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terça-feira, 30 de junho de 2026

.: Crítica: “Caso 137” mira na alienação com vídeos de gatinhos contra crimes

"Caso 137" pode ser assistido no site e aplicativo Reserva IMOVISION

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em junho de 2026


Vídeos de gatinhos em sequência ou encarar problemas dentro da própria corporação. Eis o contraponto da protagonista do drama “Caso 137”: Stéphanie Bertrand interpretada pela versátil Léa Drucker. Com direção de Dominik Moll, alemão radicado na França, o longa que soma 1 hora e 56 minutos de duração apresenta um jogo de gato e rato em que quem tem culpa encontra uma rede de apoio para esconder os abusos cometidos, enquanto que quem tenta dar um basta nos erros de conduta, acaba a ponto de até perder o emprego.

Flertando com o true crime, o thriller investigativo ficcional inspirado em fatos reais “Caso 137” é o palco da agente da corregedoria francesa, Stéphanie que apenas tenta ser justa nas análises de cada situação delicada. Assim, ela acaba como responsável pela investigação interna do complexo caso de violência contra o jovem de uma cidade distante, Guillaume Girard (Côme Peronnet), que acaba gravemente ferido pela polícia em Paris durante um protesto caótico dos Coletes Amarelos (movimento de protesto de origem espontânea, que começou com manifestações na França em outubro de 2018 e, posteriormente, se espalhou para outros países). 

Disponível na plataforma de streaming Reserva Imovision, o roteiro, assinado por Moll em parceria com Gilles Marchand de “Caso 137”, une um evento fictício por meio de situações reais amplamente documentadas pela imprensa europeia, que resultaram em casos de manifestantes atingidos por balas de borracha, prática questionada por organismos de direitos humanos.

Na mescla de ficção a realidade, a produção pauta a trama no faro de apuração técnica, uma vez que o estrago feito na vida do jovem que participava de seu primeiro protesto é irreversível. Ao analisar discursos e unir provas contra os colegas de profissão, Stéphanie passa a viver num dilema mais profundo ao contornar o drama pessoal, incluindo o ex-marido (com uma nova namorada provocativa), o filho e a mãe. 

Em meio aos aparentemente infinitos e convidativos vídeos de gatinhos nas redes sociais, Stéphanie enfrenta o processo burocrático e psicológico da investigação, tendo a tensão do suspense com a sobriedade do drama social. O longa com estreia mundial no Festival de Cannes de 2025, que disputou a Palma de Ouro e levou o César de Melhor Atriz com Léa Drucker é imperdível!



Filme: "Caso 137" (Dossier 137). Gênero: policial, drama. Duração: 1h56min. Classificação indicativa: 14 anos. Ano de produção: 2025. Idioma: francês. Direção: Dominik Moll. Roteiro: Dominik Moll e Gilles Marchand. Elenco: Léa Drucker, Jonathan Turnbull, Mathilde Roehrich, Guslagie Malanda, Stanislas Merhar. Distribuição no Brasil: Autoral Filmes. Cenas pós-créditos: não. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.

Trailer de "Caso 137"

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terça-feira, 23 de junho de 2026

.: Crítica: "Toy Story 5" aborda realidade provocando a emoção do público

Cartaz de "Toy Story 5"

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em junho de 2026


Quem poderia imaginar que a história dos brinquedos do pequeno Andy ganhariam tantos capítulos, ou melhor, tantos desdobramentos a ponto de ter cinco sequências? Eis que em junho de 2026 nas telas de cinema está em cartaz "Toy Story 5" presenteando o público com duas cenas pós-créditos. Uma que funciona como complemento do desfecho, enquanto que a última é uma número musical dos brinquedos.

Sem Andy, toda a história acontece em torno da pequena Bonnie, a garotinha que herdou todos os brinquedos do jovem que foi para universidade. Ainda encantada como o universo da imaginação, ela cria situações diversas, mas quando tenta um contato com os irmãos gêmeos da casa vizinha, é tomada pela timidez.

Assim, a vaqueira Jessie segue como a dona do coração da menina que também faz a boneca ser par romântico do astronauta Buzz Lightyear (é bom se preparar para uma invasão massiva do herói, gerando boas sequências e risadas). Sem amigos e muito envergonhada, surge uma tábua de salvação para que Bonnie crie elos com seus amigos: o eletrônico Lilypad, um tablet tecnológico que acaba assumindo o posto de vilã da trama.

Contudo, "Toy Story" mergulha na realidade do isolamento social em que todos se "conhecem" sem se ver e realmente conversar, reforçando o quanto Bonnie continua sem amigas mesmo tendo uma Lilypad e passando por uma festa do pijama com as meninas que nunca lhe deram bola. Em tempo, a cena de Bonnie mostrando o tablet para as "amigas" faz lembrar a de Lilo mostra a Xepa para as garotas em "Lilo & Stitch". Embora sejam situações distintas, o desinteresse das meninas pela garotinha e seu item termina quase que igual.

