domingo, 17 de março de 2019

.: Roberto Justus comanda “O Aprendiz” a partir desta segunda na Band


Roberto Justus posa com conselheiros e participantes de “O Aprendiz”; Serão 18 influenciadores digitais, que vão disputar o prêmio de R$ 1 milhão

Nesta segunda-feira, dia 18, às 22h, a Band estreia a nova temporada de "O Aprendiz" sob o comando de Roberto Justus. Em provas inteligentes e emocionantes, 18 influenciadores digitais vão disputar o prêmio de R$ 1 milhão no reality show sobre empreendedorismo e negócios. A partir do dia 22, o programa também será exibido pelo Canal Sony às sextas-feiras, às 20h25.

“Fama eles até já têm. Possuem juntos mais de 40 milhões de seguidores em suas diversas redes sociais. O desafio agora é mostrar que estão aptos a fazer fortuna. Que sabem se movimentar no instigante mundo dos negócios”, diz Roberto Justus, que volta a comandar o programa que já apresentou com muito sucesso por oito temporadas. “Esta nova temporada de 'O Aprendiz' une o mundo dos negócios e do empreendedorismo com a TV aberta e o mundo digital de uma forma jamais feita”, completa.

“Temos os ingredientes perfeitos para gerar ainda mais dinamismo, relevância e emoção, além de um formato de sucesso já comprovado. Influenciadores são protagonistas importantes da nossa era, e as redes sociais ampliaram muito a forma como o público interage com o programa. Estamos felizes de ter 'O Aprendiz' em nossa programação”, avalia Patrício Diaz, diretor de conteúdo de TV da Band.

“Os influenciadores serão testados para além dos limites de seus celulares, e seus seguidores terão a chance de acompanhá-los em ambientes e vivências bem diferentes dos quais eles estão acostumados. As provas estão bastante elaboradas”, adianta o diretor do programa, José Amâncio.

No primeiro episódio, Roberto Justus marca um encontro com todos os participantes na Escola Superior de Bombeiros de Franco da Rocha. No local, eles conhecem os conselheiros e são definidos os líderes de cada equipe uma das duas equipes. Os influenciadores enfrentam provas que testarão, além de seus conhecimentos de negócios, seus limites físicos, com muita ação que inclui fogo e desabamento. Na sala de reunião, a equipe perdedora encontra Roberto Justus para a primeira demissão da temporada.

Os conselheiros
Ao longo dos 15 episódios da nova temporada, Roberto Justus terá a ajuda de dois grandes conselheiros na hora de decidir quem ele deve demitir: Vivianne Brafmann, a primeira vencedora de "O Aprendiz" e diretora de Novos Negócios do grupo Newcomm por 14 anos, e José Roberto Marques, coach referência no Brasil que já treinou mais de um milhão de pessoas. Fundador do Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), Marques se dedica há mais de 20 anos ao treinamento e desenvolvimento humano, e já formou clientes e alunos em 23 países. "Espero contribuir muito para que Roberto Justus tome as melhores decisões ao longo do programa. Também quero ajudar os participantes com dicas valiosas e um olhar diferente sobre os desafios que vão aparecer", diz o expert.

.: A Fabulosa Companhia apresenta "Monstruário" no Sesc Bom Retiro


Uma história cheia de imaginação é o que move "Monstruário", espetáculo com A Fabulosa Companhia - Teatro de Histórias que faz apresentações nos dias 24 e 31 de março, domingos, ao meio dia, e 19 de março, terça, 15h, no Sesc Bom Retiro. A direção é de Eric Nowinski, além da dramaturgia de Simone Grande e Sean Taylor.

Na trama, uma pequena menina morre de medo de monstros. Seu irmão mais velho adora ora ajudá-la, e ora assustá-la, se fantasiando de monstro, fazendo barulhos estranhos, ou simplesmente dando um bom e velho susto quando ela está distraída.

Cada vez que a menina se assusta, um monstro é libertado do grande Monstruário, que é o lugar onde os monstros ficam presos. Esse lugar pode ser dentro da gente ou de objetos, cantos escuros e sombrios. Seriam estes monstros verdadeiros? Ou só fazem parte da imaginação da menina?

A Fabulosa Companhia - Teatro de Histórias foi fundada em 2010 por Simone Grande e Eric Nowinski, artistas que se uniram sob a ideia de pesquisar a arte narrativa na contemporaneidade, e de realizar projetos envolvendo teatro, literatura, música, narração de histórias e linguagem audiovisual.

Em comum, os espetáculos da companhia partilham de um cuidado técnico na coordenação dos diversos aspectos artísticos – música ao vivo, interação de mídia em tempo real e manipulação de bonecos, além do reconhecimento da qualidade e originalidade do texto, da direção e das canções, revelados por meio dos diversos prêmios recebidos.

Ficha Técnica:
Direção: Eric Nowinski. Dramaturgia: Simone Grande e Sean Taylor. Elenco: Thomas Huszar e atriz convidada. Direção de arte / Animação/ Ilustração: Adriana Meireles. Cenário / Bonecos/ Adereços: Ruth Takya e Edu Paiva. Figurino: Isabela Teles. Trilha Sonora: André Vac.

Serviço:
Datas: 17, 24 e 31 de março, domingos, às 12h, e 19 de março, terça, 15h.
Preço: R$ 17. R$ 8,50 (Meia). R$ 5 (Credencial Plena).
Crianças até 12 anos não pagam e devem estar acompanhadas do responsável.
Local: Teatro. Capacidade: 291 lugares. Livre
Duração: 60 minutos.

