segunda-feira, 19 de julho de 2021

.: "Políticas da Imagem": lançamento de Giselle Beiguelman na Ubu


A editora Ubu lança em agosto o livro "Políticas da Imagem - Vigilância e Resistência na Dadosfera", da professora da FAU-USP e artista Giselle Beiguelman. Neste novo livro, Beiguelman discute o estatuto da imagem no mundo contemporâneo e o surgimento de um regime de vigilância. O título sai pela coleção "Exit", que reúne reflexões sobre fenômenos atuais.

As imagens tornaram-se as principais interfaces de mediação do cotidiano, ocupando a comunicação, as relações afetivas, a infraestrutura, as estéticas da vigilância e os sistemas de escaneamento dos corpos na cidade. Ao falar em políticas da imagem, a autora defende que as imagens são, para além de lugar da transmissão de ideias e linguagens, o próprio campo das tensões e disputas políticas da atualidade.

Beiguelman associa a invenção e a distribuição massiva de smartphones a um novo regime de vigilância, não mais instituído pelo Estado, mas resultado da captação sistemática de dados pessoais, oferecidos deliberadamente pelos usuários às plataformas de mídias sociais – a dadosfera. A incontável produção de imagens nos feeds e stories de redes sociais, câmaras de vigilância e registros oficiais configuram, segundo ela, uma nova estética da vigilância.

Imagem digital, selfies, memes, aplicativos de envelhecimento da imagem, waze e google maps, vídeos deep fakes, escaneamento corporal, a internet das coisas, máquinas de reconhecimento facial, inteligência artificial, projeções de protesto em empenas nas cidades, censura digital, todas essas novidades do mundo contemporâneo são analisadas por Giselle Beiguelman para descrever (e ao mesmo guiar o leitor a reconhecer no mundo a sua volta) o papel da imagem nas relações sociais hoje.

Sobre a autora
Giselle Beiguelman nasceu em São Paulo, em 1962. Formou-se em história na FFLCH-USP em 1984 e doutorou-se em história social pela mesma instituição em 1991. Atua como artista e professora livre-docente da FAU-USP. Promove intervenções artísticas no espaço público e com mídias digitais. Entre seus projetos recentes, destacam-se "Memória da Amnésia: Políticas do Esquecimento" (2015), "Odiolândia" (2017), "Monumento Nenhum" (2019) e "nhonhô" (com Ilê Sartuzi, 2020). 

Foi curadora do projeto "Arquinterface: a Cidade Expandida pelas Redes" (2015). É membro do Laboratório para Outros Urbanismos (FAU-USP) e do laboratório interdisciplinar Image Knowledge, da Humboldt-Universität zu Berlin, e coordenadora do Gaia (Grupo de Arte e Inteligência Artificial do Inova–USP). Suas obras integram acervos de museus no Brasil e no exterior, como o ZKM e o Jewish Museum Berlin, na Alemanha; o Latin American Colection – Essex University, na Inglaterra; o Yad Vashem, em Israel; e o MAR, o MAC-USP e a Pinacoteca de São Paulo, no Brasil. 

Recebeu da Associação Brasileira dos Críticos de Arte o Prêmio ABCA 2016, na categoria Destaque. Suas pesquisas abordam a produção e a preservação de arte digital, arte e ativismo na cidade e as estéticas da memória no mundo contemporâneo. Foi editora-chefe da revista Select de 2011 a 2014 e é colunista da Rádio USP e da revista Zum. Site: desvirtual.com.


Trechos selecionados

"Um outro paradigma de consumo e produção está se montando e evidenciando que as imagens deixaram de ser planos emolduráveis. Transformaram-se nos dispositivos mais importantes da contemporaneidade, espaço de reivindicação do direito de projeção do sujeito na tela, subvertendo os modos de fazer (enquadrar, editar, sonorizar), mas também os modos de olhar, de ser visto e supervisionado."

"A economia liberal dos likes, e suas fórmulas de sucesso, tende a homogeneizar tudo que produzimos e vemos. Padroniza ângulos, enquadramentos, cenas, estilos. O que está por trás disso são os critérios de organização dos dados para que sejam mais rapidamente 'encontráveis' nas buscas e os modos como os algorítmicos contextualizam os conteúdos nas bolhas específicas a que pertencemos (algo que não controlamos e que nos controla)."

"Nas redes sociais, as imagens aparecem atreladas ao lugar e à hora em que são produzidas, e são contextualizadas pelos seus algoritmos, em relação a um determinado grupo e segundo padrões internos dos arquivos digitais. É nesse ponto que a cultura do compartilhamento se cruza com a cultura da vigilância."

"A lógica da vigilância passa a operar segundo um novo paradigma. A ameaça não é mais a de sermos capturados por um olho onipresente do tipo Big Brother. Mas o reverso, o medo de não sermos visíveis e desaparecermos"

"A Amazon implantou [um] tipo de câmera em seus depósitos para monitorar o contágio [da Covid-19] entre seus funcionários. Ela funciona como um porteiro eletrônico. Caso o indivíduo esteja com febre, não entra. O corpo transforma-se, assim, na senha do novo normal."

"Imagine a seguinte situação. Você é cliente de uma loja onde experimentou várias roupas. A loja usa etiquetas invisíveis de RFID [identificação por radiofrequência] nas peças que vende. Meses depois, você volta a essa mesma loja e uma tela lista, automaticamente, todos os produtos de que você pode vir a gostar. E se você gostar de alguma coisa, não precisará sequer passar seu cartão de crédito no caixa. Suas informações já estão no banco de dados e sua roupa nova será debitada automaticamente."

"Toda imagem digital é potencialmente não humana, carregando uma série de camadas e informações que são legíveis apenas por máquinas. E é esse reduto inalcançável aos olhos e à linguagem humana que dá à visão computacional o poder de interferir no cotidiano, determinando o acesso a lugares, por meio de reconhecimento facial ou mapas de calor, na obtenção de um emprego, por meio de leitura da íris, e na prevenção da probabilidade de um delito, através do sensoriamento dos seus movimentos e informações dispersas em incontáveis bancos de dados."

"Como se sabe, computadores não enxergam. Os conteúdos visuais são mapeados pelas palavras que os descrevem e pelo reconhecimento de alguns padrões, como linhas, densidades e formas. Esses padrões designam, por exemplo, o que supostamente são seios, nádegas e pênis nas fotos que postamos na internet. Podem, por isso, funcionar como primeiro operador da censura das imagens nas redes sociais, fato que vem se tornando cada vez mais corriqueiro."

"Quanto mais o discriminador aprende a reconhecer as imagens falsas, mais o gerador aprende a enganá-lo. Essa é a receita por trás de um vídeo deepfake e o que explica a razão de celebridades e personalidades públicas serem mais vulneráveis que outros usuários das redes a se transformar em protagonistas de um vídeo 'profundamente falso'. A quantidade de imagens disponíveis on-line dessas pessoas é muito maior que a de outros usuários, fornecendo mais dados para o aprendizado de seus gestos, expressões faciais e fala."

