sábado, 26 de setembro de 2015

.: Porque a lista dos livros mais vendidos reflete o caos do Brasil

Por Helder Miranda
Em setembro de 2015

Coerente com o Dia Mundial Sem carros, com congestionamentos em todo o Brasil, e com a chegada da primavera que pôs fim a um inverno com um calor de 30 graus, está a lista dos livros mais vendidos da atualidade. 

“O Jardim Secreto”e “Floresta Encantada”, que não são de ler, mas pintar, encabeçam a lista. Em terceiro, está “A Filha”, do Padre Marcelo Rossi, seguido por “Nada a Perder... 3”(!!!), uma sequência da já extensa biografia do Bispo Edir Macedo.

.: O dia em que a Volkswagem deu um exemplo para a política nacional

Por Helder Miranda
Em setembro de 2015

“Nossa companhia foi desonesta. Estragamos tudo”, disse diretor-executivo da montadora alemã nos Estados Unidos, Michael Horn, a respeito da descoberta de que a marca alemã adulterou dispositivos para ludibriar os testes de emissão de gases e, 11 milhões de automóveis distribuídos, inclusive, no Brasil. 

Houve um ato escandalosamente criminoso, que enganou por muito tempo os órgãos que controlam a emissão de gases e muita gente se pergunta se a empresa irá sobreviver à maior multa já aplicada pelos EUA: 18 bilhões de dólares. 

A maneira com que a Volkswagen lidou com a descoberta é muito diferente de como agem outras empresas que desrespeitam o consumidor e tentam se livrar da culpa com negativas, prepotência e dissimulação. Um exemplo para o mar de lama que está a política nacional.

.: Papa Francisco é o sopro de renovação que faltava no catolicismo


Por Helder Miranda
Em setembro de 2015

Indiscutivelmente, o Papa Francisco é um acontecimento na história do catolicismo. Após visitar Cuba e agora os EUA, solo em que nunca tinha pisado, ele, que começou limpando a corrupção e perversões na cúria romana, demonstra que vai aos pontos de conflito, e se dedica aos fatos e ações pontuais, não fica pregando a paz e o amor do alto de um pedestal. Professa uma nova visão de mundo, reflexo dos novos tempos.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

.: Os justiceiros dos arrastões cariocas. De que lado você está?

Por Helder Miranda
Em setembro de 2015 

No Rio de Janeiro, um grupo de 37 lutadores de academia da zona sul do estado resolveu fazer justiça com as próprias mãos e realizaram uma espécie de “blitze” em ônibus que ligavam o subúrbio a bairros nobres cariocas. 

Aqueles que estivessem de chinelo e sem nada no bolso foram tratados como suspeitos de praticarem “arrastões” e foram retirados à força dos coletivos para apanhar. “Eles querem tocar o terror, vamos tocar também”, justificaram. 

Neste fim de semana, que ainda por cima terá mais shows do Rock In Rio, eles prometem continuar agindo e, pelo WhatsApp, marcam locais e horários para coibir suspeitos de cometerem crimes. Os arrastões aconteceram após a Defensoria Pública lançar um Habeas Corpus que impedia a polícia de fazer a abordagem nos ônibus. Deu no que deu...

.: "Passos do Amor" resgata a peregrinação de Francisco

O jornalista Luiz Carlos Ferraz lançará no domingo, 4 de outubro, Dia de São Francisco, o livro “Passos do Amor – A Peregrinação de Francisco, de Assis a Santiago de Compostela”. 

O encontro acontecerá no Santuário Santo Antônio do Valongo, no Centro Histórico de Santos, litoral de São Paulo, onde, das 10h às 16h, irá autografar a obra e conversar com os presentes na tradicional Festa de São Francisco.

A obra é baseada na peregrinação feita por Francisco no século XIII, entre 1213 e 1215, quando o poverello caminhou cerca de 2.500 quilômetros, de Assis, na Itália, a Santiago de Compostela, na Espanha. A célebre peregrinação consta no Capítulo 4 do Fioretti de São Francisco, os famosos relatos medievais sobre as realizações de Francisco e seus discípulos.

O livro é no formato 17x24cm, com 160 páginas, com capa e contracapa coloridas, e páginas internas em uma cor, com mais de 100 fotos clicadas pelo autor e sua esposa, a jornalista Sandra Netto, que, em 2014, realizaram viagem de Assis a Santiago de Compostela, pesquisando a tradição e os vestígios da peregrinação de Francisco.


