sexta-feira, 20 de novembro de 2020

.: "Homegrown": disco perdido de Neil Young dos anos 70 é lançado em CD


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico musical.

Um disco gravado por Neil Young nos anos 70 e que acabou sendo deixado de lado pela gravadora naquela ocasião foi redescoberto e finalmente lançado em formato CD. "Homegrown" traz 12 canções, das quais sete nunca haviam sido lançadas, ou seja, trata-se de um verdadeiro tesouro musical.

O disco foi gravado entre junho de 1974 e janeiro de 1975, após o lançamento de "On The Beach" e antes das sessões de "Zuma". E a exemplo desses dois álbuns, as canções tinham material inspirado pelo relacionamento de Neil Young com a atriz Carrie Snodgress, que não vinha atravessando uma fase boa naquele período.

A lista de "Homegrown" ficou pronta e chegou a ser mostrada para os executivos da gravadora. Entretanto, os diretores optaram por lançar outro, o "Tonight´s The Night", engavetando e deixando esquecidas as canções de "Homegrown".

Dessa lista de canções, sete não tinham sido lançadas anteriormente: "Separate Ways", "Try "" México, "" Kansas, "We Don't Smoke It No More", "Vacancy" e "Flórida" (uma narração falada). Também estão incluídas as primeiras gravações de "Love Is A Rose", "Homegrown", "White Line", “ Little Wing "e" Star of Bethlehem "- todas em diferentes versões das quais apareceriam mais tarde em outros álbuns.

É um disco com sonoridade mais focada na música folk, que foi determinante para a formação de Neil Young como músico. Há momentos de pura jam session como a faixa "We Don't Smoke It No More", um blues bem ao estilo original americano.

Neil Young toca solo em algumas faixas (guitarra, piano e gaita) E é acompanhado por uma banda de amigos em outras faixas, incluindo Levon Helm, Ben Keith, Karl T. Himmel, Tim Drummond, Emmylou Harris e Robbie Robertson.

Gravado em analógico e masterizado a partir das fitas master originais, este álbum há muito perdido é uma adição maravilhosa ao catálogo do músico canadense, apontado como um dos mais influentes da história do rock.

"Homegrown"

"Vacancy"


 
"Separate Ways"

.: Rafaela Ferreira e Isabella Moreira estreiam "Sigo de Volta" no YouTube


Destaques da novela "As Aventuras de Poliana", as atrizes Rafaela Ferreira e Isabella Moreira protagonizam o espetáculo gratuito "Sigo de Volta". As fotos são de Erik Vesch

Espetáculo para crianças e adolescentes, que vai acontecer de forma online e gratuita a partir do dia 20 de novembro de 2020, "Sigo de Volta" trata da relação dos jovens com as tecnologias de comunicação, em especial, as redes sociais. O texto é de Ana Paula Anderson com direção de Leticia Cannavale.

As atrizes Rafaela Ferreira e Isabella Moreira dão vida às personagens Úrsula e Giovana. Elas participaram de todo o processo de idealização e concepção da peça. A motivação para mergulhar nesse universo veio da relação que as duas têm com as redes sociais – juntas somam quase 5 milhões de seguidores no Instagram. Com o grande crescimento que experimentam nessas redes, elas alcançam esse grande público, entre outros motivos, pela participação no elenco da única novela infantil da rede aberta de televisão, As Aventuras de Poliana no SBT. 

“O projeto é uma oportunidade de dar voz às questões expressas por esse público fiel, majoritariamente jovem e feminino, incluindo as questões que nós temos em relação a autoimagem e autoestima”, contam Rafaela e Isabella. 

Sinopse 
Duas irmãs, diferentes mundos, um choque, faíscas: Giovana (Isabella Moreira) tem passado seus dias imersa num jogo de realidade virtual enquanto Úrsula (Rafaela Ferreira) está fazendo uma longa viagem de bicicleta. Quando elas se encontram virtualmente, após os embates iniciais, cada uma vai se deixando seduzir pelo universo da outra, o diálogo flui e as irmãs elaboram uma experiência em comum.

"Sigo de Volta" foi criado para estrear no palco, presencialmente. Essa ideia não foi descartada, mas, neste momento de pandemia, a equipe decidiu apresentar o espetáculo de maneira online. A dramaturga Ana Paula Anderson adaptou o texto, que segundo ela, é essencialmente sobre a habilidade de conversar.

“Passamos por outros temas, também: a performance de si no mundo virtual, o desejo por conexões genuínas com outras pessoas e com o próprio coração, a descoberta do corpo, as limitações impostas aos corpos femininos de experimentarem o mundo livremente. Mas na base de tudo está a necessidade de se aprender a correr os riscos de uma conversa não mediada por telas, onde não podemos controlar como aparecemos para o outro”, conta Ana Paula. 

A dramaturga cita, ainda, a psicóloga norte-americana Sherry Turkle, que pesquisa cultura digital há mais de 30 anos e tem um estudo sobre o poder da conversa para a formação dos jovens em termos de autoconhecimento, empatia, criatividade, capacidade cognitiva e valorização da democracia. “Parece óbvio afirmar que saber conversar é importante para cultivar tudo isso, mas aparentemente não é - e essa questão é ainda mais urgente desde que a pandemia exacerbou nossas interações no mundo virtual. Como os mais jovens podem se exercitar em conversas espontâneas, em debates ao vivo, em sustentar serem o que são se o tempo todo podem editar o que dizem e como aparecem?”, completa. 

Sobre a encenação, por Leticia Cannavale
“A peça fala sobre comunicação. São duas irmãs que vivenciam realidades objetivamente opostas, uma viajando o mundo de bicicleta e a outra viajando pelos ambientes que ela mesma cria dentro do mundo virtual. Será que a vida dentro da rede e os diálogos através de videochamadas e lives são capazes de reduzir as distâncias e ausências geradas pelo mundo contemporâneo? 'Sigo de Volta' foi escrito pela Ana Paula para ser encenado no teatro onde seria acentuada a importância do encontro e da presença física para a comunicação completa acontecer. Com a pandemia tivemos o nosso processo interrompido e percebemos que podíamos falar da importância do encontro real a partir da impossibilidade de vivenciá-lo. O mundo passou por este desafio e o discurso ficou ainda mais potente depois do que vivenciamos coletivamente no período de isolamento social. Então decidimos montar o espetáculo virtual sob esse novo ponto de vista, mas ainda mantendo todos os temas do texto original. É um grande desafio dirigir um espetáculo nessa nova plataforma artística e procurei sempre manter a teatralidade dentro da virtualidade imposta por esse novo veículo.”