Desta vez, o foco da trama de "Toy Story" está no isolamento e o medo do abandono, refletido não somente em Bonnie, mas também em Jessie. Aliás, o peso da carga emocional vem também da vaqueira que recorda da primeira dona, a garota Emily. Por obra do destino, a boneca faz um volta ao passado que  agora está alterado e um pouco modernizado. No entanto, tal arco na trama se faz importante para  que Bonnie alcance o maior objetivo: fazer amizade.

Com o vibrante e encantador colorido Disney "Toy Story 5" emociona ao entrelaçar a história de Bonnie e Jessie, resgata Woody e Betty Bop para dar uma forcinha e solucionar um problema, traz o Garfinho agora casando, enquanto insere novos personagens, como por exemplo, o incrivelmente divertido Amigo Rolinho e, com sabedoria faz refletir ao chamar a atenção do público a respeito das conturbadas e distantes relações atuais. Imperdível!


"Toy Story 5" (Toy Story 5). Gênero: Animação, Comédia e Aventura. Direção: Andrew Stanton e McKenna Harris. Roteiro: Andrew Stanton e McKenna Harris. Duração: 1h 40 minutos. Classificação Indicativa: 6 anos. Distribuição: Walt Disney Pictures. Elenco: Woody: Tom Hanks (EUA) / Marco Ribeiro (BR), Buzz Lightyear: Tim Allen (EUA) / Guilherme Briggs (BR), Jessie: Joan Cusack (EUA) / Mabel Cezar (BR), Lilypad (O Tablet - Vilã): Greta Lee (EUA) / Maisa Silva (BR), Amigo Rolinho: Conan O'Brien (EUA) / Rafael Infante (BR). Sinopse: O trabalho de Buzz, Woody, Jessie e do resto da turma fica exponencialmente mais difícil quando eles enfrentam uma nova ameaça na hora da brincadeira.

Trailer de "Toy Story 5"




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sábado, 6 de junho de 2026

.: Crítica: "Diana - A Princesa do Povo" devolve humanidade ao mito


Por Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, especial para o portal Resenhando.com. Foto: Carlos Costa

A história de Diana Spencer já foi contada à exaustão pela imprensa, pelo cinema, pela televisão e pelos documentários. Ainda assim, "Diana - A Princesa do Povo", em cartaz no Teatro Liberdade até dia 5 de julho, encontra uma brecha rara: abandonar o fascínio pela figura mítica para observar a mulher que existia por trás das manchetes. O "comeback" de Sara Sarres não poderia ser me melhor. Ela retorna aos palcos em estado de graça. O reencontro dela com o teatro musical não poderia ter encontrado personagem mais poderosa. 

Diana oferece a Sara Sarres todas as possibilidades dramáticas imagináveis, e a atriz aproveita cada uma delas. Vulnerável, divertida, apaixonada, indignada e determinada, a interpretação dela evita o retrato santificado que tantas vezes acompanha a princesa. Sara constrói uma mulher real, capaz de despertar empatia sem pedir complacência. Ao lado dela, Claudio Lins entrega um Charles distante da caricatura. A voz cristalina do ator encontra espaço para brilhar em números musicais que ampliam os conflitos internos do personagem. O espetáculo compreende algo que muitas produções ignoram: para que Diana funcione dramaticamente, Charles precisa existir como figura complexa. E Lins alcança esse equilíbrio com precisão.

Uma das decisões mais inteligentes da montagem está na construção de Camilla Parker Bowles. Giselle de Prattes afasta qualquer leitura simplista da personagem e oferece uma interpretação marcada pela humanidade. A Camilla defendida por ela não surge como antagonista de novela, mas como alguém que também espera, sofre e ocupa um lugar desconfortável dentro daquele tabuleiro afetivo. Curiosamente, a figura mais rígida e implacável da narrativa acaba sendo a Rainha Elizabeth II, defendida com firmeza por Simone Centurione. A presença dela no espetáculo ajuda a compreender que o verdadeiro embate nunca foi apenas amoroso, era institucional.

Dino Fernandes também deixa sua marca como James Hewitt. A participação dele ganha destaque em uma das cenas visualmente mais impactantes da montagem, envolvendo o célebre passeio a cavalo. É um momento que sintetiza liberdade, desejo e fuga em meio ao sufocamento imposto pela vida pública.

Marianna Alexandre confirma aquilo que o público habituado ao teatro musical brasileiro já conhece: a presença dela em cena funciona como um selo de qualidade. Nas sequências compartilhadas com Diana, interpretando Sarah Spencer, a atriz introduz afeto, cumplicidade e leveza sem desviar a atenção dos conflitos centrais. São passagens que lembram algo frequentemente esquecido quando se fala da princesa: antes de se tornar um fenômeno mundial, ela era uma mulher que acreditou sinceramente em uma história de amor. Tudo o que veio depois parece surgir como reação ao colapso dessa promessa.

