professora da segunda série ensinou o que era poesia me encantei pela forma e segui escrevendo poemas aqui e ali. Mais pra frente na quinta, sexta série participei de projetos de formação de leitores na escola, o chamado “Círculos de Leitura”, o que aprofundou mais ainda o amor pela escrita. E nos saraus e slams os poemas que eu já escrevia ganharam mais corpo e espaço de partilha.


Quais escritores mais influenciaram a sua trajetória artística e pessoal?
Midria Gosto de pensar em pares como Mel Duarte, Luz Ribeiro, Danylo Paulo, Igor Chico, Jô Freitas, que são pessoas contemporâneas e para além de escreverem, vivenciam muito o que colocam no papel. Além de serem todes agitadores culturais que criam espaços de escuta e partilha de poesia dos quais pude participar.


É possível viver de literatura no Brasil?
Midria É possível, mas não sem muitos percalços. Fiz uma pesquisa sobre a trajetória de profissionalização de poetas negras do slam em São Paulo ainda na graduação e o que ela mais me mostrou foi como ainda não temos algum tipo de parâmetro que balize os valores mínimos pelos quais nossos trabalhos devem ser valorizados. É tudo muito desigual e por vezes as pessoas não compreendem que a escrita tem um custo de tempo, emocional, interpessoal. Vejo que ainda falta um olhar sério sobre pessoas que escrevem no Brasil, em especial quando falam da margem.


O quanto para você escrever é disciplina? É mais inspiração ou transpiração?
Midria -  Acho que ando no meio termo, vou construindo a inspiração, coletando escritos aqui e ali e quando vejo que o livro está realmente já no caminho sento com mais afinco para dar os toques finais.


Quanto tempo por dia você reserva para escrever?
Midria Tento escrever pelo menos 30 minutos a cada manhã em fluxo livre e o restante vem à medida da inspiração, em especial a poesia que mora bastante nos detalhes do cotidiano.


Você tem um ritual para escrever?
Midria -  Não tenho, só gosto de sentir que há tempo para isso.


Em um processo de criação, o silêncio e isolamento são primordiais para produzir conteúdo ou o barulho não atrapalha?
Midria Muita coisa eu escrevi e escrevo no ônibus, metrô. Mas lapidar as coisas demanda concentração.


Como começar a ler Midria?
Midria -  Ler meus livros desde o primeiro, "A Menina que Nasceu sem Cor" que reúne poesias dos  meus primeiros anos nos slams e seguir conhecendo os seguintes é um bom jeito de se aprofundar nos diferentes momentos que já tive na escrita.


Que livro você gostaria de ter escrito?
Midria Não vou dar spoiler dos próximos, estão no forno! (risos)


Hoje, quem é Midria por Midria?
Midria Midria é uma pessoa que escreve, mas que também se divide entre ser uma pessoa que transforma o mundo por meio de uma ONG, que estuda muito como forma de se alimentar para dar conta da vida, que dança, vai para academia, nada, que está aprendendo a tocar bateria para manter viva sua criança interior, em resumo, uma pessoa que não para quieta para se sentir viva. E que busca a espiritualidade, Orixás e guias como eixo para dar conta de tanto movimento.

.: "Diário de Um Filme": o processo criativo de "A Paixão Segundo G.H."


Escrito por Melina Dalboni e publicado pela editora Rocco, o livro "Diário de Um Filme" narra o processo criativo e a aventura de se fazer cinema independente no Brasil a partir da realização do longa-metragem , baseado no romance homônimo de Clarice Lispector, dirigido por Luiz Fernando Carvalho e protagonizado por Maria Fernanda Candido.

Em primeira pessoa, a roteirista Melina Dalboni não se limita a apresentar a criação de um filme propriamente dito, mas revela a jornada emocional de todos da equipe e do elenco. Neste diário, a autora conduz o leitor a um mergulho no percurso criativo vertical do cineasta a partir da obra de Clarice Lispector e se depara com as circunstâncias externas — pessoais ou não — que afetam uma filmagem.

Na segunda parte do livro, são reproduzidas as transcrições das Oficinas Teóricas, ponto de partida para todos os trabalhos de Carvalho, realizadas para a equipe durante a fase de pesquisa e ensaios. Pelo tablado do Galpão, espaço criativo idealizado pelo cineasta, passaram nomes como Nádia Battella Gotlib, supervisora de texto do filme, e José Miguel Wisnik, Yudith Rosenbaum, Franklin Leopoldo e Silva, Rafaela Zorzanelli e Flavia Trocoli, todos grandes estudiosos e especialistas na obra da autora de "A Paixão Segundo G.H.". Isso torna as palestras transcritas nesta publicação escritos inéditos incontornáveis para os estudiosos e admiradores da obra clariceana.

