domingo, 9 de fevereiro de 2020

.: Musical "Godspell - A Cidade do Amor" faz temporada em São Paulo


O musical de Stephen Schwartz, "Godspell - A Cidade do Amor" ganha nova montagem brasileira, pelas mãos RL Superstar, em cartaz até o dia 8 de março, no Teatro Bibi Ferreira, em São Paulo. 

O espetáculo "Godspell - A Cidade do Amor" conta uma história que transcende séculos através de um jogo teatral mesclando comédia e poesia, e se desenrolando de forma divertida e simbólica, onde um grupo de pessoas avessas e incrédulas, arquétipos da sociedade pós-moderna e que podem ser encontradas em qualquer grande metrópole, tem seus caminhos cruzados por Jesus, encontro este que desperta novas esperanças em cada um, mostrando a eles diferentes formas de enxergar e viver a vida. Com os ensinamentos em forma de parábolas, o grupo, até então desprovido de amor, passa a construir uma comunidade, deixando de lado ações do dia-a-dia, e cultivando assim os bons sentimentos como a amizade, o amor, a generosidade, a ética e o respeito ao próximo.

Godspell foi o primeiro espetáculo com músicas de Stephen Schwartz, criador de "Wicked" e "Pippin", e teve sua estreia no circuito Off-Broadway em 1971, e em 1973 o espetáculo ganhou uma versão cinematográfica, com direção de David Greene, estrelando Victor Garber como Jesus e David Haskell como Judas. O musical chegou ao circuito Broadway em 1976, e já teve diversos revivals após a sua estreia, além de montagens em diversos países.

O elenco é formado por Guilherme Figueiredo, Tainan Porcel, Nani Porto, Stacy Locatelli e Bruna Estevam. E tem direção de Richard Leme, assistência de direção de Suelen Moreira, assistência de palco de Júlia Palmeira e operação de som de Guilherme Giannetto.

O musical está em cartaz sextas 21h, sábados às 20h30 e domingos às 20h, no Teatro Bibi Ferreira, localizado na Av. Brigadeiro Luís Antônio, 931 - Bela Vista, São Paulo. Os ingressos custam R$60,00 a inteira e podem ser adquiridos através do site da Sympla, ou com descontos através dos sites Sampa Ingresso e Peixe Urbano. 


.: "Antologia Macabra" homenageia os grandes mestres da literatura dark


Para homenagear os grandes mestres da literatura dark, a antologia organizada por Hans-Åke Lilja reúne o medo e o horror de Stephen King, Clive Barker, Jack Ketchum e outras almas macabras selecionadas a dedo para exaltar o que há de mais sombrio na literatura. Puro terror, 100% macabra.

O sangue que corre nas veias da DarkSide® tem uma energia peculiar. Leitores que apostam no escuro já sabem que o DNA da Caveira é puro terror. Para honrar o pacto sangrento entre as duas marcas, a DarkSide® apresenta a Macabra, novo selo da DarkSide® Books que mostra a beleza da vida e do sangue em obras ainda mais assustadoras e transgressoras que vão conquistar um lugar especial no coração dos leitores mais macabros.

Para homenagear os grandes mestres da literatura dark, a DarkSide® Books e a Macabra Filmes orgulhosamente apresentam a "Antologia Macabra". Organizada por Hans-Åke Lilja — editor do Lilja’s Library, um dos principais sites do mundo dedicados às obras de Stephen King, no ar desde 1996 —, a coletânea reúne o medo e o horror de treze almas macabras selecionadas a dedo para exaltar o que há de mais sombrio na literatura.

Entre histórias assombrosamente originais, os leitores encontrarão o raro “O Compressor de Ar Azul”, do mestre Stephen King - que nunca apareceu em nenhuma das antologias do autor e, antes da publicação desta coletânea, não era impressa em lugar algum desde 1981 -, “O Fim de Tudo”, um momento de noir assustador de Brian Keene, “A Dança do Cemitério”, de Richard Chizmar, amigo e parceiro criativo de Stephen King, que mostra um homem caindo na loucura e obsessão, entre outros fragmentos tenebrosos.

Banquete cheio para os leitores famintos por histórias arrepiantes, "Antologia Macabra" revela também mestres cultuados mundo afora, como Clive Barker, Jack Ketchum, Ben Vincent, Stewart O’Nan, Kevin Quigley, Ramsey Campbell, Brian James Freeman e John Ajvide Lindqvist - autor do incrível romance "Deixe Ela Entrar" - e com ilustrações do francês Odilon Redon, um dos mais importantes do simbolismo, que transpôs em tela seus sonhos e pesadelos.

O primeiro volume desta antologia chega pelo selo Macabra, resultado de um pacto de sangue entre a DarkSide® Books e a Macabra Filmes com o compromisso de trazer à vida livros e quadrinhos de horror, sempre com a qualidade já conhecida das edições da Caveira — puro terror, 100% macabra.
Chegou a hora da Colheita Macabra

A Macabra Filmes e a DarkSide® Books selaram um pacto eterno na quarta-feira de cinzas de 2019, promovendo filmes e seus criadores, apresentando com curadoria e critério os novos nomes do cinema de terror nacional e internacional. A DarkSide® Books agora inaugura o selo Macabra dentro de sua casa editorial, trazendo livros e quadrinhos que vão deixar a sua estante mais trevosa.
Para dar início à colheita, a DarkSide® apresenta três títulos: Antologia Macabra, com histórias de horror e mistério escritas por grandes mestres da literatura dark, como Stephen King e Clive Barker; Medicina Macabra, uma reunião de casos arrepiantes e constrangedores da medicina; e Vitorianas Macabras, uma antologia inédita de vozes femininas da Era Vitoriana em treze contos de gelar a espinha, perfeito para fãs de Lady Killers. A fazenda está pronta para cultivar o horror em todas as suas formas. As ilustrações de "Antologia Macabra" são de Odilon Redon.

Hans-Åke Lilja é uma das principais vozes da internet quando se trata de cobrir e relatar livros e filmes de Stephen King. Seu site, Lilja’s Library, é a fonte de fãs apaixonados para obter informações sobre novos projetos do King e notícias de última hora, mas Lilja também apresentou suas próprias análises e entrevistas detalhadas com as pessoas mais importantes do mundo de King, incluindo o próprio Stephen King. 