O grande mérito de Tadeu Aguiar está em compreender essas nuances. A direção precisa dele evita julgamentos simplistas e conduz o espectador por zonas moralmente mais interessantes. Não há heróis absolutos e muito menos monstros definitivos em "Diana - A Princesa do Povo". Todos no espetáculo são pessoas presas a protocolos, interesses, expectativas e convenções que acabam esmagando qualquer possibilidade de felicidade genuína.

Com direção musical de Thalyson Rodrigues, cenografia de Natália Lana, figurinos de Ney Madeira e Dani Vidal e coreografias de Sueli Guerra, a superprodução da Estamos Aqui Produções transforma um episódio amplamente conhecido da cultura pop em uma experiência emocionalmente envolvente. O espetáculo revisita a trajetória da princesa Diana sem recorrer à reverência automática que costuma cercar a memória dela. O resultado é um musical que faz uma pergunta desconfortável e atual: o que acontece quando uma instituição milenar exige obediência de alguém que deseja apenas ser amada? A resposta, o mundo inteiro já conhece. O mérito desta montagem está em fazer o público voltar a senti-la.

Serviço
Espetáculo "Diana - A Princesa do Povo"
Local: Teatro Liberdade
Rua São Joaquim, 129 - Liberdade | São Paulo
Temporada até dia 5 de julho de 2026
Sessões: Sextas às 20h00, Sábado às 16h00 e 20h30. Domingos às 15h00 e às 19h30

Ingressos
Plateia Premium 
Sexta-feira, sábado e 1ª sessão de domingo - R$340,00 (Inteira) | R$170,00 (Meia)
Quinta-feira e 2ª sessão de domingo - R$ 280,00 | R$140,00 (Meia)

Plateia 
Sexta-feira, sábado e primeira sessão de domingo - R$250,00 (Inteira) | R$125,00 (Meia)
Quinta-feira e segunda sessão de domingo - R$ 190,00 | R$85,00 (Meia)
Balcão Visão Parcial - R$120,00 (Inteira) | R$60,00 (Meia)
Balcão A - R$170,00 (Inteira) | R$85,00 (Meia)
Balcão B: R$50,00 (Inteira) | R$25,00 (Meia)
Vendas: Site Sympla (https://bileto.sympla.com.br/event/114505) ou Bilheteria local
Gênero: musical
Duração: 150 minutos (com intervalo)
Classificação: 12 anos

Descontos
*Desconto 35%: Obtenha 35% de desconto no ingresso inteiro ao preencher o formulário durante o processo de compra.
Para comprar mais de um ingresso nessa modalidade, basta preencher um formulário por ingresso conforme será solicitado. Desconto disponível para todos os públicos.
*Clientes Glesp: têm 25% de desconto nos ingressos inteiros mediante a aplicação do cupom, limitado a 4 ingressos por cupom. Válido para todos os setores.
*Crianças até 24 meses não pagam entrada e ficam no colo dos responsáveis durante a apresentação. A partir de 02 anos e 1 dia, a criança paga meia-entrada mediante apresentação da carteira de identidade ou certidão de nascimento.

Ingressos
Internet (com taxa de conveniência):
Bilheteria física (sem taxa de conveniência):
Horário de funcionamento de bilheteria:
Atendimento presencial: de terça à sábado das 13h00 às 19h00. Domingos e feriados apenas em dias de espetáculos até o início da apresentação.

Acessibilidade
Deficientes físicos: teatros adequados às normas de acessibilidade, contendo elevador, corrimão, espaço para cadeirantes e acompanhantes, banheiros adaptados.
Deficientes auditivos – Agenda de apresentações com tradução em libras (em construção)
Deficientes visuais - Previsão de que, quando solicitada, a produção disponibilize texto da peça em Braile e resumo descritivo do espetáculo em Braille e em áudio (para cidadãos devidamente identificados)
Deficientes intelectuais – Quatro (quatro) assentos posicionados em local de fácil mobilidade para este público, proporcionando conforto caso haja necessidade de se retirar durante a sessão e, ainda, previsão de que, quando solicitada, a produção disponibilize abafadores de ruído (para cidadãos devidamente identificados)
Este espetáculo contém Luz Estroboscópica (flashes de luz intensa). Este efeito visual é contraindicado para pessoas com epilepsia, sensibilidade à luz ou autismo. Aconselhamos cautela.


sexta-feira, 5 de junho de 2026

.: Crítica: "Mestres do Universo" tem a força para manter a essência e inovar


Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em junho de 2026


A essência da animação de sucesso dos anos 80, chega aos cinemas em 2026 mesclada a uma releitura cinematográfica humanizada para os tempos de hoje. Eis "Mestres do Universo" a aguardada produção do herói fortão de tanguinha e botas que, diante do perigo, para salvar seu povo, ergue a espada do poder a um sonoro: "pelos poderes de Grayskull... eu tenho a força!". Vale destacar aos saudosistas que é uma boa priorizar a versão dublada do longa, uma vez que Garcia Júnior reinterpreta o príncipe Adam (Nicholas Galitzine, de "Continência ao Amor"), com bônus de ter a voz da dubladora Marisa Leal (Ariel na animação Disney, Baby em "Família Dinossauro") como Roboto.

