sábado, 3 de julho de 2021

.: Oráculo Cia. em "Diários Marginais" no site do Teatro Bibi Ferreira


Companhia de teatro continua a comemorar os seus 25 anos de fundação em julho. A Oráculo Cia. de Teatro, que em julho dará prosseguimento às comemorações dos seus 25 anos de fundação, com a apresentação online, pelo site do teatro Bibi Ferreira, de São Paulo, do espetáculo "Diários Marginais: um encontro com Lima Barreto e João do Rio". O texto dos atores Wagner Brandi e Gilson Gomes é inspirado na vida e obra dos dois grandes escritores e cronistas do Rio de Janeiro do início do século XX. A direção é de Luiz Furlanetto.


Dentro das comemorações dos 25 anos de sua fundação, a Oráculo Cia de Teatro apresentará durante o mês de julho o seu grande sucesso “Diários Marginais: um encontro com Lima Barreto e João do Rio”, com transmissão online pelo site do Teatro Bibi Ferreira, de São Paulo. A peça, gravada no molde cineteatro, será exibida aos sábados, sempre às 17h30, com ingressos a R$ 30, que podem ser adquiridos no link www.sympla.com.br/teatrobibiferreiraplay.

Fundada pelos atores Gilson Gomes, Wagner Brandi e Neila Tavares, em 1996, a Oráculo iniciou as celebrações em fevereiro com a mesma peça, recebendo muitos elogios da crítica e do público. “Diários Marginais” retrata o encontro fictício dos escritores Lima Barreto e João do Rio, dois dos grandes cronistas do Rio de Janeiro do início do século XX.

"O espetáculo mostra os últimos dias de delírio de Lima Barreto, confinado em sua biblioteca para terminar 'Cemitério dos Vivos', sua obra inacabada. Durante seus delírios, Lima tem um encontro com João do Rio, e a partir daí travam um verdadeiro duelo em defesa de suas ideias", relata Gilson Gomes, que representa Lima Barreto.

Gilson escreveu o texto juntamente com Wagner Brandi, que interpreta o João do Rio na peça e, recentemente integrou o elenco da novela “Gênesis”, da TV Record, fazendo o papel do médico Sagai. O centenário da morte de João do Rio foi muito lembrado no último dia 23 de junho. Seu enterro, em 1921, teve a presença de 100 mil pessoas.

"Um de nossos maiores objetivos com este texto foi preservar e resgatar a vida e a obra desses grandes escritores brasileiros. Ao juntar os dois, propomos algo inédito e inovador nos palcos brasileiros, pois apesar de terem vivido a mesma época, nascidos no mesmo ano (1881) e morrido um ano após o outro (João do Rio, em 1921, e Lima Barreto, em 22), nunca se encontraram, apenas trocavam 'farpas' literárias através de suas obras", explica Wagner Brandi.

A montagem, que tem a direção de Luiz Furlanetto (Prêmio Shell de Melhor Direção por Transpotting, em 2011), fez a sua estreia em 2015, no Sesc Tijuca. Em 2016 foi selecionada no Edital da Funarj para circulação nos seus equipamentos culturais e se apresentou nos teatros Armando Gonzaga e Arthur Azevedo. Participou ainda do projeto Paixão de Ler, realizado pela Secretaria Municipal de Cultura e a Prefeitura do Rio de Janeiro, e também foi convidada para integrar a programação do Salão Carioca do Livro, no Pier Mauá, Armazém 3, na Zona Portuária do Rio de Janeiro. O espetáculo esteve ainda no 3º Festival de Teatro do Centro Cultural Midrash, e se apresentou na Flip 2017, a convite do Coletivo João do Rio, numa mostra paralela. Além disso, participou do Circuito Sesi Cultural e fechou a agenda de 2017 no Centro Cultural Parque das Ruínas.

Recentemente o grupo foi convidado para adaptar o espetáculo em longa-metragem pelo cineasta Oswaldo Lioi, que também dirigiu e adaptou a montagem teatral para a internet. O espetáculo e o trabalho do grupo serão publicados no livro “Bastidores: a História do Teatro Brasileiro”, de autoria do jornalista e pesquisador teatral Simon Khoury.Ainda dentro das comemorações do seu 25º aniversário, a Oráculo montará este ano mais duas peças inéditas: “A Confissão”, de Eduardo Lamas, e “Diário da Lua”, segundo texto da trilogia “Diários” que também escrita a quatro mãos pela dupla Gilson e Wagner.


Um pouco da história
Após a sua fundação, a Oráculo mergulhou num trabalho de pesquisa até se decidir por sua primeira montagem. Então, em 1996, estreou com O Assalto, de José Vicente, participando do VI Festival Carioca de Novos Talentos, realizado pelo RioArte, da qual recebeu a indicação de Melhor Ator (para Gilson Gomes), também concorrendo à categoria Melhor Espetáculo. O grupo ao longo de sua existência vem desenvolvendo o projeto "A Literatura sob o Olhar Teatral", que tem como objetivo levar para o palco obras literárias de grande valor, tendo como principal proposta tratar o homem em relação ao mundo em que vive.

A companhia já adaptou para o teatro a peça América, de Franz Kafka (adaptação, concepção e direção de Paulo Afonso de Lima, 1998), com temporada no antigo Museu do Telephone, hoje Oi Futuro, e participando do V Festival Veiga de Almeida, no qual recebeu 7 indicações a prêmio. Durante aquele período recebeu convites para o Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (Porto) em Portugal.

A Oráculo ainda montou “O Capote”, de Gogol (adaptação, concepção e direção de Paulo Afonso de Lima, 1999); “O Mandarim”, de Eça de Queirós(adaptação de Gilson Gomes e direção de Wagner Brandi, 2001), apresentado no evento internacional Eça entre milênios: pontos de olhar, realizado pelo Instituto Camões de Portugal;“Uma Lenda Quixotesca”, adaptação de “Dom Quixote” (feita por Gilson Gomes); “Oh, Nelson Rodrigues, Que Adoráveis Criaturas!”, adaptação para o teatro da vida e obra literária de Nelson Rodrigues, realizado no centenário do autor, por Neila Tavares (com direção de Wagner Brandi, 2012); “Riso Invisível” (2013), de Francisco Alves PH, texto escrito para os atores Gilson Gomes e Wanderlei Nascimento, com direção de Wagner Brandi; “Amor por anexins ou Uma Consulta”, adaptação da obra de Artur Azevedo (2015/2016), por Gilson Gomes, com direção de Wagner Brandi, com apresentações pela Secretaria Municipal de Cultura, Bibliotecas Parques, Circuito Sesc e Casa da Gávea. Entre outras.

