sábado, 9 de março de 2019

.: "Dorminhocos" traz fotos inéditas de Pierre Verger ao Sesc Santo André

Salvador, Brasil – 1958  l  Foto: Pierre Verger

Em parceiria com Fundação Pierre Verger, unidade expõe 98 fotografias que retratam pessoas dormindo em locais públicos pelo mundo

Pierre Verger (1902-1996) foi um etnólogo, antropólogo, pesquisador e acima de tudo, fotógrafo, que viveu grande parte da sua vida em Salvador, capital da Bahia. Aficcionado pelas culturas populares, Verger produziu registros fotográficos de grande relevância e obras escritas sobre as culturas afro-baianas e da diáspora africana, consolidando seu olhar antropológico para traços da arte e religiosidade brasileiras, seu principal foco de interesse.

Durante suas múltiplas viagens pelo mundo, o francês também direcionou seu olhar para o cotidiano urbano e suas relações com o trabalho e o corpo humano. Essa relação é matéria-prima das fotos que compõem a exposição Dorminhocos, com abertura na próxima terça-feira, dia 12 de março, no Sesc Santo André.

Com curadoria de Raphael Fonseca, a exposição reúne 98 fotografias – muitas delas inéditas - que exibem o ponto de vista característico de Verger a partir de fotografias produzidas entre as décadas de 1930 e 1950, em países como Argentina, Peru, Congo, China, Polinésia Francesa, Guatemala e México. No Brasil, Verger fotografou os dorminhocos na Bahia, Pernambuco e Maranhão.

As fotos escolhidas para exposição integram o acervo da Fundação Pierre Veger, em Salvador, localizada na casa em que o fotógrafo viveu durante anos. As imagens, de origens singulares, mostram os caminhos percorridos por Verger em seu estúdio público: ruas, vielas, praças. Seu olhar se debruça para a relação de corpos fatigados que descansam em locais públicos devido à intensa modernização e consolidação de uma rotina de trabalho extenuante. 

Constantes nas obras de Verger, os tons de preto e branco contextualizam o trabalho como uma atividade melancólica, que afasta o corpo dos desejos da mente e se adapta às condições oferecidas e disponíveis para expurgar o cansaço. Um homem que dorme sobre o lombo de um burro, no México; outro que se apoia em uma tenda de frutas em Salvador. Árvores, bancos, balcões, escadas e calçadas se tornam camas. Braços, colunas, paredes e degraus como travesseiros. Pierre Verger convida o espectador a olhar atentamente flagrantes preciosos de simplicidade impactante, onde a ausência de gestos os torna silenciosamente elegantes e originais. 

Dorminhocos é uma oportunidade para o público conhecer outro aspecto da obra de Verger, que é marcada pelo tema das religiões afro-brasileiras. Além disso, a mostra provoca questões como a relação entre classe, raça e contrastes sociais; o lugar da mulher no mercado de trabalho e no espaço público (são poucas as fotos com presença feminina na exposição) e a relação das pessoas com o meio urbano. 

Pierre Edouard Léopold Verger nasceu em Paris, no dia 4 de novembro de 1902. Desfrutou de boa situação financeira e levou uma vida convencional até 1932, ano em que aprendeu um ofício e descobriu uma paixão: fotografia e viagens. De dezembro daquele ano até agosto de 1946, foram quase 14 anos consecutivos de viagens ao redor do mundo. Verger negociava suas fotos com jornais, agências, empresas e centros de pesquisa. Mas tudo mudou quando desembarcou na Bahia ainda naquele ano. Enquanto a Europa vivia o pós-guerra, Verger encontrou em Salvador a hospitalidade e riqueza cultural que o seduziram logo de cara. 

Apesar de ter se fixado na Bahia, o francês nunca perdeu seu espírito nômade. A história, os costumes e, principalmente, a religião praticada pelos povos iorubás e seus descendentes, na África Ocidental e na Bahia, passaram a ser os temas centrais de suas pesquisas e sua obra. Como colaborador e pesquisador visitante de várias universidades, publicou suas pesquisas em artigos acadêmicos, comunicações e livros.

Em 1988, Verger criou a Fundação Pierre Verger (FPV), da qual era doador, mantenedor e presidente, assumindo assim a transformação da sua própria casa na sede da Fundação e num centro de pesquisa. Verger faleceu em fevereiro de 1996, deixando à Fundação Pierre Verger a tarefa de prosseguir com o seu trabalho. A abertura é na próxima terça-feira, 12 de março, às 20h, na Galeria do Sesc Santo André. 

Exposição "Dorminhocos" - Sesc Santo André
Visitação
13 de março a 16 de junho de 2019.
Terça a sexta, das 10h às 22h.
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h.

Sesc Santo André
Rua Tamarutaca, 302 – Vila Guiomar – Santo André
Telefone – (11) 4469-1311
Estacionamento (vagas limitadas): Credencial Plena – R$ 5 (R$ 1,50 por hora adicional) | 
Outros – R$ 10 (R$ 2,50 por hora adicional).
Informações sobre outras programações:
sescsp.org.br/santoandre | facebook.com/SESCSantoAndre

.: "Mundo em Caos", de Patrick Ness, tem relançamento em edição especial



“Mundo em caos é uma daquelas séries que vão mudar sua vida. É o tipo de trilogia que você quer terminar logo para saber o que acontece, mas que ao mesmo tempo não quer que acabe.”
(The Guardian)

Primeiro volume de uma distopia eletrizante, "Mundo em Caos" é relançado no Brasil pela Intrínseca em edição especial com nova tradução e conto extra. A série, que consagrou Patrick Ness como um dos maiores nomes da literatura jovem, já foi publicada em mais de 30 países e tem adaptação cinematográfica garantida, com Tom Holland ("Homem-Aranha: De Volta ao Lar") e Daisy Ridley ("Star Wars: O Despertar da Força") como protagonistas.