"Esse universo de relações sociais que está na base das IAs [inteligências artificiais] esclarece que a suposta misoginia e o racismo dos algoritmos têm dimensões humanas e políticas incontestes. O tema é de extrema importância e urgência. Conforme se expandem os sistemas de visão computacional, seus algoritmos podem impor novas modalidades de exclusão, determinando o que é ou não visível para nós, nas bolhas dos aplicativos e socialmente."

"Antes que se comece com os argumentos de que não há nada de novo nisso, que o stalinismo fez vasto uso de fotos adulteradas, que o nazismo e o fascismo fraudaram inúmeras outras e que depois do Photoshop ninguém mais se surpreende com manipulações de imagens, é bom frisar: o deepfake não é colagem, tampouco edição e dublagem. O deepfake é imagem produzida algoritmicamente, sem mediação humana no seu processamento, que utiliza milhares de imagens estocadas em bancos de dados para aprender os movimentos do rosto de uma pessoa, inclusive os labiais e suas modulações de voz, para prever como ela poderia falar algo que não disse."

"Pandemia global, a Covid-19 é também uma pandemia de imagens. Nela se consolidou um novo vocabulário visual, fundado em estéticas da vigilância e da extroversão da intimidade, cruzando a aceleração do cotidiano, pela digitalização da vida, com a perda de horizontes plasmada pela resiliência da Covid-19."

"Ao longo de toda a campanha eleitoral, diante das (próprias) câmeras, o candidato Bolsonaro ria, ficava sério, desafiava 'a mídia', preparava o pão com leite condensado do seu café da manhã, ia ao açougue e fazia churrasco. Aparecia no barbeiro, posava com a filha, descansava no sofá e compartilhava mimos recebidos de seguidores anônimos. De camiseta esportiva, shorts, e mesmo de terno e gravata, já no posto de presidente, ele não fala com seu eleitor, ele o exprime. E, ao exprimi-lo, transforma-o em um herói, convidando o eleitor a eleger-se a si próprio."


Ficha técnica
Livro: 
"Políticas da Imagem - Vigilância e Resistência na Dadosfera"
Autora: Giselle Beiguelman
Coleção:
Exit
Páginas: 224
Editora: Ubu
Link na Amazon: https://amzn.to/3ewgg8X



.: Inscrições para a 6ª edição do Prêmio Kindle de Literatura estão abertas


Os autores terão até 15 de setembro para participar com romances inéditos em português. Para participar, autores devem autopublicar seus romances via Kindle Direct Publishing (KDP), a ferramenta gratuita e fácil da Amazon para escritores disponibilizarem suas obras ao redor do mundo.


A Amazon.com.br e Grupo Editorial Record anunciam a abertura das inscrições da 6ª edição do Prêmio Kindle de Literatura, que conta com o aumento do valor a ser entregue ao vencedor para R$ 50 mil com o objetivo de reconhecer autores independentes no Brasil e suas obras literárias. Para participar desta edição, os autores devem publicar suas obras pelo KDP (amazon.com.br/kdp), a ferramenta de autopublicação da Amazon, até o dia 15 de setembro de 2021. Os autores devem incluir #PrêmioKindle no campo de metadados de palavras-chave durante o processo de autopublicação e cadastrá-lo na categoria Ficção.

Os títulos inscritos devem ser romances originais em português do Brasil, que não tenham sido publicados anteriormente, e submetidos exclusivamente ao Kindle durante o período do Prêmio, inscrevendo-os no programa KDP Select. Os termos e condições do Prêmio Kindle de Literatura podem ser consultados em amazon.com.br/premiokindle .

Como nas edições anteriores, as obras participantes serão avaliadas por um painel de especialistas editoriais, selecionados pela Amazon e pelo Grupo Editorial Record. Cinco finalistas serão anunciados e avaliados por um júri especial. O autor vencedor receberá R﹩50 mil - um prêmio em dinheiro de R$ 40 mil e um adiantamento de direitos autorais de R$ 10 mil pelo contrato de publicação da versão impressa do livro pelo Grupo Editorial Record em qualquer de seus selos editoriais.

Todos os finalistas também receberão um selo de livro "Finalista" para inserir na capa da versão original não editada do eBook. Além disso, terão uma versão em audiolivro de sua obra, que estará disponível no Audible. "Estamos muito felizes em celebrar os autores independentes com o KDP mais uma vez", afirma Alexandre Munhoz, gerente-geral da Amazon para Livros no Brasil. "Trabalhamos muito com toda a cadeia criativa do livro para criar as melhores oportunidades para os autores contarem suas histórias e encontrarem seus leitores, e estamos muito animados para ver o que eles trarão", completou.

"A natureza plural do Prêmio Kindle de Literatura, que prestigia a melhor ficção, seja de qual gênero for - romance histórico, jovem adulto, literário … - se conecta demais à bibliodiversidade que temos no Grupo Editorial Record. Estamos muito contentes por mais um ano de parceria com essa premiação que é um belo incentivo ao reconhecimento de autores brasileiros", disse Roberta Machado, diretora comercial e uma das sócias do Grupo Editorial Record.

As edições anteriores do Prêmio Kindle de Literatura já tiveram mais de 8.000 títulos participantes publicada por mais de 7 mil autores, com um aumento de 30% das obras inscritas na última edição. A vencedora da 5ª edição foi a paraibana Marília Arnaud com a obra "O Pássaro Secreto". Outros finalistas dessa edição são "Coisa Ruim", de Dani Mussi, "Infância no Além", de Fernando A. Soares, "Embaixo das Unhas", de Vitor Camargo de Melo, e "Noturno em Punta del Diablo", de Tailor Diniz. Os vencedores das quatro edições anteriores foram: "Dias Vazios", de Barbara Nonato, "Dama de Paus", de Eliana Cardoso, "O Memorial do Desterro", de Mauro Maciel, e "Machamba", de Gisele Mirabai.

"Quando autopubliquei 'O Pássaro Secreto' pela ferramenta KDP, não podia imaginar o que me esperava", disse Marília Arnaud, vencedora da 5ª edição. "O Prêmio Kindle de Literatura alavancou a minha carreira, dando visibilidade à minha literatura e me presenteando com uma imensidão de leitores", acrescenta.

Este ano, os autores também podem criar sua própria página de autor com o lançamento da Author Central no Brasil. Além de compartilhar as informações mais atualizadas sobre os autores e seus livros, eles podem engajar seus leitores com conteúdo de marketing adicional e suas biografias, estando disponíveis nas lojas Kindle e de Livros, e com links para seus títulos disponíveis. Saiba mais em https://author.amazon.com.br/.

Todos os romances serão avaliados em diversos critérios, como criatividade, originalidade, qualidade de escrita e viabilidade comercial. Cinco finalistas serão selecionados por um painel de jurados qualificados e especialistas editoriais e apenas um será reconhecido como vencedor. A Amazon dará um prêmio em dinheiro de R﹩ 40 mil para o vencedor, e todos os finalistas serão apresentados nas comunicações da Amazon.com.br aos clientes, e receberão uma versão em audiolivro desses títulos , que estará disponível na Audible para milhões de membros em mais de 180 países em todo o mundo. O vencedor também receberá um adiantamento de direitos autorais de R﹩ 10 mil pela versão impressa do livro, conforme contrato que terá a oportunidade de firmar com o Grupo Editorial Record.