Depois de “Diários Marginais”, na década passada, a companhia montou “Torturas de um coração”, de Ariano Suassuna (2018/2019), circulando por vários equipamentos culturais do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, com sucesso de crítica e público.


Ficha técnica de “Diários Marginais: um Encontro com Lima Barreto e João do Rio
Local:
transmissão online no site do Teatro Bibi Ferreira (www.sympla.com.br/teatrobibiferreiraplay)
Datas: aos sábados, nos dias 3, 10, 17, 24 e 31 de julho
Horário: 17h30
Ingresso: R$ 30 (www.sympla.com.br/teatrobibiferreiraplay)
Texto e atuações: Gilson Gomes e Wagner Brandi
Direção do espetáculo teatral: Luiz Furlanetto
Direção do espetáculo Cineteatro e Direção de arte: Oswaldo Eduardo Lioi
Cenografia: Ianara Elisa
Video mapping: Mayara Ferreira
Edição de vídeo: Mayara Ferreira e Ciáxeres Régio
Fotografia: Leonardo Pergaminho
Design gráfico: Alexandre Muner
Iluminação: Djalma Amaral
Iluminação Cineteatro: Wagner Brandi e Ianara Elisa
Operador de luz: Ianara Elisa
Direção musical: Charles Kahn
Músicas originais para o espetáculo: Wagner Brandi
Direção de palco: Ana Paula Casares
Assessoria de imprensa: Eduardo Lamas
Filmagem do espetáculo: Júlio Kummer
Produção executiva: Oráculo Cia. de Teatro
Coordenação do projeto: Gilson Gomes
Realização: WGL Produções e Eventos & Kadiwéu  Projetos Artísticos 
Classificação: 12 anos
Duração: 60 minutos


sexta-feira, 2 de julho de 2021

.: "O Corvo - Edição Definitiva": o clássico dark em incrível versão HQ


E se a morte não fosse o fim para quem deseja vingança? A partir de uma tragédia pessoal, James O’Barr criou a história de Eric Draven, o protagonista de "O Corvo" que retorna para perseguir seus assassinos depois que estes interromperam uma vida de sonhos ao lado de sua amada Shelly. Essa história clássica chega na versão graphic novel "O Corvo - Edição Definitiva" publicada pela Darkside Books.

Sucesso desde quando começou a ser publicada de forma seriada e independente, em 1981, a jornada espiritual e a incapacidade de vencer o luto tocaram fundo os leitores, que se aproximaram de O’Barr, muitos de forma reverente. Outra tragédia marcaria o personagem: na adaptação de "O Corvo" para o cinema, Brandon Lee, que interpretava o protagonista, foi morto acidentalmente durante as filmagens, por uma bala de verdade, que deveria ser de festim. 

Todos esses incidentes, aliados à arte em preto e branco, as citações musicais de ícones do pós-punk e o lirismo de James O’Barr, carregam na graphic novel "O Corvo - Edição Definitiva" com uma sombria melancolia, que cativou e tocou o coração dos leitores ao redor do planeta.


.: Novo Curta "O Bem, o Bart e o Loki" mistura "Os Simpsons" e Marvel


Pôster para o novo curta de Os Simpsons com tema da Marvel já disponível. A plataforma de streaming anuncia também promoção com assinatura a R$1,90 no primeiro mês. Válida de 1º a 7 de julho para novos assinantes.


O Disney+ anunciou "O Bem, o Bart e o Loki", um novo curta-metragem de "Os Simpsons" com tema da Marvel, que estreará na quarta-feira, dia 7 de julho. No novo curta que chega exclusivamente ao Disney+, Loki é banido de Asgard mais uma vez e deve enfrentar seus maiores adversários até agora: os Simpsons e os mais poderosos heróis de Springfield. O Deus da Trapaça se junta a Bart Simpson no impressionante evento crossover em homenagem ao Universo Cinematográfico Marvel de super-heróis e vilões.

Tom Hiddleston retorna como a voz de Loki no novo curta de animação. O Deus da Trapaça será visto ao lado de muitos personagens favoritos de Os Simpsons. O pôster de "O Bem, o Bart e o Loki", inspirada no poster de "Vingadores: Ultimato da Marvel Studios", já está disponível. "O Bem, o Bart e o Loki" é o segundo de uma série de curtas Disney+ de "Os Simpsons" que destacam as marcas e títulos ilustres do serviço.

O curta-metragem com tema "Star Wars" lançado anteriormente, Maggie Simpson em "O Despertar com Força da Soneca", já está disponível no Disney+. Novos episódios da série original da Marvel Studios, "Loki", são lançados às quartas-feiras no Disney+.

.: Festival de Inverno - Grupo Tapa: Norival Rizzo em peça de Pirandello


Montagem retorna com André Garolli no papel título, além da presença de Antoniela Canto, e como novidade tem a entrada de Norival Rizzo no elenco. Foto: Ronaldo Gutierrez

O Festival de Inverno - Grupo Tapa tem como atração no próximo final de semana, dias 3 e 4 de julho, "Cecé", de Luigi Pirandello com direção de Eduardo Tolentino de Araujo. A montagem retorna com André Garolli no papel título, além da presença de Antoniela Canto, e como novidade tem a entrada de Norival Rizzo no elenco. O festival tem espetáculos diferentes toda semana e vai até 1 de agosto. Todos foram gravados no palco do Teatro Aliança Francesa.

A comédia de Luigi Pirandello é colocada no contexto do Brasil atual e também conta com André Garolli no papel título, além da presença de Antoniela Canto. Toda programação é realizada com espetáculos online e gravados no palco do Teatro Aliança Francesa. O Festival de Inverno - Grupo TAPA tem como atração no próximo final de semana, 3 e 4 de julho, "Cecé", de Luigi Pirandello com direção de Eduardo Tolentino de Araujo. O festival tem espetáculos diferentes toda semana e vai até dia 1º de agosto. Todos foram gravados no palco do Teatro Aliança Francesa.

A montagem retorna com André Garolli no papel título, além da presença de Antoniela Canto, e como novidade tem a entrada de Norival Rizzo no elenco. Cecé, apelido de César Gazolli, é o protagonista do ato único escrito em 1913 e estreado em 1915. Com um brilho e leveza incomum, ilumina uma situação de ambiguidade e imoralidade.