Odilon Redon nasceu em 1840 e se tornou um dos grandes artistas franceses, considerado o mais importante dos pintores do simbolismo, ao criar uma linguagem plástica particular e original. Redon aprendeu as técnicas da gravura com Bresdin, influenciado pela obra de Doré. Em 1884 fundou o Salon des Indépendants com Paul Gauguin e Georges Seurat. Seu mundo de visões e sonhos, povoado de criaturas estranhas e às vezes monstruosas, influenciou significativamente os surrealistas. Odilon faleceu em Paris em 1916.


.: "Gabby Duran: Babá de Aliens" estreia nesta segunda. Confira!


Nesta segunda-feira, 10 de fevereiro, o Disney Channel se prepara para receber a melhor babá da galáxia, Gabby Duran. A nova série de live-action Gabby Duran: Babá de Aliens conta a história de uma garota inteligente, independente e afetuosa que consegue um emprego de outro mundo - cuidar de um grupo tumultuado de crianças alienígenas, disfarçadas na pele de meninos humanos, que vivem na Terra com suas famílias.

Acostumada a viver às sombras de sua mãe bem-sucedida e sua astuta irmã mais nova Olivia, Gabby encontra a oportunidade de brilhar quando consegue este emprego de outro planeta: proteger as crianças e suas identidades secretas.

Protagonizada pela atriz e cantora Kylie Cantrall, a nova produção é criada pela mesma equipe da série Kirby Buckets, do Disney XD.


Gabby Duran: Babá de Aliens
Estreia: 10 de fevereiro, às 18h30, no Disney Channel.
Episódios: De segunda a sexta, às 18h30, no Disney Channel.

.: Oscar 2020: Netflix em busca da estatueta de ouro


As premiações mais tradicionais do cinema têm reconhecido as produções de filmes da gigante do streaming Netflix. Podemos elencar aí uma série de razões – desde a diminuição de visitas do público às salas de cinema, passando pela eficiência do financiamento das produções da empresa, até os filmes de diretores ilustres, como Martin Scorsese (O Irlandês) e Fernando Meirelles (Dois Papas).

Quando estamos diante da tela, seja do cinema ou dos nossos dispositivos domésticos, ficamos impressionados e distraídos com os conteúdos que nos são exibidos a ponto de esquecer que a produção de cultura de massa é feita por uma indústria. Ou seja, os títulos que tanto gostamos são feitos a partir de complexos processos de produção, os quais envolvem um sem número de recursos humanos e materiais.

As transformações em campos como o da telecomunicação e do processamento de dados possibilitaram a criação dos serviços de streaming, revolucionando as formas de se produzir e consumir cinema. Antes, éramos restritos à programação das salas físicas de cinema, ao catálogo das locadoras de fitas VHS ou DVDs ou, ainda, a contar com a sorte de que algum canal transmitisse filmes de nosso interesse. Acima de tudo, todas essas opções para entretenimento eram caras em comparação ao que pagamos hoje.

As produções também eram restritas à grandes estúdios, que já estavam ficando enjoativas. Plataformas de streaming, por sua vez, já atingiram porte grande o suficiente para financiar produções de diretores e elencos consagrados, permitindo que experimentem facetas irrealizáveis nas produções tradicionais. Ao mesmo tempo, abrem espaço para filmes de equipes independentes ao redor do mundo.

Esta conjuntura faz com que a edição do Oscar de 2020 seja peculiar, com títulos ousados e concorrência bem equilibrada. Para os brasileiros, a boa surpresa é concorrer com dois títulos, ambos produzidos pela Netflix. Os "Dois Papas", dirigido por Fernando Meirelles (Cidade de Deus e Ensaio Sobre a Cegueira) recebe as indicações de Melhor Ator, com Jonathan Price, e Melhor Ator Coadjuvante, com Anthony Hopkins. O longa ainda foi indicado por Melhor Roteiro Adaptado (Anthony McCarten). Já "Democracia em Vertigem", de Petra Costa, concorre como Melhor Documentário.

Na categoria de Melhor Filme, a empresa conta com duas indicações: O Irlandês (Martin Scorsese) e História de um Casamento (Noah Baumbach), concorrendo com títulos como Coringa (Todd Phillips) e Parasita (Bong Joon-ho). Na categoria de melhor ator, além de Jonathan Price, Adam Driver foi indicado pela sua atuação no longa de Noah Baumbach, concorrendo com Joaquim Phoenix e Leonardo Di Caprio.

Por um lado, a premiação este ano está mais equilibrada e diversa do que em qualquer outro. Por outro, a presença magnânima dos títulos, diretores, roteiristas e atores da Netflix na lista de indicados deixou qualquer cinéfilo sem saber em quem apostar.



Douglas Henrique Antunes Lopes é professor do Centro Universitário Internacional Uninter. Atua nos cursos de Filosofia, Serviço Social e Pedagogia, além do Curso de Extensão Cineclube Luz, Filosofia e Ação.

.: "La La Land" ganha trilha sonora ao vivo no "Cinematographo" do MIS


Edição de fevereiro traz longa de Damien Chazelle, estrelado por Ryan Gosling e Emma Stone, sonorizado ao vivo pela banda Movie It no domingo, dia 9. Os ingressos podem ser adquiridos no site da Sympla e recepção do MIS a partir de 28 de janeiro

A megaexposição "Musicais no Cinema" do MIS, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, invade o Cinematographo de fevereiro. O programa mensal do Museu traz o filme "La La Land - Cantando Estações" (EUA, 2016, cor, 128 min, direção: Damien Chazelle. Musical. Distribuição: Paris Filmes)  sonorizado ao vivo pela banda Movie It no dia 9, domingo. Os ingressos, de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), começam a ser vendidos no dia 28 de janeiro, tanto na recepção do Museu quanto no site da Sympla.

Na história, o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling), ao chegar em Los Angeles, conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso. "La La Land" conquistou seis prêmios Oscar no ano de 2017, incluindo melhor diretor para Damien Chazelle e melhor atriz para Emma Stone.

Sobre a banda
Movie It – A banda foi formada especialmente para desenvolver a trilha a sonora ao vivo do filme "La La Land" no Cinematographo do MIS.

Cíntia Gasparetti (piano e voz)  –  Bacharel em Regência pelo Departamento de Música -  CMU/ECA-USP. Recebeu orientação do maestro Lutero Rodrigues na Unesp em 2014, regendo a Orquestra Acadêmica. Estuda piano atualmente sob orientação do pianista André Rangel. Desde 2012 é orientadora no Projeto Soarte, e atualmente é regente titular da Orquestra Educacional, co-orientadora do Coro Experimental e coordenadora do Projeto Soarte.

