sexta-feira, 8 de março de 2019

.: Chef Patrícia Lopes: oficina para pessoas com Down e chefs refugiados


A chef Patrícia Lopes tem como vocação o engajamento em projetos sociais. Na sua agenda corrida, ela dedica espaço para coordenar oficinas do Projeto Down Cooking ou apoiar chefs refugiados, além de oferecer mentoria para empreendedores da área gastronômica

Cada vez mais, as mulheres têm alcançado lugares de destaque em todo o mundo, seja na economia, política, ciência, ou em outras áreas que eram habitualmente dominadas por figuras masculinas. E não seria diferente no empreendedorismo. Patricia Lopes, chef e empresária, é um exemplo de liderança feminina na área gastronômica e de mulher que faz a gestão de seu negócio, com base em ter um propósito, com base em valores pessoais e na missão de ajudar o próximo.

Dona da  Cook it®, empresa do setor de alimentação pioneira em produtos gourmet desidratados, a chef, motivada pelo perfil visionário e incansável, anuncia uma novidade: ela, que já participava do projeto como voluntária, foi convidada para assumir como coordenadora das oficinas de “Down Cooking” do Instituto Chefs Especiais. A organização sem fins lucrativos foi criada em 2006, com o objetivo de facilitar a inclusão social e autonomia das pessoas com Síndrome de Down por meio de experiências na cozinha.

Destinadas a jovens adultos portadores de Síndrome de Down com mais de catorze anos, as atividades têm como foco promover maior autonomia no dia a dia dos participantes. “Hoje, são pessoas que têm uma expectativa de vida maior que no passado, eles muitas vezes até mesmo moram sozinhos, então é importante que a sociedade os ajude a ter o máximo de autonomia”, conta a chef Patricia Lopes.

Na prática, além de ministrar aulas, Patricia estará supervisionando os chefs durante as aulas e, também, uma equipe de voluntários, além de criar as receitas que serão ensinadas. “As oficinas são 100% mão na massa”, explica ela. “Eu sempre penso em preparações fáceis de fazer, muito gostosas e que demandam utensílios que os alunos possam utilizar com segurança, sem a necessidade de supervisão”, comenta.

O aprendizado no projeto Down Cooking é de mão dupla, como explica a chef. Voluntária no Instituto desde 2014. Ela conta que aprende muito mais do que ensina, todos os dias.  “Todos nós somos diferentes e únicos”, conta a chef Patricia Lopes. “Pessoas com Síndrome de Down têm leveza, são totalmente sinceras e muito autênticas, independente de convenções sociais. Realmente é um privilégio essa oportunidade de convívio, pois eles representam para mim uma fonte inesgotável de inspiração”, finaliza ela.

Ainda no espectro das ações sociais, a chef foi protagonista de outras iniciativas que merece destaque. Em novembro de 2018, Patricia reuniu chefs refugiados da Síria, Venezuela, Congo, Bolívia, México e Colômbia para uma feira gastronômica em seu espaço, a Casa Cook It. O evento foi um sucesso. Na ocasião, os chefs prepararam pratos típicos de suas terras de origem, com direito a músicas, bebidas e artesanato típico de cada região. “Muitos encontraram na gastronomia a sua sobrevivência aqui em nosso país, por isso divulgar a riqueza da história deles é tão importante”, explica Patricia, que adianta, ainda, que outros projetos parecidos devem sair do papel. “A intenção é que a ‘nossa casa’ seja base para cursos, palestras, mentoria e eventos; mas tudo sempre com propósito”, conta.

Mentoria para empreendedores na área gastronômica
Patricia tem verdadeiro prazer em ajudar novos empreendedores. Por isso, lançou recentemente outra empreitada inovadora, a “cozinha compartilhada”. A ideia é que micro e pequenos empreendedores da área da gastronomia possam se unir e utilizar uma mesma infraestrutura, onde todos se beneficiam em áreas como compras e marketing, além da troca de ideias e know-how. Como resultado, o grupo consegue desenvolver seus negócios de forma mais rápida e eficiente. “Minha ideia é transformar a visão que as pessoas têm do alimento e da cozinha”, explica a chef. “Consegui isso, por meio da Cook it e agora compartilho tudo que sei para ajudar a quem está começando na área”, comemora.

Desafios como mulher e empreendedora
Além de empresária, Patricia Lopes é mãe e esposa. E não abre mão de conciliar família e negócio. "Acredito que há um diferencial em nós, mulheres, quando se fala em empreendedorismo. Estamos sempre atentas aos detalhes e isso faz muita diferença nos resultados", afirma a empresária, que também é blogueira, pesquisadora e food trotter. Ela completa: "O Brasil não é para amadores! Aqui temos que ser profissionais porque enfrentamos dificuldades que vão além da dupla jornada. Mas, de forma geral, é importante saber equilibrar as demandas e aceitar que você não vai ser 100% mãe, mulher e empreendedora, 100% do tempo".