No seio do teatro de corrupção política, se move, "Cecé", lobista que transita num mundo de favores, privilégios e clima clientelista. Suas trapalhadas envolvem o conselheiro de uma empreiteira e uma garota de programa. “Pequenos ajustes deixaram o texto atemporal e sem localização definida, afinal a corrupção endêmica são a mesma no mediterrâneo quando deste lado do atlântico", afirma o diretor, Eduardo Tolentino de Araujo.

A transmissão será pela plataforma Zoom. Os ingressos têm preços populares de R$ 20 e o público pode contribuir com outros valores para a campanha SOS Tapa. A venda é feito Sympla. Também estão confirmadas "O Urso" (10 e 11 de julho) e "O Pedido de Casamento" (17 e 18 de julho), ambos de Anton Tchekhov; "A Mais Forte", de August Strindberg (24 e 25 de julho); e "Despedida de Solteiro", de Arthur Schnitzler (31 de julho e 1º de agosto).


Serviço
O Festival de Inverno - Grupo Tapa
https://www.sympla.com.br/produtor/teatroaliancafrancesaonline
Ingressos:
R$ 20 (Ingresso único), R$ 35 (SOS Tapa), R$ 50 (SOS Tapa), R$ 75 (SOS Tapa), e R$ 100 (SOS Tapa).

"Cecé", de Luigi Pirandello - Estreia
Dias 3 e 4 de julho, sábado e domingos, às 19h
Texto: Luigi Pirandello. Direção: Eduardo Tolentino de Araujo. Elenco: André Garolli, Antoniela Canto e Norival Rizzo. Fotos: Ronaldo Gutierrez. Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Captação de vídeo e fotografia da transmissão: Gito Fernandez. Captação e edição de áudio: Henrique Maciel e Lucas Bulhões. Assistência de produção: Nando Barbosa, Nando Medeiros e Rafaelly Vianna. Produção geral: Ariel Cannal. Duração: 30 minutos. Classificação etária: livre.


.: Thiago Ventura apresenta o show "Modo Efetivo" no Teatro Claro Rio


Dia 3, próximo sábado, o Theatro Claro, em Copacabana, reabre as portas com a presença de público. Apenas com 40% de capacidade. Apresentação acontece dia 3 de julho, sábado, às 20h, com apenas 40% da capacidade do teatro e seguindo todos os protocolos de segurança. Foto: Juliana Nunes

No próximo dia 3 de julho, sábado, às 20h, o Teatro Claro Rio recebe o ator Thiago Ventura com o show de humor “Modo Efetivo”. A apresentação é um teste para o retorno do público ao teatro com segurança e acontecerá com 40% da capacidade total do teatro e seguindo todos os protocolos de segurança. Em seu quarto show solo Ventura se aproxima mais uma vez da realidade do público falando sobre os primeiros relacionamentos amorosos, sexualidade e as relações cotidianas.

Thiago é um dos maiores comediantes de stand up comedy da atualidade. Com sua personalidade irreverente, se destacou no cenário da comédia com o estilo "de quebrada" e por fazer piada com assuntos do dia a dia e vivências da periferia, fazendo com que milhares de pessoas que nunca haviam estado no teatro, pudessem se identificar e rir.

Administrador de empresas e ex-bancário, Thiago Ventura Iniciou sua carreira como comediante em 2010 e desde então se apresentou nos maiores festivais, casas de comédia e teatros do Brasil. Com mais de 4 milhões de inscritos em seu canal de Youtube, seus vídeos alcançam resultados surpreendentes. Alguns deles já geraram mais de 20 mil compartilhamentos e cerca de 50 milhões de views. Nas redes sociais, o humorista também é sucesso, acumulando mais de 4,2 milhões de seguidores no Instagram.

Realizou inúmeras turnês nacionais e internacionais com os shows “Isso é Tudo o que Eu Tenho”, “Só Agradece” e “Pokas”. Atualmente está em seu 4º solo de stand up o “Modo Efetivo”. É fenômeno de público e crítica por onde passa, já participou dos maiores festivais de comédia do Brasil. Faz parte do elenco dos grupos: 4 Amigos, Comédia ao Vivo e a Culpa é do Cabral. Em 2017 e 2018 fez turnê internacional no Japão, Estados Unidos e Europa (Lisboa, Dublin, Galway, Amsterdã, Bruxelas, Londres e Paris).

Em 2019, fez parte de uma grande projeto de comédia internacional da Netflix, o especial de stand up "Comediantes do Mundo”, participou dele ao lado dos comediantes Afonso Padilha e Mhel Marrer. Nesse mesmo ano, foi o primeiro comediante de stand up comedy a ganhar o Prêmio de Humor idealizado por Fábio Porchat na categoria Melhor Texto com o show solo “Só Agradece”. Em 2.020 estreou seu especial de comédia “Pokas”, na Netflix, no dia 2 de julho.

Nesse especial divertido, ele fez piada com a vida na quebrada, deixando claro que ações falam mais do que palavras. Em São Paulo, o espetáculo ficou em cartaz no ano de 2019 no Teatro Frei Caneca e foi assistido por mais de 100 mil de pessoas. Agora o espetáculo ganha o mundo por meio da Netflix. A apresentação está disponível na plataforma e ficou entre os top 10 durante algumas semanas, a gravação aconteceu em dezembro de 2.019 no Teatro Liberdade, na capital de São Paulo, onde estará em cartaz com o novo espetáculo.


Thiago Ventura - "Modo Efetivo"
Local:
Teatro Claro Rio – Rua Siqueira Campos, 143 – 2º piso – Copacabana
Dia: sábado, dia 3 de julho
Horário: 20h
Ingresso: R$ 80 (balcão) / R$ 90 (frisa) / R$ 120 (plateia)
Vendas: https://bileto.sympla.com.br/event/67935/d/101285
Capacidade: 263 lugares (capacidade de 40%)
Classificação: 16 anos
Duração: 80 minutos


.: "Cachimônia", da Cia. Artinerant's: graça e sensualidade no YouTube


A Cia Artinerant's se apresenta pelo YouTube. O espetáculo que será apresentado será o "Cachimônia" que mistura graça e sensualidade para retratar o jogo envolvente de um casal, através de acrobacias, equilibrismo, magia, truques e muito bom humor.  Em “Cachimônia” duelos de acrobacias, equilibrismo e magia retratam o jogo envolvente de um casal. Foto: Paulo Barbudo


Nesta sexta-feira, dia 2 de julho de 2021, às 20h, a Cia Artinerant’s - grupo de Maíra Campos e Daniel Pedro, ou Nié, acrobatas que também integram o Circo Zanni desde 2004 - apresentam o espetáculo “Cachimônia” no canal do Youtube, que pode ser acessado no link www.youtube.com/channel/UCyg_cfCbDO0eFDdehmitMtg. Provocante e envolvente, o espetáculo “Cachimônia” mostra as peripécias de um casal de acrobatas imersos num relacionamento intenso e cheio de reviravoltas.

