terça-feira, 2 de março de 2010

.: "Guerra ao Terror" é o grande vencedor do Oscar 2010

Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em março de 2010


A disputa foi boa, porém a produção dirigida por Kathryn Bigelow abocanhou seis estatuetas, deixando apenas três para o tão comentado Avatar, de seu ex-marido James Cameron. Saiba mais!



A festa do cinema, o Oscar 2010, não foi tão reveladora quanto aos premiados. Contudo, o grande vencedor do evento teve direção de Kathryn Bigelow, Guerra ao Terror. Embora fosse um dos favoritos, o longa desbancou a super produção de James Cameron, Avatar. Confira os vencedores do maior prêmio do cinema:

Melhor Filme
Guerra ao Terror (vencedor)
Avatar 
Um Sonho Possível 
Distrito 9 
Educação 
Bastardos Inglórios 
Preciosa - Uma História de Esperança 
Um Homem Sério 
Up - Altas Aventuras 
Amor Sem Escalas 

Melhor Ator
Jeff Bridges - Crazy Heart (vencedor)
George Clooney - Amor Sem Escalas 
Colin Firth - Direito de Amar 
Morgan Freeman - Invictus 
Jeremy Renner - Guerra ao Terror 

Melhor Diretor
Kathryn Bigelow - Guerra ao Terror (vencedora)
James Cameron - Avatar 
Quentin Tarantino - Bastardos Inglórios 
Lee Daniels - Preciosa - Uma História de Esperança
Jason Reitman - Amor Sem Escalas 

Melhor Roteiro Adaptado
Preciosa - Uma História de Esperança (vencedor)
Distrito 9 
Educação 
In The Loop 
Amor Sem Escalas 

Melhor Roteiro Original
Guerra ao Terror (vencedor)
Bastardos Inglórios 
O Mensageiro 
Um Homem Sério 
Up - Altas Aventuras 

Ator Coadjuvante
Christoph Waltz - Bastardos Inglórios (vencedor)
Matt Damon - Invictus 
Woody Harrelson - O Mensageiro 
Christopher Plummer - The Last Station 
Stanley Tucci - Um Olhar do Paraíso 

Melhor Atriz
Sandra Bullock - Um Sonho Possível (vencedora)
Helen Mirren - The Last Station 
Carey Mulligan - Educação 
Gabourey Sidibe - Preciosa - Uma História de Esperança 
Meryl Streep - Julie e Julia 

Melhor Atriz Coadjuvante
Mo'Nique - Preciosa (vencedora)
Penelope Cruz - Nine 
Vera Farmiga - Amor Sem Escalas 
Maggie Gyllenhaal - Crazy Heart 
Anna Kendrick - Amor Sem Escalas 

Melhor Animação Longa-Metragem
Up - Altas Aventuras (vencedor)
Coraline e o Mundo Secreto 
O Fantástico Sr. Raposo 
A Princesa e o Sapo 
The Secret of Kells 

Melhor Direção de Arte
Avatar 
O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus 
Nine 
Sherlock Holmes 
The Young Victoria 

Melhor Fotografia
Avatar 
Harry Potter e o Enigma do Príncipe 
Guerra ao Terror 
Bastardos Inglórios 
A Fita Branca 

Melhor Figurino
The Young Victoria (vencedor)
Brilho de Uma Paixão 
Coco Antes de Chanel 
O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus 
Nine 

Melhor Montagem
Guerra ao Terror (vencedor)
Avatar 
Distrito 9 
Bastardos Inglórios 
Preciosa - Uma História de Esperança 

Melhor Filme Estrangeiro
El Secreto de Sus Ojos (Argentino) (vencedor)
Ajami (Israel) 
A Teta Assustada (Peru) 
Un Prophète (França) 
A Fita Branca 

Melhor Trilha Sonora Original
Up - Altas Aventuras (vencedor)
Avatar 
O Fantástico Sr. Raposo 
Guerra ao Terror 
Sherlock Holmes 

Melhor Canção Original
"The Weary Kind" - Crazy Heart (vencedor)
"Almost There" - A Princesa e o Sapo 
"Down in New Orleans" - A Princesa e o Sapo 
"Loin De Paname" - Paris 36 
"Take it All" - Nine 

Melhor Edição de Som
Guerra ao Terror (vencedor)
Avatar 
Bastardos Inglórios 
Star Trek 
Up - Altas Aventuras 

Melhor Mixagem de Som
Guerra ao Terror (vencedor)
Avatar 
Bastardos Inglórios 
Star Trek 
Transformers: A Vingança dos Derrotados 

Melhores Efeitos Especiais
Avatar (vencedor)
Distrito 9 
Star Trek

Melhor Maquiagem
Star Trek (vencedor)
Il Divo 
The Young Victoria 

Melhor Documentário Longa-Metragem
The Cove (vencedor)
Burma Vj 
Food Inc. 
The Most Dangerous Man In America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers 
Which Way Home 

Melhor Documentário Curta-Metragem
Music by Prudence (vencedor)
Province 
The Last Campaign of Governos Booth Gardner 
The Last Truck: Closing of a GM Plant 
Rabbit à la Berlin 

Melhor Animação Curta-Metragem
Logorama (vencedor)
French Roast 
Granny O´Grimn´s Sleeping Beauty 
The Lady and the Reaper (La Dama e la Muerte) 
A Matter of Loaf and Death

Melhor Curta-Metragem
The New Tenants (vencedor)
The Door 
Instead of Abracadabra 
Kavi 
Miracle Fish

segunda-feira, 1 de março de 2010

.: Entrevista com Bruno Bispo e Victor Freundt, quadrinistas

“Existe uma ligação daquilo em que você está escrevendo com sua visão de mundo. Quanto mais eu consigo colocar elementos da minha vida ou da forma em que vejo a vida nos personagens, mais eles parecem reais para mim.” - Bruno Bispo


“Todo mundo quando se apresenta diz: sou médico ou sou engenheiro e você? Eu respondo: Eu desenho. Sim, mas você faz o quê? Sou professor de história em quadrinhos! Trabalhar como desenhista é muito complicado." - Victor Freundt

Por: Tatiane Matheus

Em março de 2010


Uma conversa aberta com os quadrinistas Bruno Bispo e Victor Freundt, criadores da minissérie de terror SEIS 6 e do site www.arquivosbaldo.wordpress.com. Confira a entrevista!


Eles poderiam ser mais um daqueles caras que amam histórias em quadrinhos e que deixam suas ideias de HQ’s inacabadas em uma gaveta. Bruno Bispo e Victor Freundt tiveram coragem para transformar suas histórias em realidade. Em março, Bispo e Freundt publicaram mais uma HQ na Europa, estrearam uma página de HQ de humor em uma revista paulistana e colocaram mais quatro HQ’s curtas no site. Em breve, irão lançar um novo site para agrupar todas as HQ’s que estão produzindo.