Dados gerais sobre o empreendedorismo feminino (Fonte – GEM 2017):
De acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2017, realizada pela parceria entre Sebrae e IBQP, no último ano o Brasil registrou 24 milhões de mulheres empreendedoras. A pesquisa mostra também que elas têm superado os homens na abertura de empresas nos últimos anos. Ainda segundo o levantamento, as empreendedoras são jovens: mais de 41% têm idade de 18 a 39 anos e 52% têm entre 40 e 64 anos.

Fonte – Sebrae (Anuário dos Trabalhadores das MPE):
De 2005 a 2015, o número de mulheres empreendedoras teve um incremento de 15,4%, enquanto que o de homens, 10,3%. Em 2005, eram 6,9 milhões de mulheres a frente de um negócio, em 2015, esse número saltou para 8 milhões. Já o quantitativo de homens, donos de negócios, passou de 15,7 milhões para 17,3 milhões, nesse mesmo período. A participação das mulheres no total de empreendedores no País passou de 30,7%, em 2005, para 31,6%, em 2015.

O rendimento médio real mensal das donas de microempresas aumentou mais do que o dos donos de empresas, no período de 2005 a 2015. A alta do rendimento das microempresárias foi de 20%, nesse período, enquanto o rendimento médio real mensal dos microempresários subiu em ritmo menor: 14,5%. A diferença entre os rendimentos dos homens e das mulheres, donos de microempresas, diminuiu de 20,5%, em 2005, para 16,7%, em 2015.

Mais sobre a chef  Patricia Lopes e a marca Cook it®
Formada chef de cuisine e restauranteur pelo Centro Europeu, em Curitiba, Patricia Lopes aperfeiçoou seus conhecimentos gastronômicos em escolas renomadas como Le Cordon Bleu, em Londres, e Universidad Iberoamericana Ciudad de México.

Além de chef e empresária, Patricia é também food trotter. Realizou viagens gastronômicas para os Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, China, Japão, México e América Central, dentre outros lugares. A ideia de desenvolver receitas em potes, que ela aplica na sua marca, a Cook it®, surgiu justamente durante sua passagem pela Europa. O sonho de levar boa comida e praticidade para as mesas brasileiras era latente. “Passei algum tempo testando técnicas, preparando receitas e lendo muito sobre o assunto”, conta ela. “Afinal, meu objetivo era que as pessoas tivessem os ingredientes sempre à mão, para uma refeição especial e, ao mesmo tempo, saudável”, explica.

Os produtos da marca Cook it® são artesanais, premium e de perfil “vapt-vupt”, pois ficam prontos em poucos minutos. A linha completa da marca tem 18 itens, elaborados com ingredientes de alta qualidade, secos e desidratados, sob um minucioso controle de qualidade. 

As receitas da Cook it® não contém conservantes nem aromatizantes e são elaboradas com o mínimo possível de refinados. São risotos, polentas, mix de grãos (que originam sopas ou saladas), brownies, panquecas doces e cookies. Todos os produtos evitam desperdícios, pois os ingredientes são porcionados na medida exata para cada preparo. Com a responsabilidade social no coração da marca, as embalagens da Cook it® são distribuídas em vidro, porque o material preserva melhor as propriedades dos alimentos e ainda gera menos impacto ambiental – além de ser reciclável e reaproveitável. Saiba mais em https://cookitemcasa.com.br

.: "As Mulheres Contam" - Um painel sobre o feminicídio no Brasil


Em "As Mulheres Contam", um painel sobre o feminicídio na Baixada Santista e no Brasil, um grupo de Contadores de História, na sua maior parte mulheres, se apropriam dos dados e relatos sobre o tema e levam ao público uma séria reflexão sobre este assunto. Os dados do próprio noticiário dão conta do quanto o número de assassinatos aumentou, mas muitos ainda são tipificados com homicídio doloso, praticados contra a mulher em razão da condição do sexo feminino.

Estes números crescentes motivaram no coletivo Contar é Preciso a decisão de mostrar através das histórias dessas mulheres a vida ceifada precoscemente em razão da violência doméstica e outras violências que muitas sofrem caladas. “Achamos oportuno que no mês de março, quando lembramos o verdadeiro motivo do dia 08, fazermos memória à tantas vitimas: mães, companheiras, filhas” , relatam as integrantes do Coletivo Contar é Preciso. 

A partir desse olhar, elas fazem uma seleção de histórias do noticiário policial, que gerou as adaptações a serem contadas por suas integrantes. E também conduzem uma releitura dos tradicionais contos de fadas, higienizados pela cultura machista e que escondem assim a condição madura e de alerta das mulheres em questão, como a Cinderela, a Branca de Neve e a própria Rapunzel.

