Mostrando postagens classificadas por data para a consulta rosa. Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por data para a consulta rosa. Ordenar por relevância Mostrar todas as postagens

domingo, 19 de abril de 2026

.: Café Filosófico CPFL debate incertezas políticas e saúde mental


Miriam Debieux Rosa abordará os efeitos das tensões sociais e políticas na saúde mental | Foto: acervo pessoal

Em um mundo atravessado por instabilidades políticas, conflitos armados, radicalizações e ameaças a direitos, os impactos dessas tensões já não se limitam ao campo institucional, mas reverberam diretamente na saúde mental e nas formas de convivência. É a partir desse cenário que o Café Filosófico CPFL recebe a psicanalista Miriam Debieux Rosa para discutir o tema “Psicanálise e Democracia: a Sustentação do Laço Social em Contraposição às Distopias”. 

O encontro integra o módulo dedicado aos dilemas contemporâneos da saúde mental e propõe uma reflexão sobre como o imaginário distópico, marcado pela sensação de um mundo sem futuro, vem impactando a subjetividade e o cotidiano das pessoas. Com entrada gratuita, a gravação será realizada na próxima quinta-feira, dia 23 de abril, às 19h00, na sede do Instituto CPFL, em Campinas, com transmissão ao vivo pelo canal do programa no YouTube.

Ao abordar temas como guerras, destruição ambiental, ataques a direitos e a intensificação de discursos de ódio, Miriam analisa como essas dinâmicas alimentam uma lógica de ruptura dos laços coletivos e fragilizam a vida em comum. Segundo ela, esse processo tem efeitos subjetivos importantes, como desmobilização, isolamento e dificuldade de sustentar vínculos sociais e afetivos. “Quando a lógica da guerra e da destruição se impõe como forma de organização social, os laços coletivos se fragilizam e o outro passa a ser visto como ameaça. Isso produz desamparo, angústia e, muitas vezes, retração da vida social”, afirma a psicanalista.

Ao longo do encontro, a psicanalista também propõe uma reflexão sobre estratégias de resistência frente às formas contemporâneas de dominação, articuladas a estruturas como patriarcado, colonialidade e capitalismo. Nesse contexto, a democracia é apontada como um horizonte possível para a reconstrução dos laços sociais. “A democracia não elimina os conflitos, mas cria condições para que possamos sustentá-los sem recorrer à eliminação do outro. É nesse espaço de tensão, negociação e construção coletiva que se torna possível reinstaurar um horizonte comum”, analisa.


Sobre a palestrante
Miriam Debieux Rosa
é psicanalista e professora titular do Instituto de Psicologia da USP, onde coordena o Laboratório Psicanálise, Sociedade e Política (PSOPOL) e o Grupo Veredas, voltado aos estudos sobre psicanálise e imigração. Com pós-doutorado pela Université Paris Diderot (Paris 7), na França, desenvolve pesquisas sobre a dimensão sociopolítica do sofrimento, violência, migração e construção do laço social na contemporaneidade. Foi pró-reitora adjunta para Inclusão e Pertencimento da USP (2022–2025) e é autora e organizadora de diversas obras na área, com destaque para A clínica psicanalítica face ao sofrimento sociopolítico, vencedor do Prêmio Jabuti em 2017, além de Histórias que não se contam e As escritas do ódio, entre outros títulos.


Ambiente inspirador de troca e aprendizado
O Café Filosófico CPFL traz uma nova identidade visual e artística, incluindo cenário, para acompanhar a renovação do formato, que passa a ter a nova apresentadora, Tainá Müller, interagindo com os convidados e a plateia. O espaço do Café, na sede do Instituto CPFL, em Campinas, oferece uma atmosfera convidativa e aconchegante, onde cada detalhe é pensado para proporcionar uma experiência prazerosa. É possível tirar fotos em todos os lugares, incluindo o novo cenário. O local possui climatização e é acessível a pessoas com deficiência, além de contar com intérpretes de Libras para garantir a participação de todos. Há, ainda, um serviço de alimentação com cardápio de comidas e bebidas para consumo no local.

Após a gravação e exibição ao vivo, as palestras ganham uma versão editada que é exibida na TV Cultura, aos domingos, às 20h (com reprises às quartas, à 01h) e, posteriormente, disponibilizadas no YouTube. Vale destacar que os episódios transmitidos pela TV não correspondem necessariamente às gravações feitas durante a semana.


Serviço
Gravação Café Filosófico CPFL, com Miriam Debieux Rosa, psicanalista

Dia 23 de abril, quinta-feira, às 19h00
Instituto CPFL - Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632 - Chácara Primavera, Campinas/SP
Entrada: gratuita, por ordem de chegada, a partir das 18h00
Participação on-line: canal do Café no YouTube

terça-feira, 31 de março de 2026

.: Novo módulo do Café Filosófico CPFL discute os dilemas da saúde mental



Série de encontros propõe refletir sobre os desafios da subjetividade em tempos de medicalização, inteligência artificial e transformações sociais .Psicanalista e psicólogo Pedro de Santi abre módulo de abril do Café Filosófico CPFL. Foto: Tati Ferro


O novo módulo do Café Filosófico CPFL estreia nesta quinta-feira, dia 2 de abril, às 19h00, dedicado a um dos temas mais urgentes do nosso tempo: responsabilidade e escuta na psicanálise contemporânea. Com curadoria do psicanalista e psicólogo Pedro de Santi, a série propõe uma reflexão sobre os modos como a subjetividade vem sendo atravessada por transformações sociais, tecnológicas e culturais, e quais são os desafios clínicos e éticos que emergem desse cenário. 

Em um contexto em que nunca se falou tanto sobre saúde mental, o módulo parte de uma constatação inquietante: ao mesmo tempo em que cresce a atenção ao tema, ampliam-se também os diagnósticos, a medicalização e, paradoxalmente, as formas de sofrimento. Questões como o aumento da ansiedade entre jovens, o impacto da inteligência artificial nas relações humanas, as mudanças nas discussões sobre gênero e raça e até as tensões em torno da democracia atravessam o debate proposto pela série, que também coloca em perspectiva o papel da psicanálise diante dessas transformações e seu compromisso ético com a constituição da subjetividade.

A abertura do módulo acontece com a palestra “Riscos Atuais à Subjetividade e a Busca por Bem Viver”, conduzida pelo próprio curador. No encontro, ele propõe discutir a atualidade da psicanálise a partir de uma ética do bem viver, diante de um mundo marcado por exigências constantes de performance e por um crescente enfraquecimento das mediações sociais. Segundo o psicanalista, esse cenário tem produzido novas formas de sofrimento e novas maneiras de evitá-lo, nem sempre produtivas. “Vivemos um tempo em que o imperativo de desempenho convive com uma fragilidade crescente das redes de amparo. Isso nos lança a um desamparo que muitas vezes é rapidamente traduzido em diagnósticos e medicalização, como forma de aliviar o sofrimento sem necessariamente enfrentá-lo em sua dimensão subjetiva”, afirma Pedro de Santi.

Ele destaca, ainda, que sob o signo da doença e da intervenção medicamentosa, corre-se o risco de esvaziar a implicação do sujeito em sua própria vida. “Quando atribuímos nossas limitações apenas à doença ou nossos êxitos exclusivamente à medicação, perdemos algo fundamental: a possibilidade de nos reconhecermos como agentes da nossa própria história. A psicanálise, nesse sentido, resgata uma ética que valoriza o desejo, a responsabilidade e a construção singular de um bem viver”, completa.

Ao longo dos cinco encontros, o módulo amplia essa discussão ao reunir diferentes especialistas que investigam as interseções entre clínica, sociedade e política. No dia 9 de abril, o psicanalista e psiquiatra Marcelo Veras aborda as relações entre psicanálise e psiquiatria na era digital, discutindo os impactos da inteligência artificial, da psiquiatria computacional e da chamada “fenotipagem digital” sobre a noção de subjetividade e diagnóstico. Na semana seguinte, em 16 de abril, a psicanalista Priscilla Santos de Souza propõe refletir sobre como o racismo, enquanto estrutura histórica da sociedade brasileira, atravessa o campo da saúde e interpela a teoria e a prática psicanalítica.

Já no dia 23 de abril, a psicóloga Miriam Debieux Rosa discute as relações entre psicanálise e democracia, explorando como a clínica pode contribuir para compreender os impasses de uma sociedade marcada por imaginários distópicos e pela fragilização do laço social. Encerrando o módulo, em 30 de abril, a psicanalista Mara Caffé analisa as transformações contemporâneas nas questões de gênero, situando a chamada “explosão do gênero” em um processo histórico mais amplo, marcado tanto por avanços quanto por reações conservadoras.

 
Sobre o palestrante 
Pedro de Santi é psicanalista e psicólogo, com uma trajetória que articula pensamento clínico, reflexão filosófica e investigação sobre a subjetividade contemporânea. Mestre em Filosofia pela USP e doutor em Psicologia Clínica pela PUC-SP, é professor da ESPM e da Casa do Saber, além de líder do grupo de pesquisa “Eu e o Outro na Cidade”, vinculado ao CNPq. Com pós-doutorado em Comportamento do Consumidor, também pela ESPM, é autor de diversos livros e artigos que exploram as relações entre desejo, consumo e modos de vida na contemporaneidade, entre eles A crítica ao eu na Modernidade, A subjetividade no ambiente conectado e Desejo e adição na relação de consumo.

 
Ambiente inspirador de troca e aprendizado 
O Café Filosófico CPFL traz uma nova identidade visual e artística, incluindo cenário, para acompanhar a renovação do formato, que passa a ter a nova apresentadora, Tainá Müller, interagindo com os convidados e a plateia. O espaço do Café, na sede do Instituto CPFL, em Campinas, oferece uma atmosfera convidativa e aconchegante, onde cada detalhe é pensado para proporcionar uma experiência prazerosa. É possível tirar fotos em todos os lugares, incluindo o novo cenário. O local possui climatização e é acessível a pessoas com deficiência, além de contar com intérpretes de Libras para garantir a participação de todos. Há, ainda, um serviço de alimentação com cardápio de comidas e bebidas para consumo no local.

 Após a gravação e exibição ao vivo, as palestras ganham uma versão editada que é exibida na TV Cultura, aos domingos, às 20h00, com reprises às quartas, à 1h00 e, posteriormente, disponibilizadas no YouTube. Vale destacar que os episódios transmitidos pela TV não correspondem necessariamente às gravações feitas durante a semana.