Tudo começou no dia 6 de junho de 2009. Neste dia, o detetive Miguel Matoso “saiu da gaveta” para mais de 95 mil pessoas que acessaram o site www.arquivosbaldo.wordpress.com. Durante seis meses, os leitores da dupla, até então desconhecida, acompanharam a minissérie de terror SEIS6. Dois meses depois da estreia na web, foram convidados a publicarem uma HQ na revista portuguesa, Zona Negra. Para a surpresa daqueles que acreditavam que a dupla só fazia terror, em março, publicaram uma HQ de temática infantil na Revista Zona Fantástica, de Portugal e outra de humor na Revista Young. 

Os quadrinistas: Bruno Bispo, formado em Artes Plásticas, trabalha como professor de Artes em escolas estaduais e municipais em Santos e no Guarujá, litoral de São Paulo. Já Victor Freundt, formado em Publicidade e Propaganda, trabalha como professor de HQ na Escola Oficina, em Santos.


RESENHANDO - Quando vocês começaram a pensar em fazer quadrinhos?
VICTOR FREUNDT - Com 11 anos já lia muito quadrinhos e tive um clique de que poderia contar histórias com arte. Enfim, poderia transformar imagem em história. Entre 1999 e 2000, vi que era o que eu queria como profissão.
BRUNO BISPO - Minha mãe me dava HQ’s quando eu era criança, pois acreditava que estimulava a leitura. Quando era pequeno gostava de ler e desenhar. Ao ler HQ’s com a narrativa parecida com a de um filme, passei a me interessar na estrutura necessária para contar uma história.


RESENHANDO - Apesar de gostar desde pequenos de fazer HQs, vocês não buscaram isso como uma profissão na hora de prestar vestibular. Por quê?
VF - Pensei muito em fazer Artes Plásticas, mas minha mãe achava que Publicidade ia dar mais dinheiro. Pensei que iria aprender a fazer ilustração e criação de embalagem, mas aprendi muito sobre marketing e produção de eventos. Tinha de aprender a vender merda como se fosse Toddy! Aí decidi voltar para os quadrinhos e fiz vários cursos.
BB - Prestei jornalismo porque gostava de escrever e de criar histórias. Só que quando cheguei na Cásper (Faculdade Cásper Libero), vi que aquilo não era o que eu queria para minha vida. Então fiz Artes Plásticas. Quando terminei a faculdade, fiz um concurso para professor e passei. O primeiro ano foi bem complicado. Eu entendia os alunos bagunceiros, pois fui um. Mas isso não facilitava para eu dar as aulas.


RESENHANDO: Seus professores foram vingados?
BB - Acho que sim. Paguei meu carma. (Freundt dá uma longa gargalhada). Dá aula também é uma forma de arte. É algo meio teatral. Convivo com pessoas de idades bem diferentes e observar como elas agem no dia-a-dia me ajuda na hora de escrever, pois dá para perceber as nuances do ser humano.


RESENHANDO: Muitos desistem dos quadrinhos por ser uma área muito difícil. Como é o mercado de trabalho?
BB - Há uma piada boa que diz: “quando eu era mais novo, eu tinha 15 amigos desenhistas, agora todos eles são advogados”.
VF - Meu amigo João Vitor, que fazia HQ’s comigo, hoje é advogado. Quando encontrei com ele há poucos dias, disse: “estou brincando de ter uma profissão e você de terno e gravata!” Todo mundo quando se apresenta diz sou médico ou sou engenheiro e você? Eu respondo: Eu desenho. Sim, mas você faz o quê? Sou professor de história em quadrinhos! Trabalhar como desenhista é muito complicado.


RESENHANDO: Como se conheceram?
VF - Na casa do nosso professor de quadrinhos, o Junior, há uns dez anos. Muitos personagens da SEIS6 nós criamos naquela época.


RESENHANDO: É muito difícil trabalhar juntos?
VF - É um casamento sem sexo e aliança. Ainda bem! (Freundt dá outra gragalhada)
BB - Tem momentos difíceis na hora da criação da história e muita cobrança na hora da montagem, mas sempre buscando o melhor produto final. Ajuda muito sermos amigos nessa hora, pois sabemos que podemos contar um com o outro. Mesmo quando a tensão aperta não levamos isso para o lado pessoal, pois é tudo para um bem comum.


RESENHANDO: Victor, seu traço de desenho é bem característico. Principalmente, a maneira que você desenha os narizes de seus personagens..
VF - Eu me identifico com a luz e sombra do expressionismo. Conheço muitos artistas, mas tive algumas crises com o meu desenho até achar algo que desse uma identidade para ele.. Um exemplo são os narizes e queixos. Certa vez vi o trabalho de uns grafiteiros que faziam uns narizes engraçados. Gostei e também comecei a brincar com isso. Quando comecei a fazer narizes fálicos e queixos que pareciam uma bunda, muita gente detestou. Mas achei super legal.


RESENHANDO: Bruno, quem acompanha o seu trabalho, percebe que os personagens que você escreve sempre estão questionando algo. Isso tem a ver com seus pensamentos?
BB - Não é algo planejado. A história vai se formando na medida em que vou escrevendo e conversando com o Victor. A primeira pergunta é: o que eu quero contar? Depois vêm as imagens que usaremos para contar essa história. A primeira ideia é como se fosse um sonho, algo abstrato. Existe uma ligação daquilo em que você está escrevendo com sua visão de mundo. Quanto mais eu consigo colocar elementos da minha vida ou da forma em que vejo a vida nos personagens, mais eles parecem reais para mim.


RESENHANDO: Como vocês conseguem administrar o tempo de vocês para fazer as HQs?
VF - Desenhar não é um dom divino, é preciso estudar, pois nada no desenho é feito por acaso. É um trabalho que consome muitas horas. Uma página desenhada e finalizada demora de 7 a 12 horas. À tarde faço os estudos que tenho de fazer e de madrugada desenho.
BB - Comecei a estabelecer horários dentro da carga horária do meu trabalho para que eu possa me dedicar aos quadrinhos. Tiro os domingos de manhã para escrever. Na época que estávamos fazendo a SEIS6 cheguei a virar muitas madrugadas de finais de semana nas páginas da HQ.


RESENHANDO: A internet é um meio importante para divulgar a arte em geral?
BB - Somente quando montamos o site na internet que começamos a receber oportunidades de participar de outros projetos, como exposições e workshops além de convites para colaborar em revistas independentes. A internet também expande o conceito criado nos quadrinhos, podendo conter outros materiais como vídeos e áudios que complementam a experiência proposta pela HQ.