Após a realização de cinco peregrinações por diferentes Caminhos de Santiago, o jornalista já editou quatro livros: a trilogia “Pedras do Caminho” - com volumes lançados em março/2013 (“Meu Encontro no Caminho de Santiago”), abril/2014 (“Sentido do Perdão no Caminho de Santiago”) e março/2015 (“Busca sem fim no Caminho de Santiago”, simultaneamente com “Descobrindo novos Caminhos”, que inaugura nova série). No ano que vem, Ferraz programa o lançamento do livro que abordará a recente peregrinação, feita em junho passado, pelo Caminho Primitivo, desde Oviedo.



.: Em dois anos, "Pintando o 5" foi ilustrado por 21 filmes no Gonzaga

Em setembro, o projeto Pintando o 5 completou dois anos de atuação. Nesse período, 21 filmes ilustraram o famoso número 5 do Cine Roxy da Avenida Ana Costa. Entre eles, produções como “Thor 2”, “Pixels”, “Vingadores: Era de UItron”, “Pixels”, “Cinquenta Tons de Cinza” e até os 80 anos do Cine Roxy.  As artes são produzidas pelo estúdio Bomfim84.

“O projeto é uma forma de divulgar os filmes que entrarão em cartaz e, ao mesmo tempo, termos esse atrativo no número 5, que já virou ponto de referência para crianças, que gostam de escalá-lo, tirar fotos ao lado e registrar a presença no cinema”, explica o empresário Toninho Campos, do Roxy.

O artista plástico Érico Bonfim narra o processo do trabalho. “Primeiro, começa com o layout no computador, segue para impressão, chegam os papéis e começamos a cortar. Este momento é todo artesanal. Estiletes nos papéis, e cola quente no filó (tela)”, detalha. “Dependendo do layout pode demorar cerca de 2 a 10 dias de trabalho entre cortar e fazer o acabamento final dos moldes para aplicação.  Depois de tudo pronto começa a produção. Tinta spray, uma madrugada e pronto, um novo 05 está pintado”, diz.

Sobre a repercussão que o trabalho tem alcançado, o artista diz que “é um orgulho imenso criar as chamadas para os filmes, e estilizar o 5 mais famoso do Gonzaga”. Segundo Érico, cerca de cinco quilos de tintas já foram usadas na concepção das artes. O próximo longa a ilustrar o número será “007 Contra Spectre”.


Lista dos temas e filmes que ilustraram o 5:

1. "Rush"
2. "Tá Chovendo Hamburguer"
3. "Thor"
4. "O Hobbit"
5. "Papai Noel"
6. "80 Anos"
7. "Copa do Mundo de Futebol"
8. "As Tartarugas Ninja"
9. "Pipoca"
10. "O Candidato Honesto"
11. "Tim Maia"
12.  "Jogos Vorazes - A Esperança"
13. "Natal Ho, Ho, Roxy"
14. "Os Pinguins de Madagascar"
15. "50 Tons de Cinza"
16. "Bob Esponja"
17. "Cinderela"
18. "Velozes e Furiosos"
19."Os Vingadores"
20. "Pixels"
21. "007 Contra Spectre"


.: "A Culpa é dos Comediantes" no "Humor de Cinema"

Neste sábado, 26 de setembro, acontece o “Humor de Cinema Apresenta: A Culpa é dos Comediantes”, às 22h30, no Roxy 4 do Pátio Iporanga. Contando com o mestre de cerimônias Euclydes Escames, se apresentarão Marcio Américo, Fernando Strombeck e Victor Camejo. Os ingressos, com valor promocional de meia-entrada para todos até esta sexta, dia 25 (ainda dá tempo!), estão à venda na bilheteria do cinema a R$ 30.

Marcio Américo, de Londrina, além de comediante é também escritor com quatro livros lançados, dentre eles “Meninos de Kichute”, o qual virou filme! Dramaturgo, redator, poeta e roteirista. Em cada uma destas áreas o humor está presente como um vetor. Foi redator das rádios “Transamérica” e “Jovem Pan FM” e para as emissoras de TV “Gazeta” e “Rede TV”. Esteve por duas vezes no Programa do Jô, alem de participações especiais na “Praça É Nossa” e “Faustão”. Seus vídeos no Youtube supram mais de um milhão de acessos. Como convidado, participou dos mais famosos grupos de comedia como o “Comédia em Pé”, “Improriso”, dentre outros. É também o criador do polêmico personagem “Pastor Adélio”.

Victor Camejo iniciou sua carreira como comediante stand up em 2008 como um dos criadores do “Em Pé Na Rede”, primeiro grupo de comedia stand up da Amazônia.Após participar da mesa vermelha, foi convidado a integrar a equipe de roteiristas do programa “Agora é Tarde” com Danilo Gentili (Rede Bandeirantes).

