quinta-feira, 15 de outubro de 2015

.: 2x4: Em "Empire" os fantasmas voltam para infernizar

Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em outubro de 2015


No quarto episódio da segunda temporada de "Empire", o fantasma de Bunkie volta para apavorar os Lyon, mas -em segredo- a assombração do tio Vernon (Malik Yoba) também mexe com Andre (Trai Byers), o primogênito. E como se dá esta explosão? Numa correria, agentes do FBI invadem o prédio da gravadora Empire, reviram tudo e recolhem material, enquanto que, de fundo, Jamal canta no estúdio. Perfeita trilha sonora! Jamal (Jussie Smollett) até consegue comentar a felicidade de voltar a gravar, mas a atuação é implacável. Excelente forma de se iniciar a trama! 

Longe da Empire, na Dynasty Lyon, Hakeem (Bryshere Y. Gray) é a cara do desânimo por ter perdido a vocalista do trio "Mirage a Trois", Valentina (Becky G). Nem Cookie (Taraji P. Henson) melhora tamanha tristeza do jovem. Contudo, Anika (Grace Gealey) traz boas novas para Cookie, mas prever o futuro é impossível, até para Lucious quanto mais para a ex-esposa. Surpresa!!

Diante da nova ameaça à família, as forças precisam ser unidas. Lucious encontra tudo revirado e uma foto -dele ao lado de Bunkie e Vernon- o deixa pensativo, mas Cookie Monster chega para alegrar a cena enquanto provoca o grande leão. Contudo, a despedida dos futuros avós tem o toque especial da vovó boazuda.


Enquanto Jamal tenta se "soltar" para a sessão de fotos que irá ilustrar a capa do álbum que vai lançar, Andre, soltíssimo, volta a rastejar por qualquer migalha de Lucious. Impasse chato e repetitivo! Mas, um aviso: Para a nossa alegria, a situação entre os dois é resolvida neste episódio. Ufa!

Na ausência da leoa da família, Lucious investe na conversinha com Hakeem para retornar à Empire. Eis que apesar dos pesares, Hakeem fala a coisa mais fofa -e esperada- para Cookie: "Estamos juntos nessa!". No entanto, outra parceria prevalece: Andre e Rhonda (Kaitlin Doubleday) resolvem mexer os pauzinhos e o crime da dupla "ressurge" debaixo da terra. Tenebroso!
Em tempo, o retorno ao passado de Cookie é de cortar o coração de qualquer fã da série. Sem a mãe para colocar panos quentes, como fica o ó
dio entre os irmãos? Com um risinho maléfico, Lucious deixa claro que adora tal situação, mesmo quando Hakeem tem uma reação extremamente assustadora contra Jamal. Que horror! 

Num bar, com um jazz de fundo, Hakeem bebe até conseguir encontrar o que tanto precisava. Bingo! Entretanto, o trabalho de Jamal e o "servicinho" de Andre parecem concluídos. No entanto, além do apoio da esposa, tem o pai e o advogado do Diabo para dar um jeito no corpo do tio Vernon. Sinistro, principalmente tendo em vista a fala de Lucious para Andre! 

Enfim, o que fica claro neste episódio é que Lucious quer -e muito- apagar o passado, mas será que ele conseguirá? Tudo indica que uma longa batalha foi iniciada. Portanto, vamos acompanhar!


Seriado: Empire
Episódio: 2x4 - The Candidate
Criado por: Lee Daniels, Danny Strong (2015)
Elenco: Terrence Howard, Taraji P. Henson, Bryshere Y. Gray, Trai Byers, Jussie Smollett, Grace Gealey, Kaitlin Doubleday, Gabourey Sidibe
Gênero: Drama, Novela, Musical
Duração: 42 minutos
Exibido em: 14/10/2015


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do www.photonovelas.com.br. Twitter:@maryellenfsm 



Vídeo promocional do episódio


.: Noite da Flica: Literatura de Antônio Torres e Igor Gielow

Do sertão da Bahia para membro da ABL, das redações dos jornais para escritor de romance Ariana. Autores falam a partir de suas próprias histórias de Gentes Brasileiras 
 

A mesa literária de abertura da Flica trouxe a temática Gentes Brasileiras. Antônio Torres, membro da Academia Brasileira de Letras, autor do premiado romance Essa Terra e homenageado dessa edição, sentou-se ao lado do escritor Igor Gielow, experiente jornalista na cobertura dos conflitos no Oriente Médio e autor do romance Ariana. 