Sesc Bom Retiro
Alameda Nothmann, 185, Bom Retiro - São Paulo
Horário de funcionamento:
Terças a sextas-feiras, das 9h às 21h
Sábados, das 10h às 21h
Domingos e feriados, das 10h às 18h
Estacionamento: Alameda Cleveland, 529
Valores: com apresentação de credencial Plena - R$ 4,50 até uma hora; R$ 1,50 adicional por hora. Não credenciados - R$ 10 até uma hora; R$ 2,50 adicional por hora.

.: Maestro João Carlos Martins se apresenta em abril no Teatro Porto


Após apresentação em dezembro do ano passado, o show Maestro João Carlos Martins Em Concerto retorna em novo formato ao Teatro Porto Seguro dia 2 de abril, terça-feira, às 21h. O artista estará acompanhado da Orquestra Bachiana Sesi-SP e do tenor Jean William, talento relevado pelo próprio maestro em 2009. A abertura de vendas para o concerto acontece dia 12 de março, terça-feira, na bilheteria ou no site do Teatro Porto Seguro.

A apresentação é uma oportunidade para entrar em contato com a vida e a arte do Maestro João Carlos Martins, cuja trajetória já foi registrada em 3 documentários: o franco-alemão Die Martin’s Passion (2003), o belga Revérie (2007), e o brasileiro O Piano como Destino (2015); além do longa metragem João, o Maestro, produzido pela LC Barreto, e da peça Concerto para João, que fez temporada no Teatro FAAP de agosto a dezembro de 2018.

Sobre João Carlos Martins
Nascido em São Paulo, no dia 25 de junho de 1940, João Carlos começou a tocar piano aos sete anos por influência de seu pai, José, que desde a infância sonhava em virar um pianista. Aos oito anos, João Carlos venceu seu primeiro concurso musical ao executar obras do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685-1750). 

Aos 21 anos, patrocinado por Eleanor Roosevelt, apresentou-se pela primeira vez no Carnegie Hall, em Nova York. No auge de sua carreira de pianista, tocou com as maiores orquestras norte-americanas e gravou a obra completa de Bach para piano. Jornais como New York Times, Washington Post e Los Angeles Times dedicaram-lhe reportagens entusiasmadas pela sua personalidade artística.

Aos 25 anos, já consagrado como um dos grandes pianistas do mundo, João Carlos sofreu uma queda enquanto jogava futebol no Central Park, em Nova York, que atingiu o nervo ulnar e provocou atrofia em três dedos, obrigando-o a parar de tocar. Depois de um ano, voltou a tocar com dificuldade. Abandonou a carreira aos 30 anos.

Após sete anos longe do piano, decidiu voltar aos palcos, recebendo excelentes críticas da imprensa e a aclamação do público. Nesse período, porém, descobriu que desenvolveu distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (Dort). Novamente teve que abandonar a carreira. A paixão pela música fez com que ele retornasse anos mais tarde e, mesmo com sequelas, que o forçaram a adaptar novas formas de tocar, iniciou a gravação da obra completa de Bach.

Em 1995, em um assalto na Bulgária, foi golpeado na cabeça com uma barra de ferro, que provocou uma sequela neurológica, comprometendo o movimento da mão direita. Por meio de reprogramação cerebral, conseguiu recuperar os movimentos e voltou a tocar com as duas mãos. Entretanto, esse procedimento médico deixou sequelas no braço direito e na fala. Decidiu passar por um novo procedimento cirúrgico para corrigir o problema e teve os seus movimentos da mão direita afetados. Antes, porém, terminou a gravação da obra completa de Bach para o piano. Passou a fazer apresentações apenas com a mão esquerda.

João Carlos foi surpreendido pelos médicos com a notícia de que havia desenvolvido Contratura de Dupuytren na mão esquerda. Embora tenha passado por um novo procedimento cirúrgico, João Carlos acabou perdendo o movimento da mão esquerda, o que o inviabilizou novamente de tocar piano. Em 2002, teve que parar de tocar, e, dessa vez, acreditou seria para sempre.

Em 2004, aos 64 anos, João Carlos iniciou os seus estudos de regência. Seis meses depois, apresentou-se com sucesso em Londres, Paris e Bruxelas, como regente convidado, imprimindo em suas interpretações a mesma dinâmica que fazia quando pianista.

Em 2006, idealizou a Fundação Bachiana, com a missão de levar a música clássica às pessoas que pouco, ou nunca, ouviram falar dela. Construiu uma sólida carreira com a sua Bachiana Filarmônica SESI-SP, a primeira orquestra brasileira a se apresentar no Carnegie Hall (2007).

Atualmente, a Fundação Bachiana mantém oito núcleos de musicalização para crianças e jovens pelo Brasil e tem realizado cerca de 80 apresentações por ano. Mesmo com todas as limitações físicas, no final dos concertos João Carlos costuma deixar a regência e sentar-se ao piano para rápidas e emocionantes apresentações.

Sobre Jean William
Jean William é formado em canto pela ECA-USP. Apadrinhado pelo maestro João Carlos Martins em 2009, ganhou visibilidade e apoio dentro e fora do Brasil. Ao redor do mundo e do Brasil o jovem cantor conquistou plateias em renomados teatros interpretando óperas, recitais, concertos e shows.

Apresentou-se ao lado de importantes nomes do cenário musical mundial em duetos com artistas como a cantora de pop Laura Pausini e com a grande dama da ópera Luciana Serra no palco do Teatro Municipal de São Paulo, entre outros. Em 2014 lançou seu primeiro álbum, intitulado Dois Atos, tendo uma lista de convidados gabaritados, como Nelson Ayres, Mônica Salmaso, Fafá de Belém, João Carlos Martins, Céu, André Mehmari e Jacques Morelenbaum.

