Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: Isabela Espindola
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sexta-feira, 12 de junho de 2026
.: Crítica musical: Julie Wein, um talento entre pianos e canções
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: Isabela Espindola
.: "Bem Brasil" recebe Sandra Sá neste domingo, com grandes sucessos
A cantora Sandra Sá é a convidada do programa "Bem Brasil" neste domingo, dia 14 de junho, às 12h00, em um show especial transmitido ao vivo pela TV Cultura, a partir do meio-dia, diretamente do Sesc Itaquera, em São Paulo. A apresentação reúne sucessos que marcaram mais de 40 anos de carreira de uma das vozes mais importantes da música brasileira, como "Retratos e Canções", "Joga Fora", "Bye Bye Tristeza" e "Olhos Coloridos".
Com uma trajetória marcada pela mistura de MPB, soul, samba, funk e pop, Sandra Sá leva ao palco canções que evidenciam a diversidade musical de sua obra e sua capacidade de dialogar com diferentes gerações de público. Wandi Doratiotto apresenta o Bem Brasil, que conta ainda com a participação da jornalista Roberta Martinelli, que interage com o público presente no Sesc Itaquera. O programa tem transmissão ao vivo pela TV Cultura, canais da TV Cultura, sesc.tv e no canal do youtube.com/sescsp. O público também pode acompanhar as apresentações do "Bem Brasil" no Sesc Itaquera. Os ingressos são gratuitos.
Sobre o "Bem Brasil"
Reconhecido como um dos mais importantes programas musicais da TV pública brasileira, o "Bem Brasil" voltou à TV Cultura após 18 anos, em 7 de junho, por meio de uma parceria entre a emissora e o Sesc São Paulo. A nova fase da atração tem apresentação de Wandi Doratiotto e participação da jornalista Roberta Martinelli. Ao longo da trajetória, o programa tornou-se um registro vivo da diversidade e da riqueza da música brasileira, contribuindo para a democratização do acesso à música na televisão aberta.
A atração estreou em 5 de maio de 1991, na TV Cultura, com a proposta de levar shows musicais ao vivo à televisão aberta, sempre com plateia presente. O nome do programa foi inspirado no choro Bem Brasil, de Altamiro Carrilho, que também participou da edição de estreia ao lado do grupo Isaías e Seus Chorões. Inicialmente exibido ao vivo do anfiteatro da USP, em São Paulo, o programa rapidamente se consolidou como um palco democrático da música brasileira, reunindo artistas de diferentes estilos e gerações.
Ao longo de sua história, o "Bem Brasil" realizou mais de 600 programas e recebeu artistas como Maria Bethânia, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Djavan, Tim Maia, Gal Costa, Cássia Eller, Chico Science & Nação Zumbi, Zeca Baleiro, Lenine, Elba Ramalho, Alceu Valença, Martinho da Vila e Alcione, entre muitos outros. O programa também abriu espaço para bandas de rock e pop, como Titãs, Os Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho e Skank, além de valorizar o choro, a música instrumental e novas gerações da música brasileira.
Serviço
"Bem Brasil" - TV Cultura
Domingo, dia 14 de junho, às 12h00
Show com Sandra Sá
Sesc Itaquera – Avenida Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1000 – Itaquera – São Paulo
Ingresso gratuito
Transmissão para São Paulo e Brasil por meio da TV Cultura, afiliadas e canais digitais da emissora, sesc.tv e no canal do youtube.com/sescsp.
domingo, 7 de junho de 2026
.: O Dia Mundial dos Beatles pode ser festejado em 25 de junho
Em 25 de junho de 1967, os Beatles entraram no Studio One do Abbey Road Studios, em Londres, e mandaram uma mensagem ao mundo. Transmitida ao vivo como parte do programa “Our World”, da BBC, a primeira transmissão internacional via satélite da música “All You Need Is Love” alcançou cerca de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. Por alguns minutos extraordinários, o mundo estava assistindo junto. Décadas depois, em 2009, Faith Cohen, fã de longa data do grupo, decidiu que esse dia merecia ser comemorado. A partir dessa convicção, nasceu o Global Beatles Day, o Dia Mundial dos Beatles. Uma celebração criada e organizada por fãs, dedicada à banda, à sua música e a uma mensagem que continua a ecoar por diversas gerações e ao redor do mundo: “love is all you need” (“o amor é tudo o que você precisa”).
De shows tributo em Tóquio a exposições com tema dos Beatles em Nova York, cantorias em Buenos Aires e reuniões de fãs em Liverpool, o Global Beatles Day continuou a crescer organicamente. Seu crescimento se baseou em um amor duradouro por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr e por sua mensagem, e evoluiu para um evento anual abraçado por fãs de várias gerações e continentes. Agora, em um marco importante para a celebração, a Apple Corps Ltd., empresa fundada pelos Beatles para administrar seus empreendimentos criativos e comerciais, reconheceu formalmente o Dia Mundial dos Beatles.
No dia 25 de junho, paralelamente a eventos online e presenciais em todo o mundo que celebram a banda, os Beatles também lançarão gratuitamente no YouTube uma versão colorizada de sua apresentação de “All You Need Is Love” no programa “Our World”, da BBC. Esta é a primeira vez que essa apresentação icônica é disponibilizada online, comemorando o aniversário da apresentação, marcando o Dia Mundial dos Beatles e dando aos fãs de todo o mundo a chance de reviver aquele momento espetacular e global de 1967 e compartilhar suas reações no chat ao vivo.