O KDP é uma ferramenta rápida, gratuita e fácil para autores e editores publicarem seus livros e disponibilizá-los para leitores em todo o mundo. Com o KDP, os autores têm total controle do processo, desde a concepção da capa até a definição do preço, podendo receber até 70% em royalties. Todos os romances participantes do Prêmio Kindle de Literatura estarão disponíveis na Loja Kindle e no Kindle Unlimited. Os eBooks Kindle podem ser comprados e lidos com os aplicativos Kindle gratuitos para tablets e smartphones Android e iOS, computadores, bem como e-readers Kindle.


Sobre a Audible, Inc.
A Audible Inc., uma subsidiária da Amazon.com, Inc. (NASDAQ:AMZN), é criadora e fornecedora líder de narrativas em áudio premium, oferecendo aos clientes uma nova maneira de aprimorar e enriquecer suas vidas todos os dias. O conteúdo da Audible inclui mais de 645.000 programas de áudio das principais editoras de audiolivros, emissoras, artistas, editoras de revistas e jornais e provedores de informações de negócios.


Sobre o Kindle Direct Publishing
O Kindle Direct Publishing, ou KDP, é um serviço de autopublicação gratuito que permite que autores independentes publiquem seus trabalhos e alcancem novos públicos. Com o KDP, o poder da publicação está acessível a leitores e autores em todo o mundo, permitindo que um conjunto mais robusto e diversificado de vozes compartilhe histórias com um público mais amplo do que nunca. Para mais informações, visite amazon.com.br/kdp .


Sobre a Amazon
A Amazon orienta-se por quatro princípios: obsessão pelo cliente ao invés de foco na concorrência, paixão por invenções, compromisso com excelência operacional e visão de longo prazo. A Amazon se empenha para ser a empresa mais centrada no cliente do mundo, a melhor empregadora do mundo, e o lugar mais seguro para se trabalhar no mundo. Avaliações de consumidores, compra com 1-Clique, recomendações personalizadas, Prime, Fulfillment by Amazon (Logística da Amazon), Amazon Web Services (AWS), Kindle Direct Publishing, Kindle, Career Choice, Fire tablets, Fire TV, Amazon Echo, Alexa, tecnologia Just Walk Out, Amazon Studios e The Climate Pledge são algumas das ações pioneiras da Amazon. Para mais informações, acesse amazon.com.br/imprensa ou entre em contato pelo e-mail imprensa@amazon.com .

Sobre o Grupo Editorial Record
O Grupo Editorial Record é um dos maiores conglomerados editoriais da América Latina. Em quase 80 anos reuniu um portfólio de doze editoras, que renovaram o espírito e fortaleceram as missões de promover o debate e de valorizar a bibliodiversidade. Além de ser uma das mais antigas editoras de livro atuantes no Brasil, a Record tem dinamismo na produção, proporcionado pela gráfica própria, capaz de rodar 100 livros de 200 páginas por minuto no Sistema Poligráfico Cameron.

domingo, 18 de julho de 2021

.: "Lembranças de Aninha" traz 12 textos incríveis de Cora Coralina


"Lembranças de Aninha"
traz 12 textos de Cora Coralina que levam o leitor a sua infância no interior de Goiás. Por meio da poesia, apresentando um universo rural delineado por lavouras, colheitas, animais, celeiros, árvores, currais, paióis, engenhos, hábitos, costumes. O livro inédito, lançado pela Global Editora, conduz o leitor a uma literatura vibrante.

Delicada e afetiva, que envolve as pessoas numa linguagem própria da autora e lirismo com versos sábios e fortes, a obra aborda o universo infantil povoado por amigos imaginários, brincadeiras, medos e punições, além da influência do seio familiar marcado pela tradição dos tempos antigos.

As ilustrações e projeto gráfico de Claudia Furnari transportam o leitor a esse ambiente rústico e poético, auxiliado pelas linhas e cores atribuídas às imagens. É um livro que recupera e apresenta aos mais jovens um tempo distante e uma forte presença de aspectos regionais, em forma de vivências poéticas de um Brasil do interior, central e do coração.


Sobre Cora Coralina
Cora Coralina é o pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto (1889-1985). Nasceu na cidade de Goiás. Aos 15 anos de idade, Ana se tornou Cora, derivativo de coração. Coralina veio depois, como uma soma de sonoridade e tradução literária.

Publicou seu primeiro livro aos 76 anos e despontou como detentora de uma das maiores expressividades da poesia moderna. Em 1982, recebeu o título de Doutora Honoris Causa da Universidade Federal de Goiás. No ano seguinte, foi a vencedora do concurso Intelectual do Ano do Troféu Juca Pato, tornando-se a primeira mulher a receber tal honraria.

.: "Frida Kahlo e as Cores da Vida", o romance biográfico sobre a artista


Romance contundente sobre a feminilidade, história, arte e liberdade, a partir de sua trajetória da artista. 

"Frida Kahlo e as Cores da Vida" é mais que um livro biográfico. Nele, os momentos marcantes da história da artista mexicana são contados em forma de romance, numa ficcionalização de sua vida. Com uma intensa pesquisa histórica e uma paixão ainda maior pela pintora, a autora Tania Schlie, aqui sob o pseudônimo de Caroline Bernard, leva o leitor a conhecer mais um pouco sobre essa grande personalidade. 

Depois de um terrível acidente e com a saúde frágil, Frida Khalo abandona a vontade de ser médica. Em meio às dores de seu corpo engessado, começa a desenhar flores no gesso ao redor de sua coluna, algo que chama a atenção de seu pai, que a incentiva a pintar enquanto se recupera. 

Leitora voraz e com uma inteligência ímpar, casa-se jovem com o também artista e muralista Diego Rivera, um relacionamento tempestuoso marcado por idas e vindas, mas que leva Frida a mergulhar profundamente em tintas e telas. Sua vida pessoal é vibrante como as cores de sua paleta, sua personalidade forte como a sua arte. 

Na Alemanha, país de origem da autora, "Frida Kahlo e as Cores da Vida" já vendeu mais de 200 mil exemplares e teve os direitos negociados para mais de dez países. Caroline Bernard é o pseudônimo de Tania Schlie. Escritora há mais de 20anos, ela adora imaginar histórias sobre mulheres fortes. "Frida Kahlo e as Cores da Vida" é o segundo romance da autora inspirado em pessoas reais. Atualmente, ela vive nos arredores de Hamburgo, na Alemanha.

.: Evandro Mesquita é o convidado do "Provoca" desta terça-feira


Edição relembra o surgimento e sucesso da banda Blitz, entre outras histórias, na TV Cultura. Foto: Julia Rugai


Nesta terça-feira, dia 20, o "Provoca" recebe o cantor e ator brasileiro Evandro Mesquita. A edição comandada por Marcelo Tas retoma casos do passado do artista, tais como o surgimento e sucesso da banda Blitz, a saudade do Rio de Janeiro de tempos atrás e ainda, experiências como quando conheceu Bob Marley. A atração vai ao ar a partir das 22h, na TV Cultura.

