segunda-feira, 5 de julho de 2021

.: Suspense irlandês, "O Segredo do Lago" estreia no Cinema Virtual


Estreia nesta quinta-feira, dia 8 de julho no Cinema Virtual o filme “O Segredo do Lago”. Longa-metragem irlandês dirigido por Phil Sheerin, traz a história de um segredo sombrio que é acidentalmente descoberto no fundo do lago e irá acabar com a aparente calmaria da região. O elenco reúne Emma Mckaey, Michael McElhatton, Charlie Murphy e Anson Boon.

O filkme gira em torno de um tímido adolescente que, após fazer uma descoberta assustadora em um lago escondido, descobre a verdade sobre os vizinhos, um pai e filha que escondem segredos terríveis. Com direção de Phil Sheerin e roteiro de David Turpin, o filme tem no elenco Emma Mackey ("Sex Educacion"), Anson Boon ("Predadores Assassinos"), Charlie Murphy ("O Estrangeiro"), Mark McKenna ("Operação Overlord"), Michael McElhatton ("Game of Thrones").

Para assistir, o público pode acessar a plataforma pelo NOW ou escolher a sala de exibição preferida em cinemavirtual.com.br e realizar a compra do ingresso. O filme fica disponível durante 72 horas para até três dispositivos.

domingo, 4 de julho de 2021

.: “Contos da Bola”, de Eduardo Lamas, humaniza histórias futebolísticas


Livro do jornalista e escritor traz 19 histórias que abordam os mais variados ambientes do futebol.

Embora a criatividade seja uma característica das mais valorizadas por torcedores e comentaristas esportivos, quando o futebol sai dos campos para as páginas, na maioria das vezes trata a bola muito mais com o pragmatismo dos fatos do que fazendo as jogadas lúdicas da ficção. Em tabelinha com a imaginação, muitas vezes rodeada de episódios verídicos, alguns históricos para o futebol brasileiro e até mundial, o escritor e jornalista Eduardo Lamas escreveu "Contos da Bola", lançado pela Cartola Editora nas versões em papel e digital.

A publicação está à venda na Amazon nos dois formatos. O ebook pode ser adquirido também no Google Play e no Scribd e o livro físico, nas seguintes lojas online: Livraria da Cartola, Americanas, Submarino, Mercado Livre, Shoptime, MagazineLuiza, UmLivro, MercadoEditorial, Ponto Frio e Casas Bahia.

A obra traz 19 histórias que abordam os mais diversos ambientes e personagens do futebol. Com "Contos da Bola" o autor já soma quatro livros, sendo este o primeiro a viajar por grandes finais, jogos decisivos, peladas de rua, jogos entre times de bairro e campeonatos de várzea que só existem em suas páginas.

Na apresentação do livro,  Eduardo Lamas lista os locais que o inspiraram a criar as 19 histórias relatadas com dramaticidade, humor e muitas vezes pondo personagens fictícios em situações inusitadas dentro de fatos históricos:

“As experiências vividas em peladas de rua, no colégio, em campinhos de terra ou (pouca) grama ou mesmo no quarto ou na sala de casa; em “jogos contra” nos mais variados campos e quadras; nas arquibancadas, geral, cadeiras e tribuna de imprensa do Maracanã e de outros estádios, alguns bem acanhados; nas redações; na cobertura jornalística in loco de tantas partidas, das menos importantes a grandes decisões, e a – permitam-me – fértil imaginação fizeram a criança crescer e se desenvolver para finalmente entrar em campo”.

O prefácio é assinado pelo jornalista, radialista e escritor Alexandre Araújo, do consagrado grupo Pop Bola. Ele não poupou elogios ao autor: “Habilidoso, criativo e dono de uma visão de jogo digna de um camisa 10, neste 'Contos da Bola'Eduardo Lamas deita e rola em divertidos e fantásticos “causos” do futebol, tabelando de primeira com o leitor”.


O Autor
Morador de Florianópolis desde 2019, o escritor e jornalista carioca Eduardo Lamas foi Destaque Especial em três categorias (conto, poesia e crônica) do “IV Concurso Literário A Palavra do Séc. XXI", em 2001. É autor das peças de teatro “Sentença de Vida”, encenada no Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo, em 2002 e 03, e “A Confissão”, com estreia marcada para este ano com a Oráculo Cia de Teatro; dos livros “Profano Coração” (poesias, 2009), “O Negro Crepúsculo” (romance, 2015) e “Sutilezas” (poesias, 2019), e do blog eduardolamas.blogspot.com.