 
Serviço Café Filosófico CPFL, ao vivo, com Pedro de Santi, psicanalista e psicólogo
Dia 2 de abril, quinta-feira, às 19h00
Instituto CPFL
Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1632 - Chácara Primavera, Campinas/SP
Entrada: gratuita, por ordem de chegada, a partir das 18h00
Participação on-line: canal do Café no YouTube 

sábado, 14 de março de 2026

.: Teatro: “O Céu Fora Daquela Janela” ganha primeira montagem brasileira


“The Welkin”, da prestigiada dramaturga britânica Lucy Kirkwood, ganha sua primeira montagem profissional no Brasil com produção da Bendita Trupe, numa versão feminista de Doze Homens e uma Sentença. Foto: Alê Catan


Originalmente encomendada e encenada pelo National Theatre, de Londres, a peça "The Welkin", da prestigiada dramaturga britânica Lucy Kirkwood, ganha uma versão brasileira pela Bendita Trupe que define a montagem como “uma odisseia de tirar o fôlego”. Agora, sob o título de "O Céu Fora Daquela Janela", o trabalho estreia no dia 21 de março e permanece em cartaz até o dia 26 de abril no Teatro Antunes Filho, no Sesc Vila Mariana. O texto propõe uma releitura feminina do clássico do cinema "Doze Homens e Uma Sentença" (1957 - direção de Sidney Lumet), estrelado por Henry Fonda. Mantém-se a estrutura do júri encarregado de decidir o destino de uma acusada, mas aqui o centro da cena é ocupado por mulheres, deslocando o eixo de poder e perspectiva.

A direção é de Johana Albuquerque - diretora, pesquisadora e atriz, fundadora da Cia. Bendita Trupe - que propõe um encontro entre diferentes gerações da cena teatral paulistana. No elenco, artistas com trajetórias consolidadas e vozes mais recentes compartilham o espaço cênico: Aysha Nascimento, Nilcéia Vicente, Ester Laccava, Fernanda D'Umbra, Daniel Alvim, Vera Bonilha, Pedro Birenbaum, Cris Lozano, Maria Bia, Thais Dias, Claudia Missura, Agnes Zuliani, Jefferson Matias, Sofia Botelho, Cris Rocha, Raul Vicente e Clodd Dias.

Em "O Céu Fora Daquela Janela", Lucy Kirkwood ambienta a ação no interior da Inglaterra, em 1759. Doze matronas são convocadas como um “júri emergencial” para determinar se Sally Poppy, condenada por participação no assassinato de uma criança, está grávida. A decisão é crucial: caso a gestação seja confirmada, a execução por enforcamento será substituída por prisão perpétua.

Nesse tribunal improvisado, confrontam-se forças estruturantes da época: ciência e superstição, autoridade médica masculina e saberes ancestrais femininos, justiça institucional e pressão popular. Ao tensionar esses campos, a autora expõe as fissuras de um sistema jurídico conduzido por homens e atravessado por interesses, crenças e disputas de poder.

“A dramaturgia se amplia na percepção de que esta é a história não escrita da experiência materna feminina. Contada com uma estimulante franqueza fraternal, 13 mulheres diversas formam um espectro deslumbrante, furioso e conflitante de humanidade e feminilidade, diante de uma estrutura jurídica que só trabalha para humilhar e massacrar a grande experiência do matriarcado”, comenta a diretora.

"The Welkin", texto original de Lucy Kirkwood, estreou em Londres em 2020, mas sua temporada inicial foi interrompida pela pandemia. Desde então, recebeu montagens em diferentes países, como Coreia do Sul, Eslovênia e Irlanda, entre outros. Na versão brasileira, o dramaturgo-guia Cacá Toledo adotou um letramento feminista como eixo da tradução, priorizando escolhas no feminino - como “coberta” em vez de “cobertor” - em consonância com a centralidade das personagens mulheres. Ao mesmo tempo, os nomes próprios foram adaptados para formas mais usuais em português, buscando maior fluidez e aproximação com o público.

"O Céu Fora Daquela Janela" pode parecer apenas uma peça de julgamento. Mas existem muitas camadas que respiram nesta trama, que atravessam não somente o drama histórico, mas também a peça de suspense, a comédia, o ativismo, o simbolismo, o macabro e a tragédia.

Numa enorme cela, fria e escura, doze mulheres moradoras de uma mesma pequena cidade do interior são reunidas por horas a fio - sem comida, bebida, calor e luz. Este “júri emergencial” mistura mulheres generosas e cheias de sabedorias a outras, egoístas e preconceituosas, numa conversa sincera e nem sempre agradável sobre o que é ser mulher nos dias de hoje. “A trama percorre caminhos inusitados e simbólicos, trazendo além das conversas e embates entre essas mulheres tão diversas, relatos fantásticos e mágicos, ligados aos fetiches e fantasias femininas, como também, sua conexão com os elementos da natureza (a água, o fogo, as ervas, os aromas, as curas)”, acrescenta Albuquerque.

Já que a autora sinalizou ser crucial “que o grupo reflita a população do lugar em que a peça está sendo encenada e não a do Leste inglês dos anos 1750”, a teatralidade, característica peculiar da Bendita Trupe se une agora a potência do teatro negro, a presença de integrantes de outros relevantes grupos de teatro de São Paulo, além de também dar visibilidade ao corpo trans, revelando a preocupação da cia. de expressar, em cena, a diversidade presente em nosso país.

"O Céu Fora Daquela Janela" também segue uma abordagem mais corporal e menos psicológica. “Nossos espetáculos sempre são meio coreografados, porque é muito importante que as ações se tornem expressivas através do corpo”, comenta a encenadora.

O cenário de Simone Mina é quase uma instalação. Há uma cela que é como um espaço laboratorial, com estantes cheias de objetos translúcidos que contém líquidos, em uma referência à gestação e ao útero. Ao mesmo tempo, uma série de cadeiras suspensas fazem alusão ao enforcamento - estas são manipuladas constantemente para criar diferentes ambientes.

Os figurinos de Silvana Marcondes surgem a partir das referências históricas de roupas dos anos 1750/1780, com tangenciamentos à nossa atualidade urbana do século XXI. Trajes, modelagens e volumes daquele período serão mesclados com peças, acessórios e detalhes de vestes contemporâneas como calças, cintos, tecidos e calçados.

A composição musical de Pedro Birenbaum rompe fronteiras temporais e estilísticas ao reunir ópera clássica, música circense, disco music, funk, punk, dance e cantos de lavadeiras. Essa diversidade não é aleatória: cada linguagem musical dialoga com diferentes momentos históricos e simbólicos da condição feminina, revelando camadas de opressão, trabalho, festa, rebeldia e transformação. A proposta é traduzir musicalmente a evolução - e a resistência - das mulheres desde o século XVIII até a contemporaneidade. As projeções em mapping e videografismos de Ana Lopes, os vídeos de Peterson Almeida e a Iluminação de Wagner Pinto, ampliam a dimensão simbólica da cena, estimulando a imaginação do espectador.


Sinopse
Ambientado no interior da Inglaterra em 1759, o espetáculo é disparado a partir do julgamento de um crime hediondo em que um júri, formado exclusivamente por mulheres, coloca treze figuras, de origens e realidades diversas, dialogando sobre questões importantes do universo feminino: o olhar e o sentir da mulher sobre o seu próprio corpo, as dificuldades diante do universo do patriarcado, abuso, gravidez, maternidade, abandono, paixão, rejeição e sororidade.


Ficha técnica
Espetáculo  “O Céu Fora Daquela Janela”
Texto: Lucy Kirkwood
Tradução e Dramatur_Guia: Cacá Toledo
Direção: Johana Albuquerque
Elenco: Aysha Nascimento, Nilcéia Vicente, Cris Lozano, Vera Bonilha, Ester Laccava, Fernanda D’Umbra, Daniel Alvim, Pedro Birenbaum, Maria Bia, Thaís Dias, Cláudia Missura, Clodd Dias, Agnes Zuliani, Sofia Botelho, Cris Rocha, Jefferson Matias e Raul Vicente
Cenário: Simone Mina
Figurinos: Silvana Marcondes
Direção Musical e Músico em cena (piano): Pedro Birenbaum
Iluminação: Wagner Pinto
Videografismos e Mapping: Ana Lopes
Vídeos: Peterson Almeida
Adereços: Julio Dojcar
Visagismo: Leopoldo Pacheco
Orientação Corporal: Renata Melo
Preparação Vocal: Sonia Goussinsky
Design Gráfico: Werner Schulz
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto - Márcia Marques, Daniele Valério e Carina Bordalo
Fotos de Divulgação: Alê Catan
Mídias Sociais - Valio Comunicação
Produção Executiva: Marcelo Leão e Iza Marie Miceli
Administração e Direção de Produção: Stella Marini
Coordenação Geral: Johana Albuquerque
Produção: Bendita Trupe
Realização: Sesc São Paulo


Serviço

Espetáculo  “O Céu Fora Daquela Janela”
De 21 de março a 26 de abril de 2026
Quintas a sábados, às 20h00. Domingos e feriados, às 18h00. Dia 22 de março, sessão às 15h00.
Sesc Vila Mariana - Rua Pelotas, 141, Vila Mariana, São Paulo, SP (Metrô Ana Rosa)
Ingressos disponíveis no aplicativo Credencial Sesc SP a partir do dia 10 de março às 17h00 e nas bilheterias do Sesc em todo o Estado a partir do dia 11 de março às 17h00
R$ 21,00 (credencial plena); R$ 35,00 (estudante, servidor de escola pública, idosos, aposentados e pessoas com deficiência) e R$ 70,00 (inteira).
Estacionamento: 125 vagas - R$ 8,00 a primeira hora + R$ 3,00 a hora adicional (Credencial Plena: trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes). R$ 17 a primeira hora + R$ 4,00 a hora adicional (outros). Paraciclo: 16 vagas - gratuito (obs.: é necessário a utilização de travas de seguranças). Informações: 5080-3000  
Duração: 150 minutos | Classificação: 14 anos | Capacidade: 620 lugares

sexta-feira, 13 de março de 2026

.: Livro de Gisèle Pelicot revela caso que chocou a França e mobilizou o mundo


A história de Gisèle Pelicot tornou-se, nos últimos anos, um dos relatos mais contundentes sobre violência de gênero e sobre a força de quem decide transformar dor em denúncia. A trajetória dela, marcada por uma revelação devastadora e por uma coragem incomum diante da exposição pública, ultrapassou os limites da experiência individual para se converter em símbolo internacional da luta contra a violência sexual e pela dignidade das mulheres. Agora ela conta a história do que passou no livro "Um Hino à Vida: A Vergonha Precisa Mudar de Lado", publicado no Brasil pela Companhia das Letras, com tradução de Julia da Rosa Simões.

Em 2020, quando tinha 68 anos, a francesa foi chamada a comparecer a uma delegacia acompanhando o marido, Dominique Pelicot, que havia sido flagrado filmando mulheres por baixo da saia em um supermercado. O episódio parecia, à primeira vista, um caso de voyeurismo - grave, mas restrito. No entanto, durante a investigação, a polícia encontrou algo muito mais perturbador. Em computadores e dispositivos eletrônicos pertencentes ao marido, havia um vasto acervo de fotografias e vídeos que documentavam estupros cometidos por ele e por outros homens contra uma mulher inconsciente.