"Mundo em Caos" apresenta um cenário perturbador e instigante: em um mundo pós-apocalíptico, uma infecção rara e perigosa matou todas as mulheres e fez com que todos os pensamentos dos homens se tornassem audíveis. Em meio ao caótico e incessante ruído em sua cabeça, o jovem Todd Hewitt está cada vez mais certo de que há um segredo terrível à espreita e, por isso, quer fugir antes que seja tarde demais. Acompanhado por seu fiel escudeiro, o cachorro Manchee, ele embarca numa aventura repleta de perigos até que se depara com uma criatura estranha e silenciosa: uma garota. Mas por que ela não morreu como todas as outras mulheres?

Nessa jornada em busca da verdade, Todd tenta compreender o mundo onde vive, quais segredos foram escondidos dele e quem é Viola, a garota misteriosa. Mais do que isso, Todd precisa abandonar o mundo que conhece para descobrir quem realmente é. Vencedor do Guardian Children’s Fiction Prize, do Arthur C. Clarke Award e do Carnegie Medal, Patrick Ness traça um retrato envolvente dos laços que forjamos em situações extremas e traz à tona a infinita insensatez humana diante das diferenças.

Patrick Ness é escritor, jornalista e roteirista. Publicou dez romances. Além disso, também criou e roteirizou "Class", spin-off da série "Doctor Who", produzida pela BBC.

"Mundo em Caos" (Série "Mundo em Caos" – Vol. 1)
Tradução: Edmundo Barreiros
Editora: Intrínseca
480 páginas
Impresso: R$ 59,90
E-book: R$ 39,90

.: Cine Roxy: 85 anos com Leandro Hassum e pré-estreia de "Chorar de Rir"


Noite contará com apresentação do Quinteto Benedicto Calixto em frente ao cinema e homenagens. 

Na virada dos anos 90 para os 2000 muitos cinemas de rua encerraram suas atividades, pois a concorrência com o modelo multiplex era desigual na maioria das vezes. No entanto, em Santos, o Cine Roxy não apenas se manteve firme e forte, como se transformou em exemplo de empresa estreitamente ligada às sua terra natal, mas com visão empreendedora global. Não à toa, completará 85 anos de atuação em 15 de março como a principal marca cinematográfica da Baixada Santista.  

Para celebrar a data, na sexta-feira, 15 de março, haverá uma programação especial. A partir das 18h15, ao lado do Cine Café, na parte externa do Roxy 5, acontece apresentação do Quinteto Benedicto Calixto, que tocará trilhas instrumentais clássicas do cinema. O concerto é aberto ao público e gratuito. 

Depois, 20h30, na sala 5, acontece cerimônia com homenagens ao Roxy e pré-estreia do filme "Chorar de Rir", em parceria com a Warner e com presença do astro Leandro Hassum. A sessão é fechada para convidados. 

O filme 
Nilo Perequê (Leandro Hassum) é o maior comediante do país. Sucesso absoluto na TV e na internet, coleciona fãs e rivais, como JP Santana (Rafael Portugal), capaz de tudo para tomar o seu lugar. Mas o maior inimigo de Nilo é ele mesmo. Após um revés na carreira e uma desilusão amorosa, parte em uma aventura de chorar de rir para combater uma maldição e provar seu talento e reconquistar o sucesso.

A direção é de Toniko Melo e o elenco conta com, além de Hassum, Monique Alfradique, Otávio Müller, entre outros.  O filme estreia no circuito em 21 de março. 

Trailer: 

O Roxy
O Roxy é caso raro de cinema que acompanhou a transformação da maneira de se exibir um filme: dos primeiros e grandes rolos de película ao sistema digital.

Essa rica trajetória se deve à perseverança e o senso empreendedor da família Campos: de pai para filho, chegou ao atual diretor do Roxy, Antônio Campos Neto, o Toninho Campos. Nos anos 80, o empresário dirigiu a clássica casa noturna Heavy Metal, que faria 35 anos em 2018. Foi responsável também pelos primeiros e mais importantes shows do rock nacional na região, inclusive o último da banda Barão Vermelho com o vocalista Cazuza, ocorrido em Santos. Toninho transformou o antigo Roxy num espaço com cinco salas detentoras da melhor tecnologia cinematográfica. A modernização, aliada à tradição, transformou o Roxy no principal cinema do litoral paulista, fato que lhe rendeu quatro vezes o Prêmio ED, o “Oscar” dos exibidores e distribuidores de filmes do Brasil.

Panorama
Santos é, atualmente, uma das cidades que leva, proporcionalmente, mais pessoas ao cinema por ano, no Brasil. São 1,5 milhão de espectadores nesse período. Quase quatro idas ao cinema por pessoa. Desse público, que atinge todas as idades e classes sociais, 50% vão às salas do Roxy, localizadas no tradicional Roxy 5 e no Roxy 4 do Pátio Iporanga.

Em São Vicente, não é diferente. Criado há 12 anos, o Roxy Brisamar transformou o município em um dos que atrai mais pessoas às salas de projeção, anualmente. São 600 mil espectadores por ano.

Depois, em 2012, foi a vez do Roxy 2 – Parque Anilinas surgir para saciar a vontade da população de Cubatão, que não tinha um cinema na cidade há quase vinte anos. A nova unidade foi somada às demais, entre elas a do Pátio Iporanga, de foco mais artístico e inaugurada no fim de 2009.
Todas as unidades fazem da rede Cine Roxy, a única do país com salas de projeção em cinema de rua, shoppings e no meio de um parque.