O espetáculo mistura circo, música, humor e artes plásticas para criar situações insólitas, que carregam truques, magia, acrobacia e equilibrismo. Um duelo de acrobacias e danças utilizando elementos como cartas de baralho, taças de vinho, pés, mãos e cabeças em compasso, que denotam a intimidade e sincronia do casal. No maior estilo “a gata e o rato”, a dupla inicia uma perseguição, um jogo de facas tenso e sedutor, mantendo a curiosidade e atenção dos espectadores.

A beleza e tensão continuam em cenas de equilíbrio sob garrafas e cadeiras com salto alto, entre outras. Com duplo sentido, o título do espetáculo “Cachimônia” é um termo que remete à cachola (popular referência ao sofisticado intelecto ou à cabeça) e pode significar a paciência e o equilíbrio, no caso, a do casal ao enfrentar o cotidiano com seus altos e baixos, ou a coragem deles em virar esse cotidiano de ponta-cabeça com saltos acrobáticos e notas musicais.

Com direção de Tato Villanueva – ator, palhaço e diretor argentino reconhecido por sua excelência na arte de atuar e ensinar a arte circense, “Cachimônia” contou ainda com a direção de Lu Lopes, a palhaça Rubra, que também dirigiu os outros espetáculos da trilogia do grupo Artinerant’s: Vizinhos e Balbúrdia. A apresentação faz parte da 1ª Mostra de Repertório da Artinerant’s. As ações fazem parte do projeto aprovado no ProAC Expresso da Lei Aldir Blanc. 

A programação segue de modo remoto e gratuito, com apresentações em algumas sextas-feiras dos meses de Julho e Agosto da trilogia composta pelos espetáculos“Vizinhos” (2014), “Balbúrdia” (2017) e “Cachimônia” (2019). As montagens foram filmadas na lona do Circo Zanni, durante o mês de março, sem público em razão da pandemia, e a Artinerant’s exibe os filmes no canal do YouTube da companhia. Usando a sátira de forma leve e bem humorada, os artistas além de atuar, são músicos, dançarinos, cômicos, equilibristas, acrobatas, mímicos e ilusionistas. 

Ao levar para o ambiente virtual os gestos precisos e coreografados, se apoiando sem medo no circo que dominam tão bem, os performáticos artistas pretendem surpreender o público com uma produção audiovisual de alta qualidade, abusando da inventividade do circo para se adaptar a esse novo formato.


Programação 1ª Mostra de Repertório da Artinerant’s
Espetáculo "Cachimônia"
Um espetáculo que mistura circo, música, humor e artes plásticas para criar situações insólitas, que carregam truques, magia, acrobacia e equilibrismo. Com duplo sentido, o título “Cachimônia” é um termo que remete à cachola (popular referência ao sofisticado intelecto ou à cabeça) e pode significar a paciência e o equilíbrio, no caso, a do casal ao enfrentar o cotidiano com seus altos e baixos, ou a coragem deles em virar esse cotidiano de ponta-cabeça com saltos acrobáticos e notas musicais. Duração: 50 minutos
Quando: sexta-feira, dia 2 de julho de 2021. Horário: 20h. 
Onde: Canal do YouTube da Cia Artinerant’s
Link: www.youtube.com/channel/UCyg_cfCbDO0eFDdehmitMtg
Classificação: livre
Grátis


quinta-feira, 1 de julho de 2021

.: "Infinito Particular" marcou Marisa Monte por motivo inusitado


A cantora Marisa Monte comemora o aniversário de 54 anos nesta quinta, 1⁰ de julho, e o Resenhando oferece aos fãs uma retrospectiva diferente de sua carreira ao relembrar o álbum "Infinito Particular", lançado em março de 2006, simultaneamente com CD “Universo ao Meu Redor”.

Marisa Monte começou nos palcos e toda a trajetória dela como artista se fez através do contato direto com o público, nas apresentações ao vivo. "Infinito Particular" é o sétimo álbum de estúdio da cantora brasileira. Também é o primeiro totalmente autoral. Todas as músicas deste disco foram escritas por Marisa Monte com outros autores.

O álbum debutou na primeira posição dos discos mais vendidos no Brasil, tornando-se o sétimo álbum consecutivo da cantora a alcançar essa posição na parada musical. Somente no Brasil, vendeu 250 mil cópias, sendo certificada de duas vezes platina. Ganhou vários prêmios incluindo: Prêmio TIM de Música na categorias Melhor Cantora Pop e Melhor Cantora Voto Popular. Em 2009, o disco foi eleito pelo site da MTV Brasil, como quadragésimo sexto dos "Os 55 Melhores Discos Pop Nacionais", lançados entre 1998 a 2008.

"Em quinze anos de carreira, gravei muito pouco por causa das longas turnês que sempre acabavam gerando um espaço muito grande entre os discos. Cinco discos em quinze anos, sem contar os que produzi e o dos Tribalistas. Em 2001, terminei a turnê de 'Memórias Crônicas', depois de quase dois anos de estrada, decidida a ficar em casa por um tempo. Aproveitei para produzir o disco do Argemiro Patrocínio e logo a seguir mergulhei no projeto dos Tribalistas com Carlinhos (Brown)Arnaldo (Antunes)", revelou a artista na época do lançamento de "Infinito Particular".

O álbum representou para ela um projeto só de estúdio. Marisa Monte afirma e reafirma que adora e sempre adorou estúdio. Sendo assim, "Infinito Particular" foi todo gravado no Rio de Janeiro, em 13 dias. Ou seja, uma música por dia foi gravada por ela para a elaboração do álbum que, também, é especial na discografia de Marisa Monte por um motivo inusitado.

Não é só por ser o único disco completamente autoral de Marisa, já que ela participa da autoria de todas as letras do disco. Mas por ter engravidado durante as gravações de "Infinito Particular", o que torna um trabalho especial não só na discografia da artista, mas também na vida pessoal dela. O álbum saiu no mês do nascimento do primeiro filho da cantora. Durante os meses que se seguiram, Marisa Monte teve a chance de ficar mais tempo em casa. Aproveitou a oportunidade para fazer várias coisas que seriam impossíveis viajando e, sem saber, algumas delas acabaram se tornando o embrião do álbum “Universo ao Meu Redor”.