De grande contribuição ao rock brasileiro, Evandro conta de onde surgiu o nome da banda que fez sucesso durante os anos 80. A Blitz movimentou os estilos musicais da época e, durante a edição, o compositor conta como foi escutar pela primeira vez no rádio o sucesso "Você Não Soube me Amar". "Foi uma alegria muito grande ver que um trabalho que começou no underground agora começava a ganhar espaço", conta.

Além disso, o ator compartilha de um sentimento nostálgico por um Rio de Janeiro de tempos atrás. "Eu vejo uma cidade agora sem esquina, esquinas aconchegantes, sem bares. A gente tropeçava em Tom Jobim, Vinícius, Ziraldo, Chico Buarque e Leila Diniz. Eu morava na Lagoa. E toda aquela efervescência dos anos 60 e 70 que me alimentou muito assim, meio que se perdeu", diz Evandro. Tas questiona o que possivelmente a Blitz tem a dizer após esses quarenta anos e o artista explica ter saudade das "pegadas" dos seus pela cidade.

Ainda compartilhando o passado, o ator comenta com humor a chegada de seus 70 anos e relembra histórias como o "verão da lata" que trouxe para o litoral carioca cannabis de melhor qualidade, vindas pelo mar. Além disso, Tas o pergunta sobre o Brasil dos dias de hoje e Evandro explica que deve-se redescobrir o Brasil e retomar o astral perdido nas artes e nas ruas.

Por fim, o ator compartilha no "Provoca" a vez que conheceu o símbolo do reggaeBob Marley. A história da experiência mística de fumar e trocar alguns momentos com ele ficou: "ter o olho do Bob Marley te olhando, sorrindo, assim sabe, foi uma coisa tatuada na minha alma", diz o ator.

.: O experimento cênico "Transe" encerra temporada gratuita neste domingo


O experimento cênico "Transe", que une as linguagens do teatro e do cinema, encerra temporada neste domingo, 18 de julho, no Youtube. Com texto de Pedro Henrique Lopes e direção de Diego Morais, a obra reflete sobre a construção de nossas personalidades e sobre os valores que guiam nossos comportamentos e desejos. Em cena, estão os atores Pedro Henrique Lopes e Oscar Fabião, que vivem duas facetas de um garoto de programa. “Transe”é um experimento cênico sobre os valores e freios morais que guiam nossos comportamentos e desejos. O drama encerra temporada, no Youtube, neste domingo, dia 18 de julho. "Transe" - Pedro Henrique Lopes (esq) e Oscar Fabião. Foto: Diego Morais.


Com roteiro de Pedro Henrique Lopes e direção de Diego Morais, a obra acompanha o embate entre duas personalidades de um garoto de programa, vivido, ao mesmo tempo, por Pedro e Oscar Fabião. O experimento cênico une as linguagens do teatro e do cinema para refletir sobre a construção de nossa imagem e tabus que envolvem a sexualidade e a saúde mental

Quem é você? Você sabe? Ninguém consegue viver em sociedade sem representar. A criação de personas se faz necessária para que o indivíduo se adapte ao mundo e consiga manter relacionamentos saudáveis. O problema é quando sua essência começa a se perder no caminho e você já não sabe mais quem é o seu “verdadeiro eu”.

Com roteiro de Pedro Henrique Lopes e direção de Diego Morais, o experimento cênico “Transe”, que encerra temporada neste domingo (18/07), no Youtube, põe em cena esses conflitos de personalidade a partir da história de um garoto que cria um personagem de si mesmo ao entrar na prostituição. O roteiro é baseado em relatos reais de garotos de programa e suas experiências na criação de múltiplos personagens para exercer a profissão. É possível sair ileso quando você deixa de ser você?

Disponível para ser assistido no horário em que o espectador preferir, “Transe” tem ingressos gratuitos com retirada pelo Sympla (https://www.sympla.com.br/transe__1226473). O projeto tem patrocínio do Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc.

“Transe” é um drama que acompanha o embate entre João (Pedro Henrique Lopes), um jovem inseguro com sua aparência e receoso de seus desejos libertinos, e Nicolas (Oscar Fabião), um “michê” extravagante e cheio de luxúria. Junto com o dinheiro rápido da prostituição começam a vir os remédios psiquiátricos para reverter os danos da vida de excessos de Nicolas. As crises, as vozes, as alucinações e o fato de não se reconhecer afetam o modo de pensar, sentir e agir de João. Numa espécie de transe, eles mergulham um no outro para tentar encontrar sua verdadeira essência. A partir da história, a obra discute tabus que envolvem a sexualidade humana e a saúde mental.

“Quis criar uma trama de embate entre duas personalidades, sem cair no óbvio do conflito maniqueísta entre o anjinho e o diabinho. Colocamos em oposição momentos diferentes da carreira do protagonista, como o começo cheio de pudores, quando ele tinha medo de dar vazão aos desejos, até uma fase mais libertina e liberta. E questionamos o quanto as nossas inseguranças nos impedem de viver como queremos”, analisa o autor e ator Pedro Henrique Lopes. “O Nicolas é um jovem sem pudores, instintivo, que se joga e não tem medo de consequências. O maior desafio foi ter que me despir das censuras e dos pudores porque o personagem não tem essa trava. Ele não deixa de fazer algo por receio do que os outros vão pensar, o que acaba acontecendo a todos nós em algum momento”, acrescenta o ator Oscar Fabião.

O curta-metragem foi filmado em uma única locação: um apartamento em Santa Teresa. Com os desafios impostos pela pandemia e a consequente pesquisa sobre novas linguagens artísticas, “Transe” se propõe a investigar as possibilidades da união entre o teatro e a tela, na utilização de diferentes enquadramentos, projeções e o jogo cênico entre dois atores.

“O Transe foi um projeto idealizado para o teatro. Quando a gente se deparou com a necessidade de explorar a linguagem do audiovisual, buscamos as interseções possíveis entre as duas artes. A ideia era contar a história através da câmera mas sem perder a atmosfera de teatralidade e, para isso, a gente usou alguns recursos do palco, como jogos de luz, imagens projetadas sobre o corpo dos atores e movimentos específicos. A câmera acompanha todos como se fosse uma terceira personalidade, alguém de fora invadindo o apartamento do Nicolas. É um filme, mas não se aproxima do cinema no aspecto realista”, descreve o diretor Diego Morais.