O choque foi absoluto quando Gisèle percebeu que a mulher registrada nas imagens era ela própria. As provas revelavam que, durante mais de uma década, vinha sendo sedada com medicamentos administrados pelo marido sem o conhecimento dela. Enquanto estava desacordada, ele permitia que outros homens a violentassem, registrando os crimes em vídeo. A descoberta desestruturou completamente a vida que Gisèle acreditava ter construído ao longo de 50 anos de casamento. O homem com quem dividira juventude, o primeiro amor, o pai de seus três filhos e companheiro de toda uma vida havia sido também o responsável por um sistema de violência contínua e planejada.

O caso abriu um longo e doloroso processo judicial que mobilizou a opinião pública na França e em diversos países. Em vez de permanecer no anonimato - um direito garantido a vítimas de crimes sexuais - Gisèle tomou uma decisão que mudaria o rumo da história: escolheu tornar sua identidade pública. Com isso, deslocou o centro do debate. A postura dela afirmava que o peso da vergonha não deveria recair sobre quem sofreu violência, mas sobre quem a cometeu.

A partir desse gesto, Gisèle Pelicot passou a ser reconhecida como um símbolo de resistência e de enfrentamento à cultura que frequentemente silencia vítimas e protege agressores. O testemunho dela provocou discussões profundas sobre consentimento, violência doméstica e as estruturas sociais que ainda sustentam a desigualdade de gênero. Essas reflexões aparecem reunidas no livro "Um Hino à Vida: A Vergonha Precisa Mudar de Lado", no qual a autora narra pela primeira vez a trajetória que atravessa tanto a devastação quanto o processo de reconstrução. 

A obra alterna duas linhas narrativas. De um lado, revisita a infância de Gisèle no interior da França, o encontro dela com Dominique, os anos de casamento, a criação dos filhos e a chegada dos netos - capítulos que compõem a memória de uma vida que imaginava envelhecer em tranquilidade. De outro, acompanha o turbilhão iniciado com a ligação da polícia que revelou os crimes, passando pela preparação para o tribunal, pelo confronto com o passado e pelo longo caminho de elaboração do trauma. A escrita dela aponta para a necessidade de romper o silêncio que frequentemente envolve a violência sexual e busca encorajar outras pessoas que enfrentam situações semelhantes.

Mesmo diante de uma realidade que poderia ter destruído definitivamente sua identidade, o que emerge das páginas é a imagem de uma mulher que reivindica o direito de continuar vivendo. O relato revela alguém que se recusa a ser definida exclusivamente pela violência sofrida e que insiste em preservar, na memória, os fragmentos de vida que existiram antes da tragédia. Compre o livro "Um Hino à Vida: A Vergonha Precisa Mudar de Lado", de Gisèle Pelicot, neste link.

segunda-feira, 9 de março de 2026

.: Espetáculo valoriza a cultura negra com história lúdica no Sesc Bom Retiro


De forma leve e lúdica, a montagem propõe ao público infantil uma experiência que combina entretenimento e reflexão, colocando temas sociais no centro da cena. Foto: Tico Dias e Binho Cidral


Com uma história que envolve pertencimento e respeito às diferenças a partir do olhar de uma criança, além de colocar em cena práticas antirracistas e a valorização da ancestralidade, "Quando Anoitece" está em cartaz no teatro do Sesc Bom Retiro. A temporada acontece sempre aos domingos, às 12h00, até 19 de abril, com sessão extra no feriado de 21 de abril, terça-feira, às 12h00. A direção é de Flávio Rodrigues e a dramaturgia é de Le Conde. O elenco conta com Amanda Linhares, Conrado Costa, Leonardo Garcez, Marina Espinoza e Thaís Cabral, atriz que - além de estar em cena - é idealizadora e produtora do projeto. O espetáculo também faz apresentações gratuitas nos dias 25 e 26 de abril, sábado e domingo, às 15h, no Espaço Cultural Inventivo, próximo à estação de metrô Vila Prudente. As sessões contam audiodescrição.

Na trama, Melânia é uma menina preta aparentemente feliz, que junto com Lari, Juca e Jaque forma um grupo de amigos inseparáveis. Porém, às vezes, se sente sozinha e triste por não se identificar fisicamente com nenhum de seus colegas. Quando está sozinha, faz confidências para o seu gravador. Durante um de seus desabafos, eis que surge um ser de outro mundo: “Pedacinho do céu”, Juntas farão reflexões profundas sobre o respeito às diferenças, a valorização da negritude e a importância do amor nas relações.

Durante a narrativa, Pedacinho do Céu representa uma figura alegórica do orgulho das próprias raízes e da ancestralidade negra. Ao interagir com Melânia e outras crianças, ela conduz situações que tratam de pertencimento, identidade e convivência com as diferenças. Ao longo da história, a peça apresenta situações em que os personagens discutem acolhimento, reconhecimento da diversidade e práticas antirracistas, com foco na formação de crianças conscientes de sua identidade e de seus direitos.

“'Quando Anoitece' não trata apenas da solidão da pessoa preta sem pares, embora eu saiba e já tenha sentido na pele o que é ser o único preto em muitos lugares. Este espetáculo também fala de encontro. De quando a noite não engole, mas acolhe. De quando a diferença deixa de ser distância e vira ponte. Aqui celebramos o afeto que nasce na diversidade, a amizade, o cuidado e o gesto simples de permanecer junto. Porque conhecer o outro de verdade é um exercício de coragem e ternura. Como diz Guimarães Rosa, qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura”, ressalta o diretor Flávio Rodrigues.

A encenação é centrada a partir da transformação cênica de dois ambientes centrais: o quintal e o quarto da protagonista. O quintal representa a convivência com os amigos, o universo lúdico e a relação com a ancestralidade. A cenografia é composta por elementos que remetem à brincadeira, como praticáveis, balanços e objetos reaproveitados. O espaço é concebido para se transformar ao longo da apresentação, assumindo diferentes configurações que acompanham os mundos imaginários em cena.

Já o quarto de Melânia funciona como espaço íntimo e criativo. É o ambiente onde ela expressa sonhos, desejos e medos. A ambientação inclui móveis infantis, ilustrações nas paredes e iluminação suave, compondo um cenário que evidencia o universo interior da personagem. A encenação utiliza esses recursos para conectar o mundo interno ao ambiente externo, articulando imaginação e realidade ao longo da trama.

A montagem aborda temas como racismo e gordofobia. Voltada ao público infantojuvenil, propõe reflexões sobre identidade racial, pertencimento e respeito às diferenças. A idealização dialoga com dados do Censo Escolar de 2022, que apontam que cerca de 27% dos estudantes não declararam cor ou raça, segundo o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). O dado é utilizado como ponto de partida para discutir identidade racial no ambiente escolar e os impactos na formulação de políticas públicas e na difusão da cultura negra.

“Quanto mais crianças empoderadas tivermos, mais indivíduos conscientes de seus valores teremos. É por isso que acho importante a existência de espetáculos como Quando Anoitece, que trata tudo de uma forma leve e lúdica. Falar daquilo que dói, não fragiliza aquele que sente, muito pelo contrário, potencializa. Ao colocar os sentimentos pra fora, cria-se espaço para a elaboração da força. Eu me reconheci em muitas palavras ditas por Melânia e sabemos que, mesmo diante de muitos avanços na sociedade, ainda é preciso discutir muito sobre o racismo e seu impacto na vida de uma criança, por exemplo. Além disso, a peça fala também sobre a valorização do diferente, da força coletiva que existe quando enxergamos as potências individuais e, principalmente, sobre como o amor é importante para combater qualquer tipo de preconceito”, enfatiza a atriz, produtora e idealizadora Thaís Cabral. O projeto foi viabilizado pelo Edital Fomento CultSP PNAB Nº32/2024.


Ficha técnica
Espetáculo "Quando Anoitece".
Idealização: Thaís Cabral. Direção geral: Flávio Rodrigues. Dramaturgia: Le Conde.  Assistência de direção: Marcos di Ferreira. Elenco: Amanda Linhares, Conrado Costa, Leonardo Garcez, Marina Espinoza e Thaís Cabral. Direção musical e Composição autoral: Wes Salatiel. Direção de movimento: Val Ribeiro. Preparação vocal: Aloysio Letra. Concepção cenográfica: Flávio Rodrigues. Equipe de cenografia: Alício Silva, Giorgia Massetani e Danndhara Shoyama. Cenotécnica: Casa Malagueta. Figurino: Érica Ribeiro. Costureira: Nana Sá. Desenho de luz: Matheus Brant. Operador de luz: Filipe Batista. Produtor musical e arranjador musical: Kleber Martins. Operador de som: Tomé de Souza. Voz da mãe: Aysha Nascimento. Contrarregra: Sagat Jorge. Apoio: Andy Bernardes. Fotografia: Tico Dias e Binho Cidral. Coordenação de Produção: Izah Neiva Produção: Muntu Produções - Thaís Cabral. Designer gráfico: Bruno Marcitelli. Assessoria de imprensa: Renato Fernandes.


Serviço
Espetáculo "Quando Anoitece"
Local: Sesc Bom Retiro (Teatro)
Alameda Nothmann, 185, Campos Elíseos - São Paulo
Temporada: de 8 de março a 19 de abril (Sessão extra no feriado de 21 de abril, terça-feira, às 12h). Horário: Domingos, às 12h. Preço: R$40 (Inteira), R$20 (Meia), e R$12 (Credencial Plena). Grátis para Crianças com até 12 anos. https://www.sescsp.org.br/programacao/quando-anoitece/
Local: Espaço Cultural Inventivo
Rua Limeira, 19. Q. da Paineira (Próximo à estação de metrô Vila Prudente)
Temporada: 25 e 26 de abril, sábado e domingo, às 15h.
Sessões gratuitas e com audiodescrição

sábado, 21 de fevereiro de 2026

.: Peça teatral "Contus d Fadas para Kabezas Dialetykas" no Teatro Oficina


O  espetáculo "Contus d Fadas para Kabezas Dialetykas" retorna ao Teatro Oficina para curta temporada de cinco semanas. Foto: Antonio Simas Barbosa

Depois de oito apresentações pontuais e esgotadas no início do ano passado, em março de 2025, o espetáculo "Contus d Fadas para Kabezas Dialetykas" retorna ao Teatro Oficina para curta temporada de cinco semanas, às segundas e terças-feiras, às 20h00, até 5 de abril. O espetáculo tem em suas veias a paixão de Kafka pelo teatro popular e é uma encenação inédita a partir de contos curtos do autor. A montagem atravessa sete de suas narrativas, criando uma engrenagem disparadora de imagens, gestos e palavras que vão do embate com a “lei” ao desejo de fusão com a terra. “Um contra-feitiço, em compasso báquico, à civilização ocidental", diz a diretora Fabiana Serroni.

A abertura é com o célebre "Diante da Lei", no qual um camponês tenta acessar um direito que lhe é negado. Em "Relatório para uma Academia", uma macaca domesticada é capturada e tornada celebridade. As cenas "Comunidade" e "Sociedade dos Cafajestes" refletem o restrito grupo de amigos donos do mundo. Em “Desista!” e “Josefina, a Cantora” abre se uma fenda no tempo por onde se escuta o ruído hipnótico e arrebatador do canto de Josefina. Seu gesto final de recusa ao endeusamento e entrega à glória profunda do anonimato celebra o comum extraordinário. Culminando no desejo de fusão com a terra em “O Desejo de Virar Indígena”, vivido por um ator de raízes indígena do povo fulni-ô.