Marisa Monte sabia que a partir do contato com o samba carioca e, principalmente, pelo convívio com a Velha Guarda da Portela e pelo trabalho de pesquisa para o disco deles em 1999, que havia um repertório incrível, presente apenas na tradição oral, que estava se perdendo pouco a pouco. A curiosidade a fez querer saber mais sobre isso, ampliando o conhecimento para além dos limites da Portela. Ela começou a fazer uma série de encontros e entrevistas, orientada por conversas com Monarco, Paulinho da Viola, D. Yvonne Lara, entre outros.

"Ouvi compositores, parentes e parceiros de sambistas antigos em busca não somente da obra deles, como também das referências criativas; da gênese do samba feito por eles. E os sambas de Jaime Silva, Argemiro, Dona Yvonne, Casemiro, Moraes e Galvão, alguns com mais de 50 anos, uniram-se à produção contemporânea da Adriana, do Paulinho, do Arnaldo, do Carlinhos e minha, no repertório de 
'Universo ao Meu Redor', esse meu disco focado mais do que no samba, eu diria, na atmosfera do samba, com seus assuntos mais frequentes — o amor, a natureza, a própria música, a condição humana, o canto dos passarinhos, o quintal, o convívio através da arte…", explica a artista.

Ao mesmo tempo em que mantinha a frequência desses encontros em torno do samba, Marisa Monte começou a digitalizar todo o acervo de fitas cassete. O intuito do trabalho era salvar os registros do processo de composição. Na época do lançamento, eram 15 anos de músicas sendo feitas - sendo algumas terminadas e outras abandonadas. 

A audição para "Infinito Particular" fez Marisa Monte mergulhar em composições de várias épocas, não só com parceiros antigos (Nando Reis, Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes, Pedro Baby, Dadi), mas também ampliando os horizontes na direção de novos - Seu Jorge, Adriana, Yuka, Leonardo Reis e Rodrigo Campelo. Muitos encontros que, algum tempo depois, deram material para o álbum.

"Infinito Particular" é composto de músicas inéditas compostas por Marisa e parceiros alguns anos antes do álbum ser lançado. De acordo com a mesma, havia vários cadernos com letras que ela nunca havia gravado e publicado em CD, então as aproveitou. "Gerânio" foi escrita por uma prima de Marisa, para quem foi enviada por carta em 1991. Originalmente Marisa, que na época namorava Nando Reis, não quis gravá-la, mas Nando acabou dando uma revisada na canção e a fez mais autobiográfica, com Marisa desde o primeiro momento adorando a letra.

"Dessa vez, só de músicas minhas com parceiros e o replay de Alê Siqueira, com quem já havia trabalhado em Tribalistas, para produzir comigo. Além dos arranjos de Eumir, Philip e Donato. É isso…Se eu tivesse gravado agora apenas um disco e fosse para a estrada, ia demorar um tempão até que eu tivesse a chance de gravar de novo e sei que haveria um hiato entre o que faço e o que mostro", explicou Marisa Monte.

"Infinito Particular" e “Universo ao Meu Redor” foram gerados ao mesmo tempo, como gêmeos bivitelinos, e lançados no mesmo dia. "Mas são muito diferentes. Cada um com a sua história. Cada um falando por si. Como duas fotos. Com muitas pessoas e comigo no bolo. Agradeço a todos", finaliza Marisa Monte. Para promover tanto este álbum quanto “Universo ao Meu Redor”, Marisa embarcou na turnê "Universo Particular Tour 2006/2007", que rendeu o CD+DVD "Infinito ao Meu Redor".


Tracklist de "Infinito Particular"


1. "Infinito Particular" (4:11)
2. "Vilarejo" (3:29)
3. "Pra Ser Sincero" (2:54)
4. "Levante" (2:31)
5. "Aquela" (2:51)
6. "A Primeira Pedra" (2:54)
7. "O Rio" (2:39)
8. "Gerânio" (2:53)
9. "Quem Foi" (2:40)
10. "Pernambucobucolismo" (2:54)
11. "Aconteceu" (3:06)
12. "Até Parece" (2:25)
13. "Pelo Tempo Que Durar" (3:27)

.: "Lela & Cia", da britânica Cordelia Lynn, em nova temporada online


Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura e Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, apresentam "Lela & Cia." em nova temporada online, da britânica Cordelia Lynn, estreia versão audiovisual dia 2 de julho. Foto: Leekyung Kim

Com direção de Alvise Camozzi, espetáculo apresenta mulher que tenta desesperadamente contar uma história, mas sempre é interrompida por vozes masculinas. Elenco traz Malu Bierrenbach e Conrado Caputo.

“A vida tem uma maneira engraçada de te dar sorte. Agora eu sei o bastante para pensar em termos de boa sorte ou má sorte, ou fazer exatamente o oposto e não pensar em termos de sorte mas sim, das coisas que te acontecem” (trecho da peça de Cordelia Lynn)

Todos possuem voz e história, mas se conhecem apenas aquelas que não foram silenciadas. Inspirado em fatos reais, "Lela & Cia.", da dramaturga britânica Cordelia Lynn, estreou em 2019 com uma temporada de grande sucesso. Agora, o espetáculo ganha versão audiovisual que faz temporada de 2 a 25 de julho, retirada de ingressos gratuitos pelo Sympla. 

Com direção de Alvise Camozzi, tradução de Malu Bierrenbach (que também está no elenco ao lado de Conrado Caputo), a trama traz uma personagem que quer desesperadamente quer contar sua história. O monólogo de Lela - ironicamente interrompido por vozes masculinas - manifesta os conflitos de um mundo estilhaçado pela violência. Há aqui uma narrativa ocupada, e que sofre continuamente com as tentativas de ser silenciada.

Sobrevivendo a uma das grandes questões da dramaturgia – “por que esse texto e por que agora?” - "Lela & Cia." é um grito, em primeiro plano, sobre o que é ser mulher; mas também é a comprovação de que, mais do que falar, é preciso ser ouvida – e fazer surgir, assim, um testemunho, que dá coerência à própria história e que tem por consequência o alívio ou o luto (possivelmente ambos).