RESENHANDO: Quais artistas influenciaram o seu trabalho?
VF - Frank Miller em Sin City é genial. O traço de Mike Mignola, no Hellboy, é muito interessante. O Lourenço Mutarelli tem um jeito muito especial de conduzir a arte dele, como também os argentinos Eduardo Rizzo e o Alberto Breccia. Eles trabalham muito bem a luz e sombra expressionista.
BB - Acho que o primeiro trabalho que me chamou a atenção para o roteiro foi o Asilo Arkham, do Grant Morrison, até hoje minha maior influência de roteiro. Outro criador que considero genial é o Alan Moore. Watchmen, V de Vingança e o Monstro do pântano mudaram a forma como eu via a criação e o roteiro. Gosto muito dos livros do Neil Gaiman também. Hoje, procuro comprar HQ’s dependendo de quem as escreve, não importando muito o personagem da história, mas sim quem está por trás do roteiro.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

.: Resenha crítica de "Acima de Qualquer Suspeita", dirigido por Peter Hyams

A história do advogado e do repórter do Diabo
Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em fevereiro de 2010


Um advogado convincente e um repórter determinado protagonizam (e antagonizam) o suspense "Acima de Qualquer Suspeita". Saiba mais detalhes do lançamento da California Filmes!


Nem tudo o que parece ser, é. Partindo desse pressuposto embarcamos no suspense Acima de Qualquer Suspeita (Beyond a Reasonable Doubt, remake de 1956), dirigido por Peter Hyams. Nas imagens da regravação, o público conhecerá o ambicioso repórter C.J. Nichols na pele de Jesse Metcalfe frente a frente ao promotor e aspirante a governador Mark Hunter, interpretado por Michael Douglas. Contudo, é já no início da película, quando o jornalista C.J. e o advogado são apresentados, que a pergunta estampada no cartaz original do longa passa a ecoar na mente do espectador: "Por que um homem 'armaria' para si... por assassinato?". 

Mostrando-se correto e defensor da verdade, ou seja, o mocinho da história em busca da "justiça universal" (restrito somente à justiça regional), C.J. assume um assassinato "não" cometido por ele com a intenção de denunciar as provas fraudulentas de casos anteriores já "solucionados" por Mark. Para tanto, o repórter coloca o seu plano em ação na tentativa de evidenciar que não há autenticidade nas provas dos casos defendidos pelo advogado candidato a governador, pois todos foram solucionados por meio de exames de DNA em objetos "encontramos" com a vítima. Como? Simples. Mark plantava provas em cada caso que assumia, desta forma, vencia, sempre e sempre.

Ao levar esta briga até as últimas consequências, isto é, aos tribunais, C.J. pede ajuda ao seu companheiro de trabalho, um cinegrafista eficiente, mas com um jeitão bobo. Com o apoio dele, C.J. consegue registrar e armazenar as provas que tornam o jornalista inocente, ou seja, o bom samaritano da história dirigida por Peter Hyams. Fato este comprovado quando o jornalista simplesmente compra todo o "material" idêntico (tênis, calça e até um cachorrinho que deixou uma mordida na perna da calça do assassino) ao dos que foram coletados para exame. Embora tenha a "inocência", C.J. é preso e vai a julgamento. 

Neste encontro de dois poderes o espectador é levado a duvidar de todos os personagens. Afinal, quem está manipulando quem? É na busca desta resposta que o espectador embarca na história e muda de posição e, acaba sendo manipulado pela trama. Acima de Qualquer Suspeita é um excelente filme. Pode não ser o filme que irá marcar a sua vida, mas consegue entreter (e muito bem) durante 105 minutos. Vale a pena conferir Acima de Qualquer Suspeita!

Filme: Acima de Qualquer Suspeita (Beyond a Reasonable Doubt, EUA)
Ano: 2009
Gênero: Suspense
Duração: 105 minutos
Direção: Peter Hyams
Roteiro: Peter Hyams e Douglas Morrow (original em 1956)
Elenco: Jesse Metcalfe , Amber Tamblyn , Michael Douglas , Orlando Jones , Joel Moore

.: Resenha crítica de "Premonição 4", filme em 3D

Repeteco em 3D
Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em fevereiro de 2010


A mesma história para novos personagens. Saiba mais detalhes de Premonição 4!


O velho no "novo". A história que você já conhece reformulada para novos personagens, em outros cenários. "Premonição 4" é igual às novelas da Rede Globo, somente reconta (com o pequeno trabalho de ajustar alguns detalhes mínimos) a história que já deu certo. Seguindo (não tão bem) a receita de Premonição, nesta sequência com diálogos e atuações fraquíssimas, conhecemos os jovens amigos Nick O'Bannon (Bobby Campo), Lori Milligan (Shantel VanSanten), Hunt Wynorski (Nick Zano, de Colegiais em Apuros) e Janet Cunningham (Haley Webb). 

É claro que todo adolescente é chegado em alta velocidade para sentir a adrenalina nas veias. Por esse motivo, os quatro jovenzitos vão até uma corrida de Nascar. É nesse ambiente de acidente automobilístico (mais do que certeiro) que Nick O'Bannon tem uma premonição catastrófica. E como nos filmes anteriores, após a tal visão, arma-se a maior confusão. Resultado: os amigos (do protagonista) e alguns personagens (figurantes) que nem se quer foram notados, ganham mais alguns minutos (ou segundos?) no longa.

E para não fugir do original, em nada, nesta produção que teve um orçamento de 43.000.000, cada personagem quer mesmo é salvar a própria pele da malvada e insaciável, Morte. Esta, sem perdoar utiliza os seus requintes de crueldade mais soturnos para ir atrás de cada um que conseguiu ludibriá-la.

O filme não é totalmente um fiasco, pois na tentativa de atrair público a equipe de edição usou e abusou dos efeitos 3D. Sim. Quer ver mortes escabrosas? Não tire os óculos 3D e aproveite! Não é somente nas mortes e premonições que os efeitos aparecem. Há inserções ridiculamente computadorizadas de objetos "voadores". Prova de que na tentativa de melhorar o que estava péssimo, a equipe de edição buscou um diferencial (de mau gosto). A tentativa até que foi boa, mas somente fez lembrar os videozinhos em 3D que podemos ver por aí.

Ainda sim, é válido ressaltar a afirmação do cartaz em forma de pergunta: "Será que a morte guardou o melhor para o final?" É claro que a resposta é: Não. De modo nenhum a morte guardou o melhor para o final sofrido desta película. E a premissa de que não se deve mexer no está quieto, deveria muito bem ser respeita.