Jorge Portugal, com muito carisma, comandou a conversa em clima de bate-papo. Para falar de gentes, no plural não apenas pela quantidade, mas também pela diversidade, o mediador optou por iniciar o diálogo instigando os autores a falarem dos caminhos que os levaram à literatura. 

Antônio Torres rememorou sua trajetória a partir da infância. No sertão da Bahia, em um “mundo” agrário e ágrafo, foi a professora Serafina do colégio “risonho e cantante” que despertou a vocação em Torres ao pedir para que lesse, no dia da Independência, um poema. “Aquilo foi a minha bênção e a minha desgraça, porque saí pelo mundo querendo ser Castro Alves. Querendo escrever bonito, mesmo que ninguém entendesse”. 

Tempos depois, foi a professora Tereza, ao pedir que escrevesse um texto sobre a chuva, que consolidou sua principal escolha da vida. “Dona Serafina era da poesia. Dona Teresa da prosa. Certo dia, ao pedir que escrevesse sobre a chuva no sertão da Bahia, tive de exercer minha imaginação como nunca antes. Ao nascer em um lugar com quase nada, passei a escrever para inventar. Tornei-me ficcionista”. 

Filho de funcionários públicos, Igor Gielow quis ser historiador, quando menino, por acreditar que historiadores contavam histórias. Tornou-se jornalista ainda querendo ser historiador e o escritor nasceu apenas 25 anos depois. “Num dado momento, percebi que havia alguma coisa em mim que queria trazer a fantasia para a realidade sobre a qual escrevia diariamente. A literatura foi, então, o caminho natural”. 

Como “gentes” e “tempos” caminham juntos, a conversa tomou esse rumo a partir da fala de Antônio Torres sobre o ofício do escritor. A despreocupação com a linguagem, segundo Torres, é reflexo de nossos tempos. “Vivemos a era da superficialidade, do compartilhamento de opiniões muito rápidas e muito fortes. Estamos perdendo a qualidade do debate público. Eventos como esse são formas de combater a superficialidade, importantes para não perdermos a herança literária do País”, corroborou Igor.  

Para Antônio Torres, a literatura que acompanha as movimentações temporais humanas reflete o vazio do nosso tempo, resultado do fim das utopias. “Já que não existe um projeto coletivo, nada em que o ser humano possa se engajar, passa valer a salvação individual. Por isso os livros de autoajuda fazem tanto sucesso”. 

Em seu depoimento final, Igor Gielow sugere a cura: “Leiam. Ler é a mais poderosa arma contra a superficialidade”. De forma descontraída, Antônio Torres acatou a sugestão e terminou a conversa lendo trecho de um de seus livros. 

Ao término da mesa literária Gentes Brasileiras, os autores seguiram para a sessão de autógrafos. Igor Gielow autografou seu romance Ariana, pela editora Record e Antônio Torres muitos de seus títulos pela mesma editora, com destaque para o romance mais premiado Essa Terra. 

Lembrando que o Governo do Estado da Bahia apresenta a Flica 2015 e o projeto tem patrocínio da Coelba, da Oi e do Governo do Estado, através do Fazcultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e apoio cultural da Oi Futuro, da Prefeitura Municipal de Cachoeira, do Sebrae, da Odebrecht e da Caixa Econômica Federal. Um evento realizado pela iContent e Cali. 