Evolução
A capacidade de inovar do Cine Roxy vem desde sua origem, em 15 de março de 1934, quando exibiu “O Cântico dos Cânticos”, baseado no romance do escritor alemão Hermann Sudermann, e estrelado por Marlene Dietrich. Inicialmente, o cinema comportava mais de 3 mil pessoas.

Nesta época o Roxy já encantava o público santista por apresentar uma infraestrutura aos moldes das grandes salas dos EUA, incluindo o moderníssimo ar condicionado. Na segunda metade da década de 1950, o cinema passou por grandes reforma e modernização, finalizada em outubro de 1957. Reabriu para exibir “Ilha dos Trópicos”, dirigido por Robert Rossen e estrelado por James Mason e Joan Fontaine.

Totalmente remodelado, passou a contar com 1500 confortáveis poltronas instaladas em sala devidamente inclinada e uma das maiores do país. O tratamento acústico da sala recebeu revestimento de Eucatex e som estereofônico com quatro faixas magnéticas.

Na virada dos anos 90 para os 2000, chegaram as salas de cinema em shoppings, menores do que o costume, no sistema multiplex. O Roxy não ficou atrás e a partir de 2003 passou a contar com cinco salas no tradicional endereço da Avenida Ana Costa.

Uma curiosidade: nesses quase 85 anos, o filme que ficou mais tempo em cartaz foi “Ghost: do Outro Lado da Vida”, exibido durante quase um ano e meio entre o Roxy e o Cine Indaiá, quando este último foi dirigido por Toninho Campos.

O Roxy acompanha os principais lançamentos, desde os blockbusters até filmes premiados e independentes, bem como espetáculos musicais e competições esportivas. Colabora no fomento cultural e artístico, através de parcerias com festivais, projetos, produtores culturais, cineastas e artistas. Por isso, costuma ser a escolha das distribuidoras e produtoras para as avant-premières em Santos, cujos resultados superam ou igualam aquelas feitas em capitais. E não deixa de incentivar a produção local, cedendo espaço para estreias de trabalhos realizados na Baixada.

A cada estreia, o Roxy coloca em prática um forte trabalho de divulgação na mídia regional, mediante ações de marketing e assessoria de imprensa, para disseminar informações dos filmes que serão lançados. Após o debute do longa, segue-se um trabalho que visa mantê-lo na lembrança do público.

Por exemplo, nos últimos lançamentos da franquia “Star Wars”, o Cine Roxy 5 contou com apresentações da Banda Marcial de Cubatão (em formato orquestra) levando ao público a trilha sonora da saga, ao ar livre, em frente ao cinema, além das presenças de cosplayers devidamente trajados como os personagens dos filmes. Esse tipo de ação acontece com frequência e é destaque na cidade, nos veículos de comunicação, e repercutem nacionalmente, visando divulgar as estreias.

Atores como Alexandre Borges, Alessandra Negrini, Milhem Cortaz, Emílio Orciollo Netto, Suzana Pires, Leandra Leal, o elenco mirim de Detetives do Prédio Azul, a banda Titãs, o Rei Pelé, entre muitos outros artistas e profissionais de destaque, lançaram seus respectivos filmes no Cine Roxy.

Durante todos os anos, o Cine Roxy abre espaço para lançamentos de produções locais, de curtas, médias e longas-metragens. Foi sede e recebe festivais e mostra de cinema locais e de âmbito nacional. 

Calçada da Fama
Em 24 de junho de 2004, mais de 10 emissoras de tevê estrangeiras, além de dezenas nacionais, marcaram presença no Cine Roxy. Foi quando estreou “Pelé Eterno”. Na ocasião, o Rei do futebol esteve presente e registrou suas mãos na Calçada da Fama do Cine Roxy.

Com estrelas distribuídas pelo hall de entrada do cinema, o espaço cujo nome é referência ao irmão mais velho hollywoodiano, valoriza profissionais que levam o nome da Baixada Santista a todo o país.

Na Calçada da Fama do Cine Roxy estão imortalizados, por exemplo, o jogador Neymar, o cantor Chorão, o crítico Rubens Ewald Filho, os atores Nuno Leal Maia, Sérgio Mamberti, o produtor Toninho Dantas, o maestro Gilberto Mendes,  os surfistas Cisco Araña e Picuruta Salazar, entre outros.

Um ano de cinema gratuito
Para celebrar os 85 anos, o Cine Roxy promove desde o último dia 8 de março uma  ação nas redes sociais e cujo premiado terá direito a um ano de cinema gratuito, em qualquer das unidades do cinema. Para participar, o interessado deve seguir as instruções da publicação deste link 
https://www.facebook.com/cineroxyoficial/photos/a.107649865979415/2096188620458853/?type=3&theater. Entre as indicações, é preciso contar uma lembrança ou história marcante que a pessoa viveu no cinema. Também serão realizadas, durante o ano, as tradicionais pré-estreias.

Sobre Toninho Campos
Antonio Campos Neto, o Toninho Campos, 66 anos, é paulistano de nascimento, mas santista de vida e coração: se mudou para a cidade praiana ainda aos dez anos. Chegou a ser dono de cinemas no Rio Grande do Sul. Mas foi em Santos que fez história. Graças a ele e sua casa noturna Heavy Metal, os santistas puderam ver, no início dos anos 80, shows de bandas como Paralamas do Sucesso, Titãs, Gang 90, e muitas outras. 