Filme: Premonição 4 (The Final Destination, EUA)
Ano: 2009
Gênero: Suspense
Duração: 93 minutos
Direção: David R. Elllis
Roteiro: Eric Bress, Jeffrey Reddick
Elenco: Bobby Campo, Shantel VanSanten, Nick Zano, Haley Webb, Mykelti Williamson, Krista Allen, Andrew Fiscella, Justin Welborn, Stephanie Honore, Lara Grice, Jackson Walker, Phil Austin, William Aguillard, Brendan Aguillard, Juan Kincaid

.: Oscar 2010 indica 10 longas na categoria melhor filme

Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em fevereiro de 2010


Confira a lista dos indicados ao Oscar 2010. Saiba mais!


Com a lista dos filmes indicados ao Oscar 2010 nas mãos fica impossível negar que há dois longas liderando as indicações. Guerra ao Terror e Avatar somam nove indicações cada. Para disputar a estatueta da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas estão no páreo para melhor filme de 2009 os longas: Avatar, Um Sonho Possível, Distrito 9, Educação, Guerra ao Terror, Bastardos Inglórios, Preciosa - Uma História de Esperança, Um Homem Sério, Up - Altas Aventuras e Amor Sem Escalas. A grande festa acontecerá no dia 7 de março e terá apresentação dos comediantes Steve Martin e Alec Baldwin.


Melhor Filme
Avatar 
Um Sonho Possível 
Distrito 9 
Educação 
Guerra ao Terror 
Bastardos Inglórios 
Preciosa - Uma História de Esperança 
Um Homem Sério 
Up - Altas Aventuras 
Amor Sem Escalas 

Melhor Ator
Jeff Bridges - Crazy Heart 
George Clooney - Amor Sem Escalas 
Colin Firth - Direito de Amar 
Morgan Freeman - Invictus 
Jeremy Renner - Guerra ao Terror 

Melhor Diretor
James Cameron - Avatar 
Kathryn Bigelow - Guerra ao Terror 
Quentin Tarantino - Bastardos Inglórios 
Lee Daniels - Preciosa - Uma História de Esperança
Jason Reitman - Amor Sem Escalas 

Melhor Roteiro Adaptado
Distrito 9 
Educação 
In The Loop 
Preciosa - Uma História de Esperança 
Amor Sem Escalas 

Melhor Roteiro Original
Guerra ao Terror 
Bastardos Inglórios 
O Mensageiro 
Um Homem Sério 
Up - Altas Aventuras 

Ator Coadjuvante
Matt Damon - Invictus 
Woody Harrelson - O Mensageiro 
Christopher Plummer - The Last Station 
Stanley Tucci - Um Olhar do Paraíso 
Christoph Waltz - Bastardos Inglórios 

Melhor Atriz
Sandra Bullock - Um Sonho Possível 
Helen Mirren - The Last Station 
Carey Mulligan - Educação 
Gabourey Sidibe - Preciosa - Uma História de Esperança 
Meryl Streep - Julie e Julia 

Melhor Atriz Coadjuvante
Penelope Cruz - Nine 
Vera Farmiga - Amor Sem Escalas 
Maggie Gyllenhaal - Crazy Heart 
Anna Kendrick - Amor Sem Escalas 
Mo'Nique - Preciosa 

Melhor Animação Longa-Metragem
Coraline e o Mundo Secreto 
O Fantástico Sr. Raposo 
A Princesa e o Sapo 
The Secret of Kells 
Up - Altas Aventuras 

Melhor Direção de Arte
Avatar 
O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus 
Nine 
Sherlock Holmes 
The Young Victoria 

Melhor Fotografia
Avatar 
Harry Potter e o Enigma do Príncipe 
Guerra ao Terror 
Bastardos Inglórios 
A Fita Branca 

Melhor Figurino
Brilho de Uma Paixão 
Coco Antes de Chanel 
O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus 
Nine 
The Young Victoria 

Melhor Montagem
Avatar 
Distrito 9 
Guerra ao Terror 
Bastardos Inglórios 
Preciosa - Uma História de Esperança 

Melhor Filme Estrangeiro
Ajami (Israel) 
El Secreto de Sus Ojos (Argentino) 
A Teta Assustada (Peru) 
Un Prophète (França) 
A Fita Branca 

Melhor Trilha Sonora Original
Avatar 
O Fantástico Sr. Raposo 
Guerra ao Terror 
Sherlock Holmes 
Up - Altas Aventuras 

Melhor Canção Original
"Almost There" - A Princesa e o Sapo 
"Down in New Orleans" - A Princesa e o Sapo 
"Loin De Paname" - Paris 36 
"Take it All" - Nine 
"The Weary Kind" - Crazy Heart 

Melhor Edição de Som
Avatar 
Guerra ao Terror 
Bastardos Inglórios 
Star Trek 
Up - Altas Aventuras 

Melhor Mixagem de Som
Avatar 
Guerra ao Terror 
Bastardos Inglórios 
Star Trek 
Transformers: A Vingança dos Derrotados 

Melhores Efeitos Especiais
Avatar 
Distrito 9 
Star Trek

Melhor Maquiagem
Il Divo 
Star Trek 
The Young Victoria 

Melhor Documentário Longa-Metragem
Burma Vj 
The Cove 
Food Inc. 
The Most Dangerous Man In America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers 
Which Way Home 

Melhor Documentário Curta-Metragem
Province 
The Last Campaign of Governos Booth Gardner 
The Last Truck: Closing of a GM Plant 
Music by Prudence 
Rabbit à la Berlin 

Melhor Animação Curta-Metragem
French Roast 
Granny O´Grimn´s Sleeping Beauty 
The Lady and the Reaper (La Dama e la Muerte) 
Logorama 
A Matter of Loaf and Death

Melhor Curta-Metragem
The Door 
Instead of Abracadabra 
Kavi 
Miracle Fish 
The New Tenants

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

.: Entrevista com Tânia Mara, cantora

“Nunca me preocupei com o que pensavam sobre mim. Além de ter uma carreira de muitos anos, sempre fui focada em meu trabalho. O meu objetivo sempre foi agradar o público, não os críticos. ”. - Tânia Mara

Por: Helder Miranda
Colaboração: Mary Ellen Farias dos Santos 

Em fevereiro de 2010


Em conversa descontraída a cantora Tânia Mara fala um pouco de sua carreira, faz revelações a respeito da cantora Maysa, sua sogra, e sobre a possibilidade de cantar e atuar. Confira a entrevista!