Com direção de Travis Knight ("Bumblebee"), o filme de 2026 é um resgate de nova roupagem que absorve um pouco da história de "Superman". Quando criança, o pequeno príncipe Adam sobrevive a um ataque tenebroso de Esqueleto (voz de Luiz Carlos Persy como Esqueleto, Jared Leto, de "Esquadrão Suicida", "Morbius" e "Tron-Ares") a Eternos. Enviado para a Terra junto de sua espada os dois se desencontram. 

A produção não retrata como Adam se formou, se foi adotado ou cresceu num orfanato. Agora, um homem que ainda tenta encontrar a espada perdida e também sua cara-metade, tenta sobreviver no maçante trabalho para se manter vivo. Outra falha do longa, no caso visual, está no primeiro embate do herói em Etérnia com um vilão, numa ponte estreita em que com um gancho, o rival marca o chão. Contudo, em todo o confronto, tal feito simplesmente some da tela, deixando a ponte em perfeitas condições.

Perdido na Terra, vivendo como um reles mortal com lembranças curiosas da infância, após 10 anos, ele é reencontrado por Teela numa situação de puro enfrentamento. Toda a pancadaria remete muito a sequência de "Homem-Aranha De Volta para Casa" (2021) quando doutor Octopus encontra o cabeça de teia na ponte ou ainda o mais antigo "Deadpool" (2016) no confronto que acontece durante os créditos iniciais do filme. Em tempo, Adam tem Hussein (Christian Vunipola) como amigo na Terra, o que também remete a nova franquia de "Homem-Aranha" com Ned Leeds (Jacob Batalo).

Bebendo da fonte de "Superman""Mestres do Universo" faz lembrar da cena das cartas na saga "Harry Potter", sendo que aqui o que voa pelo ambiente são os desenhos do menino que retratam lembranças de sua infância. Há também um pouco de "O Senhor dos Anéis" na Montanha da Perdição quando Adam joga um rival direto no fogo ardente.

Assim, Adam volta para Etérnia que está destruída tendo o Esqueleto no comando, estando sedento pelo poder absoluto, almejando ter em mãos a espada do poder. Sem ter conhecimento da força descomunal que tem, por carregar o descrédito do pai, o jovem Adam tenta se enturmar com as figuras que conheceu na infância e pareciam sem sentido para os humanos. Afinal, Adam prioriza a conversa antes de partir para o braço o que só alimenta a desconfiança dos outros.

Ao ser enjaulado com Teela, Adam reencontra Mentor, que acaba sendo a representação viva do que Esqueleto fez com Etérnia. Destruído, o pai de Teela encontra a força que precisava no regresso do herói, voltando a seus tempos áureos de auxiliar a família do rei de Etérnia. Em meios a diversos embates, Adam se redescobre e a magia do herói da música brasileira do "Trem da Alegria", acontece na telona de cinema. Sim! "Mestres do Universo" é o tipo de produção para se assistir na telona de cinema com estilo.

Para alguns que imaginavam ver nos cinemas a reprodução das animações dos anos 80, "Mestres do Universo" pode ser frustrante. Contudo, para amarrar todo o histórico do príncipe Adam, certas mudanças são aceitáveis. Vale lembrar que o herói dos músculos de aço já ganhou um longa-metragem em 1987 que fracassou, mesmo tendo Dolph Lundgren como protagonista. E ele marca presença na nova produção em um encontro do tipo o antigo e o atual Adam, numa academia quando o jovem pede um conselho de iniciante. 

Com três cenas pós-créditos, "Mestres do Universo" pode não ser um filmaço que preencha os requisitos de fãs de produções da Marvel, mas consegue ser um super filme de resgate saudosista com potencial para sequências de qualidade. Imperdível!


"Mestres do Universo" ("Masters Of The Universe"). Gênero: Ação, Aventura e Fantasia. DireçãoTravis Knight. Roteiro: Chris Butler, Aaron Nee e Adam Nee. Duração: 2h 13 minutos. Classificação Indicativa: 14 anos. Distribuição: Sony Pictures. Elenco: Nicholas Galitzine como Príncipe Adam / He-Man, Camila Mendes como Teela, Idris Elba como Duncan / Man-At-Arms, Jared Leto como Esqueleto, Alison Brie como Maligna. Sinopse: O filme acompanha a jornada do Príncipe Adam para salvar Eternia e aceitar seu destino como He-Man

Trailer de "Mestres do Universo"



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terça-feira, 2 de junho de 2026

.: MIS SP celebra centenário de Marilyn Monroe com exposição, mostra e curso


Além da série fotográfica “Marilyn: a última entrevista”, em cartaz pelo Maio Fotografia no MIS 2026, Museu realiza a Mostra Marilyn Monroe 100 anos e oferece um curso sobre o tema. Na imagem, cena do filme "O Rio das Almas Perdidas", que será exibido na Mostra Marilyn Monroe 100 Anos. Foto: divulgação

No dia 1º de junho de 2026, foi celebrado o centenário da atriz e cantora Marilyn Monroe. De símbolo de beleza a ícone incontornável da cultura pop do século 20, Marilyn entrou para a história mundial de forma definitiva. Para registrar seus cem anos de nascimento e abrir diálogo com a sociedade sobre seu papel de atriz, o MIS, que inaugurou, em maio, a exposição “Marilyn: a Última Rntrevista”, pelo projeto Maio Fotografia no MIS 2026, realiza, no mês de junho, uma mostra de filmes e oferece um curso sobre a artista. Além disso, no fim do mês, o Museu ainda realiza uma edição especial do Doc.MIS com a exibição do documentário “Marilyn Monroe: o Fim dos Dias”.