No Caiçara Clube, realizou, entre tantos, shows da legião Urbana, Camisa de Vênus (que resultou num clássico álbum ao vivo) e o último do Barão Vermelho com Cazuza. É no cinema em que sua vida tem sido dedicada. Seu avô, Antonio Campos Junior, fundou o Cine Roxy em 1934, inspirado no cinema homônimo de Nova York. 

Seu pai, Francisco, manteve a força e a tradição do cinema. E, mesmo com a chegada dos multiplex, Toninho não apenas manteve vivo o Cine Roxy, o último da era de ouro dos cinemas de bairros da cidade, como o reformulou, expandiu e o transformou num dos mais queridos entre distribuidores, produtores e cineastas do país. Sede de pré-estreias com presenças de grandes diretores e atores. Mantém unidades em Santos, São Vicente e Cubatão. É fã do clássico “Doutor Fantástico”, e de “Sparcatus”, ambos de Stanley Kubrick.


sexta-feira, 8 de março de 2019

.: Dogville, a peça: 10 motivos para não perder o espetáculo em SP

Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em março de 2019


Em cartaz no Teatro Porto Seguro, em São Paulo, até 31 de março, motivos não faltam para assistir o espetáculo "Dogville", de 
Lars Von Trier
. Para tanto, nós do portal Resenhando.com apontamos 10 razões para você não perder a montagem do drama da fugitiva que chega ao paraíso que vira um inferno, com direção de Zé Henrique de Paula e realização Sevenx Produções Artísticas. Confira!




1. A conturbada história da "aceitação" dos moradores de Dogville ao receber e manter Grace no pacato vilarejo é atual, uma vez que a extrema intolerância culmina na execração sádica.

2. Elenco de primeira e em perfeita sintonia: Mel Lisboa (Grace), Eric Lenate (Narrador), Fábio Assunção (Chuck), Bianca Byington (Vera), Rodrigo Caetano (Tom Edison), Anna Toledo (Martha), Marcelo Villas Boas (Ben), Gustavo Trestini (Sr. Henson), Fernanda Thurann (Liz), Thalles Cabral (Bill Henson), Chris Couto (Sra. Henson), Blota Filho (Thomas Pai), Munir Pedrosa (Jack McKay), Selma Egrei (Ma Ginger), Fernanda Couto (Glória) e Dudu Ejchel (Jason)

3. O enredo de "Dogville" poderia ser um recorte comum da vida, mas o fator surpresa é gerado por meio das atitudes -humanamente mesquinhas- dos personagens que culmina num desfecho impactante.

4. A atriz Mel Lisboa é uma Grace perfeita, em todos os tons e gestuais, com nuances na medida exata para estruturar a mocinha da história que o público defende até o fim.


5. O Chuck de Fábio Assunção é intenso e faz com que o público o ame, em alguns instantes, mas volte a odiá-lo com mais intensidade, o que respinga em todos os outros moradores.

6. O Tom de Rodrigo Caetano é meticulosamente maquiavélico ao manipular Grace, enquanto esboça um amor e cuidado inexistentes. 

7. Bianca Byinton (Vera), Selma Egrei (Ma Ginger), Chris Couto (ra. Henson) e Fernanda Thurran (Liz) representam a desconfiança mesclada à falsa aceitação, maquiando o que pensam e são, até que esbarram no sadismo absoluto -assim como todos do vilarejo.

8. Ao vivo, câmeras direcionadas aos atores no palco, refletem as projeções simultaneamente, tal qual se vê no cinema -uma vez que "Dogville", originalmente é um "filme teatral".

9. Na peça, a emocionante "dança de cadeiras" compõe cenário e elementos de apoio.

10. "Dogville" é um espetáculo teatral soberano, inesquecível e que provoca o refletir sobre os limites da ação e reação.

Não há dúvida de que a peça "Dogville" é imperdível!



Sinopse: A trama se passa na fictícia cidade de Dogville, uma pequena e obscura cidade situada no topo de uma cadeia montanhosa, onde residem algumas poucas famílias formadas por pessoas aparentemente bondosas e acolhedoras. A pacata rotina dos moradores do vilarejo é abalada pela chegada de Grace (Mel Lisboa), uma forasteira misteriosa que procura abrigo para se esconder de um bando de gangsteres.


Recebida por Tom Edison Jr. (Rodrigo Caetano), que, comovido pela sua situação, convence os outros moradores a acolhe-la na cidade. Grace, apesar de afirmar nunca ter trabalhado na vida, decide oferecer seus serviços para as famílias de Dogville em agradecimento pela sua generosidade. Porém, no decorrer da trama, um jogo perverso se instaura entre os moradores da cidade e a bela forasteira: quanto mais ela se doa e expõe a sua fragilidade e a sua bondade, mais os cidadãos de bem exigem e abusam dela, levando a situação a extremos inimagináveis.

*Mary Ellen Farias dos Santos é criadora e editora do portal cultural Resenhando.com. É formada em Comunicação Social - Jornalismo, pós-graduada em Literatura e licenciada em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos. Twitter: 
@maryellenfsm



Ensaio de "Dogville"


.: 60 anos: brasileira Maya Gabeira se transforma em Barbie

Marca antecipa seus lançamentos para 2019 e apresenta Maya Gabeira como a primeira brasileira a fazer parte do programa "Mulheres Inspiradoras" 

Foto: Divulgação

A boneca mais famosa do mundo completará 60 anos no dia 9 de março. Criada por Ruth Handler em 1959, Barbie tem hoje 99% de reconhecimento de marca globalmente, 58 milhões de bonecas vendidas anualmente em 150 países e continua propagando seu propósito de inspirar o potencial ilimitado de cada garota e ser a boneca mais diversificada do mercado.