Sobre Diego Morais
Nascido no Recife e radicado no Rio de Janeiro, o diretor Diego Morais tem uma carreira premiada no teatro e na televisão. No teatro, dirigiu “Vamp, O Musical” (2017 – indicado como Melhor Diretor de Teatro Musical no Botequim Cultural 2017), “Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças” (2013), “O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças” (2016, indicado como Melhor Diretor no Prêmio CBTIJ 2016 e no Botequim Cultural 2016), “Bituca – Milton Nascimento para Crianças” (2017 – premiado como Melhor Diretor no Botequim Cultural 2017), “Tropicalinha – Caetano e Gil para Crianças (2018 – premiado como Melhor Diretor no Botequim Cultural 2018), “Raulzito Beleza – Raul Seixas para Crianças” (2009), “Mojo Mickybo” (2009) e “O Meu Sangue Ferve Por Você” (2009 e 2020). É diretor de dramaturgia na TV Globo, onde dirigiu as novelas “Verão 90” (2019) e “Eta Mundo Bom!” (2016), e o programa de variedades “Simples Assim” (2020). Também integrou a equipe do filme “Os Normais 2”, dos seriados “Toma lá, Dá cá”, “A Vida Alheia” e “SOS Emergência” e das novelas “Malhação”, “Aquele Beijo”, “Guerra dos Sexos” e “Alto Astral”.


Sobre Pedro Henrique Lopes
Mestre em Comportamento do Consumidor pela FGV, Especialista em Narrativas Audiovisuais pela PUC Rio e bacharel em Artes Cênicas pela UNIRIO e em Turismo com ênfase em Gestão do Entretenimento pela UFF, Pedro tem se dedicado à carreira artística desde os 14 anos. Autor, ator e diretor de produção do musical “O Meu Sangue Ferve Por Você” (2009 a 2020) e do projeto “Grandes Músicos para Pequenos” que conta com sete espetáculos premiados e foi assistido por mais de 200 mil pessoas. É autor dos espetáculos infantis “Detetives do Prédio Azul – O Mistério do Teatro” (2019), da sequência de livros “Gêmeos?!” (2020), e assina a adaptação da versão brasileira do espetáculo irlandês “Mojo Mickybo” (2019).

Integrou o elenco dos musicais brasileiros “Chacrinha – O Musical” (2014) como Aberlado Barbosa (jovem) e Benito de Paula, “Vamp – O Musical” (2017) como Gerald Lamas, “Esta é a Nossa Canção” (2009), “Baby” (2011) e, ainda, da versão americana de “Guys and Dolls” (2006). Foi performer da Disney no Brasil (2008) e nos EUA (2005 e 2006). Protagonizou os espetáculos infantis “Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças” (2013), “O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças” (2016) e “Tropicalinha – Caetano e Gil para Crianças” (2018). Na TV Globo, viveu Wanderlei em “Aquele Beijo” (2011), Padre Francisco em “Eta Mundo Bom!” (2016) e Ari em “Verão 90” (2019).


Sobre Oscar Fabião
Formado pela Faculdade da Casa das Artes de Laranjeiras, Oscar Fabião protagonizou o espetáculo teatral “Pop Kamikaze”, de Marcos Nauer, integrou o elenco de “O Teatro da Grande Marionete”, com a Artesanal Cia de Teatro, foi Louis em “Angels in America” sob direção de Hermes Frederico e Luca em “Sangue”, de Lars Norén, direção de Marcus Alvisi. Faz parte do projeto “Homens na Dança”, do Centro de Artes Nós da Dança e teve aulas de canto com Carol Futuro, Ester Elias, Ronnie Kneblewski, Alessandra Hartkopf e Kiko do Vale. No Teatro Musical, fez parte do elenco de “Cazuza - Pro Dia Nascer Feliz - O Musical” e “Godspell”, com direção de João Fonseca, “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos”, direção Miguel Falabella, “Vamp - O Musical”, com direção de Jorge Fernando e Diego Morais, “MPB- Musical Popular Brasileiro”, com direção de Jarbas Homem de Mello e “Merlin e Arthur - Um Sonho de Liberdade”, com direção de Guilherme Leme Garcia. Na televisão, participou de “Malhação”, “Clandestinos - O Sonho Começou”, “Caminho das Índias” e “Verão 90”. Atuou em dois curtas metragens, tendo sido indicado a melhor ator no Boston International Film Festival. É integrante do “Coletivo Impermanente” e esteve em cartaz em 2020 com o espetáculo virtual “(in) Confessáveis” sob direção de Marcelo Várzea.


Ficha técnica:
"Transe"
Roteiro:
Pedro Henrique Lopes
Direção: Diego Morais
Elenco: Oscar Fabião e Pedro Henrique Lopes
Assessoria de imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)
Produção executiva: Oscar Fabião
Direção de produção: Entre Entretenimento (Pedro Henrique Lopes e Diego Morais)


Serviço:
"Transe"
Temporada:
de 17 de junho a 18 de julho
Dias e horários: disponível 24h por dia
Ingressos: gratuitos, com retirada pelo Sympla
(https://www.sympla.com.br/transe__1226473)
Tempo de duração: 30 minutos
Classificação etária: 18 anos




.: Escravidão é tema do "Roda Viva", que entrevista escritor Laurentino Gomes


Apresentado por Vera Magalhães, programa terá bancada e irá ao ar a partir das 22h, na TV Cultura, site da emissora e redes sociais.

Nesta segunda-feira, dia 19, o "Roda Viva" entrevista o escritor Laurentino Gomes que acaba de lançar o segundo volume da premiada série sobre a escravidão, em que faz o mais amplo e claro relato desta triste página da história do Brasil e dos povos da América. O primeiro volume, lançado em 2019, cobre um período de mais de 250 anos, entre 1444, quando houve o primeiro leilão de cativos africanos em Portugal, até 1695, incluindo o início da escravização no Brasil.

Já em "Escravidão - Volume II", o autor se concentra no século 18, no auge do tráfico de escravos, quando mais de 6 milhões de pessoas foram arrancadas de suas raízes na África e transportadas para a escravidão, no Brasil e na América.

O "Roda Viva" conta com uma bancada de entrevistadores formada por Eliana Alves Cruz, escritora, jornalista e roteirista; Michael França, pesquisador do Insper e colunista da Folha de S. Paulo; Paula Carvalho, historiadora e editora da revista Quatro Cinco Um; Pedro Doria, editor do Canal Meio e Rosane Borges, jornalista e pesquisadora da ECA-USP.

Apresentado por Vera Magalhães, o programa vai ao ar a partir das 22h, na TV Cultura, no site da emissora, no canal do YouTube, no Dailymotion e nas redes sociais Twitter e Facebook. Realização: Fundação Padre Anchieta, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal - Lei de Incentivo à Cultura.


sábado, 17 de julho de 2021

.: Entrevista: Carol Peixinho revela o porquê de ter participado do "No Limite"


Na última prova do reality show, Carol Peixinho chamou a atenção do público pela velocidade em que conseguiu comer as larvas de besouro e as baratas de madagascar. Nesta entrevista, ela revela tudo o que passou no programa e os bastidores. Foto: Globo/Sergio Zalis


A soteropolitana se destacou na Prova da Comida, mas não conseguiu escapar do Portal de Eliminação
A pouca estatura pode até ter atrapalhado o desempenho de Carol Peixinho em algumas provas, mas se tem uma coisa que a baiana soube fazer bem foi superar os seus limites e qualquer outro obstáculo dentro do jogo. Sentindo-se ameaçada desde a saída de Kaysar na última semana, Peixinho tentou alianças, traçou estratégias de defesa e lutou muito pela imunidade, principalmente na Prova da Comida. Mas não teve escapatória. Após receber os quatro votos da ex-tribo Carcará, Carol deixou o "No Limite" no último episódio.
 