Já esteve no palco principal do festival Risológico em Curitiba/PR e foi curador e uma das atrações do “Risonorte”, primeiro festival de comédia stand up da Amazônia, em Belém/PA. Atualmente residindo em São Paulo, é presença constante no elenco do “Comedians Club”, bem como participações no “Comedy Central” e é um dos principais nomes das stand-up comedy nacional!

Fernando Strombeck, ator, humorista, roteirista e diretor, integra o grupo sorocabano de humor “Comédia Instantânea”, faz parte do grupo de improvisação teatral Contra-Regras e é diretor/ator do canal de pegadinhas "Na Sarjeta" (YouTube).

Com grande experiência e diversos cursos realizados na área circense, desde 2008 o humorista dedica-se ao stand-up comedy e a criações de personagens cômicos, trajetória que inclui participações em diversos programas de televisão, dentre eles: “Programa Sílvio Santos”, “Programa do Jô”, “The Noite”, dentre outros.

Além de participar de importantes festivais (Virada Cultural Paulista, Risadaria, etc) e grupos de humor, como experiência, o humorista tem no currículo uma série de apresentações internacionais, em cidades como Lisboa, Porto e Londres.

Serviço
“Humor de Cinema Apresenta: A Culpa é dos Comediantes”
Apresentação de: Marcio Américo, Fernando Strombeck e Victor Camejo.
Data: sábado, 26 de setembro
Horário: 22h30
Local: Cine Roxy 4 – Pátio Iporanga 
Endereço: av. Ana Costa, 465, Gonzaga / Santos 
Ingressos: R$ 30 (valor promocional de meia-entrada para todos)

.: Terraço Itália promove Spring Sessions em apoio ao Outubro Rosa

Spring Sessions floresce os domingos de primavera, no Terraço Itália. Novos talentos femininos dão charme e requinte ao Piano Bar  do terraço mais cobiçado de São Paulo



A partir de 27 de setembro, as tardes de domingo não serão as mesmas. Nesta primavera, o Terraço Itália abre espaço para o Spring Sessions, trazendo frescor aos finais de tarde de domingo do paulistano, com apresentação de uma nova geração de cantoras e compositoras brasileiras.
O Spring Sessions tem a pretensão de se tornar uma nova plataforma de lançamento da música autoral, ressaltando a voz feminina. Inovar o mercado de entretenimento e dar visibilidade para essa nova geração de artistas – afirma Joice Oliveira, idealizadora do projeto.

Para os amantes da boa música, a festa acontece em clima de final de tarde, aos domingos no Piano Bar do Terraço Itália, com um toque de vanguarda e personalidade. As cantoras florescem no cenário da música nacional.
O desejo de realizar ações musicais nas tardes de domingo e oferecer aos paulistanos uma opção diurna com sunset e boa música no Piano Bar, já existia. Enxergamos um potencial incrível no projeto Spring Sessions que tem tudo a ver com que queríamos, afirma Samantha Nardo, marketing do Terraço Itália.

O Spring Sessions junto com o Terraço Itália e a Chandon, apoiam a campanha contra o câncer de mama, além disso, oferecerão aos clientes que comprarem uma Chandon Rosé uma taça cor de rosa em apoio ao Outubro Rosa. 
 Apresentações

27/09 – Tabatha Fher abre o evento com um repertório eclético, que vai da bossa nova ao jazz, além de composições próprias, como Evil Diva feita em parceria com Jair Oliveira. 

04/10 – Sarah Roston transita pela música popular brasileira como ninguém. Suas interpretações originais misturam R&B, jazz e samba. Depois de dividir o palco com Preta Gil e Luiza Possi, ela está produzindo seu primeiro EP.

11/10 – Luiza Meiodavila em seu primeiro CD Florescer, ela combina graça e suavidade para unir suas influências do rock, soul, pop e jazz e resultado é o samba bossa, uma nova maneira de fazer a música.

18/10 – Raíssa Fayet encerra a temporada com arranjos modernos que envolvem o world-pop a música de raiz brasileira. Ela está finalizando seu segundo CD “Rá”, produzido pelo alemão Christian Lohr, responsável pela direção musical de artistas como Mick Jagger, Sting, que será lançado em março. 