Paulo Viel (violino)  Formado em violino erudito pela Universidade Tom Jobim (EMESP), cursou violino com Eliane Tokeshi na Escola de Comunicação e Artes. Participou do Festival Internacional de Música de Bagé, no Rio Grande do Sul, e integrou os naipes da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo (OSJESP) e da Orquestra de Câmara da Escola de Comunicação e Artes (OCAM).

Fábio Viana da Silva (trombone) Iniciou seus  estudos  de Trombone Tenor com o professor Silvio Giannetti na Universidade livre de Música (ULM) em 2000. Bacharel em Trombone Baixo pela Faculdade Integrada Cantareira na Classe do Professor Donizeti Fonseca. Tocou em grupos jovens como Orquestra Jovem Tom Jobim, Orquestra Jovem do Estado de São Paulo,  participou do Young Euro Classic em Berlim, Alemanha. Banda Jovem do Estado de São Paulo em 2011  e Orquestra Jovem Municipal de Guarulhos em 2010/11. Hoje, músico da Freedom Big Band, Juru Brasil e Speakin’ Big Band onde participou do Festival de Jazz la Calle no Uruguai e do Festival Internacional de Trompete. Músico e Professor do Projeto Soarte.

Os vocalistas da Movie It são:  Vivian Benford: com 20 anos de estrada, já passou por bandas como Clarim Diário e Perdidos na Selva, iniciou sua carreira solo em 2008. Nesse caminho, lançou dois discos, o "Jardim" e o "Concreto", ambos com composição de artistas independentes (regravações e inéditas). Também participou de alguns tributos relevantes, como o Somos Todos Latinos e o Jeito Felindie. Paulo H. Lima é cantor há 15 anos. Atua nas bandas Triscore e Opus V. Vinnie Pereira é cantor da banda Triscore, professor de canto e um dos jurados no programa "Canta Comigo", na TV Record. Adriana Gouvea é cantora, participa de interpretações de trilhas de filmes e séries com a Banda Spielbergs.

Sobre a exposição "Musicais no Cinema"
A partir de fotografias, vídeos, cartazes, documentos de produção, figurinos e depoimentos, a mostra reúne filmes musicais de diferentes partes do mundo, destacando marcos para o gênero, como "Cantando na Chuva" (1952), "Amor, Sublime Amor" (1961) e "Dançando no Escuro" (2000). 

A curadoria ficou a cargo do pesquisador N. T. Binh, e a adaptação da exposição para o MIS foi desenvolvida pelo jornalista e cineasta Duda Leite, que acrescentou espaços e conteúdos inéditos baseados na cultura brasileira, como "Assim Era a Atlântida", dedicada ao maior estúdio cinematográfico do Brasil do gênero musical, e uma área que homenageia a atriz e cantora Carmen Miranda. "Com a adaptação curatorial da exposição, pretendemos apresentar um amplo painel da produção de filmes musicais produzidos no Brasil, desde 1927 até 2019, com destaque especial para alguns movimentos e estúdios cinematográficos",  explica Duda. 

Carmen Miranda, a “brasileira mais famosa do século XX”, ganhou um espaço dedicado só para ela, com exibição de trechos de musicais clássicos - como “Entre a Loura e a Morena” (1943), de Busby Berkeley, e “Uma Noite no Rio” (1941), de Irving Cummings -, além de uma seleção especial de objetos usados nos filmes. Não poderiam faltar itens pessoais, entre eles um dos seus icônicos turbantes".

O projeto arquitetônico da exposição, realizado pela Caselúdico - parceira do MIS em mostras como "O Mundo de Tim Burton", "Castelo Rá-Tim-Bum – A Exposição" e "Quadrinhos" - sugere uma imersão na atmosfera de cada filme. "Musicais no Cinema" ainda destaca figuras marcantes do gênero como Fred Astaire, Jacques Demy, Julie Andrews, Cyd Charisse e John Travolta.

Serviço
"Cinematographo"| "La La Land" – Especial Musicais no Cinema
Dia 9 de fevereiro de 2020, às 15h, no Auditório MIS (172 lugares). Ingressos a R$ 20 (inteira), R$10 (meia).  À venda na recepção do MIS e no site da Sympla. Classificação: 14 anos.

Exposição | "Musicais no Cinema"
Valor: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) - à venda no site da Sympla e recepção do MIS (entrada gratuita às terças-feiras e para crianças até cinco anos). Data Prorrogada até 26 de fevereiro. Horário: terças a sábados, das 10h às 20h (com permanência até 22h). Domingos e feriados, das 10h às 19h (com permanência até 21h). Classificação indicativa: livre.

Museu da Imagem e do Som - MIS
Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo| (11) 2117 4777 | www.mis-sp.org.brEstacionamento conveniado: R$ 18. Acesso e elevador para cadeirantes. Ar-condicionado.

.: "Roda Viva" com Drauzio Varella nesta segunda na TV Cultura



Nesta segunda-feira, dia 10, a partir das 22h, quem ocupa o centro do "Roda Viva" é Dráuzio Varella, um dos mais renomados oncologistas e pesquisadores do país, autor de best-sellers como "Estação Carandiru", "Primeiros Socorros", "Nas Águas do Rio Negro", "A Saúde dos Planos de Saúde" e "Por um Fio".

Entrevistado por Vera Magalhães, Varella comentará assuntos como: quais são as maiores ameaças: o diabetes, a obesidade, o câncer ou os problemas cardíacos?; como anda o atendimento de saúde do brasileiro?; o SUS funciona ou não?; é possível enfrentar doenças transmissíveis sexualmente, com o programa de abstinência sexual proposto pelo governo federal?; o país está preparado para enfrentar epidemias como a do Coronavírus?.

O "Roda Viva" conta com uma bancada de entrevistadores formada por Cristiane Segatto, colunista do UOL VivaBem; Roberta Jansen, repórter do jornal O Estado de S.Paulo, especializada em saúde; Cláudia Collucci, repórter especial e colunista do jornal Folha de S.Paulo; Rafael Garcia, repórter de Ciência do jornal O Globo e a jornalista Mariana Ferrão. Com a participação do cartunista Paulo Caruso, o programa vai ao ar na TV Cultura, no site da emissora, Twitter, Facebook e no YouTube.

sábado, 8 de fevereiro de 2020

.: Andréa Bassitt lança livro com texto da peça "Alma Despejada"


O texto da peça "Alma Despejada", escrito por Andréa Bassitt, que está em cartaz no Teatro Folha, ganhou versão em livro pela Giostri Editora – selo Dramaturgia Brasileira.