Acompanhando os textos, são reproduzidos os cadernos do cineasta, frames do filme e fotografias das fases de pré-produção e bastidores das filmagens. O resultado é um painel que atravessa as questões subjetivas e técnicas do filme, as inspirações, a vulnerabilidade de uma criação, o diálogo entre a literatura de Clarice e o cinema de Carvalho, o extraordinário tour de force da atriz Maria Fernanda Candido e a busca incansável pela própria linguagem cinematográfica. Compre o livro "Diário de Um Filme", de Melina Dalboni, neste link.


Sobre o filme
"'A Paixão Segundo G.H.' é como saborear a conquista do impossível. Há que se discutir se algum artista já conseguiu isso. Clarice chegou perto. Carvalho e Candido também." — Walter Porto, Folha de S. Paulo

"A prosa altamente filosófica de Clarice Lispector encontra uma representação cinematográfica que supera todas as expectativas. O filme combina confessional, experimental e psicológico para alcançar um horror existencial com ecos de 'Através de Um Espelho', de Bergman, e 'Repulsa ao Sexo', de Polanski." —Cristina Álvarez López, IFFR - Rotterdam

"O estranhamento e a beleza estética do filme de Luiz Fernando Carvalho surpreendem, instigam, num apelo a que o espectador se ligue ao que ali se expõe e nos escapa no dia a dia." — Nádia Battella Gotlib, biógrafa de Clarice Lispector

"Esse filme extraordinário, corajoso e requintado não se amofina diante dos desafios do original. Em vez disso, mergulha no seu tecido escamoso e delirante para daí extrair uma pérola de cinema." — Carlos Alberto de Mattos, crítico cinematográfico


Sobre a autora
Melina Dalboni é escritora, roteirista e jornalista. Foi colaboradora da série "IndependênciaS" (TV Cultura, 2022) e roteirista dos filmes "A Paixão Segundo G.H." (2023) e "Tire Cinco Cartas" (2023). É autora dos textos de "Meu Pedacinho de Chão" (Editora Casa da Palavra, 2014) e de "Sonia Braga em Fotobiografia" (Edições Sesc e Cepe, 2023), e organizadora de "Fotografias – O Processo Criativo dos Atores de 'Dois Irmãos'" (Editora Bazar do Tempo, 2017). Atualmente, escreve para os principais veículos de imprensa do Brasil. Garanta o seu exemplar de "Diário de Um Filme", escrito por Melina Dalboni, neste link.

.: "O Convidado", de Henri Lui, ensina a não confiar em estranhos conhecidos


Escrito por Henri Lui, o romance "O Convidado", lançado pela editora Frieden, é sobre uma rica família envolta em crimes, mistérios, dramas e traições após a chegada de um sobrinho órfão. Os Marah parecem a família perfeita. O patriarca Ivan é um descendente de aristocrata e ocupa um cargo de influência na Corte de Julgamento do Estado. Já Natália, a matriarca, é tão dedicada ao marido e aos três filhos que renunciou à própria individualidade para se tornar um exemplo de mãe e mulher. Mas as porcelanas da casa não permitem que os leitores de "O Convidado" acreditem no mundo de aparências, porque elas são sempre a companhia da mesa de jantar e observadoras oniscientes dos acontecimentos entre os familiares.

Este romance repleto de traições, assassinatos, dramas e mentiras destrincha hipocrisias que se escondem por trás das portas de um lar. Com um texto descritivo, parágrafos longos e diálogos curtos, o escritor Henri Lui analisa os sentimentos e as contradições de cada personagem para mostrar que não há somente um vilão nem um protagonista admirável. Mais que isso: o autor evidencia as ações - boas e ruins – que qualquer ser humano é capaz de praticar independentemente de sua formação como pessoa.

Com duas partes principais, o primeiro momento do enredo gira em torno dos Marah e das formas que os membros se relacionam entre si e com a sociedade. O segundo inicia quando Fiódor chega à casa dessa rica família e esconde sua verdadeira identidade. Ele não é o sobrinho órfão que está prestes a receber as posses dos pais, como diz. Sua verdadeira identidade é Xavier, um jovem pobre, vítima de violência doméstica, que assassina o herdeiro para ter outra vida.

Entretanto, o agora Fiódor não é o único a cometer crimes ou a desestruturar o ideal de perfeição familiar. Ivan está envolvido em um grande esquema de corrupção; Natália vive uma relação amorosa fora do casamento; e as meninas Anna e Kátia cresceram egocêntricas por acreditarem que o dinheiro pode comprar tudo. O filho mais novo, Nikolau, morre cedo devido a uma doença e marca a primeira experiência de luto dos Marah.