  
Confira a programação da Flica no site: www.flica.com.br  
Evento: Festa Literária Internacional de Cachoeira – Flica 
Data: 14 a 18 de outubro de 2015 
Local: Município de Cachoeira, a 110 km de Salvador  
Entrada gratuita 

.: Festival do Morro: Maria Rita, Zeca Baleiro, BaianaSystem e Negra Cor

Maria Rita, Zeca Baleiro, BaianaSystem e Negra Cor são as atrações confirmadas para o Festival do Morro


Os sons e as cores chegam ao Festival do Morro, que acontece do dia 30 de outubro a 1º de novembro, feriado prolongado de Finados, em Morro de São Paulo, município de Cairu, no baixo sul da Bahia. Atrações de peso, como Zeca Baleiro, Maria Rita e as bandas BaianaSystem e Negra Cor se apresentarão durante os três dias do Festival. Além das atrações nacionais, bandas e cantores regionais também dividirão o palco principal. As demais atrações locais serão divulgadas nos próximos dias. 

Para abrir em alto estilo, o cantor Zeca Baleiro se apresenta na noite de estreia, sexta (30). No sábado (31), a cantora Maria Rita apresentará o show “Coração a Batucar'. E no domingo (01), o  público irá curtir o som irreverente da guitarra da banda BaianaSystem e a mistura rítmica da banda Negra Cor, comandada pelo cantor Adelmo Casé.

Este ano, o evento traz várias novidades, e a primeira delas é a mudança de nome, agora chamado de “Festival do Morro”. Serão três dias de músicas e muita animação com grandes nomes da MPB que darão um colorido diferente a Segunda Praia, local onde será montado o palco da festa. O evento é gratuito.   
O Festival já faz parte do calendário cultural da Bahia e reúne conceituados shows de MPB. A festa que entra na 6ª edição aconteceu pela primeira vez em 2010. Passaram pelos palcos do Festival nomes como Cidade Negra, Carlinhos Brown, Nando Reis, Maria Gadu, Vanessa da Mata, Capital Inicial, Lenine, Jorge Vercillo, entre outros. 

O Morro de São Paulo é um dos principais destinos turísticos da Bahia. A ilha fica no arquipélago de Tinharé. Só no festival são aproximadamente 4 mil pessoas hospedadas e cerca de 20 mil pessoas por noite, em cada show.  Os turistas que planejam curtir o evento devem se programar,e desde já reservar uma das diversas pousadas existentes na ilha.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

.: A incrível história da mulher que foi indiciada por comer um bombom

Por Helder Miranda
Em outubro de 2015

É surreal, é absurdo, mas aconteceu na sede da Polícia Federal, em Boa Vista, Roraima. Uma faxineira estava limpando a sala de um delegado quando se deparou com uma caixa de bombons sortidos. Não resistiu, e comeu um deles. 

Mas foi flagrada pelas câmeras de segurança, o que levou o delegado que deu por falta de um dos bombons a abrir um inquérito por furto qualificado. Ela foi chamada na sala, admitiu que comeu o bombom, e se propôs a devolver um bombom igual e até dar outra caixa cheia, mas... com o inquérito aberto, perdeu o emprego.

Dizem que houve abuso de poder, e que ela poderia ter sido acusada, no máximo, por um desvio de conduta leve. Anexado ao inquérito, por ironia ou pelo patético da situação, está o papel do bombom. 

Em tempo: "ainda bem" que "a Justiça é para todos", não é? Uma mulher que se apropria de um bombom para comer é punida, enquanto políticos que roubam milhões seguem ancorados pela impunidade. Os anunciantes de chocolates deveriam correr atrás dessa mulher e criar algum comercial em cima disso.

.: Apresentador do "Catfish" vem a Santos para pré-estreia de filme

O cineasta, roteirista e produtor norte-americano Max Joseph, que também apresenta o programa "Catfish", na MTV, estará em Santos nesta sexta-feira, 16 de outubro, para a pré-estreia exclusiva de “Música, Amigos e Festa”, longa-metragem estrelado por Zac Efron (“High School Musical” e “Hairspray”). A sessão começa às 21h no Roxy 5 (Av. Ana Costa, 443, Gonzaga).