Marilyn Monroe no streaming
A atriz Marilyn Monroe completaria 100 anos no dia 1.° de junho de 2026. Mais de seis décadas depois de sua morte, aos 36 anos, ela continua sendo a figura feminina mais reconhecida da história do cinema. Para celebrar o centenário da atriz, a plataforma Belas Artes À La Carte destaca uma coletânea especial com alguns dos filmes mais importantes da sua carreira: "O Segredo das Joias" (1950), de John Huston; "A Malvada" (1950), de Joseph L. Mankiewicz; "Conflito à Noite" (1952), de Fritz Lang; "Como Agarrar um Milionário" (1953), de Jean Negulesco; "Os Homens Preferem as Loiras" (1953), de Howard Hawks; e "O Pecado Mora ao Lado" (1955), de Billy Wilder. 

É uma boa chance de revisitar uma atriz que, durante muito tempo, acabou reduzida apenas à própria imagem. No fim das contas, Marilyn acabou se tornando tão eterna quanto os diamantes que ostentou em uma de suas performances mais icônicas Antes de virar estrela mundial, ela passou anos tentando conseguir espaço em papéis pequenos e produções em que quase sempre aparecia dentro do mesmo tipo de personagem. Aos poucos, porém, começou a chamar atenção pelo talento para a comédia, pela presença em cena e pelo carisma que tinha diante das câmeras. 

Foi a partir daí que ela passou a trabalhar com alguns dos diretores mais importantes do cinema, como John Huston, Joseph L. Mankiewicz, Fritz Lang, Billy Wilder e Howard Hawks. Com o tempo, vieram personagens mais interessantes e também o reconhecimento da indústria. Em 1960, Marilyn venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Comédia ou Musical por "Quanto Mais Quente Melhor", prêmio que ajudou a reforçar algo que muita gente já via nas telas: ela era uma atriz muito mais versátil do que os estúdios costumavam admitir. Você pode assinar o Belas Artes À La Carte neste link.


Mostra “Marilyn Monroe 100 anos” | 2 a 7 de junho | R$ 6,00 (inteira) 
A curadoria do cineasta André Sturm selecionou doze títulos com participações menos ou mais proeminentes de Marilyn, mas com destaque especial para seus trabalhos menos reverenciados, de caráter mais intimista ou sóbrio. “Queria dar destaque para uma Marilyn Monroe séria na tela, ou ainda tímida no início de sua carreira no cinema”, conta o curador. “Seus filmes mais celebrados, sobretudo os dirigidos por Billy Wilder, são excelentes e já estão na memória dos espectadores. A ideia aqui era tentar revelar essa Marilyn menos pop, menos óbvia, menos objeto de desejo, por isso seus filmes mais ‘lado B’, por assim dizer. A gente vai poder ver uma Marilyn pré-magnetismo total”, explica. 

A lista de filmes inclui raridades, entre os quais “Idade Perigosa”, que marca o primeiro papel com fala de Marilyn Monroe; “Mentira Salvadora”, que traz sua primeira protagonista; “Só a Mulher Peca”, um drama noir do lendário diretor Fritz Lang; “O Rio das Almas Perdidas”, um western musical de Otto Preminger que mereceu ter seu pôster na sala da casa da atriz em Los Angeles; e dois filmes dirigidos por John Huston, incluindo “Os Desajustados”, o último trabalho de Marilyn no cinema. 


Terça-feira, 2 de junho
18h00 | Auditório MIS 
"Torrentes de Ódio" 
("Clash by Night", dir. Fritz Lang, 1952, Estados Unidos, 105 min, 14 anos) 
Após anos fora, uma mulher retorna a sua cidade natal e tenta reconstruir a vida ao lado de um pescador trabalhador. O casamento, porém, entra em crise quando desejos reprimidos e frustrações pessoais vêm à tona. O filme combina melodrama e tensão emocional em um retrato duro das relações humanas. 

20h00 |Auditório MIS 
"O Segredo das Viúvas" 
("Love Nest", dir. Joseph M. Newman, 1951, Estados Unidos, 84 min, livre) 
Um casal recém-casado retorna a Nova York em busca de um apartamento e acaba alugando um imóvel em um prédio cheio de moradores excêntricos. A convivência provoca situações amorosas e mal-entendidos que envolvem ciúme, ambição e vida conjugal. A trama mistura romance leve e comédia urbana do pós-guerra. 