Serviço Local: Piano Bar do Terraço Itália
End.: Av. Ipiranga, 344 - 42° andar – São Paulo/SP
Fone: (11) 2189-2929
Horário: 17h às 21h
Apresentações: 18h30
Couvert Artístico: de R$ 45 a R$50 
Estacionamento com manobrista
www.terracoitalia.com.br

Sobre o Terraço Itália: Dotado de ambientes elegantemente decorados, atmosfera cosmopolita e vista de tirar o fôlego, o Terraço Itália é um complexo de lazer, gastronomia e eventos, com versatilidade para sediar almoços, jantares com piano e música ao vivo, eventos sociais e corporativos. Gastronomia e serviço impecável, adega com mais de 200 rótulos selecionados dentre bons produtores do velho e novo mundo, fazem de suas salas, restaurante e bar, o cenário perfeito para o entretenimento e o desfrute de bons momentos na cidade de São Paulo. Famoso  (premiado em 2010 e indicado em 2011) e já indicado como melhor lugar para ir a dois, seu Piano Bar é conhecido pela excelente carta de drinks e o serviço atencioso de uma equipe treinada dentro de rigorosos padrões de qualidade. Seu concorrido almoço, servido na Sala Nobre, é uma festa para os olhos e o paladar. Inclua-se aí a animada feijoada aos sábados  e o tradicional Buffet Italiano dominical, que atraem muitos visitantes e  são  programas  imperdíveis. A Sala Panorama, por sua vez, reúne em um belo ambiente, boa gastronomia e música ao vivo. E a Sala São Paulo permite a realização de eventos sociais e corporativos com a elegância e experiência de quem entretêm e encanta visitantes e clientes há 48 anos. O complexo pertence ao grupo Comolatti, e é presidido por Sergio Comolatti.

Teatro Itália


.: Cia de Teatro Acidental estreia Peça Esporte e traz Juca Kfouri

Com texto inédito da dramaturga austríaca Elfriede Jelinek, Nobel de Literatura em 2004, o novo trabalho da Cia de Teatro Acidental estreia no TUSP em outubro e a ocupação traz ainda palestra com o jornalista esportivo Juca Kfouri. Clayton Mariano assina a direção.

O TUSP apresenta a partir de 02 outubro, às 20h, o espetáculo Peça Esporte, da Cia de Teatro Acidental. O texto inédito é da novelista austríaca Elfriede Jelinek, uma das mais importantes dramaturgas do mundo e ganhadora do Nobel de Literatura em 2004. Apesar da importância cultural, suas obras nunca tinham sido encenadas ou traduzidas no Brasil. O espetáculo tem direção de Clayton Mariano, do Tablado de Arruar, e ficará em temporada até 15 de novembro, de sexta a domingo, sempre às 20h.

"Neste ano entre Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil, a Acidental escolheu montar um texto que reflete sobre esse processo misterioso pelo qual os homens abdicam de sua individualidade para participar de uma aparente histeria coletiva chamada esporte", diz Artur Kon, ator e produtor da Cia de Teatro Acidental . "Times de futebol ou torcidas rivais, esquadrões militares ou massas violentas se enfrentam; guerra e jogo se confundem, corpos belos e atléticos são destaques nas mídias enquanto outros corpos ficam pra trás, marcados pela derrota, pela perda e pela morte".

O diretor Clayton Mariano explica: "A peça procura pôr em cena os discursos escritos por Jelinek de forma crua, por vezes violenta, ressaltando a riqueza de imagens e pensamento encontrada na dramaturgia, mas sem abdicar do humor - frequentemente corrosivo - da austríaca".

A encenação ocorre dentro de um octógono de alambrado, ao mesmo tempo arena esportiva e jaula contendo a agressividade potencial dos competidores; a imagem do corpo como carne frequentemente dá o tom das cenas. Destacam-se os corpos femininos, excluídos ou subjugados pelos ideais de virilidade atlética: a mãe do esportista que destruiu seu corpo na busca de torná-lo perfeito, a jovem atleta vista como enfeite para os jogos e não como verdadeira competidora.

Para Mariano, "Elfriede Jelinek não cria uma ação dramática, mas uma sinfonia de figuras que expressam suas posições com uma linguagem elaborada e provocadora".

"A autora é conhecida por compor 'superfícies linguísticas contrapostas' no lugar de diálogos, frutos de uma escrita de alta densidade sonora e imagética, em que a materialidade da palavra parece ecoar por toda a página e constituir tramas anteriores ao sentido representativo", completa.

Considerada uma das mais radicais dramaturgas contemporâneas do mundo, ganhou, além do Nobel, outras premiações importantes, como os prêmios Georg Büchner e Franz Kafka, e (já por quatro vezes) o Prêmio Mülheim de Dramaturgia. No Brasil, ela é mais conhecida pelo seu romance "A pianista", que deu origem ao filme "A professora de piano", de Michael Haneke.

