sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

.: Michael Schenker comemora 40 anos de carreira solo com CD "Immortal"


Por
 Luiz Gomes Otero, jornalista e crítico musical.

O músico alemão Michael Schenker já tem o seu nome escrito na história do rock como integrante de bandas como Scorpions e U.F.O. E prestes a comemorar 40 anos como artista solo ele reativa o mítico Michael Schenker Group com convidados especiais em um disco com material inédito e som calcado no seu tradicional hard rock setentista.

Intitulado "Immortal", o novo disco traz nomes de peso nos vocais principais, como Ronnie Romero (atual vocalista da banda Rainbow), Ralf Scheepers (da banda Primal Fear) e o veterano Joe Lynn Turner (ex-vocalista das bandas Deep Purple e Rainbow), além de Michael Voss, da banda Mad Max, que produziu o álbum ao lado do homenageado.

A presença de nomes diferentes e de várias gerações do rock dá uma dimensão da importância de Michael Schenker. O som de sua guitarra ajudou a inspirar músicos na área do hard rock e do heavy metal, inclusive bandas da atualidade. É possível notar sua influência em várias bandas de heavy metal com o chamado estilo melódico.

Destaco as faixas "The Queen Of Thorns And Roses" (com um riff matador de hard rock) e "Sail The Darkness" (com um riff que lembra Black Sabbath da fase com o Ozzy Osbourne no vocal). E há espaço para uma balada mais lenta na faixa "After The Rain" (com um belo e providencial solo de guitarra na introdução).

"Immortal" é mais um acerto desse veterano músico alemão, que apesar de já ter seu nome entre os mais influentes da história do rock, ainda encontra fôlego para produzir material inédito em disco. Um feito e tanto nos tempos atuais.

"Sail The Darkness"


"After The Rain"

"In Search Of Peace Of Mind"


.: Alessandra Negrini estreia espetáculo online "A Árvore"


A atriz Alessandra Negrini idealizou o formato híbrido de teatro e cinema, produz e atua na obra de ficção de Silvia Gomez, que tem criação e roteirização de Ester Laccava e direção conjunta de Ester Laccava e de João Wainer, profissionais de teatro e cinema, respectivamente. O projeto de Gabriel Fontes Paiva, que assina a produção, e Negrini era originalmente para estrear presencialmente no teatro e foi adaptado pela questão da pandemia. Na programação online do Teatro FAAP na plataforma Tudus.

Atriz familiarizada com as linguagens do teatro, cinema e televisão, Alessandra Negrini decidiu, junto com os criativos de seu mais novo trabalho, o híbrido "A Árvore", transformar a inquietação em arte e pensar em coisas além da pandemia. Criada durante o isolamento social, a obra de ficção poética estreia dia 26 de fevereiro para 24 apresentações na plataforma digital Tudus de sexta a domingo, integrando a programação online do Teatro FAAP. Produção de Alessandra Negrini e Gabriel Fontes Paiva, texto de Silvia Gomez, criação e roteirização de Ester Laccava, que assina direção com João Wainer. De 26 de fev a 18 de abril, sextas e sábados às 20h e domingos às 19h.

Em seu primeiro solo e segunda produção (a primeira foi "Uísque e Vergonha"), Negrini encarna a personagem que, progressivamente, vê seu corpo passar por uma metamorfose e se transformar em uma estrutura vegetal. A atriz enxerga várias camadas dramatúrgicas na história de A, mulher que faz uma espécie de relato de viagem da própria transformação, reinventando assim um estado de espírito. “'A Árvore' é um relato. Um relato de amor. A personagem A nos conta a sua história, a sua aventura mais íntima e nos oferece o testemunho de ver o seu corpo se transformando em algo outro. As angústias a as alegrias dessa viagem viram palavras e imagens potentes que ela mesma cria. É uma escrita performática, um filme, uma página, uma peça, uma narrativa dessa metáfora de virar algo que não é mais si mesmo. A ideia de virar uma árvore lhe parece bela e necessária e não ha mais como escapar”, elabora Negrini.

Alessandra Negrini costuma brincar dizendo que "A Árvore" é “a peça que nasceu filme, um produto muito interessante, um produto da pandemia”. Antes da obra estrear, Alessandra pode ser vista no streaming na nova série da Netflix, "Cidade Invisível", que mistura thriller e folclore, em oito episódios. Para dar corpo ao trabalho em "A Árvore", a atriz uniu-se a Gabriel Fontes Paiva para produzir e ambos aguardaram a escrita do texto proposto por Silvia Gomez, a partir de uma pesquisa da autora - Prêmios APCA e Aplauso Brasil de melhor dramaturgia em 2015 por "Mantenha Fora do Alcance do Bebê” - sobre anomalias, metamorfoses, estranhamentos e delírios, tema de texto anterior escrito para o Centro de Pesquisa Teatral (CPT) em 2019.

Para a direção, Alessandra havia convidado Ester Laccava, com quem trabalhara em "Uísque e Vergonha" (direção de Nelson Baskerville, 2019). “Conhecia o gênio criativo de Ester, sabia que estaria em boas mãos. Aí veio a pandemia. Ficamos com o projeto parado e Ester topou fazer a peça online. Um artista nunca vai deixar de se expressar. A pandemia nos obrigou a seguir caminhos fora do planejado e do que estamos acostumados. Isso irá refletir nas pesquisas dos criadores. Foi muito bom trabalhar em novas linguagens e com artistas de outras áreas”, comenta o produtor Gabriel Fontes Paiva

Da biologia à literatura fantástica
O primeiro monólogo da Silvia Gomez, trata de um movimento vertical da personagem, uma mulher que, após uma grande perda, vê seu corpo transformar-se em uma estrutura vegetal. Uma das inspirações de Silvia Gomez veio na forma de imagem. “Um dia, regando uma planta na estante, vi um fio do meu cabelo preso a ela. Pedi para meu filho fotografar e transformei o episódio em textos. Nesta peça, ele disparou a cena da metamorfose, elaborando a sensação de certa forma delirante, ou não (risos) de ter sido agarrada por aquela planta, como se ela tivesse algo a dizer”. Ao sopro da ideia, juntou-se a pesquisa em livros como “Revolução das Plantas”, do biólogo Stefano Mancuso. 