Adaptar-se é a palavra-chave
“Sair do palco e ir para as telas… Os artistas logo entenderam que teriam que agir assim neste biênio pandêmico. Não foi fácil, porém seria a única forma de continuarmos nos expressando artisticamente. A linguagem, os tempos, a percepção, a resposta. Tudo muda. Nossa peça online não é cinema e tampouco teatro. É melhor? Pior? Digo que foi o possível fazer neste momento de pandemia. 

Adaptar-se é a palavra-chave. Na arte a novidade sempre é bem-vinda pois estimula descobertas, que podemos abraçar ou descartá-las mais adiante. Mas não vejo a hora de voltarmos para nossos velhos teatros/espaços cênicos onde a aglomeração com a plateia, viva e vibrante, é o que faz o teatro ser este meio único” - Malu Bierrenbach, atriz e idealizadora do projeto. 


“Adaptar um espetáculo teatral para vídeo é sempre complexo, pois a peculiaridade do teatro é justamente ser ao vivo e só existe no tempo presente do seu ser agido (da sua realização), frente, em volta, no meio, juntamente ao público, que por sua vez, simultaneamente assiste. A participação ao vivo do público é outra condição necessária. A com-presença simultânea entre a apresentação (ou também representação) e o público é outro fator fundamental para permitir que a obra possa ser compreendida como teatro, e não como outra linguagem artística. 

Para realizar um vídeo de um espetáculo o primeiro problema que surge é justamente aquele de aceitar essa condição de ruptura: a obra perde seu ‘status’ teatral para se tornar outra linguagem em vídeo. Penso que a riqueza das possibilidades que a experiência do teatro proporciona seja tão complexa e multiforme, que uma vez aplicada às outras linguagens pode plasmar obras híbridas e surpreendentes. Minha opinião é que não podemos falar de teatro em frente a um vídeo, mas de outra experiência sensível que podemos nomear diversamente. 

O registro tenta devolver as atmosferas e as dinâmicas do espetáculo ao vivo. Nos vídeos que precisamos produzir para participar dos festivais de teatro, por exemplo, tentamos aproveitar os recursos que o meio audiovisual pode fornecer para evidenciar os aspectos que consideramos mais impactantes visualmente. As câmeras são aproximadas para evidenciar a atuação particularmente física por parte dos atores, por exemplo; usamos mais planos se a dinâmica cênica é complexa. 

São muitas as possibilidades audiovisuais para devolver as sugestões do que poderia ser o trabalho realizado vivo, apesar da sua ruptura fundamental, o que estamos assistindo no vídeo nunca será teatro, o vídeo portanto terá uma função ‘ilustrativa’, ou evocativa. 

No caso de 'Lela & Cia.', a questão principal é que nenhuma dessas possibilidades pode devolver o princípio fundamental no qual se sustenta o conceito de encenação, pois o espaço no qual o espetáculo acontece é um espaço sonoro, improdutivo na tela. A polifonia de vozes masculinas que silenciam Lela, sua história, sua versão, sua confissão, pertencem ao espaço. Uma dúzia de caixas de som, aparentes, em cima de pedestais, formam uma instalação cenográfica e sonora. Nem sempre sabemos quando as caixas de som são acionadas pelo ator, quando se acionam sozinhas, se os sons que o público ouve saem todos daquelas caixas ou vêm de outras escondidas, do jeito tal que talvez os sons que ouvimos na plateia, às vezes são ao vivo, outras vezes gravados, outras vezes poderiam ser fruto da nossa imaginação, essa incerteza pode acontecer somente se o público está no espaço da encenação. 

Dramaticamente o antagonista de Lela é 'o homem', uma figura masculina genérica que representa todas as figuras masculinas específicas que humilharam a protagonista ao longo da vida toda: o pai, o cunhado, o marido, os amigos do marido, os clientes dela, uma vez obrigada pelo marido a se prostituir. O antagonista é um corpo 'polifônico' no espaço. Mas não é só um corpo em cena, é também o espaço sonoro no qual acontece o espetáculo, é o espaço, masculino, que silencia Lela. O ator em cena é a extensão física de uma ideia, um conceito de violência tão endêmico que nos parece surreal, impalpável, inexplicável, intangível. O espectador está no mesmo espaço de Lela, portanto não é somente através dos ouvidos que sente os sons do homem, mas é através do corpo todo durante a performance.  

A experiência que um vídeo pode devolver sempre será ‘mono-sensorial’ e bidimensional. Estamos em frente à tela, não dentro dela. Não é por acaso que todas as experiências imersivas das novas tecnologias tentam encurtar esse hiato que somente a experiência ao vivo devolve: o estar dentro do espaço da experiência sensível. 

O problema, portanto, é que no vídeo não tem o espaço. É um problema grave para o nosso trabalho, do momento que é o espaço que comunica ao espectador o sentido do trabalho artístico. Precisamos encontrar uma solução e colocar o problema na encenação. Repensar a encenação para outra linguagem expressiva. Esse é o motivo principal que nos leva a trabalhar em cima de uma encenação já realizada, para o novo meio. Essa nova gravação do espetáculo se torna conceitualmente necessária para inventar outras estratégias estéticas para compensar a impossibilidade de passar o elemento fundamental de sua encenação. 

Lela estará num ambiente vazio, mas não neutro. Abandonado talvez. Marcas de quadros nas paredes, uma sujeira do tempo no chão, poeira... Um apartamento que agora não é mais habitado. Lela estará sentada no fundo da sala, em frente a uma tela enorme, em volta da Lela, as caixas de sons cuidadosamente em um círculo mágico que a prende. 

Quando ouvimos a voz do homem, inicialmente, não o veremos. As incursões visuais do homem, serão parciais, fragmentos de rostos, de mãos, na montagem do vídeo, como a indicar uma possível fantasia da narrativa. Num ato violento de silenciamento psicológico. O espetáculo original será presente, mas não será exatamente o mesmo, pois o mesmo espetáculo existe somente ao vivo” - Alvise Camozzi, diretor de "Lela & Cia".


Sinopse
Todos possuem voz e história, mas se conhecem apenas aquelas que não foram silenciadas. "Lela & Cia" é um grito, em primeiro plano, sobre o que é ser mulher, mas também é a comprovação de que, mais do que falar, é preciso ser ouvida – e faz surgir assim um testemunho que dá coerência à própria história e que tem por consequência o alívio ou o luto (possivelmente ambos).