Com a utilização da tecnologia cada vez mais precoce e frequente e com crianças e jovens substituindo as amizades reais pelas virtuais preferindo se divertir aderindo ao mundo virtual através de jogos eletrônicos e redes sociais, "Sigo de Volta" se faz um espetáculo urgente e necessário. Com ingressos gratuitos e sendo transmitido pelo Youtube, a equipe pretende atingir um público diverso de diferentes lugares do Brasil. 

Leticia Cannavale - Direção 
Letícia Cannavale é atriz formada pela CAL e arte educadora formada em Licenciatura em Artes Cênicas pela UniRio, ambas na cidade do Rio de Janeiro. Coordenou o Ponto de Cultura Rede Moinho, entre 2008 e 2012, de onde saiu o Cinema sem Fronteiras, frente artística que levou oficinas de cinema e de produção de curtas-metragens, feitos com equipamentos alternativos, para as escolas municipais e comunidades que ficam em área de grave risco no Município do Rio de Janeiro. Em 2014 idealizou e dirigiu, em parceria com Filipe Codeço, o solo performático PóS_Tudo, onde interpretava uma personagem que, inspirada nos livros de Zygmunt Bauman, tinha uma existência líquida e transitava entre o real e virtual através de projeções e videoarte performativas. Letícia tem 18 anos de carreira como atriz e trabalha como arte educadora há 14 anos oferecendo oficinas em diversos formatos buscando sempre um espaço onde a arte se comunique diretamente com o espírito humano. No teatro já trabalhou com nomes importantes como, João Fonseca, Jô Bilac, Alexandre Mello, Alexandre Elias, Roberto Bomtempo, Renato Farias e Renato Livera. Trabalha no cinema e na TV desde 2006 e recentemente esteve no ar em "As Aventuras de Poliana" no SBT interpretando a atrapalhada personagem Claudia. 

Ana Paula Anderson - Dramaturgia
Formada em Letras pela USP. Roteirista do departamento de criação da MTV Brasil de 2004 a 2010, criando e escrevendo vinhetas, minisséries e campanhas sobre música, humor e cidadania para público jovem. Roteirista freelancer desde 2010, escrevendo programas, documentários e institucionais para TV, rádio e web como "Mundo Sem Mulheres" (Globo/GNT), "Café Filosófico" e "Invenção do Contemporâneo" (TV Cultura), "Minha Canção" (Rádio Eldorado), "Xingu, o rio que pulsa em nós" (Instituto Socioambiental), "Instagram América Latina" (Instagram), entre outros. Autora de livros e zines que circulam em feiras de publicação independente como Plana Festival, Tijuana, Miolos e NY Art Book Fair. Educadora de tecnologias e artes no SESC-SP desde 2017, criando e ministrando cursos e oficinas nas áreas de roteiro e produção audiovisual, literatura, desenho, editoração, história da internet, privacidade online e segurança digital. 

Rafaela Ferreira - Atriz
Rafaela Ferreira é atriz e educadora. Graduada em Artes Dramáticas e especializada em Psicopedagogia. Na televisão, interpretou as personagens, Nanci em As aventuras de Poliana (SBT), Juju em Malhação ID (Globo), Penélope em Rebeldes (Record), e participou das produções: Adorável Psicose (Multishow), Dupla Identidade, Aquele Beijo e Zorra Total (Globo). No teatro, integra o elenco da peça "Se existe eu ainda não encontrei" de Nick Payne, com direção de Daniel Alvim. Atuou nas peças "A Diferença Selvagem" e "Leda Lingueta" de Lucio Manfredi, com direção de Monique Bernal e Anderson Oliveira, e Segura essa Marimba! de Oscar Saraiva. É educadora desde 2011, em projetos como: Piá - Programa de iniciação artística da SMC/SP, Mostra Antro Hilda Hilst, Olhares Cruzados na Diversidade de SP, Feira do Livro Infantil de Salvador, Festival CineAdapt, Cia. Ato Livre, entre outros. 

Isabella Moreira - Atriz 
Atriz e cantora, atua em teatro musical desde os 10 anos, tendo participado dos clássicos A Noviça Rebelde e Gypsy de Moeller & Botelho e O Rei e Eu de Jorge Takla, entre outros. Em 2016 participou de dois longas, É Fada e Eu Fico Loko. Na televisão, fez AS AVENTURAS DE POLIANA no SBT.

Serviço - "Sigo de Volta"
Pelo página do Youtube do projeto SIGO DE VOLTA e da COMPLEMENTAR PRODUÇÕES
20 de novembro a 7 de dezembro de 2020, às 19h.
Sessões: 20, 21 e 22 de novembro
27, 28 e 29 de novembro
4, 5, 6 e 7 de dezembro
Grátis

.: Com Paulo Azevedo, e inspirado em David Bowie, "HERÓIS" estreia


David Bowie foi a principal inspiração do espetáculo, que fica em cartaz até dia 13 de dezembro. Foto: Vitor Vieira.

"HERÓIS", episódio “Música” da “Trilogia Solo”, é idealizado, escrito, dirigido e interpretado por Paulo Azevedo  e realizado pela SUACOMPANHIA Criações Artísticas. A peça que estreia em versão online é livremente inspirada nas vidas e músicas de astros da cultura rock dos anos 60 e 70. 

Aborda valores submersos no cotidiano contemporâneo, como a tentativa de controlar o tempo, a busca da identidade, a anestesia dos afetos e o respeito pelas diferenças. A pesquisa dramatúrgica, que transita pela auto ficção, é baseada em biografias, músicas e filmes em torno desse universo.

Espetáculo estreia em versão online dia 20 de novembro e fica em cartaz sextas, sábados e domingos até 13 de dezembro. David Bowie foi a principal inspiração do personagem. Porém, outros astros do rock britânico e americano dos anos 60 e 70, como Lou Reed, Jim Morrison, Bob Dylan e The Rolling Stones, além do lendário fotógrafo Mick Rock, também estão entre as influências da montagem. Inclusive, referência a autores, como Clarice Lispector, Guimarães Rosa e Samuel Beckett; e filmes como “SHOT! O Mantra Psico-Espiritual do Rock”, de Barney Clay; e “Encontros e Desencontros”, de Sofia Coppola, também estão presentes. “Esse espetáculo fala sobre um indivíduo só (mesmo cercado de muitos), tomado de questões acumuladas ao longo de uma vida. Esse momento da vida, em que se abre uma fresta (como que estamos passando em escala mundial!), e podemos acompanhar os minutos de extrema potência em que tudo pode ser visto de “um novo lugar. Seguir, fazer, reinventar a própria vocação por meio de novas e antigas companhias”, comenta Paulo Azevedo.