Para Silvia, a peça pergunta sobre nossa relação de amor e ruínas com esta casa, o planeta. “O Mancuso fala sobre como precisamos adotar a metáfora das plantas para pensar nosso futuro coletivo. E talvez tentar sentir como árvore, pensar como árvore e agir como árvore seja uma forma de buscar novas perguntas – e respostas – para essa relação”.

Admiradora do fantástico, conta que tenta fazer com esta peça um agradecimento à literatura fantástica, ao teatro do absurdo e a outras escritas vertiginosas, fontes de formação e alimentação artística, entre elas nomes como Kafka, Murilo Rubião, Ionesco, Clarice Lispector e Silvina Ocampo. “As personagens que escrevo são essas que, de repente, olham para a realidade, mas não cabem mais nela, adentrando então um espaço de delírio que, para mim, é na verdade, extrema lucidez. Justamente como o real sempre me pareceu – e agora terrivelmente mais – delirante”, completa Silvia Gomez, indicada ao Prêmio Shell de dramaturgia em 2019 por “Neste Mundo Louco, Nesta Noite Brilhante”. 

Serra da Mantiqueira, um teatro e Centro de São Paulo
Durante os primeiros quatro meses de ensaio, Ester Laccava concebeu, ainda sozinha, a encenação para a câmera, e debruçou-se sobre a criação e a roteirização, e os outros quatro meses seguintes, regeu toda a equipe criativa para a realização e finalização do trabalho. “Fico impressionadíssima com a imaginação da Ester”, elogia Alessandra, ressaltando o trabalho da encenadora. 

“O processo começou já numa fotossíntese imediata dentro de mim, revendo filmes com outro olhar, já não de espectadora. Foram oito meses intensos de trabalho, sabendo que não poderia ter Tim Burton como referência (risos), e que o teatro viria como origem de tudo, mas não como manifestação re al nesse momento. Deixei meus cavalos soltos para correr nessas duas vias (teatro/cinema) e busquei revelar em imagens, intensões, conexões, fluxos de narrativa, inserções metafóricas, a transformação de um ser humano ao se dar conta que é só no espelho da mãe natureza que nós humanos podemos fazer ainda algum sentido neste planeta”, detalha Ester.  

Como numa peça, foram levantados cenário e figurino, além de Ester fazer questão de usar um teatro como locação, o da FAAP, desafiando ainda mais esse híbrido. As externas foram captadas na mata da Serra da Mantiqueira e nas ruas do Centro de São Paulo.

Direção a quatro mãos
Como a intenção não era fazer uma peça filmada, seria fundamental ter o olhar de um diretor de cinema. Assim entrou na equipe criativa João Wainer, “um profissional em quem confio, um artista brilhante, também com sua genialidade”. A partir daí, Ester e João trabalharam juntos na direção. “João Wainer chega para ser o 'através' entre encenação e plateia, pois é por meio da câmera que poderemos ter mais público nesse momento, o público seguro em suas casas. Pela primeira vez criei pensando na câmera como moldura da cena, enquadramento detalhado daquilo que entende s er o mais importante para o espectador olhar”, diz Ester, 39 anos de carreira, indicada a Melhor Atriz para o prêmio APCA 2019 por Ossada e indicada ao Shell de Melhor Atriz por A Festa de Abigaiú.

João Wainer conta que entrou no processo como um tradutor para a linguagem do cinema do que estava sendo concebido para o teatro. “Elas me explicavam o que tinham imaginado para a cena e eu apresentava soluções para funcionar na tela do cinema. A parte conceitual, a construção das cenas, foi toda feita nos ensaios pela Ester”, afirma João. O cineasta acredita na qualidade de um produto dirigido a quatro mãos. “Eu e Ester viemos de experiências diferentes e, ao mesmo tempo, absolutamente complementares. Dirigir a quatro mãos é um aprendizado muito interessante”, diz ele, que fez seu primeiro longa de ficção 4X4, com Chay Suede, Mariana Lima e Alexandre Nero, e está na segunda te mporada da série documental sobre o PCC, Primeiro Cartel da Capital.

Serviço
Espetáculo:
"A Árvore". Idealização e interpretação: Alessandra Negrini. Texto: Sílvia Gomez. Criação e roteirização: Ester Laccava. Direção: Ester Laccava e João Wainer. Direção de Produção: Gabriel Fontes Paiva. Realização: Fontes Realizações Artísticas. Produtores Associados: Alessandra Negrini e Gabriel Fontes Paiva. Assessoria de imprensa: Maria Fernanda Teixeira (Arteplural). Na programação online do Teatro FAAP pela plataforma Tudus. Ingressos: R$ 30. Duração: 70 minutos. Classificação etária: 14 anos. Em plataforma digital no Teatro FAAP www.teatrofaap.com.br na plataforma da Tudus. www.tudus.com.br. De 26 de fevereiro a 18 de abril. Sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h.

.: Teatro Bradesco apresenta live com Banda Eva nesta sexta-feira


Para comemorar o mês do carnaval, o teatro promove um show especial para os foliões curtirem de casa, nesta sexta-feira, dia 26, às 20h, gratuitamente, no YouTube do Teatro. Foto: Filipe Rodrigues

Com o objetivo de levar conteúdo e entretenimento de qualidade por meio dos seus canais digitais, o Teatro Bradesco promove, gratuitamente, nesta sexta-feira, dia 26, às 20h, uma live em clima de carnaval em seu canal do YouTube.  Para comandar a festa, o teatro convidou a Banda Eva, um dos grupos mais conhecidos do país, para cantar, no palco do Teatro Bradesco, os seus maiores sucessos.