Apesar disso, está longe de ser um sucesso consensual: sua radicalidade formal e sua postura crítica, sem concessões, tornou-a alvo de inúmeras polêmicas e ofensas na Áustria. "A ausência de seus textos no Brasil é uma falta grave que nós temos agora a tarefa e o privilégio de corrigir", ressalta Kon, lembrando que, para tanto, o grupo conta com o apoio do Instituto Goethe, que financiou a tradução da obra.

"Por nunca ter havido encenações no país, todas as referências que temos de montagens de seus textos são europeias. Não acredito que as duas realidades sejam tão compatíveis. Montar uma peça sobre esporte no Brasil não é a mesma coisa que montá-lá na Alemanha. Aqui, um texto como este da Jelinek ganha ainda mais complexidade. O que fizemos foi tentar confrontar essas realidades que - ainda que distantes - possuem valores em comum. Estamos tentando chegar perto de seu texto. O que buscamos é um jogo possível entre uma Nobel austríaca e atores brasileiros", analisa o diretor.

No dia 16 de outubro, às 17h, haverá uma palestra com o jornalista Juca Kfouri. Ele versará sobre alguns temas presentes na peça, como o papel aparentemente intrínseco da violência no fenômeno esportivo e a complicada relação entre o jogo e o espetáculo midiático, à luz de sua experiência como jornalista esportivo e colunista crítico das relações perversas entre poder e esporte.

Sinopse: A peça, primeira montagem no Brasil do texto da ganhadora do Nobel de literatura Elfriede Jelinek, tenta desvendar o misterioso processo pelo qual os homens abdicam de sua individualidade para participar de uma aparente histeria coletiva chamada esporte. Times de futebol ou torcidas rivais, esquadrões militares ou massas violentas se enfrentam; guerra e jogo se confundem, belos corpos atléticos são destaque nas mídias enquanto outros corpos ficam pra trás, marcados pela derrota, pela perda e pela morte.

Ficha Técnica
Direção Clayton Mariano Elenco Artur Kon, Cauê Gouveia, Danielly Oliveira, Eduardo Bordinhon, Mariana Dias, Mariana Otero, Mariana Zink, Tati Mayumi Texto Elfriede Jelinek Tradução Camilo Schaden Pensamento corporal Andreia Yonashiro Cenografia e Figurino Clayton Mariano Cenotecnia José Valdir Albuquerque Iluminação Cauê Gouveia Consultoria de iluminação Daniel Gonzalez Design gráfico Renan Marcondes Produção Artur Kon e Mariana Dias Apoio cultural Instituto Goethe Realização Secretaria de Cultura, Governo do Estado de São Paulo, Programa de Ação Cultural (ProAC) Fotos Tetembua Dandara

Sobre Juca Kfouri: É um dos mais importantes jornalistas esportivos do Brasil. Formado em Ciências Sociais pela USP, seu trabalho sempre priorizou o viés investigativo e crítico no esporte, coisa até então rara na história da imprensa esportiva brasileira. Foi diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994), comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na Rede TV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está na ESPN - Brasil. Colunista de futebol de “O Globo” entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha. É autor de vários livros, sendo o mais recente Por que não desisto - Futebol, Poder e Política (2009).

Serviço
Peça Esporte
De 02 de outubro a 15 de novembro de 2015
De Sexta a Domingo, 20h.
Duração estimada | 100 min. | Indicação de faixa etária | Não recomendado para menores de 16 anos.
Onde | Teatro da USP | Rua Maria Antônia, 294, Consolação - São Paulo, SP - 01222-010
Tel. 11 3123-5233 | Site www.usp.br/tusp | Facebook www.facebook.com/teatrodauspoficial
Twitter www.twitter.com/tusp_online
Metrô Santa Cecília
Capacidade | 98 lugares
Preços – R$ 20,00 (Inteira) e R$ 10,00 (Meia)*

Palestra com o jornalista Juca Kfouri
16 de outubro – Sexta-feira, 17h.
Duração estimada | 90 min.
Entrada Gratuita. Ingressos distribuídos com uma hora de antecedência.

A aquisição dos ingressos para espetáculos em cartaz no TUSP pode ser feita duas horas antes do início do espetáculo. As formas de pagamento aceitas são dinheiro e cheque.
    
*Meia-entrada: Para estudantes mediante apresentação de carteirinha ou comprovante de matrícula válido para o ano vigente; para maiores de 60 anos; professores e funcionários da USP mediante apresentação de carteirinha ou hollerith; professores da rede pública estadual e municipal mediante apresentação de hollerith ou carteira funcional emitida pelas respectivas Secretarias de Educação; e classe artística.