Apresentou-se na primeira visita do Papa Francisco ao Brasil, sendo visto por mais de 3 milhões de pessoas na orla da praia de Copacabana. Recebeu da fundação Pirelli para as artes em Milão o prêmio talent at work, que premia jovens artistas que influenciam positivamente a sociedade. Foi aprovado recentemente para o programa Accademia Rossiniana de Pesaro, um dos mais importantes festivais de ópera da Itália, sob a direção do renomado tenor Ernesto Palácio.

Maestro João Carlos Martins Em Concerto
Participação especial do tenor Jean William e Orquestra Bachiana Sesi-SP
Dia 2 de abril - terça-feira, às 21h.
Ingressos: R$ 110 plateia / R$ 90 balcão/frisas.
Classificação: Livre.
Duração: 75 minutos.
Gênero: música clássica.

Teatro Porto Seguro
Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo.
Telefone (11) 3226.7300.
Bilheteria: De terça a sábado, das 13h às 21h e domingos, das 12h às 19h.
Capacidade: 496 lugares.
Formas de pagamento: Cartão de crédito e débito (Visa, Mastercard, Elo e Diners).
Acessibilidade: 10 lugares para cadeirantes e 5 cadeiras para obesos.
Estacionamento no local: Estapar R$ 20,00 (self parking) - Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto.

Serviço de Vans: Transporte gratuito Estação Luz – Teatro Porto Seguro – Estação Luz. O Teatro Porto Seguro oferece vans gratuitas da Estação Luz até as dependências do Teatro. Como pegar: Na Estação Luz, na saída Rua José Paulino/Praça da Luz/Pinacoteca, vans personalizadas passam em frente ao local indicado para pegar os espectadores. Para mais informações, contate a equipe do Teatro Porto Seguro. Bicicletário – grátis.

.: "Dogville" encerra temporada Teatro Porto Seguro no dia 31

Foto: Renato Mangolin
Em cartaz no Teatro Porto Seguro, "Dogville" - adaptação teatral do diretor paulistano Zé Henrique de Paula para a obra-prima do cineasta dinamarquês Lars von Trier - encerra a temporada paulistana no dia 31 de março. As sessões acontecem às sextas e sábados, às 21h e domingos, às 19h.

O elenco é formado por Anna Toledo, Bianca Byington, Blota Filho, Chris Couto, Dudu Ejchel, Eric Lenate, Fábio Assunção, Fernanda Couto, Fernanda Thurann, Gustavo Trestini, Lucas Romano, Marcelo Villas Boas, Mel Lisboa, Munir Pedrosa, Rodrigo Caetano e Selma Egrei.

A montagem recebeu indicação ao Prêmio Shell na categoria Melhor Figurino; três indicações ao Prêmio Cesgranrio de Teatro: Melhor Espetáculo, Melhor Atriz com Mel Lisboa e Melhor Figurino com João Pimenta; cinco categorias no Prêmio Botequim Cultural de Teatro: Melhor Espetáculo, Melhor Direção com  Zé Henrique de Paula, Atriz em Papel Coadjuvante com Selma Egrei, Figurino com João Pimenta e Iluminação com Fran Barros, e indicação ao Prêmio APTR para melhor figurino.

A trama se passa na fictícia cidade de Dogville, uma pequena e obscura cidade situada no topo de uma cadeia montanhosa, ao fim de uma estrada sem saída, onde residem poucas famílias formadas por pessoas aparentemente bondosas e acolhedoras, embora vivam em precárias condições de vida. A pacata rotina dos moradores daquele vilarejo é abalada pela chegada inesperada de Grace (Mel Lisboa), uma forasteira misteriosa que procura abrigo para se esconder de um bando de gangsteres.

Recebida por Tom Edison Jr. (Rodrigo Caetano), que, comovido pela sua situação, convence os outros moradores a acolhe-la na cidade, Grace, apesar de afirmar nunca ter trabalhado na vida, decide oferecer seus serviços para as famílias da Dogville em agradecimento pela sua generosidade. Porém, no decorrer da trama, um jogo perverso se instaura entre os moradores da cidade e a bela forasteira: quanto mais ela se doa e expõe a sua fragilidade e a sua bondade, mais os cidadãos de bem exigem e abusam dela, levando a situação a extremos inimagináveis.

A obra faz uma crítica mordaz ao mundo contemporâneo e à sociedade de consumo por meio de uma radiografia precisa da alma humana. “São situações reais e muito próximas de nós, que colocam uma lente de aumento na alma do ser humano. É como se não acreditássemos que aquelas pessoas fossem capazes de explorar essa mulher de forma tão cruel. O filme discute questões muito atuais como a xenofobia, a intolerância e põe em cheque a máxima do sistema capitalista onde, para se obter lucros exorbitantes, é preciso explorar ao máximo o outro, por vezes de formas desumanas”, revela o produtor e idealizador da peça Felipe Lima.

Ainda segundo ele, o filme fala sobre os limites humanos. “Em tempos de intolerância, de exploração é necessário mostrar que, embora o ser humano tenha uma tendência a agir de modo abusivo em determinadas situações, é preciso impor limites. Nem tudo é aceitável, muito menos tolerável. É preciso exercitar a empatia, olhar com atenção para o outro. E que até a bondade excessiva e a resignação podem ser manifestações de arrogância, de paternalismo. Até que ponto você tem que perdoar no outro atitudes e comportamentos pelos quais se puniria?”, explica.