Ao longo do ano, o YouTube do Teatro Bradesco seguirá trazendo uma live por mês, em dois formatos: ‘Teatro Bradesco Apresenta’, com um show musical, e ‘Teatro Bradesco Bastidores’, que tem como proposta levar um ambiente mais intimista e descontraído ao público, com muita música e histórias, num bate-papo conduzido pelo músico João Marcello Bôscoli e convidados. No Instagram do teatro, haverá conteúdos complementares, como dicas de playlists, podcasts e livros, além de vídeos específicos em datas comemorativas.

A programação cultural nas redes sociais do Teatro Bradesco teve início em agosto de 2020, após o fechamento do seu espaço físico durante a pandemia. A cada mês, artistas, músicos e palestrantes protagonizaram várias parcerias em formatos inéditos e inusitados no Instagram e no YouTube, como Seu Jorge, Daniel Jobim, Leandro Karnal, Maurício de Sousa e Turma da Mônica, Oswaldo Montenegro, Ana Carolina, Karen Hill e outros.

Acessibilidade
Todas as transmissões ao vivo contam com recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência. As apresentações no YouTube têm audiodescrição e libras. Já as lives no Instagram contam com a descrição #pracegover e #pratodosverem.

Bradesco e a cultura
Com centenas de projetos patrocinados anualmente, o Bradesco acredita que a cultura é um agente transformador da sociedade. Além do Teatro Bradesco, o banco apoia iniciativas que contribuem para a sustentabilidade de manifestações culturais que acontecem de norte a sul do País, reforçando o seu compromisso com a democratização da arte. São eventos regionais, feiras, exposições, centros culturais, orquestras, musicais e muitos outros.

Assim como o Teatro Bradesco, muitas instituições e espaços culturais apoiados pelo banco promoveram ações para que o público possa continuar se entretendo – ainda que virtualmente – durante a pandemia da Covid-19. Em 2020, o banco lançou o Bradesco Cultura, plataforma digital que reúne conteúdo relacionado às iniciativas culturais que contam com o patrocínio da instituição. Visite em cultura.bradesco.

Opus Entretenimento
A Opus Entretenimento acredita no poder transformador da tríade cultura, conteúdo e experiência e, desde 1976, já trouxe ao Brasil grandes nomes nacionais e internacionais. Administradora de teatros pelo Brasil nas regiões Nordeste, Sul e Sudeste, também faz a gestão artística de grandes nomes da música e do entretenimento brasileiro.

.: Última semana de inscrições para o 1º Festival Paulista de Teatro Musical


Atração online dedicada a produções originais acontece em abril e contemplará espetáculos e leituras dramáticas com cachês de R$850 a R$8 mil reais.

O universo digital vem proporcionando diversas possibilidades para os amantes e praticantes da Arte, oferecendo também suporte e entretenimento para quem enfrenta a pandemia da Covid-19 em casa e de maneira conectada. Com este olhar nasce o Festival Paulista de Teatro Musical (FPTM), projeto contemplado pela Lei Aldir Blanc, através do Governo do Estado de São Paulo, primeiro festival dedicado exclusivamente a espetáculos de teatro musical. A primeira edição, que se dará online, acontece entre os dias 23 e 28 de abril e as inscrições estão abertas até 28 de fevereiro.

Idealizado por Marllos Silva, da Marcenaria de Cultura, e criador do Prêmio Bibi Ferreira - considerado o mais importante do Teatro Musical brasileiro -, o festival tem o intuito de revelar talentos e diminuir os impactos provocados pela pandemia, movimentando o mercado teatral. Realização de um desejo antigo do produtor, diretor e dramaturgo à frente da novidade, ele busca através dos seus projetos criar diferentes oportunidades que reflitam positivamente em gerações futuras.

“Como um profissional de teatro que atua em várias frentes, eu busco aproximar o campo de visão de todas elas. O meu lado dramaturgo sabe que há pouco espaço para apresentar as obras originais, e o meu lado produtor conhece a dificuldade de investir em obras originais. Então, criar um festival para os dramaturgos e compositores de teatro musical apresentarem suas obras é muito importante, especialmente, após o período de isolamento social”, explica.

Com o objetivo de se tornar uma vitrine de exposição para mentes criativas, Marllos conta que a ideia promove ainda o encontro de dramaturgos e produtores, que podem assim vislumbrar possibilidades de ajustes, como o aperfeiçoamento de uma linguagem de escrita do teatro musical, e até mesmo uma possível produção do espetáculo, encorajando a aposta em obras nacionais e originais, capazes de despertar um maior interesse do público.

Parte de um conjunto de ações promovidas pelo Prêmio Bibi Ferreira, criado em 2012, e que, além de conquistar um importante lugar na cena teatral do país, tem entre seus principais interesses traçar um panorama da produção cultural da capital paulista, o Festival soma esforços no fortalecimento e propagação do segmento, buscando sempre beneficiar o máximo de pessoas possíveis.

“O Prêmio se tornou uma referência, e como tal, faz sentido que algumas ações que reverberem de forma universal partam dele. Ele vem traçando uma série de parcerias ao longo dos anos com outras premiações, associações e entidades nacionais e internacionais. Em breve teremos outras ações interessantes ligadas ao setor, não apenas ao teatro musical, mas a cena teatral”, revela Marllos.

O Festival
Os interessados em se inscrever na 1ª edição do FPTM passarão pelo crivo da curadoria convidada, um time de renomados profissionais que possuem em comum forte apreço pelo teatro musical e amplo conhecimento em diferentes áreas. Encabeçado pelo próprio realizador, se juntam a ele o grande pesquisador do gênero, Jamil Dias, os jornalistas especializados, Ubiratan Brasil e Miguel Arcanjo Prado, e o premiado diretor musical, Daniel Rocha, responsável por assinar e reger grandes produções em São Paulo.

Destinado a todos, o que inclui produções nunca realizadas e produções que já tiveram sua estreia nos palcos, a principal condição é que a obra tenha criação 100% original. Ainda que nos últimos anos o teatro musical no país tenha tido forte influência da dramaturgia americana, de acordo com Marllos, a iniciativa pode contribuir para uma maior conscientização dos caminhos que a dramaturgia brasileira vem traçando nos últimos anos.