A cantora Tânia Mara, famosa por interpretar a versão do sucesso internacional Anytime (Kelly Clarkson), o hit Se Quiser, volta às paradas com dois produtos: o CD e DVD Falando de Amor – Ao Vivo. O seu maior êxito foi alcançado por meio das músicas: Louca Paixão (novela América 2005), Se Quiser (novela Páginas da Vida 2006-2007), Sonho Lindo (novela Desejo Proibido, 2007-2008), Meu Dengo (novela Paraíso, 2009) e Gostava Tanto de Você (novela Viver a Vida, 2009-2010) 

Casada com o diretor de telenovelas da Rede Globo Jayme Monjardim, começou a carreira aos 16 anos como dançarina no extinto programa Fantasia, do SBT, tornando-se apresentadora. Corajosa, sincera e com o olhar marcante, ela não se recusou a falar sobre absolutamente nada para a equipe Resenhando.com e, assim, acabou revelando-se por inteiro. 

CARREIRA: A intérprete da música Se Quiser lançou no mês de junho de 2009 o CD/DVD Falando de Amor - Ao Vivo. Neste, Tânia Mara canta sucessos e músicas novas, destacando o primeiro single Não Me Ame com a participação do cantor Alexandre Pires, a música é uma versão do famoso dueto entre Jennifer Lopez e Marc Anthony intitulado No Me Ames. Começou sua carreira como dançarina no programa Fantasia, do SBT, onde, aos 16 anos, também se tornou apresentadora juntamente com apresentadoras como Adriana Colin, Jackeline Petkovic e Amanda Françozo.



RESENHANDO - A que você atribui o sucesso de Se Quiser?
TÂNIA MARA - Acredito que foi uma série de fatores: a música certa, o arranjo certo e a interpretação certa. Tudo já ia muito bem, quando a música entrou na trilha sonora da novela do Maneco, Páginas da Vida, e ajudou a contar a história dos personagens. Aí, foi um sucesso! 


RESENHANDO - Como é ter uma música sua na novela das 21h?
TÂNIA MARA - É um excelente cartão de visitas! O brasileiro é noveleiro, no caso de Se Quiser foi arrebatado pela música, que considero um divisor de águas em minha carreira. Desse novo trabalho, Meu Dengo, em que faço dueto com Roberta Miranda, entrou na novela das 18h, Paraíso.


RESENHANDO - O que você pensa sobre Santos?
TÂNIA MARA - Tive a oportunidade de me apresentar nessa cidade em um show realizado na praia, há alguns anos. Gosto muito daí, sou apaixonada por praia!


RESENHANDO - Você começou como cantora country e passou para o estilo romântico. A que se deve essa mudança?
T. M. - Houve um momento em que peguei referências em cantoras country, como Shania Twain, Faith Hill, entre outras. A mudança aconteceu porque era o momento de começar a cantar músicas com esse estilo, mas não descarto voltar para as canções com essa temática. 


RESENHANDO - O que o público pode esperar de seu novo CD e DVD?
T. M. - Um trabalho eclético, cheio de músicas dançantes e regravações, que não perdem o romantismo. Independentemente do estilo musical, são canções que celebram o amor em suas várias formas. Tânia Mara é romântica e pode cantar canções nesse estilo musical. É o primeiro trabalho ao vivo, o que me dá a oportunidade de ficar próxima de meu público. Uma espécie de acesso mútuo entre nós. Gravei no ano passado, e o tempo que durou para ser lançado possibilitou trabalhar com calma.


RESENHANDO - Qual o seu critério para a escolha do repertório?
T. M. - Entraram no show músicas que me emocionam. Todas as regravações, inclusive, foram importantes em determinada fase de minha vida. Enquanto gravava, era como um filme repleto de recordações que estavam guardadas. Outras, foram sucessos que tocaram no Brasil afora, além do eixo Rio-SP. O sucesso foi medido pelo número de execuções no You Tube, até em clipes que não eram oficiais, feitos por fãs.


RESENHANDO - O DVD e o CD servem como resposta a quem considerava você cantora de um hit só?
T. M. - Nunca me preocupei com o que pensavam sobre mim. Além de ter uma carreira de muitos anos, sempre fui focada em meu trabalho. O meu objetivo sempre foi agradar o público, não os críticos. 


RESENHANDO - Seu marido é um diretor importante de telenovelas. Ter se casado com Jayme Monjardim ajudou sua carreira?
T. M. - Nunca me incomodei com esse tipo de comentário. Tenho uma história de dez anos de carreira, focada em meu trabalho. Uma hora ia acontecer. Quando se tem sucesso, é inevitável que falem alguma coisa. O resultado final é o que me interessa. Ele me apoia de todas as formas, não nego. Na vida pessoal e profissionalmente, também. O roteiro do DVD foi elaborado com a colaboração dele, que também participou dos videoclipes nos extras. É uma parceria que me dá orgulho e prazer. Afinal, se eu não puder contar com meu marido, vou contar com quem? (risos)


RESENHANDO - Lira Neto, autor da biografia "Maysa – Só Numa Multidão de Amores", criticou a minissérie dizendo que o perfil de sua sogra foi atenuado. Qual a sua opinião sobre isso?
T. M. - Penso que as pessoas sempre vão falar. Não concordo que o perfil dela foi atenuado na minissérie. Muitas vezes eu via o Jayme trabalhando e falava: ‘caraca, você vai colocar isso?’. Se quisesse protegê-la, ele teria todo o direito, porque é filho, mas ele não fez. Pelo contrário, ficou anos no colégio interno e isso foi mostrado na televisão. Ele entregou os recortes de jornais nas mãos do Maneco, que teve toda a liberdade e fez um trabalho belíssimo. Acho engraçado que alguém, só porque escreveu um livro, tenha o “domínio” sobre a história, e queira saber mais que o próprio filho dela. Para mim, ele teve é coragem de mostrar quem Maysa era.


RESENHANDO - Logo que você lançou o novo CD, sua música de trabalho já estava disponível para download. Qual a sua opinião sobre a pirataria?
T. M. - É um desrespeito com o artista e todos os que estão por trás de uma canção, que vestem a camisa do projeto, trabalhando desde a capa de um novo trabalho até a mixagem e masterização de uma música. Pode ser uma forma de divulgação, sim, mas existem outras muito mais bacanas, que prestigiam mais o artista, como ver os vídeos dele no You Tube ou acessar suas músicas no Myspace. Fora que a pessoa que baixa uma música corre o risco de levar um vírus para o computador, sem contar que o mercado está tão complicado... Não sei se sou careta, antiquada, mas até hoje amo comprar um CD, ver as fotos do encarte e os detalhes da composição de uma música. Nada substitui isso. 