Programação:
Dia 13: "A voz do medo": No estilo "Gil Gomes", um personagem do jornalismo policial, as histórias de Maria da Penha e a que gerou o próprio 8 de março.

Dia 20: "A história delas - Repaginando o noticiário policial sobre o feminicídio". Como a cultura machista ameniza e conta este tipo de notícia. Apresentação da Cartilha da ONU para a Imprensa e participação do grupo Comunicando contra a Violência.

Dia 27: "De Rapunzel até nossos tempos" - A análise de alguns contos clássicos que colocam a mulher dependente da boa vontade alheia. No entanto, nem sempre foi assim, muitas dessas obras foram transformadas no que conhecemos hoje, mas tinham um outro ponto de vista e de partida.

O Coletivo Contar é Preciso, é formado por diversas mulheres contadoras e se originou na Baixada Santista, a partir de uma oficina de técnicas de contação de histórias ministrada no Sesc Santos, pelo ator e contador de histórias Ailton Guedes e de outra, ministrada no Senac Santos, por Jaci Aragão. A partir dessas formativas, elas sentiram a necessidade de pesquisar mais sobre a tradição oral e diferentes repertórios e utilizam a Contação como instrumento de reflexão e alerta sobre variados temas, como mulheres, relações de gênero, refúgio, proteção à infância, meio ambiente e idosos.

Serviço
"As Mulheres Contam"
Com o Coletivo Contar é Preciso
De 13 a 27 de março, quartas, das 19h30 às 21h
Sala 2| Sesc Santos ( Rua Cons. Ribas, 136 – Aparecida – Santos)
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis

quinta-feira, 7 de março de 2019

.: Almanaque dos brinquedos: breve cronologia de profissões da Barbie

Por Mary Ellen Farias dos Santos*
Em março de 2019 
 



A boneca Barbie comemora 60 anos, no dia 9 de março e celebra o poder de inspirar as garotas desde 1959. Criada pela empresária Ruth Handler, e produzida pela Mattel, a descendente da boneca alemã Bild Lilli já sofreu diversas alterações no corpo e, com o passar do tempo, passou a perder articulações. Confira a breve ordem cronológica da Barbie por meio das profissões em "Inspiring Girls Since 1959":


Barbie modelo (1959)


Barbie aeromoça (1961)

Barbie astronauta (1965)

Barbie bailarina (1976)

Barbie instrutora aeróbica (1984)

Barbie CEO (1985)

Barbie rockstar (1986)

Barbie pilota (1989)

Barbie rapper (1992)

Barbie snowboarder (1995)

Barbie dentista (1997)

Barbie presidente (2000)

Barbie zoologista (2006)

Barbie pilota de corrida (2010)

Barbie arquiteta (2011)

Barbie designer (2012)

Barbie diretora de filme (2015)


Barbie patinadora no gelo (2017)

Barbie apicultora (2018)

Barbie jogadora de baseball (2019)


*Mary Ellen Farias dos Santos é criadora e editora do portal cultural Resenhando.com. É formada em Comunicação Social - Jornalismo, pós-graduada em Literatura e licenciada em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos. Twitter: @maryellenfsm


.: Carrascoza inova ao lançar microcontos para público infantil


Vencedor do Jabuti, João Anzanello Carrascoza lança o livro "Vamos Acordar o Dia? Histórias de Uma Linha Só" pela SM.

O consagrado contista paulista João Anzanello Carrascoza lança mais uma obra destinada ao público infantojuvenil, desta vez revelando o que há de imaginativo, gracioso e certeiro na visão infantil sobre o mundo. No livro "Vamos Acordar o Dia? Histórias de Uma Linha Só", publicado pela SM, o autor tece 22 microcontos em que crianças expressam, em poucas palavras, o seu próprio mundo e a natureza, nos fazendo um convite delicioso: vamos juntos acordar o dia?

Escritos em uma linha só e encabeçados por títulos que agregam sentidos à leitura, os contos são marcados pelo lirismo e pela poeticidade das situações íntimas, cotidianas e familiares e apresentam questionamentos, certezas, dúvidas e definições das personagens.

Microconto é novidade na literatura infantojuvenil
Com destacados prêmios no currículo, como o Jabuti, os da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) e o Guimarães Rosa, da Radio France Internationale, Carrascoza inova ao trazer para a literatura infantojuvenil uma vertente de escrita já incorporada na literatura adulta, mas pouco usual no âmbito infantil: o microconto - também conhecido como miniconto ou nanoconto.

O microconto surgiu com maior força no final do século XX e apresenta a narração dentro de apenas uma linha. A ideia é que, no mínimo de palavras, seja apresentado todo um contexto e uma ação em torno do pouco que é revelado por aquelas palavras. E embora não seja reconhecido como um gênero literário, o microconto vem se consolidando cada vez mais como uma fascinante vertente artística.