“É importante entendermos que o teatro musical não é uma invenção americana, existe teatro musical em diversas regiões do mundo e diversos formatos, e é isso que o festival pretende mostrar. A música brasileira é uma miscelânea cultural de ritmos, e trazer isso para os palcos é importante para a dramaturgia e a cultura do país. Uma companhia que pesquisa o seu estilo é muito bem vinda, assim como um dramaturgo que possui um estilo mais próximo ao da Broadway”, explica.

Todas as inscrições podem ser realizadas através do site www.fptm.art.br sem nenhum custo, bem como o acesso a todas as atividades que serão realizadas, a exemplo de leituras de textos finalizados ou em desenvolvimento e palestras. Os interessados deverão preencher a ficha de inscrição com os dados sobre o espetáculo, enviar uma cópia do roteiro em PDF e no mínimo quatro canções do espetáculo – podem ser gravações em voz e piano.

Os espetáculos que já tiverem sua apresentação gravada em alta qualidade, poderão se inscrever fazendo uso da mesma. Já aqueles que não tiverem registro profissional, e forem contemplados, contarão com a produção de uma sessão especial para captação do material, incluindo vídeo e foto. A programação poderá ser acompanhada gratuitamente pelo canal do YouTube do Prêmio Bibi Ferreira na última semana de abril.

Quem pode se inscrever?
Mostra de espetáculo: e
spetáculos de teatro musical inéditos e não inéditos.
Leituras dramáticas: roteiros finalizados ou em desenvolvimento com um mínimo de 40 minutos de obra pronta.
Estrutura de captação: para as produções que forem selecionadas e não possuam filmagem, a organização do festival irá fornecer diária de teatro, rider básico de som e luz, além da estrutura para registro do espetáculo.

Os contemplados
Promovido de forma não competitiva, o Festival contemplará até 06 espetáculos e 04 leituras de texto. Não são elegíveis produções que se enquadrem no formato jukebox ou biográfico, com canções de autores e compositores conhecidos. Os projetos selecionados receberão um cachê que variam de R$ 850 a R$ 8.000. Confira todas as regras do regulamento e tenha acesso ao edital em http://www.fptm.art.br/

Leitura Dramática: R$850.
Espetáculo inédito: R$8.000.
Espetáculo não–inédito: R$6.000.

.: Diário de uma boneca de plástico: 26 de fevereiro de 2021

Querido diário,

Andei observando detalhadamente sobre o que move o ser humano. 

Ouvi muito na minha pós-graduação que o movimento da engrenagem chamada mundo é gerado pelo capitalismo. Até vivia com a música de abertura do programa "O aprendiz" que repete muito o termo "money". Musiquinha chata que sempre entoou em minha mente nos mais diversos momentos.

Contudo, notei que o mundo mudou e, nesses tempos sombrios em que vivemos, o que move as pessoas é a raiva, o ódio. 

Um exemplo pode ser encontrado nas redes sociais. Basta você postar algo que desagrade, os ataques serão infinitos, mas se postar coisas agradáveis... no máximo que se vai garantir é um coraçãozinho ou outro.

Ai, diário, será que ando muito amarga?! 

Talvez esteja vendo a vida como ela é... sem a lente rosa!

Beijinhos pink cintilantes e até amanhã,

Donatella Fisherburg

Foto do meu instagram: instagram.com/donatellafisherburg





.: Cia Trilha de Teatro estreia “Amâncio” nesta sexta-feira


“Amâncio”: espetáculo solo do ator Ronaldo Fernandes sobre a trajetória de descoberta de sua negritude e os processos de apagamento de sua origem nordestina. De 26 de fevereiro a 12 de março, às sextas, sábados e domingos pela Sympla. Ator conduz o público pelo interior de sua casa enquanto reconstrói sua memória histórico-afetiva inserida num país excludente. Foto: Ronaldo Fernandes

"Amâncio" surgiu da experiência de vida do dramaturgo e ator Ronaldo Fernandes e da trajetória de descoberta de sua negritude e os processos de apagamento de sua origem nordestina, bem como as violências impostas contra sua família pela orientação sexual de seu tio Amâncio, personagem principal da peça e elemento central disparador para a criação deste projeto.

O resgate histórico de Ronaldo, um homem negro que só reconheceu sua negritude recentemente e do tio pernambucano, negro e homossexual que não podia viver seus desejos e vontades, não trata apenas de questões individuais, mas, sobretudo, de um Brasil excludente, que traz na lógica de sua formação um processo histórico de violência contra os negros, nordestinos e homossexuais.

O espetáculo foi concebido exclusivamente para o ambiente digital (plataforma zoom) e convida o público a fazer um “passeio” pela casa do ator e dramaturgo, enquanto relembra suas memórias. O tom narrativo atravessa toda a ação do texto, seguindo o fluxo da memória, que ora, apresenta um fato do passado, ora nos remete ao presente sem ser linear ou fixo a unidades de tempo e espaço.

O fluxo da memória é explicitado com a divisão das cenas, que aparecem como estações emotivas e afetivas ou quadros do narrador-ator, que sempre sabe que o espectador está lá. A característica estrutural da dramaturgia de Amâncio é o tom coloquial, a oralidade presente em muitas obras nordestinas.

“Ronaldo Fernandes se utilizou desse recurso de escrita que lembra as expressões orais de sua terra natal, não apenas para potencializar o discurso presente em sua dramaturgia, mas principalmente, porque escrever valorizando aspectos da oralidade é também reconhecer a sua própria identidade, como homem negro e nordestino”, diz o diretor Marcus Di Bello.

Sinopse:
Uma foto de família desgastada pelo tempo é o mote disparador do percurso de recuperação da memória e das relações familiares do ator. Tudo transcorre como num capítulo de novela transmitido ao vivo. 