O tão aguardado menu de pratos exóticos não assustou a publicitária e digital influencer. Carol Peixinho chamou a atenção do público pela velocidade em que conseguiu comer as larvas de besouro e as baratas de madagascar. "O olho de cabra foi o mais difícil de mastigar porque era bem duro. Mas ele era o mais tranquilo das opções. A barata foi pior. Ela tinha um casco muito duro. E viva! Eu fui sem nem pensar: enfiei as baratonas na boca e mastiguei. Uma delas começou a subir pelo meu braço (risos)", relembra ela.
 
Carol também se destacou no acampamento. A soteropolitana prezava sempre por manter um clima leve e alto-astral nos momentos de convivência, mas após a união das tribos na Jandaia, o jogo virou e Peixinho sabia que estava na mira. "Todos da Carcará eram grandes adversários para mim. Eles formaram uma tribo muito unida no jogo - estão certíssimos! Era nítido que eles não votariam entre si. Paula, Elana, Zulu e Viegas são competidores bem fortes e eu sabia que, com a junção, todos nós seríamos alvos", revela. O último episódio de "No Limite" vai na próxima terça-feira, dia 20, após "Império", com apresentação de Andre Marques, direção artística de LP Simonetti e direção geral de Angélica Campos. O reality é mais uma parceria da Globo com a Endemol Shine Brasil, com base no ‘Survivor’, um formato original de sucesso. 
 
 
Por que você topou participar do "No Limite" e como avalia a experiência?
Carol Peixinho - Eu gosto de reality show, né? (risos) Topei encarar esse desafio para descobrir como eu iria me comportar, o que eu iria aprender e testar meus limites. E também pelo prêmio, né? Ninguém quer passar perrengue à toa. A experiência foi a melhor possível e só levo momentos de felicidade. Conheci pessoas incríveis, aprendi muito sobre resiliência e acordei todos os dias querendo muito estar lá. Eu amei, faria tudo de novo.

 
Como você avalia a sua tribo, a Calango?
Carol Peixinho - A minha tribo é good vibes, né? Eu ouvi muita gente falando que o Calango não tem sangue no olho, que a gente é mole. Não, gente. Calango tem muito sangue no olho, tem resiliência, Calango se diverte no perrengue, Calango se doa. É uma tribo que foi para vencer sim, mas que antes de qualquer coisa, está ligada ao amor e a união. Eu caí na tribo certa.
 

Quem foi o seu maior aliado?
Carol Peixinho - André, com certeza. Ele é um cara muito calmo. A gente tem essa resiliência, essa forma de pensar, de olhar pro outro, de ouvir. Pelo olhar a gente ja sabia a decisão que o outro ia tomar. Os participantes foram saindo e ficamos cada dia mais parceiros. Ele foi meu aliado até o final e é um grande amigo aqui fora. Ganhei esse irmão no jogo.
 

E seu maior adversário?
Carol Peixinho - Todos da Carcará eram grandes adversários para mim. Eles formaram uma tribo muito unida no jogo - estão certíssimos! Era nítido que eles não votariam entre si. Paula, Elana, Zulu e Viegas são competidores bem fortes e eu sabia que, com a junção, todos nós seríamos alvos.
 

Quando você entrou no reality, tinha vontade de participar da prova da comida? Ou estava torcendo para que não tivesse nessa edição?
Carol Peixinho - Eu não aceitaria sair do "No Limite" sem participar da prova mais marcante, a mais clássica do programa. Eu estava preparada para comer qualquer coisa. Fui com sangue no olho e sou uma mulher sem frescuras. Foi incrível. Eu comi tudo, era a primeira a acabar. O olho de cabra foi o mais difícil de mastigar porque era bem duro. Mas ele era o mais tranquilo das opções. A barata foi pior. Ela tinha um casco muito duro. E viva! Eu fui sem nem pensar: enfiei as baratonas na boca e mastiguei. Uma delas começou a subir pelo meu braço (risos).
 

Para quem fica a sua torcida?
Carol Peixinho - Com certeza para o André, meu parceiro. Ele é competitivo, mas ao mesmo tempo tem resiliência. É um cara que ouve, que fala com todo mundo com respeito. Eu torço muito para que ele ganhe, ele merece.

.: Sucesso de "Dez por Dez": temporada prorrogada por mais dez dias


Obra de Neil LaBute, com dez atores em dez monólogos de dez minutos cada, retrata a complexidade da natureza humana e pode ser vista, gratuitamente, no site do Teatro Unimed, até 21 de julho. Adaptação feita pelos Irmãos Leme é protagonizada por Angela Vieira, Bruno Mazzeo, Chandelly Braz, Denise Fraga, Eucir de Souza, Ícaro Silva, Johnny Massaro, Leopoldo Pacheco, Luisa Arraes e Pathy Dejesus.

O Teatro Unimed anuncia que a temporada do espetáculo "Dez por Dez" será prorrogada por mais dez dias, podendo ser visto gratuitamente por todo o Brasil até a quarta-feira, 21 de julho de 2021, no site do Teatro Unimed (www.teatrounimed.com.br). 

"Dez por Dez" é uma coleção de monólogos originais escritos pelo roteirista, cineasta e dramaturgo Neil LaBute (de filmes como "Na Companhia de Homens", "Enfermeira Betty" e "Morte no Funeral"). Com adaptação dos Irmãos Leme - Guilherme Leme Garcia e Gustavo Leme -, as dez histórias de dez minutos cada reúnem um time de dez atores que dão vida a personagens homens e mulheres nas faixas dos 20, 30, 40, 50 e 60 anos de idade. O elenco brasileiro é formado por Angela Vieira e Leopoldo Pacheco (60 anos), Denise Fraga e Eucir de Souza (50 anos), Pathy Dejesus e Bruno Mazzeo (40 anos), Chandelly Braz e Ícaro Silva (30 anos) e Luisa Arraes e Johnny Massaro (20 anos).

A estética original foi totalmente mantida: planos sequência com câmera parada, em fotografia minimalista em preto e branco, onde o contraste, o foco, a diversidade de tons e a luz compõem todos os desenhos de imagem, lembrando o trabalho de fotógrafos como Henri Cartier-Bresson, Robert Doisneau, Peter Lindbergh e Sebastião Salgado, com os personagens em primeiro plano, em ambientes simples e, ao mesmo tempo, sofisticados. Assim, o trabalho foi realizado integralmente no icônico Edifício Santos-Augusta, em São Paulo, assinado por Isay Weinfeld, onde funcionam, além do Teatro Unimed, o Perseu Coffee House, o restaurante Casimiro e a sede de empresas, como a Way Model (todos estes espaços também serviram como locação).