Inspirado nos clássicos da literatura russa e nas obras publicadas durante o século XIX, que investigam as mais dramáticas e conflituosas condições da existência humana, "O Convidado" detalha questões psicológicas, problemas íntimos e diferentes realidades de cada personagem. Com uma trama misteriosa e complexa, Henri Lui guia o leitor por reviravoltas permeadas de mentiras, investigações e erros que se estendem até a última página. Compre o livro "O Convidado", de Henri Lui, neste link.


Sobre o autor
Nascido em Araraquara, em São Paulo, Luiz Henrique Marquez assina com o pseudônimo Henri Lui e tem dois livros publicados. “J.” marcou sua estreia na literatura e conta com elementos autobiográficos. O segundo lançamento é "O Convidado", publicado pela editora Frieden. Garanta o seu exemplar de "O Convidado", de Henri Lui, neste link.

sábado, 16 de março de 2024

.: Cartas de amor entre Camus e atriz francesa são publicadas em livro


Lançado pela editora Record, o livro "Escreva Muito e Sem Medo: uma História de Amor em Cartas (1944-1959)" traz a intensa correspondência entre um dos maiores autores do século XX, o franco-argelino Albert Camus, e uma das grandes atrizes do teatro francês, Maria Casarès, que figurou em clássicos do cinema, como "O Boulevard do Crime" e "As Damas do Bois de Boulogne". O livro foi editado por Béatrice Vaillant, com notas de Alexandre Alajbegovic.

Inédito no Brasil, o livro, com prefácio da filha de Camus, Catherine, é um testemunho da busca de dois amantes pela verdadeira experiência do amor. Para os fãs do escritor, oferece um vislumbre único da vida pessoal, sem nenhum filtro, da imagem pública do vencedor do Prêmio Nobel de Literatura. Ainda no primeiro semestre de 2024, a Editora Record vai publicar "Caro Professor Germain", mais um livro inédito de Camus no Brasil. A tradução é de Clóvis Marques.

Albert CamusMaria Casarès se conheceram em 19 de março de 1944 mas o relacionamento começou efetivamente na noite do Dia D, 6 de junho. Ex-aluna do Conservatório de Arte Dramática de Paris, nascida em Corunha e filha de um político espanhol forçado ao exílio, ela tinha apenas 21 anos. Camus morava sozinho em Paris, afastado da mulher, Francine, por conta da guerra.

As cartas revelam a intensidade do relacionamento e de suas realizações pessoais. O escritor é mais conciso, e em meio a juras de amor conta à amante sobre os livros que está produzindo, como "O Avesso e o Direito", "O Exílio e o Reino", "A Queda" e "O Primeiro Homem", este o livro que estava na valise quando Camus morreu em um acidente de carro. As cartas de Maria são mais extensas e revelam o cotidiano da atriz, as gravações no rádio, os ensaios, as récitas teatrais, as filmagens, bem como a vida de atores da Comédie-Française e do Teatro Nacional Popular.

A publicação desta enorme troca de correspondências, que durou até o fim da vida do escritor, revela uma pedra angular de uma preocupação constante em seu trabalho. “Quando se ama alguém, ama-se para sempre”, confidenciou Maria Casarès muito depois da morte de Albert Camus; “quando não se esteve mais sozinho uma vez, nunca mais se estará”. Compre o livro "Escreva Muito e Sem Medo: uma História de Amor em Cartas (1944-1959)", de Albert Camus e Maria Casarès, neste link. 


Sobre os autores
Albert Camus
foi um jornalista, filósofo e escritor francês nascido na Argélia, em 1913. Seus trabalhos contribuíram com o crescimento da corrente de pensamento conhecida como absurdismo. Um dos grandes autores do século XX, Camus recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1957, três anos antes de sua morte. Entre suas maiores obras estão "A Peste", "O Estrangeiro" e "A Queda".

Maria Casarès foi uma atriz franco-espanhola nascida em Espanha, em 1922. Desde sua estreia, em 1942, até sua morte, em 1996, foi uma das grandes atrizes de tragédias do teatro francês, além de ter atuado no cinema e na televisão. Figurou em vários clássicos do cinema, como "O Boulevard do Crime" e "As Damas do Bois de Boulogne". Garanta o seu exemplar de "Escreva Muito e Sem Medo: uma História de Amor em Cartas (1944-1959)", escrito por Albert Camus e Maria Casarès, neste link. 

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