Concepção cênica
A dramaturgia costura sete contos do autor, alguns com apenas um único parágrafo. A narrativa evoca as raízes indígenas andinas de imigrantes latino-americanos em São Paulo, expõe as engrenagens da captura da vida pelo negócio, o condicionamento e o caráter excludente da cultura citadina ocidental, culminando no desejo de fusão com a terra, com o corpo do animal e com o vasto horizonte. Mas no fio da história acontecimentos em descompasso – como um relógio que gira ao contrário ou que se adianta - nos lançam ao patamar do sonho tal como o concebem as culturas indígenas, como disciplina que norteia, orienta. Um sonho coletivo.
 

Por que Kafka hoje?
Um dos mais influentes escritores do século XX, Franz Kafka, era um apaixonado por teatro e sua literatura é um grande ballet. Kafka era um amante de Gaia, do sonho da terra, das pulsões, do circuito da vida. Sua literatura é uma denúncia, atualíssima, com humor ácido e horror, à captura da vida pela máquina do mundo - a “lei”, o capital. Foi o filósofo Walter Benjamin quem se referiu aos contos curtos de Kafka como “contos de fadas para cabeças dialéticas”, entendendo-os como um código de gestos que, segundo o próprio Kafka, só ganham sentido por meio de experiências múltiplas — sendo o teatro o lugar dessas experiências.
 

Ficha técnica

Espetáculo "Contus d Fadas para Kabezas Dialetykas"
Direção: Fabiana Serroni
Concepção e dramaturgia: Santiago Willis da Silva e Guerra e Fabiana Serroni
Assistente de direção: Stella Prata
Direção de arte: Graciela Rodriguez
Direção musical: Adriano Salhab
Direção de vídeo: Ciça Lucchesi
Elenco / Atuantes: Bruli, Carol Pinzan, Clara Lacava, Dan Salas, Fabiana Serroni, Filipe Alcarvan, Gustavo Dainezi, Joel Carlos, Lucas Massimo, Lufe Bollini, Márcio Ventura, Mila Sequera, Martin Levi, Paula de Franco, Rafael Castilho, Sandra Vilchez, Stella Prata, Yan Machado Ruffo
Figurino, Corpo e Preparações
Figurino: Arianne Vitale
Assistente de figurino: Mandy
Preparação corporal: Carol Pinzan, Joel Carlos e Stella Prata
Preparação de circo: Filipe Alcarvan e Wilson Feitosa
Músicos: Adriano Salhab, André Lagartixa, Fefe Camilo, Lufe Bollini, Márcio Ventura, Otávio Malta e Pedro Abujamra
Teclados e theremin: Jefferson Placido
Participação especial sonora: José Maria Cardoso
Operador de som: Nine
Microfonista: Julia Ávila
Vídeo, luz e pperações técnicas | Desenhos: Graciela Rodriguez
Operação de vídeo: Victor Rosa
Iluminação e operação de luz: Angel Taize e Vitória Pedrosa
Operação de canhão: Gustavo Nascimento
Operação de câmera: Zizi Yndio do Brasil e Luz Barbosa
Arte gráfica: Lufe Bollini
Mídias: Clara Lacava e Gustavo Dainezi
Textos e mídias sociais: Ciça Lucchesi, Fernanda Taddei e Fabiana Serroni
Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro
Produção e equipe de teatro | Produção: Sonia Esper
Direção de cena: Márcio Ventura
Assistentes de direção de cena e Contrarregragem: Rafael Castilho e Artur Medeiros
Brigadista / Bombeiro civil: Amanda Aguiar Di Stadio
Bilheteria: Sonia Esper
Administrador do Teatro: Anderson Puchetti
Coordenação técnica do teatro: Filipe Fonseca
Coordenação do teatro: Roseli Aparecida
Coordenação Casa de Acervo: Elisete Jeremias
Guardiã dos figurinos: Cida Melo
Apoio: JR Malabares
UP Ultra Foto – Loja especializada em equipamentos fotográficos
Unesp - Instituto de Artes
Ocupação 9 de Julho

Serviço
Espetáculo "Contus d Fadas para Kabezas Dialetykas"
Duração: 70 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Ingressas: R$ 80,00 (inteira); R$ 40,00 (meia-entrada); R$ 25,00 (moradores do Bexiga)
Temporada: dias 2, 9, 30 - segundas, às 20h00; Março: dias 3, 10, 17, 24, 31 - terças, às 20h00; Abril: dias 4 e 5, sábado, às 20h00, e domingo, às 18h00.
Capacidade: 250 lugares

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

.: Cia. Ave Lola estreia "Sonho de Uma Noite de Verão" no Sesc Santo Amaro


A Ave Lola volta a São Paulo depois do sucesso de "Cão Vadio" e apresenta sua nova criação "Sonho de Uma Noite de Verão", com música ao vivo e o encontro direto com o público em temporada no Sesc Santo Amaro. Foto: Maringas Maciel


A trupe curitibana Ave Lola traz a São Paulo sua nova criação, "Sonho de Uma Noite de Verão", comédia de William Shakespeare, em temporada no Sesc Santo Amaro de 27 de fevereiro a 5 de abril. O grupo, que completa 15 anos de trajetória e soma mais de 300 mil espectadores em circulações nacionais e internacionais, apresenta uma montagem que integra música ao vivo, teatralidade popular e jogo físico como marcas da companhia.

Com direção de Ana Rosa Genari Tezza, o espetáculo costura diferentes tradições cênicas, entre elas o teatro de pavilhão, a comédia e o melodrama, incorporando linguagem musical executada ao vivo por Arthur Jaime e Breno Monte Serrat. Em cena, o elenco formado por Cesar Matheus, Helena de Jorge Portela, Helena Tezza, Kauê Persona, Larissa de Lima, Marcelo Rodrigues, Pedro Ramires, Wenry Bueno e Willa Thomas recria as camadas de fantasia e desordem afetiva que atravessam o texto.

A história acompanha o entrelaçamento de tramas amorosas e disputas no limite entre sonho e realidade. Quatro jovens de Atenas se perdem na floresta enquanto tentam decidir seus destinos amorosos, ao mesmo tempo em que o reino das fadas vive suas próprias tensões, guiadas pela disputa entre Oberon e Titânia, e pela travessura de Puck, que embaralha desejos e identidades.

O espetáculo sublinha o caráter festivo e imaginativo do original, apostando no jogo e na teatralidade explícita como elementos fundamentais para um teatro sofisticado e popular. “Num país de dimensões continentais é sempre uma conquista poder levar espetáculos para públicos diversos.  É ao mesmo tempo desafiador e gratificante, se compreendemos que parte do nosso ofício é viajar.” conta a diretora Ana Rosa Genari Tezza.

Criado em 2024, o espetáculo aprofunda a pesquisa da Ave Lola sobre teatro popular e seu diálogo com dramaturgias clássicas. Ao longo de sua história, a companhia desenvolveu uma assinatura própria que combina potência estética, música e ênfase no trabalho do ator, o que permitiu ao longo dos anos estabelecer uma forte comunicabilidade com o público heterogêneo, consolidando-se como um dos grupos de referência da cena brasileira. “Na Ave Lola, a música não é apenas ao vivo, ela é dramatúrgica. Ela estabelece ritmo, forma e estrutura da cena, com o mesmo peso da palavra. A música é criada no processo no calor da cena, enquanto os atores improvisam e depois, executada ao vivo durante às apresentações, pelos compositores”.

“Espero que o público do Sesc Santo Amaro se envolva, se divirta e fique próximo da gente. Que encontre no espetáculo um lugar de afeto pelo teatro e por esse texto tão vivo, tão ligado à juventude, ao erotismo e ao amor pela vida”, completa a diretora. 

A temporada do espetáculo Sonho de uma noite de verão no Sesc Santo Amaro é uma ação viabilizada por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio de Instituto Joanir Zonta, Guabi Nutrição e Saúde Animal, Tecbril, Ecogen Brasil Soluções Energéticas, Gemü, HD Ferragens para Móveis, Tecsul Equipamentos e Serviços e produção da Trupe Ave Lola e Entre Mundos Produções Artísticas e realização Sesc, Ministério da Cultura e Governo Federal – Do lado do povo brasileiro.

Sobre Ave Lola
A Ave Lola é uma companhia de teatro que há mais de uma década vem encantando o público com espetáculos premiados que circulam o Brasil e o exterior. Reconhecida por sua pesquisa no teatro popular brasileiro, a companhia busca constantemente aprimorar sua linguagem teatral. Além disso, assina produção de livros, filmes, exposições, oficinas e articulação com artistas do mundo todo – sendo berço de projetos artísticos de diversas áreas. A companhia já conquistou 35 prêmios, entre eles Shell, Gralha Azul e indicações para o Cesgranrio. Desde a fundação, em 2010, a Ave Lola soma um público de mais de 300 mil pessoas em seus espetáculos. 

Toda a gestão da trupe é feita por mulheres, garantindo espaço e visibilidade para elas no mundo das artes. A começar por Ana Rosa Genari Tezza, fundadora, diretora e dramaturga. Nascida em Curitiba e criada na Amazônia Brasileira (Rio Branco – AC), tem mais de 30 anos de teatro, tendo seus últimos trabalhos como diretora artística amplamente reconhecidos pelo público e pela crítica especializada. Conta com indicações e premiações nacionais e internacionais, além de parcerias firmadas com grupos do Chile, Alemanha, Dinamarca, Holanda e França.