O lançamento acontece neste domingo, dia 9 de fevereiro, na Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, das 13h às 18h.  A atriz do espetáculo Irene Ravache e o diretor Elias Andreato também participam da tarde autógrafos.

De forma poética e bem humorada, Alma Despejada conta a história de Teresa, uma senhora com mais de 70 anos que, depois de morta, faz sua última visita a casa onde viveu. O imóvel foi vendido e sua alma foi despejada. 

Teresa era uma professora de classe média, apaixonada pelas palavras, que teve dois filhos. Seu marido, homem simples, trabalhador, tornou-se um empresário bem-sucedido e colocou a família no ranking de uma classe média emergente. Em sua visita derradeira, Teresa se lembra de histórias e pessoas importantes em sua vida, transitando entre o passado e o presente, do outro lado da vida, sempre de maneira poética e bem-humorada.

A peça foi escrita por Andréa, em 2016, especialmente para Irene Ravache. “Conheço Irene há um bom tempo e sempre conversamos muito sobre a vida: o país, a política, a família e tantas outras coisas. A ideia foi falar sobre isso tudo sem medos nem críticas, mas com humor e delicadeza”, conta Andréa Bassit, que também é autora das peças As Turca e Operilda na Orquestra Amazônica.

“Fiquei fascinada com esse texto e sua poesia. É muito delicado e fala da memória de uma mulher na minha faixa etária. Mesmo a personagem estando morta, não é uma peça triste, pesada ou rancorosa; fala muito mais de vida do que de morte. Eu adoro esse tipo de possibilidade que o teatro oferece”, comente Ravache. Já Elias Andreato diz: “A memória é assustadora, quando ela nos falta, e encantadora, quando ajuda a contar nossas histórias. Na peça, lidamos com a memória, como a personagem, sem medo de enfrentar nossos demônios e nossos momentos sonhados”.




Andréa Bassitt e Irene Ravache. Foto: João Caldas Filho

Serviço
Lançamento do livro "Alma Despejada", de Andréa Bassitt
Editora: Giostri
Domingo, dia 9 de fevereiro, das 15h às 18h.
Preço de capa: R$ 39. Número de páginas: 80. 14 cm x 21 cm.
http://www.giostrieditora.com.br

Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura
Av. Paulista, 37 – Bela Vista. São Paulo/SP (Metrô Brigadeiro)
Tel.: (11) 3285-6986 | 3288-9447. Lotação: 40 lugares
Funcionamento: terça a sábado (10h às 22h) e domingos e feriados (10h às 18h).
Estacionamento de acesso: Alameda Santos, 96.
www.casadasrosas.org.br

Espetáculo "Alma Despejada"
Temporada: 10 de janeiro a 29 de março/2020. Sextas (21h30), sábados e domingos (20h)
Classificação: 14 anos. Duração: 80 minutos. Gênero: comédia dramática.
Ingressos: R$ 80 (Setor A) / R$ 70 (Setor B) – com meia-entrada.

Teatro Folha
Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618 / Terraço. SP/SP.
Telefone: (11) 3823-2323. Televendas: (11) 3823-2423 / 3823-2737 / 3823-2323.
Vendas online: www.teatrofolha.com.br. Estacionamento/Shopping: R$ 19 (primeiras duas horas).

.: Musical Lyson Gaster no Borogodó promove sessões de acessibilidade



Peça retrata a história da atriz Lyson Gaster, nome artístico de Agostinha Belber Pastor, espanhola criada em Piracicaba, que com sua companhia de teatro de revista viajou o Brasil nos anos 20, 30 e 40



Foto: Sillas H



Em cartaz no Teatro Itália, o musical Lyson Gaster no Borogodó fará sessões de acessibilidade nos dias 8, 9, 13, 14, 15 e 16 de fevereiro (Sessões com Intérprete de Libras). As sessões dos dias 15 e 16 de fevereiro contarão também com áudiodescrição.  A peça homenageia a atriz e cantora nascida na Espanha e criada em Piracicaba, Lyson Gaster, que se consagrou nas décadas de 1920 a 1948. As sessões acontecem de quinta a sábado, às 21 horas e domingo, às 19 horas. A montagem tem pesquisa de Maria Eugenia de Domenico, dramaturgia de Fábio Brandi Torres, direção e figurinos de Carlos ABC, produção e cenários de Marcos Thadeus e direção musical de Tato Fischer. Com músicas ao vivo, a cargo de Tato Fischer ao piano e Henrique Vasques no acordeom e cajón, oito atores - Bruno Parisoto, Felipe Calixto, Alexia Twister, Tiago Mateus, André Kirmayr, Marcos Thadeus, Giovani Tozi e Patrick Carvalho interpretam canções como Rua do Ouvidor, A Fantasia, No Rancho Fundo e Luar do Sertão, entre outras, enquanto apresentam relatos da vida da atriz Lyson Gaster, revigorando fatos importantes dos palcos brasileiros e resgatando parte da história cultural do País. Por seu talento e coragem, ela foi elogiada por artistas e críticos como Procópio Ferreira, Henriette Morineu, Pedro Bloch, Rachel de Queiroz, Paschoal Carlos Magno, Eva Todor, Mario Lago e Nelson Rodrigues, entre outros.

Piracicabano, o produtor e mestre em teatro Marcos Thadeu alimentava o desejo de montar um espetáculo sobre Lyson Gaster há mais de 20 anos, quando foi apresentado à história da artista pelo diretor Carlos ABC, também piracicabano. Assim, tratou de encomendar a pesquisa para montar “um genuino musical brasileiro.”  “É bem provável que o pessoal do teatro musical de hoje nunca tenha ouvido falar em Lyson Gaster”. “Para nossa sorte, dedicados pesquisadores do gênero conseguiram recuperar parte da memória cultural brasileira e colocaram foco em nessa atriz que foi tão importante para a classe artística.” Afirma Marcos Thadeus que, junto com outros três atores, interpretam a atriz em diferentes fases da vida dela.