É idealizador, pesquisador, redator e roteirista do projeto “Jogada de Música”, que foi quadro na Rádio Globo Rio, em 2017 e 18, e coluna homônima no site do Pop Bola (2018) e posteriormente, do IMMuB (Instituto Memória Musical Brasileira), entre 2019 e 2020.

Entre 1988 a 2013, trabalhou como jornalista em diversos veículos de comunicação do Rio de Janeiro, entre eles “Jornal dos Sports”, Agência "Sport Press", Agência “O Globo”, “O Globo Online”, Revista e Agência “Placar”, “Lance Multimídia”, “O Fluminense”, “Jornal do Brasil” e “Globoesporte.com”. Em 2019 e 2020 fez entrevistas para o Museu da Pelada, em Santa Catarina, com os ex-jogadores de futebol Sergio Ramírez, Toninho Quintino, Renato Sá, Pintado, Mickey, Sávio, Oberdan, Paulinho Criciúma e Wendell. Entre 2012 e 2016, foi sócio-diretor da Mais e Melhores Produções Artísticas e, desde 2017, ocupa o mesmo cargo na Estação Pró-Vida – Desenvolvimento Humano.



.: Peça "O Cão de Kafka" estreia nas plataformas digitais em formato inédito


Na próxima sexta-feira, dia 9 de julho, estreia da peça "O Cão de Kafka", inspirada na obra "Investigações de Um Cão", do Franz Kafka. Serão dois formatos: uma versão linear no YouTube e uma versão interativa no Eko Studio. Para ambos, os ingressos estão disponíveis no Sympla e de forma gratuita. 

Sintetizando a natureza da obra kafkiana, "O Cão de Kafka", é inspirado no conto "Investigações de Um Cão", de Franz Kafka. Encenação em formato inédito no Brasil, com concepção e direção de Marcya Harco e protagonismo do ator Paulo Drumond. A peça estreia no próximo dia 9 de julho, no YouTube, e ficará disponível até 23 de julho.

Além do formato linear de vídeo já conhecido pelos usuários da rede, a parceria com a Emergência Cuandrante, coordenada por Tatiana Travisani e DeCo N, também traz uma versão interativa do espetáculo através da plataforma Eko Studio. Com ingressos disponíveis na plataforma Sympla, os espectadores poderão interagir com algumas cenas através de ícones gráficos disponíveis na tela, permitindo escolher ângulos da câmera, induzir uma ação do ator ou mudar o som da cena. 


Roteiro
A encenação é baseada em trechos da obra de Kafka, na qual o personagem principal, um cão, conta para a sua plateia algumas experiências marcantes, em épocas variadas de sua vida, desde a infância até a velhice. Essa plateia, o público, é referida pelo cão como a sua própria comunidade de cães. Como um cientista, um pesquisador, ele realiza uma análise metafísica e existencial de seu estado. Recorre a indagações sobre a origem do alimento no mundo, levantando questões sobre a fome, a arte, a cultura e a natureza das coisas. 

Entremeando e interferindo nessa narrativa, por meio de elementos dramáticos e performativos, a encenação vai suscitando, imagética e sonoramente, momentos que são, sensações, sonhos, perturbações, angústias, dores, alegrias de infância do personagem. A presença do animal faz parte de muitas obras de Kafka. A metamorfose e o devir estão presentes nela.

Neste espetáculo, é possível entrar em devir entre o ator e o animal cão, convidando os espectadores a “performar” mentalmente e reelaborar a sua poética em um processo de devir-animal, deixando de lado sua forma vital, captando o vislumbre do dinamismo do animal em uma visão intuitivamente estética. O ator Paulo Drumond entra em devir-cão, um limiar fronteiriço entre o distanciamento e a aproximação com o animal.