Estacionamento
O estacionamento Mariauto, no número 176, tem acordo com o teatro e o público tem desconto mediante apresentação de carimbo (do TUSP) no comprovante de entrada.

.: Balanço de lixo recolhido no primeiro fim de semana de festival

Quase 83 toneladas de lixo foram recolhidas da Cidade do Rock em três dias de Rock in Rio, no primeiro fim de semana do evento. O balanço é da Sunset, empresa responsável pela limpeza do festival. No primeiro dia, sexta (19), foram retiradas 29,7 toneladas; no sábado (20), 27,5 toneladas; e no domingo (21), 25,4 toneladas.

Somente no domingo, terceiro dia de festival, foram recolhidos 7.330 quilos de material orgânico; 2.590 quilos de papelão; 2.100 quilos de latinhas, e 13.444 quilos de outros tipos de resíduos.

Entre os detritos recolhidos, estavam, em sua maioria, latas de refrigerante e energético, embalagens de biscoito e lanches, copos de plástico e guimbas de cigarro. 

Mais de 500 profissionais trabalham na limpeza do Rock in Rio. As equipes estão divididas por áreas: Palco Eletrônico, Rock Street, roda gigante, Palco Mundo, área VIP, Palco Sunset e montanha-russa. Há ainda uma equipe extra pronta para atender a casos de emergência. A empresa Doe Seu Lixo, contratada pela organização do festival, é a responsável por recolher para reciclagem o material coletado pela Sunset. A Comlurb dá destinação final ao restante do lixo.

Na edição de 2013 do Rock in Rio, foram recolhidas 183 toneladas de lixo.

.: "Scream Queens": Rainhas do grito no estilo "Todo mundo em pânico"


Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em setembro de 2015


Tudo começa em 1995. Mãos com sangue no estilo Carrie -personagem criada por Stephen King que surpreendentemente é citada de forma didática, embora a cena, nitidamente, fizesse referência; sem contar que até o final do episódio, surge no texto o nome da atriz Sissy Spacek. Quem é a dona daquele líquido vermelho?

Uma candidata à irmandade Kappa Kappa Tau. Como ela perdeu tal visco? Ao, simplesmente, ganhar um bebê na banheira da casa da fraternidade que está em festa. Chocante! Sim! Em tempo, o início lembra bem o estilo do seriado "American Horror Story" que, normalmente, traz um belo flashback antes de chegar aos dias atuais. 

No entanto, o destaque do episódio de estreia do seriado "Scream Queens", exibido na FOX, escrito para Emma Roberts brilhar, é todo voltado ao mergulho profundo na cultura pop. Em meio a tantas referências pipocando diante dos olhos, os ouvidos logo são provocados por referências a "Crepúsculo" e "Game of Thrones", mas o ponto alto começa com Bat for lashes, interpretando "What´s a girl to do?" e TLC com "Waterfalls". Confesso que foi neste momento, com a música do trio pop dos anos 90, em que fui fisgada pela criação de Ryan Murphy, Brad Falchuk, Ian Brennan.

Sim! A verdade é que o titio Ryan Murphy sabe envolver o público com canções cheinhas de recordações. Ao longo do episódio piloto  escutamos "A Thousand Years" (Christina Perri), "Heart and Soul" (T´Pau), I Know There´s Something Going On (Frida), Hold me Now (Eden), Shake it Off (Taylor Swift) e Synthesonata (Psilogod). Que lista, hein! E assim, também diante de Lea Michele, a saudade de "Glee" só aumenta e, para a minha tristeza e de muitos, nada mais pode ser feito.



Contudo, para entender todo o emaranhado da trama 
é preciso voltar ao ano de 1995, com a mamãe da irmandade, que só pensou estar engordando enquanto esperava um bebê. Por quê? Porque é dela a primeira morte. A partir deste fatídico acontecimento, todo o mistério surgiu no campus, logo a história começa a se desenrolar. Finalmente, avançamos 20 anos e chegamos em 2015. Quem é a rainha que manda e desmanda no Kappa Kappa Tau? Chanel Oberlin (Emma Roberts)! E mais uma vez vemos Emma sendo a patricinha prepotente, mas com um toque leve de humor. Muitas vezes, um humor negro.