Maria Eugenia de Domenico nunca tinha ouvido falar em Lyson Gaster e, pesquisando, ficou impressionada com a relevância da artista no meio cultural da época. Eugenia ressalta a dificuldade de conseguir documentos ao vasculhar um passado completamente esquecido. “Quando se consegue os textos, eles encontram-se em estado precário, ilegíveis pois não foram digitalizados, sendo comidos por traças. Alguns, datilografados, não consegui ler.” Eugenia descobriu uma Lyson dramaturga também, que assinou  textos sozinha e com o segundo marido, Alfredo Viviani. “Tivemos sorte e conseguimos um dos últimos textos escritos por ela, A Mimosa Roceira, que tem trecho incluído na peça.”

Nesta tarefa árdua, foi fonte de informação importante o livro De pernas para o ar: O teatro de revista em São Paulo, coleção Aplauso, da diretora e doutora em teatro Neyde Veneziano. Estudiosa do teatro musical, Veneziano já havia resgatado parte da trajetória da artista e de outros pioneiros hoje esquecidos, mas que prepararam o palco e a plateia paulista para as produções musicais de hoje. “É um livro maravilhoso”, afirma. “Ela era a estrela da companhia que tinha o seu nome, às vezes só Companhia Lyson Gaster, às vezes Companhia de Comédia Lyson Gaster", empolga-se Eugenia ao contar a história. "Ela exercia uma liderança absurda, era uma companhia grande, eles viajavam o Brasil todo, não só o interior de São Paulo”, continua.

“Imagine, naquela época não havia teatro nas cidades, a companhia montava os espetáculos em cinemas, que geralmente possuíam palcos. Ao lado do segundo marido, ela foi desbravadora, corajosa e conseguiu ganhar dinheiro, formou os dois filhos (um em Engenharia, outro em Medicina), que moravam em São Paulo com os avós. Foi absolutamente bem-sucedida, empregava as duas irmãs com os maridos e o irmão na companhia, numa composição familiar. Trabalhou por 30 anos, faleceu aos 74 e quando parou de trabalhar, tinha duas casas - uma no Rio de Janeiro, outra em Teresópolis.”

Sobre a direção: A encenação de Carlos ABC tem cenas de humor, músicas, figurinos e cenários tipícos. Personagens revisteiros permeiam a narrativa, como caipiras, portugueses, coristas e vedetes. “Tudo o que representa o Teatro de Revista e suas convenções estão preservadas na montagem”, informa Carlos. As músicas, clássicos populares da época, ilustram a temática e ajudam a tornar leve o desenrolar dramático. A cenografia conta com telões de grandes dimensões - 8m por 4,5 de altura - e a indispensável escadaria, peça característica do teatro de revista, entre outros elementos cênicos que entram e saem, de acordo com as cenas. Carlos ABC, que também assina o figurino, conta que as peças “seguem os modelos da época e convidam o público a um mergulho no passado, já que o espetáculo expõe passagens da vida da atriz e do aspecto alegórico do teatro dentro do teatro de revista, da magia dos musicais”.
 

Sobre a dramaturgia: O dramaturgo, diretor e tradutor Fábio Brandi Torres também confessa que antes de começar a escrever o texto da peça não conhecia nada sobre Lyson Gaster, ainda que tenha estudado a fundo o Teatro de Revista. “O mergulho no universo desconhecido de Lyson, de sua carreira e de sua companhia, teve a vantagem de ter a pesquisa de Maria Eugenia de Domenico como guia, com uma estrutura muito bem concebida, incluindo indicações de músicas (Chiquinha Gonzaga, por exemplo) e textos (Artur Azevedo, Max Nunes etc).” A partir do trabalho de Maria Eugenia, Fábio começou sua pesquisa ouvindo programas de rádio da época, músicas, lendo textos de peças e de estudos. “Com este material em mãos, foi um prazer desenvolver esta peça, tendo a liberdade de contar a história de uma mulher profundamente apaixonada por sua arte, que se dedicou a levar a companhia que criou para todos os cantos do país.”

“Acho que esse é um ponto importante para destacar, porque é um fato revelador desse amor pelo teatro e que precisa ser destacado, já que vivemos uma época em que ele já não faz mais parte da vida das pessoas e já não existem companhias que se dedicam a viajar pelo país. Existem algumas produções que conseguem rodar algumas capitais, mas até isso já é cada vez mais raro. Outra grande questão que o espetáculo traz é o quanto é efêmera essa arte. Lyson marcou sua época, foi um nome aclamado por onde passava e hoje, poucos se lembram de seu nome ou mesmo o conhecem. Por sorte, Marcos e Maria Eugenia se lembraram.”

Sobre a direção musical de Tato Fischer: Para o roteiro musical, Tato Fischer garimpou preciosidades como Rua do Ouvidor, usada na trilha da peça A Capital Federal (1926), de Arthur Azevedo, e reutilizada por Flávio Rangel na montagem der 1972, que o próprio Tato já incluíra em 1985 em A Fantasia, também de Arthur Azevedo. Do cancioneiro brasileiro, No Rancho Fundo e Luar do Sertão também estão na trilha. “Tenho um largo interesse no Teatro de Revista, paixão desde sempre pelo meu trabalho como ator e diretor teatral. Depois fui me aprofundando na área e cheguei a fazer, como ouvinte, um curso na USP, com Neide Veneziano, doutora na área, com quem montei, em 1993, a revista musical Os Sonhos Mais Lindos, de Perito Monteiro.”

Sobre Lyson Gaster: Filha de imigrantes espanhóis que chegaram a Piracicaba no final do século 19, casou-se aos 17 anos e  logo teve filhos. Separada, mudou-se para São Paulo com os pais e trabalhou como modista num ateliê da rua Conselheiro Crispiniano, onde conheceu artistas de teatro que a levaram para o palco. Pisou no tablado pela primeira vez em 1919, na época dos discos de 78 rotações, adotando o nome artístico que tomou emprestado de uma personagem de um romance francês.