Em "O Cão de Kafka", o público é convidado ao universo dos devires, não como contemplador em passividade, mas como vivenciador de uma experiência significativa, participando do ato criativo em devir, como um norte para o entendimento de si mesmo e do outro, seja animal, vegetal ou mineral. Para garantir seu ingresso gratuito, tanto para a transmissão no Youtube quanto para a versão interativa, acesse: https://www.sympla.com.br/produtor/cialudica


Ficha técnica
"O Cão de Kafka"
Concepção e Direção: 
Marcya Harco
Inspirado na obra de Franz Kafka"Investigações de Um Cão"
Texto: Trechos e adaptações desenvolvidas em improvisações com o ator, a partir do original alemão “Forschungen eines Hundes”, editado por Gustav Kiepenheuer e das traduções de Modesto Carone, Marcya Harco, Paulo Drumond e LeBooks
Ator: Paulo Drumond
Coreografia: Marcya Harco (adaptação da obra coreográfica de Vaslav Nijinsky para a “A Sagração da Primavera”, de Igor Stravinsky)
Produção executiva: Emergência Cuadrante
Criação audiovisual: Tatiana Travisani
Trilha original: DeCo N.// Alexandre Marino
Direção de arte: Ivan Ferrer
Direção de fotografia: Andy Barac
Projetista de som: DeCo N.// Alexandre Marino
Mixagem e finalização de áudio: Alexandre Marino // Estúdio Arranhador
Criação de Interatividade: Tatiana Travisani // Andy Barac
Projeção: Tatiana Travisani // Ivan Ferrer
Edição de projeção: Mariana Furukawa
Captação de imagem: Michel Botto
Iluminação: Andy Barac
Imagens aéreas: William Lima
Assistência de fotografia: Mariana Furukawa
Captação de som: DeCo N.// Alexandre Marino
Edição de vídeo e pós-produção: Andy Barac e Mariana Furukawa
Figurinos e adereços: Ivan Ferrer
Assistência de arte: Raquel Borges
Costureira: Iolanda Ferreira
Assistentes de produção: Bruno Alves e Mariana Furukawa e Raquel Borges
Making of: Barbara Jadeh
Criação gráfica: Daniela Benite
Impulsionamento // Divulgação: Nathy GBS Marketing Digital
Assessoria de imprensa: COMBO Comunicação
Administração: Sonhos de Uma Noite Produções Artísticas
Realização: Cia. Lúdica (https://www.cialudica.com.br)
Projeto contemplado pelo Edital ProAC n° 01/2019, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, do Governo do Estado de São Paulo.


.: Hugo Bonemer e Hugo Kerth estrelam curta musical "By The Time You Left"


Estreia do curta musical "By The Time You Left" que traz Hugo Bonemer e Hugo Kerth. A trama é inspirada no musical off Broadway “Ordinary Days” e traz a temática LGBTQIAP+ ao mudar a perspectiva da trama original para um casal gay. A produção entrou em cartaz dia 28 de junho e fica, de forma gratuita, até 26 de julho. Para assistir, basta acessar este link e adquirir o ingresso e assistir.

A produção é de Hugo Kerth, com direção de fotografia e filmagem de Rainer Defensor, e conta participações dos atores Júlio Vaz e Malcolm Matheus. A trama, que se passa na cidade de Nova Iorque, conta a dramática história que está por trás da separação do casal Jason (Hugo Bonemer), que recebe uma inesperada ligação de seu então ex-namorado (Hugo Kerth) meses depois do termino.

A revelação por trás da ligação é, ao mesmo tempo, surpreendente, reveladora, assustadora e o pontapé para uma possível reconexão deste casal que atravessou tristeza, questionamentos, horrores e as dores de uma perda. O curta-metragem musical é embalado por duas canções originais de Adam Gwon, presentes em “Ordinary Days”.

Com temporada até dia 26 de julho de forma online e gratuita o curta-metragem musical "By The Time You Left", em português, "A Hora em que Partiu", que estreou no dia 28 de junho, Dia do Orgulho LGBTQIAP+. A produção é de Hugo Kerth, com direção de fotografia e filmagem de Rainer Defensor, e conta participações dos atores Júlio Vaz e Malcolm Matheus.

"'By The Time You Left' apresenta um drama da vida real. Situações pelas quais pessoas comuns em suas vidas e dias comuns passariam. Pode-se também esperar um cuidado muito bonito da produção e dos jogos de câmera feitos pelo Ranier e seu olhar atento e de muito bom gosto para as cores, a iluminação e detalhes de cenário", acrescenta Kerth.