RESENHANDO - Como foi sua viagem a Jerusalém?
T. M. - Fui mais para acompanhar o Jayme, que está envolvido nas gravações de ‘Viver a Vida’, novela das 21h. Fiquei lá por 17 dias e voltei para começar a divulgar meu novo trabalho. Para mim, que sou católica, foi incrível, emocionante! Voltei com a alma renovada. 


RESENHANDO - A exemplo de outros artistas, você pensa em cantar e atuar?
T. M. - Não. Se for para fazer TV, eu teria de conciliar a música no trabalho. Não tenho muita disposição para interpretar papeis, apesar de ter gravado uma participação no programa A Turma do Didi, mas abri exceção porque o Renato Aragão é um querido. Apresentar, tudo bem, porque já tenho experiência com isso (ela já apresentou o extinto programa Fantasia, no SBT) e posso ser eu mesma.

sábado, 2 de janeiro de 2010

.: Resenha crítica de "A Princesa e o Sapo", animação Disney

Tiana busca uma vaguinha entre as famosas (e já tradicionais) Princesas Disney
Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em janeiro de 2010


Os estúdios Disney acordaram do sono encantado das histórias somente com bichinhos e retornaram ao mundo apaixonante das princesas. Saiba mais da nova animação Disney, A Princesa e o Sapo!


Nada de reinos maravilhosos como cenário para a mocinha e o mocinho da história circularem e lutarem (contra as forças "malignas") para o final feliz de sua história de amor. A princesa e o sapo é mais do que o retorno aos desenhos tradicionais em 2D dos estúdios Disney (animação clássica em que a técnica de papel e lápis é diferente da animação computadorizada e em 3D), é a valorização da mágica essência Disney, assim como um resgate da primeira animação de longa duração: "A Branca de Neve e os Sete Anões" (1937).

Numa viagem para a cidade de Nova Orleans conhecemos a sonhadora Tiana ainda pequena. Filha de pais pobres (mãe costureira e pai sonhador), a garotinha alimenta o sonho do pai. Por isso, quando já bastante crescidinha, decide unir todas as forças para concretizar o desejo dele: construir seu próprio restaurante, custe o que custar.

No entanto, quando "reencontramos" Tiana, embora já seja uma moça, nota-se que todo seu esforço ainda está longe de alcançar tal objetivo familiar. Por ser muito batalhadora Tiana, de 19 anos, não desfruta sua juventude com seus amigos. Tanto é que ao ser convidada para uma festa carnavalesca (ocorre todo o ano em Nova Orleans, E.U.A., sendo um dos mais famosos Carnavais do mundo) a garçonete não aceita o convite. Entretanto, participa da festa quando surge a oportunidade de garantir um dinheirinho extra para a concretização de seu sonho.

A garçonete, ao ser "vítima" de uma trapalhada nesta festa, acaba precisando "trocar de roupa". E, então, vemos a primeira princesa Disney negra em um vestido de baile maravilhoso. E o príncipe? É apresentado na película bem antes do baile. Ele -personagem com traços do príncipe Eric (A Pequena Sereia) e do Alladin- surge na história de modo bastante sutil. Sim! Também pudera o príncipe de 20 anos de idade da Maldônia, Naveen, não é chegado a pegar no batente, por simplesmente "respirar" e amar a música. Assim, o jazz embala, dá brilho e um toque requintado na animação do conto de fadas (do príncipe sapo) mais do que adaptado para o século XXI.

E como os protagonistas se conhecem? É justamente quando a bela está dentro de um vestido de baile. O "sapo" ao pensar que a bela é uma princesa logo pede um beijo para reverter o feitiço vodu feito nele pelo Dr. Facilier. Com nojo ela acaba dando um selinho nele, que por sua vez fica igual a ele. Desta forma, a aventura dos dois sapos (que se detestam) começa a ganhar ritmo a cada cena.

O tom humorístico fica por conta da personagem Charlotte La Bouff, amiga de infância de Tiana. A garota mimada pelo pai, embora seja a diva do lugar e mandona, acredita piamente em contos de fadas. Quando Charlotte não está em cena os diálogos leves e descontraídos ficam por conta do vaga-lume Ray e do crocodilo músico, Louis. 

Mas nem tudo é perfeito neste longa animado. Alguns detalhes nada voltados para o público infantil são bastante destacados. Inicialmente o que assusta é por tratar a temática vodu de modo insistente. Outro ponto não muito atraente aos pequenos é o fato de muitas cenas serem muito escuras, isto é, muitos momentos decisivos acontecem durante a noite. Sinceramente isso irrita os olhos! Afinal, você se pergunta: Cadê o colorido vibrante que só a Disney tem?

Para agradar seu novo público no estilo tradicional, ou seja, os musicais de princesas, os estúdios Disney contrataram o cantor Ne-yo para compor e interpretar a música dos créditos do filme: "Never Knew I Needed". Tanta dedicação ao público cativo e aos novos somente resultaram em um belo desenho. Vale a pena conferir A princesa e o sapo!

Filme: A Princesa e o Sapo (The Princess and the Frog, EUA)
Ano: 2009
Gênero: Animação / Infantil / Musical
Duração: 97 minutos
Direção: John Musker, Ron Clements
Roteiro: Ron Clements, Rob Edwards, John Musker
Elenco: Anika Noni Rose / Kacau Gomes, Bruno Campos / Rodrigo Lombardi, Keith David / Sergio Fontoura, Jenifer Lewis / Selma Lopes, Jim Cummings / Márcio Simões, Michael-Leon Wooley / Mauro Ramos

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

.: Entrevista com Luiz Marcondes, escritor e tradutor de revista musical

“Duvido muito que uma tradução possa transformar um ‘mau’ livro num ‘bom’ livro, mas o contrário é bem possível”. - Luiz Marcondes

Por: Helder Miranda 

Em janeiro de 2010


Blá-blá-blá Cibernético: Twitteiro, escritor de primeira viagem e tradutor de uma famosa revista sobre música fala sobre os personagens que cria em torno de si mesmo, lista as cinco canções mais importantes de sua vida e muito mais.


A entrevista do mês começou de maneira inusitada, o que me fez pensar que talvez a abordagem, em um tempo completamente informatizado, pode (e deve) ser mais rápida, sem desmerecer o trabalho dos assessores de imprensa. Luiz Marcondes, escritor principiante, divulgava que responderia perguntas feitas a ele no Formspring, site de perguntas e respostas ligadas ao Twitter. 

Juro que procurei os diálogos que sucederam a partir daí, como não encontrei, segue uma reconstituição, meia boca, com menos que os 140 caracteres permitidos pelo Twitter: “@luizmarcondes, Já que vai responder no Formspring, me dá uma entrevista para o site cultural Resenhando?”. “@heldermm Claro! Manda as perguntas!”.