Ronaldo Fernandes
Diretor, dramaturgo e ator. Pós-graduado em Direção e Atuação (Célia Helena Centro de Artes) e Gestão de Projetos. Cursos com “Max Key” (Núcleo de Dramaturgia do Serviço Social da Indústria - SESI-SP), Marici Salomão, Samir Yazbek, Nelson Baskerville, Marco Antonio Rodrigues, José Henrique de Paula, Neyde Veneziano e Renata Dias Gomes entre outros. Diretor em “Agente” (protagonizado pela atriz trans Fábia Mirassos), “Meu Deus...”, e “Nó na Garganta” (Grupo Tescom Teatro) e “De Onde Vem o Verão” (Codireção com Neyde Veneziano) e “O Pássaro do Poente”.

Dramaturgo em “Agente”, “Interditos” (Direção Nelson Baskerville), “Benjamin: O Filho da Felicidade” (Projeto Manufatura Monólogos Sesc), “Meu Deus...”, “Nó na Garganta”, “Fragmentos” e “Geração 2K” (Prêmio de dramaturgia nos XVI e XXIII Fescete), “Linda Flor”, “Obsessão em Quatro”, “No Reino da Bestolândia” (Indicações a melhor texto em diversos festivais), “Dentro de Mim Mora Outra” (Vencedor do PROAC LGBT e protagonizado pela atriz e transpóloga Renata Carvalho), “Mac & Beth – Eleição e Confusão na Pequeno Rei” (Temporada na Sala Jardel Filho do CCSP).

Ficha Técnica:
Atuação e Dramaturgia:
Ronaldo Fernandes
Direção e Produção: Marcus Di Bello
Produção: Felippe Alves
Sonoplastia: Pri Calazans
Figurino: Paola Caruso
Design: Betinho Neto
Fragmentos Textuais: Gustavo Lara
Provocadora Artística: Maria Amélia Farah
Assessoria de Imprensa: Adriana Monteiro

Serviço:
"Amâncio"
De 26 de fevereiro a 12 de março. Sextas, sábados, às 21h30 e domingos, às 19h
Duração 45 minutos
Grátis
Link Sympla: https://3ps.short.gy/amancio
Indicação de faixa etária: 14 anos
Link do espetáculo: https://youtu.be/ic0OMf7FIaE

.: Documentário inédito sobre impacto dos raios na vida das pessoas atingidas

Neste sábado (27/2), vai ao ar o documentário inédito Fragmentos de Paixão, no qual um cientista apaixonado por raios desenha sua jornada em busca de achar a resposta para uma pergunta: como um raio pode mudar uma vida? Seis histórias distintas mostram como uma fração de segundo define destinos de formas completamente diferentes, permeando o medo ou a paixão, a tragédia ou o sucesso, a guerra ou a paz. Nessa jornada, fatos inusitados são revelados, mostrando a visão da ciência e da cultura sobre o fenômeno, desde o descobrimento do Brasil até o futuro de nossa existência. É exibido às 22h, na TV Cultura.

"Trazemos questões essenciais a todas as pessoas, visando ampliar e democratizar a informação sobre o assunto", explica a jornalista Iara Cardoso, diretora do filme. A produção, que mescla técnicas de documentário e de ficção, é de interesse tanto da comunidade científica quanto de leigos que desejam aliar entretenimento a conhecimento.

O maior especialista em raios do Brasil, Osmar Pinto Junior, e a jornalista Iara Cardoso pesquisaram a fundo dados da história, da ciência e da literatura do Brasil para chegarem às vidas e às informações apresentadas no filme. Foram analisadas mais de 200 diferentes fontes durante três anos - livros, documentos históricos, pesquisas científicas e fotos. Descendentes de personalidades também foram essenciais para a construção de um roteiro minucioso e repleto de curiosidades.

Sobre Iara Cardoso: Formada em Jornalismo com especialização em Jornalismo Científico pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em Cinema Digital pela New York Film Academy/Universal Studios e em Jornalismo para TV Digital pela NBC News/NYFA. Em 2015, foi Fellow no Advanced Study Program do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA, se especializando em documentários e roteiros de ciência e tecnologia. Iara Cardoso é membro da Academia Brasileira de Cinema. Foi responsável pelo roteiro da série País dos Raios, exibida no Programa Fantástico da Rede Globo.

Ficha técnica

Título: Fragmentos de Paixão

Diretora: Iara Cardoso

Produtora: Storm Comunicação (Grupo Storm)

Estrutura: Filme documentário (70 minutos)

.: "Experimento Espelho 2.0" faz apresentações online


"Experimento Espelho 2.0" é um espetáculo adaptado do conto "O Espelho - Esboço" de uma nova teoria da alma humana, de Machado de Assis. Neste trabalho, sob a orientação do premiado diretor Luiz Fernando Marques (Lubi), o grupo teatral Núcleo Instável investiga cenicamente a pluralidade de significados e a relevância, ainda atual, das questões levantadas no conto e sua conexão patente com os dias de hoje. A temporada será de 26 de fevereiro a 21 de março, às sextas, sábados e domingos, às 21h pelo site da companhia.

No espetáculo, a poética da transmissão ao vivo é explorada como linguagem e como conteúdo, abordando a presença da tecnologia nas relações humanas. "Experimento Espelho 2.0" utiliza a captação e a transmissão ao vivo de imagem e som para além de um simples registro passivo da ação que acontece no palco. Os recursos técnicos de transmissão online fazem parte da narrativa do espetáculo: atores e personagens operam de dentro de cena as câmeras, celulares, televisores e computadores. Mesclando as vidas de três jovens atores durante a pandemia de  2020 com uma história de 1882, "Experimento Espelho 2.0" apresenta uma releitura atual do conto de Machado de Assis.

"Experimento Espelho 2.0" é uma recriação do espetáculo teatral "Experimento Espelho" que estreou em novembro de 2016 e cumpriu quatro temporadas de apresentações, na Escola Livre de Teatro de Santo André; na Casa Pelada - Espaço Cênico de Experiências; no Teatro de Contêiner da Cia Mungunzá; e na Oficina Cultural Oswald de Andrade – todas com salas cheias e recepção extremamente positiva por parte do público.