Ligou-se a várias companhias de teatro, com as quais viajou pelo Interior de São Paulo, entre elas a Companhia Cassino Antarctica e a trupe Teatro Novo. Integrou o elenco da Cia Zaparolli, ao lado de Manuel Pera, pai da atriz Marília Pera. No Rio, juntou-se a Cia Juvenal Fontes até se casar, em 1922, com Alfredo Viviani. Com o marido, participou da Cia Nair Alves e Sebastião Arruda, até o casal montar a própria companhia, a Companhia Lyson Gaster, onde o teatro de revista era o ponto forte. Os dois excursionaram pelo Brasil todo. Era a época de Dercy Gonçalves, Oscarito, Henriquieta Brieba, Zilka Salaberry e Mara Rúbia, entre outros. Lyson naturalizou-se brasileira nos anos 40 e deixou o teatro em 1950. Viviani foi contratado pela Rádio Nacional, onde permaneceu em atuação até 1963.

De Rachel de Queiroz, Procópio Ferreira a Mário Lago
Em depoimentos recolhidos pelo piracicabano Waldemar Iglesias Fernandes, reunidos no livro Lyson Gaster - A Piracicabana que o Brasil Aplaudiu e Nunca Esqueceu, estão vários elogios à atriz. Da escritora Rachel de Queiroz: “pode-se considerar Lyson Gaster como uma das pioneiras do teatro ambulante ou mambembe”. Da atriz Henriette Morineu: “Não somente na sua terra natal, como também no Brasil inteiro, o nome da grande Lyson Gaster não pode ser esquecido.”  Já a atriz Eva Todor disse sobre Lyson: “Ela fazia naquele tempo aquilo que hoje o Ministro da Educação está querendo que os artistas façam: descentralizar o teatro”. Um dos grandes nomes do teatro brasileiro, Procópio Ferreira se referiu a ela como “uma pioneira” levou o teatro aos mais longínquos e inacessíveis rincões do solo brasileiros, o nosso Anchieta de saias. “Artista eclética, empolgando plateias, principalmente no interior, onde deixou luminoso rastro de sua passagem”. Para o poeta, compositor e ator Mário Lago: “Lyson Gaster e Viviani pertenceram a essa turma heroica que foi levando o teatro brasileiro pelo interior do país, permitindo que populações de cidades pequenas conhecessem o que se vinha fazendo nos grandes centros”.
 

Ficha Técnica
Texto: Fábio Brandi Torres. Direção: Carlos ABC. Elenco: Bruno Parisoto, Felipe Calixto, Alexia Twister, Tiago Mateus, André Kirmayr, Marcos Thadeus, Giovani Tozi e Patrick Carvalho. Direção Musical: Tato Fischer. Pesquisa: Maria Eugênia de Domenico. Direção de Produção: Marcos Thadeus. Músicos: Tato Fischer ao piano e Henrique Vasques no acordeom e cajón. Assessoria de Imprensa: Arteplural Assessoria de Comunicação.

Lyson Gaster no Borogodó

Em cartaz no Teatro Itália, Av. Ipiranga, 344 – República, telefone - (11) 3120-6945. 
Temporada – Até dia 15 de fevereiro de 2020.
Horários: Quintas a sábados às 21h e domingos às 19h. 
Duração: 1h30. 
Classificação: Livre. 
Gênero: Musical. 
Ingressos - R$ 15,00 e R$ 30,00. 
Patrocínio do Magazine Luiza.

.: “No Caminho das Pedras” mostra a conexão Rio-Portugal

 Filme estreia no Canal Brasil dia 11

 
 “No Caminho das Pedras”, documentário dirigido por Marco Antonio Campos Pereira, percorre a história das famosas calçadas de pedra portuguesa, desde o seu surgimento em Lisboa, na metade do século XIX, até chegarem ao Rio de Janeiro. O filme, que estreia dia 11 de fevereiro, às 18h55, no Canal Brasil, revela a arte e as referências dessas culturas e sua onipresença sob os pés cariocas e portugueses, abordando o processo de urbanização da Cidade Maravilhosa. As imagens são intercaladas com depoimentos de músicos, poetas e artistas plásticos do Brasil e de Portugal, que se inspiram na obra de Burle Marx até os dias de hoje.

No Caminho das Pedras (2019) (70’)
Terça, dia 11/02, às 18h55
Reapresentação: segunda, 17/02, às 14h10; quarta, 19/02, às 15h45; quinta, 20/02, às 7h30; e sexta, 21/02, às 11h45.
Classificação: 10 anos

.: Quais as chances de "Democracia e Vertigem" levar o Oscar?

Neste domingo, dia 9, o Brasil poderá ganhar um inédito Oscar com o polêmico documentário "Democracia em Vertigem", da cineasta Petra Costa. 

O filme, que narra o processo que culminou com impeachment da presidente Dilma Rousseff, terá como principal concorrente a história de uma criadora de abelhas em conflito com seus vizinhos em um vilarejo da Macedônia. Para Pedro Butcher, professor de cinema da ESPM Rio, "Honeyland", dirigido por Tamara Kotevska, é o concorrente mais forte a levar o Oscar da categoria em 2020.

Além de concorrer pela estatueta na categoria de documentário, "Honeyland" disputa o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro com o sul-coreano "Parasita", aclamado pela crítica e pelo público e único concorrente estrangeiro à principal categoria da noite: Melhor Filme. E aí está o principal trunfo de "Honeyland". "'Honeyland' tem altas probabilidades de perder a premiação de Melhor Filme Estrangeiro para 'Parasita, o que aumenta as suas chances na outra categoria em que concorre", diz Butcher. "Mas é importante dizer que o Melhor Documentário é uma das categorias mais imprevisíveis do Oscar ao longo da história. Tudo pode acontecer".

Além de "Democracia em Vertigem" e "Honeyland", disputam o prêmio "Indústria Americana", produzido pelo ex-casal presidencial Barack e Michelle Obama, "For Sama" e "The Cave", filmes sírios que narram o cotidiano de um país arrasado pela guerra - fato que confere a esses filmes um apelo político-sentimental.

Tanto "Democracia em Vertigem" como "Indústria Americana" têm um forte componente político. Apesar de a Academia ser majoritariamente democrata, costuma não gostar de se posicionar sobre temas políticos polêmicos. E polêmica é o que não tem faltado no debate sobre a obra de Petra Costa. Os outros três concorrentes seguem a linha do documentário jornalístico.

.: Livro "Vitorianas Macabras" comprova que o sangue é cor de rosa


A DarkSide® Books agora inaugura o selo Macabra dentro de sua casa editorial, trazendo livros e quadrinhos que vão deixar a sua estante mais trevosa. O pacto eterno foi selado na quarta-feira de cinzas de 2019, promovendo filmes e seus criadores, apresentando com curadoria e critério os novos nomes do cinema de terror nacional e internacional. 