Em carta enviada recentemente a Faith Cohen, o CEO da Apple Corps, Tom Greene, elogiou a iniciativa liderada pelos fãs, escrevendo: “Mais do que nunca, a mensagem dos Beatles e de ‘All You Need Is Love’ fala de algo vital para a comunidade, a conexão e o poder de unir as pessoas. É isso que torna o Dia Mundial dos Beatles tão especial. Ele não pede nada mais do que as pessoas, onde quer que estejam, parem, ouçam e compartilhem um pouco de alegria”. O reconhecimento parece adequado para uma banda cujo impacto duradouro permanece incomparável.
Os Beatles continuam sendo um dos grupos musicais de maior sucesso e influência da história. Mais de cinco décadas após sua separação, sua música continua a ecoar entre as gerações, desde os fãs que viveram a beatlemania na década de 1960 até novos públicos que descobrem “Hey Jude” e “Let It Be” por meio de plataformas de streaming e redes sociais, ou “The Two of Us”, recentemente utilizada no filme de sucesso “Project Hail Mary”. Além das vendas de discos, eles revolucionaram a moda, a cultura jovem, a composição musical e a produção de álbuns, deram início à chamada Invasão Britânica nos Estados Unidos e redefiniram a música popular com álbuns inovadores como “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band”.
O legado dos Beatles continua atraindo milhões de visitantes a locais emblemáticos como o Abbey Road Studios, onde os fãs ainda se reúnem para recriar a icônica foto dos Beatles atravessando a Abbey Road. Em um anúncio feito no início deste mês, o número 3 da Savile Row, local do icônico show na cobertura, será transformado na primeira experiência oficial para fãs, com inauguração prevista para 2027. Olhando para o futuro, um evento cinematográfico de quatro filmes sobre os Beatles, muito aguardado, está programado para estrear em abril de 2028 pela Sony Pictures Entertainment e Neal Street Productions.
O projeto marca a primeira vez que a Apple Corps Ltd. e os Beatles concederam direitos totais sobre a história de vida e a música para um filme com roteiro. Dirigido por Sam Mendes, o projeto será estrelado por Harris Dickinson (John Lennon), Barry Keoghan (Ringo Starr), Paul Mescal (Paul McCartney) e Joseph Quinn (George Harrison). O Global Beatles Day (Dia Mundial dos Beatles) começou como uma ideia simples que se transformou em um movimento mundial baseado na alegria, na união e na conexão, valores que parecem cada vez mais relevantes nos dias de hoje. No próximo dia 25 de junho, espera-se que milhões de fãs em todo o mundo façam exatamente o que o Global Beatles Day incentiva: celebrar os Beatles, sua música e uma mensagem que continua a ecoar por diversas gerações em todo o mundo: “love is all you need” (“o amor é tudo o que você precisa”).
sábado, 6 de junho de 2026
.: "Bem Brasil" de volta à TV Cultura com show ao vivo de Carlinhos Brown
Carlinhos Brown abre a nova fase do clássico programa de música brasileira neste domingo, dia 7 de junho. Na foto, Roberta Martinelli e Wandi Doratiotto. Foto: Henrique Bacana/Acervo TV Cultura
sexta-feira, 5 de junho de 2026
.: Crítica musical: os 60 anos dos Afro-Sambas
sexta-feira, 22 de maio de 2026
.: Crítica musical: Sergio Santos lança CD "Todo Samba"
O cantor e violonista Sérgio Santos ao lado do clarinetista Nailor Proveta. Foto de divulgação: Isabela Espíndola
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
Chegou às plataformas o novo álbum do compositor, violonista, cantor e arranjador Sergio Santos. “Todo samba” reúne 13 canções inéditas, baseadas no samba e suas diferentes possibilidades, para o qual Sergio convidou o clarinetista, compositor e arranjador Nailor Proveta, mestre na linguagem do samba e do choro.
As canções de “Todo Samba” (Biscoito Fino) bebem da raiz fundamental, mas cada uma delas foi construída a seu modo, evitando os jargões melódicos e harmônicos. No repertório, “Serenadas Pedras” tem a autoria da melodia dividida com Francis Hime, e letra sensível de Olivia Hime. Quanto à poética, Sergio Santos recorreu à sua parceria com Paulo César Pinheiro, ícone da poesia musical brasileira, com quem já compôs mais de 300 canções. Há também, além de suas próprias letras, a estreia da parceria de Sergio com o escritor e poeta Marcílio Godói.
O trabalho conta ainda com participações especialíssimas, que dividem os vocais com Sergio em três faixas: em "Trate Bem Seu Bem", o compositor canta com Maíra Manga, jovem e talentosíssima cantora de suas Minas Gerais. Já “Inquietude” é dividida com a magnífica Leila Pinheiro. A canção “Preciosas Pedras” conta com a participação impecável dos parceiros Francis Hime e Olivia Hime.
"Todo Samba' é um disco que mostra bem a proposta de trabalho de Sérgio Santos, além de comprovar a genialidade de Nailor Proveta. Vai agradar quem curte a nossa MPB de qualidade.