A partir daí, uma série de e-mails formaram um pouco do que é o entrevistado do mês. Mais do que um escritor de primeira viagem que tem o objetivo de divulgar o livro de contos A Fase Azul, Marcondes comprovou que tem maturidade literária, mostrando, assim, que não é tão estreante assim. A vida, também, o assinala: foi redator e acumula passagens em multinacionais como Motorola, Telefônica e Volkswagen, mas vai além disso. 

Formado em Comunicação Social pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), teve a ousadia de apresentar, pela internet, um programa cuja temática era arte e cultura (http://www.youtube.com/loungecultural). Hoje, traduz uma famosa revista sobre música que é ícone no exterior. Também é colunista de duas revistas mensais online, Results On e Pix.


RESENHANDO – O que é luxo e lixo na literatura da atualidade?
LUIZ MARCONDES – Da atualidade, a única autora que li foi a Mayra Dias Gomes, mas ela não é nem luxo, nem lixo: é uma moça inteligente, talentosa. Creio que ainda está longe de desenvolver todo seu potencial – o que, aliás, deve ser até natural, considerando que ela mal completou 22 anos. Do lixo, não sei, fico longe desse tipo de coisa, percebo pelo cheiro. Tem gente que gosta de chafurdar nisso aí, adora falar mal, se lambuzar na merda, eu não. Se está fedendo, saio de perto. É só. 


RESENHANDO – Sua imagem foge do estereótipo que as pessoas ainda têm de escritores – geralmente senhores ou nerds. Isso interfere em sua credibilidade como escritor?
LM – Clara Averbuck não é nada disso, é uma mulher toda tatuada e, que eu saiba, não é nerd. Fernanda Young também não é nerd. Mayra Dias Gomes é uma gata e super roqueira e tal. Carol Teixeira é linda, deslumbrante, tatuada e gostosa pra caralho. O mais perto de um senhor, que eu saiba, talvez seja o Mirisola. Agora... Credibilidade... Nem sei, lancei o livro em 13 de novembro! Não sei se tenho credibilidade. Tenho? Não sei. 


RESENHANDO – Explique o que é “a fase azul”?
LM – Uma fase depressiva, de paixões idealizadas, impossíveis. De muita solidão do pior e mais verdadeiro tipo, a existencial, quando se está sozinho, mesmo cercado de gente. Não é pra qualquer um, meu amigo. Nem eu sei como escapei. Às vezes me sinto como um sobrevivente de alguma guerra, mas o conflito é interior, sempre. 


RESENHANDO – Por que você, como publicitário, resolveu se lançar na literatura? 
LM – Eu escrevo desde os dez anos. Publicitário veio depois. Eu sempre inventei histórias. Comecei a escrever “a sério” (ou seja, com pretensões de ser lido) aos 22 anos, no último ano da faculdade de publicidade. Eu não estou nem aí pra publicidade, mas tenho contas a pagar, como (quase) todo mundo. 


RESENHANDO – Quais as diferenças e semelhanças entre as criações publicitária e literária?
LM – São imensas! Criar para um cliente, que está pagando, criar para um produto, marca, serviço. Criar para um público bem definido. Isso é publicidade. Criação literária: o público sou eu. A motivação vem do subconsciente, ou da alma. Nem seu sei por que escolho escrever isto e não aquilo. Quem manda é minha cabeça, não eu, eis aí um paradoxo interessante! 


RESENHANDO – Dos contos de seu livro, qual considera o melhor?
LM – O último. Porque ele tem suspense, fala de temas existenciais interessantes sem encher o saco do leitor e prende a atenção do começo ao fim (dizem). Além disso, só o desfecho dele, se tomado isoladamente, já é uma obra-prima, coisa de gente grande, nem eu sei como cheguei àquilo, sinceramente. Aponta talvez para o escritor que virei a ser nas próximas décadas, se Deus permitir. 


RESENHANDO – Em que você se inspirou para criar os personagens e situações do livro, como o sujeito que acredita que sua vida está sendo encenada, uma vila no deserto em que só vivem mulheres grávidas e a empresa que vende morte e ressurreição?
LM – As mulheres grávidas vi num videoclipe, nem lembro de que banda, em 2003, mais ou menos. O sujeito que acredita que sua vida está sendo encenada... Não sei de onde saiu isso, mas depois descobri que existe um episódio de Twilight Zone com um tema parecido, embora bem mais simplificado. A empresa que vende morte e ressurreição... bom, eu penso nisso o tempo todo. Vida, morte, ressurreição (ressurreição mesmo em vida, isto é, renovação de energias e de propósitos). Acho que são temas básicos para um ser humano, uma vez que a nossa vida um dia acaba. Penso nisso o tempo todo e me espanta muito que mais gente não fale sobre esses temas, acho o básico do básico da condição humana. 


RESENHANDO - Você tem algum ritual antes de começar a escrever?
LM – Tenho: viver. Só isso. Escrevo dentro da minha cabeça, não na hora que sento na frente do micro; nessa hora, só ponho no papel, ou melhor, na tela. Já escrevi contos no ônibus, indo pro trabalho. É só ir pensando. 


RESENHANDO - O que diferencia o homem Luiz Marcondes, do personagem que se mostra na internet? 
LM – Ah, se eu contar perde a graça. Digamos apenas que o homem é mil vezes mais doce e gentil que a “persona” ou personagem. E fisicamente mais bonito também (risos). 


RESENHANDO - O que faz você querer escrever mais, e o que trava seu processo criativo?
LM – Quando escrevo sou tomado por isso, pela “Mão do Diabo”, que desce sobre mim. Nem paro pra pensar, é algo necessário. Essa pergunta pra mim é a mais difícil, não consigo encarar a questão com objetividade, nem quero. Paro por aqui. Sorry. 


RESENHANDO – Você declarou que se considera um solitário e seu livro é sobre a relação homem-mulher e paixões não correspondidas. Também fala de depressão e solidão numa cidade gigantesca, como São Paulo. Como viver em uma metrópole interfere na maneira de pensar e agir das pessoas?
LM – Não sei, mas já morei num lugar muito menor, na praia, e aqui em São Paulo as pessoas têm neuroses mais interessantes. Só isso. 


RESENHANDO – Por que Jorge Luis Borges é seu autor preferido? 
LM – Não sei exatamente, mas foi o único escritor até hoje que me deu vontade de ler a obra toda e li mesmo, todos os contos e boa parte dos ensaios. Ele me transmite superioridade espiritual quando escreve, não é um autor de picuinhas nem mágoas, nem raivinhas. Quando fala de literatura, fala com amor. Quando escreve, é distante. Só há uma cena de sexo em toda a obra dele, que me lembre, apenas mencionada, no conto Ulrica. Esse distanciamento me encanta. É intelectual, quase espiritual. 