De princesa a astronauta, não há barreira que a Barbie não tenha ultrapassado. E para celebrar seus 60 anos de história, a marca apresentará a maior Coleção de bonecas de Mulheres Inspiradoras homenageando mulheres do mundo inteiro que mostram às garotas que elas podem ser tudo que quiserem. Mais de 20 mulheres serão presenteadas com uma boneca única e feita à sua semelhança. Maya Gabeira - a maior surfista de ondas gigantes do Brasil, que entrou para o Guinness Book em 2018 após surfar uma onda de 20,7 metros e se tornou a primeira mulher a surfar uma onda ilimitada – será a primeira brasileira a receber a maior homenagem da marca. 

Além disso, Barbie relança algumas das suas bonecas da linha de profissões mais icônicas como a astronauta, bombeira, atleta, jornalista, candidata e pilota de avião. Já a coleção Barbie Fashionistas 2019 – linha de bonecas mais diversificada e inclusiva do mercado – irá lançar bonecas com diferentes tons de pele, mais estilos cabelo, novos tipos de corpo (Barbie com um busto menor, uma cintura menos definida e braços mais definidos) e bonecas que representam deficiências físicas, como uma Barbie em uma cadeira de rodas e uma boneca com perna prostética.

Desde 2018 a marca está financiando pesquisas para seu projeto chamado Brecha do Sonho, uma iniciativa global para conscientização sobre os fatores limitantes que impedem meninas ao redor do mundo de atingirem seu potencial máximo. O estudo tem como objetivo alavancar as plataformas globais de Barbie para a conscientização sobre fatores que limitam e impedem meninas de atingirem seu potencial.

Foto: Divulgação

”Por 60 anos, Barbie tem inspirado gerações e mostrado diferentes opções para meninas. Com mais de 200 carreiras, seis candidaturas à presidência e uma viagem à lua antes mesmo de Neil Armstrong, Barbie continua evoluindo para ser um modelo relevante para todas as idades”, afirma Lisa McKnight, Vice-Presidente Sênior e Gerente Geral de Barbie.

Para 2019, a marca continuará evoluindo para ser relevante para crianças e suas famílias, além de se estabelecer como a principal marca de empoderamento para a próxima geração.

Acesse www.barbiemedia.com para mais informações, imagens e vídeos da marca. Siga @barbie e @barbiestyle nas redes sociais e participe da comemoração dos 60 anos de Barbie usando a hashtag #Barbie60.

Sobre a Mattel: Presente no Brasil desde 1988, a Mattel é a líder global em entretenimento infantil, especializada na criação e produção de brinquedos e produtos de consumo inovadores, de qualidade e que geram experiências que inspiram, entretêm e desenvolvem as crianças por meio do brincar. Fazem parte do portfólio da empresa marcas icônicas, incluindo Barbie®, Hot Wheels®, Fisher-Price®, Thomas & Friends® e MEGA®, entre outras, além das que são licenciadas em parceria com empresas globais de entretenimento. Além dos brinquedos, a Mattel disponibiliza conteúdos, jogos, música e atrações. A empresa opera em 40 localidades e comercializa seus produtos em mais de 150 países em parceria com as principais redes de varejo e tecnologia do mundo.  Desde a sua fundação, em 1945, a Mattel tem orgulho de incentivar as crianças a alcançarem todo o seu potencial. Para mais informações acesse www.mattel.com.

Sobre a Barbie®: Barbie foi criada em 1959 pela americana Ruth Handler, co-fundadora da Mattel, que percebeu que sua filha Bárbara, ou Barbie, como era apelidada, gostava de brincar com bonecas de papel que trocavam de roupa. Até então, todas as bonecas tinham aparência de bebês e a de papel era uma das únicas que tinha a feição mais próxima da de uma adolescente. Quando lançada, a boneca foi definida como a “modelo teenager vestida na última moda”. Hoje, a Barbie é reconhecida como uma das marcas mais fortes de todos os tempos e um ícone fashion mundial. Como toda diva, a partir dos anos 90 estilistas famosos como Christian Dior, Chanel, Versace, Givenchy, Carolina Herrera, Donna Karan, Giorgio Armani e Alexandre Herchcovitch a vestiram em várias ocasiões. Clássicos do cinema, teatro e TV também ganharam bonecas Barbie caracterizadas com seus personagens mais famosos, entre eles: Romeu e Julieta, O Mágico de Oz e Star Trek, além de musas como: Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Elizabeth Taylor, Vivien Leigh e Grace Kelly. Por mais de cinco décadas a boneca tem inspirado garotas de todas as idades a sonhar, “viajar” e descobrir que, brincando, elas podem ser o que quiserem. O estilo de vida da boneca, que já virou personalidade, sempre fez com que ela fosse popular entre crianças e adultos. Em 58 anos, ela já teve mais de 150 profissões, todas retratando aspectos da cultura e da sociedade de suas épocas. Alguns exemplos emblemáticos são: Barbie astronauta (1965); Barbie médica cirurgiã (1973); Barbie presidente dos EUA (1992). www.barbie.com.br

.: Barbie homenageia ícones femininos no Dia Internacional da Mulher

A surfista Maya Gabeira é a primeira mulher brasileira a ser presenteada com uma boneca do projeto Mulheres Inspiradoras



Com o objetivo de inspirar e empoderar meninas ao redor do mundo, em 2015 Barbie criou o programa “Mulheres Inspiradoras”, que presenteia mulheres que quebram barreiras, atingem grandes marcas em suas carreiras e servem como exemplo para gerações futuras.

Em comemoração ao aniversário de 60 anos da Barbie, a boneca homenageia novas 20 mulheres de diversos países, entre 19 a 85 anos, que falam 13 idiomas diferentes. Esta é a maior e mais diversificada lista de mulheres já homenageadas pela boneca por meio do programa.