Assim, os microcontos de "Vamos Acordar o Dia? Histórias de Uma Linha Só" são construídos com frases simples, plenas de sutilezas, metáforas e comparações, ampliando os sentidos poéticos do texto, que encerra várias camadas de leitura. Além disso, por ser escrito a partir do ponto de vista de uma criança, o texto é atrativo e de fácil leitura e compreensão por parte dos pequenos.

Para João Carrascoza, os microcontos do livro estimulam o imaginário do leitor e o preparam para fruições estéticas mais longas, já que o texto se apoia no não-dito, na incompletude, no subentendido: "Faço votos que os pais leiam com os filhos essas narrativas de uma linha só, cientes de que podem considerá-las resumos de histórias maiores. E, assim, se lancem a inventar outras linhas, alargando a diversão e o afeto em família".

Já as ilustrações, de Sandra Jávera, são lúdicas, coloridas, delicadas e quase minimalistas, como os microcontos, complementando o sentido do texto e estimulando a imaginação do leitor. Vale ressaltar ainda um detalhe especial da obra: as cores dos títulos dos microcontos referem-se sempre a um elemento da ilustração. Esse jogo pictórico favorece o desenvolvimento da percepção e apreciação estética por parte do leitor.



Sobre o autor
João Anzanello Carrascoza nasceu em Cravinhos, interior de São Paulo, em 1962. Na capital paulista, para onde se mudou, formou-se pela Escola de Comunicações e Artes da USP, instituição pela qual é mestre e doutor e onde leciona até hoje. Trabalhou décadas como redator publicitário para as maiores agências do país, ao mesmo tempo que cultivava a escrita literária. Escritor reconhecido no Brasil e também no exterior, publicou livros infantojuvenis, contos, livros de não-ficção, romances e adaptações, alguns deles traduzidos para o inglês, italiano, francês, espanhol e sueco.

Pela sua vasta obra, ganhou destacados prêmios como o Jabuti, os da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) e o Guimarães Rosa – da Radio France Internationale, entre outros, além de ter um livro selecionado para o prestigiado catálogo White Ravens, da Biblioteca Internacional da Juventude de Munique. Pela SM, publicou também Tempo justo, O homem que lia as pessoas e Caixa de brinquedos.

Sobre a ilustradora
Sandra Jávera nasceu na cidade de São Paulo, em 1985. Formou-se pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), em 2011. Completou seus estudos no Instituto Tomie Ohtake e no Museu de Arte Contemporânea da USP, no Brasil, e na Parsons School of Design e na School of Visual Arts, em Nova York, Estados Unidos, onde vive atualmente. Colabora com diversas revistas e jornais e trabalha ilustrando livros infantis e adultos, além de criar estampas e peças de cerâmica. Pela SM, ilustrou também A caixa de Klara (2014).

Sobre a SM
Nascida na Espanha, a SM está presente em 10 países e são mais de 2.300 profissionais e voluntários se dedicando a este projeto. Responsabilidade social, inovação e proximidade com a escola pautam o trabalho da entidade, que tem como objetivo promover o desenvolvimento humano e a transformação social para a construção de uma sociedade mais competente, crítica e justa. Atuante no Brasil desde 2004, a SM oferece um amplo catálogo de serviços educacionais, conteúdos didáticos e de literatura infantil e juvenil no país.

.: Artigo: Século XXI demanda novas formas de pensar


Por Marília Cardoso*, em março de 2019.

"O que te trouxe aqui, não te levará até lá”. A célebre frase do coach norte-americano Marshall Goldsmith, que dá título a seu livro, sua como uma espécie de mantra que precisa ser recitado diariamente por todos os profissionais do século XXI. Contudo, a grande maioria parece preferir ignorar que as velhas receitas não têm mais surtido os mesmos efeitos. Estamos vivendo o século XXI com a mesma mentalidade do século XX.

Para entender melhor a necessidade latente de mudar a forma como pensamos, cabe refletirmos um pouco sobre a história da humanidade. A sociedade se organizou em grupos, trocando mercadorias que eram cultivadas por suas próprias famílias. Na era agrícola, que esteve vigente até 1750, tínhamos comunidades agrárias, que usava a terra como forma de sustento. Mais para o fim dessa era, foram criadas pequenas máquinas, onde o produtor possuía os meios de produção. Os artesãos conheciam todo o ciclo: da compra da matéria-prima até a venda. As famílias produziam juntas e as tradições eram transmitidas de geração para geração.

Logo após esse período, em torno de 1750, a humanidade viveu a chamada Revolução Industrial, dando sequência a uma nova era. Com o desenvolvimento da energia elétrica e das máquinas à vapor, tivemos a segmentação do trabalho e a larga escala. Cada trabalhador passou a fazer apenas uma parte do processo, não tendo conhecimento do todo. Dessa forma, era necessário desenvolver um raciocínio linear, segmentado, repetitivo e previsível. Quem apertasse o maior número de parafusos no menor período de tempo, seria eleito o melhor funcionário da fábrica.