Ficha técnica
Espetáculo "Sonho de Uma Noite de Verão"
Companhia: Trupe Ave Lola
Autor: William Shakespeare
Tradução: Bárbara Heliodora
Direção: Ana Rosa Genari Tezza
Assistente de direção: Giovana de Liz
Direção musical e execução de música ao vivo: Arthur Jaime, Breno Monte Serrat
Arranjos vocais: Julia Klüber
Composição da canção “Lullaby”: Arthur Jaime, Breno Monte Serrat, Julia Klüber
Composição da canção “The Blue Boys Tale”: Cesar Matheus, Kauê Persona
Elenco: Cesar Matheus, Helena de Jorge Portela, Helena Tezza, Kauê Persona, Larissa de Lima, Marcelo Rodrigues, Pedro Ramires, Wenry Bueno, Willa Thomas
Coreografia e preparação corporal: Ane Adade
Preparação vocal: Julia Klüber
Iluminação: Beto Bruel, Rodrigo Ziolkowski
Cenografia: Daniel Pinha
Figurino: Ana Rosa Genari Tezza, Helena Tezza
Visagismo e adereços: Maria Adélia
Orientação de figurino: Eduardo Giacomini
Costura: Água Viva Decorações, Ari Lima, Marino Ferrera, Sandra Francisca Canonico
Camareira: Alyssa Riccieri
Montagem e operação de luz: Alexandre Leonardo Luft
Direção de palco: Marcelo Rodrigues
Assistentes de cenografia: Stella Pugliesi, Rita Sobrinho
Cenotécnicos: Anderson Quinsler, Paulo Batistela (Nietzsche), Vilson Kurz, Sérgio Richter
Assistente de cenotecnia: Anderson Bagio
Coordenação de projetos: Dara van Doorn, Laura Tezza
Direção executiva: Entre Mundos Produções Artísticas
Direção de produção: Dara van Doorn, Elza Forte da Silva Carneiro, Laura Tezza
Produção: Flavia Longo
Assistente de produção: Carlos Becker
Assistente financeiro: Alyssa Riccieri
Comunicação Ave Lola: Larissa de Lima, Agência Momo
Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli
Assistência de comunicação: Cesar Matheus
Prestação de contas: Laura Tezza, Matheus Munhoz
Ilustrações e projeto gráfico: Raro de Oliveira
Registro audiovisual: Guilherme Danelhuk (Gnomos Filmes)
Registro fotográfico: André Tezza, Caíque Cunha, Maringas Maciel
Ave Lola São Paulo: Ricardo Grasson, Heitor Garcia
Residente internacional: Renata Lorca
Encontros que integraram o processo de criação do espetáculo: Oficina “Desconstrução da Palavra como Criação de Repertório Vocal e Corporal” com Luis Melo e “Conversas” com Chico Carvalho.

Serviço
Espetáculo "Sonho de Uma Noite de Verão"

Duração: 120 minutos. Classificação: 12 anos
Sesc Santo Amaro  - Rua Amador Bueno, 505, Santo Amaro / São Paulo
De 27 de fevereiro a 5 de abril. Sextas e sábados, às 19h30, e aos domingos, às 18h.
Ingressos:  R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia-entrada), R$ 15,00 (credencial plena).
Venda disponível on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP ou pelo site https://centralrelacionamento.sescsp.org.br/, a partir de 17/02, ou nas bilheterias das unidades, a partir de 18 de fevereiro.
Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h às 21h30 | Sábado, domingo e feriado, das 10h00 às 18h30.
Sessões com Libras: 13 de março (19h30), 21 de março (19h30), 29/3 (18h).
Sessões com Audiodescrição: 13 de março (19h30), 20 de março (15h00) e 27 de março (1000h).
Como Chegar de Transporte Público: 300m a pé da Estação Largo Treze (metrô), 900m a pé da Estação Santo Amaro (CPTM), 350m a pé do Terminal Santo Amaro (ônibus).
Acessibilidade: A praça dá acesso a todos os andares (subsolo | térreo | 1º pav. | 2º pav.) do prédio e aos espaços de atividades por meio de dois elevadores. A Unidade possui banheiros e vestiários adaptados para pessoas com mobilidade reduzida, espaço reservado no Teatro e conta com seis vagas especiais no estacionamento.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

.: Grátis no Rio: Armando Babaioff e Sergio Saboya em conversa sobre teatro


O ator e produtor Armando Babaioff e o diretor de produção Sergio Saboya participam de um bate-papo aberto ao público no Teatro Municipal Carlos Gomes, nesta quinta-feira, dia 29, das 14h00 às 16h00. A conversa é sobre teatro e empreendedorismo cultural, com foco na internacionalização do espetáculo "Tom na Fazenda". Com patrocínio do Ministério da Cultura e da Petrobras, por meio da Lei Rouanet, e apoio do Instituto Guimarães Rosa, "Tom na Fazenda" vem se consolidando como um dos casos mais expressivos de circulação internacional do teatro brasileiro contemporâneo.

Ao longo de nove anos desde a estreia do espetáculo, Babaioff e Saboya compartilham com o público carioca as experiências, desafios, estratégias e aprendizados de uma produção independente criada no Rio de Janeiro, que já soma mais de 600 apresentações e um público superior a 200 mil espectadores em cinco países. 

A trajetória inclui participações em alguns dos mais importantes eventos das artes cênicas no mundo, como o Festival de Edimburgo, no Reino Unido, e o Festival de Avignon, na França. O encontro propõe uma reflexão sobre os caminhos possíveis para a internacionalização das artes, a sustentabilidade da produção teatral e o papel do empreendedorismo cultural no fortalecimento da cena artística brasileira.


Serviço
Bate-papo: “'Tom na Fazenda' e a internacionalização do Teatro Brasileiro”
Participantes: Armando Babaioff e Sergio Saboya
Local: Teatro Municipal Carlos Gomes
Endereço: Praça Tiradentes, s/n, Centro-RJ
Data: quinta-feira, dia 29 de janeiro
Horário: das 14h00 às 16h00
Entrada: gratuita (lotação mediante ordem de chegada)
Público-alvo: artistas, produtores culturais, estudantes de artes, gestores culturais e público interessado em teatro, economia criativa e internacionalização da cultura brasileira.
Este bate-papo é uma ação de democratização de acesso do Pronac 2412588 – Tom na Fazenda | Turnê Brasil, apresentado pelo Ministério da Cultura e Petrobras, por meio da Lei Rouanet – Incentivo a Projetos Culturais. Realização: ABGV Produções, @minc e @govbr.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

.: Helena Ritto e Jonathan Farias do "Quintal da Cultura" em cartaz no teatro


"Ciranda das Flores" estreia no dia 31 de janeiro, no BTG Pactual Hall, e marca o retorno aos palcos de Helena Ritto e Jonathan Farias, intérpretes de Dorotéia e Osório no "Quintal da TV Cultura". Os atores estiveram em cartaz por um ano e meio com A Incrível Viagem do Quintal. O elenco conta ainda com a atriz e flautista Beatriz Amado, e a direção geral é de Bernardo Berro. Foto: divulgação


Criado por Helena Ritto e Fábio Brandi Torres, do "Quintal da Cultura", o musical infantil "Ciranda das Flores" propõe uma aproximação sensível com o universo da infância por meio da música e das narrativas populares. Flores e personagens simples são usados como metáforas para sentimentos humanos, abordando temas como afeto, escuta, amizade e respeito às diferenças. Em cena, uma trupe de teatro constrói histórias ambientadas em um jardim imaginário, narradas por uma personagem misteriosa. 

Helena Ritto e Jonathan Farias interpretam um casal que atravessa três narrativas interligadas, entre elas a de uma florista e um lenhador que vivem um amor silencioso, além das versões metafóricas de Cravo e Rosa e Alecrim e Botão de Rosa. Costurado por canções tradicionais de domínio público, o espetáculo aposta em humor, música ao vivo e interação com o público.

Indicado para crianças a partir de três anos, "Ciranda das Flores" busca dialogar também com os adultos, valorizando a escuta, a imaginação e o prazer de compartilhar histórias. O espetáculo é uma produção da Morente Forte Produções Teatrais, que celebra 40 anos de atuação nas artes cênicas, em um percurso feito de encontros, escuta e criação, no qual cada projeto se constrói como parte de uma relação viva com o público e com o fazer artístico.


Ficha técnica
Espetáculo "Ciranda das Flores"

Texto: Helena Ritto e Fabio Brandi Torres
Elenco: Beatriz Amado, Helena Ritto e Jonathan Faria
Direção musical e direção artística: Bernardo Berro
Direção de movimento e coreografias: Zuba Janaina
Concepção de cenário, figurino: Helena Ritto e Jonathan Faria
Produtoras Selma Morente e Célia Forte
Assessoria de imprensa Thais Peres
Social media e conteúdo para redes sociais Isabella Pacetti
Camareiro e contrarregra: Toninho Pita
Assistente de produção Carol Ariza
Assistente administrativa Alcení Braz
Administração: Magali Morente
Coordenação de projeto: Egberto Simões
Uma produção Morente Forte Produções Teatrais


Serviço
Espetáculo "Ciranda das Flores"
Duração: 50 minutos
Local: BTG Pactual Hall
Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 - São Paulo
Temporada: de 31 de janeiro a 5 de abril
Sessões: sábados e domingos, às 15h
Ingressos: R$ 60,00 a R$ 120,00
Classificação: livre
Acessibilidade: sessões acessíveis em todas as apresentações

Bilheteria
Terça a sábado, das 13h00 às 20h30
Domingos e feriados, apenas em dias de espetáculo, até o início da apresentação

Vendas Sympla
https://bileto.sympla.com.br/event/113971/d/352884?algoliaID=2949d80673b5fd462c368e29d381d62c&_gl=1*11dxxo4*_gcl_au*NTg0NTAwNjQzLjE3Njc5MDc0ODk.*_ga*NjUyNzgzMDkyLjE3NTk4NjE4Nzc.*_ga_KXH10SQTZF*czE3NjgzMzE2NzUkbzYkZzAkdDE3NjgzMzE2ODEkajU0JGwwJGg3MTM4MDMzNjA.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

.: “O Diário de Pilar na Amazônia” leva a infância brasileira ao coração da floresta


A estreia de “O Diário de Pilar na Amazônia” marca um movimento raro e bem-vindo no cinema infantil brasileiro: o de tratar a infância como espaço de imaginação, mas também de escuta e responsabilidade. Adaptado da obra consagrada de Flávia Lins e Silva, o filme chega à Rede Cineflix e aos cinemas em 15 de janeiro apostando numa aventura que combina fantasia, educação ambiental e identidade cultural sem subestimar a inteligência do público jovem — nem a dos adultos que acompanham a sessão.

Primeiro live-action da personagem criada há mais de 25 anos, Pilar ganha vida na interpretação de Lina Flor, que sustenta com naturalidade a curiosidade e a coragem da menina que atravessa a Amazônia a partir de uma rede mágica herdada do avô. Ao lado de Breno (Miguel Soares) e do inseparável gato Simba, ela encontra Maiara (Sophia Ataíde), ribeirinha cuja comunidade foi destruída, e Bira (Thúlio Naab), menino da região. A jornada que se inicia como brincadeira se transforma em missão: reencontrar a família de Maiara e enfrentar forças que ameaçam a floresta.

Dirigido por Duda Vaisman e Rodrigo Van Der Put, com roteiro assinado por João Costa Van Hombeeck em parceria com a própria Flávia Lins e Silva, o longa equilibra ritmo narrativo e delicadeza temática. A Amazônia não aparece como pano de fundo exótico, mas como personagem viva, filmada em locações reais no Pará e no Amazonas, como Alter do Chão, Ilha do Combú e o Alto Rio Negro. A opção por cenários naturais reforça o discurso ambiental do filme e confere autenticidade à experiência visual.

O elenco adulto amplia o alcance do projeto. Marcelo Adnet, Emílio Dantas, Rafael Saraiva e Babu Santana formam um quarteto de vilões caricatos, que flertam com o humor sem esvaziar o conflito central. Nanda Costa vive a mãe jornalista de Pilar, papel que dialoga diretamente com a proposta do filme ao associar informação, ética e responsabilidade social. Roberto Bomtempo, como o avô Pedro, oferece o lastro afetivo que sustenta a fantasia.