Senhoras do Samba
A Ordem do Rei
sexta-feira, 15 de maio de 2026
.: Crítica musical: Luis Sérgio Carlini, a essência do rock nacional
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
Se havia alguém que pudesse ser representatiuvo para a essência do nosso rock nacional, creio que o nome de Luis Sérgio Carlini deveria sempre ser lembrado como um dos arquitetos desse estilo musical. Foi mesclando elementos de blues com rock ´n roll e de psicodelia dos anos 60 que ele moldou seu inigualável timbre na guitarra, reconhecido logo no primeiro acorde. A notícia de seu falecimento me pegou de surptesa. Sabia que ele vinha sendo o guitarrista da banda de Guilherme Arantes, com quem já vinha trabalhando desde os anos 80 (vide o disco "Coração Paulista"). Ao que parece, ele vinha enfrentando problemas de saúde há algum tempo.
sexta-feira, 8 de maio de 2026
.: Pianista pernambucano Amao Freitas ganha o prêmio Paul Acket
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
.: Crítica musical: Julia Vargas traz seu trabalho mais autoral
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural.
Trabalho mais autoral da sua carreira, o álbum "D'Água" de Julia Vargas apresenta três canções assinadas por ela: “Pavio”, em parceria com Duda Brack, “Vem” e “Atrás da Cortina da Pantera”, ambas com música e letra de Julia Vargas; Dona de uma voz forte e interpretação contundente, a cantora oferece canções que vão agradar os amantes da boa música popular brasileira.
“Os álbuns que eu gravei anteriormente eram projetos de intérprete. Agora estou começando a trazer as minhas canções, movimento novo na minha história. Sempre tive uma timidez muito grande para falar sobre mim, sobre coisas que eu vivi. Tenho referências tão fortes de poetisas e poetas incríveis, que quando eu começava a compor, achava tudo pequeno, bobo. Só depois fui entendendo que a minha maneira de compor tem a sua beleza, também”, pontua Julia Vargas.
Com “D’Água” a artista propõe novas experiências, trazidas pelas canções autorais e parcerias inéditas, o que faz com a mesma desenvoltura com a qual construiu a solidez de sua carreira de intérprete. Além do repertório autoral, o álbum traz novas versões para “Comportamento Geral”, de Gonzaguinha, e “Maluca” (Luís Capucho), que havia sido gravada por Cássia Eller. Nesta faixa, Julia Vargas recebe Zélia Duncan para um dueto: A outra convidada do álbum é a cantora Roberta Sá, com quem Julia Vargas divide “Sinceramente”, de Khrystal e Moyseis Marques. Da compositora Lhuli, parceira de Lucina em vários clássicos da MPB, Julia escolheu “Flor Lilás”. “Bomba”, de Nicolas de Francesco e Alisson Sant, completa o repertório.
Nascida em Cabo Frio (RJ, rodeada por músicos na família, Julia Vargas é uma jovem artista que já contabiliza mais de 15 anos de atuação profissional. A artista, que começou na dança, vem se destacando no cenário da música brasileira, dentro da chamada "nova MPB" e tem dois discos lançados: "Ao Vivo em Niterói" (2015) e "Pop Banana" (Biscoito Fino / 2017).
Já atuou ao lado de artistas como Ney Matogrosso, Zélia Duncan, Roberta Sá, Milton Nascimento, Alceu Valença, Elba Ramalho e Pedro Luís. Participou como solista da Orquestra Petrobras Sinfônica e possui vários outros registros relevantes. Seus mais recentes trabalhos fonográficos são o EP "Bruta Flor", em parceria com o Duo Gisbranco. Gravado para o projeto Primeiro Abraço, o single é o da canção "Pé na areia" e "Pé na Areia - remix”, este com o DJ Marcelinho da Lua - ambos lançados em 2021.
"Bomba"
"Comportamento Geral"
"Maluca"
domingo, 19 de abril de 2026
.: Zayn lança o quinto álbum de estúdio, “Konnakol”, com o single “Side Effects”
Cantor fará participações no "The Tonight Show Starring Jimmy Fallon", em 21 de abril, e no "The Drew Barrymore Show", no dia 23 de abril. Foto: Nabil Elderkin. Foto: Nabil Elderkin
O artista multiplatinado, compositor, produtor e filantropo Zayn lança hoje seu aguardado quinto álbum de estúdio, “Konnakol”, pela Mercury Records. A versão física do álbum já está disponível para pré-venda na UMusic Store. “Konnakol” é o projeto mais culturalmente inspirado de Zayn até hoje. Embora ele sempre tenha incorporado em sua música tradições vocais e rítmicas do sul da Ásia, aqui essas influências ganham ainda mais destaque. O álbum, com forte pegada pop, expande o som que os fãs conheceram em seu álbum de estreia recordista, “Mind of Mine”. O disco foi coproduzido por ZAYN ao lado de Malay (Frank Ocean, Lorde), com quem o cantor já havia trabalhado em “Mind of Mine” e “Icarus Falls”. O leopardo-das-neves, um símbolo profundo no sul da Ásia, presente na capa do álbum, representa o quanto sua herança cultural inspirou o projeto.