Bonemer, que fez a versão brasileira do musical "Ordinary Days" em 2015, no curta vive como Jason e Hugo Kerth, como o ex-namorado do personagem. "Quando o Hugo me convidou eu adorei a ideia, é sempre maravilhoso reviver trabalhos que ficam em nossa memória e ‘Ordinary Days’ é um deles. O Hugo é um ator de primeira que eu já admirava, então poder trabalhar com ele foi um prazer. Eu sempre espero que com o curta ‘By The Time You Left’ que pessoas gays se sintam representadas, que outras sexualidades vejam suas próprias relações e se sintam bem", complementa Bonemer.

A trama, que se passa na cidade de Nova Iorque, conta a dramática história que está por trás da separação do casal Jason (Hugo Bonemer), que recebe uma inesperada ligação de seu então ex-namorado (Hugo Kerth) meses depois do termino. A revelação por trás da ligação é, ao mesmo tempo, surpreendente, reveladora, assustadora e o pontapé para uma possível reconexão deste casal que atravessou tristeza, questionamentos, horrores e as dores de uma perda. O curta-metragem musical é embalado por duas canções originais de Adam Gwon, presentes em "Ordinary Days".

"O tema sobre a separação teve inspiração, da minha parte, em um caso real, mas que não foi levado à cena. Por este motivo que a música que canto no curta me toca muito pessoalmente. Esse talvez tenha sido o motivo pelo qual decidi cantá-la, mas na hora da abordagem em cena, o contexto muda de figura e o personagem vive por si só. Contracenar com o Hugo também me enriqueceu um olhar de afeto e carinho, que me trouxe muita verdade e fé cênica", comenta o produtor.

Hugo Kerth, ainda conta que, inicialmente, a produção era para ser somente um clipe musical e que ao ter a ideia de chamar um ator para contracenar com ele, não conseguiu pensar em ninguém além de Hugo Bonemer. O ator já havia feito este mesmo papel no teatro anos antes, e Kerth pensou que, talvez, Bonemer pudesse querer reviver essa história sob uma nova perspectiva e dentro da estética audiovisual.

O curta, de produção independente da HeyArt! Studio, foi filmado entre abril e maio, dentro de todos os protocolos vigentes de segurança sanitária da Organização Mundial da Saúde (OMS). “By The Time You Left” tem o inglês como idioma original e legendas em português, e será exibido em festivais internacionais de cinema. Kerth diz ter sido muito desafiador produzir neste contexto de pandemia, mas também extremamente empolgante atuar novamente e ter aquela sensação de trabalho em conjunto.

"Cada ator sabia o rumo de seu personagem e o porquê de ele estar ali naquele momento. As músicas colaboraram para enriquecer ainda mais o enredo e contam, por si só, as narrativas de envolvimento desses personagens. Quando se trata de um musical, a preparação do personagem é também a preparação vocal, as escolhas interpretativas num contexto muito mais restrito que é a música, diferente da fala. Os dois atores conversaram sobre o processo e foram acrescentando ideias de roteiro. De maneira colaborativa, todos criaram as ambiências e isso favoreceu para fortalecer os laços de criação dos personagens", complementa o ator e produtor.

O curta se passa no dia 11 de setembro, marcando os 20 anos da queda das torres gêmeas, o que traz um peso dramático para a história ao tocar numa ferida global. Ao marcar na trama algumas situações de perda, e como os personagens lidam com elas no seu dia a dia, a produção acaba trazendo para um contexto bem realista que vivemos no momento com a Covid-19.

"A principal mensagem é que o tempo é o senhor da razão quando se trata de uma perda irreparável. A perda no amor pode doer muito, independente da maneira que ocorra. A mensagem que fica é, sobretudo, que, se respeitados o tempo de cada um, o verdadeiro sentimento e amor podem florescer e brotar novamente", finaliza Hugo Kerth. "By The Time You Left" pode ser visto até 26 de julho pelo link http://bit.ly/bythetimeyouleft. Lá é só adquirir o ingresso de forma gratuita e assistir ao curta.