Outro acerto está na incorporação do folclore brasileiro à narrativa. Curupira, boto-cor-de-rosa e Iara surgem como forças simbólicas de proteção e memória, conectando crianças urbanas a um imaginário frequentemente relegado aos livros didáticos. Nesse sentido, o filme se alinha a uma tradição de obras que entendem o audiovisual infantil como ferramenta de formação cultural. Produzido pela Conspiração, com coprodução e distribuição da The Walt Disney Company no Brasil, “O Diário de Pilar na Amazônia” chega às telas num momento estratégico: as férias escolares.

Ficha técnica
“O Diário de Pilar na Amazônia” (título original)

Gênero: aventura, drama, família. Classificação indicativa: livre. Ano de produção: 2025. Idioma: português. Direção: Duda Vaisman e Rodrigo Van Der Put. Roteiro: João Costa Van Hombeeck e Flávia Lins e Silva. Elenco: Lina Flor, Miguel Soares, Sophia Ataíde, Marcelo Adnet, Emílio Dantas, Babu Santana, Nanda Costa, Roberto Bomtempo. Distribuição no Brasil: The Walt Disney Company Brasil. Duração: 90 minutos. Cenas pós-créditos: não.

Assista no Cineflix Cinemas mais perto de você
As principais estreias da semana podem ser assistidos na rede Cineflix CinemasPara acompanhar as novidades da Cineflix mais perto de você, acesse a programação completa da sua cidade no app ou site a partir deste link. No litoral de São Paulo, as estreias dos filmes acontecem no Cineflix Santos, que fica no Miramar Shopping, à rua Euclides da Cunha, 21, no Gonzaga. Consulta de programação e compra de ingressos neste link: https://vendaonline.cineflix.com.br/cinema/SANO Resenhando.com é parceiro da rede Cineflix Cinemas desde 2021.

Cineflix Miramar | Santos | Sala 2
De 15 a 21 de janeiro | Sessões dubladas | 16h20 
No Miramar Shopping | Rua Euclides da Cunha, 21 - Gonzaga - Santos / São Paulo. Ingressos neste link.


segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

.: Barbie lança sua primeira boneca com autismo em parceria com a ONG ASAN


Em parceria com a ONG Autistic Self Advocacy Network (ASAN), a Mattel lança uma Barbie criada por pessoas com transtorno do espectro autista, unindo design inclusivo e acessórios que legitimam as experiências sensoriais e comunicativas da comunidade. Foto: divulgação
 

A boneca Barbie dá mais um passo histórico em sua jornada contínua pela inclusão, e lança sua primeira edição com transtorno do espectro autista (TEA). A novidade, que integra a linha Barbie Fashionista, foi desenvolvida para representar pessoas com autismo. “Barbie sempre se esforçou para refletir o mundo que as crianças veem e as possibilidades que imaginam, e estamos orgulhosos de introduzir nossa primeira Barbie autista como parte desse trabalho contínuo”, afirma Jamie Cygielman, Líder Global de Bonecas da Mattel.

Barbie foi desenvolvida ao longo de mais de 18 meses de estudo e pesquisas em colaboração com a Autistic Self Advocacy Network (ASAN), uma organização sem fins lucrativos que luta pelos direitos das pessoas com transtorno do espectro autista e é dirigida por e para pessoas autistas. A nova boneca ajuda a expandir o que a inclusão significa no universo dos brinquedos, porque cada criança merece se ver por meio da Barbie. “É fundamental que os jovens autistas vejam representações autênticas e positivas de si mesmos”, reforça Colin Killick, Diretor Executivo da ASAN. “A parceria com a Barbie nos permitiu compartilhar insights reais durante todo o processo de design, para garantir que a boneca celebre a comunidade, incluindo as ferramentas que nos ajudam a ser independentes”, concluiu o executivo.


Design Intencional e Sensorial
 Cada detalhe da Barbie autista foi pensado para refletir experiências reais. Articulação: Barbie apresenta articulações nos cotovelos e pulsos, permitindo movimentos como autoestimulação e o agitar de mãos usados por muitos autistas para processar informações sensoriais ou expressar alegria. Olhar: o olhar da boneca é levemente deslocado para o lado, refletindo como alguns membros da comunidade evitam o contato visual direto. Acessórios Funcionais: o conjunto inclui um fidget spinner na cor rosa (que gira de verdade) para redução de estresse, fones de ouvido com cancelamento de ruído, com objetivo de evitar sobrecarga sensorial, e um tablet exibindo um aplicativo de Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA). Moda Sensível: Barbie veste um vestido roxo, com corte mais solto e tecido especial, escolhido para minimizar o contato da fibra do tecido com a pele, além de sapatos baixos que promovem estabilidade e facilidade de movimento.

A linha Barbie Fashionistas já conta com mais de 175 versões diferentes, com variados tons de pele, tipos de cabelo, corpos, deficiências e estilos de moda, incluindo bonecas com diabetes tipo 1, com deficiência visual, com Síndrome de Down, aparelhos auditivos, entre outras.A novidade chega ao Brasil a partir de julho, nas principais lojas de brinquedos e varejistas do país. Preço sugerido: R$ 119,99.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

.: "Cortejo Voador" transforma a área de convivência do Sesc Santos no domingo


Espetáculo itinerante transforma o espaço em festa coletiva com arte, humor e imaginação. Foto: divulgação

"Cortejo Voador", com o coletivo Cortejo Voador, anuncia que o circo chegou em movimento, espalhando música, poesia e palhaçada por onde passa. A apresentação acontece neste domingo, dia 11 de janeiro, às 17h30, na área de Convivência do Sesc Santos, com entrada gratuita e classificação livre, convidando públicos de todas as idades a participarem dessa grande festa coletiva.

Em formato de cortejo, o espetáculo transforma o espaço em picadeiro a céu aberto. Entre ritmos contagiantes, versos bem-humorados e brincadeiras circenses, os artistas conduzem o público por uma experiência lúdica e interativa, em que caminhar, cantar e rir fazem parte da cena. A proposta valoriza a tradição do circo popular e do teatro de rua, apostando na proximidade com o público e na celebração do encontro.

Com linguagem acessível e espírito brincante, o cortejo convida famílias inteiras - mamães, titias, crianças e curiosos de todas as idades - a se deixarem levar pelo clima de alegria. Desenrola o passo, bate palma, acompanha o refrão e chega com um versinho, porque no Cortejo Voador há espaço para a imaginação, para o improviso e até para uma inesperada casa de passarinho surgindo no meio do caminho.

A música ao vivo, a palhaçaria, as acrobacias e os números corporais se entrelaçam para criar uma atmosfera de festa, onde o riso e a poesia caminham juntos. Mais do que um espetáculo, Cortejo Voador é um convite ao brincar coletivo, ao encontro entre artistas e público e à ocupação afetiva dos espaços com arte, leveza e fantasia.

Ficha técnica
Espetáculo "Cortejo Voador"
Direção musical: Mica Matos
Percussão (palhaça): Mariana Paudarco
Sanfona (palhaça): Jéssica Nunes
Voz que puxa o cortejo: Jessica Rosa
Bambolê: Brenda Felix Barbosa
Perna de pau: Vanessa Santiago
Acrobacias: Jennifer Martins
Produção de campo: Adrianny Torre


Venda de ingressos
As vendas de ingressos para os shows e espetáculos da semana seguinte (segunda a domingo) começa na semana anterior às atividades, em dois lotes: on-line pelo aplicativo Credencial Sesc SP e portal do Sesc São Paulo: às terças-feiras, a partir das 17h00. Presencialmente, nas bilheterias das unidades: às quartas-feiras, a partir das 17h00.

Bilheteria Sesc Santos - Funcionamento
Terça a sexta, das 9h às 21h30 | Sábados e domingos, 10h às 18h30   

Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida / Santos
Telefone: (13) 3278-9800        
Site do Sesc Santos
Instagram e Facebook: @sescsantos

.: Companhia Ensaio Aberto volta com "Morte e Vida Severina" em São Paulo


Obra de João Cabral de Melo Neto, com músicas de Chico Buarque e direção de Luiz Fernando Lobo, faz temporada no Sesc Pinheiros até 18 de janeiro. Foto: Thiago Gouvêa
 

“Morte e Vida Severina”, obra-prima de João Cabral de Melo Neto encenada pela Companhia Ensaio Aberto, com direção de Luiz Fernando Lobo, músicas de Chico Buarque e direção musical de Itamar Assiere, fará temporada no Teatro Paulo Autran - Sesc Pinheiros, de 8 a 18 de janeiro de 2026, com sessões de quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 18h. No sábado 17/01, acontecem duas sessões: às 16h e às 20h.

Com o espetáculo, a Companhia Ensaio Aberto dá voz aos severinos filhos de tantas marias. Para o diretor Luiz Fernando Lobo, que montou esse espetáculo pela primeira vez há 20 anos, muita coisa mudou: “Nesses vinte anos que se passaram entre a primeira montagem e esta atual, saímos do Mapa da Fome e chegamos a ser a sexta economia do mundo. Ao mesmo tempo, as negras manchas demográficas da Geografia da Fome não estão mais localizadas apenas nos sertões do Nordeste, e sim dentro das grandes cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo, Nova Iorque, Paris e Berlim”.

A peça não é mais um poema regional brasileiro, pois os que vivem e morrem de morte severina agora estão em todas as serras magras e ossudas do mundo. A sombra da fome se espalha pelo planeta impulsionada pela crescente desigualdade. Segundo a Oxfam, o 1% mais rico da população mundial possui agora 45% da riqueza global, 44% da humanidade vive com menos de 6,85 dólares (R$ 41,5) por dia, e as taxas de pobreza global praticamente não mudaram desde 1990. No encontro do G20 em 2024, o Presidente Lula lançou a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e disse: "O símbolo máximo na nossa tragédia coletiva é a fome e a pobreza. Convivemos com 733 milhões de pessoas ainda subnutridas. Em um mundo que produz quase 6 bilhões de toneladas de alimentos por ano, isso é inadmissível”.

"Morte e Vida Severina", da Companhia Ensaio Aberto, estreou no Castelo São Jorge, em Lisboa. Em cena estão 4 músicos, 25 atores, sendo Gilberto Miranda o Severino desde a versão em Portugal. Com cenário de J.C. Serroni, iluminação de Cesar de Ramires, figurinos de Beth Filipecki e Renaldo Machado, a peça recebeu, em 2022, três indicações ao Prêmio Shell de Teatro - sendo premiada na categoria Música; seis indicações ao Prêmio APTR de Teatro - sendo premiada na categoria Iluminação, além de outros prêmios e indicações.