Para o diretor Zé Henrique de Paula, é desafiador transformar o filme de Lars von Trier em uma peça porque a obra já evoca essa estrutura teatral. “Acho que o filme é uma referência muito forte, é icônico e sinônimo de Lars von Trier e daquela linguagem mais teatral. Adotamos o caminho inverso: na peça flertamos com a linguagem cinematográfica, utilizando não somente projeções e videomapping, mas também projetando cenas filmadas ao vivo durante o espetáculo. Como se não bastasse, ainda há os desafios da própria narrativa - o caminho rumo à nossa sombra, nosso lado escuro, nossos sentimentos mais negativos e mesquinhos. Trabalhar isso com os atores envolve muita energia e desprendimento por parte de todo o elenco e equipe”, revela.

Além da linguagem cinematográfica, a montagem flerta com estéticas importantes do teatro e do teatro físico, como de Tadeusz Kantor, Pina Bausch e Dimitris Papaioannou. “A ideia é explorar a secura do texto, a aridez da cidade e a precariedade dos personagens de forma a trazer isso também para o corpo dos atores e os elementos de encenação”, diz o diretor.

“O cenário de Bruno Anselmo (indicado ao Shell por 1984) é uma sucessão de telas, algumas mais translúcidas, outras mais sólidas, algumas verticais e outras colocadas na horizontal (como piso propriamente). Nelas, há projeção (a cargo de Laerte Késsimos) de elementos simbólicos, de texto propriamente dito, de cenas gravadas e de cenas filmadas ao vivo durante a peça. A paleta de cores no geral é acinzentada, com utilização de poucos elementos - há 14 cadeiras que representam cada morador de Dogville. Os figurinos de João Pimenta são atemporais e anacrônicos, em diferentes tonalidades, como se houvesse uma intenção do cinza em se tornar outra cor mais vibrante, mas frustrada essa tentativa”, acrescenta Zé Henrique.

Considerado pela BBC um dos melhores filmes do século 21, o longa-metragem de Lars von Trier, lançado em 2003, foi estrelado por Nicole Kidman, Paul Bettany, Patricia Clarkson, Udo Kier, James Caan, Philip Baker Hall, John Hurt, entre outros. O título ganhou o Prêmio do Cinema Europeu e o Robert Award e foi indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes.

“Lembro-me de ter assistido à 'Dogville' no cinema e de ter me encantado com a sua estética, era totalmente inovadora; uma obra cinematográfica gravada como peça de teatro em um galpão, onde não havia cenário, só algumas mobílias; e as casas eram feitas com riscos de giz no chão. A encenação era totalmente focada no trabalho dos atores”, comenta Lima.

Serviço:
"Dogville"
Até 31 de março  – Sextas e sábados às 21h e domingo às 19h.
Ingressos: Sextas-feiras R$ 80,00 plateia / R$ 50,00 balcão/frisas. Sábados e domingos R$ 90,00 plateia / R$ 60,00 balcão/frisas.
Classificação: 16 anos.
Duração: 100 minutos.

Teatro Porto Seguro
Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo.
Telefone (11) 3226.7300.
Bilheteria: De terça a sábado, das 13h às 21h e domingos, das 12h às 19h.
Capacidade: 496 lugares.
Formas de pagamento: Cartão de crédito e débito (Visa, Mastercard, Elo e Diners).
Acessibilidade: 10 lugares para cadeirantes e 5 cadeiras para obesos.
Estacionamento no local: Estapar R$ 20,00 (self parking) - Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto.

Serviço de Vans: Transporte gratuito Estação Luz – Teatro Porto Seguro – Estação Luz. O Teatro Porto Seguro oferece vans gratuitas da Estação Luz até as dependências do Teatro. Como pegar: Na Estação Luz, na saída Rua José Paulino/Praça da Luz/Pinacoteca, vans personalizadas passam em frente ao local indicado para pegar os espectadores. Para mais informações, contate a equipe do Teatro Porto Seguro.
Bicicletário – grátis.

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sábado, 16 de março de 2019

.:"Batman" de Tim Burton abre temporada 2019 de Clássicos Cinemark


Programação do primeiro semestre inclui ainda "Um Lugar Chamado Nothing Hill", "Alien: O Oitavo Passageiro" e "Os Bons Companheiros". Ingressos já estão à venda.

A Cinemark dá início em março a mais uma temporada de filmes que marcaram época no cinema: os Clássicos Cinemark. A Rede exibirá um filme por mês, cada um com duas sessões (sempre em uma terça-feira e em um sábado). Os ingressos, que variam de R$ 8 a R$ 16, já estão à venda nas bilheterias dos complexos e pelo aplicativo da Rede.

“Batman”, filme de Tim Burton estrelado por Michael Keaton como o Cavaleiro das Trevas e Jack Nicholson como o Coringa, poderá ser visto nos dias 26 e 30 deste mês. O longa, que completa 30 anos em 2019, foi a primeira adaptação feita para o cinema das aventuras do herói mascarado, e fez sucesso pela atmosfera sombria que Burton deu à história.

Em abril – nos dias 16 e 20 – os cinéfilos de carteirinha poderão assistir na Cinemark uma das comédias românticas de maior sucesso dos anos 90: “Um Lugar Chamado Nothing Hill”. Com direção de Roger Mitchell e roteiro de Richard Curtis, o filme traz Julia Roberts como uma atriz de sucesso que se encanta por um atrapalhado livreiro britânico, papel de Hugh Grant.

O terror espacial de “Alien: O Oitavo Passageiro”, com direção de Ridley Scott, chega às telas em 28 de maio e 1º de junho. O filme, lançado há 40 anos, mostra o que acontece em uma nave espacial que retorna a Terra após o pouso em um asteroide. A tripulação, liderada pela personagem de Sigourney Weaver, tenta escapar de um alienígena assassino levado inadvertidamente para dentro da nave por um dos integrantes.