O álbum de 15 faixas é precedido pelo single principal “Die For Me” e por “Sideways”, uma faixa de pop R&B atmosférico impulsionada pelo falsete característico de Zayn. A faixa de abertura, “Nusrat”, uma homenagem ao músico paquistanês Nusrat Fateh Ali Khan, funciona como o eixo criativo de “Konnakol”, definindo a experimentação vocal e a direção sonora do álbum. O single mais recente, “Side Effects”, aposta em um pop R&B elegante e radiofônico, combinando sintetizadores suaves com seu falsete marcante enquanto explora as complexidades do amor e da devoção. “Fatal” traz uma energia mais voltada para a dança, pensada para apresentações ao vivo, com linhas de baixo vibrantes e um ritmo contagiante, enquanto “Breathe” oferece um momento mais suave e atmosférico. Lista completa de faixas abaixo.
Para promover o lançamento, Zayn fará sua primeira entrevista em um talk show noturno, acompanhada de uma performance no programa “The Tonight Show Starring Jimmy Fallon”, em 21 de abril, seguida por uma participação no “The Drew Barrymore Show”, em 23 de abril. Ele também iniciou a semana de lançamento estampando a capa da ELLE India, destacando a influência cultural global por trás do álbum.
Zayn dará início à sua maior turnê solo até hoje, a “The Konnakol Tour”, em 12 de maio de 2026, em Manchester, no Reino Unido. A turnê passará por grandes cidades ao redor do mundo, incluindo Londres, Los Angeles, Cidade do México, São Paulo e outras, antes de encerrar em 20 de novembro, em Miami, no Kaseya Center. No início deste ano, Zayn concluiu sua primeira residência em Las Vegas, onde apresentou e antecipou músicas inéditas de “Konnakol”. A revista Variety elogiou sua performance: “ele entregou vocais impecáveis, seu falsete característico e uma presença de palco visivelmente mais forte do que em sua última turnê”.
O álbum chega após o aclamado álbum “Room Under the Stairs” (2024), seguido por sua primeira turnê solo pelos Estados Unidos, Reino Unido e México. Recentemente, ele colaborou com Jisoo, do Blackpink, em “Eyes Closed”, que recebeu uma indicação ao iHeartRadio Music Awards 2026 na categoria Colaboração K-Pop Favorita e teve grande impacto global - estreando em #10 na Billboard Global Excl. U.S. (43,9 milhões de streams na primeira semana), #72 na Billboard Hot 100 dos EUA, #21 no Spotify Global e alcançando o topo do iTunes em mais de 40 países.
Lista de faixas de “Konnakol”:
1. Nusrat
2. Betting Folk
3. Used to the Blues
4. Sideways
5. 5th Element
6. Prayers
7. Side Effects
8. Met Tonight
9. Fatal
10. Take Turns
11. Blooming
12. Like I have you
13. Loving The Way I Do
14. Breathe
15. Die For Me
sexta-feira, 10 de abril de 2026
.: Crítica musical: Marcelão, do Yahoo para o mundo web
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural
Fundador da banda Yahoo, baterista, produtor musical e jornalista, além de colecionador de discos, Marcelo Ferreira, conhecido como Marcelão, decidiu criar um canal de comunicação nas redes sociais para compartilhar suas experiências e conhecimentos na área musical. E a iniciativa vem recebendo uma boa resposta junto ao público, que sugere até temas para os próximos vídeos.
“Eu percebi que podia contribuir de alguma forma para disseminar esse conhecimento acumulado de 40 anos atuando na música, produção musical e da minha coleção de discos. Como sou jornalista. achei importante ajudar a divulgar a informação correta e mostrar para outras gerações o que há de bom na música. Para mim, existem dois tipos de música: a boa e a ruim”, disse Marcelão.
Entre os vídeos está a série um ano em cinco discos, na qual ele busca listar cinco álbuns mais significativos de acordo com seu gosto musical. “Funciona como um amostra da produção daquele ano. É claro que há muito mais discos do que cinco, mas a intenção é mostrar aquilo que mais me tocou como ouvinte e colecionador”, explicou
Outro projeto ligado ao canal é o "Conexão Rio-Berlim", no qual ele grava entrevistas com Ricardo Henrique, um amigo de longa data que atualmente reside na Alemanha. “Conversamos sobre os mais variados assuntos, sempre buscando trazer a visão dele sobre como é a vida na Alemanha”. Sobre a banda Yahoo, Marcelão disse que deixou de tocar bateria nos shows para se dedicar a direção musical e produção musical. “Após 40 anos tocando ao vivo, minha mão esquerda passou a doer mais intensamente. Na direção pude contribuir de uma forma muito gratificante".
A formação atual conta com Zé Henrique (baixo e vocal). Rodrigo Novaes (guitarra), Leo Mendes (teclados) e Diogo (bateria). E mantém a mesma pegada pop que consagrou a banda ainda nos anos 80, quando a banda emplacou hits radiofônicos. “ A banda está preparando o próximo disco 'O Agora é Real' para esse semestre. O primeiro single será lançado em breve”. Quem quiser conferir o trabalho do músico é só acessar o canal dele no YouTube: Marcelão Yahoo - Tudo de Som.
"1973 - Um Ano em Cinco Discos"
Yahoo - "Toque de Mágica"
Yahoo - "Mordida de Amor"
.: Crítica musical: Rolling Stones e os 50 anos de "Black and Blue"
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural
Recentemente os Rolling Stones anunciaram a reedição do álbum "Black and Blue", que completou 50 anos em 2026 e marcou uma nova fase com a entrada de Ron Wood no lugar de Mick Taylor, que preferiu sair da banda. Para entender melhor o contexto, é preciso lembrar que os Stones haviam gravado o álbum anterior ("It´s Only Rock´n Roll") que apesar das críticas favoráveis, acabou provocando tensões internas por parte de Mick Taylor, insatisfeito com a linha musical desenvolvida pela banda. O grupo contava com Mick Jagger (vocal), Keith Richards (guitarra), Bill Wyman (baixo) e Charlie Watts (bateria).