Com o avanço das tecnologias, na década de 1990, entramos na era digital, ou era da informação. As distâncias diminuíram e vimos o mundo se globalizar. Muitas profissões deixaram de existir e outras foram criadas. Tivemos acesso ao trabalho remoto e compartilhado, onde o escritório pode ser em qualquer lugar. O raciocínio passou a ser não-linear, conectado, multidisciplinar e imprevisível. Passamos a viver múltiplas experiências simultâneas, recebendo informações de vários canais de forma instantânea. Novos modelos de negócios surgiram e vimos o nosso cotidiano se modificar drasticamente.

Apesar das imensas transformações que já duram quase três décadas e mostram que a mudança e a liquidez são a nova constante, algo parece continuar intacto em todo esse processo. Por mais incrível que pareça, continuamos com o mesmo pensamento linear, segmentado, repetitivo e previsível que aprendemos na era industrial. Muito dessa questão deve-se ao fato de que, embora a nossa rotina tenha se transformado tanto, a nossa forma de aprender se manteve praticamente intacta.

Em pleno século XXI, nossas crianças ainda vão para as escolas uniformizadas, são classificadas por idade e não por aptidões e interesses, ouvem um alarme para sinalizar o horário da entrada, do intervalo ou da saída. Tudo perfeitamente preparado para que elas saiam dali e estejam aptas a trabalhar em uma fábrica. As escolas surgiram na era industrial justamente para facilitar esse trabalho massificado e escalável. Quanto mais “dentro da caixa” uma pessoa estivesse, mais lucro traria para o dono da fábrica.

O fato é que hoje o mundo não funciona mais desse jeito. O setor de serviços só cresce. As novas tecnologias estão possibilitando a criação de negócios que seriam impossíveis em outros tempos. Sendo assim, fazer carreira em uma fábrica não é mais a única opção para um profissional. Existe um universo de possibilidades e, por mais que muitos temam que os robôs roubem nossos empregos, creio que eles vão apenas criar novas oportunidades de trabalho.

Agora, estamos entrando em uma nova era, a chamada GNR (Genética, Nanotecnologia e Robótica). Vamos ver cada vez mais novidades que vão impactar a nossa saúde, o nosso trabalho, as nossas relações sociais e o nosso jeito de viver. E, acredite, isso é muito bom! Quem teme um universo de escassez, onde a inteligência artificial dominará o mundo, está pensando de forma linear, com um olhar para o passado e não para o futuro. Sair da zona de conforto incomoda, dói, dá trabalho. Mas, se pensarmos bem, vamos ver que a humanidade só progrediu até hoje. As máquinas aliviaram o trabalho do homem e possibilitaram um mundo de descobertas.

Não imagino que pessoas que tinham como trabalho ascender lampiões no século XVII, tenham morrido de fome quando foi inventada a lâmpada, por Thomas Edison. O mesmo não deve ter acontecido com os cocheiros quando houve a substituição das charretes pelos automóveis. O que dizer então dos ascensoristas, que até pouco tempo atrás passavam a vida subindo e descendo de elevador entre os andares de um prédio? Por mais digna que todas essas profissões tenham sido, hoje elas não são mais necessárias. Muitas outras foram criadas. Tenha em mente que todo trabalho que a máquina faz melhor que o humano, é um trabalho desumano.

Estamos vivendo a era do propósito. O sentido do trabalho vai muito além de pagar as contas. Aliás, a vida como um todo precisa de sentidos mais profundos. Não tem muita lógica vivermos 60, 70, 80 anos trabalhando para pagar boletos e fazendo dietas para emagrecer. Precisamos ir em busca de significados e prazeres que vão muito além de estar em dia com as contas e a balança. Queremos construir uma história. Queremos ser protagonistas e não meros coadjuvantes. Queremos criar e não apenas consumir.

Nesse sentido, precisamos repensar nossas vidas e nossas carreiras. Mas, se fizermos isso usando a mesma cartilha que tivemos até aqui, entraremos em desespero e sofrimento, receosos pelo futuro. Como disse Goldsmith, o que nos trouxe até aqui não será suficiente para nos levar adiante. É hora de agradecer ao passado, aproveitar o que faz sentido e recomeçar. Estamos entrando em um momento onde é necessário divergir para convergir. Descontruir para reconstruir. Pode parecer estranho e muito desconfortável no começo, e de fato é mesmo, mas com o tempo isso se tornará um hábito. Logo, você estará pensando de uma forma diferente, muito mais coerente com os dias atuais.