Sinopse
Em um espaço atulhado de objetos – algo entre um quarto bagunçado e um depósito de memórias de uma geração – três atores se deparam com um conto de Machado de Assis. Confrontando as ideias do autor com suas próprias vivências, na busca de entender e encenar o conto, os jovens compartilham com a plateia não somente o conto em si, mas sua construção cênica e virtual nos dias de hoje.

Utilizando tecnologias obsoletas e atuais, operando de dentro da cena dezenas de câmeras, computadores – além da transmissão ao vivo do próprio espetáculo – os atores desmancham os limites entre os planos da narração machadiana, da realidade e da memória. O resultado é uma sobreposição de duas épocas, de dois Brasis: um reflexo incerto e perturbador – assim como aquele com o qual a personagem Jacobina, do conto de Machado, se depara no grande espelho da casa.

Ficha Técnica
Criação e adaptação para versão online:
Núcleo Instável - André Zurawski, Marcelo Moraes e Thomas Huszar

Ficha técnica do espetáculo original (2017):
Texto: André Zurawski, Marcelo Moraes e Thomas Huszar a partir do conto O Espelho - Esboço de uma nova teoria da alma humana, de Machado de Assis
Concepção e direção: André Zurawski, Marcelo Moraes e Thomas Huszar
Orientação: Luiz Fernando Marques
Elenco: André Zurawski, Marcelo Moraes e Thomas Huszar
Cenografia e direção de arte: Nina Farkas e Paola Ornaghi
Arte gráfica: Nina Farkas
Fotos: Cacá Meirelles e Ricardo Oya

Serviço
"Experimento Espelho 2.0" 
De 26 de fevereiro a 21 de março
Sexta, sábado e domingo, às 21h 
Duração: 50 minutos
Classificação indicativa: 12 anos
Grátis
Link de acesso: nucleoinstavel.com/aovivo

.: Laerte Késsimos apresenta seu inventário pessoal


Nova temporada online de "Ser José Leonilson" acontece nesta sexta-feira, dia 26, às 20h. Idealizado por Laerte Késsimos, dirigido por Aura Cunha, com dramaturgia de Leonardo Moreira, o espetáculo é uma costura poética entre a vida e obra do artista plástico José Leonilson (1957-1993) e a biografia do ator Laerte Késsimos. 

O espetáculo "Ser José Leonilson" ganha versão audiovisual ao vivo para ser transmitida em tempos de teatros fechados e programações canceladas. Nessa versão, a linguagem audiovisual – que já estava presente no espetáculo – se amplifica na tentativa de criar novas tensões entre as artes visuais e a arte da presença. 

Se no espetáculo teatral, Laerte Késsimos já fazia uso dessa técnica, com projeções operadas ao vivo, criando molduras para a reprodução em cena de seu diário íntimo gravado durante o processo, nesses tempos, os espectadores presentes do outro lado da tela poderão acompanhar sua travessia na intimidade do seu ateliê.

A nova temporada será de 26 de fevereiro a 19 de março de 2021, às 20h, com ingressos gratuitos, pelo Zoom.  O espetáculo foi contemplado pela Lei Aldir Blanc. Idealizado por Laerte Késsimos, dirigido por Aura Cunha, com dramaturgia de Leonardo Moreira, música original de Marcelo Pellegrini, cenário de Marisa Bentivegna e iluminação de Aline Santini, o espetáculo teatral “Ser José Leonilson” é uma costura poética entre a vida e obra do artista plástico José Leonilson (1957-1993) e a biografia de Laerte Késsimos. 

Elaborado a partir dos depoimentos (biográficos e artísticos) do artista plástico brasileiro e registros sonoros feitos pelo próprio Laerte durante o processo de criação e pesquisa, o tecido que é alinhavado diante do público une as inquietações dos dois artistas: a feitura artística como um autorretrato, a casa de infância como um ambiente de domesticação, a sexualidade como campo de batalha, as pontes amorosas como uma travessia e a doença como uma reconciliação com nossa finitude. 

Aproximando-se de forma direta da obra de Leonilson, o próprio processo de investigação de Laerte, os vestígios da criação, os áudios que dão dimensão histórica ao cotidiano criativo são, eles próprios, a obra. Um bordado em que frente e verso são compartilhados publicamente – suas amarras, cortes, sobras de linha, correções, imperfeições, pontos e nós. 

"Ser José Leonilson"
“Ser José Leonilson” é a terceira e última etapa de um processo que envolveu a performance pública “O Porto” (um ateliê aberto à visitação, onde Laerte Késsimos criou obras visuais que são também depoimentos bastante pessoais), uma exposição (Como se desenha um coração?) e, finalmente, o espetáculo teatral “Ser José Leonilson”. Assim, a peça que estreou no Teatro da USP (de 14 de novembro de 29019) é o porto de chegada de uma jornada. 

O espetáculo é um monólogo que mistura artes visuais (projeções em vídeo), narração de histórias (a transposição para o palco de relatos biográficos gravados durante o processo) e documentário (a vida e obra de Leonilson) se misturam em um ateliê de costura que é também um palco. Em cena, Laerte Késsimos expõe não só a sua biografia (em relatos íntimos gravados e reencenados diante do público), mas também seus quadros, bordados e criações audiovisuais - operando, narrando e expondo suas criações ao vivo. 

Trata-se, portanto, de um evento biográfico e multimídia que tenta unir elementos do próprio teatro, das artes plásticas e do vídeo. Esse trânsito sem fronteiras entre o relato pessoal e a criação artística traz para o palco questionamentos urgentes: como uma obra de arte tão pessoal pode servir a uma discussão pública? Como a exposição sem pudores de uma intimidade pode ser um ato revolucionário em meio à falência social? 