Barbie está homenageando neste ano desde atrizes até ativistas ao redor do mundo. São elas: Yara Shahidi (EUA), Naomi Osaka (Japão), Kelsea Ballerini (EUA), Adwoa Aboah, Model & Activist (Reino Unido), Kristina Vogel (Alemanha), Eleni Antoniadou (Grécia), Rosanna Marziale (Itália), Ita Buttrose (Austrália), Dipa Karmakar (Índia), Gülse Birsel (Turquia), Tessa Virtue (Canadá), Karla Wheelock (México), Mariana Costa (Peru), Tetsuko Kuroyanagi (Japão), Chen Man, Photographer (China), Melodie Robinson (Nova Zelândia), Iwona Blecharczyk (Polônia), Liasan Albertovna (Rússia), Lisa Azuleos, Director (França) e Maya Gabeira (Brasil).

Maya Gabeira – a maior surfista de ondas gigantes do Brasil, que entrou para o Guinness Book em 2018 após surfar uma onda de 20,7 metros e se tornou a primeira mulher a surfar uma onda ilimitada – será presenteada com uma boneca Barbie exclusiva e feita a sua semelhança. Agora, a surfista é a primeira brasileira a ser homenageada pelo projeto “Mulheres Inspiradoras”.
A Barbie foi criada em 1959 para mostrar às meninas que elas podem ser tudo que quiserem. Com ela, foi criado um mundo de infinitas possibilidades e que mostra que nenhum sonho é grande demais se você pode imaginá-lo – não importa se o que elas querem é ser uma fada ou uma astronauta.

Um fator importante para que as meninas conheçam e vivam em um mundo onde todos os sonhos são possíveis é que tenham exemplos de mulheres brilhantes. E que elas possam ver como essas mulheres chegaram onde estão, para que se sintam inspiradas e empoderadas. Sonhar com o que querem ser é apenas o começo. Descobrir que realmente podem, faz toda a diferença.

Sobre a Mattel: Presente no Brasil desde 1988, a Mattel é a líder global em entretenimento infantil, especializada na criação e produção de brinquedos e produtos de consumo inovadores, de qualidade e que geram experiências que inspiram, entretêm e desenvolvem as crianças por meio do brincar. Fazem parte do portfólio da empresa marcas icônicas, incluindo Barbie®, Hot Wheels®, Fisher-Price®, Thomas & Friends® e MEGA®, entre outras, além das que são licenciadas em parceria com empresas globais de entretenimento. Além dos brinquedos, a Mattel disponibiliza conteúdos, jogos, música e atrações. A empresa opera em 40 localidades e comercializa seus produtos em mais de 150 países em parceria com as principais redes de varejo e tecnologia do mundo.  Desde a sua fundação, em 1945, a Mattel tem orgulho de incentivar as crianças a alcançarem todo o seu potencial. Para mais informações acesse www.mattel.com.

Sobre a Barbie®: Barbie foi criada em 1959 pela americana Ruth Handler, co-fundadora da Mattel, que percebeu que sua filha Bárbara, ou Barbie, como era apelidada, gostava de brincar com bonecas de papel que trocavam de roupa. Até então, todas as bonecas tinham aparência de bebês e a de papel era uma das únicas que tinha a feição mais próxima da de uma adolescente. Quando lançada, a boneca foi definida como a “modelo teenager vestida na última moda”. Hoje, a Barbie é reconhecida como uma das marcas mais fortes de todos os tempos e um ícone fashion mundial. Como toda diva, a partir dos anos 90 estilistas famosos como Christian Dior, Chanel, Versace, Givenchy, Carolina Herrera, Donna Karan, Giorgio Armani e Alexandre Herchcovitch a vestiram em várias ocasiões. Clássicos do cinema, teatro e TV também ganharam bonecas Barbie caracterizadas com seus personagens mais famosos, entre eles: Romeu e Julieta, O Mágico de Oz e Star Trek, além de musas como: Marilyn Monroe, Audrey Hepburn, Elizabeth Taylor, Vivien Leigh e Grace Kelly. Por mais de cinco décadas a boneca tem inspirado garotas de todas as idades a sonhar, “viajar” e descobrir que, brincando, elas podem ser o que quiserem. O estilo de vida da boneca, que já virou personalidade, sempre fez com que ela fosse popular entre crianças e adultos. Em 58 anos, ela já teve mais de 150 profissões, todas retratando aspectos da cultura e da sociedade de suas épocas. Alguns exemplos emblemáticos são: Barbie astronauta (1965); Barbie médica cirurgiã (1973); Barbie presidente dos EUA (1992). Acesse: www.barbie.com.br

.: Ana Beatriz Brandão: lugar de mulher é na literatura e onde ela quiser!


Por Ana Beatriz Brandão*, em março de 2019 - entrevista com ela neste link.

Depois do lançamento dos meus livros “O Garoto do Cachecol Vermelho” e “A Garota das Sapatilhas Brancas”, recebi muitas mensagens e e-mails de leitoras contando que passaram por abusos como a personagem Melissa, e que se inspiraram na coragem da personagem para denunciar os agressores.

 “Eu senti medo, tive dúvidas se deveria denunciar. Só que, se eu o protegesse, com certeza ele faria aquilo de novo; se não comigo, com outra. E eu seria, de certa forma, cúmplice dessa violência”. (trecho do livro “O Garoto do Cachecol Vermelho”)

Todos os relatos me inspiraram a escrever esta crônica, principalmente para o Dia Internacional das Mulheres, pois me dei conta da força e da importância que a literatura tem na vida das pessoas. E do quanto é importante o autor ser consciente quando escreve suas histórias.