Uma das grandes obras do diretor americano Martin Scorcese, “Os Bons Companheiros” fecha a programação dos Clássicos Cinemark no primeiro semestre, com exibições em 25 e 29 de junho. O longa, que mostra a trajetória de um jovem integrante da máfia italiana na Nova York dos anos de 1950, é estrelado por Ray Liotta, Robert De Niro e Joe Pesci - que ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por seu desempenho.

Os Clássicos Cinemark serão exibidos em 32 complexos da Cinemark nas cidades de Aracaju, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Foz do Iguaçu, Goiânia, Londrina, Mogi das Cruzes, Natal, Niterói, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São Caetano, São José dos Campos, São Paulo, Uberlândia, Varginha, Vila Velha e Vitória (a relação dos complexos participantes está disponível abaixo).

Os ingressos podem ser adquiridos no site da Rede (www.cinemark.com.br) ou na bilheteria dos cinemas participantes. Clientes Cinemark Mania têm 50% de desconto no preço da entrada.

.: Coletânea mostra uma visão geral da obra de Tom Petty, por Luiz Otero


Por Luiz Gomes Otero*, em março de 2019.

Denominada "The Best of Everything", a coletânea dupla de hits do músico Tom Petty traça um perfil fiel de sua obra, seja em carreira solo ou ao lado dos Heartbreakers e de sua banda de estreia, a Mudcrutch.

Este é a segunda compilação que surge depois do falecimento do músico, ocorrido em outubro de 2017, aos 66 anos. Recentemente foi lançado "An American Treasure", um box set com quatro CDs de gravações inéditas e raras, gravadas em várias épocas.

"The Best of Everything" baseia-se nos sucessos que foram amplamente ausentes no box set anterior. Não segue uma ordem cronológica específica. Começa com o hit "Free Fallin", de seu álbum solo, para depois cair em canções com os Heartbreakers, como "Mary Jane's Last Dance" e "You Wreck Me".



Claro que os hits que se notabilizaram na MTV, como "Don't Come Around Here No More" (cujo vídeoclipe foi inspirado em "Alice no País das Maravilhas"), estão presentes. Mas creio que o ouvinte acaba ficando satisfeito por conhecer o tipo de rock feito por Tom Petty, que tem influência direta de bandas como Beatles, The Byrds e outros ícones dos anos 60.

Eu, por exemplo, tenho um apreço especial por "American Girl" (quase um rockabilly), "I Won´t Back Down" (esta com um clipe que reune os ex-beatles George Harrison e Ringo Starr e mais Bob Dylan) e "Stop Draggin' My Heart Around" (esta cantada em dueto com Stevie Nicks, do Fleetwood Mac).

Mas é possível ouvir e redescobrir outras pérolas como The Waiting (com um solo de guitarra simples e mágico na introdução) e a animada Jammin Me, de uma fase dos anos 80.

Na prática, essa seleção é talvez a que melhor mostre uma visão geral de sua obra. Funciona como uma ótima introdução a sua música, que merece ser conhecida e divulgada para as novas gerações de músicos e ouvintes do rock.


"Don't Come Around Here No More" 


"I Won´t Back Down"

"The Waiting"

"Free Fallin"

*Luiz Gomes Otero é jornalista formado em 1987 pela UniSantos - Universidade Católica de Santos. Trabalhou no jornal A Tribuna de 1996 a 2011 e atualmente é assessor de imprensa e colaborador dos sites Juicy Santos, Lérias e Lixos e Resenhando.com. Criou a página no Facebook Musicalidades, que agrega os textos escritos por ele.

.: Peça infantil retrata situação de refugiados africanos no Sesc Belenzinho

"Quando Eu Morrer, Vou Contar Tudo a Deus", do coletivo O Bonde, conta a história do garoto marfinense Abou, encontrado em 2015 em uma mala de viagem cruzando ilegalmente a fronteira do Marrocos com a Espanha. Foto: Tide Gugliano
Por Elcio Silva*, em março de 2019.

Baseada em fatos reais, a peça "Quando Eu Morrer, Vou Contar Tudo a Deus" estreia em 23 de março no Sesc Belenzinho e marca o nascimento do coletivo O Bonde, formado por atores negros criados em bairros periféricos de São Paulo. A curta temporada segue até 14 de abril aos sábados e domingos, às 12h.

"Je m’appelle Abou" ("Eu me chamo Abou") foi a primeira frase dita por um menino marfinense ao ser encontrado escondido dentro de uma mala pelo raio-x da imigração espanhola na cidade de Ceuta, fronteira com Marrocos. Envolto entre as roupas, a cena foi mais um caso a realçar a situação de refugiados no mundo.

De forma lúdica e poética, o coletivo O Bonde retrata a situação de abandono e ausência de condições básicas de sobrevivência a que muitas crianças são submetidas, sobretudo as negras, no processo de imigração em massa de africanos para o continente europeu. Este é o ponto de partida para a construção do espetáculo baseado no texto homônimo da dramaturga, cronista e roteirista negra Maria Shu.

Para o diretor Ícaro Rodrigues o que mais chama a atenção é a forma como o garoto enfrenta suas dificuldades. “O Abou é um grande guerreiro que lida com a pobreza, com a fome e com a condição de refugiado, mas encontra forças para ressignificar a realidade em que está inserido”.

A partir de uma pesquisa afrocentrada e inspirados nos contadores de histórias africanos, os griots, o elenco conta a trajetória de Abou e sua família. Os atores não fingem ser a criança, são narradores do processo migratório e da forma como a vida dele dialoga com as realidades de tantas crianças das periferias brasileiras.