Antes, o cineasta receberá público e imprensa para tirar fotos e dar entrevistas. Ao término da exibição, baterá um papo com a plateia. O ingresso tem o valor normal de bilheteria do dia. Na compra de um, ganha-se outro. Parte da sala será reservada para convidados.

A trama
No filme, que tem sido recebido com empolgação pelos fãs de música eletrônica, Efron interpreta Cole, de 23 anos e que batalha para se tornar um DJ de sucesso. Apadrinhado por James (Wes Bentley), experiente profissional da área, ele aprende muito e começa a crescer, mas coloca tudo em risco ao se envolver com a jovem namorada de amigo, Sophie (Emily Ratajkowski). O longa é dirigido por Joseph e estreia, em Santos, na próxima quinta, 22 de outubro. A duração é de 1h36min. A distribuição no Brasil é da Diamond Films.



Sobre Max Joseph
Casado com a santista Priscila Joseph, Max nasceu em 16 de janeiro de 1982, em Nova York. É diretor, produtor, roteirista e montador de cinema. E apresenta ao lado de Nev Schulman o programa “Catfish”, da MTV americana, que explica as verdades e mentiras de relacionamentos online. A série é baseada no filme documentário "Catfish", produzido em 2010.

Serviço:
Avant-première do filme "Música, Amigos e Festa" 
Data: sexta-feira, 16 de outubro
Horário: 21h
Local: Cine Roxy 5 
Endereço: Av. Ana Costa, 443, Gonzaga
Meia hora antes o convidado receberá público e imprensa para dar entrevistas e tirar fotos. Após a sessão haverá bate-papo sobre o filme. Parte da sala será reservada para convidados. Na compra de um ingresso (valor normal do dia), ganha-se outro. 

.: Marcos Zeeba apresenta EP "So Complicated" em São Paulo

Entre o acústico e rock, violão e guitarra, Marcos Zeeba apresenta o show do seu primeiro EP “So Complicated” em São Paulo, dia 22 de outubro, no Na Mata. O cantor faz uma mescla com músicas autorais, presentes no EP, e versões de outros grandes nomes da música como Coldplay, Sam Smith, Foster The People, entre outros. 

O repertório do show traz “Yellow”, do Coldplay; “You Know I'm Not the Only One”, de Sam Smith; “Pumped up Kicks”, do Foster The People; “Lonely Boy”, do Black Keys; “Unaware”, do Allen Stone, entre outras. Entre as músicas autorais estão a pop roqueira “So Complicated”; o rock vigoroso de “You & You”; a mescla característica do músico em “Give it Up”; e a balada “Colors”. 

Nascido nos Estados Unidos e criado no Brasil, Marcos Zeeba aos 19 anos foi estudar Music Business em Los Angeles. Foi nessa época que começou a dialogar com a música como guitarrista e compositor do Bonavox, grupo roqueiro com influência do brit pop, numa linha Coldplay meets Keane. Começaram a fazer um nome no circuito norte-americano, foram selecionados pelo Grammy Amplifier Competition, o que os levou a se apresentarem no tradicional festival South by Southwest e abrirem a turnê de Allen Stone. 

Porém pouco tempo depois Marcos Zeeba decidiu seguir seu sonho de ser cantor e começar seu projeto solo. Neste momento começa o trabalho que culmina no lançamento de “So Complicated”, com cinco músicas que trafegam por mares tão alternativos quanto radiofônicos, como só o indie rock americano sabe fazer. 

Serviço:
Marcos Zeeba no Na Mata
Endereço: Rua da Mata, 70 - Itaim Bibi, São Paulo – SP - (11) 3079-0300
Data: 22 de outubro
Horário: abertura da casa às 19h30. Show às 22h30.
Duração: 1h30
Preço: R$40

.: Bee Gees Alive toca no Teatro APCD, em São Paulo, dia 16

Reconhecida internacionalmente como uma das três melhores bandas de tributo ao Bee Gees, o grupo Bee Gees Alive volta ao palco do Teatro APCD, onde se apresentou em abril, para sessão única do novo show, "Legends Never Die!". Será nesta sexta-feira, dia 16 de outubro, às 21h. Ingressos de R$30 a R$80.