Ficha técnica
"By The Time You Left"
Direção de arte e produção:
Ranier Defensor
Elenco: Hugo Bonemer e Hugo Kerth
Produção: HeyArt! Studio e Hugo Kerth
Câmera: Ranier Defensor
Assitente de produção e câmera: Júlio Vaz
Participações especiais: Júlio Vaz e Malcolm Matheus
Trilha original: Adam Gwon (do musical off-Broadway “Ordinary Days”)
Músicos: Leonardo Pinto (violino), Thalyson Rodrigues (piano)
Áudio e mixagem: Gustavo Caldas (Estúdio DRS, RJ)

Serviço
"By The Time You Left"
Temporada:
de 28 de junho até 26 julho
Ingresso: http://bit.ly/bythetimeyouleft


.: "História Social da Beleza Negra" relaciona racismo e indústria da beleza


Em pré-venda, o livro "História Social da Beleza Negra" traça paralelos entre Brasil e Estados Unidos, relacionando racismo e indústria da beleza, evidenciando as raízes sociais desse conceito sutil do que é considerado belo.

Escrito pela historiadora e teórica do feminismo negro Giovana Xavier, a obra explora o surgimento de uma indústria cosmética voltada para a mulher negra nos Estados Unidos na virada do século XIX ao XX, período de normatização agressiva da brancura como padrão de beleza universal.

Com extrema sensibilidade e inteligência, na companhia de “mulheres maravilhas da raça”, como Anne Turnbo Malone, Madame C. J. Walker e Anitta Patti Brown, Giovana apresenta uma imagem da criação do que é belo em todas suas contradições, sua força, seu desejo, seu racismo e sua resistência.

Com textos introdutórios do historiador Sidney Chalhoub (Harvard/Unicamp) e Luiza Brasil, jornalista e pesquisadora, idealizadora da plataforma @mequetrefismos. É ricamente ilustrado com imagens raras, que reconstróem a história social da beleza negra.


O que é beleza negra?
Ao traçar paralelos entre Brasil e Estados Unidos, "História Social da Beleza Negra" relaciona racismo e indústria da beleza, evidenciando as raízes sociais desse conceito sutil da subjetividade feminina negra e do que é considerado belo.

Neste livro, a historiadora e teórica do feminismo negro Giovana Xavier explora o surgimento de uma indústria cosmética voltada para a mulher negra nos Estados Unidos na virada do século XIX ao XX, período de normatização agressiva da brancura como padrão de beleza universal, de popularização da eugenia e de difusão de valores associados à ideia de supremacia branca. É uma época infame, do sistema Jim Crow de segregação racial, da usurpação do direito ao voto da população negra, dos linchamentos.

Nesse contexto, proliferam produtos para clareamento da pele, para alisar cabelo, para ter “boa compleição” ou “melhorar a aparência”. Todavia, ela alerta contra simplismos, adverte a respeito da tentação de reduzir políticas de cuidado ao desejo de embranquecer. Difícil julgar com dureza retrospectiva gente que vivia em meio a situações de perigo, que buscava respeitabilidade em meio à hostilidade e à violência. Ademais, imagens e narrativas aparecem eivadas de ambiguidades, sentidos incertos.

No interior da busca de respeito por meio do clareamento da pele, despontava às vezes o orgulho de ser o que se era. A história continua a se abrir, embranquecer a pele passa a ameaçar a saúde, argumenta-se que o caráter vale mais do que a cor da cútis. A indústria da beleza negra progride, disponível para sonhos e expectativas de vária espécie, vira mesmo meio de ostentar a beleza do corpo negro e das infinitas possibilidades estéticas de carapinhas maravilhosas. 

"História Social da Beleza Negra" é ricamente ilustrado com imagens raras, que reconstróem a história social da beleza negra. “Ao analisar os textos e as imagens de um sem-número de reclames, Giovana percebe a ligação entre o intuito de aperfeiçoar a pele negra, clareando-a e livrando-a de supostas imperfeições, e a esperança de progresso ou mobilidade social.”, afirma Sidney Chalhoub, professor na Unicamp e no departamento de História na Harvard University.

.: "Tela Quente" exibe "Parasita", vencedor do Oscar de Melhor Filme


O "Tela Quente" desta segunda-feira, dia 5 de julho, traz um dos filmes mais prestigiados dos últimos tempos, e inédito na TV aberta. O sul-coreano "Parasita" (crítica neste link), de Bong Joon Ho, levou a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2019 e, na 92ª edição do Oscar, ganhou o prêmio de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Roteiro Original e Melhor Diretor, um feito inédito para um filme estrangeiro. O longa também ganhou estatuetas em outras premiações, como Bafta Awards, Buil Film Awards, Sydney Film Festival e Critics' Choice Movie Award.  
      