Entre os lançamentos está o livro "Vitorianas Macabras", uma antologia inédita com vozes femininas da Era Vitoriana que foram cativadas pelo medo e por tudo aquilo que é sobrenatural. Treze autoras livres, transgressoras e audaciosas agora reunidas em uma obra repleta de histórias de gelar a espinha. Perfeito para fãs de "Lady Killers", "Frankenstein" e "O Morro dos Ventos Uivantes". 

"'Vitorianas Macabras' comprova que o sangue é cor-de-rosa. Os contos aqui reunidos oferecem uma oportunidade única de descobrir que as histórias de medo sempre foram coisa de mulher", afirma Gabriela Amaral, diretora de "O Animal Cordial" e "A Sombra do Pai".

A voz feminina na era vitoriana em 13 contos de gelar a espinha
Macabra é novo selo da DarkSide® Books pronto para trazer à vida obras assustadoras de autoras e autores transgressores e macabros perdidos no tempo. A Era Vitoriana foi um marco na história da Inglaterra e também no mundo. 

De um lado, o conservadorismo, a repressão e a subserviência. De outro, as transformações científicas, sociais e tecnológicas. Muito se fala sobre os homens que fizeram história naquela época, mas as mulheres também estavam travando suas próprias batalhas, desafiando convenções em nome da independência e da autonomia.

Você pode comprar "Vitorianas Macabras" aqui amzn.to/36FOd2D

.: Espetáculo "Eu Não Sou Harvey", com Ed Moraes, estreia no Sesc Pinheiros


A peça "Eu Não Sou Harvey - O Desafio das Cabeças Trocadas", idealizado e interpretado por Ed Moraes, com texto e direção de Michelle Ferreira estreia dia 13 de fevereiro, no Sesc Pinheiros. Inspirado nos últimos dias da vida do ativista norte-americano Harvey Milk,  o primeiro homossexual assumido a ser eleito para um cargo público nos EUA. O ator percorrerá uma trajetória inusitada, que vai do Brasil colonial, até o assassinato de Harvey em 1978. Durante esse tempo, ele tentará provar a tese sobre o seu assassinato. Foto: Caio Oviedo

Com texto e direção de Michelle Ferreira, "Eu Não Sou Harvey - O Desafio das Cabeças Trocadas" estreia no Sesc Pinheiros no dia 13 de fevereiro. Solo interpretado e idealizado pelo ator Ed Moraes é inspirado nos últimos dias da vida do ativista norte-americano Harvey Milk, um ícone na luta pelos direitos das pessoas LGBTQIA+ que foi brutalmente assassinado em 1978

Em resposta à triste realidade do Brasil atual, país que mais mata a comunidade LGBTQIA+ no mundo, o solo Eu Não Sou Harvey – O Desafio          das Cabeças Trocadas, idealizado e interpretado por Ed Moraes, inspira-se na figura de Harvey Milk (1930-1978), o primeiro político dos EUA a se assumir homossexual e um dos principais ativistas na luta pelos direitos humanos. A peça, escrita e dirigida por Michelle Ferreira, estreia no dia 13 de fevereiro no Sesc Pinheiros, onde segue em cartaz até 14 de março.

Em cena, um ator que aceitou o desafio de viver o ativista percorrerá uma trajetória inusitada, do Brasil colonial até os Estados Unidos de 1978, tentando provar uma tese sobre esse assassinato. Sobre a idealização da peça, o ator Ed Moraes conta que passou por um período de crise criativa em 2014, quando não conseguia mais encontrar algo na dramaturgia que reverberasse dentro dele.

“Decidi falar do primeiro político assumidamente gay dos EUA a ser eleito, um agente transformador e ícone mundial do movimento LGBTQIA+, que teve apenas 11 meses de mandato e que foi brutalmente assassinado. Não preciso nem dizer que essa era a ponte que ligava São Francisco (Califórnia) de 1970 ao Brasil atual e seu ranking mundial de assassinato à comunidade LGBTQIA+. Não dá pra ver nosso país alcançando esse posto e não fazer nada pra tentar refletir e problematizar sobre isso. Foi então que, anos depois, os caminhos me levaram até Michelle Ferreira, que já tinha escrito outra peça sobre homofobia, Tem alguém que nos odeia”, explica.

A encenação e o texto de Michelle Ferreira não têm a proposta de reconstruir de maneira factual e cronológica a trajetória de Milk. Ao invés disso, partem de vários símbolos e de cenas bem dinâmicas para traçar paralelos entre a figura do ativista norte-americano, a realidade brasileira e os processos históricos que levam a humanidade a cometer atrocidades como essa.

“Eu diria que o solo é um passeio por alguns pensamentos econômicos, científicos e históricos que permeiam os últimos séculos da humanidade. Vivemos em um mundo complexo capitalista e temos que saber da nossa História e de onde as coisas vêm e por que elas acontecem. Então, a ideia é, através desses processos, contar por que uma coisa que parece impossível ou ridícula foi possível e se não tomarmos cuidado voltará a acontecer. E para mim era muito importante falar não apenas da vida de uma pessoa, mas dos processos históricos de toda a humanidade”, revela a diretora e autora Michelle Ferreira.

A encenadora ainda diz que a direção é toda pautada pelo trabalho do ator. “As referências da encenação são muito minimalistas. O foco desse trabalho é o Ed Moraes e o texto que o atravessa. É nisso que eu acredito sempre. O teatro acontece por meio do ator, na relação entre ele e a plateia. Em cena, tudo é um jogo. Ed joga com a luz, com o som e com a plateia. Os técnicos e a operação também são muito importantes. E esse diálogo é sempre focado na palavra e na presença do ator”, acrescenta.

Ed Moraes conta como esse processo criativo foi desafiador para sua carreira. “Em quase 20 anos no teatro eu nunca tinha feito nada parecido. Quando Michelle chegou com esse texto pronto eu fiquei apavorado. Quando acabei de ler tive uma crise de choro. Na hora entendi que o que tanto buscava, estava ali em minhas mãos. Porém, existia esse desafio, que era um mergulho de um ator, dentro dos fatos vividos por Harvey, ora flertando ser ele e ao mesmo tempo com um distanciamento biográfico, pela não obrigação de interpretar o mesmo, dizendo a todo instante ‘Eu Não Sou Harvey’. São as memórias dele. Mas são as minhas, as nossas também. Cada um sofreu uma violência em certo nível, tanto ele como eu, e isso dentro de mim ecoa a todo momento. Então um caminho possível era surfar essa onda vertiginosa, de a todo instante ser ou não ser Harvey, sem me apegar a cronologia. Me dedico apenas a dizer aquilo que fora minunciosamente escrito. Respeitando cada respiro, cada pontuação, cada suspensão. Nada mais importava além de compartilhar essa experiência fantástica de se contar uma estória. E que estória...”, revela Moraes.