Serviço
"Bee Gees Alive – Legends Never Die". 
Data: apresentação única no dia 16 de outubro, sexta-feira
Horário: 21h
Local: Teatro APCD
Endereço: Rua Voluntários da Pátria, 547, Santana (próximo ao metrô Tietê) 
Bilheteria: Quarta a sábado, das 15h às 22h; domingo, das 15h às 20h. www.compreingressos.com
Telefone: (11) 2223-2424. 
Classificação: livre
Duração: 90 minutos
Capacidade: 800 lugares 
Ingressos: R$80 (inteira), R$40 (meia) e R$30 (sócios e funcionários APCD)

.: O melhor que o público pode fazer por Veridiana Freitas é eliminá-la

Por Helder Miranda
Em outubro de 2015

Na oitava edição de "A Fazenda", se Veridiana Freitas levasse à risca o discurso feminista, jamais teria se referido de maneira tão pejorativa à ex-"Panicat" Ana Paula Minerato, para ela, ao taxá-la de "vagabunda" e "figurante do programa 'Pânico'", revelou uma boa dose de veneno e recalque. Fosse tão feminista, jamais se humilharia tanto para o modelo Marcelo Bimbi, e tampouco teria se referido à menstruação de Mara Maravilha como se o descuido dela não denunciasse algo que é tão normal no organismo feminino: sangrar todo o mês, a menos que esteja grávida.

Veridiana Freitas é a personificação da promessa que engana. É livre, desprendida, mulher que brada "o meu corpo é meu e você não tem o direito de dizer o que devo fazer ou não com ele" apenas quando lhe convém. Quando não é, chama, por trás, não pela cara, outras participantes de nomes horrorosos. É tão machista quanto a todos que critica porque, se não se reconhecesse no machismo de quem ela acusa de ser, não saberia identificar essa característica no outro. 


Entrou como uma pin-up humana, prometendo ser interessante, divertida e uma mistura entre o poder blonde de Brigite Bardot, Jessica Rabbit, Betty Boop, Marylin Monroe e uma Anna Chlumsky (aquela atriz de "Meu Primeiro Amor" que mexeu tanto com o imaginário dos garotos da idade dela na época do filme) já crescida. Tal qual a música da também platinada Taylor Swift, "é um pesadelo em forma de sonho". 

Lindíssima, é verdade, e talvez a participante mais bela em todas as temporadas, mas e o resto? É certo que não se pode cobrar muito de alguém que se submete a participar de um programa do naipe de "A Fazenda". Desde os caminhos que todos trilharam, até o confinamento. Depois de sete edições concluídas, sabe-se que a premissa desta atração da TV Record é o baixo-nível. Principalmente na edição ao vivo, quando não se tem controle do que as pessoas -sem senso de limite algum- vão dizer.


Com Veridiana, essa falta de noção do que é certo e errado, dentro do parâmetro que mantém no jogo, aparentemente vem de berço. Parece que fora dali ela chora e todos, desde homens "babãos" inebriados pela beleza dela até as pessoas de sua convivência, correm para acudir. Aquela caricatura de loura burra com o potencial de mostrar que não é bem assim mostrou-se, apenas, uma mulher extremamente mimada, e que não cresceu. 

Ela não chora, ela se desespera e se descabela em surtos que vêm do nada e acabam exatamente como começam: sem nenhum motivo. Ela estava fazendo cena, soluçando de chorar, dizendo que terminaria com Marcelo na casa de árvore e, quando ele chega... ela simplesmente para? Esse destempero é tão agoniante que lembra Andressa Urach em seus piores momentos no programa. O que ela esquece é que não está fora do confinamento, onde tudo leva a crer que recebe mimos e compreensão de todos justamente por ser linda demais. A massa que vota fora de seu meio odeia gente assim e não faz de tudo para satisfazer os desmandos que ela apregoa a quem lhe dá atenção.