Quarta-feira, 3 de junho
18h00 | Auditório MIS 
"Anos Perigosos" 
("Dangerous Years", dir. Arthur Pierson, 1947, Estados Unidos, 62 min, 12 anos) 
Moradores de uma pequena cidade passam a temer a influência de um novo restaurante frequentado por jovens rebeldes. Um professor tenta afastar adolescentes da criminalidade, mas acaba envolvido em uma tragédia que leva um grupo de delinquentes a julgamento. O filme mistura drama juvenil e tribunal, refletindo preocupações do pós-guerra com a violência entre jovens. 

20h00 | Auditório MIS 
"Páginas da Vida" 
("O. Henry’s Full House", dirs. Henry Hathaway/Howard Hawks/Henry King/Henry Koster/Jean Negulesco, 1952, Estados Unidos, 117 min, 12 anos) 
Antologia inspirada em contos de O. Henry que reúne histórias independentes marcadas por ironia, drama e reviravoltas finais. Os episódios abordam temas como amor, sacrifício, crime e acaso, mantendo o tom humano e sentimental característico do escritor. 


Quinta-feira, 4 de junho
 
16h00 | Auditório MIS 
"Almas Descasadas / Travessuras de Casados" 
("We’re Not Married!", dir. Edmund Goulding, 1952, Estados Unidos, 86 min, 10 anos) 
Diversos casais descobrem simultaneamente que seus casamentos não têm validade legal devido a um erro burocrático. A notícia provoca crises, reconciliações e situações cômicas envolvendo relacionamentos e expectativas amorosas. 

17h00 | Auditório LABMIS 
"O Segredo das Joias" 
("The Asphalt Jungle", dir. John Huston, 1950, Estados Unidos, 112 min, 14 anos) 
Um criminoso experiente reúne especialistas para executar um grande roubo em uma joalheria. O plano parece perfeito, mas falhas humanas e ambições individuais conduzem o grupo a consequências inesperadas. O filme influenciou profundamente o cinema policial posterior. 

18h00 | Auditório MIS 
"O Rio das Almas Perdidas" 
("River of No Return", dir. Otto Preminger, 1954, Estados Unidos, 91 min, 14 anos) 
Durante uma perigosa viagem por um rio no oeste americano, três pessoas precisam enfrentar corredeiras, ataques e conflitos internos para sobreviver. A travessia transforma gradualmente a relação entre elas, marcada por desconfiança, ressentimento e aproximação afetiva. 

19h00 | Auditório LABMIS 
"Páginas da Vida" 
("O. Henry’s Full House", dirs. Henry Hathaway/Howard Hawks/Henry King/Henry Koster/Jean Negulesco, 1952, Estados Unidos, 117 min, 12 anos) 
Antologia inspirada em contos de O. Henry que reúne histórias independentes marcadas por ironia, drama e reviravoltas finais. Os episódios abordam temas como amor, sacrifício, crime e acaso, mantendo o tom humano e sentimental característico do escritor. 

20h00 | Auditório MIS 
"Os Desajustados" 
("The Misfits", dir. John Huston, 1961, Estados Unidos, 124 min, 14 anos) 
Uma mulher recém-divorciada se aproxima de homens solitários e deslocados no interior do oeste americano. Enquanto tentam encontrar sentido para a própria vida, os personagens enfrentam frustrações afetivas, desgaste emocional e a sensação de não pertencer mais ao mundo ao redor. 


Sexta-feira, 6 de junho
 
17h00 |Auditório LABMIS  
"Love Happy" 
("Love Happy", dir. David Miller, 1949, Estados Unidos, 91 min, livre) 
Integrantes de uma companhia teatral enfrentam dificuldades financeiras enquanto tentam manter um espetáculo em cartaz. Paralelamente, um roubo de joias desencadeia perseguições e confusões envolvendo criminosos e artistas. A trama mistura musical, comédia e suspense farsesco. 

18h00 | Auditório MIS 
"Mentira Salvadora" / "Mulheres em Coro" 
("Ladies of the Chorus", dir. Phil Karlson, 1948, Estados Unidos, 61 min, 10 anos) 
Uma jovem corista tenta construir carreira nos palcos enquanto divide a rotina com a mãe, também artista de teatro musical. Quando surge um romance com um homem de origem social mais alta, as diferenças de classe e as inseguranças familiares passam a interferir na relação. 

19h00 | Auditório LABMIS 
"O Rio das Almas Perdidas" 
("River of No Return", dir. Otto Preminger, 1954, Estados Unidos, 91 min, 12 anos) 
Durante uma perigosa viagem por um rio no oeste americano, três pessoas precisam enfrentar corredeiras, ataques e conflitos internos para sobreviver. A travessia transforma gradualmente a relação entre elas, marcada por desconfiança, ressentimento e aproximação afetiva. 