Sobre a encenação
A encenação se apropria do conceito de que o protagonista é o agente da cena. Acompanhamos o seu fluxo de pensamento no trânsito intenso entre os espaços de "fora" (realidade, o cotidiano) e o de "dentro" (o imaginário, o desejo, onde suas ideias e pensamentos se realizam com extrema liberdade). Como na performance, o jogo cênico é revelado a todo instante, temos um intérprete que, por vezes, canta, dubla ou apenas acompanha a tradução projetada em vídeo das canções e das rubricas (como uma ordem suprema para o performer, numa metáfora da presença do autor/diretor) - reflexões focadas no ser humano por trás do "artista/herói". O desvelar dos bastidores de uma criação aponta para um relato formado por muitas vozes. Os limites entre o que é real e o que é imaginário enriquecem o essencial: compor uma obra cênica compartilhada “com” e construída “para” o espectador.

Mais que escrever uma peça teatral, o autor buscou criar algo como uma entrevista com um artista. Por isso, a audiência assume um papel: a de jornalistas em uma coletiva de imprensa com o astro do rock, criando um jogo entre a ator e o espectador.

A trilha sonora traz composições originais e releituras de clássicos do rock, criadas por Barulhista, a partir da seleção musical de Paulo Azevedo. As cenas foram pensadas como faixas de um álbum, com títulos e minutagem, na qual as letras das músicas pontuam determinados momentos da narrativa. Alguns dos títulos vieram de nomes de canções de rock stars que inspiraram a obra. “Atravesse para o outro lado”; “Onde Estamos Agora?”; e “Voltando à Vida” são alguns deles. As letras das canções são também dramaturgia. Foram escolhidas a dedo. Por isso, a tradução em português é projetada pra que a audiência possa solfejar em inglês. Para que ao mesmo tempo, possa senti-la em nossa jovem língua mãe.

A trilogia
A “Trilogia Solo” é idealizada, escrita e dirigida por Paulo Azevedo sobre a relação entre o teatro e outras áreas afins - a música (“HERÓIS”), as artes plásticas (“PASSE-PARTOUT”) e o rádio (“FORA DO (M)AR”). Compõe a cena como um reflexo do impacto das questões contemporâneas nos indivíduos com uma linguagem baseada na confluência do teatro com a música, a literatura, as artes plásticas, o audiovisual e o rádio. Em comum, personagens que tornam o espectador cúmplice da própria condição universal do ser humano de estar em constante adaptação e vulnerabilidade diante das transformações da sociedade. Além disso, trazem um olhar aguçado e poético sobre o cotidiano, as contradições do ser urbano e seus conflitos, sem perder de vista um humor refinado e a poesia. O blog Suacompanhia traz vídeos, entrevistas e clipes que inspiraram a montagem, além de impressões sobre o processo de criação: blogsuacompanhia.blogspot.com.

Sinopse
Ele é um astro do rock no auge da fama. Está esgotado pelas demandas de ser um mito. Precisa apenas de um respiro. No caminho para mais um compromisso com sua banda, Ele se depara com uma formiga. Esse encontro inesperado provoca uma jornada interna. Nisso, resgata questões deixadas para trás na correria da vida.

Exposto ao seu próprio cansaço nos bastidores, Ele se pergunta: "Por que eu levo esse tempo?"; "Em que momento eu crio? "; "Por que as pessoas admiram um artista? "; e "Vale a pena ser um herói? ". Nesse mergulho, busca as razões mais íntimas para seguir em frente, rumo a um novo lugar.

Escrito, encenado e com atuação de Paulo Azevedo, "HERÓIS" é inspirado livremente pelas músicas e vidas de David Bowie, Lou Reed e outros rock stars dos anos 60 e 70. O roteiro original cria um panorama do rock dos anos 60 e 70, com lendárias canções de David Bowie, Elton John, Lou Reed, Pink Floyd, The Rolling Stones, The Doors, entre outros. A montagem parte dos mitos em torno do artista para abordar a relação com o tempo e os valores do mundo contemporâneo, além de revelar como somos todos um pouco heróis.

O caminho de "HERÓIS" até aqui
"HERÓIS" marcou o início do coletivo, fundado em 2014 por Paulo Azevedo e baseado em São Paulo, com a colaboração de antigos parceiros de diversos estados brasileiros. A primeira versão do texto escrito em 2014 tinha o título “HERÓIS: UMA PAUSA PARA DAVID”. Foi contemplada com o 1º lugar no Prêmio Funarte Myrian Muniz e cumpriu estreia e temporadas no SESC Palladium (2015) e CCBB BH (2016), sendo interpretada pela atriz Samira Ávila.

Bate papo com convidados especiais 
Após as sessões de domingo (dias 22 e 29 de novembro; 6 e 13 de dezembro), a Suacompanhia, em parceria com o podcast Almasculina, recebe um/a convidado/a especial. Na conversa, será abordado temas relacionados ao espetáculo, como: a relação com artista convidado com a criação, o tempo, as influências e confluências de linguagens em sua obra, além de como cada um tem se reinventado em tempos pandêmicos. O encontro é aberto e gratuito para o público que assistir a sessão do dia. Em seguida, o material gravado será divulgado nas redes sociais da Suacompanhia. Entre os confirmados, estão o escritor e dramaturgo Marcelino Freire (Prêmio Jabuti 2006 pela obra “Contos Negreiros” e convidado do episódio #7 do podcast Almasculina) e o ator do Grupo Galpão, Paulo André.

Sobre a SUACOMPANHIA
Fundada em 2014 pelo ator, autor, diretor teatral e comunicador Paulo Azevedo é um coletivo artístico sediado em São Paulo, com colaboradores de diversos estados brasileiros, caracterizado pela confluência de linguagens, a atualidade temática (as formas de relação e a busca de identidade na contemporaneidade) e o encontro de artistas com carreiras reconhecidas e fortemente ligadas a importantes projetos teatrais nacionais. O resultado são obras originais pautadas pela mescla de linguagens (teatro, cinema, dança, literatura, artes em geral) e experiências, que tocam a sensibilidade do espectador. Os espetáculos têm em comum o olhar aguçado e poético sobre o cotidiano, as contradições do homem urbano e seus conflitos éticos e políticos, o respeito pelas diferenças, sem perder de vista um humor refinado e a poesia.