Veridiana precisa aprender a ouvir muitos "nãos" na vida para crescer e deixar de ser a menina na carcaça de mulherão, para crescer de fato. Ela mesma disse que não está tolerando o confinamento e, num ato extremamente contraditório, agora quer ficar, como criança que teima para depois bater o pé porque não quer aquilo que pediu. Mas volta para casa, tanto com Luka, quanto com Mara (que, por sinal, anda bem escatológica. Semana passada, falaram do xixi e da menstruação dela. Esta semana, ela própria fala que não participou da atividade porque estava... fazendo cocô? Tem razão, Mara. Calada, você será uma poeta. O que será que ela falará na próxima semana? #Preocupado).

Mas dizer "não" à Veridiana neste momento é a melhor lição que o público de "A Fazenda" pode dar à ela. Tomara, apenas, que ela não volte fazendeira.



.: 1x5: Em "Scream Queens", Chanel faz o caminho das abóboras

Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em outubro de 2015



O quinto episódio de "Scream Queens", intitulado de "Pumpkin Patch" faz o prepotente caminho das abóboras de Chanel Oberlin (Emma Roberts) com tom de piada nas falas da protagonista que prepara uma incrível festa de Halloween. Qual é o objetivo? Não perder a liderança do Kappa Kappa Tau. Assim, os novos apelidinhos para as minions são variados e ainda mais maldosos. E quem dá o tom final na briga da rainha má com Chanel nº5 (Abigail Breslin) é a apavorante Hester (Lea Michele). Surpreendente! Em tempo, com ela em cena, o susto é sempre acompanhado de boas risadas. 

No entanto, a reitora Cathy Munsch (Jamie Lee Curtis) põe fim na festa organizada por Chanel. Ok! O campus estava prestes a ficar bem agitado, afinal Chanel não poupou verbas, o que não é problema para ela. Mas, calminha aí! O cenário será utilizado no episódio. Numa reunião, Chad (Glen Powell ) expõe o ponto de vista sobre o acontecimento. Claro que a enxurrada de asneira é tamanha que confunde a todos na sala. Por outro lado, Hester absorve e admira cada bobagem proferida. Qual é a premiação da nova dondoca? Um elogio aos seios que fecha todo o discurso sem noção. É rir para não chorar!


O fato é que Chanel Oberlin está acima da lei e, embora não seja brasileira, dá um jeitinho para que até o inimaginável aconteça. Embora a fã de velas, candidata a nova minion de Chanel, entre na trama para colaborar, a rainha do KKT é surpreendida enquanto cola na prova. Assim, conclui-se que o caminho das abóboras será feito por Chanel, mas vestindo macacão abóbora diretamente na prisão. 

Sem Chanel, as minions não ficam livres de uma louca no poder, pois a sucessora assume o comando. Em contrapartida, a ausência de Zayday (Keke Palmer) é considerável para Grace (Skyler Samuels) e Pete Diller (Diego Boneta) que buscam pela morena, mas dão um flagrante histórico no pappaizinho querido da loira detetive. Divertido! Aonde está Zayday? Sob os cuidados do demônio vermelho. Em tempo, a aparição da morena lembra AHS: Asylum: vítima presa e mantida bem abaixo do vilão.



Na cadeia, Chanel também tem admiradoras, mas como ela mesma disse: A rainha do KKT está acima da lei. Neste episódio, não há espaço para duas Jackie Kennedy loiras. Aonde mais se vê isso? Só em "Scream Queens"!
De repente, o papinho de Denise (Niecy Nash) com a raposa Munsch é surpreendente. A pauta? Sexo com Chad! Definitivamente, rir é a única saída. Até porque, a chegada de outros personagens questionando o sumiço de Zayday torna tudo ainda mais engraçado. Que diálogos mais sem noção, meu Senhor!

E como alertei, o cenário da festa de Chanel não é perdido, pois uma terrível perseguição acontece no caminho das abóboras que leva ao labirinto -da morte. Ali, em total perigo, Chanel nº 5 precisa escolher um de seus dois guardiões. Sim! Discussão tripla desnecessária enquanto que o demônio vermelho se prepara para fazer a própria festa. A sugestão para se livrar do matador é a de andar de costas para "sumir" com as pegadas e impedir que o demônio não os encontre. É claro a presepada é certa!