Problema com racismo? Talvez. Afinal, há quem interprete como ofensa grave o fato de a empregada da irmandade ser chamada de m
ucama branca -repetidas vezes- por Chanel, que tem suas seguidoras fieis nomeadas de: Chanel nº 2, Chanel nº 3, Chanel nº 4 (sumida da trama) e Chanel nº 5. 100% soberba, a líder usa e abusa do poder e até comenta: "A vida é um sistema de classes". Infelizmente, a afirmação não passa de uma grande verdade! Para suavizar, a mucama branca segue a ordem de limpar o chão da irmandade com uma mínima escova da boneca Barbie. Hilário! Contudo, o fim da empregada não é dos melhores, mas também há a chance de que não tenha sido um fim, de fato.

Ao estar com o posto de "abelha-rainha" do Kappa Kappa Tau em perigo, por ordens da diretora 
Cathy Munsch (Jamie Lee Curtis), o comportamento ostensivo de Chanel é explicado por flashbakc: Antes de humilhar, ela foi humilhada. Sim! A líder anterior da irmandade fez e aconteceu com a pobrezinha. Chanel, que preparava tudo, deixou uma surpresinha: numa sessão de bronzeamento artificial, a "rainha" levou ácido hidroclórico e acabou queimada.

Neste episódio, é evidente que o demônio vermelho vive à espreita de Grace Gardener (Skyler Samuels), por hora, a mocinha da trama. Quem assistiu American Horror Story: Freakshow (4ª temporada) vai lembrar muito bem deste lindo e angelical rostinho. Assim, a apresentação dos personagens vai acontecendo diante da informação da reitora Munsch de que a Kappa deverá aceitar qualquer um, logo, todos têm o direito a se candidatar à irmandade. 


Que pesadelo! Para Chanel este é o fim. Em situação desesperadora, a pobre corre até o popular Chad (Glen Powell) para deixá-lo a par da tragédia, mas o personagem interessante e engraçado só consegue pensar em filmes adequando a vida dele. Ponto positivo! Paralelamente, conhecemos Boone (Nick Jonas) que é um gay engraçadinho. Depois, na cafeteria, Pete (Diego Boneta) é apresentado por Chanel como o "Bobo do café" (Diego). O que ele tem a dizer de Chanel? "Acha que o cocô dela cheira bem". Entre achismos de personalidades, a citação de "True Tori" pode servir de pista para interpretar a história do seriado. Vamos acompanhar!

De fato, o primeiro episódio de "Scream Queens" ressalta o poder do dinheiro, portanto quem o tem -de sobra- faz o que quer com todos os outros. Além de satirizar a necessidade doentia de postar tudo o que acontece nas redes sociais. O melhor exemplo -e mais engraçado- é de quando Chanel nº 3 (Ariana Grande) obsessivamente preocupada em digitar que foi esfaqueada para divulgar na internet, não consegue chegar ao fim. Com mais uma morte, a fala de Chanel explica o que acontece na sequência, entre as "meninas": "Segredos unem as irmandades".


Não há dúvida de que Kappa Kappa Tau é o antro das cobras, tanto quanto quem o rege: Munsch, que após se divertir com Chad, fuma um cigarro. Em contrapartida, a mocinha Grace é convidada para ser Chanel nº 6, devido a "saída" de Chanel nº 2. Por outro lado fica ecoando a pergunta: Grace é realmente boazinha? Desviando a atenção da loirinha, é um desafio que traz o demônio vermelho para fazer uma nova vítima. Como se trata de uma série de Ryan Murphy, a cena tem direito a música e nada mais animado do que "Shake it Off", de Taylor Swift.

Pode ainda não ser um super seriado, mas tem todos os ingredientes para dar um bom caldo e agradar a gregos e troianos, sim!

Leia tudo sobre "Scream Queens" aqui: resenhando.com/search/label/ScreamQueens


Seriado: Scream Queens
Episódio: 1x1 - Pilot
Criado por: Ryan Murphy, Brad Falchuk, Ian Brennan
Elenco: Emma Roberts (Chanel Oberlin), Skyler Samuels (Grace Gardener), Lea Michele (Hester), Glen Powell (Chad), Ariana Grande (Chanel nº 2), Jamie Lee Curtis (Cathy Munsch),Diego Boneta (Pete Diller), Nick Jonas (Boone), Niecy Nash (Denise), Nasim Pedrad (Gigi), Oliver Hudson (Wes Gardener), 
Billie Catherine Lourd (Chanel nº 3), 
Abigail Breslin (Chanel nº 5), Keke Palmer (Zayday), Jennifer (Breezy Eslin), Sam (Jeanna Han) e Tiffany (Whitney Meyer)
Gênero: Terror comédia
Duração: 42 minutos
Exibido em: 22/09/2015



* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do www.photonovelas.com.br. Twitter:@maryellenfsm 



Abertura

Trailer oficial




.: Rock in Rio: Metal com System Of a Down e Hollywood Vampires

Na quarta noite do Rock in Rio 2015, o público estava ávido para ver e ouvir "System of A Down", quando o vocalista Serj Tankian entrou no Palco Mundo, às 00h20. A banda tocou 25 músicas e levou a Cidade do Rock ao êxtase logo nas primeiras notas de Chop Suey. 