Foi contemplada por importantes prêmios que subsidiaram alguns de seus trabalhos: Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2014 (“HERÓIS: UMA PAUSA PARA DAVID”, apresentado no CCBB BH e SESC Minas, em 2015 e 2016) e ProAC de Criação Literária – Texto de Dramaturgia 2015 (“PASSE-PARTOUT”). Já o espetáculo “A[R]MAR” foi subsidiado por meio de parcerias e também do aporte financeiro de 150 colaboradores por meio do Benfeitoria (plataforma de financiamento coletivo), estreou e cumpriu duas temporadas em São Paulo (Teatro Sérgio Cardoso e Cacilda Becker, em 2018) e integrou o Circuito Cultural Paulista.

Para 2021, prepara três novos trabalhos: a adaptação para versão online do 2º (“PASSE- PARTOUT”, com atuação de Fafá Rennó) e do 3o episódios (“FORA DO (M)AR”, com atuação de Paulo Azevedo) da “Trilogia Solo”; e o espetáculo “UM QUADRADO PARA MAURA”, inspirado na obra da escritora Maura Lopes Cançado, em parceria com os criadores-intérpretes Ana Paula Cançado, Janaína Castro e Vitor Vieira. Além disso, prepara um documentário, abordando o universo das masculinidades, tema do podcast e blog Almasculina – Conversas Sobre Masculinidades, também idealizado por Azevedo, no ar desde agosto de 2019. YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCKJvHWYxOxRQm7VQv4KaZZA 

Sobre Paulo Azevedo
É ator, diretor e autor teatral, além de comunicador (UNI-BH, em 2000). Atua há mais de 20 anos nas artes cênicas como ator, autor, diretor e produtor teatral. Participou de espetáculos com grupos e diretores reconhecidos da cena brasileira, tais como: Hector Babenco (Hell), Cibele Forjaz (Cia Livre), Eric Lenate (A Serpente) e Yara de Novaes (Cia. Móvel). É fundador e ex-integrante do Grupo Espanca!, responsável por espetáculos premiados. Na companhia mineira, Paulo foi indicado pela criação de “Por Elise” na categoria especial do Prêmio Shell SP 2005 e como Melhor Ator Prêmio Qualidade Brasil SP e Usiminas SINPARC 2008 por “Amores Surdos”. Fundador da Suacompanhia, realizou, escreveu e dirigiu os espetáculos “Heróis: Uma Pausa Para David” (Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2014), “A[r] mar” e “Passe-Partout” (ProAC Dramaturgia 2015). Dirigiu os espetáculos “O Menino Que Tinha a Cara do Sol”, “Histórias de Chocar” e “A Carne Exausta” e ainda assinou a dramaturgia de “Sonetos de Areia” e “Nômades”. Foi parceiro e performer da artista de dança Dudude Herrmann de 2002 a 2009. Integrou oficinas em cinema, dança e teatro ministradas por Mikhail Chumachenko (GITIS), Yoshi Oïda (Teatro Bouffes du Nord - interpretação), Marco de Marinis (Itália), Cristiane Paoli Quito (técnica de clown), Christian Duurvoort, Sérgio Penna, entre outros.

No cinema, atuou em 7 longas e 10 curtas-metragens, sendo vencedor na categoria Melhor Ator na Competição Nacional do Prêmio Português CinEuphoria 2017 (Prêmio do Público) pelo seu trabalho como protagonista no filme “Estive em Lisboa e Lembrei de você”, baseado na obra homônima de Luiz Ruffato e dirigido pelo português José Barahona. Pela mesma produção, foi indicado como Melhor Ator Filme Estrangeiro no “Melhores Filmes SESC 2016”. Na TV, atuou em de séries produzidas e exibidas pela Globo, Netflix, HBO, FOX, TNT, History Channel, TV Cultura e Record. Em 2019, participou da novela das 6 da TV Globo, "Éramos Seis", como Capitão Alves. Desde 2019, idealiza, roteiriza e apresenta o podcast e blog Almasculia – Conversas sobre masculinidades, disponível no Spotify e diversas plataformas de podcast.

Ficha técnica - "HERÓIS"
Direção, texto e atuação: Paulo Azevedo
Codireção: Ana Paula Cançado
Consultoria dramatúrgica: Adélia Nicolete
Direção de arte e figurinos: Martielo Toledo
Trilha sonora original: Barulhista
Seleção musical: Paulo Azevedo
Consultoria de desenho de luz: Marina Arthuzzi
Direção vocal: Lucia Gayotto
Preparação de canto: Mariana Brant
Cabelo: Ricardo Rodrigues
Modelista/pilotista: Noemi Bernardes
Projeto gráfico: Glaura Santos
Fotos e diretor de streaming: Vitor Vieira
Consultoria de streaming: Janaína Patrocínio
Teasers e vídeos: Paulo Azevedo (roteiro, edição e direção), Vitor Vieira (direção de fotografia), Barulhista (trilha sonora) e Camila Picolo (operação de drone)
Operação de câmera e luz: Camila Picolo
Revisão de textos: Soraia Azevedo
Tradução espanhol e inglês: Gladys Souza
Produção executiva: Dora Leão - PLATÔproduções
Corealização: Comcultura Comunicação e Cultura
Realização: Suacompanhia Criações Artísticas
Apoio cultural: RIRO Salon, JPZ Comunicação, Vitor Vieira Fotografia e Podcast Almasculina
Agradecimentos: Secretaria Municipal de Cultura, São Paulo Film Commission/Spcine

Serviço "HERÓIS":
Duração aproximada: 50 minutos
Classificação etária recomendada: 12 anos
Gênero e modalidade: Drama cômico
Link para acessar ingresso: https://beta.sympla.com.br/eventos/teatro-espetaculo
Valor: de R$ 10 a R$150
De 20 de novembro a 13 de dezembro, sextas e sábados, às 21h e domingos, às 17h

Teaser de "HERÓIS":   


.: Teatro: "Os Insensatos" estreia em quatro alegorias da insensatez social


Estreia em 24 de novembro: a mundana companhia apresenta quatro alegorias da insensatez social brasileira em “Os insensatos”

Como desdobramento da investigação sobre as relações entre europeus e indígenas no início da colonização das terras litorâneas de São Paulo e Rio de Janeiro (século XVI), proposta pela mundana companhia no fim de 2019, constitui-se "Os Insensatos", o mais recente trabalho da companhia, fruto da concepção de um grupo de roteiristas da equipe que realizou a pesquisa.