Em 'Parasita', toda a família de Ki-taek (Song Kang-ho) está desempregada, vivendo num porão sujo e apertado. Uma obra do acaso faz com que o filho adolescente da família comece a dar aulas de inglês à garota de uma família rica. Fascinados com a vida luxuosa destas pessoas, pai, mãe, filho e filha bolam um plano para se infiltrarem também na família burguesa, um a um. No entanto, os segredos e mentiras necessários à ascensão social custarão caro a todos. Jang Hye-jin, Choi Woo-shik, Park So-Dam, Lee Sun-kyun e Cho Yeo-jeong também estrelam o filme.  
 
Considerado uma obra-prima pela crítica especializada, "Parasita" também fez grande sucesso de bilheteria, arrecadando mais de 250 milhões de dólares, com sua mistura de suspense e humor, repleto de críticas sociais.  Nesta segunda-feira, dia 5 de julho, o "Tela Quente" vai ao ar após "Império". 

sábado, 3 de julho de 2021

.: Crítica musical: Paul Gilbert mostra virtuosismo em CD solo


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico musical.


Conhecido como integrante da banda Mr. Big, o guitarrista Paul Gilbert acaba de lançar um CD "Werewolves Of Portland". Um trabalho que mostrou toda a sua capacidade como músico, ao tocar e gravar todos os instrumentos sozinho. A ideia do disco nasceu durante o bloqueio imposto pela pandemia do Covid-19. E de uma certa forma, acabou sendo um desafio e tanto para o músico. 

“Levei cerca de seis meses para pensar nisso, mas finalmente me ocorreu que eu poderia tocar todos os instrumentos sozinho. Sempre adorei tocar bateria e posso tocar baixo e teclado bem o suficiente para fazer o trabalho ”, informa ele. Seu impulso criativo simplesmente não aguentava mais esperar até que fosse seguro trabalhar com outros músicos novamente. Então ele próprio se tornou a banda que desejava formar.

O resultado desta aventura solo foi uma explosão de música rock instrumental original de um dos bons talentos da guitarra da atualidade. São dez ótimas faixas instrumentais que mostram um caldeirão de influências. Um nome que deve ter servido de inspiração foi Jeff Beck. A pegada virtuosa nos solos tem tudo a ver com o veterano guitarrista britânico que sucedeu Eric Clapton nos Yardbirds nos anos 60.

Gostei muito das faixas "My Godness" e "I Wanna Cry", que mostram bem o valor dos solos de Paul Gilbert na guitarra. Ele aparentemente tem todo o mundo da música sob seus dedos, cruzando gêneros e criando possibilidades infinitas para si mesmo, como se fosse a coisa mais natural que ele poderia pensar em fazer. "Werewolves Of Portland" é outro bom capítulo em seu trabalho e proporcionará aos fãs de guitarras de rock bons momentos de prazer auditivo.

"My Godness"


"I Wanna Cry"


"Werewolves Of Portland"


.: Inspirada em Renoir, Marília Mendonça lança EP com música inédita


Mais recente projeto de faixas autorais da cantora já está disponível nas plataformas de áudio pela Som Livre e com videoclipe no YouTube. Capa inspirada no quadro 
"O Baile no Moulin de la Galette" de 1876, pintado pelo renomado artista francês Pierre-Auguste Renoir

A rainha da sofrência Marília Mendonça apresentou nesta sexta-feira, dia 2, pela Som Livre, o mais recente projeto de músicas autorais, intitulado "Nosso Amor Envelheceu". O compilado de cinco músicas conta com uma faixa inédita, que dá nome ao trabalho, além das já conhecidas do público "Rosa Embriagada", "Troca de Calçada", "Foi Por Conveniência" e "Deprê", lançadas entre dezembro de 2020 e abril deste ano. A canção homônima ao EP chega ainda com um videoclipe no canal da artista no YouTube.