Carl Jung, um dos maiores psiquiatras da história, disse que “todos nós nascemos originais e morremos cópias”. Quando crianças, somos espontâneos, inocentes e não nos preocupamos com as convenções sociais. Somos criativos, leves, fluidos. Mas, nossos pais logo tratam de nos moldar, impondo regras e ensinando boas maneiras. Depois, vamos para as escolas e o trabalho de formatação em caixas sólidas, rígidas e inflexíveis é concluído com maestria. Quando recebemos nossos diplomas, nos sentimos prontos para o mundo. Só que esse mundo simplesmente já não existe mais.

Num contexto em que a tecnologia terá ainda mais aplicações, eliminando o trabalho do homem, teremos que nos superar, sendo muito melhores naquilo que eles jamais conseguirão fazer. O Diretor do departamento de Educação e Competências em Educação da OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, Andreas Schleicher, diz que “a escola tem de conseguir produzir humanos de primeira, não pode continuar a originar robôs de segunda”.

Aquele velho dilema dos alunos decorarem dezenas de fórmulas, sem saber o verdadeiro sentido de suas aplicações, parece finalmente estar sendo questionado. Avaliações que levam em consideração apenas o erro e o acerto, deixando de lado conceitos como a estratégia, o esforço e o progresso de cada estudante começam a perder lugar. Uma educação focada em preparar pessoas para o vestibular e não para a vida, não faz mais o menor sentido na era GNR.

O século XXI requer o desenvolvimento das competências comportamentais, sociais e principalmente emocionais. Precisamos criar seres originais, inventivos, criativos e autênticos. Chega de retroalimentar aquele velho ciclo de trabalhar mais do que deve, para comprar o que não precisa, com um dinheiro que não tem, a fim de impressionar quem a gente nem gosta. É hora de recriar a nossa existência. Para isso, precisamos, antes de mais nada, buscar novas formas de pensar, projetadas para o futuro e não para o passado. Andar para a frente olhando apenas o retrovisor certamente não vai nos levar “até lá”.  

* Marília Cardoso é jornalista, com pós-graduação em comunicação empresarial e MBA em Marketing. É empreendedora, além de coach, facilitadora em processos de Design Thinking, consultora e professora de inovação. Ama aprender e é adepta do Growth Mindset.

.: Duas vezes Jorge Furtado no CPF Sesc dias 15 e 16 de março

O diretor e roteirista Jorge Furtado participa de duas atividades da programação do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc em março. Ele é o convidado da série "Em Primeira Pessoa", no dia 15 - quando conversa com o público sobre sua carreira -  e debate o filme "Rasga Coração", dirigido por ele, no dia 16, dentro da série Cine Debate. As vagas são limitadas.

No dia 15, Jorge Furtado conversa com o público sobre sua carreira de diretor e roteirista de cinema e televisão. Furtado é diretor e roteirista de vários longas metragens, entre eles  "O Homem que Copiava" (2003) e "Meu Tio Matou Um Cara" (2005). Dirigiu também vários curtas metragens premiados no Brasil e no exterior, como "Ilha das Flores" (1989). 

Para a TV Globo, dirigiu a série "Cena Aberta" (2003), a minissérie "Luna Caliente" (1998), "Decamerão" (2010), as três temporadas de "História do Amor" (2011, 2012 e 2013) e os telefilmes "Homens de Bem" (2011) e "Doce de Mãe" (2012). Este último originou a série em 14 episódios "Doce de Mãe (2014) e rendeu dois prêmios Emmy Internacional: melhor atriz para Fernanda Montenegro, em 2013, e melhor série de comédia, em 2015. Seus mais recentes trabalhos para televisão são as séries "Mister Brau" e "Sob Pressão", ambas da TV Globo. Jorge Furtado é um dos sócios fundadores da Casa de Cinema de Porto Alegre.

Já no sábado, dia 16 de março, haverá Cine Debate com o filme "Rasga Coração" (115 min., 2018). O longa-metragem é uma adaptação da peça de Oduvaldo Vianna Filho e conta a história de Manguari Pistolão, militante anônimo que depois de quarenta anos de luta pelo que considera novo e revolucionário, vê o filho Luca acusá-lo de conservador, antiquado e anacrônico. 

Contando o dinheiro para fechar o mês, sofrendo com as dores de uma artrite crônica e num crescente conflito com o filho, Manguari passa em revista seu passado e se vê repetindo as mesmas atitudes de seu pai. A partir de uma relação entre pai e filho, o filme conta a história de um país partido.

"Em Primeira Pessoa" - Jorge Furtado
Sexta-feira, dia 15 de março, das 19h30 às 21h. 30 lugares.
Preço: R$ 15 (inteira); R$ 7,50 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública); R$ 4,50 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).