Assim como a obra de Leonilson não pode ser desassociada da vida do artista, por expressar sempre o caráter confessional de um diário íntimo, a encenação de Aura Cunha, a dramaturgia de Leonardo Moreira, colocam, em primeiro plano, o duplo Laerte/Leonilson - uma ponte entre a vida e obra do artista morto em 1993 à vida e presente obra do sujeito artístico Laerte Késsimos, e as coincidências e dissonâncias entre as obras e vidas dos dois artistas. 

Diários cartografados, mapas geométricos, mapas que são retratos, geometrias brancas, brancos que são páginas de diário ou autorretratos, relatos sonoros, referências íntimas e cotidianas sustentam o diálogo com o público - resultado do desejo íntimo de Laerte Késsimos em jogar o jogo favorito de Leonilson – a intersecção entre ficção e realidade; entre o íntimo e o público; entre o diário e a afirmação política; entre o bordado real e a descrição de uma paisagem; entre a biografia de Laerte e os bordados de Leonilson.

Organizada como um documentário poético em que a vida de Laerte (e a feitura desse espetáculo) se entrelaça aos diários, gravações e depoimentos de Leonilson, a montagem não está preocupada em levantar um edifício ficcional. Antes, contenta-se com o relato e a descrição de obras, criando um ambiente poético que não abandona a narrativa e o contato direto com o público.  Os artifícios técnicos, como a projeção de imagens e a tessitura de palavras em tecidos, pretendem trabalhar para reunir o humano na direção de um objeto estético que não nos pede necessariamente o mesmo olhar, mas nem por isso deixa de nos reconhecer como coletivo. 

Diante do público, constrói-se um panorama não só interior, mas também exterior, de nosso tempo e do mundo ao nosso redor. Nos tempos atuais, em que a opressão e o conservadorismo se erguem como uma onda alta que pode nos derrubar com força, trazer à tona um artista gay (vale ressaltar a tragédia que é esse ainda ser um tema controverso em nosso país); HIV positivo (esse tema migrou de uma epidemia para um preconceito escondido e silencioso) e a favor de uma política subjetiva e íntima (quando a subjetividade e a intimidade são os primeiros alvos de políticas opressivas) é, em si, um ato político.  Cada vez que as ondas conservadoras nos derrubam, mergulhamos mais e mais fundo, com o momento de alívio passa antes que possamos agarrá-lo, pois a onda já está juntando forças para atingi-la novamente. Esse trabalho acredita que a tábua a que nos agarramos nesse naufrágio só pode ser poética – a um só tempo pessoal e política.

Ficha Técnica - "Ser José Leonilson"
Idealização e atuação:
Laerte Késsimos
Direção: Aura Cunha
Dramaturgia e pesquisa: Leonardo Moreira
Cenografia: Marisa Bentivegna
Desenho de luz: Aline Santini
Trilha sonora original: Marcelo Pellegrini
Pesquisa, figurino e direção audiovisual: Laerte Késsimos
Direção de produção: Laerte Késsimos e Gustavo Sanna
Produção executiva: Yumi Ogino
Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Serviço
Duração:
95 minutos
Classificação: 16 anos
26 de fevereiro a 19 de março de 2021, às 20h
Sexta, sábado e domingo
No Zoom
Ingressos: grátis
É necessário retirar ingresso pelo www.sympla.com.br 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

.: Crítica: "Depois a Louca Sou Eu" traz fluxos de pensamentos para o cinema

Por: Mary Ellen Farias dos Santos*

Fluxos de pensamentos extremos que guardamos a sete chaves internamente. É a explosão de emoções que, geralmente, não deixamos transparecer em situações de conflito que ditam o ritmo frenético do filme estrelado por Débora Falabella: "Depois a Louca Sou Eu", inspirado no livro de mesmo nome, escrito por Tati Bernardi

O longa dirigido por Julia Rezende não é uma história de amor, mas sobre entendimento de ser quem é. Sabendo que resultamos muito da vivência dos nossos pais, logo, Dani (Débora Falabella), além de se conhecer, também precisa lidar com a mãe (Yara de Novaes). Mulher super protetora, mas também inibidora. A personificação de quem tenta acertar, mas erra -o que reflete muito nas neuras de Dani.

Cheia de cismas desde ainda menina, Dani na vida adulta, dá o melhor para levar uma vida normal -ou quase. Para driblar as constantes crises de ansiedade, até evita vomitar de nervoso e procura os mais inusitados tratamentos para o problema. Contudo, em meio a frustrações amorosas e profissionais, acaba se rendendo ao Rivotril e "otras cositas". Surge assim a relação de Dani com os medicamentos.

No entanto, o longa de 90 minutos com texto imagético vai muito além da estética. Em meio a microcenas e cenários em cores vibrantes que ora pendem para o verde -nas situações tranquilas- e ora para o vermelho -quando Dani entra em pânico. E como é agradável ver anotações na tela do que se passa na mente da jovem hiperativa. Acompanhar as peripécias de Dani é prazeroso e super divertido. Imperdível!


BATE-PAPO: Em coletiva de imprensa virtual, a produtora Mariza Leão, a diretora Julia Rezende e os atores Débora Fababella (Dani), Gustavo Vaz (Gilberto) e Yara de Novaes (Silvia) explicaram o processo da produção até o lançamento em 25 de fevereiro de 2021 -planejado para abril de 2020 e reagendado devido o período de pandemia.

Débora Falabella que dá vida a Dani, a protagonista confessou que já tinha lido o livro e amava o jeito que Tati Bernardi escrevia, logo desejava interpretar a personagem há anos e até comentou, por vezes, com a escritora a respeito. Por outro lado, na prática, "a Dani foi se formando, não foi preciso imitar alguém" em específico, confessou a atriz. Tanto é que "surgiu "O Diário de Uma Quarentena" pelo fato de a personagem estar entranhada e ter um perfil coerente com o momento." Série spin-off do filme que pode ser acompanhada no Instagram da Paris Filmes.