Ficha técnica:
"Lela & Cia." - Nova Temporada Online
Dramaturgia: Cordelia Lynn - “Baseado em fatos reais”.
“Concebido e elaborado com Desara Bosnja e 1989 Productions”.
Tradução: Malu Bierrenbach
Direção: Alvise Camozzi 
Idealização: Malu Bierrenbach 
Elenco: Malu Bierrenbach e Conrado Caputo 
Cenário: Camila Schmidt 
Direção musical: Dan Maia 
Iluminação: Mirella Brandi
Direção de fotografia: Marcelo Felipe Sampaio
Câmera e edição: Marcelo Felipe Sampaio
Registro do espetáculo em 2019: Leekyung Kim
Direção de cena: Vanda Dantas
Captação de áudio: Vanda Dantas
Fotos: Leekyung Kim
Imagem do material gráfico: Cris Bierrenbach
Arte gráfica: Felipe Apolo 
Consultoria de produção: Daniel Pinheiro, Ju Paié e Karol Garrett
Assessoria de transmissão online: Cesar Kawamura e Flávio Flocke
Assessoria de imprensa: Pombo Correio
Assessoria de mídias sociais: Felipe Apolo e Tobias Caiado
Assistente de produção: Nina Marcci
Coordenação de produção: Vanda Dantas
Direção de produção: Alexandre Brazil 
Gestão de produção: Cachorro Morto e Escritório das Artes

Serviço
"Lela & Cia." - Nova temporada online
De 2 a 25 de julho. Segunda a Sábado, às 19h. Domingo com sessão dupla às 16h e 19h.
Observação: não haverá apresentações entre os dias 11 a 15 de julho.
Classificação: 14 anos.
Ingressos gratuitos na plataforma da Sympla
Parte deste projeto foi realizado com recursos da Lei Emergencial Aldir Blanc para a Cidade de São Paulo.


.: "Nos Tempos do Imperador": tudo sobre a próxima novela das seis


Amor inter-racial será o tema central da novela, primeira totalmente inédita desde o início da pandemia do coronavírus, que será lançada dia 9 de agosto, na faixa das 18h. Foto: João Miguel Júnior


Abrindo a sequência de novelas 100% originais desde o início da pandemia, "Nos Tempos do Imperador" estreia no dia 9 de agosto, na faixa das seis da TV Globo. A obra, escrita e criada por Alessandro Marson e Thereza Falcão, e dirigida por Vinícius Coimbra, fala sobre escolhas e sacrifícios. Desafios, conquistas, batalhas, vitórias e derrotas. E, claro, grandes paixões. 
 
Ambientada no Rio de Janeiro, a trama de época se desenvolve num Brasil que ainda busca sua identidade e acompanha momentos importantes da vida do Imperador Dom Pedro II (Selton Melo), da Imperatriz Teresa Cristina (Leticia Sabatella), de Luísa, a Condessa de Barral (Mariana Ximenes), além de Pilar (Gabriela Medvedovski) e Jorge/Samuel (Michel Gomes), ao longo dos anos. 

A partir de histórias de amor, lutas e esperança, "Nos Tempos do Imperador" traz elementos históricos, mas que remetem imediatamente aos dias atuais. “O resgate do contexto histórico somado às histórias envolventes e inspiradoras dos protagonistas constroem uma novela com muita brasilidade, que promete gerar identificação com o público e abrir debates para temas contemporâneos”, ressalta o diretor artístico Vinícius Coimbra.
 
As gravações começaram em março de 2020, mas devido à pandemia da Covid-19 precisaram ser interrompidas. Os trabalhos nunca pararam totalmente, mas as gravações retornaram apenas em novembro do ano passado. Além dos Estúdios Globo e externas no Rio de Janeiro, os municípios de Barra do Piraí e Rio de Flores foram locações para cenas importantes nas fazendas das famílias de Luísa, Tonico (Alexandre Nero) e Pilar, e foram gravadas antes da interrupção. Na Chapada Diamantina, na Bahia, foram realizadas, também antes da pausa, cenas que envolvem as expedições de Dom Pedro II e Teresa Cristina pelo Brasil. 
 
A confirmação da data de estreia emocionou os autores. “Foi a mesma sensação de ter uma sinopse aprovada, o melhor sentimento possível”, lembra Alessandro. “Estamos escrevendo ‘Nos Tempos do Imperador’ desde março de 2018 e foi um choque gigante ficar sem saber, pelas circunstâncias mundiais da pandemia, quando iríamos lançar. Mas não paramos em nenhum momento”, complementa Thereza.  
 
Já Vinícius destaca o novo processo de gravação. “Estamos fazendo algo inédito. Normalmente, na estreia, temos 18 capítulos gravados e ficamos trabalhando com uma frente de 10, 12 capítulos em uma semana de gravação. Nessa novela, fomos montando o roteiro otimizando as gravações com elenco, estúdio e equipes. Às vezes, gravamos em um mesmo dia os capítulos 28 e o 80, por exemplo. Gravar com todo esse espaço em um único dia, encontrar a emoção desses personagens levando em conta esse intervalo é mais um desafio para os atores, direção e continuidade. Mas estamos aprendendo a fazer novela dessa forma. O protocolo nos provoca a fazer algumas coisas diferentes do que estávamos acostumados. Contamos a nossa história seguindo todas as normas e com todos muito empenhados para fazer o melhor possível”, afirma o diretor. 
 
A expectativa de Alessandro e Thereza para ver o trabalho no ar também é grande, e eles comemoram a receptividade do público. “Vejo as pessoas ansiosas pela novela! Acho que já existia uma curiosidade natural, porque Pedro II é um personagem extremamente popular no Brasil, mas agora a gente agregou esse fato de sermos a primeira novela totalmente inédita depois de tanto tempo. Por termos começado antes do início da pandemia, temos muitas externas, muitos acontecimentos importantes logo no início da obra”, explica a autora. 
 

A história de "Nos Tempos do Imperador" 
Para Alessandro Marson, "Nos Tempos do Imperador" traz a mensagem de que é possível promover ações positivas e usar o poder para o bem. “Vamos falar sobre a importância de pensar no coletivo e não no desejo individual. É tão rico isso! Você estar em um lugar de poder e conseguir usar isso para o bem”, ressalta. Já Thereza Falcão destaca que a novela vai inspirar com personagens corajosos, destemidos, que lutam por seus sonhos e defendem suas escolhas. “Somos donos da nossa história. Vamos mostrar o quanto a luta pessoal de cada um atinge a todos que estão à sua volta e gera transformações”, conta ela.
 