Assim como nas demais faixas que compõem o projeto (com exceção de "Deprê", a primeira da leva), a capa de "Nosso Amor Envelheceu" também é inspirada em uma icônica obra de arte. Desta vez, a releitura é baseada no quadro "O Baile no Moulin de la Galette" de 1876, pintado pelo renomado artista francês Pierre-Auguste Renoir. Com trechos como "nosso amor envelheceu / tá resmungando pelos cantos / já tô com vergonha de nós / veja a cara que estão nos olhando", a canção fala sobre o fim de uma história de amor.

Gravadas durante a live #VemAí realizada no dia 17 de outubro de 2020, quando a artista relembrou o início da carreira, as músicas que compõem o EP antecedem um próximo grande trabalho de Marília Mendonça neste ano: ela dará seguimento ao projeto "Patroas", no qual a artista canta ao lado das amigas Maiara & Maraisa. A previsão de lançamento é para o segundo semestre pela Som Livre.


Sobre Marília Mendonça
Marília Mendonça começou a escrever aos 12 anos e logo se tornou uma renomada compositora. Com apenas 20 anos, a cantora natural de Cristianópolis (GO), lançou pela Som Livre seu primeiro projeto autoral "Ao Vivo" (2016) em formato de CD e DVD. Percussora do crescimento feminino no sertanejo, hoje é a principal referência do segmento e detentora de diversos recordes, como a da live musical mais vista do mundo no YouTube (2020) e a atual cantora brasileira mais seguida no Spotify. A cantora também é dona do maior canal do segmento de música sertaneja do YouTube, com mais de 21 milhões de inscritos, e se tornou a primeira artista brasileira a atingir a marca de mais de 11 bilhões de visualizações.

Em 2019, o álbum ´Todos Os Cantos´ , que rodou as capitais do país em turnê e ganhou o Grammy Latino, apresentou sucessos consagrados como "Todo Mundo Vai Sofrer", "Supera", "Graveto" e virou documentário no Globoplay. Em 2020, Marília lançou o álbum ´Patroas´ com a dupla Maiara & Maraisa. Em 2021, a cantora apresenta seu novo projeto de faixas autorais, o EP " Nosso Amor Envelheceu", que além da faixa homônima traz os singles "Deprê", "Foi Por Conveniência" , " Troca de Calçada" e "Rosa Embriagada" .

Tracklist do EP "Nosso Amor Envelheceu" - Marília Mendonça

1. "Nosso Amor Envelheceu"

2. "Rosa Embriagada"

3. "Troca de Calçada"

4. "Foi Por Conveniência"

5. "Deprê"

.: Personagem Chico Bento completa 60 anos: algumas curiosidades


Chico Bento, personagem da "Turma da Mônica", completou 60 anos na última quinta-feira, dia 1º de julho. Além de se declarar um caipira de raiz como seu personagem, Mauricio de Sousa revelou nas redes sociais que Chico Bento foi baseado em suas memórias vivenciadas em Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo, e que o nome do protagonista foi emprestado de um tio-avô.

Mauricio de Sousa já contou contou algumas curiosidades sobre Chico Bento: ele é fã da cantora Roberta Miranda e do músico Almir Sater. Questionado sobre o casamento do Chico Bento com Rosinha, Maurício de Sousa respondeu: “Bem, por enquanto eles são ainda crianças. Mas todo ano, nas festas juninas, eles se casam de mentirinha”. Nos quadrinhos, “Chico Moço”, o personagem cresceu, e até entrou na faculdade, no curso de agronomia.


.: Myrian Rios reestreia a peça "Rainha Ester" com temporada presencial em SP


Myrian Rios reestreia a peça “Rainha Ester”, neste sábado, 3 de julho, com temporada presencial, no Teatro Santo Agostinho,  em São Paulo. A atriz volta aos palcos após 20 anos longe do teatro e comemora 45 anos de carreira. Foto: Flávio Mello dos Santos


Após mais de 20 anos longe dos palcos, Myrian Rios está de volta ao teatro e interpretando uma personagem bíblica. A partir de 3 de julho, a atriz apresentará o espetáculo “Rainha Ester”, em temporada presencial, no Teatro Santo Agostinho de São Paulo, somente aos sábados, às 19h.  