Com a iminente saída de Taylor, Jagger pensou em chamar Ron Wood, que havia participado da gravação do disco anterior. E obteve a aprovação dos demais integrantes. A entrada de Wood não só preencheu a lacuna deixada por Taylor como ainda agregou qualidade para a sonoridade da banda. Seu estilo se encaixou muito bem ao de Keith Richards.Outro destaque foi a participação de Billy Preston nos teclados, que já havia tocado com os Beatles anteriormente.
"Black and Blue" mostra uma influência direta do reggae nas faixas "Hey Negrita" e "Cherry Oh Baby", esta última uma regravação de um hit do cantor jamaicano Eric Donasldson. Nas demais faixas se ouve aquele tipo de sonoridade habitual dos Stones, seja nas baladas "Memory Motel" e "Fool To Cry", seja em momentos mais rock´n roll como a ótimas "Crazy Mama" e "Hand Of Fate". Há ainda o blues na faixa "Melody" e um flerte com a música dançante na faixa "Hot Stuff". "Black and Blue" é um álbum de transição, que marca a entrada de Ron Wood. De uma certa forma, ajudou a pavimentar o caminho para os álbuns que viriam a seguir.
"Fool To Cry"
"Crazy Mama"
"Hand Of Fate"
sexta-feira, 3 de abril de 2026
.: Chris Standring no novo CD "Time Of Change" é puro soul jazz
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural
Chris Standring retorna em 2026 com onze canções inspiradas em composições que remetem a uma era de ouro. Este conjunto retrô-soul evoca uma época familiar, talvez nostálgica, em que arranjos sofisticados e belas harmonias estavam em voga. Com uma seção de metais de primeira linha, composta por quatro músicos, e uma vasta gama de cores orquestrais, além dos timbres únicos de guitarra de Chris, "Time Of Change" leva você a uma jornada revigorante do início ao fim.
Casar-se pela primeira vez e o falecimento de seu pai marcaram um período de mudanças para Chris Standring, guitarrista de jazz contemporâneo que já figurou no topo das paradas da Billboard. Com a nostalgia em mente e as transformações da vida moldando o terceiro ato de sua existência, Standring compôs e produziu onze novas canções para "Time of Change", que foi lançado pela Ultimate Vibe Recordings. O álbum, que mistura cool jazz inspirado nos anos 70 com grooves retrô de rhythm and blues, será promovido pelo primeiro single, “Hollywood Hustle”, uma faixa animada com toques de metais que começou a ganhar espaço em playlists e rádios no exterior.
Destaco as faixas "Photographs", com uma levada irresistível a la Steely Dan no arranjo. E a faixa "All The Good Times", com um groove que remete aos melhores trabalhos de Standring. Na verdade, as demais faixas estão no mesmo nível e merecem ser conferidas O quarteto principal de “Time of Change”, o décimo oitavo álbum de Standring, é formado por Standring (guitarras, teclados, programação, arranjos de metais e cordas), o baixista Andre Berry, o baterista Chad Wright e o percussionista Lenny Castro.
Quatro faixas do álbum contam com a participação de uma seção de metais composta por Brandon Fields (saxofone tenor), Tom Saviano (saxofone alto), Michael Stever (trompete) e Erik Hughes (trombone). Outros músicos que contribuíram para o álbum são o baixista vencedor do Grammy, Brian Bromberg, George Whitty (piano), Dave Karasony (bateria) e Rodney Lee, o tecladista que fez parceria com Standring na banda Solar System há trinta anos, no início de sua carreira musical. "Time of Change" é mais do que um álbum confessional de Standring. É uma verdadeira aula de como produzir e arranjar um disco mesclando elementos de soul e jazz fusion. É um trabalho de extremo bom gosto de Standring, que merece ser apreciado por amantes da música instrumental.
"All the Good Times"
quinta-feira, 2 de abril de 2026
.: "Todos Os Olhos" mergulha na vida de Tom Zé estreia no SescTV e Sesc Digital
Dirigido por Jorge Brennand Junior, filme reúne depoimentos de artistas, familiares e parceiros para revisitar a trajetória de um dos criadores mais singulares da música brasileira. Foto: Rodrigo Palazzo
Com 1h45 de duração, o filme constrói um retrato do compositor por meio de sua própria voz e de depoimentos de artistas, músicos, intelectuais e familiares que acompanharam diferentes momentos de sua trajetória. Entre lembranças pessoais e reflexões sobre arte, o documentário acompanha o percurso de um criador que sempre tratou a música como campo de experimentação.
O compositor e pesquisador Luiz Tatit relembra a diferença de rumos dentro da geração tropicalista: enquanto Caetano Veloso e Gilberto Gil buscavam dialogar com a música que ocuparia o rádio nos anos seguintes, Tom Zé preferiu seguir investindo em processos experimentais. Para Tatit, é justamente essa disposição para testar caminhos que continua despertando o interesse de novas gerações.