Neil LaBute escreveu "Dez por Dez" ("Ten by Ten") como conteúdo exclusivo para o Audience Channel (DirecTV). Logo, a obra chamou a atenção de críticos, artistas e público por suas originalidade, pureza e força. Em março de 2020, em plena pandemia, a obra voltou a ser vista via Actor’s Studio (que, desde 2013, em sua unidade de St. Louis, Estados Unidos, tem homenageado LaBute com um festival anual de novos talentos do teatro). Ressaltando a importância do formato série com monólogos curtos e dinâmicos neste momento por que passa o mundo, LaBute declarou: "Enquanto todos nós esperamos em casa pelo vírus acalmar, eu decidi liberar essas histórias íntimas para a comunidade artística nacional como conteúdo para desfrutar e inspirar, enquanto coletivamente descobrimos como navegar nas águas em constante mudança de hoje e voltar a criar novos materiais juntos e individualmente”.

 Dono de texto ágil, engenhoso e sarcástico, LaBute busca, neste trabalho, retratar a complexidade da natureza humana, por meio de personagens que representam um retrato da sociedade atual, contando histórias, muitas vezes pessoais, sobre amor e luxúria. Tudo, claro, devidamente adaptado à realidade brasileira pela dupla criativa formada pelos irmãos Guilherme Leme Garcia (ator, diretor) e Gustavo Leme (cineasta e um dos principais diretores de filmes publicitários do Brasil). 

Guilherme já havia montado um dos sucessos de Neil LaBute ("A Forma das Coisas") e sempre foi um entusiasta de sua obra. Gustavo logo se encantou pelo projeto Dez por Dez, com formato dinâmico, moderno e belo conteúdo dramatúrgico. Assim, a dupla assumiu o desafio de transferir para a realidade brasileira o cenário social da versão original, bem marcado pela cultura norte-americana, mantendo a estética e a sofisticação concebidas por LaBute, utilizando grandes atores brasileiros. O próprio elenco também fez algumas colaborações na versão brasileira.

Com personagens fortes e temas instigantes, Neil LaBute tem se firmado como um dos mais importantes e implacáveis dramaturgos contemporâneos, além de roteirista e diretor de cinema. Esta sua obra e este grande elenco abrem a programação 2021 do Teatro Unimed, dando continuidade ao projeto Teatro Unimed Em Casa, que estreou com grande sucesso em outubro de 2020, com Luis Miranda e o espetáculo Madame Sheila, visto por mais de 80 mil pessoas, em 40 países.

 “Como parte de um sistema de cooperativismo médico, nossa missão de cuidar das pessoas deve ir além. Trabalhamos para que nossos clientes possam viver da melhor forma possível, desfrutando também da arte, da cultura e do lazer. O Teatro Unimed foi uma das poucas casas de arte e cultura que se manteve ativa durante a pandemia, conservando empregos no setor, levando diversão e saúde mental à população, e mais: tornando a cultura mais acessível, disponibilizando conteúdos de forma online para todos. Esperamos que, em breve, mais pessoas tenham a oportunidade de conhecê-lo, admirar sua beleza, propósito e estrutura, além de prestigiar nossos artistas pessoalmente”, afirma Luiz Paulo Tostes Coimbra, presidente da Central Nacional Unimed.

“Além de ser como um templo para a liberdade de expressão, um teatro deve servir para dar às pessoas mais acesso à cultura e ao entretenimento, com respeito à diversidade e ao ambiente que nos cerca. Isto é o que mais nos estimula a produzir o Teatro Unimed Em Casa”, declara Fernando Tchalian, CEO da desenvolvedora Reud, controladora do Teatro Unimed.

Com consciência e cuidado, a produção adotou uma série de rigorosas providências para as filmagens de "Dez por Dez". Todos os profissionais envolvidos com as gravações foram submetidos a contínuos testes realizados pela rede de medicina diagnóstica Alta Excelência Diagnóstica, referência em tecnologia, inovação e qualidade médica, com foco no atendimento humanizado (www.altadiagnosticos.com.br), além do protocolo de praxe: higienização contínua de equipamentos, acessórios, pisos e ambientes, uso de máscara obrigatório generalizado, higienização periódica das mãos, amplo distanciamento social e desinfecção diária dos locais.

 Assim como na versão norte-americana de 2020 e no espetáculo "Madame Sheila", exibido no site do Teatro Unimed no ano passado, o projeto "Dez por Dez" também tem caráter beneficente. Paralelamente à exibição gratuita dos monólogos, o público é convidado a colaborar, através de doações ao Fundo Marlene Colé, em prol dos trabalhadores do teatro em situação de insegurança alimentar devido aos efeitos da pandemia. O Teatro Unimed se firma como um espaço efervescente de criação e ajuda humanitária. www.fundomarlenecole.com.br


Elenco e sinopses

#1 - Mulher de 60 anos: Angela Vieira - Mulher conta sobre um momento do seu passado, em que viveu uma relação que se resumiu a único beijo e a marcou para o resto da sua vida.

#2 - Homem de 20 anos: Johnny Massaro - Garoto profundamente incomodado com a iminência da calvície vai revelando aos poucos um profundo amor por sua mãe, acreditando ser ela a única mulher que o aceitará careca.

#3 - Mulher de 50 anos: Denise Fraga - Mulher relata uma sequência de eventos trágicos em sua vida e revela, explicitamente, o desejo pelo suicídio. No final, ela provoca o espectador, pedindo sua ajuda para fazê-la desistir desse desejo.

#4 - Homem de 30 anos: Ícaro Silva - Homem conta sobre uma viagem de avião, em que fica incomodado com sua vizinha de poltrona. Quando dorme durante o voo, sonha que eles vivem uma relação amorosa conflituosa e bizarra.

#5 - Mulher de 40 anos: Pathy Dejesus - Mulher conta sobre seu casamento, em que era frequentemente espancada e abusada emocionalmente por seu marido. Ela foge de casa e acaba se relacionando com outra mulher, encontrando, assim, um novo casamento e, ao mesmo tempo, um esconderijo.

#6 - Homem de 40 anos: Bruno Mazzeo - Homem conta como o futebol faz parte fundamental de sua vida. Ele tem um filho que joga no time da escola e, acompanhando um de seus jogos, ele se envolve em uma séria briga com outro pai. Aos poucos, entendemos que ele já está morto enquanto relata a história. Bela reflexão sobre a violência nos esportes.

#7 - Mulher de 30 anos: Chandelly Braz - Jovem fala sobre um acidente de trânsito em que uma amiga morreu enviando uma mensagem para o namorado. Aos poucos, revela que eles viviam um triângulo amoroso na época do acidente.

#8 - Homem de 50 anos: Eucir de Souza - Homem discorre sobre o orgulho de estar casado há 30 anos. Ele não se conforma com casais que se separam e famílias não-tradicionais. Aos poucos, revela-se um homofóbico radical.

#9 - Mulher de 20 anos: Luisa Arraes - Menina traída pelo namorado passa a ter várias relações afetivas sem sentido, como forma de vingança.

#10 - Homem de 60 anos: Leopoldo Pacheco - Homem expõe seu incômodo e resistência a mudanças de hábitos e costumes na sociedade. Aos poucos, vai se revelando um racista conservador e intolerante com imigrantes.