Trata-se de uma maneira de dialogar com as crianças negras daqui e com as que aqui chegam. “Para nós, negros, é como um resgate no processo artístico entender quais os momentos que nos vimos, quando crianças, dando outros sentidos para suportar alguma situação no país racista em que vivemos”, reflete a atriz Marina Esteves ao relacionar o espetáculo com suas infâncias.

“O Abou é nosso pequeno herói negro que vê o mundo de forma lúdica e criativa para minimizar um pouco as violências físicas e psicológicas que sofre. Ele transforma tudo em magia, imaginação, brincadeira e afeto para poder contar um pouco desse processo tão cruel nesse tempo em que vivemos de agressões à comunidade negra”, relata o ator Filipe Ramos.

Para o grupo, de um modo geral, no teatro infantil faltam referenciais de crianças negras quando se trata de representação e de influências. “Nós temos poucos personagens de desenhos animados e de videogames que são negros e não estão associados a uma imagem criminosa. É um processo maior do que o próprio teatro infantil, isso nos motivou a montar esse texto para conversarmos com as crianças negras e trazermos a imagem e os costumes do povo preto”, aponta Rodrigues.

A peça retrata um fato e destaca uma realidade que não para de crescer. Segundo estatísticas da ONU, em 2015 o número de refugiados no mundo ultrapassou os 60 milhões. "A dor e a violência estão ali, mas há outro modo de denunciar quando colocamos outros artifícios. O espetáculo está neste lugar, onde precisamos contar algo pesado de outro modo para crianças. O desafio está em fabular esse fato a partir da leveza e da poesia”, destaca o ator Jhonny Salaberg.

A cenografia, assinada por Eliseu Weide, traz uma parede de malas que “inicialmente revela a savana, o espaço onde Abou morava, a África. Com o passar do tempo elas vão se fechando e vem a viagem. Tudo sai de dentro delas simbolizando a memória de Abou, ao mesmo tempo em que essas malas representam o alto número de refugiados”.

A direção musical de Cristiano Gouveia traz referências sonoras, rítmicas e melódicas das cantigas tradicionais africanas. “Algumas são em línguas africanas como o yorubá, pois é importante trazer essa referência da palavra falada africana”, exalta Gouveia. “Dentro das composições originais que criei para peça, também traduzi letras para línguas africanas para ampliar o repertório. A música também funciona como um elemento narrativo do espetáculo, uma dramaturgia musical”, completa. A violonista Ana Paula Marcelino e o percussionista Anderson Sales tocam ao vivo.

Apesar de tratar de um tema forte, o coletivo O Bonde entendeu que o primeiro passo do grupo seria conversar com as crianças negras. “São tantas as narrativas em torno da negritude que entendemos que seria importante falar primeiro com as crianças. Esse primeiro olhar busca que elas se sintam representadas, retratas e com possibilidade de fala, de diálogo e de escuta”, revela Filipe Ramos.

O Bonde
O Bonde é um coletivo de teatro formado por artistas negros, oriundos da Escola Livre de Teatro de Santo André. Tem como pesquisa de linguagem o teatro negro e sua diásporas contemporâneas que reverberam materialidades invisibilizadas, não vistas no fazer teatral.

Formado por atores e bailarinos que investigam o corpo negro periférico e trabalham a construção de um imaginário antirracista a partir de diversas formas de representatividade. Em 2018 foi contemplado pela 8° edição do Prêmio Zé Renato com a montagem do espetáculo infantil Quando eu morrer, vou contar tudo a Deus.

O coletivo formado por Ailton Barros, Filipe Ramos, Jhonny Salaberg e Marina Esteves enegrece a cena teatral paulistana e brasileira e busca de dar voz às narrativas apagadas pela história.

Sinopse
"Quando Eu Morrer, Vou Contar Tudo a Deus"
Baseado numa história real, o espetáculo conta as aventuras de Abou, um menino africano que foi encontrado dentro de uma mala, tentando entrar no continente europeu. Ao som de tambores e violão, quatro atores-narradores contam a história deste refugiado que, junto com sua mala Ilê - companheira, abrigo e animal de estimação - enfrentou dificuldades com criatividade, imaginação e coragem.

Ficha técnica
Texto | Maria Shu
Direção | Ícaro Rodrigues
Elenco | Ailton Barros, Filipe Ramos, Jhonny Salaberg e Marina Esteves
Instrumentistas | Ana Paula Marcelino e Anderson Sales
Direção musical e Trilha sonora | Cristiano Gouveia
Preparação vocal | Renata Éssis
Preparação corporal | Mariane Oliveira
Cenografia e Figurino | Eliseu Weide
Assistência de cenografia e figurino | Carolina Emídio e Iasmin Ianovale
Criação e operação de luz | Kenny Rogers
Foto e vídeo | Tide Gugliano
Produção geral | O Bonde
Produção executiva | Paloma Rocha
Assessoria de imprensa | Elcio Silva
Realização da produção | Secretaria de Cultura, Prêmio Zé Renato, Cooperativa Paulista de Teatro e O Bonde
Realização da temporada | Sesc São Paulo

Serviço
"Quando Eu Morrer, Vou Contar Tudo a Deus"
De 23 de março a 14 de abril de 2019. Sábados e domingo, às 12h.
Local: Teatro (364 lugares).
Ingressos: R$ 20,00 (inteira); 10,00 (aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e servidor da escola pública com comprovante) e R$ 6,00 (credencial plena do Sesc - trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).  O ingresso é gratuito para crianças de até 12 anos acompanhadas por responsável. Vendas somente nas bilheterias das unidades do Sesc.
Recomendação etária: Livre.
Duração: 60 minutos.