A protagonista revela ter aproveitado todos os momentos de gravação do longa produzido pela Morena FilmesA diretora Júlia, que sempre achou que o filme teria uma estética pop, complementa que a atriz "embarcou na realização". Assistindo Depois a Louca Sou Eu, numa cabine de exibição, Débora comenta que foi como expectadora: "Eu gargalhei."

Para o ator Gustavo Vaz, que interpreta Gilberto, os bastidores do longa, que o deixou geralmente rodeado por mulheres, "foi um dos sets mais calmos" que já trabalhou. Esse "filme é um lugar de identificação. Cria a ideia de pertencimento. Os personagens não são perfeitos, mas representam a tentativa de se enquadrar. Os personagens são o espelho um do outro. Segundo o ator, o personagem Gilberto traz um contraste cômico, em Depois a Louca Sou Eu.

A atriz Yara de Novaes (Shippados), que interpreta Silvia, mãe de Dani, teve como inspiração a própria vivência como mãe, o que facilitou para incorporar a personagem. Esta é a importância de conhecer a própria história. A figura materna de Sílvia surgiu de todos os elementos, da vida da atriz, incluindo a amizade com Débora.

Conforme Yara de Novaes que trabalha ao lado de Débora Falabella em outros espetáculos de sucesso como "Neste Mundo Louco, Nesta Noite Brilhante", a Silvia estabelece uma "relação de muito amor e negação, muito controle e liberdade" com Dani. No entanto, além da amizade com a protagonista, Yara destaca também a importância do trabalho por trás das câmeras, do figurinista ao visagismo. "Tudo é importante para ajudar a criar o personagem."

Na visão da diretora, Depois a Louca Sou Eu, pode ser um filme de "terapia coletiva". Ainda mais considerando a importância de "abrir o diálogo sobre procurar psiquiatra, pois é um tabu." Segundo Júlia, o filme é "sobre como Dani lida com o que a mãe passou a ela.De acordo com a produtora Mariza Leão, o filme é o resultado do "amor pelo cinema", pois o longa "reúne todos os elementos micro que são macro para o filme ser o que é".


Filme: Depois a Louca Sou Eu 

Elenco: Débora Falabella, Yara de Novaes, Gustavo Vaz, Débora Lamm

Gênero: Comédia, drama

Diretora: Júlia Rezende

Autora: Tati Bernardi

Roteiro: Gustavo Lipsztein

Produção: Mariza Leão

Duração: 90 minutos

Classificação: 16 Anos

Data de lançamento: 25 de fevereiro de 2021 (Brasil)

Produção: Morena Filmes

Distribuição: Paris Filmes / Downtown Filmes


*Mary Ellen Farias dos Santos é criadora e editora do portal cultural Resenhando.com. É formada em Comunicação Social - Jornalismo, pós-graduada em Literatura, licenciada em Letras pela UniSantos - Universidade Católica de Santos e formada em Pedagogia pela Universidade Cruzeiro do Sul. Twitter: @maryellenfsm

Trailer




.: Diário de uma boneca de plástico: 25 de fevereiro de 2021



Querido diário,

Hoje é o aniversário da mãe da minha dona, a humana que cuida de mim, com tanto carinho... Logo, posso chamar a mamãe dela de vovó, né? Ela é a vovó Rosa Maria que faz 68 primaveras. 

Ano passado comemoramos com um passeio no Litoral Plaza Shopping, onde comemos lanches de lamber os beiços e dedos, conversamos e nos divertimos.

Esse ano, tudo será diferente devido a pandemia e estaremos mais guardadinhos em casa, mas, em família.

Enfim... estamos vivos, unidos e é o que mais importa! 

Feliz aniversário, vovó querida!!

Beijinhos pink cintilantes e até amanhã,

Donatella Fisherburg


.: Bia Bom integra elenco do espetáculo ‘Cadê a Criança que tava Aqui?’

Após audições com diversos artistas mirins, a atriz Bia Bom foi selecionada para integrar o elenco do espetáculo ‘Cadê a Criança que tava Aqui?’


“Cadê a Criança que Tava Aqui?” é um espetáculo que tem um formato atípico, não convencional, que busca a interação com a plateia o tempo todo e visa, através de jogos, cenas e números musicais, apresentar ao espectador um texto crítico e ao mesmo tempo leve, que trata de questões relacionadas a educação, engajamento social e relações pessoais, tanto no âmbito social em geral quanto no familiar. O próprio título nos traz a reflexão sobre onde escondemos nossa criança do passado. Através de quadros divertidos e dinâmicos, o elenco busca oferecer ao espectador a experiência de voltar a ser criança, trazendo à tona brincadeiras e o sabor da infância.

Além de Bia Bom, o elenco é composto por Babi Abate, Clarah Passos, Erin Borges, João Victor Rossi, Renata Cavallieri e Evelyn Lucas.

 A peça tem texto e direção de Bernardo Berro, direção Musical de Rodolfo Schwenger, coreografias de Davi Tostes, figurinos de Fabio Namatame, cenografia de Gabriela Gatti, músicas originais de Lucas Mendes e Luisa Ferrari, técnica de som e sonoplastia de Lucas Mendes, produção executiva de Bernardo Berro, coprodução executiva de Erika Barboni e Claudio Borges, produção de Tony Germano e assistência de produção de Claudia Pool.

A temporada 2021 começa cheia de novidades, com estreia em maio. Em breve a agenda do espetáculo.

Bia Bom esteve em cartaz no musical 'Achados e Perdidos', com direção de Cininha de Paula, interpretando a Menina do Riso. Já participou do curso de montagem de 'Matilda - O Musical', da Espaço Artístico 4 Fun, onde interpretou Alice. Recentemente integrou o elenco da versão musical de 'João e Maria', com direção de Fernanda Chamma e de ‘Matilda in Concert’ do Estúdio Broadway. Além de ‘Cadê a Criança que tava Aqui?’, Bia se prepara para estrear na nova montagem de ‘A Megera Domada’ e está no curso de montagem de ‘School of Rock’, ambos do Estúdio Broadway.

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