A violência contida nas histórias me emocionou e entristeceu, mas a coragem que essas leitoras tiveram de dar um basta em tudo o que estavam passando, me trouxe um alivio imenso, pois tive a certeza que consegui passar a mensagem certa, de que toda violência deve ser denunciada, que não devemos nos calar. Dá medo, mas calar é o mesmo que aceitar, permitir que o agressor faça o mesmo com outras mulheres.

Nós, escritores, somos formadores de opinião. Quem lê nossas histórias são sempre tocadas por elas de alguma forma, e devemos usar nosso amor pelas palavras para levar a mensagem certa. Não podemos romantizar nenhum tipo de abuso, seja ele de cunho físico ou psicológico. Não devemos tornar algo como um namorado batendo em uma mulher, ou um cara lindo e rico abusando emocionalmente de uma garota, em algo romântico.

 A submissão não salva e nem transforma ninguém em uma pessoa boa! 

Geralmente é isso que vemos em algumas histórias: essa mensagem de que se você for boazinha e submissa, aquele cara lindo e rico, que te xinga, bate, se aproveita de uma situação de poder para te humilhar, vai se transformar em um príncipe encantado e te amar para o resto da vida.

Ser mulher não é ser fraca, submissa, oprimida. Ser mulher deve ser significado de empoderamento. E já passou da hora de nós nos apossarmos disso!

O fato de tudo ser permitido na literatura não significa que tudo pode ser feito sem responsabilidade. Imagine se as leitoras dos relatos que recebi tivessem lido uma Melissa aceitando o abuso que sofreu? Qual teria sido a repercussão que isso teria tido na vida dela? Será que ela teria denunciado seu agressor?

Quem ama de verdade não faz sofrer, não abusa, não humilha, não maltrata, não espanca.

Já é passada a hora de nós nos unirmos para fazer deste um mundo melhor, com mais compaixão, respeito e aceitação. Devemos nos unir em prol de algo que vai muito além da busca por sermos lidos. Devemos nos unir para tornarmos a vida dos nossos leitores melhor. E tomo também para mim, minhas palavras.

Espero ver uma literatura nacional forte, com os autores recebendo o reconhecimento que merecem, tendo destaque nas livrarias de todo o país, e conquistando o mundo. Mas para isso, precisamos mostrar que não é “romântico” a violência. Coisas como: abuso, maus tratos, homofobia, transfobia, racismo, criminalidade e palavras preconceituosas por causa de características físicas não são aceitáveis. Devemos escrever sobre esses temas com a consciência de que também temos que mostrar que para toda ação, existe uma reação. Que atos como esses não são “bonitos e românticos”.

E deixo um recadinho para minhas anjinhas leitoras:

Você é especial, maravilhosa e poderosa. Ninguém pode tirar o brilho que você tem dentro do seu coração. Ele pode estar meio apagado, escondido pela dor, ou pelo sofrimento, mas ele está aí, só esperando que você o deixe sair. Ninguém pode te fazer sofrer ou te humilhar. Não aceite ser menosprezada ou subjugada por ninguém! Você merece ser amada, ser valorizada, ser respeitada!

E lembre-se: VOCÊ NÃO É OBRIGADA A NADA!

Que o Dia Internacional da Mulher as palavras de “parabéns pelo seu dia” sejam trocadas por atos de respeito e reconhecimento.

.: Capitã Marvel e os desafios a serem vencidos na ficção e na realidade


Por Efrem Pedroza*, em março de 2019.

Carol Danvers surgiu nas histórias em quadrinhos no ano de 1968. Criada por Roy Thomas e Gene Colan, que deu a Danvers o nome de Ms. Marvel, a opção ao “Ms.” tinha relação direta com um contexto da época. Nos anos 70 “Miss” (utilizado para mulheres solteiras) e “Mrs” (destinado às mulheres casadas) eram termos consolidados. Então, Gene Colan resolveu adotar o “Ms”, prefixo que representava a mulher independente e que elevou a super-heroína a um novo patamar, associando-a ao movimento feminista.

Durante anos, Carol Danvers ficou conhecida como Ms. Marvel, mas sua história de codinomes é bem maior. Seu início nas histórias em quadrinhos foi como Major Carol Danvers, da Força Aérea dos Estados Unidos, e que ao se tornar a super-heroína, assumiu a identidade de Ms. Marvel. Entre idas e vindas nas HQ’s, quando se transformou praticamente em uma entidade galáctica, adotou o nome de Binária e, por fim, voltou a usar Ms. Marvel que, na sequência, foi trocado pelo nome de seu mentor (Mar-Vell), adaptando a forma feminina de Capitã Marvel. 

História das histórias em quadrinhos a parte, o fato é que a figura da Capitã Marvel se tornou um ícone do feminismo e se mantém até os dias de hoje. Aproveitando o embalo de protagonistas femininas no cinema e na TV é importante ressaltar que, nas histórias em quadrinhos, Carol Denvers é grande amiga de Jessica Jones (sim, a da série cancelada recentemente pela Netflix). A decisão de incluí-la na websérie foi cancelada quando os estúdios da Marvel decidiram fazer um filme solo da Capitã.

Brie Larson, a atriz que viverá a personagem nas telonas, é declaradamente uma ativista da causa feminista. Mais do que isso, Larson luta não só pela igualdade de gêneros, como também pela diversidade e a inclusão no cinema e fora dele.