20h00 | Auditório MIS 
"Almas Desesperadas" 
("Don’t Bother to Knock", dir. Roy Ward Baker, 1952, Estados Unidos, 76 min, 14 anos) 
Uma babá emocionalmente fragilizada passa a agir de forma cada vez mais imprevisível durante uma noite em um hotel. O encontro com um hóspede solitário desencadeia conflitos psicológicos e situações inquietantes. O suspense explora solidão, trauma e paranoia. 


Sábado, 6 de junho 
16h00 | Auditório MIS 
"Só a Mulher Peca" 
("Clash by Night", dir. Fritz Lang, 1952, Estados Unidos, 105 min, 14 anos) 
Uma mulher retorna a sua cidade natal e tenta reconstruir a vida ao lado de um pescador trabalhador. O casamento, porém, é abalado por frustrações pessoais, desejos reprimidos e relações afetivas cada vez mais tensas. O filme mistura melodrama e realismo social em um retrato duro das relações humanas. 

17h00 | Auditório LABMIS 
"O Segredo das Viúvas" 
("Love Nest", dir. Joseph M. Newman, 1951, Estados Unidos, 84 min, livre) 
Um casal recém-casado retorna a Nova York em busca de um apartamento e acaba alugando um imóvel em um prédio cheio de moradores excêntricos. A convivência provoca situações amorosas e mal-entendidos que envolvem ciúme, ambição e vida conjugal. A trama mistura romance leve e comédia urbana do pós-guerra. 

18h00 | Auditório MIS 
"O Segredo das Joias" 
("The Asphalt Jungle", dir. John Huston, 1950, Estados Unidos, 112 min, 14 anos) 
Um grupo de criminosos planeja um sofisticado roubo de joias que promete render uma fortuna. Apesar da organização cuidadosa, interesses pessoais, traições e erros sucessivos começam a comprometer o plano. 

19h00 | Auditório LABMIS 
"Love Happy" 
("Love Happy", dir. David Miller, 1949, Estados Unidos, 91 min, livre) 
Integrantes de uma companhia teatral enfrentam dificuldades financeiras enquanto tentam manter um espetáculo em cartaz. Paralelamente, um roubo de joias desencadeia perseguições e confusões envolvendo criminosos e artistas. A trama mistura musical, comédia e suspense farsesco. 

20h00 | Auditório MIS 
"Os Desajustados" 
("The Misfits", dir. John Huston, 1961, Estados Unidos, 124 min, 14 anos) 
Uma mulher recém-divorciada se aproxima de homens solitários e deslocados no interior do oeste americano. Enquanto tentam encontrar sentido para a própria vida, os personagens enfrentam frustrações afetivas, desgaste emocional e a sensação de não pertencer mais ao mundo ao redor. 


Domingo, 7 de junho 
17h00 | Auditório MIS 
"Os Desajustados" 
("The Misfits", dir. John Huston, 1961, Estados Unidos, 124 min, 14 anos) 
Uma mulher recém-divorciada se aproxima de homens solitários e deslocados no interior do oeste americano. Enquanto tentam encontrar sentido para a própria vida, os personagens enfrentam frustrações afetivas, desgaste emocional e a sensação de não pertencer mais ao mundo ao redor. 

19h00 | Auditório MIS 
"Só A Mulher Peca" 
("Clash By Night", dir. Fritz Lang, 1952, Estados Unidos, 105 min, 14 anos) 
Uma mulher retorna a sua cidade natal e tenta reconstruir a vida ao lado de um pescador trabalhador. O casamento, porém, é abalado por frustrações pessoais, desejos reprimidos e relações afetivas cada vez mais tensas. O filme mistura melodrama e realismo social em um retrato duro das relações humanas. 


Serviço |
MIS SP - Avenida Europa, 158 - Jd. Europa - São Paulo
Horários: terças a sextas, das 10h00 às 19h00; sábados, das 10h00 às 20h00; domingos e feriados, das 10h00 às 18h00. Ingressos: terças-feiras: gratuito; de quarta a domingo: R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia) | megapass.com.br/mis
Classificação: livre

A programação é uma realização do Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo, e MIS, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, ProAC e Promac. O MIS tem patrocínio institucional da Livelo, Vivo, Goldman Sachs, Ituran e Goodstorage e apoio institucional das empresas Delboni, EAÍ?! Marketing, Unisys, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Unipar, Campari, Colégio Albert Sabin, PWC, Telium, Kaspersky, Gabriel e Play Audiovisual.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

.: Crítica: "Não Fale o Mal" entrega tensão pura com McAvoy demoníaco


Por 
Mary Ellen Farias dos Santos, editora e criadora do portal Resenhando.com

As aparências enganam e podem até custar a vida de quem nelas acredita, mesmo quando são completamente mentirosas. "Não Fale o Mal", dirigido por James Watkins leva uma família composta de pai, mãe e filha, da movimentada Londres até a exuberante Itália. Contudo, os segredinhos e dificuldades dos três, Ben Dalton (Scoot McNairy), Louise Dalton (Mackenzie Davis) e Agnes (Alix West Lefler) são as pontas soltas que unidas pelo vilão fazem a trama de puro suspense caminhar prendendo a atenção do público gerando total curiosidade quanto ao desfecho. O filme é um dos mais assistidos da plataforma de streaming Reserva Imovision.