RESENHANDO – No blog de seu livro (www.afaseazul.blogspot.com), há um conto dividido em vários textos sobre os anos 90. O que essa década representa para você?
LM – Uma década cansativa, uma década perdida, de tentar montar bandas que não deram em nada, uma década em que perdi muito tempo deprimido, bêbado ou dormindo. A diferença é que agora estou acordado, em mais de um sentido. É doloroso estar lúcido e de pé, mas é o único jeito. A consciência é um monstro que uma vez desperto, não volta mais a dormir. O lado bom da década de 90 ficou no seu início, tempo de faculdade. Época divertida. A partir de 95, a coisa ficou preta, ou melhor azul, porque meu pai faleceu etc. e tal. Há um conto sobre isso, também. Ele se chama Um Minuto de Silêncio.


RESENHANDO – Como faz para conciliar os quadrinhos, a música, a escrita, e as atividades pela internet?
LM – Quadrinhos é coisa que tem mais a ver com minha adolescência, não leio mais hoje em dia. Música, escuto o tempo todo, é meu suprimento de oxigênio. A escrita é menos frequente, não sou prolífico, levei 14 anos pra escrever o livro. O problema mesmo são as atividades na internet, um vício, uma perda de tempo divertida. 


RESENHANDO – Falando em internet, por que seu programa acabou? Pretende voltar com ele?
LM – Acabou por falta de patrocínio. Adoraria continuar, se tivesse patrocinador. 


RESENHANDO – Na revista em que você trabalha, em vez de traduzir reportagens, ou artigos, não seria mais interessante publicar reportagens elaboradas por aqui?
LM – Também tem matérias elaboradas aqui, mas preferia que fosse inteira traduzida de ponta a ponta, pra eu poder ganhar mais. 


RESENHANDO – Ter na capa Roberto Carlos e Ivete Sangalo não foram escolhas óbvias demais?
LM – Eu não tenho nada a ver com a linha editorial da revista. Mas Ok, se pudesse mudar algo: colocaria a Ivete Sangalo, porém pelada. E o Rei é o Rei, sei lá. Pra mim, está legal. 


RESENHANDO – Em sua opinião, o que pensa do nível das traduções que são feitas de best-sellers internacionais?
LM – Graças a Deus, não tenho lido esse tipo de coisa, acabo de ler O Jogo da Amarelinha, de Julio Cortázar. É chato, muito chato, mas é bom. Se é que me entende. 


RESENHANDO – Dizem que Paulo Coelho é bem visto pela crítica internacional porque os tradutores são bons. O que tem a dizer sobre isso?
LM – Desejo sucesso a ele, prazer a seus leitores; sigo lendo o que bem entendo, não acho o assunto relevante. 


RESENHANDO – Nesse sentido, a tradução pode elevar, ou destruir, um livro?
LM – Duvido muito que uma tradução possa transformar um "mau" livro num "bom" livro, mas o contrário é bem possível. 


RESENHANDO – Se fosse fazer uma lista dos cinco cantores/bandas, e das cinco músicas favoritas, quais seriam?
LM – Jane´s Addiction, “Three Days”. Soundgarden, “Room a Thousand Years Wide”. Queen, “Under Pressure”. David Bowie, “Sweet Head”. Red Hot Chili Peppers, “Give It Away”.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

.: Resenha crítica de "Atividade Paranormal", gênero terror

Nova tentativa de fazer um filme "realístico"
Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em dezembro de 2009


O tema é interessante, mas diálogos pobres em meio a cenas arrastadas e sem fundamento colaboram para o fracasso do longa amador. Nem toque de Spilberg é capaz de salvar uma Atividade Paranormal. Saiba mais desta tentativa de filme de terror!


Como diz o ditado popular, "Nem tudo o que reluz é ouro". Por esse motivo, "Atividade Paranormal", longa dirigido e roteirizado por Oren Peli, tenta emplacar provando ser a "interpretação" de um fato verídico (já no início do longa "agradece" às famílias de Katie Featherston e Micah Sloat pelas imagens cedidas. Como assim?!?!). E, desta forma, sem muita cerimônia, o longa que até teve um empurrãozinho de Steven Spilberg, quanto à cena final, segue a receita do inovador "A Bruxa de Blair" (1999), mas não mostra a que veio e acaba sendo um novo "Cloverfield", em seu gênero.

Na película, tudo começa com a aquisição de uma câmera filmadora de Micah. Desacreditado de que seja algo sobrenatural, o rapaz pretende filmar o intruso que está tentando pregar uma peça no casal. No entanto, o que a filmadora capta no período noturno não é nada agradável. Decididos a dar um fim nas estranhas ocorrências noturnas, Katie e Micah, recorrem a estudiosos, enquanto que (para alegria ou também tristeza da nação), por meio da câmera coisas muito estranhas e inexplicáveis são registradas pela filmadora. O pior de tudo é que o tal espírito, com o passar do tempo, fica cada vez mais agressivo.

O fato é que o longa que está "semi-pronto", desde 2007, até que tenta convencer o público de que o casal de namorados está sendo atormentado por um espírito maligno. Contudo, as muitas cenas de enrolação (sim! porque nem há história para contar e os diálogos são muito pobrezinhos) somente desinteressam o público. Embora tenha uma cena final plausível, este deixa precedentes para uma continuação. Ora, nem emplacou este e já está pensando em uma continuação? Para um longa ganhar uma sequência, o anterior precisa ser no mínimo convincente, o que não é o caso de Atividade Paranormal. Por isso é importante lembrar: Talento não se vende e muito menos se é ensinado.

Outro ponto que deixa muito a desejar é o fato de o fantasminha -nada camarada- aprontar mil e uma coisas sem um pingo de fundamento. Muito pelo contrário, tudo o que acontece só reforça a questão chave a respeito do enredo: O que o tal espírito queria de fato com os dois? Daí surgem várias opções, entre elas... Atormentar o casal para seu bel prazer, somente possuir alguma das duas "pobres" almas. Sinceramente, acredito piamente que há somente uma resposta: O fantasminha só queria "ajudar" Oren Peli a descolar um dinheirinho. Francamente!


Filme: Atividade Paranormal (Paranormal Activity, EUA)
Ano: 2009
Gênero: Terror
Duração: 87 minutos
Direção: Oren Peli
Roteiro: Oren Peli
Elenco: Katie Featherston, Micah Sloat, Mark Fredrichs, Ashley Palmer, Amber Armstrong

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