Ao longo do filme, artistas de diferentes campos comentam o impacto de sua obra. A cantora Mallu Magalhães observa a capacidade do compositor de permanecer conectado ao presente e ao futuro. Já a cantora Fernanda Takai destaca sua imprevisibilidade criativa, enquanto Ná Ozzetti chama atenção para a habilidade técnica que sustenta suas invenções musicais. Para o compositor José Miguel Wisnik, a música de Tom Zé nasce de um processo de elaboração constante, em que ideias se expandem como “comprimidos de música”.
Outras vozes ajudam a compreender o alcance dessa trajetória. O jornalista Leonardo Lichote observa que a obra do artista reúne referências que vão do sertão baiano à publicidade, do jornalismo à cultura urbana. Diante dessa mistura, sugere uma imagem curiosa: Tom Zé seria uma espécie de “cientista do sertão”, alguém que investiga sons, palavras e comportamentos como quem conduz um experimento.
“Todos os Olhos” também revela o lado íntimo do músico. A produtora Neusa Martins, companheira de Tom Zé há mais de cinco décadas, fala do cotidiano e do processo criativo do artista. O médico Ewerton Martins, seu filho, relembra a distância da infância e o momento em que passou a compreender a dimensão do trabalho do pai. Já os netos Maria Clara e João Gabriel compartilham memórias familiares e a experiência de ver o avô no palco.
Entre relatos de criação, histórias de bastidores e reflexões sobre arte e vida, o documentário constrói um retrato de um artista que nunca se acomodou à própria trajetória. No filme, Tom Zé diz que não pensa em parar de trabalhar e que, se a morte vier, prefere que seja no palco. Mais do que revisitar uma carreira, “Todos os Olhos” acompanha o pensamento de um criador que continua tratando a música como pergunta. No SescTV, estreia dia 10 de abril, sexta-feira, às 22h00. Acesse no sesc.digital neste link. Ou baixe o aplicativo, disponível para download nas lojas Google Play e App Store.
Direção: Jorge Brennand Junior | Produção: Eureka Imagens e Ideias | Realização: SescTV | Duração: 105 minutos | Classificação indicativa: livre | Grátis
Aplicativo Sesc Digital
Sesc Digital
A presença digital do Sesc São Paulo vem sendo construída desde 1996, sempre pautada pela distribuição diária de informações sobre seus programas, projetos e atividades e marcada pela experimentação. O propósito de expandir o alcance de suas ações socioculturais vem do interesse institucional pela crescente universalização de seu atendimento, incluindo públicos que não têm contato com as ações presenciais oferecidas nas 40 unidades operacionais espalhadas pelo estado. No ar desde 2020, a plataforma Sesc Digital apresenta gratuitamente ao público conteúdos de diversas linguagens artísticas, como teatro, música, literatura, dança, artes visuais, entre outras. Com curadoria do CineSesc, a programação de cinema oferece ao público, filmes premiados, clássicos e contemporâneos, ficções e documentários, produções brasileiras e de várias partes do mundo. Saiba mais em Sesc Digital.
sábado, 28 de março de 2026
.: Série documental "Carlinhos Brown em Meia Lua Inteira" estreia dia 14
Produção original nacional em quatro episódios retrata a vida e a obra de um dos artistas mais influentes da música brasileira, com depoimentos exclusivos de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte, Daniela Mercury e Arnaldo Antunes, entre outros. Foto: divulgação
A HBO estreia no dia 14 de abril sua nova série documental nacional, "Carlinhos Brown Em Meia Lua Inteira". Composta por quatro episódios de 60 minutos, a produção terá o lançamento de um novo capítulo toda terça-feira, às 21h00, no canal e na HBO Max. Produzida pela Giros Filmes, com coprodução de Candyall Music, a série mergulha na vida e na obra de Carlinhos Brown, cuja carreira ajudou a tornar a cultura da Bahia um fenômeno global e a transformar a comunidade onde cresceu.
Ao longo dos episódios, "Carlinhos Brown Em Meia Lua Inteira" investiga as origens do músico, educador e empreendedor social no Candeal, em Salvador, e sua profunda conexão com a ancestralidade afro-brasileira que moldou sua identidade artística. A série documental reúne ainda depoimentos de grandes nomes da música e cultura brasileira, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte, Daniela Mercury, Margareth Menezes, Arnaldo Antunes, Bell Marques, Luiz Caldas, Lan Lanh, Márcio Victor, Sarajane, Marieta Severo e Deborah Colker, que ajudam a construir um retrato afetivo e multifacetado de Brown.
Conduzida pelo próprio artista, a produção combina materiais de arquivo, bastidores e cenas exclusivas captadas especialmente para o projeto, além de momentos íntimos que revelam novas camadas de sua história - incluindo um encontro musical inédito com todos os seus oito filhos. A série também destaca sua atuação social na comunidade do Candeal, onde iniciativas lideradas por Brown ajudaram a transformar a realidade local por meio da arte, da educação e da cultura.
Reconhecido como um dos protagonistas das revoluções sonoras da música brasileira contemporânea, Carlinhos Brown impulsionou movimentos como o Axé Music e o Samba Reggae e fundou a Timbalada, grupo que reinventou a estética percussiva nos anos 1990. Na série documental, esse legado musical e cultural ganha destaque, enquanto a produção revisita suas criações, parcerias e momentos marcantes para revelar o alcance de sua obra dentro e fora do Brasil. Autor de centenas de canções e parceiro de artistas de diferentes gerações, Brown também se tornou o primeiro músico brasileiro a integrar a Academia do Oscar, ampliando o reconhecimento internacional da música brasileira.