Partindo de uma ideia original de Cristian Duarte e uma seleção de textos de André Sant’Anna, Aury Porto, Joana Porto, Roberta Schioppa, Rogério Pinto e Zahy Guajajara e o próprio Cristian criaram um roteiro partindo da premissa de exploração que os colonizadores europeus estabeleceram com as terras “brasileiras” e com seus povos originários, desde o início do processo de colonização no século XVI.

“Exploração que atravessou os séculos mantendo os mesmos procedimentos que fermentaram uma certa mania predatória e uma ânsia de exclusão social que, para além das qualidades positivas e anedóticas, nos caracterizam como brasileiros”, diz Aury Porto.  

"Os Insensatos", que estreou com seis apresentações ao vivo diretamente da Teatro de Contêiner Mungunzá e faz em 24 de novembro a abertura da temporada digital gravada no YouTube e Facebook da mundana companhia, apresenta quatro alegorias da insensatez social brasileira. O mal-uso da coisa pública, o consumismo, o desinteresse pela racionalidade e a relação superficial com o conhecimento são algumas das características das figuras de cena. O brasileiro aqui é olhado pela lente da insensatez. E essa lente foi aumentada fazendo com que as figuras superem suas características elementares de personagens humanos à medida que seus corpos vão absorvendo características das coisas do em torno e vão tomando formas carregadas de signos.

A peça é constituída de algumas camadas de leitura e de relações com a questão central – a insensatez – construindo percursos próprios, por vezes dialogando com as outras camadas e às vezes não. A trilha sonora, os figurinos, as frases escritas nas camisetas, os textos, o gestual dos atores e os objetos de cena constituem um corpo cênico feito de elementos que não necessariamente são complementares ou equivalentes, permitindo até mesmo interpretações independentes.      

Os ensaios presenciais tiveram de ser interrompidos em meados de março, e passaram a ser virtuais devido a pandemia da covid-19, a peça "Os Insensatos" é um dos resultados que a mundana companhia irá apresentar desta pesquisa desenvolvida nesses 11 meses.

mundana companhia
Desde o ano 2000, inspirados pela militância política dos artistas de teatro da cidade de São Paulo junto ao movimento “Arte contra a Barbárie”, Aury Porto e Luah Guimarãez desejavam criar um núcleo artístico formado essencialmente por atores-produtores. Almejavam formar uma companhia teatral na qual, a cada projeto, idealizado e produzido necessariamente por um ou mais atores, um diretor, com afinidades afetivas e estéticas com os membros da companhia, seria convidado a integrar-se a esta. O mesmo ocorreria com os profissionais das outras áreas, como cenografia, figurino, música, luz, e até mesmo com outros atores.

A cada projeto, a companhia teria um novo corpo forjado na ideia de continuidade na transitoriedade. Com esse pensamento é que foi gestada a mundana companhia. Essa companhia de encontros conscientemente transitórios recebe o adjetivo antes do substantivo e tem seu nome integralmente grafado com letras minúsculas.

Esboçou-se assim um projeto de frátria em dissonância com a supremacia do ideário de pátria tão caro à maioria das sociedades do século XX. Essas mudanças nas relações internas deverão necessariamente refletir-se nas relações com os espectadores e, obviamente, nos temas a serem investigados a cada novo projeto. Apesar de elaborado desde a virada do século, o primeiro trabalho deste núcleo artístico só veio a realizar-se muitos anos depois.

Criações: Medeamaterial, Máquinas do Mundo, Necropolítica, Dostoiévski-Trip, Na Selva das Cidades- Em Obras, O Duelo, Pais e Filhos, O Idiota – Uma Novela Teatral, Tchekhov4 – Uma Experiência Cênica, A Queda, Das Cinzas.

Ficha técnica - "Os Insensatos"
Elenco: André Sant’Anna, Aury Porto, Érika Puga e Zahy Guajajara
Participações: Cristian Duarte e Ivan Garro
Direção coletiva: mundana companhia
Assistência de direção: Roberta Schioppa
Textos: André Sant’Anna
Roteiro: Aury Porto, Cristian Duarte, Joana Porto, Roberta Schioppa, Rogério Pinto e Zahy Guajajara
Colaboração conceitual: Renato Sztutman e Stelio Marras
Direção vocal interpretativa: Lucia Gayotto
Direção de movimento: Cristian Duarte
Trilha sonora: Gui Calzavara
Operação de som e de corte: Ivan garro
Câmera, captação e edição de vídeos e sistema de transmissões: Bruna Lessa - Bruta Flor Filmes
Cenografia_Rogério Pinto
Assistência de cenografia: Ana Tranchesi
Cenotecnia: Marcus Garcia
Figurino: Joana Porto e Rogério Pinto
Maquiagem: Rogério Pinto
Luz:Wagner Antônio
Assistência e operação de luz: Dimi Luppi
Montagem de luz: Douglas de Amorim e Paloma Dantas
Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro
Mídias digitais: Yghor Boy
Fotos: Alessandra Nohvais
Projeto gráfico: Mariano Mattos Martins
Produção executiva: Bia Fonseca
Produção: Aury Porto e Marlene Salgado

Serviço - "Os Insensatos"
Temporada online: 24 de novembro a 13 de dezembro, às 22h, no YouTube e Facebook da mundana companhia.
YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCUoj0JCsV2OJ4NQIJd4w6RA
Facebook:  https://www.facebook.com/mundanacia
Duração: 50 minutos
Indicação etária: 14 anos
Equipe: Adriana Monteiro, Alessandra Nohvais, Ana Tranchesi, André Sant’Anna, Aury Porto, Bia Fonseca, Bruna Lessa, Cristian Duarte, Dimi Luppi, Douglas de Amorim, Érika Puga, Gui Calzavara, Ivan Garro, Joana Porto, Lucia Gayotto , Marcus Garcia, Mariano Mattos Martins, Marlene Salgado, Paloma Dantas, Roberta Schioppa, Rogério Pinto, Renato Sztutman, Stelio Marras, Wagner Antônio, Yghor Boy e Zahy Guajajara.


Da esquerda para direita Zahy Guajajara, Aury Porto, Érika Puga e André Sant’Anna. Foto: Alessandra Nohvais

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

.: Tudo o que você precisa saber sobre o filme "AmarElo - É Tudo pra Ontem"


"AmarElo - É Tudo pra Ontem", de Emicida, ganha trailer. Com estreia em 8 de dezembro, o documentário traz cenas de bastidores exclusivas do show histórico no Theatro Municipal e referências à história da cultura negra brasileira. Foto: Jef Delgado

O documentário "AmarElo - É Tudo pra Ontem" mergulha no processo criativo e na gravação do projeto de estúdio AmarElo e ainda no show de Emicida no Theatro Municipal de São Paulo, em 2019, para contar a história da cultura negra do Brasil nos últimos 100 anos.