Neil LaBute
Nascido em Detroit, EUA, em 1963, chamou atenção como autor, roteirista, produtor e diretor do filme Na Companhia de Homens (1997, com Aaron Eckhart), premiado no Sundance Film Festival, no Independent Spirit Awards e no New York Film Critics Circle. Foi responsável pelo roteiro e direção de filmes como "Seus Amigos, Seus Vizinhos" (1998, com, Nastassya Kinski e Ben Stiller), "Possessão" (2002, com Gwyneth Paltrow e Jeremy Northam), "Arte, Amor e Ilusão" (2003, com Paul Rudd e Rachel Weisz, baseado na sua própria peça "The Shape of Things"), "O Sacrifício" (2006, com Nicolas Cage) e "Encontro Selvagem" (2015, com Matthew Broderick). Dirigiu os filmes "Enfermeira Betty" (2000, com Renée Zellweger, Morgan Freeman e Chris Rock), "O Vizinho" (2008, com Samuel L. Jackson e Kerry Washington) e a versão americana de "Morte no Funeral" (2010, com Peter Dinklage, Zoë Saldaña, Tracy Morgan e Danny Glover). LaBute também criou algumas séries de TV, como "Billy & Billie" (2015) e "Van Helsing" (2016).


Guilherme Leme Garcia
Em 40 anos de carreira artística, realizou como ator, diretor e produtor mais de 50 espetáculos teatrais, muitos deles premiados. Na televisão, atuou em mais de 20 séries, novelas e longas-metragens nacionais. Realizou também, por muitos anos, trabalhos e pesquisas na área das artes visuais. Seus recentes musicais "Romeu e Julieta" ao som de Marisa Monte e Merlin e Arthur ao som de Raul Seixas veem sendo aclamados pela critica e pelo público e recebendo diversos prêmios.


Gustavo Leme
Cineasta, formado pela UCLA (University of California Los Angeles), é um dos principais diretores de comerciais do Brasil, colecionando prêmios em diversos festivais pelo mundo. Já dirigiu mais de 700 comerciais para marcas como Volkswagen, Vivo, Tim, Itaú, Skol, entre outras. Junto com seu irmão Guilherme Leme, formam a dupla Irmãos Leme, voltada à direção e ao desenvolvimento de projetos audiovisuais de entretenimento. É diretor e sócio da Delicatessen Filmes, produtora de comerciais e entretenimento, que atua no mercado brasileiro há 14 anos.


Ficha técnica
Autor: 
Neil LaBute
Direção: Irmãos Leme
Elenco: Angela Vieira, Bruno Mazzeo, Chandelly Braz, Denise Fraga, Eucir de Souza, Ícaro Silva, Johnny Massaro, Leopoldo Pacheco, Luisa Arraes e Pathy Dejesus
Adaptação: Guilherme Leme Garcia, Gustavo Leme e elenco
Tradução: Tonia Schubert
Fotografia: Felipe Hermini
Direção de Arte: Thais Junqueira
Assistente de Câmera: Rafael Farinas
Som Direto: Pablo Aranda
Logger: Rodrigo Belati
Gaffers: Sérgio Bronzo e Bronzinho
Visagismo: Cris Malta
Identidade Visual: Tommy Kenny
Masterização & Sound Design: Zema
Finalizador: Diego Nascimento
Pós-Produção: Quanta Post
Assistente de direção e produção: Giovanna Parra
Direção de produção: Clarice Philigret
Idealização: Gustavo Leme
Realização: Dueto Produções


Teatro Unimed
Iniciativa da Desenvolvedora REUD e projeto do cultuado arquiteto Isay Weinfeld, o Teatro Unimed está localizado em um dos pontos centrais da cidade de São Paulo: esquina da Rua Augusta com a Alameda Santos, a apenas uma quadra da Avenida Paulista. Com curadoria da programação feita por Monique Gardenberg, Carlos Martins e Jeffrey Neale, da Dueto Produções, o Teatro Unimed é voltado para espetáculos de alta qualidade e nunca antes exibidos na cidade, como o musical "Lazarus", de David Bowie, com o qual abriu suas portas em agosto de 2019, e "Madame Sheila", com Luis Miranda, que deu início, em 2020, ao projeto Teatro Unimed Em Casa, sendo visto online por mais de 80 mil pessoas em 40 países. 

Muito versátil, com o que existe de mais moderno em tecnologia cênica, ideal para espetáculos de teatro, música, dança, eventos, gravações e transmissões ao vivo, o Teatro Unimed é todo revestido em madeira, com 249 lugares, palco de 100m2, boca de cena com 12m de largura e fosso para orquestra. Primeiro teatro criado por Isay Weinfeld (responsável pelos projetos dos hotéis do Grupo Fasano, do residencial Jardim, em Nova York, e do Hotel InterContinental, em Viena), o Teatro Unimed ocupa o primeiro andar do sofisticado edifício projetado pelo arquiteto, o Santos Augusta, empreendimento da REUD, combinação única de escritórios, café, restaurante e teatro. Elegante e integrado ao lobby no piso térreo, o Perseu Coffee House é a porta de entrada do Santos Augusta. 

Com mobiliário vintage original dos anos 50 e 60, assinado por grandes nomes do design brasileiro, como Zanine Caldas, Rino Levi e Carlo Hauner, e uma carta de cafés, comidinhas e drinks clássicos, é o lugar perfeito para encontros informais, desde um café da manhã até o happy hour. O Casimiro Ristorante é uma iniciativa de um dos mais admirados e tradicionais restaurantes de São Paulo o Tatini, fruto da dedicação de três gerações de profissionais voltados para a gastronomia italiana de qualidade: Mario Tatini, Fabrizio Tatini e Thiago Tatini.

Serviço
Espetáculo: "Dez por Dez"
Local:
Teatro Unimed em Casa (online)
Endereço: www.teatrounimed.com.br
Quando: toda a obra poderá ser vista no site do Teatro Unimed até 21 de julho de 2021.
Classificação: variável de acordo com cada episódio
Ingressos: gratuitos
Duração: 10 minutos
https://www.facebook.com/TeatroUnimed
https://www.instagram.com/teatrounimed/

 


.: "Vitorianas Macabras": a voz feminina em 13 contos de gelar a espinha


Para enaltecer as mulheres ilustres que prestaram uma contribuição formidável à literatura - e reparar a injustiça histórica que por séculos reverenciou apenas os homens -, a DarkSide® Books e a Macabra Filmes orgulhosamente apresentam a antologia "Vitorianas Macabras"

Organizada em parceria com Marcia Heloisa - doutora em Literatura Comparada na Universidade Federal Fluminense (UFF), também responsável pela tradução e já conhecida pelos darksiders por seu exímio trabalho com Bram Stoker e Edgar Allan Poe, na linha "Medo Clássico" -, a coletânea apresenta 13 histórias escritas por autoras que, assim como nós, foram cativadas pelo medo e por tudo aquilo que é sobrenatural. Da mesma editora, "Crimes Vitorianos Macabros", já em pré-venda. 


O que disseram sobre o livro
"Vitorianas Macabras comprova que o sangue é cor-de-rosa. Os contos aqui reunidos oferecem uma oportunidade única de descobrir que as histórias de medo sempre foram coisa de mulher." - Gabriela Amaral, diretora de "O Animal Cordial" e "A Sombra do Pai".


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