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.
Belenzinho – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700
www.sescsp.org.br/belenzinho


*Elcio Silva é jornalista, assessor de imprensa cultural na USP e especialista em Mídia, Informação e Cultura pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. Produz e apresenta às quintas-feiras o quadro cultural Caminhos da Cultura na Rádio USP (93,7 FM).

.: Samantha Schmütz protagoniza comédia baseada em peça teatral

Samantha Schmütz promete mais uma personagem brilhante. Crédito: Helena Barreto
A comédia "Não Vamos Pagar Nada" começou a ser rodada esta semana no Rio de Janeiro, com Samantha Schmütz, que promete levar o público às gargalhadas com uma nova personagem: Antônia. Com produção de A Fábrica, distribuição da H2o Films e coprodução da Globo Filmes, o filme marca a estreia de João Fonseca na direção de longas. O roteiro é de Renato Fagundes e é a primeira adaptação para o cinema da famosa peça do italiano Nobel de Literatura Dario Fo.

Samantha interpreta uma típica mulher brasileira, que faz malabarismos para viver com pouco dinheiro, mas sem perder o bom humor. No elenco principal estão Edimilson Filho, Flávia Reis, Leandro Soares, Fernando Caruso e Flávio Bauraqui. O texto original é de 1974, mas no filme a ação é transposta para o Brasil atual, mantendo os valores universais e atemporais da obra: um olhar ácido e hilariante, mas esperançoso, sobre moral, desigualdade e relações de poder nas sociedades contemporâneas.

Nessa comédia elétrica, Antônia (Samantha Schmütz) está desempregada e perde a cabeça quando percebe que seu dinheiro já não vai dar para nada. Ela cuida da casa simples em que mora com o marido, João (Edimilson Filho), um sujeito honesto, religioso e de valores inflexíveis. No meio do mês, vai ao mercado e descobre que não vai conseguir nem comprar o básico. Tudo aumentou e, pra piorar, o novo dono do único mercado do bairro é um sujeito sem coração, que não aceita fiado. Quando reclama com o funcionário que quer remarcar o preço da lata de milho que acabou de pegar na prateleira, Antônia acaba contagiando  os outros clientes - que também não aceitam os reajustes

Diante das ameaças do insensível e mercenário dono do mercado, o povo vai mais longe e decide: então ninguém vai pagar nada! Na confusão, Antônia acaba levando o que encontra pela frente, mas quando chega em casa tem que esconder as sacolas não só do marido, como dos policiais que aparecem para investigar o caso.

Sinopse
A vida não está fácil pra ninguém e a grana é cada dia mais curta para Antônia (Samantha Schmütz), que está desempregada. Mas ela não perde o senso de humor nem quando se mete numa enorme enrascada. Indignada com o aumento dos preços no único mercado do bairro, que ainda por cima não aceita mais fiado, a dona de casa arma um escândalo e acaba contagiando os outros clientes que, como ela, estão sem dinheiro para pagar a conta. 

Num grito de guerra, eles avisam: “Não Vamos Pagar Nada!”. Na confusão, Antônia se empolga e também leva tudo o que vê pela frente: legumes, verduras, frutas e até alpiste e carne enlatada para... cachorro. Agora, ela vai precisar de muito jogo de cintura para esconder essa loucura do marido, que é todo certinho e, ainda, driblar os policiais que investigam o caso. Comédia. Direção: João Fonseca. Com Samantha Schmütz, Edimilson Filho, Flávia Reis, Leandro Soares, Fernando Caruso e Flavio Bauraqui.

Elenco | Personagens
Samantha Schmütz - Antônia
Edimilson Filho - João
Flávia Reis - Margarida
Leandro Soares - Luís
Fernando Caruso - Policial Civil
Flávio Bauraqui - Policial Militar
Criolo - Funcionário do mercado (participação especial)

Ficha Técnica | "Não Vamos Pagar Nada"
Baseado na obra de Dario Fo
Direção - João Fonseca
Produzido por Luis Noronha
Adaptação e Roteiro - Renato Fagundes
Produção Executiva - Cecilia Grosso e Samanta Moraes
Produtor Associado - Carlos Diegues
Direção de Fotografia - Julio Constantini
Direção de Arte - Denis Netto
Figurino - Nello Marrese
Maquiagem - Mari Pin
Produtora de Elenco - Marcela Altberg
Diretora de Produção - Claudia Novaes
Som Direto - Marcel Costa
Edição - Bernardo Pimenta
Trilha Sonora Original - Lucas Marcier

.: 100 anos de Tatiana Belinky: TV Cultura presta homenagem à escritora


Com mais de 100 livros publicados, Tatiana Belinky deixou um legado importante para alfabetização e formação de muitas gerações de brasileiros e brasileiras. Nascida na Rússia e radicada no Brasil por  84 anos, a autora completaria seu centenário em março de 2019. 

Para celebrar a vida e obra da escritora – que faleceu em 2013 –, a TV Cultura exibe dois programas sobre Tatiana. Neste domingo, dia 17, às 15h30, vai ao ar o "Especial Tatiana Belinky – A Menina Trança Rimas". Já na segunda-feira, dia 18, às 11h15 e às 17h15, o "Quintal da Cultura" a homenageia com uma edição especial. Vão ao ar na emissora e no aplicativo Cultura Digital.



"Especial Tatiana Belinky – A Menina Trança Rimas"
No domingo, dia 17 de março, às 15h30, é exibida uma reedição do episódio de "Teatro Rá-Tim-Bum" dedicado a autora, que foi ao ar originalmente em 2009. Narrada por um marcador de livros que caminha por uma biblioteca, a história traz momentos marcantes da trajetória pessoal e profissional da autora responsável por clássicos como "Coral dos Bichos", "Limeriques", "O Grande Rabanete", entre outros. Por meio de contação de histórias criadas pela própria autora e de linguagens lúdicas como a poesia e a música, o episódio recria e explora o universo fantástico criado por Belinky desde muito nova.