Nesse contexto, a jovem Pilar (Gabriela Medvedovski) enfrenta, desde pequena, o peso de ser uma mulher do século XIX e tenta convencer o pai Eudoro (José Dumont), fazendeiro e coronel da Bahia, a deixá-la estudar. No entanto, Eudoro promete casar sua filha com o grande vilão da novela, Tonico (Alexandre Nero), futuro candidato a deputado pela Bahia. A possibilidade de um casamento sem amor faz com que Pilar decida fugir, pois seu maior sonho é ser médica. Para trás, ela deixa sua irmã Dolores (Julia Freitas/Daphne Bozaski). 

Em paralelo, o escravizado Jorge/Samuel (Michel Gomes), um homem corajoso e honesto, que acredita na integração entre negros e brancos, luta para se tornar livre, como a maioria dos negros que vive na mesma situação. Diante da realidade da escravidão, a única opção é fugir também, mas antes que isso aconteça, o destino lhe obriga a escapar sem qualquer planejamento. Durante a fuga, Pilar cruza seu caminho. Um encontro que muda a vida dos dois para sempre. O casal vai lutar por seus sonhos, movidos pela paixão que nutrem um pelo outro, mas também desejam fazer a diferença na vida das pessoas. Ela deseja se tornar médica. Ele quer mudar a sociedade.
 
Enquanto isso, na Corte, Dom Pedro II (Selton Mello), o viajante Imperador, querido pelo povo, trabalha pelo progresso do país e para ampliar os horizontes da população investindo na educação. Ao seu lado, tem a Imperatriz Teresa Cristina (Leticia Sabatella), com quem tem as filhas Leopoldina (Melissa Nóbrega/ Bruna Griphao) e Isabel (Any Maia/ Giulia Gayoso), fruto de um casamento político. Em uma de suas viagens com a esposa, sente o país ameaçado após um encontro inesperado com o general Solano Lopez (Roberto Birindelli), comandante das tropas do Paraguai. 

D. Pedro II precisa preparar as filhas para assumirem suas responsabilidades como membros da família real. Para isso, convida Luísa (Mariana Ximenes), a Condessa de Barral, para ser a preceptora das meninas. Luísa é uma mulher moderna, educada na Europa, domina diversos assuntos e sabe muito bem aonde quer chegar. Ao conhecê-la, Dom Pedro II se vê arrebatado. Sua força e beleza o tiram do prumo e provocam uma reviravolta em sua vida pessoal.
 
Luísa também é a responsável por apresentar Pilar e Jorge/Samuel ao Imperador e esse encontro será decisivo. Dom Pedro II lutará de todas as formas para ajudar os dois na realização de seus sonhos e vai igualmente lutar pelo Brasil, respeitando a Constituição, mostrando-se acessível e disposto a atender aos anseios da população e mantendo um bom relacionamento com as províncias, defendendo a integralidade do país.
 
"Nos Tempos do Imperador", a próxima novela das seis, é criada e escrita por Alessandro Marson e Thereza Falcão, com Julio Fischer, Duba Elia, Wendell Bendelack e Lalo Homrich e tem direção artística de Vinícius Coimbra, direção geral de João Paulo Jabur e direção de Guto Arruda Botelho, Alexandre Macedo, Pablo Müller, Joana Antonaccio e Caio Campos. A estreia será em 9 de agosto de 2021. 

.: Entrevista: Gui Napolitano mostra limites e vulnerabilidades


O eliminado da tribo Carcará comenta os perrengues e revela para quem deixa a sua torcida. Foto: Fábio Rocha 

E a Calango conseguiu! Depois de cinco derrotas consecutivas nas últimas semanas e já quase sem mantimentos no acampamento, a tribo finalmente derrotou a Carcará. O grupo se reinventou, se uniu ainda mais e garantiu uma vitória dupla, vencendo tanto a Prova do Privilégio quanto a Prova da Imunidade, o que garantiu a Jéssica, Carol Peixinho, Kaysar e André mais uma semana na disputa.

Pela tribo adversária, o escolhido para deixar o jogo da noite da última terça-feira, dia 29, foi Gui Napolitano. O paulista se destacou em seu grupo pela agilidade nas provas. No acampamento, Gui conta que se deu bem com todos erevela que sua torcida fica dividida.

"No Limite" vai ao ar às terças, após "Império", com apresentação de Andre Marques, direção artística de LP Simonetti e direção geral de Angélica Campos. O reality é mais uma parceria da Globo com a Endemol Shine Brasil, com base no "Survivor", um formato original de sucesso.

Por que você topou participar do "No Limite''?
Gui Napolitano -
Gosto de desafios e queria fazer algo diferente, sair da minha zona de conforto, aprender a me virar e passar por situações que eu nunca passaria na minha vida.


Como avalia esta experiência?
Gui Napolitano - 
O "No Limite" superou as minhas expectativas. Foi muito bom e tive muitos aprendizados, principalmente sobre trabalhar em grupo. A Carcará era muito unida e todo mundo se ajudava bastante, mesmo com toda a dificuldade - e isso foi essencial.


O que foi o melhor do "No Limite"? 
Gui Napolitano - O melhor foi a superação. Muita gente deve imaginar que você precisa de força ou habilidade para encarar o "No Limite" mas, na verdade, o essencial é ter a mente muito boa para conseguir executar tudo nas provas.


E o pior?
Gui Napolitano - O pior foi o dia da chuva, sem dúvidas. Foi a noite em que passei mais frio na minha vida – e nunca imaginei que seria no nordeste. E também a questão da higiene bucal. Logo no primeiro dia quando reparei que não tínhamos nem escova nem pasta de dentes, vi que realmente seria perrengue.
 

Por que você acredita que foi eliminado?
Gui Napolitano - Acho que foi estratégia. Para mim, era óbvio que iria receber o voto da Elana e o da Paula. Não sabia do Viegas, mas acho que foi mais uma estratégia individual dele.
 

Quem é o mais forte na tribo Carcará?
Gui Napolitano - Na Carcará, acho que o Zulu. Ele é muito forte, não só física, mas mentalmente também, por ser atleta. A Paula também (é atleta e forte).


E na Calango?
Gui Napolitano - Na Calango, o André. Ele é muito bom de prova. 

Para quem fica a sua torcida?
Gui Napolitano - Torço muito pelo Zulu e pelo Viegas. Eu me impressionei com algumas coisas que o Viegas me contou sobre a vida dele. A minha torcida fica dividida entre os dois: Zulu e Viegas.


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