A caçada pelo demônio vermelho e seu esconderijo continua e garante uma sequência tensa e bem escura. Em foco, a mão do vilão que quase pega a vítima, tal qual no primeiro episódio de "American Horror Story: Hotel". Que cruzadinha entre as criações, Ryan Murphy!


É na votação para a próxima presidente da KKT que surge o momento: Hã? Entretanto, a sequestrada Zayday retorna e conta detalhes do que viveu nas mãos do demônio vermelho ao ser presenteada com um ramalhete e um jantar de nachos. Algo no estilo "O fantasma da ópera"! No entanto, é preciso segurar todos os forninhos, pois a cena final é para lá de  surpreendente. Em contrapartida, conecta a revelação final do episódio anterior, ou seja, as peças estão sendo encaixadas. Que a próxima semana chegue logo com "Seven Minutes in Hell". Este episódio promete, hein!

Leia tudo sobre "Scream Queens" aqui: resenhando.com/search/label/ScreamQueens



Seriado: Scream Queens
Episódio: 1x5 - 
Pumpkin Patch
Criado por: Ryan Murphy, Brad Falchuk, Ian Brennan
Elenco: Emma Roberts (Chanel Oberlin), Skyler Samuels (Grace Gardener), Lea Michele (Hester), Glen Powell (Chad), Ariana Grande (Chanel nº 2), Jamie Lee Curtis (Cathy Munsch), Diego Boneta (Pete Diller), Nick Jonas (Boone), Niecy Nash (Denise), Nasim Pedrad (Gigi), Oliver Hudson (Wes Gardener), Billie Catherine Lourd (Chanel nº 3), Abigail Breslin (Chanel nº 5), Keke Palmer (Zayday), Jennifer (Breezy Eslin), Sam (Jeanna Han) e Tiffany (Whitney Meyer)
Gênero: Terror comédia
Duração: 42 minutos
Exibido em: 13/10/2015


* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do www.photonovelas.com.br. Twitter:@maryellenfsm 



Vídeo promocional do episódio

.: Skol Music marca presença no Lollapalooza e Coquetel Molotov

Depois de emplacar seu elenco de artistas em festivais como Tomorrowland Brasil, Meca, Tribaltech e Bananada, a Skol Music continua seu trabalho de fomentar música e cultura autoral marcando presença no Lollapalooza 2016 e no Coquetel Molotov.

Em sua edição de 2015, o Lollapalooza contou com o show elogiado do Boogarins, que lança agora pela Skol Music a primeira edição brasileira de seu disco de estreia, "Plantas Que Curam", e um disco de inéditas, "Manual". Em 2016, é a vez de Karol Conka, Marrero e Funky Fat integrarem o line-up do festival.

Karol Conka chega aos palcos do Lolla após levar para casa o Prêmio Multishow na categoria Nova Canção, e prepara agora um disco de inéditas para consolidar o sucesso de seu principal hit, "Tombei". A rapper curitibana promete trazer para o festival novidades em seu repertório e canções queridas do público como "Gandaia" e "Toda Doida".

O Marrero chega com seu rock pesado cantado em português e o repertório de seu primeiro álbum de estúdio, produzido pela própria banda ao lado de André Kbelo Sangiacomo. O grupo resolveu realizar o sonho de gravar de maneira analógica e fez uma imersão total no estúdio durante dois dias, reunindo dez faixas de rock pesado que resumem uma sonoridade forte e cheia de influências do rock e do metal. Antes do Lollapalooza, o Marrero sobe aos palcos abrindo a turnê brasileira do Fear Factory, além de se apresentar no festival DoSol.

Os mineiros do Funky Fat lançaram recentemente pela Skol Music seu disco de estreia, "Fat Noise", com a participação de nomes como BNegão e Anderson Noise, e se preparam para um show especial no Tribaltech. A apresentação no Lolla promete hits como "Pirate" e "Gimme", trazendo para o festival uma mistura certeira entre indie e elementos eletrônicos para bombar a pista.