Cine Debate: "Rasga Coração"
Exibição de filme seguido de debate com o diretor Jorge Furtado. 
Sábado, 16 de março, das 15h às 18h. 70 lugares. 
Grátis – mediante inscrição na Central de Atendimento ou pelo site.

Sobre o CPF Sesc
Inaugurado em agosto de 2012, o Centro de Pesquisa e  Formação do Sesc é uma unidade do Sesc São Paulo voltada para a produção de conhecimento, formação e difusão e tem o objetivo de estimular ações  e desenvolver estudos nos campos cultural e socioeducativo.

Além do Curso Sesc de Gestão Cultural - que visa a qualificação para a gestão cultural de profissionais atuantes no campo das Artes, tanto de instituições públicas como privadas - a unidade proporciona o acesso à cultura de forma ampla, tematicamente, por meio de cursos, palestras, oficinas, bate-papos, debates e encontros nas diversas áreas que compreendem a ação da entidade, como artes plásticas e visuais, ciências sociais, comportamento contemporâneo e cotidiano, filosofia, história, literatura e artes cênicas, voltadas para o público em geral.

Serviço:
Recomendação etária: 16 anos. 
Tradução em Libras disponível. Faça sua solicitação com no mínimo dois dias de antecedência da atividade pelo e-mail centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br.

Informações e inscrições pelo site (sescsp.org.br/cpf) ou nas unidades do Sesc no Estado de São Paulo. Serviço de van até a estação de metrô Trianon-Masp, de segunda a sexta, às 21h30, 21h45 e 22h05, para participantes das atividades.

.: "Happy Hour": Letícia Sabatella vive um dilema em seu novo longa-metragem


Ter uma relação aberta ou terminar o casamento? O que fazer quando o desejo fala mais alto? É o que tenta descobrir o professor universitário argentino Horácio (Pablo Echarri) no longa “Happy Hour -Verdades e Consequências”, de Eduardo Albergaria, que estreia em 28 de março e acaba de divulgar trailer e cartaz. 

O filme retrata o impasse que se instaura no casamento de Horácio com a deputada Vera (Letícia Sabatella) quando o marido resolve propor um relacionamento aberto. Presos num mundo de verdades e mentiras, os dois precisam fazer escolhas: viver uma vida conservadora que atende aos preceitos da carreira política ou assumir os efeitos de romper com as estruturas do casamento.

O trailer traz um recorte das transformações ocorridas na rotina do casal quando Horácio se torna conhecido da imprensa e da população carioca depois de capturar, acidentalmente, o bandido aranha (Pablo Morais). Com a visibilidade, ele ganha ainda mais prestígio – e sex appeal - junto às jovens alunas. Tentado a ceder aos encantos da sedutora Clara (Aline Jones), o professor decide, então, assumir seu desejo e propõe à mulher que eles se abram para outras aventuras.

“A gente está casado há 15 anos e não é possível que a gente não possa aprender com o erro dos outros. É só olhar em volta. É maior que a gente, é uma coisa que tem a ver com desejo. A gente precisa dar espaço a isso, entende? A forma que se criou para lidar com isso é o divórcio. Mas as coisas precisam mesmo ser assim, tão tristes?”, pondera o personagem Horácio para a mulher. Vera se vê, então, dividida entre aceitar o novo modelo de casamento e se divorciar.

No elenco estão Chico Diaz, Rocco Pitanga, Pablo Morais e Luciano Cáceres. Com distribuição da Imovision, produção da Urca Filmes e da Haddock Filmes, o longa tem roteiro e direção de Eduardo Albergaria.

Trailer de “Happy Hour -Verdades e Consequências”

.: "Matadouro-Cinco": a edição comemorativa dos 50 anos do clássico moderno

Para celebrar os 50 anos do lançamento de "Matadouro-Cinco", clássico de Kurt Vonnegut, a editora Intrínseca preparou uma edição especial em capa dura, que acaba de chegar às livrarias

Billy Pilgrim é um americano que lutou na Segunda Guerra Mundial e testemunhou a total destruição da cidade de Dresden. Entusiasta de ficção científica, Billy viaja no tempo, para outros planetas, e revisita diversos momentos da sua própria vida – sendo o ponto crucial da sua existência o episódio em que foi feito prisioneiro durante a Segunda Guerra, quando vivenciou o bombardeio da cidade alemã, em que morreram 135 mil pessoas. 

Uma narrativa sarcástica, engraçada, irônica e triste, publicada pela primeira vez em 1969, em plena Guerra do Vietnã, tornando-se um marco da crítica social na literatura mundial. Em 2019 comemora-se os 50 anos do lançamento deste que é considerado um dos livros mais importantes de Vonnegut.