Sinopse:
Um ator aceita o desafio de viver Harvey Milk, o primeiro homossexual assumido a ser eleito para um cargo público nos EUA. Em 50 minutos, o ator percorrerá uma trajetória inusitada, que vai do Brasil colonial, até o assassinato de Harvey em 1978. Durante esse tempo, ele tentará provar a tese sobre o seu assassinato.

Sobre a Cia dos Inquietos
Um coletivo de pesquisa fundado em 2009 por Ed Moraes e com a participação de artistas oriundos de diversas companhia e grupos teatrais já consagrados como Centro de Pesquisa Teatral (CPT), Teat(r)o Oficina, Uzyna Uzona, Sutil Companhia, Cia Fábrica de Teatro, Os Satyros e Núcleo experimental, entre outros, com intuito de pesquisar e difundir a nova dramaturgia e encontrar novas possibilidades em linguagens cênicas.

Cia dos inquietos estreia com a primeira montagem paulista de um texto do dramaturgo carioca Jô Bilac, com o espetáculo "Limpe Todo o Sangue Antes que Manche o Carpete", cumprindo circulação por diversos estados, mais de 60 cidades, participando ainda de festivais nacionais e internacionais e vencedor de diversos prêmios e editais. Em 2012, a companhia estreia seu segundo trabalho "Um Verão Familiar", de João Fábio Cabral, espetáculo vencedor do prêmio Shell melhor atriz 2012 para Lavínia Pannunzio e indicação do diretor Eric Lenate na categoria especial.

O espetáculo "Eu Não sou Harvey - o Desafio das Cabeças Trocadas", de Michelle Ferreira, é o terceiro espetáculo da companhia e o primeiro monólogo do fundador deste espaço de criação. Desde 2013, Ed Moraes tem se dedicado quase que exclusivamente ao audiovisual e este projeto marca sua nova estreia nos palcos.

Sobre Ed Moraes
Ed Moraes tem carreira estabelecida tanto no teatro como na televisão. No teatro, atuou em espetáculos como "Limpe Todo o Sangue Antes que Manche o Carpete" (2011-2016), "Il Viaggio" (2013), "Um Verão Familiar" (2012), "Empoeirados" (2010), "O Outro Pé da Sereia" (2009), "Wotan" (2007) e "Trem Fantasma" (2007), muitos dos quais também produziu.

Na TV, integrou o elenco de séries como "Bugados" (2019-2020), no canal Gloob; "Amigo de Aluguel" (2018), no Canal Universal; "Drunk History – História Bêbada" (2017), no Comedy Central/SBT, "Condomínio Jaqueline" (2014), na Fox; e "Tapas e Beijos" (2014), na Globo.

Sobre Michelle Ferreira
Atriz, dramaturga, roteirista e diretora. Formada pela Escola de Arte Dramática da USP, cursou Ciências Sociais na mesma universidade e foi integrante do Núcleo de Dramaturgia do CPT, com coordenação de Antunes Filho por oito anos.  É pós-graduada em Audiovisual e foi duas vezes finalista do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia ("Reality Final" e "Tem Alguém que nos Odeia"), indicada ao prêmio Shell de melhor autora, em 2013, com "Os Adultos Estão na Sala", e ao Prêmio Bibi Ferreira, em 2019, com "Uísque e Vergonha". 

Com 13 peças escritas e apenas uma inédita, suas obras já foram encenadas por Cacá Carvalho,  Mario Bortolotto, Hugo Possolo, Eric Lenate, José Roberto Jardim, Isabel Teixeira, Maria Maya e Nelson Baskerville. Foi produzida na Inglaterra, Escócia e Argentina.  O primeiro longa que assina o roteiro é "Coração de Leão", com estreia prevista para 2020. Atualmente, dirige sua peça "4 da Espécie – A História do Corpo Coisa".

Ficha técnica:
Texto e direção: Michelle Ferreira. Idealização e atuação: Ed Moraes. Iluminação: Karine Spuri. Direção Musical: Mau Machado. Cenário: Márcio Macena. Figurino: Ed Moraes. Fotos: Caio Oviedo/Gustavo Steffen/Amanda Clemente. Videomaker: Geraldo Arcanjo. Designer gráfico: Pietro Leal. Assessoria de imprensa: Adriana Balsaneli. Gerenciamento de Mídias Sociais: Beatriz Miranda. Orientação de processo: Georgette Fadel. Orientação corporal: Tainara Cerqueira. Assistente de produção: Dani D'Agostino e Micheline Lemos. Assessoria Jurídica: Alber Sena. Produção: Arrumadinho Produções Artísticas. Direção de Produção: Ed Moraes.

Serviço
"Eu Não Sou Harvey – O Desafio das Cabeças Trocadas"
De 13 de fevereiro a 14 de março de 2020.
Quinta a sábado, às 20h30. Exceto dias 15 e 22 de fevereiro. 12 de março, sessão com tradução em libras.
Local: Auditório (3º andar).
Duração: 60 minutos.
Classificação: 14 anos.
Preços: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia entrada: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência) e R$ 9 (credencial plena do Sesc - trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).
Vendas de ingressos: no Portal Sesc  e nas bilheterias das Unidades . 

Sesc Pinheiros
Rua Paes Leme, 195 - Pinheiros.
Bilheteria: terça a sábado das 10h às 21h. Domingos e feriados das 10 às 18h
Telefone: (11) 3095-9400
Estacionamento com manobrista: terça a sexta-feira, das 7h às 21h30. Sábado, das 10h às 21h30. Domingo e feriado, das 10h às 18h30. Taxas/veículos e motos: para atividades no Teatro Paulo Autran, preço único R$ 12 (credencial plena do Sesc) e R$ 18 (não credenciados). Transporte Público: Metrô Faria Lima – 500m / Estação Pinheiros – 800 metros.
Sesc Pinheiros nas redes: Facebook, Twitter e Instagram: @sescspinheiros


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