Ficha técnica
Espetáculo "Morte e Vida Severina"
Texto: João Cabral de Melo Neto
Músicas: Chico Buarque  
Direção geral: Luiz Fernando Lobo
Direção musical e arranjos: Itamar Assiere
Direção de produção: Tuca Moraes
Cenografia: J. C. Serroni
Iluminação: Cesar de Ramires
Figurino: Beth Filipecki e Renaldo Machado
Programação visual: Jorge Falsfein e Marcos Apóstolo
Produção: Aninha Barros

Elenco:
Gilberto Miranda – Severino
Anderson Primo – Irmão das Almas, Funeral de um lavrador
Ana Clara Assunção – Mulher da Janela
Bibi Dullens
Carla Muzag – Funeral de um lavrador, Cigana 3
Eduardo Cardoso
Grégori Eckert
Iris Ferreira
José Guerra
Kyara Zenga
Leonardo Hinckel
Luciano Veneu – Irmão das Almas
Luiz Fernando Lobo – Mestre Carpina
Mariana Pompeu – Nanã, Anunciação, Cigana 2
Mateus Pitanga
Matheus França
Mika Makino
Pedro Fernando – Irmão das Almas
Rafael Telles
Rossana Russia – Maria
Thaise Oliveira
Tomás Santa Rosa
Tuca Moraes – Cigana 1
Victor Hugo
Victor Seixas

Músicos
Acordeon - Itamar Assiere e Matheus Queiroz 
Cello - Saulo Vignoli
Percussão - Mingo Araújo
Violão e Viola - Marcílio Figueiró

Assistentes de direção: Octavio Vargas e Paola de Paula
Assistentes de produção: Laura Gonna
Produção de set: Fellipe Rodrigues
Preparação vocal: Ana Calvente
Preparação corporal: Luiza Moraes e Mika Makino
Músicas adicionais: Itamar Assiere, Carlinhos Antunes, Airton Barbosa
Design de sonorização: Branco Ferreira
Sonorização: Gramophone
Operação de som: Branco Ferreira
Operação de luz: Pedro Passini
Microfonista: Ana Bittencourt
Assessoria de imprensa: Armazém Comunicação | Christina Martins
Coordenação: Ciência do Novo Público Clarice Tenório Barretto
Ciência do Novo Público Andreza Dias, Gilberto Miranda, Grégory Eckert, Júlia Freiman, Mateus Pitanga, Maura Santiago e Thaise Oliveira
Fotos e imagens de divulgação: Thiago Gouveia
Fotos do programa: Thiago Gouveia, Renam Brandão e Leon Diniz
Vídeos: Maria Flor Brazil, Claudio Tammela | Banda Filmes
Ilustrações: Carybé
Gerente de projeto gráfico: Priscilla Fernandes
Produção gráfica: Marcello Pignataro
Assistente de cenografia: Débora Ferreira
Pintura de arte: Biby Martins, Beatriz Leandro, Danubria Martins e Andréia Amorim
Estagiária em cenografia: Nick Cavalcanti
Cenotécnicos: Wagner de Almeida e José Alves
Maquinista: Sidney Viana
Técnicos: Valdeir Baiano e Pedro Passini

Serviço
Espetáculo “Morte e Vida Severina”
Companhia Ensaio Aberto
Datas:8 a 18 de janeiro de 2026
No sábado, 17 de janeiro, acontecem duas sessões: às 16h00 e às 20h00.
Nos dias  15, 16, 17 e 18 de janeiro haverá tradução em Libras
Local: Sesc Pinheiros – Teatro Paulo Autran
Ingressos: R$ 21,00 (credencial plena), R$ 35,00 (meia) e R$ 70,00 (inteira) - Venda online pelo aplicativo Credencial Sesc SP ou pelo site https://centralrelacionamento.sescsp.org.br/ (a partir de 25/11) e presencial (a partir de 26/11) em todas as bilheterias da rede Sesc SP.
Duração: 90 minutos
Classificação Etária Indicativa: 12 anos

Sesc Pinheiros   
Rua Paes Leme, 195, Pinheiros - São Paulo (SP) 
Horário de funcionamento: Terça a sexta: 10h às 22h. Sábados: 10h às 21h. Domingos e feriados: 10h às 18h30
Estacionamento com manobrista
Como Chegar de Transporte Público: 350m a pé da Estação Faria Lima (metrô | linha amarela), 350m a pé da Estação Pinheiros (CPTM | Linha Esmeralda) e do Terminal Municipal Pinheiros (ônibus).
Acessibilidade: A unidade possui rampas de acesso e elevadores, além de banheiros e vestiários adaptados para pessoas com mobilidade reduzida. Também conta com espaços reservados para cadeirantes.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

.: Teatro: “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” mistura mulheridades e resistência


Por 
Helder Moraes Miranda, jornalista e crítico de cultura, editor do portal Resenhando.com
Foto: divulgação

Depois de circular por estados como Distrito Federal, Minas Gerais e Espírito Santo, o espetáculo “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” chega a São Paulo para três apresentações inéditas, abrindo a temporada teatral de 2026 na capital paulista. A montagem ocupa a Sala Dina Sfat do Teatro Ruth Escobar entre os dias 9 e 11 de janeiro, em curta temporada que promete uma experiência cênica sensorial, intimista e profundamente atravessada por reflexões sobre o feminino contemporâneo.

Encenado pela primeira vez em 2022, o espetáculo ganha agora uma versão revisitada, reafirmando sua força estética e discursiva. Com texto, direção e atuação de Cláudia Andrade, a obra se constrói a partir de uma dramaturgia contemporânea de caráter híbrido, que mescla artes cênicas, artes visuais e recursos audiovisuais, criando uma intermidialidade orgânica em cena. As linguagens se sobrepõem e dialogam de forma quase indissociável, ampliando o campo sensível da narrativa e convidando o público a uma escuta atenta e afetiva.

A trama se inicia a partir do encontro improvável de duas mulheres de meia-idade, Silvia e Gimena, em uma parada de ônibus isolada, em algum ponto indefinido do interior do Brasil. Vindas de contextos socioeconômico-culturais distintos, elas se encontram suspensas no tempo e no espaço, envoltas em perguntas que movem a dramaturgia: quem são essas mulheres, de onde vêm, para onde vão e quais desafios enfrentam? O mistério se revela ao longo de uma viagem simbólica e conturbada, marcada por memórias, textos poéticos, canções e imagens que buscam tocar o coração do espectador.

Pontuando essa travessia, surge Gaivota, figura excêntrica, etérea e atemporal, que atua como mensageira entre céu e terra. Sua presença amplia o caráter alegórico da obra e ajuda a tensionar temas como os jogos de poder, a finitude, os estigmas sociais e as múltiplas formas de opressão que atravessam o universo feminino. Em vez de respostas fechadas, “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” aposta na ambiguidade e na abertura interpretativa, permitindo que cada espectadora e espectador decifre as personagens a partir de suas próprias vivências.

“É um convite à libertação e à redenção, a partir do reconhecimento do outro em si mesmo, em meio a uma sociedade edificada na desigualdade”, define Cláudia Andrade. O espetáculo também marca um momento especial em sua trajetória artística: trata-se de seu primeiro texto dramatúrgico, construído a partir de colagens de excertos literários e musicais. Autores como Guimarães Rosa, Anaïs Nin, Emily Dickinson e Fernando Pessoa integram essa tessitura poética, conferindo delicadeza e densidade à narrativa.

A origem do projeto remonta a 2017, quando Cláudia participou da oficina Caminhos, fomentada pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF). Inspirado nos versos da canção Caminhos, de Raul Seixas e Paulo Coelho, o texto chamou a atenção do dramaturgo Maurício Arruda, que incentivou a autora a levar a obra do papel ao palco. A estreia aconteceu em abril de 2022, no Teatro Galpão do Espaço Cultural Renato Russo, em Brasília, consolidando o espetáculo como uma experiência cênico-visual potente e sensível.

Em 2024, “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” foi novamente contemplado pelo FAC-DF, desta vez para integrar o projeto “Resistência nos Trilhos - Remontagem & Circulação”, que viabilizou sua circulação nacional em 2025 e 2026. Além das apresentações, o projeto inclui ações de acessibilidade, com sessões com intérprete de Libras e audiodescrição, e atividades formativas, como rodas de conversa com o público após os espetáculos.


Ficha técnica
Espetáculo “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” 
Dramaturgia e Direção: Cláudia Andrade
Elenco em cena: Cláudia Andrade (Gimena), Eloisa Cunha (Silvia) e Genice Barego (Gaivota)
Elenco videoarte: Áurea Liz (Andarilha), Carlos Góes(Taxista), Demetrius Christophidys (Alonso), Guilherme Angelim (Hernane) e Wol Nunes (Médica)
Assistência à Direção: João Antônio e Violeta Andrade
Videoarte e Videomapping: Aníbal Alexandre e Alisson Lemes
Designer de Luz: Lemar Rezende
Composição e Produção Musical: Mateus Ferrari
Captação de Imagens Videoarte: Lipe Duque
Cenário e Figurino: Cláudia Andrade e Maria Carmen
Valiosas Contribuições Artísticas: Fernando Villar, Humberto Pedrancini e Maurício Arruda
Produção: Aquela Empresa
Produção São Paulo: Gisele Tressi (Linha3)
Assessoria de Imprensa São Paulo: Adriana Monteiro (Oficio das Letras)
Redes Sociais: William Silva
Designer: Alyssa Volpini
Fotos e videos: Andie Freitas, Gabriel Ikeda, James Click, Luiza Palhares, Moisés
Mualém, Humberto Araújo e N4 Produções
Técnicos Montagem SP: Guilherme Boranga e PH
Apoios Culturais: Polly Color Studio, CESAS, Gisno e CDT-UnB


Serviço
Espetáculo “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” 
São Paulo: Teatro Ruth Escobar - Sala Dina Sfat - de 09 a 11 de janeiro de 2026
• Sexta-feira, dia 9 de janeiro, às 20h30. Sábado, dia 10 de janeiro, às 20h00 - com acessibilidade em Libras. Domingo, dia 11 de janeiro, às 19h00 - com audiodescrição. Classificação: 16 anos. Duração: 80 minutos. Ingressos: R$ 20,00 a inteira e R$ 10,00 a meia - venda pela plataforma digital: teatroruthescobar.com.br
Parceria: Vivo Valoriza
Redes Sociais (Instagram e Facebook): @trilhasespetaculo
Capacidade: 366 pessoas
Rua dos Ingleses, 209 - Morro dos Ingleses/São Paulo
Inauguração: 1963
Telefone: (11) 3289-2358
@teatroruthescobar.oficial

sábado, 20 de dezembro de 2025

.: "Barulhos": 28 Patas Furiosas estreia primeira criação voltada às infâncias


Com "Barulhos", o 28 Patas Furiosas estreia sua primeira criação voltada às infâncias, convidando o público a um mergulho no universo dos sonhos. Curta temporada, de 10 de janeiro a 1° de fevereiro, sempre aos sábados e domingos, às 11h00, no Sesc Avenida Paulista. Foto: Helena Wolfenson


O coletivo 28 Patas Furiosas estreia "Barulhos", seu primeiro espetáculo criado especialmente para as infâncias, com direção de Valéria Rocha. As apresentações acontecem de 10 de janeiro a 1º de fevereiro, aos sábados e domingos, às 11h00, no Sesc Avenida Paulista. Com doze anos de trajetória, o grupo se consolidou na cena teatral paulistana pela pesquisa que articula teatro, artes visuais e performance, investigando espaços inventivos e dramaturgias autorais.