Com  realização da Laboratório Fantasma, produção de Evandro Fióti e direção de Fred Ouro Preto, "AmarElo - É Tudo Pra Ontem" traz entrevistas exclusivas com relevantes personalidades brasileiras, como Fernanda Montenegro, Zeca Pagodinho e Pabllo Vittar. A narrativa é costurada ainda por cenas de bastidores, imagens de arquivo e animações. 

"Foram as histórias dos livros e dos filmes que me fizeram sonhar com outra possibilidade de ser, viver e existir", diz Emicida. "A ideia do documentário é a de colocar as pessoas em contato com uma história que as façam se perguntar: se já houve neste país tanta grandiosidade, por que essas histórias vão sendo, de alguma maneira, invisibilizadas e esquecidas? Estou feliz que vamos conseguir apresentar em escala global outra perspectiva a respeito do Brasil. Isso é mágico", avalia. O documentário, de 90 minutos, tem lançamento confirmado para o dia 8 de dezembro de 2020. A Netflix e a Laboratório Fantasma ainda terão um segundo projeto, que será lançado em 2021.


.: "Malcolm & Marie" chega à Netflix em 5 de fevereiro de 2021


Foto: Divulgação Netflix

"Malcolm & Marie", drama romântico do criador de "Euphoria", Sam Levinson, acompanha um cineasta (Washington) e sua namorada (Zendaya) cujo amor é testado à medida que revelações sobre o relacionamento emergem no curso de uma noite. Filmado em branco e preto 35mm com direção de fotografia de Marcell Rév, o filme chega à Netflix em 5 de fevereiro de 2021.

Sam Levinson se une a Zendaya e John David Washington para o drama romântico no qual o cineasta (Washington) e sua namorada (Zendaya) voltam para casa, após a festa de lançamento de um filme, para aguardar o iminente sucesso de crítica e financeiro. A noite de repente toma outro rumo quando revelações sobre o relacionamento começam a surgir, testando a força do amor do casal. Juntamente com o diretor de fotografia Marcell Rév, Levinson cria um filme de rara originalidade, uma ode aos grandes romances de Hollywood e uma expressão genuína de fé no futuro do meio.



.: Anitta se expõe demais em "Anitta: Made in Honório", que estreia dia 16


Anitta, mais uma vez, mostra que não tem medo de nada em série documental que mostra qualidades e defeitos da artista. Foto: Divulgação Netflix

Cantora. Empresária. Popstar. Anitta pode ser classificada como uma das artistas brasileiras mais completas desta geração, e "Anitta: Made in Honório", nova série documental da Netflix com estreia no dia 16 de dezembro, vai mostrar exatamente todos estes lados da artista, além de imagens exclusivas dos bastidores da sua intensa rotina e vida pessoal.

Cada um dos seis episódios será focado em um dos temas que fazem parte da essência de Anitta, passando por momentos de diversão ao lado da família, discussões e decisões empresariais, ensaios para videoclipes e shows e bastidores de apresentações nacionais e internacionais, assim como suas férias em Aspen ao lado de amigos. 

O público também vai poder acompanhar de perto todos os detalhes do emocionante show no Parque da Madureira, no Rio de Janeiro, realizado no fim de 2019. Tudo isso costurado por registros da sua infância e adolescência, com depoimentos inéditos de seus familiares e profissionais parceiros. "Anitta: Made in Honório" é uma produção da Conspiração sob a direção artística de Andrucha Waddington e direção de Pedro Waddington para a Netflix.


.: O teaser trailer e as primeiras imagens de "Sharkboy e Lavagirl"


Foto: Divulgação Netflix

Quando invasores alienígenas sequestram os super-heróis da Terra, seus filhos se reúnem e aprendem a trabalhar juntos para resgatar seus pais e salvar o mundo. Essa é a história de "Sharkboy e Lavagirl", que estreia na Netflix em 1º de janeiro de 2021. Clássico entre a garotada nas versões anteriores, o filme tem a direção de Robert Rodriguez.

No elenco, YaYa Gosselin, Pedro Pascal, Priyanka Chopra Jonas, Christian Slater, Boyd Holbrook, Christopher McDonald e Adriana Barraza. Estrelando também: Vivien Blair, Isaiah Russell-Bailey, Akira Akbar, Lyon Daniels, Nathan Blair, Lotus Blossom, Hala Finley, Andy Walken, Dylan Henry Lau, Andrew Diaz, Taylor Dooley, Sung Kang, Haley Reinhart, J. Quinton Johnson, JJ Dashnaw

A Netflix é o principal serviço de entretenimento por streaming do mundo. São mais de 195 milhões de assinaturas pagas em mais de 190 países assistindo a séries, documentários e filmes de diversos gêneros e idiomas. O assinante Netflix pode assistir a quantos filmes e séries quiser, quando e onde quiser, em praticamente qualquer tela com conexão à internet. O assinante pode assistir, pausar e voltar a assistir a um título sem comerciais e sem compromisso.



quarta-feira, 18 de novembro de 2020

.: Companhia das Letras lança "O Diabo e Outras Histórias" de Liev Tolstói

Escritos entre 1858 e 1904, “Três Mortes”, “Kholstomér”, “O Diabo”, “Falso Cupom” e “Depois do Baile” são pequenas joias que sintetizam os temas mais representativos da vasta obra de Liev Tolstói e estão reunidos no livro "O Diabo e Outras Histórias", recém-lançado pela Companhia das Letras.

Paixão, morte, traição, consciência moral, decadência da aristocracia, vida no campo e dilemas da justiça são os temas deste livro. Em “Três mortes”, o autor examina como o final da vida pode ser distinto ao descrever a morte de uma velha senhora, de um cocheiro e de uma árvore. Os entraves da civilização e da natureza retornam em “Kholstomér”, conto sobre um puro-sangue que, para decepção de seu dono, nasceu malhado. Tolstói assume o ponto de vista do cavalo e levanta questões sobre a noção de propriedade, a decadência financeira e a chegada do modelo capitalista na Rússia. 