Assim, na linda Itália, a família Dalton conhece os alegres e sempre harmoniosos Paddy (James McAvoy) e Ciara (Aisling Franciosi), também pais, mas de um menino, o Ant (Dan Hough) que tem um problema na fala. Envolvidos, os Daltons acreditam estabelecer uma amizade sincera a ponto de visitar por alguns dias o outro casal no sítio em que vivem.

Dependente emocional de um coelhinho de pelúcia, Agnes leva o brinquedo com ela e é justamente por causa dele que a família mergulha profundamente numa história de luta pela sobrevivência, enquanto que lidam com a própria transfiguração do demônio na Terra. Por vezes, a dúvida sobre o que vai acontecer na sequência faz roer as unhas, uma vez que as reviravoltas são chocantes.

Não há como negar, James McAvoy é incrivelmente talentoso de tão versátil que é. Num show de atuação como o insano Paddy, no remake do longa dinamarquês de 2022, é quem dita o ritmo da trama, dando destaque também para Mackenzie Davis brilhar em cena. Ela que se mostra muito mais valente e necessária na história do que seu marido, interpretado por Scoot McNairy.

As crianças também foram sabiamente escaladas, não deixando uma cena que seja soar falsa. A dupla, Alix West Lefler e Dan Hough complementam à altura cada momento de tensão, mesmo quando Ant tenta fazer revelações e Agnes não as entende por completo. 

Tendo a Blumhouse envolvida, "Não Fale o Mal" é certamente uma recente produção de qualidade no patamar do fabuloso "O Telefone Preto", embora no novo filme haja força maior de um terror social, longe de espíritos. E ainda tem a música "Eternal Flame", da banda The Bangles para tornar tudo ainda mais sinistro e um pouquinho romântico. Filmaço imperdível! 

Ficha técnica
"Não Fale o Mal"
| "
Speak No Evil" (título original)
Gênero: terror. Classificação: 18 anos. Duração: 1h50. Ano: 2024. Distribuidora: Universal Pictures.
Direção: James Watkins. Roteiro: James Watkins. Elenco: James McAvoy (Paddy Field), Mackenzie Davis (Louise Dalton), Aisling Franciosi (Ciara Field). Sinopse: Uma família anseia em passar suas férias no campo. Contudo, o que era pra ser um sonho em família para relaxarem e descontraírem, acaba virando um terrível pesadelo. Assista na plataforma de streaming Reserva Imovision.


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quarta-feira, 13 de maio de 2026

.: Crítica: "Charuto de Mel" é fuga de aprisionamento feminino nos anos 90

"Charuto de Mel" pode ser assistido no site e aplicativo Reserva IMOVISION

Por: Mary Ellen Farias dos Santos, editora do Resenhando.com

Em maio de 2026


O longa dramático focado em comportamento"Charuto de Mel"dirigido por Kamir Aïnouz, mergulha na naturalização imposta pelo patriarcado, o que, fatalmente, esbarra na falta de liberdade sexual. Assim, os dilemas da jovem Selma (Zoé Adjani), crescem tal qual uma bola de neve, uma vez que ela está numa família argelina tradicional que vive na França dos anos 90. Rebelde para transgredir algumas normas impostas, Selma, metade argelina e outra metade francesa, luta pela liberdade, o que acaba refletindo no modo de a obediente mãe (Amira Casar) tomar decisões, inclusive.

Disponível no site e aplicativo Reserva IMOVISION, a produção de 2020 exibida no Festival de Veneza e na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, permeia tabus de sexualidade e regras patriarcais quando a paixão juvenil entra em pauta. É ao se apaixonar pelo também estudante Julien que brota em Selma a necessidade de transgressão, o que ganha contornos notáveis aos pais.

Na tentativa de encaminhar a filha para um possível casamento com um conhecido e de família endinheirada, os pais a jogam para experimentar o pior de uma vida feminina. Contudo, Selma mantém em silêncio as dores de ser mulher, enquanto amadurece e busca independência. Focando no amadurecimento e comportamento, sem floreios e encantamentos, no excelente  "Charuto de Mel", a história de vida Selma revela aproximação, em certos pontos, com a de qualquer outra mulher. Imperdível!


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"Charuto de Mel" (Cigare au miel). Gênero: DramaDireção: Kamir Aïnouz. Roteiro: Kamir AïnouzDuração: 1h 40 minutos. Classificação Indicativa: 16 anos (Violência, Conteúdo Sexual, Drogas Lícitas). Distribuição: Imovision. Elenco: Zoé Adjani (Selma)Amira CasarLyès SalemLouis PeresIdir Chender. Sinopse:  história narra a trajetória de Selma, uma jovem argelina de 17 anos que, ao se apaixonar e explorar sua sexualidade, enfrenta as rígidas regras patriarcais de sua família e o crescente fundamentalismo em seu país, buscando sua liberdade.

Trailer de "Charuto de Mel"



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