Já no Coquetel Molotov, que acontece no dia 31 de outubro em Recife, a Skol Music marca presença com shows de três artistas: Mahmundi, Omulu e Serge Erege. 

Mahmundi apresenta no festival canções como "Sentimento" e "Calor do Amor", além de novidades de seu repertório que estarão em seu disco de estreia pelo selo StereoMono, comandado por Carlos Eduardo Miranda.

Depois de lançar um elogiado EP pelo selo Buuum, o produtor Antonio Antmaper, mais conhecido como Omulu, apresenta um set baseado em influências da bass music, funk, tecnobrega e ritmos nacionais. 

Fechando o line-up, o músico e produtor Serge Erege apresenta um live que equilibra a doçura e profundidade das bases com seu vocal forte, criando o que gosta de chamar de "som de caverna". Seu live vai do pós-punk ao dream pop, da darkwave a italo-disco.

Sobre a Skol Music: Focada em conteúdo autoral e em fomentar a cena independente de música brasileira, a Skol Music é uma plataforma de comunicação composta por diversas frentes, como o patrocínio de eventos musicais e os selos da Skol Music.

Com direção geral de Coy Freitas, cada selo é comandado por um produtor musical de peso, visando promover a independência e a produção de carreira dos artistas - o Stereomono, comandado por Carlos Eduardo Miranda e voltado para artistas indie-rock; o Buuum, comandado por Zegon e voltado para o universo da bass music; e o Ganzá, comandado por Dudu Marote com foco na produção de música eletrônica.

Mais informações: http://www.skol.com.br/music/

.: Quando provocar o outro é uma questão de honra, por Mary Ellen

Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em outubro de 2015



Hoje em dia qualquer um, até crianças que nem bem saíram das fraldas, mas já sabem falar e escrever, expressam livremente a opinião. As redes sociais são a maior prova do que afirmo. Livre de qualquer amarra, cada um fala o que quer e como quer. Avacalhar com o outro  parece ser um grande hobby.


Não foi com a cara? Não aceita a ideia do outro? Sem problemas! Não há limites para as provocações. Hoje em dia tudo pode se resolver com a criação de um perfil "fake" para zoar à vontade. Outro ponto interessante é o de também conquistar aliados, ou melhor, intimidar amigos a se unirem à causa. 


A pergunta que mais me faço: Qual é o sentido disso tudo? Para mim, o tweet de um amigo responde a tudo com primor: "Sem mimimi, sem fofoquinha, mas aí na boa... Cuida da sua vida que eu cuido da minha!"



* Mary Ellen é editora do site cultural www.resenhando.com, jornalista, professora e roteirista, além de criadora do www.photonovelas.com.br. Twitter:@maryellenfsm 

.: Daniel Groove está no Cultura Livre desta quarta-feira

Programa da TV Cultura ainda traz entrevista inédita com o diretor Ricardo Alexandre, que fala sobre o documentário Sem Dentes: Banguela Records e a Turma de 94


Nesta quarta-feira, dia 14 de outubro, o Cultura Livre recebe o músico Daniel Groove, que lança seu segundo álbum solo, Romance pra Depois. Comandado por Roberta Martinelli, o programa vai ao ar às 23h30, na TV Cultura

Além de mostrar suas novas composições, Daniel comenta sobre as diferenças entre o seu primeiro trabalho, o Giramundo, e este novo disco, que conta com a direção musical de seu parceiro e guitarrista Saulo Duarte.

Ainda nesta edição, o Cultura Livre traz uma entrevista com Ricardo Alexandre, diretor do documentário Sem Dentes: Banguela Records e a Turma de 94. O filme conta a história do selo Banguela Records, criado pelo produtor Carlos Eduardo Miranda. O longa retrata a geração do rock brasileiro dos anos 90 e traz entrevistas de Raimundos, Titãs, Miranda, Mundo Livre, entre outras bandas e personalidades.
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