Publicado postumamente, “O Diabo” narra uma história de amor atormentada pelo ciúme. “Falso Cupom” condensa as ideias do escritor sobre a religião, a utopia e o modo como a fé e o Estado se relacionam. “Depois do Baile”, por fim, traz a produção tardia do autor de "Guerra e Paz" em um conto sobre política e moral, vivido em meio a uma paixão arrebatadora. A tradução é de Beatriz Morabito, Beatriz Ricci e Maira Pinto. O livro conta com posfácios de Paulo Bezerra e Viktor Chklóvski. Você pode comprar 
 "O Diabo e Outras Histórias", de Liev Tolstói, neste link. A Companhia das Letras também lançou, em 2018, os "Contos Completos" do escritor, que você pode comprar neste link.

Sobre o Autor
O conde Liev Tolstói nasceu em 1828. Participou da Guerra da Crimeia e se casou com Sofia Andrêievna Berhs em 1862. Enquanto administrava suas vastas propriedades nas estepes do Volga e dava continuidade a projetos educacionais, escrevia "Guerra e Paz" (1869) e "Anna Kariênina" (1877). "Uma Confissão" (1882) marcou uma crise espiritual em sua vida. Ele se tornou um moralista extremista e, em uma série de panfletos, a partir de 1880, expressou sua rejeição em relação ao Estado e à Igreja. Morreu em 1910, em meio a uma dramática fuga de casa, na pequena estação de trem de Astápovo.

.: São Paulo terá mega-show do Raça Negra no "Projeto Edição Limitada"

Foto: divulgação

Raça Negra faz grande apresentação no Espaço das Américas, no dia 18 de dezembro. Seguindo todas as recomendações dos órgãos públicos e atendendo aos protocolos de segurança e prevenção ao Covid-19, publicados no último decreto válido para a cidade de SP, a banda chega junto no “Edição Limitada“, projeto que promete reunir grandes nomes da música brasileira em shows para público reduzido.

Com 37 anos de carreira, Luiz Carlos e seus companheiros já provaram ser unanimidade em todos os segmentos musicais. Clássicos como “Cigana”, “Dono do Seu Beijo”, “Quando Te Encontrei”, “Deus Me Livre”, “Cheia de Manias”, “Maravilha”, “Sem Você” e muitos outros não faltarão no repertório.

O Raça Negra faz parte da história do Brasil, pouca gente sabe, mas foi a primeira banda de samba a tocar numa rádio FM com a música “Caroline”. Na década de 90, entrou para o Guinness Book com a canção “É tarde demais” devido a impressionante marca de mais de 600 execuções em rádios num só dia. Mas todo este sucesso teve uma pitada de ousadia: a incursão de instrumentos incomuns ao seguimento como naipes de metais. A popularização do samba nos meios de comunicação tem nome e sobrenome - Raça Negra!

Os ingressos para este show já estão disponíveis no site da Ticket 360.


Serviço – Projeto Edição Limitada | Espaço das Américas 

Show: Raça Negra

Data: 18 de dezembro de 2020 (sexta-feira)

Censura: 14 anos

Local: Espaço das Américas (Rua Tagipuru, 795 - Barra Funda - São Paulo - SP)

Abertura da casa: 19h

Início do show: 21h

Acesso para deficientes: sim

Capacidade da casa para este evento: 1.846

Ingressos: Setor Platinum: R$ 300,00 (inteira) e R$ 150,00 (meia) | Setor Azul Premium: R$ 240,00 (inteira) e R$ 120,00 (meia)| Setor Azul: R$ 200,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)| Setor A: R$ 180,00 (inteira) e R$ 90,00 (meia)  |  Setor B: R$ 150,00 (inteira) e R$ 75,00 (meia) |  Setor C: R$ 120,00 (meia) e R$ 60,00 (meia) | Setor PCD: R$ 60,00 | Camarotes A: R$ 1.800,00 (para 6 pessoas) | Camarotes B: R$ 1.440,00 (para 6 pessoas)

Compras de ingressos: Nas bilheterias do Espaço das Américas (de segunda a sexta, das 11h às 17h - sem taxa de conveniência) ou Online pelo site Ticket 360 (https://goo.gl/xgibPV)

Formas de Pagamento: Dinheiro, Cartões de Credito e Debito, Visa, Visa Electron, MasterCard, Diners Club, Rede Shop. Cheques não são aceitos.

Call center Ticket360: (11) 2027-0777

Objetos proibidos: Câmera fotográfica profissional ou semi profissional (câmeras grandes com zoom externo ou que trocam de lente), filmadoras de vídeo, gravadores de audio, canetas laser, qualquer tipo de tripé, pau de selfie, camisas de time, correntes e cinturões, garrafas plásticas, bebidas alcóolicas, substâncias tóxicas, fogos de artifício, inflamáveis em geral, objetos que possam causar ferimentos, armas de fogo, armas brancas, copos de vidro e vidros em geral, frutas inteiras, latas de alumínio, guarda-chuva, jornais, revistas, bandeiras e faixas, capacetes de motos e similares.  


Protocolo de Segurança

1) Venda de Ingressos

- A venda de ingressos será feita online através do site www.ticket360.com.br ou na bilheteria oficial do Espaço das Américas (Funcionamento: de segunda a sexta, das 11h às 17h) SEM taxa de conveniência.

- No dia do espetáculo haverá uma equipe da Ticket360 realizando atendimento ao cliente.

- A compra de ingressos das mesas de 04 lugares ou camarotes de 06 lugares deverá ser feita por pessoas do mesmo núcleo familiar ou convívio social, conforme protocolo vigente.


2) Entrada

- O Espaço das Américas abrirá duas horas antes do início do espetáculo garantido assim tempo suficiente para acomodação dos clientes.

- Recomendamos que o cliente chegue com antecedência.

- O posicionamento do público será feito pela demarcação no piso de forma a garantir o distanciamento social exigido.

- O público terá à disposição uma equipe treinada e capacitada a orientar e promover as medidas de precaução à pandemia.

- A conferência de ingressos será feita através de leitores óticos sem contato manual por parte do atendente.

- Lembramos ainda que o uso de máscara pelo público será obrigatório.

- Verifiquem a temperatura de todos antes de sair de casa. No dia haverá a checagem individual de temperatura e não será permitida a entrada de pessoas com temperatura acima de 37,5 graus, sendo orientada a procurar a unidade de saúde mais próxima.


3) Durante o espetáculo

 Venda de alimentos e bebidas

- Toda venda de alimentos e bebidas será feita através de um aplicativo que deverá ser acessado pelo QRCode identificado na mesa.

- Neste aplicativo o cliente terá acesso ao cardápio, fará o pedido e efetuará o pagamento.

- A entrega dos pedidos será feita pela nossa equipe de garçons direto nas mesas, seguindo todas as medidas de proteção para maior segurança dos clientes.