"Carlinhos Brown Em Meia Lua Inteira" é uma série documental coproduzida pela Warner Bros. Discovery, Giros Filmes e Candyall Music com direção geral de Bianca Lenti e Belisario Franca e produzida por Mauricio Magalhães, Bianca Lenti, Belisario Franca e Beatriz Petrini. Pelo lado da Warner Bros. Discovery, assinam a produção Sergio Nakasone, Adriana Cechetti e Luciana Soligo.
segunda-feira, 16 de março de 2026
.: Os Inimigos do Rei lançam “Medo” e transformam insegurança em crítica
Nova música integra o espetáculo “Vem Kafka comigo!” e chega via ONErpm para marcar fase inédita da banda. Foto: Cadu Paiva
A banda Inimigos do Rei apresentam “Medo”, nova faixa que integra o repertório do espetáculo inédito “Vem Kafka comigo!” e que chega em todas as plataformas digitais via ONErpm. Com música de Marcus Lyrio e letra de Luiz Guilherme, o single transforma a ansiedade provocada pelo fim do mês em sátira afiada, mantendo o humor como ferramenta de resistência.
Segundo o vocalista e compositor Luiz Guilherme, a letra surgiu de forma orgânica, como “uma resposta natural às questões sociais e financeiras vivenciadas diariamente por todos os brasileiros”. Escrita originalmente em 2006, a canção nasceu em um momento pessoal de pressão econômica. “Eu começava meu segundo casamento, morava em apartamento alugado e minha filha estudava em faculdade particular. Ou seja, o fim do mês era um medo bem real”, relembra.
O vocalista define a composição como uma letra “vertical”, capaz de atravessar camadas sociais, culturais e políticas. “É o medo de não ter dinheiro para superar o fim do mês. Seja o salário para esticar, a mesada que acabou, as contas deixadas para depois. Quem nunca?”, afirma. Para ele, trata-se de “uma reação bem-humorada e universal ao mundo de hoje, que exige de todos nós performances monetárias desafiadoras”. Além dele, a banda é formada por Luiz Nicolau (voz), Lourival Franco (teclados), Marcelo Crelier (baixo), Marcelo Marques (bateria) e Marcus Lyrio (guitarra).
A faixa “Medo” dialoga diretamente com o conceito do novo show da banda, que traduz o inconsciente coletivo de um país plural, que teme não ter recursos para pagar as próprias contas. Apresentada pela primeira vez no Circo Voador, ainda em 2006, a música ressurgiu neste retorno da banda. Em 2025, revisitando letras e ideias no processo de retomada, a música ganhou nova produção, assinada por Bruno Costa e Vini Lobo. A faixa está disponível em todas as plataformas de streaming. “Medo” já está disponível em todas as plataformas digitais via ONErpm.
Sobre Inimigos do Rei
Os Inimigos do Rei reaparecem com irreverência. A banda que marcou o final dos anos 80 e início dos 90 com hits bem-humorados, letras afiadas e estética teatral, retorna aos palcos em 2026. E eles trazem a formação consolidada desde 1991 reunindo Luiz Guilherme (voz e letrista), Luiz Nicolau (voz), Lourival Franco (teclados), Marcelo Crelier (baixo), Marcelo Marques (bateria) , Marcus Lyrio (guitarra).
Neste retorno, o novo show, batizado de “Vem Kafka, Comigo!”, combina repertório histórico e músicas inéditas, reafirmando o DNA provocador da banda. No setlist, clássicos como “Adelaide”, “Uma Barata Chamada Kafka”, “Mamãe Viajandona”, “Jesse James”, “Suzy Inflável” e “Carne, Osso e Silicone” convivem com novas faixas, como “Medo”, “Sexta-feira da Paixão” e “Aladim”. O resultado é um espetáculo explosivo, que mistura crítica social, absurdo, humor inteligente, performance cênica contagiante. Descritos por Fausto Fawcett como “Inimigos do Rancor Endêmico Improdutivo”, o grupo sempre transitou entre a sátira e a reflexão e, mais uma vez, assume o caos urbano como inspiração.
sexta-feira, 13 de março de 2026
.: Crítica musical: com álbum antológico, Fagner também é Bossa Nova
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
.: Crítica musical: Banduo lança "Dobras", o primeiro disco
Por Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico cultural. Foto: divulgação
segunda-feira, 9 de março de 2026
.: Juvi lança álbum “O Sonho da Lagosta”, que faz analogia sobre vulnerabilidade
Cantora, compositora e multi-instrumentista, Juvi é conhecida por seus vídeos nas redes sociais, enquanto vai trilhando uma carreira na música, experimentando novos formatos e firmando seu nome na cena. Foto: Juvi
O novo álbum de Juvi, “O Sonho da Lagosta”, tem o conceito inspirado pelo “complexo de lagosta”, metáfora da psicanálise que faz analogia sobre vulnerabilidade e transformação na vida com a forma como o animal precisa quebrar o próprio exoesqueleto e se expor para crescer. É um disco sobre rupturas e recomeços, com um discurso que beira o punk ao abordar relacionamentos amorosos, familiares e de amizade.