Em sua nova criação, o coletivo apresenta às crianças uma experiência cênica que atravessa o território dos sonhos por meio da investigação de diferentes materialidades. Em um mundo cada vez mais mediado por telas e marcado por um pensamento excessivamente concreto, Barulhos propõe um encontro entre imaginação, artesania teatral e sensibilidade, reforçando a parceria contínua com o dramaturgo Tadeu Renato.

Desde 2020, o 28 Patas Furiosas desenvolve uma pesquisa artística sobre o que sonha a cidade de São Paulo, inspirando-se nos saberes de povos originários - especialmente Xavante, Yanomami e Guarani - para compreender o sonho como forma de existência, cura e reconstrução de mundo. A investigação também dialoga com os estudos do neurocientista Sidarta Ribeiro, que compreende os sonhos como ferramentas cognitivas e afetivas fundamentais para organizar experiências, lidar com perdas e criar possibilidades diante da vida.
 
A dramaturgia de Barulhos nasce do diálogo com crianças de quatro a doze anos de diferentes territórios da capital, cujos relatos oníricos revelaram sirenes, ruídos urbanos, personagens da cultura pop, medos, fugas, reinvenções e encontros mágicos. Em meio ao caos da metrópole, esses sonhos infantis formaram uma “cartografia poética”, capaz de desafiar o concreto da cidade e propor outros modos de sentir e narrar o mundo.
 
A peça acompanha Rosa, uma menina que, enquanto vivencia com a mãe o luto pela morte da avó, passa a encontrar em seus sonhos uma garota misteriosa que procura sua casa perdida. Nesse universo onírico, em que um barulho estranho desloca o chão e arrasta todas as casas, Rosa e a menina percorrem uma jornada repleta de figuras fantásticas - como uma onça falante, uma cabeça sem corpo e uma guia cientista — em busca daquilo que não para de se mover. Ao final, Rosa descobre que a garota misteriosa é sua avó quando criança; e ao compartilhar esse sonho com a mãe, abre um espaço de escuta afetiva, revelando o sonho como ferramenta de elaboração e transformação.
 
“O sonho e a memória, que por vezes insistem em trazer à tona angústias que preferiríamos esquecer, também se tornam espaços de entendimento e elaboração”, conta a diretora Valéria Rocha, que acrescenta: “é nesse sentido que, por meio da relação com os sonhos, Barulhos propõe outra forma de olhar para essas temáticas: como caminhos que acolhem, permitindo que crianças e adultos encontrem sentidos e elaborações possíveis para aquilo que é, ao mesmo tempo, inevitável e humano: a morte”.
 
Além da peça, o coletivo ainda propõe a oficina: Arte, brincadeira e imaginação, com Isabel Wolfenson, Sofia Botelho e Valéria Rocha (artistas do 28 Patas Furiosas). São encontros livres, com duração de aproximadamente 2 horas cada. A pessoa participante pode acompanhar todos os encontros ou apenas um. Inspirada nas pesquisas estéticas do grupo, esta oficina promove o encontro entre arte, brincadeira e imaginação. De maneira lúdica e integrada, serão experimentadas diferentes linguagens artísticas por meio de jogos, brincadeiras e invenções coletivas. A cada encontro, as crianças serão convidadas a explorar materiais diversos, como: papéis, madeiras, tecidos, vasos, palavras, sons e imagens.


Sobre o 28 Patas Furiosas
Criado em 2013, em São Paulo, o 28 Patas Furiosas dedica-se à experimentação teatral e à criação de obras com dramaturgias autorais. O grupo mantém uma sede no bairro do Bom Retiro - o Espaço 28 - onde realiza apresentações, festivais, oficinas e outras atividades culturais. Entre seus trabalhos estão "Um Jaguar por Noite" (Prêmio Shell Melhor Iluminação - 2025), a performance-instalação "Parabólica dos Sonhos" (2022) e a "Trilogia da Instabilidade", formada pelos espetáculos "Parede" (2019), "A Macieira" (2016) e "lenz, um outro" (2014).


Ficha técnica
Espetáculo "Barulhos"
Idealização e concepção: 28 Patas Furiosas
Direção: Valéria Rocha
Texto: Tadeu Renato
Elenco: Gabriel Bodstein, Isabel Wolfenson, Jennifer Souza, Joy Catharina e Sofia Botelho.
Luz: Dimitri Luppi e Wagner Antônio
Cenário: Wagner Antônio
Direção musical: Júlia Ávila
Figurino: Valentina Soares
Operação de som: Gylez Batista e Júlia Ávila
Assistência de iluminação e Operação de luz: Leo Souza
Colaboração no processo criativo: Felipe Gomes e Pedro Stempniewski
Fotos: Helena Wolfenson
Mídias Sociais: Jorge Ferreira e Hayla Cavalcanti
Orientação da Oficina: Arte, brincadeira e imaginação: Isabel Wolfenson, Sofia Botelho e Valéria Rocha
Produção: Corpo Rastreado - Lud Picosque e Gabs Ambròzia 


Serviço
Teatro | "Barulhos"
com 28 Patas Furiosas 
Data: de 10 de janeiro a 1º de fevereiro de 2025. Sábados e domingos, às 11h.
Onde: Arte II (13º andar)
Duração: 60 minutos 
Classificação indicativa: Livre
Ingressos: R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia) e R$ 12,00 (credencial plena:).

Oficina | Arte, brincadeira e imaginação
com 28 Patas Furiosas 
Data: de 10 de janeiro a 1º de fevereiro de 2025. Sábados e domingos, às 15h00.
Onde: Lab 2 (4º andar)
Duração: 60 minutos 
Classificação indicativa: 6 a 12 anos. Crianças menores também são bem-vindas, desde que acompanhadas por um(a) adulto(a) responsável.
Grátis | Ingressos com 30 minutos de antecedência

Sesc Avenida Paulista
Avenida Paulista, 119, Bela Vista, São Paulo
Fone: (11) 3170-0800
Transporte Público: Estação Brigadeiro do Metrô – 350m
Horário de funcionamento da unidade:
Terça a sexta, das 10h00 às 21h30. Sábados, das 10h00 às 19h30. Domingos e feriados, das 10h00 às 18h30.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

.: TV Cultura exibe "Como Nossos Pais", de Laís Bodanzky, neste sábado


Entre heranças emocionais e cobranças silenciosas, um retrato feminino atravessado por gerações. Dirigido por Laís Bodanzky, o filme acompanha os dilemas íntimos de uma mulher pressionada a dar conta de tudo. Premiado no Brasil e exibido em festivais internacionais, o longa vai ao ar na faixa Cine Cult. Foto: Priscila Prade

Da redação do portal Resenhando.com

A TV Cultura exibe neste sábado, 20 de dezembro, o longa-metragem "Como Nossos Pais", dirigido por Laís Bodanzky, dentro da faixa Cine Cult, a partir das 23h00. Lançado em 2017, o filme integra uma filmografia brasileira recente marcada por narrativas centradas em conflitos familiares, identidade e herança afetiva, temas recorrentes na obra da cineasta.

Protagonizado por Maria Ribeiro, o longa-metragem conta ainda com Herson Capri, Clarice Abujamra e Paulo Vilhena no elenco. A narrativa acompanha Rosa, uma mulher atravessada por expectativas contraditórias: filha de intelectuais politicamente engajados nos anos 1970 e mãe de duas meninas em idade pré-adolescente, ela se vê pressionada a corresponder a um ideal de mulher moderna, presente, produtiva e emocionalmente equilibrada, sem espaço para falhas ou desejos próprios.

A trama se desenvolve a partir do acúmulo dessas tensões cotidianas, que se manifestam no trabalho, na vida conjugal, na maternidade e na relação com os pais. O ponto de virada ocorre durante um almoço de domingo, quando uma revelação feita pela mãe altera a percepção de Rosa sobre sua própria história e desencadeia um processo de revisão pessoal, familiar e afetiva.

"Como Nossos Pais" teve estreia internacional no Festival de Berlim e foi um dos destaques do Festival de Gramado, onde recebeu seis prêmios, incluindo Melhor Filme, Melhor Direção para Laís Bodanzky, Melhor Atriz para Maria Ribeiro e Melhor Ator para Paulo Vilhena. O reconhecimento consolidou o filme como um dos títulos brasileiros mais debatidos de sua safra, especialmente por seu diálogo com questões contemporâneas relacionadas a gênero, família e memória.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

.: Aos 80, "O Pequeno Príncipe" ganha exposição imersiva no MIS Experience


O MIS Experience inaugura no dia 20 de dezembro a exposição "O Pequeno Príncipe - 80 Anos", mostra imersiva e inédita no Brasil que celebra oito décadas da primeira edição francesa da obra de Antoine de Saint-Exupéry. Considerado um dos livros mais traduzidos e lidos do mundo, "O Pequeno Príncipe" ganha uma homenagem de grande escala, que combina tecnologia, artes visuais e narrativa sensorial para revisitar seu universo poético.

A exposição propõe uma jornada cronológica e simbólica que tem início na França dos anos 1920, período decisivo na formação artística e intelectual de Saint-Exupéry. Ao longo do percurso, o público é apresentado a momentos marcantes da vida e da obra do autor, incluindo a atuação dele como escritor, inventor e aviador, além de sua relação profunda com a aviação - elemento central de sua trajetória pessoal e literária.

Composta por cinco salas expositivas e uma sala de imersão 360° inédita, a mostra conduz os visitantes por uma viagem narrativa que atravessa estrelas, planetas e o deserto, recriando, em grande escala, passagens emblemáticas do livro. As aquarelas originais de Saint-Exupéry ganham vida por meio de projeções, animações, trilha sonora exclusiva e recursos visuais que ampliam a experiência sensorial.

Personagens icônicos como o Pequeno Príncipe, a raposa e a rosa surgem ao longo do percurso, reforçando os temas centrais da obra, como amizade, afeto, perda e responsabilidade. Pensada para públicos de todas as idades, a exposição busca dialogar tanto com leitores que cresceram com o livro quanto com novas gerações, reafirmando a atualidade e a força emocional do clássico.


Serviço
Exposição "O Pequeno Príncipe - 80 Anos"
MIS Experience - Museu da Imagem e do Som
Rua Cenno Sbrighi, 250 - Água Branca / São Paulo
Sessões a cada 30 minutos
Terça-feira: entrada gratuita (ingressos apenas na bilheteria)
Quarta a sexta-feira: R$ 40 (inteira) | R$ 20 (meia)
Sábados, domingos e feriados: R$ 60 (inteira) | R$ 30 (meia)
Classificação indicativa: livre para todas as idades
Menores de 18 anos apenas acompanhados de um dos pais ou responsável
Gratuidade: crianças até 7 anos
Acessibilidade: espaço acessível para pessoas em cadeira de rodas
Duração: variável, conforme o ritmo do visitante
Próximas postagens → Página inicial
Tecnologia do Blogger.