Em cena, Myrian Rios encara o desafio de fazer o seu primeiro monólogo. “É uma mistura de sentimentos: feliz por estar pisando no palco de novo e muito preocupada de não dar conta do monólogo. No teatro, eu atuei poucas vezes e, as vezes que atuei, sempre fui com mais um ator. Nunca sozinha. Mas o Rogério (Fabiano, diretor) acreditou e a gente começou a fazer a leitura e fui criando confiança. É a emoção e a alegria de estar voltando e a responsabilidade de fazer um trabalho muito bem feito, para que as pessoas se emocionem e sintam a história linda de superação da Ester. E paralelo a isso veio a pandemia. O teatro não fica cheio, ficam poucas pessoas na plateia e com máscaras. Então, você olha e não sabe se a pessoa está gostando ou não, se está entendendo ou não. É um outro desafio”, conta a atriz, que ainda está celebrando 45 anos de carreira.

A produção mostra a saga do povo judeu na Pérsia, condenado à morte e salvo pela Rainha Ester. De uma pobre vendedora de mercado, Ester, que havia sido sequestrada para servir ao imperador Xerxes, tornou-se rainha ao mostrar ter postura e inteligência diferenciadas das demais concubinas, sem que o imperador soubesse de sua origem judaica. 

Dessa forma, Ester conseguiu reverter uma decisão de um dos ministros do Império, que pedia o enforcamento de todos os judeus, e salvou seu povo do extermínio. Para Myrian Rios, viver Ester faz o seu retorno ser ainda mais especial. “Sou verdadeiramente católica, praticante, tenho algumas características da Ester: também consagro a minha vida a Deus, os meus propósitos; e eu peço a proteção e a orientação de Deus”, diz ela.

A peça tem a direção de Rogério Fabiano, amigo de Myrian Rios de longa data, e é a primeira vez que trabalham juntos. “Foi uma gratíssima surpresa. Porque ela é uma pessoa encantadora, uma atriz muito disciplinada, uma profissional de alto nível. Foram muito respeitosas a minha direção e as minhas colocações. Fiquei e estou muito feliz com esse trabalho”, elogia ele.

O texto é assinado por Cyrano Rosalém e, em suas pesquisas, ficou fascinado pela personagem. “Logo de cara, na leitura do 'Livro de Ester', na Bíblia, me apaixonei pela forte personalidade da mulher que, ao peitar um dos homens mais poderosos do mundo, o rei persa Xerxes, impôs sua vontade libertária e, com isso, salvar seu povo judeu de um massacre. Não é para qualquer uma. Descobri, depois de pesquisar muito em outras fontes, novas e surpreendentes facetas da personagem. Creio que consegui, em uma hora de espetáculo, colocar tudo. E a Myrian encarna o papel verdadeiramente. Estamos todos muito satisfeitos”, enfatiza o autor. Essa é mais uma produção da Splendore Produções e Eventos.


Serviço:
Espetáculo “Rainha Ester”
Dias: 3, 10, 17, 24 e 31 de julho.
Horários: sábados às 19h.
Local: Teatro Santo Agostinho - Rua Apeninos 118, Liberdade, São Paulo,
Valor: R$ 80 (Inteiro) e R$ 40 (estudantes e terceira idade).
Vendas e Informações: telefone: (11) 3209-4858.
Classificação: 12 anos.
Duração: 60 minutos.
O Teatro tem capacidade de 680 pessoas, porém atenderá com 40% de sua capacidade = 250 lugares.


Recomendações do Teatro Santo Agostinho
A recomendação é chegar ao teatro com apenas dez minutos de antecedência, para evitar aglomerações. É obrigatório o uso de máscara nas dependências do teatro. Respeitar a distância mínima entre as pessoas. Caso tenha algum sintoma, como febre, gripe, tosse e já tenha remarcado seu ingresso, informar ao Teatro para agendar nova data. Seu direito ao ingresso será respeitado.
 

Ficha técnica:
Espetáculo “Rainha Ester”
Participação especial em vídeo: Ernando Tiago como Rei Xerxes
Texto: Cyrano Rosalém
Trilha sonora original: Maestro Miguel Briamonte
Direção: Rogério Fabiano
 
Equipe de criação:
Desenho de luz: Rogério Fabiano
Definição de imagens e arte original: Sammy Ross
Cenário: Karol Marques
Figurinos: Luciene Cunha
Web designer: Splendore
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Assessoria de imprensa: Valéria Souza
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