Misturando influências do rock psicodélico, Pink Floyd, Frank Zappa e Cream, com referências da música latina que vão de Ca7riel & Paco Amoroso a Tom Zé e Fito Páez, o disco tem forte presença de percussão, efeitos e delays. O repertório ainda conta com uma releitura de “Essa Noite Não” (Lobão/Bernardo Vilhena/Daniele Daumerie/Ivo Meirelles), única música do álbum que não leva a assinatura de Juvi.
Mais orgânico e centrado em instrumentais, “O Sonho da Lagosta” marca uma diferença em relação aos trabalhos anteriores. “É um álbum em que eu me mostro como guitarrista e vocalista. Toquei todos os instrumentos, tem menos efeitos na voz e muitos arranjos instrumentais” afirma Juvi. “É um disco mais sério, o humor aparece como um acidente, não como fio condutor”. “Sonho da Lagosta” tem produção musical, beats, sintetizador, guitarra, baixo, mixagem e masterização assinados por Juvi. O álbum já está disponível em todas as plataformas digitais pela gravadora Deck.
domingo, 8 de março de 2026
.: Elaine Frere e Flávvio Alves consolidam parceria com o lançamento de álbum
O primeiro álbum da cantora e compositora Elaine Frere em parceria com o poeta, compositor e produtor musical Flávvio Alves foi lançado. Gravado no estúdio Canto da Coruja, “Lá Onde o Agora Espera” chega ao público pelo selo Sete Sóis com distribuição da Tratore e com capa em aquarela da artista cearense Raísa Christina. Depois de três singles rodando nas plataformas digitais, a dupla resolveu produzir o álbum. Entre mais de duas dezenas de composições em parceria, Flávvio escolheu 12. As canções se conectam tematicamente e foram alinhavadas seguindo o formato vinil - no lado A estão seis faixas que falam sobre tempo e espaço; e no lado B estão as seis que discorrem sobre desilusão, medo e desesperança.
No álbum, que tem as participações especiais do cantor Rubi nos vocais e do guitarrista Estevam Sinkovitz, Elaine Frere é acompanhada por Ricardo Prado (sanfona, teclados, baixo, violão e bateria) e Guto Gonzales (bateria). A parceria começou quando Flávvio viu um post de Elaine junto com a filha. “A foto era tão significativa, eivada de amor fraterno e de tantos outros sentimentos implícitos, que emocionado resolvi comentar o post”, conta Flávvio.
“Receber um poema de Flávvio para musicar é como atingir a maioridade! O comentário numa postagem na rede social era tão perfeito, que musiquei sem que ele soubesse. A coragem de mostrar demorou, mas rendeu uma enxurrada de escritos que me foram enviados pelo Flávvio, com uma mensagem para que eu escolhesse um para musicar. E eu musiquei praticamente todos! As melodias pulavam daquelas palavras na primeira leitura e era impossível reter aquele fluxo. Flávvio respira versos e os seus versos me tocam profundamente, fazendo perfeita aliança com as melodias que trago, engavetadas no tempo”, revela Elaine, contando sobre a conexão imediata com Flávvio e as diversas composições que brotaram depois do comentário na postagem.
“Eu me sinto traduzido nas melodias da Elaine, ela consegue encontrar o âmago das minhas palavras de uma maneira que somente o olhar feminino conseguiria. Cada parceiro transita em um universo diferente da minha criação artística, intuo para qual parceiro ou parceira devo mandar determinado tipo de letra. Encontrar este caminho me dá uma satisfação imensa”, completa Flávvio. Assim, Elaine entrou para o rol dos parceiros mais constantes de Flávvio, formado por Kleber Albuquerque, Adolar Marin e Rubi.
Flávvio Alves é poeta, compositor e produtor, um dos fundadores do selo Sete Sóis, que já lançou mais de 50 álbuns, já foi gravado por Ceumar, Renato Braz, Rubi, Kleber Albuquerque, Fred Martins, Zeca Baleiro, entre tantos outros. Tem composições em parceria com Alice Ruiz, Adolar Marin, Carlos Careqa, Daniel Groove, Fred Martins, Fernando Cavallieri, Kleber Albuquerque, Marco Vilane, Rubi, entre tantos outros. Lançou o CD Outras canções de Desvio, com a arte da capa feita por Lourenço Mutarelli, e com composições em parceria com diversos artistas de diferentes Estados do Brasil, lançou dois álbuns em parceria com Adolar Marin e um álbum em parceria com Kleber Albuquerque.
Elaine Frere é produtora cultural e artista independente que atua em diversas esferas da arte, como por exemplo o Circo e o Teatro. Escreveu, atuou, dirigiu, compôs trilhas sonoras e produziu espetáculos com parceiros como Hugo Possolo, Guga Stroeter e Vladimir Capela. Atuou como Coordenadora Geral de Produção, Financeira e Gestora de Comunicação no FIC - Festival Internacional de Circo de São Paulo, de 2018 a 2022. Como escritora, é autora de dois livros infantis de temática circense: “Trilha das letras” e “Napoleão”. A partir de 2019 volta-se inteiramente para a música autoral e lança seu primeiro single “Quando Adormeço”, com participação de Kleber Albuquerque. Em 2021, lançou o álbum “Quando os versos se uniram pra reclamar canção”, com produção de Felipe Mancini. Desde então, vem lançando singles em parceria ou solo.

