Kurt Vonnegut nasceu em 1922 no estado de Indiana, nos Estados Unidos. Ainda jovem, se alistou no exército e lutou na Segunda Guerra Mundial. Depois de voltar para os Estados Unidos, se dedicou à literatura e, ao longo de mais de 40 anos, publicou 14 romances e diversos contos, peças de teatro e contos de não ficção, incluindo o romance best-seller Matadouro-Cinco. Faleceu em 2007. 

quarta-feira, 6 de março de 2019

.: Fake news: Pessoas mais velhas compartilham mais notícias falsas


Especialista explica os fatores que contribuem para a vulnerabilidade da terceira idade às fake news.

Internautas com idade superior a 65 anos compartilham sete vezes mais notícias falsas do que aqueles com idade entre 18 e 29 anos. Essa foi a conclusão de um estudo das universidades Princeton e Nova Iorque, publicado na revista Science Advances em janeiro de 2019. Os pesquisadores analisaram o perfil do Facebook de 3,5 mil internautas durante as eleições presidenciais de 2016 nos Estados Unidos. A disparidade foi percebida mesmo entre pessoas de mesma orientação política.

“Podemos destacar ao menos dois fatores para explicar essa pesquisa. O primeiro é a baixa relação das pessoas de terceira idade com a tecnologia. Já o segundo é de ordem cultural, relacionado ao ambiente virtual”, pontua Alexsandro Ribeiro, professor de Jornalismo no Centro Universitário Internacional Uninter.

Em todas as redes sociais, como Facebook e WhatsApp, existe um ambiente específico, com cultura, fala e comportamentos próprios e diferentes da vida real. O professor explica que o processo de aprendizado desse mundo pode ser demorado, sobretudo para as gerações que não são nativas digitais. Por isso, os mais velhos estão mais vulneráveis a notícias falsas, a ataques de vírus e a armadilhas cibernéticas envolvendo doação de dinheiro ou contas bancárias.

No caso das notícias falsas, o professor ressalta que elas podem se apresentar sob diversos formatos. “As fake news variam de sátiras, com o objetivo de entreter seu público, até notícias fora de contexto e textos com fatos reais misturados a mentiras, com o objetivo de prejudicar ou desinformar”, diz.

Prevenção
Para combater a disseminação de notícias falsas em toda a sociedade, sobretudo na terceira idade, Ribeiro recomenda quatro medidas. O primeiro passo é a elaboração de dispositivos legais que sejam duros ao responsabilizar quem produz e compartilha fake news.

O segundo aspecto são atitudes preventivas que o próprio leitor pode tomar. “São procedimentos simples, como verificar se o texto apresenta erros de ortografia e se nomes de lugares e instituições foram grafados corretamente”, explica.

Ainda nessa etapa, o leitor pode checar a origem da informação e se foi publicada por outros veículos de comunicação conhecidos, que tenham credibilidade. Se o internauta continua em dúvida sobre a veracidade da informação, Ribeiro aconselha que a notícia não seja compartilhada.

A terceira recomendação é a retomada da confiabilidade dos meios de comunicação e da mídia pela sociedade de forma geral. Assim, veículos e jornalistas de credibilidade, que seguem metodologias rigorosas de apuração, ganharão força contra a desinformação.

Por fim, o professor pontua que é necessário criar uma cultura de leitura crítica das notícias e dos meios de comunicação. Esse hábito deve ser desenvolvido na escola, para que o jovem já se forme sabendo navegar pelas mídias.

“Independentemente da idade, nossas convicções não são réguas para medir se a notícia é verdadeira ou não. Ou seja, a realidade da informação não está no fato de concordarmos com ela ou não”, diz.

.: Dido lança o single “Still On My Mind” do álbum que será lançado dia 8


Dido lançou o single "Still On My Mind", faixa-título de seu primeiro álbum em cinco anos, que será lançado no dia 8 de março pela BMG. Ouça "Still On My Mind".

Uma música reflexiva, carregada de sintetizadores e o sempre presente vocal de Dido, “Still On My Mind”, é um verdadeiro destaque do álbum. "É uma música para a América, de certa forma", diz ela sobre a faixa. “Eu morei lá um pouquinho e adorava, mas queria voltar para casa. Ainda há uma parte de mim que sente falta da grandeza, do espaço e da liberdade. É um país onde você pode aspirar a algo maior que você mesmo de uma maneira realmente adorável”, comenta a artista.

"Still On My Mind" é o 5º álbum de estúdio de Dido e foi escrito e gravado na Inglaterra, resultado da parceria de produção/composição com seu colaborador de longa data e irmão (fundador do Faithless) Rollo. Dido inicia sua primeira turnê mundial em quinze anos, que começa no início de maio em Praga. 

Com vendas de mais de 40 milhões de álbuns em todo o mundo, Dido é uma das artistas britânicas mais vendidas de todos os tempos. Tanto o álbum No Angel quanto o de 2003, Life For Rent, ainda estão entre os álbuns mais vendidos do Reino Unido.

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