Os rapazes do "Queens of Stone Age" foram os penúltimos a se apresentar. Os roqueiros retornaram ao Rock in Rio depois de 14 anos e repetiram a apresentação memorável de 2001. Formado atualmente por Josh Homme (voz e guitarra), Troy Van Leeuwen (guitarra e teclado), Dean Fertita (guitarra e teclado), Michael Shuman (baixo) e Jon Theodore (bateria), o grupo cantou sucessos como Little Sister, Go With The Flow e No One Knows. 

À frente da "Hollywood Vampires", o gigante do rock Alice Cooper empolgou os fãs com sua voz teatral. A formação do grupo ainda tem Joe Perry, guitarrista do Aerosmith, Duff McKagan e Matt Sorum, que tocaram no auge do Guns N'Roses, e o ator e músico Johnny Depp, que arrancou gritos da plateia quando foi apresentado pelo líder Cooper. 

Mãe e filho, Negláucia Oliveto, 50 anos, e Giovany, 17, vieram juntos pela segunda vez ao Rock in Rio assistir suas bandas preferidas. A professora curtiu Alice Cooper, da Hollywood Vampires, de quem é fã desde a adolescência, mas o estudante estava ansioso mesmo era para ouvir System of A Down. "Viemos de Ubatuba de ônibus para marcar presença do Rock in Rio. É uma aventura, vale muita a pena. Sou roqueira desde novinha e passei essa paixão para ele", contou. "Quero voltar todos os anos, trazer meus filhos no futuro," disse empolgado Giovany. 

O CPM 22 abriu o Palco Mundo. A banda de hardcore fez muita gente voltar à adolescência com suas letras românticas e sua bateria rápida. O show todo foi acompanhado pela plateia. O vocalista Badauí, visivelmente encantado com a vibração, colocou o público para cantar nas músicas Um Minuto Para o Fim do Mundo, Dias Atrás, O Mundo dá Voltas e muitas outras. 

Palco Sunset faz roqueiros felizes e recebe banda paulista e grupos internacionais 
A primeira banda a se apresentar no segundo final de semana do Rock in Rio 2015 foi a John Wayne. O grupo paulista defendeu no Palco Sunset o metal brasileiro e esquentou ainda mais o público debaixo de um sol de 40 graus. Formada por Fabio Figueiredo (vocal), Rogerio Torres (guitarra), Junior Dias (guitarra), Denis Dallago (baixo) e Edu Garcia (bateria), a atração recebeu no meio do show a banda Project 46, também de São Paulo. Os roqueiros tocaram várias músicas com letras de protesto e críticas sociais. 

Às 16h30, a Halestorm entrou no Palco Sunset e agradou bastante os fãs com riffs de guitarra e a voz poderosa da loira Lzzy Hale, vocalista da banda. 

Logo depois, os americanos do Lamb of God mostraram seu hardcore com o apoio de imagens fortes no telão. O vocalista Blythe conversou bastante com o público brasileiro e tocou as clássicas "Walk with me in hell" e "Something to die for". 

Os roqueiros da Deftones foram os últimos a se apresentar no Sunset e atrairam muita gente para o palco. Pela segunda vez no Rock in Rio 2015, - o grupo também marcou presença na edição de 2001 - os californianos fizeram um setlist de 12 músicas . 


Números do Rock in Rio até meia noite

Brinquedos: Nesta quarta noite de Rock in Rio, 797 pessoas desceram na tirolesa, 7.204 curtiram a montanha russa, 3.474 a roda gigante e 3.137 a novidade XTreme. No total, foram 14.612. 

Achados e perdidos: A Cidade do Rock conta com um posto de Achados e Perdidos ao lado da entrada do parque. Nesta quinta-feira, o número de itens encontrados foi de 66 objetos. As pessoas que perderam seus pertences precisam procurar o posto e, caso sejam encontrados, a organização entrará em contato. No link www.achadoseperdidos.rockinrio.com também é possível descobrir se os documentos foram deixados nos Achados e Perdidos. 

Atendimentos médicos: Nesta quinta-feira, 831 pessoas foram atendidas nos postos médicos da Cidade do Rock. Assim como nos outros dias, a maioria dos atendimentos foi por casos de desidratação, torções e dores de cabeça. 

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