Recentemente, em entrevista dada à revista Marie Claire, Larson explicou que na divulgação de seus trabalhos anteriores sempre foi entrevistada pelo mesmo tipo de pessoa - no caso homens brancos - e que ela gostaria de ver entrevistadores mais diversos. Em suma, o que ela defendia era a diversidade e não a exclusão. Tirado desse contexto e transformado em fake news pelos famosos haters, começou um movimento brutal na internet para sabotar o filme da Capitã Marvel, negativando o longa no Rotten Tomattoes e IMDb, baixando sua média de qualidade antes do filme estrear nos cinemas. O Rotten Tomattoes inclusive desativou, temporariamente, a opção de antecipação do filme aos internautas.

O filme que inaugurou a era das super-heroínas no cinema, "Mulher-Maravilha" também levantou questões parecidas com grupos que pregam um discurso raivoso e que também atacaram filmes como "Pantera Negra" e "Star Wars: O Despertar da Força", mas que foram sucesso de crítica e público.

Fato é que "Capitã Marvel", de acordo com pesquisas recentes, aponta na direção de uma bilheteria de sucesso. Além de se juntar à figura icônica da Mulher-Maravilha nessa luta pelo protagonismo feminino em Hollywood, que aos poucos está aderindo a uma cultura inclusiva e diversa, a super-heroína vem com tudo para enfrentar Thanos e sacramentar mais um rompimento de paradigmas, não apenas a favor da mulher, mas a favor da humanidade na ficção e principalmente na realidade.

*Efrem Pedroza possui graduação em Letras - Tradutor e Intérprete (2006). Pós-graduado Lato Sensu em Administração de Empresas pela UNIFMU/FMU (2009). Pós-graduado Stricto Sensu em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC - SP (2014). Atualmente é professor do FIAM-FAAM - Centro Universitário e ministra aulas para o curso de Rádio, TV e Vídeo (graduação) e Cinema (pós-graduação) - curso idealizado e criado pelo próprio. Foi integrante do Núcleo Docente Estruturante (NDE) do curso de graduação de Rádio, TV e Vídeo do FIAM-FAAM - Centro Universitário e um dos membros fundadores do Núcleo de Estudos de Histórias em Quadrinhos Álvaro de Moya do FIAM-FAAM - Centro Universitário. Além das atividades como professor é Crítico de Cinema e TV no programa "De Bem com a Vida" da Rede Gospel de televisão. Também é Crítico de Cinema e TV, locutor e radialista na Rádio Energia 97FM e tem um programa na webrádio BARUK FM, intitulado "CinemArte: A História do Cinema contada com toda Propriedade". Tem uma coluna de críticas de cinema no Jornal Rodonews (tiragem: 25.000 exemplares) e Jornal do Monotrilho (tiragem: 20.000 exemplares). Tem um canal no YouTube sobre cinema e cultura pop intitulado "Raio Ômega!" que é subsidiado pela rádio Energia 97 FM (97,7).

.: Espetáculo de comédia "Os Monólogos da Vagina" se apresenta em Osasco


Produzido em mais de 150 países e traduzido para mais de 50 idiomas, o espetáculo de comédia "Os Monólogos da Vagina" celebra 18 anos de sucesso de crítica e público no Brasil - crítica neste link

Com adaptação e direção de texto de Miguel Falabella, a estreia do fenômeno teatral aconteceu em 7 de abril de 2000, no Rio de Janeiro, e propôs um formato diferente ao escalar três atrizes para encenarem, ao mesmo tempo, as narrativas de mais de 200 depoimentos verídicos de mulheres, colhidos pela autora Eve Ensler.

Os depoimentos abordam de maneira extremamente bem humorada, direta e livre de preconceitos uma reflexão sobre a relação da mulher com sua própria sexualidade. O formato de Falabella foi um pedido da própria autora e adotado mundialmente em todas as produções até os dias de hoje.

O humor e histórias que, com certeza, farão mulheres de todas as idades se identificar com a peça, estará presente no Dia da Mulher, 8 de Março, às 21h00, no Teatro Municipal Glória Giglio, em Osasco.

Serviço:
"Os Monólogos da Vagina" em Osasco
Teatro - Comédia
8 de Março | Sexta às 21h00

Teatro Municipal Glória Giglio
Av. dos Autonomistas, 1533 - Osasco - SP
Classificação: 12 anos

Inteira – R$ 80 + R$ 13,60 de taxa de serviço
Meia – R$ 40 + R$ 6,80 de taxa de serviço

Onde Comprar: www.bilheteriaexpress.com.br

.: Bianca Comparato estreia como diretora em "Elogio da Liberdade"


O documentário "Elogio da Liberdade", escrito e dirigido pela atriz Bianca Comparato, estreará no canal MAX em 31 de março, às 21h. A produção de 90 minutos retrata a vida e a luta da jornalista, escritora e ensaísta brasileira Rosiska Darcy de Oliveira em prol da liberdade e da igualdade de direitos das mulheres.

No documentário, feito com base em entrevistas realizadas por Bianca, Rosiska conta sua história de vida e visão de mundo, complementadas por imagens de arquivo da vida pessoal e profissional da escritora. Ela relembra a infância em uma tradicional família burguesa carioca, o período na universidade, logo quando o Brasil entrou no regime militar, e mais tarde, o exílio de dez anos na Europa.

Mesmo com tantos obstáculos no caminho, Rosiska continuou sua luta em nome dos direitos das mulheres. Tornou-se uma das líderes do movimento feminista, com diversos livros publicados e, em 2013, foi eleita para a Academia Brasileira de Letras.

"Elogio da Liberdade" é produzido por Roberto Rios, Eduardo Zaca, Patricia Carvalho e Rafaella Giannini da HBO Latin America, e Alice Braga, Rita Moraes e Felipe Braga, da Los Bragas.

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