Com foco principalmente no desenvolvimento de sua criatividade enquanto criança, a edição é protagonizada pela atriz Vitória Zimmermann, que interpreta Belinky aos 10 anos. O especial ainda conta com a atuação de Tatiana, que, vestida de bruxa, despeja no caldeirão suas histórias de rir, chorar, ter medo, ter raiva e se emocionar; e com a participação de nomes como Antônio Abujamra, Manuel da Costa Pinto, Felipe Reis e Monica Nassif, além dos bonecos Júlio e Caco, do "Cocoricó".



"Quintal da Cultura – Especial Tatiana Belinky"
Já na segunda-feira, 18 de março, dia em que Tatiana Belinky completaria 100 anos, o "Quintal da Cultura" homenageia a  grande escritora infantojuvenil com uma edição especial inédita. O programa irá ao ar em dois horários, às 11h15 e às 17h15. Na edição, Bruxoteia se prepara para ir a uma reunião especial no fã-clube da escritora Tatiana Belinky. Mas o sumiço de algo muito importante a faz se atrasar para o evento.

O programa é protagonizado pelos personagens já conhecidos e amados da atração: Bruxoteia (Doroteia), Corcovico (Ludovico) e Osório. Além de contar também com a presença de Giba Pedroza – roteirista de A Menina Trança Rimas –, que narra histórias de autoria de Tatiana, e do músico, escritor e palhaço Cláudio Thebas, que recita poemas da literata russa.

Serviço
"Especial Tatiana Belinky A Menina Trança Rimas"
Exibição: Domingo (17/3), às 15h30
Na TV Cultura e no app Cultura Digital

"Quintal da Cultura –  Especial Tatiana Belinky"
Exibição: Segunda, às 11h15 e  às 17h15 
Na TV Cultura e no app Cultura Digital

.: Briga de gigantes: a corrida do streaming atrás do Netflix

Por Roney Giah


Em Hollywood, a expressão “produção Netflixiana” é quase tão comum como produção Hollydyana. Até Spielberg entrou em uma briga, recentemente, fazendo uma campanha para a retirada de filmes produzidos pelo Netflix no pleito ao Oscar. Perdeu, obviamente. Em uma guerra como essa é esperado muito dinheiro, know-howem produção, estratégia e tecnologia. Os velhos lobbies da indústria cinematográfica não serão suficientes para combater essenovo formato de entretenimento.

Enquanto a Netflix anuncia que vai investir, em 2019, US$ 15 bilhões em conteúdo original, e a Amazon – vice-líder na categoria investirá US$ 6 bilhões –,demais interessados no mercado de streamingcomo Facebook, YouTube, Apple, DC Universe e Disney, que prepara o lançamento de sua própria plataforma em 2020, estão demorando abrir as carteiras para entrar na corrida.

Entre elas, a que parece mais entender o tamanho do desafio é a Disney. Com anúncio de investimento em conteúdo original de US$ 16 bilhões para 2019 (US$1 bi a mais do que a Netflix), a recente aquisição da Fox e investimentos feitos em tecnologia – como a aquisição da BAMTech, que fará o back-end da sua infraestrutura streaming – a empresa do Mickey Mouse promete entrar para a corrida pelo primeiro lugar, o que beneficiará tanto os usuários como a indústria audiovisual.

Essa agressividade de investimento da Disney não é gratuita: qualquer um dos novos players que desejarem uma parcela de market sharedo streaming, deve ter em mente que a Netflix lidera o mercado com 137,1 milhões de usuários no mundo e detém 51% dos usuários de streaming nos Estados Unidos.

No Brasil, a Globo também se prepara, anunciando o aumento de investimento em 2019 na plataforma GloboPlay. Embora não revele números, a movimentação revela uma atitude de preocupação em se posicionar na corrida streaming no país.

Um fator que pode desestabilizar essa corrida – e que é pouco levado em conta em muitas análises – é a tecnologia, uma vez que os algoritmos terão uma parcela importante desse sucesso. Facebook, YouTube e Apple prometem usar um Big Data próprio para oferecer ao mercado produtos mais assertivos e uma divulgação mais eficiente a determinados targets. Resta, agora, esperar as próximas jogadas e preparar a pipoca.

Roney Giah é fundador da Doiddo Filmes. Formado em música pelo MIT de Los Angeles e em Engenharia de som pelo I.A.V., Giah trabalha desde 1996 como produtor de áudio & account director produzindo trilhas e coordenando o audio de campanhas para marcas como Colgate, HSBC, Pringles, Mattel, Zorba, Bank of America, AOC, Lojas Marisa para as principais agências do mercado. Em 2014, fundou a Doiddo Filmes expandindo sua atuação para a produção audio visual. Como diretor de cena e de animação, já trabalhou para agências como WMcCann, Young & Rubicam, Talent Marcel, Havas WW, Mullen Lowe Brasil para marcas como NET, Nestlé, ASICS, TNT Energy Drink, Kaiser, Telecine, Merck Sharp & Dhome e Shopping D. Em 2016, Giah conquistou dois Cannes: um Leão de Ouro e um Leão de Prata com o videocase “Parkinsounds” e com a mesma peça ganhou 3 Clio Awards (2 de ouro e um de prata). Em 2017, Roney ganhou mais um Cannes: Leão de Prata na categoria entertainment for music. Em 2018, foi escolhido pelo grupo Fox para dirigir a série “Escolinha dos Deuses”. 

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