 Movimentação pela casa

- Solicitaremos que o cliente utilize a máscara de proteção sempre que precisar sair da mesa. E que evitem a formação de grupos que configuram aglomeração.

.: Nova série documental de Samuel L. Jackson é sobre escravidão e injustiça


Na próxima sexta-feira, dia 20, a National Geographic estreia a produção de seis episódios com o renomado ator Samuel L. Jackson e o jornalista investigativo três vezes premiado com o Emmy® Simcha Jacobovici em uma jornada reveladora sobre a história da escravidão.

Começando no Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, todas as sextas-feiras às 21h, o National Geographic estreia um episódio duplo da nova série "Escravidão: Uma História de Injustiça". Samuel L. Jackson, um dos mais reconhecidos atores de Hollywood e ativista dos direitos humanos, inicia uma jornada pessoal em uma série chocante que viaja pelo mundo para revelar histórias de imenso sofrimento e ganância, mas também de resistência e esperança. A excursão inclui localidades no Brasil, Canadá, Costa Rica, Gabão, Estados Unidos, Inglaterra, Jamaica, Portugal, Espanha, Gana, Etiópia e Suriname.

A série, composta por seis episódios de uma hora, busca esclarecer quatro séculos de escravidão em que milhões de africanos foram enviados às Américas por traficantes da Europa Ocidental. Mais de 12 milhões de pessoas foram sequestradas e escravizadas. Pelo menos dois milhões de pessoas morreram no mar. Agora, pela primeira vez, novas tecnologias de pesquisa subaquática, como sistemas avançados de mapeamento tridimensional e radar de penetração em terra, permitem a localização e o exame de navios naufragados em três continentes, revelando uma perspectiva totalmente nova sobre a história do comércio transatlântico de escravos.

Em seis áreas subaquáticas, incluindo Reino Unido, Jamaica e Flórida, um grupo experiente de mergulhadores em alto mar encontra seis navios que afundaram com escravos a bordo. Enquanto isso, em terra, os especialistas investigam locais como os fortes e masmorras de Gana, as mansões da Inglaterra e as antigas plantações americanas.

Investigações científicas, vestígios de artefatos encontrados no fundo do mar, relatórios e reconstruções dramáticas são combinados para servir como uma plataforma para examinar a ideologia, economia e política da escravidão, além de compartilhar detalhes de eventos históricos e histórias pessoais, tanto aqueles que foram escravizados quanto seus captores europeus.

Dirigida e apresentada por Simcha Jacobovici, jornalista investigativo três vezes premiado com o Emmy®, a série conta uma história nova e autêntica do comércio transatlântico de escravos para demonstrar que é uma história verdadeiramente global. A jornalista investigativa e autora de best-sellers Afua Hirsch também participa.

"Escravidão: Uma História de Injustiça" é uma co-produção canadense-britânica entre a produtora Associated Producers, de Toronto, e a produtora Cornelia Street Productions, de Londres. Simcha Jacobovici é o diretor, Ric Esther Bienstock, Sarah Sapper e Felix Golubev são os produtores, com Samuel L. Jackson, LaTanya Jackson, Eli Selden, Rob Lee, Simcha Jacobovici, Ric Esther Bienstock, Sarah Sapper e Yaron Niski atuando como produtores executivos.

.: Cinco lições que podemos trazer para a vida ao acompanhar “A Fazenda”


Muitas pessoas estão acompanhando “A Fazenda”, um dos reality shows de maior sucesso da atualidade. Assim como na vida real, os participantes do programa precisam realizar tarefas cotidianas para manter a vida em equilíbrio, com atividades determinadas para cada peão o ambiente deve ser cuidado e respeitado como a sua própria casa. 

No cotidiano, assim como no jogo, é preciso estabelecer regras e organizar as melhores alternativas para manter os objetivos sempre em primeiro lugar. Afinal, todas as ações resultaram no prêmio final. Por isso, para os consumidores é muito importante organizar todas as tarefas e colocar em prática hábitos que possam trazer para a vida mais estabilidade e tranquilidade financeira.  Pensando nisso, a  Simplic fintech de crédito, listou abaixo algumas lições do reality para o cotidiano. 


Organização ajuda na convivência
Em uma casa com muitas pessoas convivendo juntas, é preciso organizar em conjunto a separação de tarefas, dessa forma, todos conseguem colaborar para o bom desenvolvimento do ambiente. O mesmo deve acontecer dentro do ambiente de trabalho, cada funcionário precisa arcar com as suas tarefas dentro do prazo estipulado, para que todo ecossistema funcione bem. Estipular tarefas e entregas ajuda na harmonia e a melhorar a convivência.


Economia é fundamental!
Em todos os pontos da vida é preciso pensar na economia, seja ela de tempo ou dinheiro. Assistindo ao reality é possível perceber como os participantes precisam estar atentos aos gastos e erros desnecessários, afinal, cada erro tem uma consequência como - escassez de água, recolhimento das carnes, entre outros. Por isso, é preciso sempre pensar nas alternativas em momentos de dificuldade. Na vida, ter uma saúde financeira organizada e criar planos é fundamental para que se consiga realizar sonhos.


Equilíbrio e paciência para várias etapas da vida
Lidar com diferentes pessoas não é fácil, por isso, é preciso sempre entender que para cada ação existe uma reação. Na vida financeira não é diferente, apesar de muitas vezes existir o desejo de ter algo é preciso colocar na balança se aquilo é realmente necessário ou apenas um gasto supérfluo que no final do mês deixará o seu orçamento no vermelho. Momentos de crise também podem pegar as pessoas de surpresa e por isso o equilíbrio e conhecimento das despesas é fundamental para que a pessoa consiga passar por uma fase difícil ou inesperada.


Planejamento é fundamental!
Ter um foco é essencial para alcançar o objetivo final. Assim como no reality, nos negócios e na vida pessoal é necessário ter um planejamento para ser colocado em prática. Mantenha sempre as prioridades em primeiro lugar e busque opções que possam agregar habilidades para o resultado final. 


Tenha metas e defina sua estratégia
No reality é preciso ter estratégia de jogo, olhar tudo que acontece ao redor para conseguir evitar ao máximo uma saída do jogo. Dessa forma, use como exemplo todos os problemas que você pode evitar para o seu negócio como atrasos, falta de pagamento, tudo isso gerará uma demanda de gastos maior do que o esperado. Aposte em estratégias que possam beneficiar sempre o funcionamento de todas as atividades - tanto para a vida pessoal, quanto para a profissional.  


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